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19.12.22

Portugal: Cartão Nacional de Voluntário vai ser lançado para «gestão e registo do trabalho voluntário» no país

 in Agência Ecclesia

Lisboa, 05 dez 2022 (Ecclesia) – O Cartão Nacional de Voluntário vai ser lançado esta segunda-feira, na Academia do Johnson, na Amadora, às 16h30, para “gestão e registo do trabalho voluntário em Portugal”.

“A criação pela ENTRAJUDA deste Cartão, nasce da necessidade de gestão e registo do trabalho voluntário em Portugal.”, informa o comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

A ENTRAJUDA, Apoio a Instituições de Solidariedade Social, “convidou a Imprensa Nacional-Casa da Moeda a desenvolver uma aplicação que permite disponibilizar o Cartão de Voluntário”, acessível através de um dispositivo, computador ou telemóvel, e associado a um “Portal do Voluntário”.

“Trata-se de uma aplicação user-friendly que vem ainda permitir a obtenção de estatísticas agregadas do Voluntariado em Portugal, que podem também ser segmentadas por área de intervenção (Solidariedade, Desporto, Cultura, Ambiente, Proteção de Animais, Direitos Humanos)”, pode ler-se.

A criação do Cartão de Voluntário contou com a associação de duas principais organizações promotoras de voluntariado em Portugal: a Confederação Portuguesa de Voluntariado, e a CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social.

O objetivo desta ferramenta é “beneficiar todas as entidades promotoras de voluntariado e todas as pessoas que dão o seu tempo por causas”.

Na apresentação do Cartão, que acontece esta segunda-feira, dia Internacional do Voluntariado, na Academia do Johnson, Rua das Mães de Água, n.º 31, na Amadora, pelas 16h30, e conta com a presença da Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Ana Mendes Godinho, vai ser prestada homenagem a João Semedo, mentor da Academia do Johnson, recentemente falecido.

Neste dia, 5 de dezembro, assinala-se o Dia Internacional do Voluntariado, implementado pela ONU em 1985, este ano em torno do tema “Solidariedade através do voluntariado”.

“As pessoas estão demasiado egoístas e é preciso sair de si mesmo e dar-se”

Cátia Cardoso, in O Regional

Dedicam parte do seu tempo aos outros e admitem que isso também os enriquece. São voluntários em instituições sanjoanenses e a propósito do Dia Internacional do Voluntariado esclarecem as razões pelas quais sentem que vale a pena investir nas causas

O Dia Internacional do Voluntariado foi instituído pela ONU em 1985, para salientar os valores de entreajuda e sentido de comunidade e promover a participação em programas de voluntariado. Em S. João da Madeira são várias as pessoas que, através de diferentes ações de voluntariado, contribuem para o desenvolvimento da cidade.

Abílio Pinho é voluntário na CERCI desde 2009. Depois de se reformar e perante a vontade de “fazer alguma coisa”, entendeu que a entidade que “merecia” a sua dedicação era a CERCI.
“Já conhecia algumas pessoas, vi que tinham algumas necessidades, achei que seria gratificante”, refere em declarações a ‘O Regional’, esclarecendo que agora faz parte da direção da instituição, “mas isso é lateral”.

Quando começou a fazer voluntariado, o seu trabalho passava pelo seu gosto na área da fotografia e da informática. “Comecei por desenvolver um clube de fotografia, tivemos um clube de informática e um clube de jornalismo também, porque era uma coisa que gostava”, conta.
Segundo Abílio Pinho, há cerca de oito voluntários na CERCI, que, de uma forma ou de outra, vão aproveitando os seus conhecimentos e competências, colocando-os ao dispor da instituição. “A CERCI desde sempre teve facilidade em receber propostas de voluntários”, informa o voluntário e dirigente, completando que “não há dificuldades” nesse sentido.
“Temos um conjunto de voluntários fantástico, neste momento estão a desenvolver uma atividade numa empresa, a fazer cabazes. Os miúdos e os voluntários estão a trabalhar na elaboração desses cabazes e não acredita a energia com que voluntários responderam ao repto”, exclama Abílio Pinho.
Recorde-se que na pandemia houve momentos em que os voluntários nem podiam ir à instituição. “Neste momento, ainda usamos máscara, é uma população muito afetiva temos que nos proteger e protege-los”, explica, frisando que algumas atividades ainda não foram retomadas, mas outras, como o teatro, já.

“Se há população que merece o nosso apoio é a população que é abrangida pela CERCI. As crianças, jovens adultos, enfim, terão outro tipo de possibilidades, as pessoas com deficiência não e é muito, muito gratificante o que fazemos com elas”, remata Abílio Pinho, indicando que ao longo destes anos tem recebido, sobretudo, “reconhecimento, gratidão e amizade dos utentes”.

Por sua vez, Ângela Quaresma faz voluntariado há mais de duas décadas. Começou na causa animal, mas também ajudou a população sem-abrigo, no Porto. Em criança, doava brinquedos antigos a quem tivesse dificuldades económicas, mostrando-se, desde cedo, “muito solidária”. Começou a fazer voluntário para “dar um pouco de esperança a quem não a tivesse”.

Atualmente provedora dos animais no município de S. João da Madeira, cargo que assume também em regime de voluntariado, Ângela Quaresma frisa que “a entrega é a mesma” e vai mais longe. “O que faço agora é a mesma coisa que já fazia, em situação de maus tratos, abandonos, parcerias, lidar com associações, não é nada de novo. Contudo, faço para além do que esta no regulamento, porque o regulamento de S. João da Madeira limita demasiado e não consigo ficar no limite, se não eu não fazia nada”, aponta.

“Sendo bem sincera, acho que é uma troca muito positiva e crescemos muito enquanto seres humanos”, responde, questionada sobre o que ganhou em fazer voluntariado, completando que, além de ter sido “sempre fui muito solidária, desde pequena” também sempre foi “muito apaixonado por animais”.
“Estamos num mundo em que as pessoas estão demasiado egoístas e é preciso sair de si mesmo e dar-se, sé assim a gente vai conseguir ser feliz”, refere, esclarecendo que o mundo “muito consumista” e que “quanto mais tem mais quer” em que vivemos já existe desde muito antes da pandemia e da Guerra.
“Ainda bem que tive pais, família, e agora marido, que aceitam esse meu modo de vida, só assim eu vou conseguindo realmente ser eu”, partilha igualmente a voluntária.

Sobre o voluntariado na causa animal, na cidade, a provedora refere que “há algumas pessoas que gostam de animais”, e também há quem não tenha tanto tempo e disponibilidade e não se envolva tanto. “Precisamos de pessoas que saibam lutar de forma equilibrada por aquilo em que acreditam, sem fundamentalismos, e pessoas que entendam da lei - para reivindicar seja o que for, precisamos estar por dentro da lei”, salienta, sublinhando que “o voluntariado é muito importante, fundamental”.
No entender de Ângela Quaresma, o trabalho das voluntárias da causa animal mostra “que há pessoas importadas com a cidade”.

7.12.20

Voluntários em Portugal aumentam mais de quatro vezes em 2020

in O Observador

Os voluntários inscritos nas plataformas geridas pela Cooperativa António Sérgio para a Economia Social quadruplicaram durante o ano 2020, com quase 5.500 pessoas atualmente inscritas.

Os voluntários inscritos nas plataformas geridas pela Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES) quadruplicaram durante o ano 2020, com quase 5.500 pessoas atualmente inscritas, informou hoje o ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Os dados avançados este sábado pelo executivo apontam a existência, à data de hoje, de 5.486 pessoas inscritas em plataformas de voluntariado, um crescimento de mais de 300% face a dezembro de 2019.

Deste total de voluntários, 30% estão entre os 25-34 anos, seguindo-se a classe dos 35-44 anos (22%), sendo que 25% disponibilizaram-se para apoio a doentes com covid-19.

É no distrito de Lisboa que se concentra o maior número de voluntários (36,6%), seguido do Porto (19,7%) e de Setúbal (8,2%), e as atividades mais procuradas são a distribuição de refeições ao domicílio (31%), o apoio à gestão (13%) e a ação direta (10%).

Os dados disponíveis evidenciam ainda que o horário para o qual se regista maior disponibilidade dos voluntários é o de sete dias por semana (14,7%), seguindo-se o de dois dias por semana (12,4%) e o de três dias por semana (11,6%).

De acordo com o Governo, continuam abertas em www.cuidadetodos.com as inscrições ao abrigo da campanha “Cuida de Todos”, lançada pelo executivo em abril “para incentivar o voluntariado em lares e instituições de apoio a idosos”.

Segundo refere, está também disponível a Plataforma Portugal Voluntário (www.portugalvoluntario.pt), que visa “facilitar o encontro entre quem quer desenvolver ações de voluntariado e as organizações que as promovem”, tendo ainda a CASES desenvolvido uma página específica dedicada ao voluntariado para dar resposta aos desafios colocados pela pandemia (www.cases.pt/voluntariado/covid-19/).

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.519.213 mortos resultantes de mais de 65,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 4.803 pessoas dos 312.553 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.


7.1.16

Crise ´pede´ mais voluntariado

In "Notícias de Viseu"

"Em momentos de crise como o actual, que extravasam os parâmetros meramente económico/financeiros, o voluntariado volta a ter necessidade de encontrar soluções para problemas gerados por uma sociedade à procura de um novo rumo". A afirmação é da coordenadora do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado, Maria Elisa Borges, e foi proferida sábado passado, 5 de dezembro, na conferência que celebrou o Dia Internacional dos Voluntários, em Moimenta da Beira, promovida pelo Banco Local de Voluntariado em que a Câmara Municipal, como entidade enquadradora, deu o devido acolhimento. A responsável deu exemplos de novos problemas que emergiram com a crise: "o envelhecimento das sociedades, a solidão, a perda de laços afectivos, a ilusória sustentabilidade dos sinais exteriores de riquezas, as medidas de política que condicionam a organização do trabalho e a utilização do tempo livre, a necessidade de conhecimento da aprendizagem ao longo da vida, entre muitos outros, que estão na ordem do dia".

Maria Elisa Borges, que apelou ao reforço do número de novos voluntários, lembrou contudo que para se ser voluntário "é preciso existir uma motivação, ter perfil para a actividade, estabelecer um compromisso, ter a formação adequada, ter o enquadramento adequado por parte de uma instituição, e uma coordenação convincente por parte da mesma, para que a sua acção seja realmente eficaz". A conferência contou ainda com outros quatro oradores (José Requeijo, Alexandre Monteiro, Rosa Silva e Sara Guia) e o testemunho (Cacilda Lopes) de uma voluntária. A sessão de abertura foi feita por Hélder de Jesus Tavares, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Moimenta da Beira, e presidida pelo chefe do Executivo Municipal, José Eduardo Ferreira. A de encerramento, por Susana Lemos, Vereadora da Acção Social. Para a inscrição de mais voluntários, o Banco Local de Voluntariado funciona nos serviços municipais de Acção Social (254 520 074 ou 925 200 200, ; bancodevoluntariado@cm-moimenta.pt).

30.12.15

YUPI e CNASTI assinalam dia internacional do voluntariado

In "Cidade Hoje"

A Associação YUPI, em parceria com a CNASTI (Confederação Nacional de Ação sobre o Trabalho Infantil) assinalaram o Dia Internacional do Voluntariado, reunindo 40 jovens no Centro de Estudos Camilianos. O trabalho decorria há 3 meses, na Escola Secundária D. Sancho I, e culminou este sábado com um programa sob o título “Escola de Crianças e Jovens para os Direitos Humanos”.

Através de sessões com base na educação não formal, os jovens descobriram de forma ativa a Carta Universal dos Direitos Humanos. Após a reflexão, teve lugar o debate, para o qual foram convidados Glória Teixeira. do Instituto Português do Desporto e Juventude, António Pinto, diretor do Agrupamento de Escolas D. Sancho I, e Mário Passos, vereador da Juventude na Câmara Municipal de Famalicão.

O assunto mais debatido foi o desgaste de um sistema educativo alicerçado na transmissão de conhecimentos e que sem sempre cativa os jovens, acabando por condicioná-los na sua liberdade de expressão e espírito de iniciativa.

Recorde-se que foi a 5 de dezembro de 1985 que as Nações Unidas declararam pela primeira vez o Dia Internacional do Voluntariado com o objetivo de motivar os cidadãos a envolverem-se em projetos de melhoria da qualidade de vida da comunidade.

11.12.15

Duplicou número de voluntários inscritos no banco local

Teresa Marques Costa, in "Correio do Minho"

Nos últimos dois anos, duplicou o número de voluntários inscritos no Banco Local de Voluntariado (BLV) de Braga. A revelação foi feita ontem pela coordenadora, Amélia Pereira, à margem da iniciativa que comemorou o Dia Internacional do Voluntariado, em Braga.

O BLV de Braga tem, actualmente, 2100 voluntários inscritos e estão quase todos no terreno, afirmou Amélia Pereira.

E se há mais voluntários a disponibilizar o seu tempo para ajudar os outros, aumentou também o número de instituições a abrir as suas portas ao voluntariado.

Eram 88 entidades em Setembro de 2013 e são agora 129, apontou a coordenadora do BLV que reconhece que “as instituições precisam cada vez mais de voluntários e também estão cada vez mais sensíveis a alterar as suas práticas para ir de encontro às necessidades dos seus utentes”.

O trabalho realizado pelo BLV de Braga foi enaltecido pelo presidente da Câmara, Ricardo Rio, que ontem fez questão de se associar à comemoração do Dia Internacional do Voluntariado, realçando que ele “tem sido espaço de excelência na dinamização dos bracarenses para o voluntariado”.
Também o edil louvou o facto de haver “cada vez mais pessoas a aderir ao BLV e a envolveremse nos seus projectos”.

Considerando o voluntariado como a “exaltação do que de melhor existe em nós”, Ricardo Rio defendeu que “seria muito importante estimular, cada vez mais, na nossa sociedade que mais cidadãos possam ser voluntários”.

Para o presidente da Câmara, é importante envolver a juventude porque o voluntariado é também formação para a cidadania.

O voluntariado é também a resposta para a integração de pessoas mais idosas que depois de cessarem a sua actividade profissional têm a “angústia de ocupar o tempo” e podem “devolvêlo à comunidade” em acções de voluntariado, “permitindo que outros possam beber da experiência e saber acumulado ao longo da vida” aponta Ricardo Rio.

Duplicou número de voluntários inscritos no banco local NO DIA INTERNACIONAL DO VOLUNTARIADO, Banco Local de Braga revelou que, em dois anos, duplicou o número de voluntários inscritos. Há também cada vez mais instituições a pedir este apoio.

DR Dia Internacional do Voluntariado ficou marcado pela adesão de mais três empresas ao Banco Local de Braga O trabalho realizado pelo BLV de Braga foi enaltecido pelo presidente da Câmara, Ricardo Rio, que ontem fez questão de se associar à comemoração do Dia Internacional do Voluntariado, realçando que ele “tem sido espaço de excelência na dinamização dos bracarenses para o voluntariado”.

4.12.15

A “Crise dos refugiados: um desafio para a Europa” vai estar em debate na UAlg | 5 de dezembro

JORGE MATOS DIAS, in "PlanetAlgarve"

Para assinalar o Dia Internacional do Voluntariado, que se celebra no dia 5 de dezembro, o Grupo de Voluntariado UAlg V+ vai organizar várias iniciativas com o objetivo de dar a conhecer, incentivar e valorizar este ato de cidadania. No dia 1 dezembro, a “Crise dos refugiados: um desafio para a europa” vai ser tema de debate, através de uma conferência aberta ao público em geral, que se realiza às 21h00, no Auditório da Escola Superior de Saúde, em Faro (junto ao Teatro Municipal).

Numa semana cheia de voluntariado vão ser chamados a intervir neste debate: pelo Ensino Superior, António Branco, reitor da UAlg, pela Sociedade Civil, Rui Marques, coordenador da Plataforma de Apoio aos refugiados, e pela Comunicação Social, Elisabete Rodrigues, diretora do Sul Informação. Os oradores convidados vão apresentar as suas perspetivas, numa altura em que a crise dos refugiados na Europa ganhou destaque na imprensa mundial e tem gerado vários problemas de ordem política e humanitária. O mundo vive a maior crise de refugiados desde a II Guerra Mundial. Segundo dados da Amnistia Internacional, existem atualmente 59,5 milhões de refugiados no mundo inteiro.

A sociedade civil é convidada a participar neste debate. Impõe-se uma mudança radical na forma como o mundo trata os refugiados, através de uma revisão profunda das políticas e das práticas, que permita criar uma estratégia global coerente e abrangente.

O programa completo da semana de Voluntariado UAlg V+ pode ser consultado emwww.ualg.pt/pt/content/semana-do-voluntariado

Recordamos que a Universidade do Algarve, no passado mês de outubro, no seguimento da colaboração que tem vindo a manter com a Plataforma Global de Assistência Académica de Emergência a Estudantes Sírios, iniciativa promovida, em Portugal, pelo ex-presidente da República Jorge Sampaio, tornou-se parceira da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR). No âmbito da sua missão educativa e de extensão, incluindo a vertente de voluntariado, a UAlg disponibilizou-se a contribuir para a receção dos refugiados que venham a ser acolhidos no Algarve, nomeadamente através da oferta de cursos de Língua e Cultura Portuguesa e de outras iniciativas semelhantes que possam ajudar na integração deste numeroso conjunto de pessoas em sofrimento.

Viver como voluntário

In "Metro"

“Tornamo-nos pessoas bem melhores”

Voluntariado. Amanhã é o Dia internacional do Voluntariado, instituído pela ONU há 30 anos. O metro falou com duas pessoas que abraçaram o voluntariado nas suas vidas.

Há vários anos, “passei dois dias a ajudar a construir habitações para um grupo de sem-abrigo, e, desde aí, senti que fiquei com o bichinho do voluntariado ”, relata Marta Guimarães Canário. “Passei anos a pensar nisto, e quando percebi que tinha um amigo voluntário no Centro de Apoio ao Sem-Abrigo, decidi juntar-me à causa”, acrescenta a voluntária que desde junho de 2014 faz “parte da equipa que todas as quartas distribui refeição quente aos sem-abrigo que dormem na Gare do Oriente”. Já Júlia Pacheco diz que o voluntariado apareceu na sua vida “pela necessidade de fazer algo em prol dos que necessitam de ajuda e têm uma vida mais difícil que nós”. A voluntária no projeto Re-Food revela que assim “aumentou” o seu “lado mais humano” e que olha “para as pessoas de um modo mais caridoso”. No entanto, ser voluntário nem sempre é fácil. Uma das grandes dificuldades é, segundo Júlia Pacheco, “o lado psicológico”. “Muitas vezes, o que vemos toca no coração de um modo violento e saber que pouco mais podemos fazer cria um sentimento de impotência.” Marta Guimarães Canário corrobora: “confrontar-me com pessoas que dormem na rua, ou precisam de nós para poderem comer uma refeição quente, e no fim da noite entrar no conforto da minha casa sem sentir o coração apertado, tem sido um desafio”. Mas esse é um desafio que ambas dizem que se deve aceitar. “Ter a oportunidade de fazer a diferença na vida de alguém é uma das melhores sensações do mundo. (...) Aprendemos a amar mais quem nos rodeia. Aprendemos a focar no essencial”, assevera Marta Canário. “Preenche um lado do ser humano que não consegue ser feito de outra forma, tornamo-nos pessoas bem melhores”, gaM.A. rante Júlia Pacheco.

Em Portugal, o voluntariado tem vindo a aumentar, quer em organizações que promovem o voluntariado, quer no número de voluntários. © MARILINE ALVES

Projetos
A Re-Food é um movimento comunitário independente, 100% voluntário, cujo fim consiste na recuperação de comida em boas condições para alimentar pessoas necessitadas. re-food.org O Centro de Apoio ao Sem-Abrigo (CASA), é uma associação sem fins lucrativos, cujo objetivo é apoiar, alimentar e alojar sem-abrigo. casa-apoioaosemabrigo.org

Financiamento
Um dos projetos de voluntariado que a Médicos do Mundo (MdM) lançou há pouco tempo em Portugal foi a campanha “#PresentesMdM”. “O objetivo foi criar uma plataforma de parceiros que apoiem a MdM na comunicação, marketing e captação de fundos”, diz a diretora-geral da MdM , Portugal. “A comunicação é indispensável para conseguirmos visibilidade. E a visibilidade essencial para conseguirmos os fundos necessários para o trabalho”, afirma Carla Paiva. Os voluntários “permitem-nos desenvolver atividades que, de outra forma, estariam financeiramente fora do nosso alcance”, sintetiza.

Iniciativas. Empresas também são agentes sociais da mudança
O Barclays e a Águas de Portugal (AdP) são duas entre as muitas empresas em Portugal que participam em projetos de voluntariado. A AdP instituiu em 2013 o programa “Gota a Gota, Mudamos Vidas”. Objetivo? “Estimular a participação voluntária dos seus colaboradores em ações em prol da comunidade, contribuindo com o seu tempo e conhecimentos”, diz a diretora da Sustentabilidade Empresarial da AdP. O retorno, afirma Fátima Borges, foi o fortalecimento da “cultura corporativa da AdP de compromisso com o bem-estar das populações” e a promoção da “proximidade entre empresa e comunidade”. A proximidade às comunidades é também uma “estratégia bem defi
nida do grupo Barclays”, revela Isabel de la Peña, responsável pelas áreas de Cidadania e Reputação do Barclays Portugal. Além de apoiar “os mais jovens e de maior vulnerabilidade na sua capacitação e valorização pessoal”, as ações de voluntariado do banco têm ainda “uma vertente de aproximação dos colaboradores, de desenvolvimento de espírito de equipa”. A adesão “ultrapassa os 50% de colaboradores a nível nacional” numa empresa que “tem autorizadas horas de voluntariado”, revela Isabel de la Peña.

26.11.15

Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso promove campanha de recolha de sangue

In "MetroNews"

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, através do Banco de Voluntariado, vai assinalar o Dia Internacional do Voluntariado (5 de dezembro) com uma ação de recolha de sangue, numa iniciativa conjunta com o Instituto Português de Sangue e da Transplantação (IPST, IP).

Esta recolha vai realizar-se no dia 4 de dezembro, uma sexta-feira, entre as 9h00 e as 12h30, nas instalações do Banco de Voluntariado da Póvoa de Lanhoso (na avenida 25 de Abril, junto ao pavilhão municipal).

De modo a preparar e informar sobre esta ação de recolha, uma equipa técnica do Instituto Português de Sangue e da Transplantação dinamizará previamente, no dia 30 de novembro, pelas 15h00, no auditório da Casa da Botica, uma sessão de informação sobre a importância de ser dador/a de sangue, constituindo ao mesmo tempo uma oportunidade para que quem pretenda ser dador/a, possa ver esclarecidas todas as suas eventuais dúvidas.

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso apela à participação da população nesta sessão informativa, de modo a poder estar convenientemente esclarecida sobre a importância de cada contributo e sobre a realização da própria colheita de sangue para participar ativamente na campanha de recolha do dia 4 de dezembro.

Em 1985, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o 5 de dezembro como o Dia Internacional do Voluntariado, passando a data a constituir um motivo para homenagear e reconhecer a dedicação dos/as voluntários à causa e bem comuns.

Neste sentido e com o objetivo de assinalar convenientemente a importância dos/as voluntários/as que, de uma forma genuinamente altruísta e atuante, contribuem para o bem estar e desenvolvimento das comunidades, decidiu a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, promover a realização desta colheita de sangue, numa iniciativa conjunta com o Instituto Português de Sangue e da Transplantação (IPST,IP).

5.12.12

Quase 20% da população portuguesa faz voluntariado

in Diário de Notícias

Assinala-se hoje o Dia Mundial do Voluntariado. Em Portugal são cerca de um milhão e 800 mil as pessoas que participam nestes programas, sendo que 700 mil estão integradas em instituições.

Quer sejam ações regulares ou ocasionais, o número de voluntários em Portugal ronda os 800 mil, avançou Elisa Borges, coordenadora do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado, citada pelo Jornal de Notícias.

Os que trabalham em instituições e desenvolvem, por isso, um trabalho persistente e regular são 700 mil e o número tem vindo a aumentar. Neste momento, "a quase totalidade dos concelhos em Portugal tem ações de voluntariado a decorrer, ora em fase de lançamento, ora em fase de desenvolvimento, ora já com programas implementados e em curso", afirmou Elisa Borges ao JN.

Com a crise a crescer exponencialmente, "cada vez aparecem mais pessoas desempregadas para ser voluntárias", declarou Eugénio Fonseca, da Cáritas.

Braga 2012 celebra Dia Internacional do Voluntariado

in Correio do Minho

A organização de Braga 2012 está a celebrar o Dia Internacional do Voluntariado, dia 5 de Dezembro, com uma ação de promoção do Banco de Voluntariado de Braga 2012: Capital Europeia da Juventude pelas escolas secundárias de Braga.

A acção de promoção que tem como objectivo a divulgação e angariação de voluntários, para Braga 2012: Capital Europeia da Juventude, nas Escolas Secundárias de Braga, capacitando os jovens da importância do voluntariado e dar um pouco do seu tempo a outras causas.

O objectivo será percorrer as Escolas Secundárias de Braga durante três dias (28 e 29 de Novembro e 2 Dezembro) para a promoção de Braga 2012: Capital Europeia da Juventude 2012 e do Dia Internacional do Voluntariado. A ação culmina no dia 5 de Dezembro de 2011 com um Seminário, em colaboração com a Juventude da Cruz Vermelha de Braga, que é também parceira nas visitas às escolas.

Em cada escola reuniu pelo menos uma t urma, para a apresentação do projecto de voluntarido de Braga 2012: Capital Europeia da Juventude.

Além disso, Braga 2012 tem um ponto de informação à entrada da escola, a partilhar a experiências sobre o que é ser Voluntário de Braga 2012, bem como a promover os eventos já a decorrer e o Dia Internacional do Voluntariado.

As próximas acções a decorrer serão no dia 2, na Escola Alberto Sampaio de manhã e no dia 5 de Dezembro, um seminário final sobre Voluntariado, na Universidade Católica.

O Projecto de Voluntariado de Braga 2012: Capital Europeia da Juventude é uma oportunidade para os jovens se envolverem no projecto durante o ano de 2012, ajudando a organização e participando activamente nas actividades.

Mais informações ou inscrições via voluntariado@bragacej2012.com ou em facebook.com/BragaCEJ2012 no espaço “Projecto de Voluntariado”!

«Por onde passo alguma coisa fica»

Texto Juliana Batista, in Fátima Missionária

Isabel Fernandes, recebeu o prémio europeu na categoria de «Melhor Voluntário»


Hoje é o Dia Internacional dos Voluntários. Isabel Fernandes, vencedora do prémio europeu na categoria de «Melhor Voluntário», trabalhou em Moçambique e conta que procurou «incessantemente» uma organização que a levasse até África

Tem 24 anos e chama-se Isabel Fernandes. É licenciada e mestre em psicologia e é natural de Famalicão. Em 2009 esteve como voluntária em Moçambique. Como quis repetir a experiência, voltou para o mesmo país africano em 2011. No último dia 19 de outubro, Isabel recebeu o prémio europeu na categoria de «Melhor Voluntário», atribuído pela Active Citizens of Europe Awards, em Itália. Na próxima segunda-feira, 10 de dezembro, a voluntária do ano receberá a medalha de ouro comemorativa do 50.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem, no Salão Nobre do Palácio de São Bento.


FÁTIMA MISSIONÁRIA - Recebeu este ano o prémio europeu na categoria de «Melhor Voluntário». Acha que conseguiria ser voluntária a vida inteira?
Isabel Fernandes - Imagino-me a entregar-me sempre aos outros. E serei voluntária, daqui a 10 anos, 20, 30… enquanto cá estiver. (In)felizmente considero que o voluntariado é uma missão que não tem fim. Há muito trabalho por fazer. Não podemos baixar os braços. Obviamente que este meu compromisso é para sempre, independentemente do sítio onde estou. Se todos déssemos um pouquinho de nós, este mundo seria bem melhor.

FM - Em que contexto tomou a decisão de partir para Moçambique?
IF - Desde muito cedo sabia que queria partir em missão para África. Mas as oportunidades são poucas. No entanto, sempre partilhei este meu desejo e estive muito ativa na internet. Tive a felicidade de ter uma porta aberta em 2009. Nessa altura estava a acabar a licenciatura de psicologia. Depois dessa minha primeira missão, regressei contrariada porque o que mais queria era ter continuado lá. Mas continuei a procurar incessantemente organizações não governamentais para o desenvolvimento (ONGD) que me permitissem regressar à minha casa [África]. Em 2011 encontrei um anúncio na internet da Ataca que pedia dois voluntários para Moçambique. No dia 25 de abril do mesmo ano enviei o meu curriculum vitae e a minha carta de motivação. Num grupo de 100 pessoas fomos sujeitos a um processo de recrutamento, e qual o meu espanto e felicidade quando passado dois meses percebi que tinha sido uma das selecionadas.

FM – Partir em missão foi uma opção para ‘fugir’ à situação de desemprego?
IF - Esta minha vontade de estar no terreno não tem nada a ver com a situação de desemprego, mas sim com os meus ideais de vida.

FM - Como é trabalhar sem receber um salário?
IF - Essa é uma parte difícil na vida de qualquer voluntário, ainda para mais com a conjuntura atual. É muito difícil viver só do voluntariado. O ideal será conciliar um trabalho com o voluntariado, pois enquanto não houver nenhum organismo que garanta uma maior sustentabilidade às pessoas que partem em missão será difícil viver só do voluntariado.

FM - Os voluntários têm direito a proteção social quando terminam as suas missões?
IF - Ainda há muito trabalho que se pode fazer ao nível de voluntariado e essencialmente nos apoios que poderão ser dados às pessoas que partem em missão.

FM - Tem uma licenciatura e mestrado em psicologia. Tem procurado emprego em Portugal ou está apenas focada no trabalho que está a desenvolver em África?
IF - O meu objetivo é conseguir um emprego em África. Caso não consiga, o ideal é um emprego que me permita fazer a ponte Portugal-África.

FM – Como interpreta o trabalho das organizações não governamentais?
IF - São sem dúvida entidades muito importantes na vida de milhões de pessoas. Se estiverem bem estruturadas, se as pessoas que trabalham nelas tiverem boa índole, e se forem transparentes então fazem realmente a diferença. No entanto, atualmente, também devido à situação económica que vivemos as próprias ONG´s passam por um desafio muito grande.

FM - Antes de ser voluntária trabalhou em alguma empresa?
IF - Fiz vários trabalhos na minha área de formação enquanto tirava a licenciatura/mestrado. Mas estes trabalhos, sendo auto-propostos, eram não remunerados.

FM - Criou, juntamente com outros voluntários, uma associação. Qual é a atividade dessa estrutura?
IF - Depois da missão em 2009, juntamente com algumas colegas de terreno, fundámos uma associação sem fins lucrativos – kutsemba (www.kutsemba.pt). Kutsemba quer dizer Esperança no dialeto changane. E é isso que realmente nos move, a esperança num mundo melhor. Temos imensos projetos tanto em Portugal como em Moçambique. Como somos uma equipa multidisciplinar atuamos em diferentes áreas.

FM – Tem dedicado a sua vida ao voluntariado. Ser voluntária é motivante?
IF - Desde muito jovem que faço voluntariado. Pequenas ações, com a escola ou amigos. Por isso, é algo que já está intrínseco na minha pessoa. Ser voluntário é realmente motivante por todos os desafios. Nem sempre o caminho é luminoso, muitas vezes temos de dar um passo atrás para depois dar dois à frente. Mas quando se fazem as coisas por amor, tudo é recompensado. Acredito que vivemos numa aldeia chamada mundo» E por isso, à minha maneira vou mudando o meu mundo. Tenho a certeza que por onde passo alguma coisa fica.

FM - Tem feito viagens entre o continente africano e europeu. Quando chega ao seu destino, é mais fácil adaptar-se a Moçambique ou a Portugal?
IF - Costumo dizer que o mais difícil de uma missão é regressar a Portugal e (re)adaptar-me às rotinas, ao modo de vida, às pessoas. É bastante complicado. Quanto mais os dias passam, mais as saudades aumentam das minhas mamãs e das minhas crianças em Moçambique.

FM - O que é que a sua família e amigos acham da sua opção pelo voluntariado?
IF - Costumo denominar os meus amigos e a minha família como o meu património dos afetos. Sem eles nada disto seria possível. Apoiam-me em todo os momentos. Se sou quem sou, deve-se muito às pessoas que tenho à minha volta.

FM - Na sua experiência de voluntariado há algum episódio que a tenha marcado?
IF - Um ano é muito tempo… muitas pessoas, experiências, histórias, sorrisos, abraços. Vive-se a 100 por cento! E realmente lá, não há filtros, tudo é vivido de forma muito intensa. Mas já que estamos perto do Natal, posso dizer que passei lá o melhor Natal da minha vida. Sem prendas, sem bolos, sem bacalhau… mas com tudo! Proporcionámos às nossas mamãs e às nossas crianças um momento único que nem eles nem eu seguramente nos iremos esquecer. Posso dizer mais episódios mas não iria sair daqui. Qualquer passo dado pelas nossas famílias e crianças são marcantes. As latrinas construídas, os negócios das mamãs, as casas melhores do que estavam, as formações… tudo. Mas infelizmente também existem momentos marcantes pelos piores motivos. As perdas de vida, como eles lá chamam à morte, de algumas crianças ou mamãs do nosso projeto, são momentos difíceis de gerir. Assim como quando estive com malária. De resto, foi um ano fantástico que me fez apaixonar ainda mais por aquele povo e país.