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21.6.17

Projecto - Alentejo recebe programa de combate ao desemprego jovem

in Público on-line P3

"PRO-MOVE-TE" vai ser desenvolvido em nove concelhos do Alto Alentejo até 2020. Se correr bem pode ser alargado ao resto do país

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, mostrou-se convicto de que o novo programa para combater o desemprego jovem no Alto Alentejo vai ter sucesso, esperando alargar o projecto a todo o país. O programa "PRO-MOVE-TE" vai ser desenvolvido em nove concelhos do Alto Alentejo (Alter do Chão, Campo Maior, Elvas, Fronteira, Marvão, Nisa, Portalegre, Ponte de Sor e Sousel) até 2020 e pretende apoiar os jovens, contribuindo para o desenvolvimento de competências e auxiliá-los na inserção laboral.

"Vamos verificar se será possível alargá-lo [o programa] a mais concelhos e se for uma boa experiência, como eu estou convicto que vai ser, poderemos pensar ter à escala nacional um apoio a este tipo de iniciativas", disse. Vieira da Silva falava aos jornalistas em Campo Maior, no distrito de Portalegre, na apresentação do "Fórum de Empregabilidade Jovem no distrito de Portalegre", inserido no programa "PRO-MOVE-TE", que tem como objectivo combater o desemprego jovem na região. O programa terá três edições por ano, num total de nove edições.

A iniciativa, segundo o ministro, pretende "apoiar as pessoas", nomeadamente a desenhar um percurso, aprender a fazer currículos e a promover e melhorar as suas qualificações. "Ou seja", frisou, "não ficarem em casa ou no centro de emprego à espera de uma oportunidade, mas também contribuírem para criar essa oportunidade".

Durante o fórum foram ainda apresentados os resultados do programa piloto "Lanzaderas", uma iniciativa realizada em Espanha pela Fundación Santa María la Real e que foi transferida para Portugal pela Associação Coração Delta, de Campo Maior. A experiência piloto em Campo Maior teve início em 2016 e visou dar resposta ao problema social do desemprego jovem, tendo alcançado uma taxa de 70 por cento de inserção laboral.

A ministra do Emprego e da Segurança Social de Espanha, Fátima Bañez, marcou também presença em Campo Maior, tendo sublinhado que o projecto "Lanzaredas" tem sido desenvolvido pelos espanhóis com uma "atitude pró-activa". "É uma iniciativa que nasceu da sociedade civil, apoiada pelos organismos públicos e pelo Governo de Espanha e que tem dado resultados. O nível de inserção no mercado de trabalho é superior a 50 por cento", disse.

4.1.16

Ferreira combate desemprego jovem

in Correio do Alentejo

O combate ao desemprego entre os jovens é o grande objectivo do projecto "Bejovem", que vai dinamizado até final do ano de 2018 no concelho de Ferreira do Alentejo.

O projecto, que durará 36 meses, junta a Câmara Municipal ao Agrupamento de Escolas e a empresas locais, pretendendo "contribuir para o desenvolvimento de abordagens inovadoras e instrumentos específicos para a redução da taxa de desemprego jovem no concelho".
No âmbito do "Bejovem", a autarquia ferreirense estabeleceu igualmente um protocolo com a ADTR – Associação de Desenvolvimento Terras do Regadio, visando uma candidatura do projecto.

15.12.15

Vários países juntos em projeto para diminuir desemprego jovem

in Notícias ao Minuto

Caldas da Rainha e Amadora estão a participar num projeto que envolve Portugal, Espanha, França e Eslováquia num estudo sobre os novos paradigmas da ativação e emancipação dos jovens, dificultadas pelo desemprego a nível europeu.

O aumento do número de "jovens 'nem-nem', que nem trabalham nem estudam" e a convicção de que "não haverá no futuro uma sociedade de trabalho como temos hoje", são o mote do projeto que visa "cocriar propostas de solução para um problema comum a todos os países", explicou à agência Lusa Jon Etxeberría, coordenador do "YouthLab".
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Resultante de uma candidatura da Asociación Navarra Nuevo Futuro (Espanha) ao Eramus+, o projeto, financiado em cerca de 100 mil euros, junta nove associações daquele país, França, Eslováquia e Portugal (Caldas da Rainha e Amadora) que, durante 18 meses, recolhem exemplos de boas práticas de integração de jovens no mercado de trabalho e em contextos de cidadania ativa.

"Preocupa-nos o desemprego, mas também a dificuldade dos jovens em se emanciparem, em se tornarem adultos interventivos a nível social, uma passagem que se está a dilatar no tempo e a criar muitos problemas para as famílias e a sociedade", afirmou Jon Etxeberría, no final de um encontro de coordenação realizado em Bratislava, na Eslováquia.

"Temos a sensação de que fazemos, a nível europeu, muitas ações para os jovens, mas temos de questionar se são as certas, que resultados práticos têm", defendeu, sublinhando a importância de "o individuo se sentir socialmente útil, mesmo quando não tem trabalho".

Em quatro dias de trabalho acompanhados pela agência Lusa, as associações fizeram um balanço das ações realizadas na primeira fase do projeto iniciado em fevereiro e que se prolongará até junho de 2016.

Na Eslováquia, onde foram visitadas associações com boas práticas, os exemplos recaem em iniciativas viradas para a integração social de crianças e jovens de etnia cigana e acompanhamento de grupos excluídos, como profissionais do sexo, aos quais é prestado acompanhamento social e jurídico.

Em França, desportos como o futebol e o boxe estão a ser usados para a criação de laços comunitários em bairros periféricos na zona de Bordéus.

Em Espanha, o projeto envolve também universidades, entre as quais a MONDRAGON TEAM ACADEMY, no País Basco, onde os alunos têm "apenas três meses de aulas" e desenvolvem no resto do ano "projetos empresariais em vários pontos do mundo, com os quais geram dinheiro para outros projetos em que adquirem experiência profissional e competências sociais pelas quais são avaliados", explicou David Maetzu Santiago, um dos participantes.

Em Portugal, o projeto é dinamizado pela CAI - Conversas Associação Internacional, que em abril de 2016 apresentará associações que apoiam jovens na criação de projetos inovadores.

A estes exemplos juntar-se-ão as ideias recolhidas nos fóruns internacionais realizados nos quatros países e que serão sintetizadas num documento final que será "o ponto de partida para uma investigação de novos modelos de organização laboral e social que respondam ao problema dos jovens, concluiu Jon Etxeberría.

25.5.15

UE aumenta verbas para combate ao desemprego jovem

in Correio da Manhã

Verbas comunitárias sobem para quase mil milhões de euros em 2015.

O Conselho da União Europeia (UE) aprovou esta terça-feira, em Bruxelas, o aumento dos pagamentos antecipados da iniciativa garantia jovem de combate ao desemprego para quase mil milhões de euros para este ano.

Segundo um comunicado do Conselho da UE, em vez dos 67 milhões de euros previstos para 2015, os Estados-membros irão receber cerca de mil milhões de euros em pagamentos antecipados, através do aumento da taxa de pré-financiamento de 1% - ou 1,5% para países sob programas de assistência financeira - para 30%.

A decisão desta terça-feira tem como objetivo aliviar a carga orçamental dos Estados-membros, permitindo-lhes aplicar rapidamente medidas de combate ao desemprego jovem.

Iniciativa Emprego Jovem foi criada pela 'Comissão Barroso'
Segundo o comunicado, as regras em vigor não permitem que seja atingida a massa crítica financeira para permitir que os Estados-membros comecem a aplicar as ações previstas na Iniciativa Emprego Jovem, adotada em fevereiro de 2013 sob proposta da 'Comissão Barroso'.

A falta de fundos impede os 28 de avançar com pagamentos suficientes aos beneficiários da garantia jovem, que ficam assim sem ajuda para encontrar um emprego ou um estágio remunerado. A proposta adotada esta terça-feira teve já o aval do Parlamento Europeu.

14.4.15

Garantia Jovem quer combater a inactividade e o desemprego

Texto de Lúcia Marafona, in Público on-line (P3)

Combater a inactividade e o desemprego é a proposta da campanha Garantia Jovem. Soluções como oferta de emprego, educação, formação ou estágio são algumas das respostas rápidas pretendidas pelo programa europe
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O programa europeu Garantia Jovem, criado para quem tem menos de 30 anos, apresenta um conjunto de soluções em que o objectivo principal é diminuir a elevada taxa de desemprego. Num prazo de quatro meses, após a saída do sistema de ensino ou do mercado de trabalho, o projecto apresenta propostas como ofertas de emprego, de continuação dos estudos, de formação profissional ou de estágio a todos os inscritos.

A Garantia Jovem tem o apoio da União Europeia, mas enquanto que nos restantes países a campanha é destinada a pessoas até aos 25 anos, em Portugal, a idade limite abrangida são os 29 anos. Esta diferença tenciona alcançar metas como o aumento dos níveis de educação formal e melhoria das qualificações profissionais da população jovem, planeamento da transição do percurso escolar para o mercado de trabalho e combate ao desemprego dos jovens, reforçando medidas que apoiem a sua contratação e que favoreçam a futura inserção no mercado de trabalho.

Segundo Francisco d’Aguiar, coordenador nacional da Garantia Jovem, “atendendo ao panorama actual, num contexto de desemprego jovem, é fundamental activar formas que, do ponto de vista operacional, possam orientar os NEET ["Not in Education, Employment, or Training"] e fazer uma melhor planificação do seu ciclo de estudos para o mercado de trabalho”, lê-se, em comunicado.

As vantagens apresentadas pela Garantia Jovem contam com a oferta de apoio para iniciar ou continuar o percurso de qualificação escolar e profissional e/ou regressar ao Ensino Superior, encontrar uma proposta de emprego ou ficar a conhecer apoios e incentivos para a criação do próprio emprego ou de uma empresa.

Através deste projecto é possível realizar um estágio remunerado, nacional ou internacional, que permita adquirir competências fundamentais para o mercado de trabalho. Encontrar a formação profissional adequada às reais necessidades, desde cursos com equivalência escolar, até cursos de curta duração que lhes permitam adquirir ou aumentar competências, tais como no domínio da informática ou das línguas estrangeiras, é também uma das soluções apresentadas pela campanha europeia.

O processo integra três etapas: fazer o registo (aqui), conhecer um técnico e receber uma resposta.

29.9.14

Terceiro setor pode ajudar a combater desemprego jovem

in Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Na próxima semana o Porto vai ser palco da primeira edição da Academia ES. Uma iniciativa da Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES) destinada à sensibilização e formação de jovens, dos 18 aos 35 anos, nos temas do terceiro setor. "Até há bem pouco tempo, este setor, por desconhecimento, não era considerado por uma grande maioria dos jovens como uma porta de entrada para o mercado de trabalho", explicou Carla Pinto, vice-presidente da CASES. Porém, devido a um conjunto de medidas estratégicas promovidas pelo Estado, "existem cada vez mais jovens que assumem este setor como uma opção séria de entrada no mercado de trabalho".

Que armas têm os jovens para lutar por um emprego?

por Ricardo Conceição, Fátima Casanova e Ana Carrilho, in RR

Um assunto que preocupa pais e filhos em toda a Europa: o desemprego jovem, que continua acima dos 30% em Portugal. No programa desta quinta-feira, mostramos formas de “dar a volta ao problema”.

Saber línguas, ter conhecimentos de informática ou ter viajado. Tudo isto e muito mais é pedido ao recém-licenciado que procura um emprego, quer cá dentro, quer no estrangeiro.

As empresas de recrutamento valorizam a formação académica, mas são os aspectos comportamentais, que acabam por fazer a diferença. E, numa altura em que o mercado interno está muito limitado, os jovens portugueses percebem que, no resto da União Europeia, há um mundo de oportunidades que vão desde as áreas das engenharias, à arquitectura ou saúde.

Pedidos chegam diariamente às empresas de recrutamento
Os portugueses estão bem vistos lá fora e as oportunidades são muitas em diversas áreas um pouco por todo o mundo. Desde as engenharias (no Oriente) às informáticas e saúde (na Europa).

Amândio Fonseca, administrador executivo do grupo EGOR, empresa ligada aos recursos humanos, lembra que, para conseguir um destes lugares numa empresa, “não basta apresentar um diploma. Os candidatos precisam de indicar também características que os diferenciem”.

Defende ainda que, a par de conhecimentos de Informática e de Inglês, o candidato tem de ter competências de carácter social. E há aspectos que são valorizados, como o facto de praticarem (ou terem praticado) um desporto colectivo, de terem trabalhado nas férias, de terem feito algum tipo de trabalho comunitário ou voluntário.

Ter viajado também é uma mais-valia. Tiago Costa, responsável pelo recrutamento especializado da ADECCO, aponta, por isso, o programa Erasmus como uma vantagem. Para além do Erasmus, há muitos outros ao nível da União Europeia.

Para quem procura um emprego, este responsável pelo recrutamento especializado da ADECCO aconselha os recém-licenciados a valorizarem “a última página do currículo, onde devem escrever aquilo que os define”.

“Faz-te ao mercado”
Em estúdio tivemos Helena Gata, presidente da Associação TESE, uma organização não-governamental que aposta na chamada "inovação social". A TESE promove na próxima semana o “Faz-te ao Mercado”.

Helena Gata explica que o “Faz-te ao Mercado” é um evento que chama "jovens, mas também profissionais mais velhos que não têm trabalho”.

Quanto ao estudo que vai ser avançado na próxima semana, ele vem provar que características como o trabalho em equipa, saber dominar línguas ou a versatilidade, são importantes para os jovens conseguirem ser mais valorizados pelas entidades empregadoras.

De manhã haverá “workshops” sobre as cinco competências mais procuradas pelo mercado de trabalho e uma sessão de esclarecimento junto das empresas para lhes demonstrar que há incentivos para a contratação de jovens.

“Há um desencontro entre aquilo que as empresas e os jovens procuram. Não só ao nível das competências, mas também das qualificações. E Isso é algo que devia ser feito ao nível das escolas. Há também um desencontro regional. Muitas vezes há emprego onde há falta de pessoas. E vice-versa”, afirma.

21.7.14

Parlamento Europeu reclama mais medidas para combate ao desemprego jovem

in iOnline

Os eurodeputados defendem também que a Comissão Europeia deve propor um quadro jurídico europeu com normas mínimas para a implementação de garantias para a juventude


O Parlamento Europeu exortou hoje a Comissão Europeia e os Estados-membros a tomarem mais medidas para combater o fenómeno do desemprego dos jovens, incluindo o reforço do orçamento da 'Garantia para a Juventude' até 2020.

A posição da assembleia consta de uma resolução (documento não vinculativo) hoje adotada no hemiciclo de Estrasburgo por larga maioria (502 votos a favor, 112 contra e 22 abstenções), na qual os eurodeputados consideram que os seis mil milhões de euros atribuídos à 'Iniciativa para o Emprego dos Jovens' não são suficientes para combater o desemprego de forma duradoura.

Os eurodeputados pedem então ao executivo comunitário e aos Estados-membros que deem prioridade à Garantia para a Juventude e que aumentem a respetiva dotação orçamental para 2014-2020 (a revisão do atual quadro financeiro plurianual está prevista para finais de 2016, o mais tardar).

A assembleia considera também que a 'Iniciativa para o Emprego dos Jovens' não deve impedir os Estados-membros de utilizarem outros programas da União Europeia (UE), como por exemplo o Fundo Social Europeu ou o Erasmus+, para financiar projetos mais amplos relacionados com os jovens, sobretudo nos domínios do empreendedorismo jovem, da pobreza e da inclusão social, acrescenta o Parlamento Europeu (PE).

Os eurodeputados defendem também que a Comissão Europeia deve propor um quadro jurídico europeu com normas mínimas para a implementação de garantias para a juventude no que se refere, por exemplo, à qualidade dos estágios, a salários dignos para os jovens e ao acesso aos serviços de emprego.

A função das Pequenas e Médias Empresas (PME) pode ser determinante para a criação de emprego para os jovens, salienta ainda o Parlamento, sublinhando a importância da promoção do empreendedorismo através, por exemplo, de estágios e postos de trabalho para licenciados em pequenas empresas e microempresas para melhorar a sua experiência no ramo empresarial, sensibilizá-los para as oportunidades e capacitá-los para a criação das suas próprias empresas.

As taxas de desemprego entre a população jovem atingiram níveis sem precedentes, situando-se numa média de 23% no conjunto da UE e ultrapassando os 50% em alguns Estados-membros, sendo Portugal um dos países mais atingidos.

De acordo com os mais recentes dados do Eurostat, o gabinete oficial de estatísticas da UE, Portugal tinha em maio uma taxa de desemprego entre jovens até aos 25 anos de 34,8%, o que é o sexto valor mais elevado da UE, atrás de Grécia e Croácia (57,7% e 48,7%, respetivamente, ambos valores referentes ao primeiro trimestre do ano, os últimos dados disponíveis), Espanha (54%), Itália (43%) e Chipre (37,3%).

9.7.14

Combate ao desemprego jovem já ajudou mais de 90 mil

in TVI24

O ministro do Emprego, Pedro Mota Soares, anunciou no Parlamento que o Programa Garantia Jovem abrangeu 91 mil pessoas até maio, em medidas enquadradas pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

«O Governo português, que já vinha considerando o combate ao desemprego jovem como uma prioridade estratégica no âmbito das políticas de emprego, consolida agora essa ação através do Programa Garantia Jovem e, em maio deste ano, contava já com mais de 91 mil abrangidos», afirmou o ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, numa comissão parlamentar onde está esta terça-feira a ser ouvido pelos deputados.

O programa Garantia Jovem visa o apoio ao emprego nos jovens, com apoios à contratação, formação profissional ou estágio. O programa comunitário destina-se a jovens abaixo dos 25 anos mas, em Portugal, essa fasquia foi elevada para 30 anos.

No entanto, em junho deste ano, numa declaração em Genebra, o ministro apontou um número de abrangidos diferente: «Neste momento temos 80.000 jovens inseridos em respostas da Garantia Jovem [e] é importante para nós poderemos contar com a colaboração da Organização Internacional do Trabalho», explicou o ministro, reconhecendo que as necessidades do mercado de trabalho nem sempre têm resposta na formação.

O governante anunciou ainda que, desde outubro de 2013, altura em que foi criado o Fundo de Compensação do Trabalho, «foram já celebrados 544 mil novos contratos resultantes da adesão de cerca de 75 mil entidades empregadores».

Para Pedro Mota Soares, isto «espelha bem a dinâmica que se vai sentindo no mercado e a importância ao nível da proteção social que este mecanismo pode traduzir», como cita a Lusa.

9.4.14

Garantia Jovem em discussão esta semana

in RR

O desemprego jovem atinge níveis alarmantes na Europa. Em Portugal, os dados mais recentes apontam para 35% de jovens com menos de 25 anos no desemprego.

Amanhã discute-se a Garantia Jovem. Um programa de combate ao desemprego jovem, que foi o principal instrumento concreto que os lideres europeus decidiram criar em 2013 para fazer face ao problema.

São 6 mil milhões de euros europeus para serem gastos este ano e no próximo, com o objectivo de garantir que jovens com menos de 25 anos arranjem uma actividade. Um programa que passa muito pela criação de incentivos para que as empresas contratem estes jovens.

As tentativas iniciais do Governo português foram um falhanço e tiveram pouca adesão. Na prática, pode dizer-se que serve para tirar os jovens das estatísticas do desemprego. Mas, por outro, é uma forma de dar uma oportunidade de lhes dar uma hipótese no mercado de trabalho.

Debaixo do mesmo tecto, mas sem se encontrarem

Durão Barroso e Vítor Constâncio vão estar hoje no Parlamento Europeu ao mesmo tempo, embora em reuniões separadas.

Os dois têm sido protagonistas de uma troca de palavras devido ao Caso BPN, um caso que envolve um banco privado português e que está em julgamento, por causa de alegadas irregularidades que se passaram quando Durão Barroso era Primeiro-ministro e Vítor Constâncio o presidente do Banco de Portugal, entidade que supervisionava o BPN.

Para o correspondente da Renascença em Bruxelas, Daniel Rosário, dificilmente o caso estará encerrado. É também essa a opinião dos analistas e dos órgãos de comunicação social.

Constâncio tentou pôr um ponto final na polémica e Durão Barroso tem tentado evitar os jornalistas desde a entrevista em que pôs em causa a actuação de Vítor Constâncio.

29.1.14

Governo destina 1.300 milhões para combater desemprego jovem

por Sara Antunes, in Negócios on-line

O programa “garantia jovem” tem como principal objectivo ajudar os jovens até aos 30 anos que não estudam nem trabalham. Para este programa serão alocados 1.300 milhões de euros nos próximos dois anos.

O Governo já tinha aprovado a “garantia jovem” no final do ano passado, mas esta terça-feira revelou os valores envolvidos nesta medida: 1.300 milhões de euros para os anos de 2014 e 2015.

O Plano de Implementação de Uma Garantia Jovem “visa garantir que todos os jovens com menos de 30 anos beneficiam de uma boa oferta de emprego, formação permanente, aprendizagem ou estágio, no prazo de quatro meses após terem ficado desempregados ou terem terminado o ensino formal”.

“Em 2014 e 2015 o objectivo da “Garantia Jovem” é desenvolver cerca de 378 mil respostas de educação, formação, inserção e emprego para os jovens NEET portugueses, o que envolverá um investimento de aproximadamente 1.300 milhões de euros”, revela o Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social.

O Ministério liderado por Pedro Mota Soares adianta que a “operacionalização da ‘Garantia Jovem’ requer um trabalho em rede, especialmente ao nível local, sobretudo, para identificar os jovens que se encontrem em situação de maior fragilidade, susceptíveis de serem enquadrados em medidas de activação, com a capacidade de estabelecer relações de proximidade com os jovens, individualizando as respostas, o que constituirão elementos chave do sucesso da intervenção.”

E destaca as medidas “mais revelantes” neste programa. Entre elas está educação e formação, incentivos para o regresso ao sistema educativo, estágios profissionais, apoio ao empreendedorismo e criação do próprio posto de trabalho e apoio à mobilidade jovem.

“As novas medidas deverão ser concretizadas e desenvolvidas no primeiro trimestre de 2014 e um conjunto de medidas existentes estão em execução desde o dia 2 de Janeiro”, adianta a mesma fonte.

“Irão decorrer nas próximas semanas reuniões ao nível das regiões e distritos, envolvendo os parceiros estratégicos e outras entidades com intervenção em diferentes áreas da sociedade, com as quais se concretizará nas próximas semanas a rede de desenvolvimento da ‘Garantia Jovem’.”

(Notícia actualizada às 17h56 com mais informação contida no comunicado)

17.7.13

Impulso Jovem tornou-se mais simples. Saiba como

Por Ana Margarida Pinheiro, Dinheiro Vivo

Depois de alterar em março a abrangência do Impulso Jovem – mais pessoas elegíveis, mais regiões abrangidas e mais entidades promotoras -, o governo veio agora torná-lo mais simples.

O programa passa, assim, a poder apoiar a empregabilidade dos jovens através de quatro vias: Estágios Emprego, com a diminuição dos custos associados à contratação de jovens, através do reembolso da taxa social única e do estímulo 2013; apoio ao empreendedorismo como uma alternativa ao trabalho por conta de outrem e apoio à formação e qualificação profissional.

A ideia do governo é que o Impulso Jovem possa abranger 120 mil pessoas até aos 30 anos de idade que estejam sem emprego. “Esta missão de combate ao desemprego jovem é absolutamente prioritária para o governo”, afirmou hoje, na apresentação do programa o ministro Álvaro Santos Pereira, acrescentando que este “flagelo social tem de ser combatido de forma mais eficaz envolvendo também a sociedade civil”.

Um programa mais simples
Os seis programas de estágios existentes até agora serão fundidos num único programa de forma a que as entidades empregadoras tenham maior conhecimento das medidas existentes e possam aderir a este sistema mais facilmente.

Estes estágios são alargados a todas as áreas de atividade em território continental. Serão remunerados e conferem ainda apoios no pagamento da TSU às entidades empregadoras envolvidas, esta comparticipação pode ir dos 80% aos 100% do valor a pagar.


Novas opções para responder ao desemprego
Haverá uma resposta integrada de combate ao desemprego jovem através de quatro eixos fundamentais.

1 - Estágios profissionais
Estes consistem na colocação de jovens qualificados no mercado de trabalho através de estágios emprego que serão remunerados e com duração de 12 meses, mais uma vez em todos os setores de atividade.

2 - Apoios à contratação
Serão disponibilizadas novas ferramentas de atratividade à contratação de jovens através da diminuição dos custos associados à sua contratação que pode acontecer através do reembolso da Taxa Social Única e do Programa Estímulo 2013.

3 - Apoios ao empreendedorismo
Os jovens com uma ideia de negócio também serão ajudados de forma a que a criação de um projeto próprio possa ser uma alternativa ao trabalho por conta de outrém.

4 - Formação Profissional
A qualificação profissional também será estimulada, sendo que o governo pretende dar maior enforque numa aprendizagem DUAL.

28.6.13

6 mil ME para combater desemprego jovem antecipados

por Lusa, publicado por Ricardo Simões Ferreira, in Diário de Notícias

Os líderes europeus acordaram hoje antecipar para 2014 e 2015 a disponibilização da verba de seis mil milhões de euros destinada à garantia jovem, inicialmente prevista para o período 2014-2020, anunciou o presidente do Conselho Europeu.

Herman Van Rompuy, que falava na conferência de imprensa que assinalou o final do primeiro dia do Conselho Europeu, em Bruxelas, disse que esta antecipação foi possível graças ao "acordo político" sobre o orçamento comunitário para 2014-2020, anunciado na quinta-feira, antes do início da cimeira europeia.

"Com o acordo sobre o orçamento [da União Europeia] será possível antecipar e acelerar medidas como a garantia jovem", destinada a combater o desemprego juvenil, afirmou o presidente do Conselho Europeu.

Esta garantia, proposta pela Comissão Europeia, visa garantir que os jovens até aos 25 anos que estão desempregados há quatro meses tenham acesso a um trabalho, a um estágio ou a um programa de formação.

O presidente do Conselho Europeu disse que a discussão sobre as medidas destinadas ao combate ao desemprego jovem foi caracterizada pelo consenso.

Herman Van Rompuy adiantou ainda que os líderes europeus acordaram "investimentos substanciais com o foco nas pequenas e médias empresas" (PME).

Os líderes europeus, entre os quais o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, retomam os trabalhos na sexta-feira, pelas 10:00 (menos uma hora em Lisboa).

O alargamento da União Europeia e o aprofundamento da União Económica e Monetária serão os temas em debate, depois de o primeiro dia de trabalhos ter sido focado na definição de medidas destinadas a travar o desemprego jovem e a melhorar o acesso ao financiamento por parte das PME.

União Europeia destina pelo menos 8 mil milhões de euros ao emprego jovem

in Jornal de Notícias

O presidente da Comissão Europeia adiantou, em Bruxelas, que a verba comunitária destinada à criação de emprego para os jovens vai ascender a, pelo menos, oito mil milhões de euros.

Em declarações aos jornalistas no final do primeiro dia do Conselho Europeu, José Manuel Durão Barroso disse ter ficado "bastante satisfeito" com os resultados da cimeira que, em sua opinião, "reforçam muito consideravelmente o investimento europeu".

Os chefes de Estado e do Governo da União Europeia (UE) iniciaram na quinta-feira uma cimeira de dois dias, focada na definição de medidas para combater o desemprego jovem e melhorar o acesso ao crédito por parte das pequenas e médias empresas (PME).

No que respeita ao combate ao desemprego jovem, Durão Barroso disse que os líderes europeus acordaram em antecipar para 2014 e 2015 os seis mil milhões de euros da iniciativa garantia jovem, que pretende assegurar que os jovens até aos 25 anos que estão desempregados há quatro meses tenham acesso a um trabalho, a um estágio ou a um programa de formação.

"Os seis mil milhões de euros, em vez de serem para os sete anos [2014-2020], vão ser concentrados nos dois primeiros anos, 2014 e 2015, começando em janeiro de 2014", disse.

O presidente do executivo comunitário adiantou ainda que a verba a disponibilizar deverá ultrapassar os seis mil milhões de euros, em resultado da "flexibilidade" acordada na quinta-feira entre a Comissão Europeia, o Parlamento Europeu e o Conselho Europeu, no âmbito do acordo sobre o orçamento comunitário para o período 2014-2020.

"Com a flexibilidade que foi acordada hoje também com o Parlamento e o Conselho, [a verba] vai ser mais de seis mil milhões. Vai ser, pelo menos, oito mil milhões de euros", adiantou.

Questionado sobre o valor que será atribuído a Portugal, Durão Barroso escusou-se a avançar um número, mas afirmou esperar que haja no país "capacidade administrativa de pôr em prática este programa e empresas que estejam disponíveis para contratar jovens, mesmo que seja em regime de estágios e formação complementar".

Em Portugal, a taxa de desemprego jovem situou-se nos 42,5% em abril, um nível recorde, segundo os últimos dados do Eurostat.

O presidente do executivo comunitário congratulou-se ainda com o "acordo político final" sobre o orçamento comunitário para 2014-2010, alcançado na quinta-feira de manhã entre as três instituições europeias (Parlamento Europeu, Conselho Europeu e Comissão Europeia).

"Vai haver mesmo orçamento para os próximos sete anos na União Europeia, o que é muito importante", salientou.

Merkel acha que programa de combate ao desemprego jovem não vai produzir resultados imediatos

in Jornal de Notícias

A chanceler alemã, Angela Merkel, advertiu, esta sexta-feira, que a iniciativa garantia jovem, que contará com seis mil milhões de euros do orçamento comunitário para 2014-2015, não vai produzir resultados imediatos.

Neste sentido, recomendou que não se façam "falsas promessas" porque criar postos de trabalho para combater a elevada taxa de desemprego jovem na Europa "levará o seu tempo".

Na perspetiva da chanceler alemã, que falava na conferência de imprensa no final do primeiro dia da cimeira da União Europeia (UE), num prazo de meio ano os jovens desempregados não estarão a beneficiar ainda da iniciativa, que pretende assegurar que os europeus até aos 25 anos que se encontram desempregados há quatro meses tenham acesso a um trabalho, a um estágio ou a um programa de formação.

"É um caminho difícil. Há que ser realista com a garantia jovem. Não podemos dizer que dentro de meio ano todos os seis milhões de jovens têm uma garantia; isso não funcionará. Mas temos que mostrar, ano após ano, resultados", apontou, ao defender que para ajudar os jovens desempregados existem opções de criar postos de trabalho no setor privado com incentivos e de estabelecer soluções "ponte" por parte do Estado.

Neste sentido, a chanceler alemã explicou que vai organizar, na próxima quarta-feira, dia 03, em Berlim, uma reunião com os ministros do Trabalho e os responsáveis pelos serviços de emprego para analisar como proceder para que os países recebam, o quanto antes, os fundos da garantia jovem.

O encontro servirá ainda para a troca de opiniões sobre as "melhores práticas" e para estudar como intensificar a colaboração entre as diferentes agências de emprego, disse.

Merkel refutou, por outro lado, que a verba a alocar seja insuficiente para o fim a que se propõe, apesar de não descartar a possibilidade da UE rever o montante uma vez esgotado.

"É uma questão de combinar estes fundos com os sociais, os estruturais e os recursos nacionais", realçou.

No caso de se esgotarem os seis mil milhões depois de ano e meio veremos. No entanto, seria bom que os jovens vissem que estamos a fazer algo por eles", concluiu.

26.6.13

Europa lança ofensiva contra desemprego entre jovens

in AFP

Dirigentes europeus buscarão, a partir desta quinta-feira, lutar contra o desemprego entre os jovens, um flagelo que se estende por todo o continente e afeta, principalmente, países como Espanha e Grécia.

"A luta imediata contra o desemprego, sobretudo, entre os jovens, é chave", disse o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy. Mais de 26 milhões de pessoas estão sem trabalho na Europa, entre elas 5,6 milhões de jovens menores de 25 anos (100 mil a mais que há um ano).

A situação é tão grave que o presidente norte-americano, Barack Obama, alertou sobre a ameaça de uma "geração perdida".

"Deve-se fazer todo o possível para que os jovens que não estejam estudando ou trabalhando encontrem um trabalho ou uma formação nos próximos quatro meses", disse o rascunho do próximo Conselho Europeu, que reunirá os 27 chefes de estado e de governo da UE.

O desemprego entre os jovens se transformou na face mais dramática da prolongada crise europeia, que afundou vários países na recessão.

Segundo dados divulgados em abril, os países mais afetados pelo desemprego juvenil eram Grécia (62,5%), Espanha (56,4%), Portugal (42,5%), Itália (40,5%) e França (26,5%).

Em troca, o nível de desemprego mais baixo entre os jovens foi registrado na Alemanha (7,5%), Áustria (8%) e Holanda (10,6%).

Em meados de junho, os ministros do Trabalho e Economia da Itália, França, Espanha e Alemanha, entraram em acordo para utilizar, a partir de 2013, uma parte dos 6 bilhões de euros destinados pela UE à luta contra o desemprego dos jovens entre 2014 e 2020. Isso significa investir 142 euros por pessoa para menores de 25 anos.

A medida deverá ser aprovada agora pelos 27 dirigentes da UE e, embora seja um passo modesto economicamente, tem um forte significado político.

"Simplesmente, há 6 bilhões de euros que serão desbloqueados a partir de 2014 contra o desemprego dos jovens. Seis bilhões em 5-6 anos é muito pouco", explicou o ministro francês de Trabalho, Michel Sapin.

A Espanha espera receber entre 1,5 e 2 bilhões.

Os europeus buscam, além disso, ampliar a chamada garantia juvenil. Financiada graças a um fundo social europeu, a medida busca que qualquer jovem de menos de 25 anos receba uma oferta de emprego "de qualidade", ou uma formação ou estágios obrigatórios quatro meses após ter concluído seus estudos.

Durante a cúpula, os europeus debaterão medidas para apoiar as Pequenas e Médias Empresas, através do Banco Europeu de Investimentos (BEI) que mobilizaria entre 55 e 100 bilhões de euros entre 2014 e 2020.

A falta de trabalho em países como a Espanha expulsa os jovens do país, sobretudo, a países como Alemanha, com o consequente impacto na demografia do país, contribuindo para o envelhecimento da população.

Há casos dramáticos, como as regiões das Canárias e Ceuta, onde a taxa de desemprego deste grupo já supera 70%.

A CE pediu aos oito países com mais desemprego entre os jovens que deixem prontos até o outono (no hemisfério norte) seus planos nacionais de emprego que serão elaborados em colaboração com o Executivo comunitário.

Durante a cúpula, a última antes do verão (no hemisfério norte), os europeus querem avançar na união monetária, para romper a conexão entre a dívida bancária e dívida soberana, um dos pilares para sair rapidamente da crise.

Contudo, vários analistas e dirigentes alertam que as medidas de austeridade e reformas estruturais que Bruxelas impõe, há mais de três anos, não ajudam nem a reativar o crescimento nem a gerar emprego e estão minando o apoio ao projeto europeu, como demonstra o crescimento dos partidos nacionalistas ou eurocéticos em vários Estados membros.

18.6.13

Governo simplifica "Impulso Jovem"

in Jornal de Notícias

O Governo apresenta esta terça-feira novidades sobre o programa de combate ao desemprego "Impulso Jovem", pretendendo o Executivo uma "simplificação" do programa de modo a garantir empregos e estágios a mais jovens portugueses.

De acordo com declarações à agência Lusa do diretor executivo do programa, Vítor Moura Pinheiro, o objetivo é "continuar a apoiar o maior número possível de jovens", o que tem sido possível com alterações pontuais promovidas inclusive com a "preciosa ajuda" dos parceiros sociais.

A partir de agora haverá somente um programa de estágios profissionais, os Estágios Emprego, ao invés dos seis programas de estágios existentes até agora.

O objetivo do Governo passa por simplificar e facilitar a vida às entidades empregadoras contribuindo, assim, para a internalização de jovens no mercado de trabalho.

De acordo com Vítor Moura Pinheiro, houve até ao momento 19 mil candidaturas ao programa "Impulso Jovem", 12 mil das quais aprovadas.

O valor, reconhece, "subiu exponencialmente" desde fevereiro, quando se chegou a "mais jovens, entidades e território" com mudanças então aplicadas.

O Governo pretende agora apresentar o "Impulso Jovem" no contexto da futura institucionalização da "Garantia Jovem" e das recomendações da União Europeia.

O programa apoiará a partir de agora a empregabilidade dos jovens através de quatro vias: por via dos Estágios Emprego; com a diminuição dos custos associados à contratação de jovens, através do reembolso da taxa social única e do estímulo 2013; com o apoio do empreendedorismo como uma via alternativa a vertente mais tradicional de trabalho por conta de outrem; e com o apoio da qualificação profissional dos jovens através da formação profissional.

O Conselho de Ministros aprovou no início de junho de 2012 o programa "Impulso Jovem", que envolve mais de 344 milhões de euros.

Governo lança hoje novidades no combate ao desemprego jovem

Por: Tvi24

Simplificar programa Impulso Jovem para chegar a mais jovens

O Governo apresenta esta terça-feira o plano estratégico jovem, que contempla novidades sobre o programa de combate ao desemprego Impulso Jovem. O objetivo do Governo é simplificar o programa de modo a garantir empregos e estágios a mais jovens portugueses.

De acordo com declarações à agência Lusa do diretor executivo do programa, Vítor Moura Pinheiro, o objetivo é «continuar a apoiar o maior número possível de jovens», o que tem sido possível com alterações pontuais promovidas inclusive com a «preciosa ajuda» dos parceiros sociais.

A partir de agora haverá somente um programa de estágios profissionais, os Estágios Emprego, ao invés dos seis programas de estágios existentes até agora.

O objetivo do Governo passa por simplificar e facilitar a vida às entidades empregadoras contribuindo, assim, para a internacionalização de jovens no mercado de trabalho.

De acordo com Vítor Moura Pinheiro, houve até ao momento 19 mil candidaturas ao programa «Impulso Jovem», 12 mil das quais aprovadas.

O valor, reconhece, «subiu exponencialmente» desde fevereiro, quando se chegou a «mais jovens, entidades e território» com mudanças então aplicadas.

O Governo pretende agora apresentar o Impulso Jovem no contexto da futura institucionalização da Garantia Jovem e das recomendações da União Europeia.

O programa apoiará a partir de agora a empregabilidade dos jovens através de quatro vias: por via dos Estágios Emprego; com a diminuição dos custos associados à contratação de jovens, através do reembolso da taxa social única e do estímulo 2013; com o apoio do empreendedorismo como uma via alternativa a vertente mais tradicional de trabalho por conta de outrem; e com o apoio da qualificação profissional dos jovens através da formação profissional.

O Conselho de Ministros aprovou no início de junho de 2012 o programa Impulso Jovem, que envolve mais de 344 milhões de euros.

15.6.13

Reunião em Roma para debater medidas urgentes contra o desemprego jovem

AFP, in Público on-line

Espnha, Alemanha, Itália e França debatem formas de contrariar os números galopantes do desemprego entre os jovens.

Os ministros do Trabalho e da Economia de quatro grandes países europeus – Itália, França, Alemanha e Espanha – reúnem-se esta sexta-feira em Roma para tentar encontrar soluções para o flagelo do desemprego entre os jovens que continua em expansão no Sul da Europa.

Um dos líderes mais jovens da União Europeia, o italiano Enrico Letta, de 46 anos, recebeu os convidados no início da reunião, esta manhã, no Palazzo Chigi, sede do Governo. Ao anunciar a reunião, os serviços do Governo italiano sublinharam que Letta, à frente de um Governo de esquerda-direita, está "muito envolvido com o desenvolvimento de uma política europeia para o emprego, especialmente para os jovens."

O tempo está a esgotar-se porque, de acordo com as últimas estatísticas da União Europeia (Eurostat), entre os 26,5 milhões de desempregados na UE, em Abril, havia 5,6 milhões com menos de 25 anos, 100 mil mais que no ano anterior. Durante o mesmo mês, as menores taxas foram observadas na Alemanha (7,5%), Áustria (8%) e Países Baixos (10,6%), enquanto os piores resultados foram observados na Grécia (62,5%), Espanha (56,4%), Portugal (42,5%) e Itália (40,5%), com uma taxa também elevada em França (26,5%).

De acordo com o Governo italiano, a reunião de Roma será "uma oportunidade para trocar pontos de vista e coordenar objectivos para as próximas reuniões internacionais" do Conselho Europeu, em 27 e 28 de Junho, e da reunião especial sobre o desemprego, que terá lugar em Berlim a 3 de Julho.

A reunião surge pouco tempo antes de uma outra agendada para "Madrid entre representantes dos Ministérios do Emprego a 19 de Junho", disse à AFP um porta-voz do Ministério do Emprego espanhol, indicando que Espanha quer, sobretudo "encorajar os empréstimos a pequenas e médias empresas e estudar medidas de apoio ao emprego de jovens."

Do ponto de vista de Berlim, a reunião de Roma é o início de uma "obra política comum dedicada ao mercado de trabalho", sabendo que há melhorias em termos de "transparência do mercado de trabalho no intercâmbio de informações sobre as melhores práticas e as agências de emprego".

Para o ministro da Economia francês, Pierre Moscovici, "o sentido da reunião em Roma" é que a iniciativa franco-alemã de final de Maio "seja alargada". Paris e Berlim têm sugerido uma melhor utilização dos recursos existentes, particularmente na Europa, para facilitar o acesso das PME ao crédito, o desenvolvimento dos cursos profissionalizantes e a mobilidade geográfica.

O ministro do Emprego francês, Michel Sapin, defendeu que "se use já no segundo semestre de 2013 os seis mil milhões de euros previstos no orçamento plurianual 2014-2020" da União Europeia. O seu colega Moscovici também referiu, numa entrevista ao jornal Il Sole 24 Ore, a possível ajuda do Banco Europeu de Investimento (BEI) para "facilitar o crédito às PME".

Por sua vez, o comissário europeu para o Emprego, Laszlo Andor, exprimiu desejos de que em Roma os quatro países se consigam"coordenar para pôr em prática o mais rapidamente possível a Garantia para a Juventude".

Esta iniciativa, financiada pelo Fundo Social Europeu, tem como objectivo garantir que a todos os jovens com menos de 25 anos é oferecido um emprego de qualidade, formação, aprendizagem ou estágio num período de quatro meses após o fim da sua formação escolar ou numa situação de perda de emprego.

Para Itália, o ministro do Emprego, Enrico Giovannini, considera necessário "uma intervenção de choque", cujas primeiras medidas serão aprovadas pelo Conselho de Ministros neste sábado. De acordo com o ministro, é "importante" que o que resta dos fundos estruturais da UE para 2007-2013 que não tenham sido utilizados pelo país sejam "redireccionados" para os programas de emprego. Também pede uma redistribuição das ajudas da UE programadas para o próximo período 2014-2020.

As medidas italianas darão prioridade à contratação de jovens através de deduções fiscais e de uma flexibilização dos contratos a prazo e da aprendizagem (reduzir a zero o tempo entre um contrato e outro) e o desenvolvimento de serviços de apoio ao emprego onde a Itália gasta apenas 500 milhões de euros por ano, contra os cinco mil milhões gastos pela França.

28.5.13

Ministro pede investimento para ajudar a combater desemprego jovem

in RR

Álvaro Santos Pereira garante que Portugal apresenta "todas as condições, quer ao nível da competitividade, quer ao nível fiscal, para que as empresas invistam já".

O ministro da Economia pediu investimento em Portugal por parte do Banco Europeu de Investimento (BEI) para ajudar a combater o desemprego jovem. Um apelo feito por Álvaro Santos Pereira no seminário "Europa: as próximas etapas", em Paris.

"Queremos o seu investimento", disse o ministro da Economia, dirigindo-se ao presidente do BEI. Mas Werner Hoyer respondeu que "não existem soluções únicas, nem rápidas" e que é necessário "ir às raízes do desemprego".

Álvaro Santos Pereira explicou, em declarações à Lusa, que "não é possível lutarmos de uma forma sustentada contra o desemprego jovem se não tivermos, não só políticas activas de emprego, como a garantia jovem em vigor, mas principalmente temos que ter investimento".

O ministro da economia considera ainda que "a Europa só pode ultrapassar a situação actual se tiver mais investimento".

"Foi exactamente por isso, para tornar Portugal mais amigo do investimento, que nos primeiros dois anos de governação nos concentrámos com várias reformas estruturais, que já estão no terreno, e que irão dar os seus frutos a breve trecho", acrescentou.

O ministro garante que Portugal apresenta "todas as condições, quer ao nível da competitividade, quer ao nível fiscal, para que as empresas invistam já".

Álvaro Santos Pereira também presença marcada no encontro que se irá realizar a 3 de Julho, em Berlim, com os ministros da economia e do emprego dos estados membros, presidido por Angela Merkel.