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26.10.21

Beja assinala Dia Municipal para a Igualdade com iniciativa sobre direitos humanos

Ana E. de Freitas, in Voz da Planície

De Norte a Sul do país, em nome da Igualdade, decorrem várias iniciativas para assinalar o Dia Municipal para a Igualdade. Em Beja as atividades decorrem até quarta-feira, dia 27 e hoje centram atenções nos direitos humanos.






A ação de sensibilização: “Nascemos todos livres e iguais – O que são os direitos humanos” acontece nas duas escolas secundárias da cidade e Instituto Politécnico de Beja. A ação é dinamizada pelo Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal, Núcleo Regional de Beja e é destinada a alunos e professores destas entidades educativas da cidade.

A Praça da República, em Beja, está a receber a exposição “Um Olhar sobre a Igualdade”, até dia 27, com trabalhos dos alunos da Escola Bento Jesus Caraça, com o apoio da Câmara de Beja e é destinada às seis turmas desta escola profissional e a comunidade em geral.

18.10.21

Dia Internacional da Erradicação da Pobreza assinalado hoje

in A Planície

A comemorar 30 anos de existência, a EAPN Portugal (Rede Europeia Anti-Pobreza) assinala hoje, dia 17 de Outubro, o Dia Internacional da Erradicação da Pobreza, um marco importante e que não deve ser esquecido, tal como reforçou em comunicado o Padre Jardim Moreira, presidente da organização.

“Todos os anos repetimos as nossas convicções e fazemo-lo porque não conseguimos ao longo destes anos, ver mudanças significativas nos números da pobreza em Portugal. Com algumas nuances ao longo dos anos e acompanhando a conjuntura económica mais ou menos favorável, os números da pobreza mantêm valores que nos deviam envergonhar”.

Apesar das políticas económicas implementadas ao longo dos anos, na opinião do presidente, nenhuma delas foi “capaz de encontrar mecanismos que garantam níveis de vida dignos a todos os cidadãos. Por isso, a EAPN Portugal continua a falar nos mesmos temas: trabalho digno, salários dignos, rendimento adequado, luta contra a discriminação, defesa dos mais vulneráveis”.

E é urgente a mudança para o Padre Jardim Moreira: “Precisamos de mudar muita coisa, mas acima de tudo precisamos que se perceba que temos que investir nas famílias e nas crianças e jovens”. Além do mais, é fundamental ter a convicção de que “a luta contra a pobreza é uma luta inacabada, sempre a precisar de persistência, trabalho afincado e esperança”, reforçou o sacerdote na nota enviada.

11.10.21

Núcleo Distrital de Beja da EAPN com iniciativas “Pelo Combate à Pobreza e à Exclusão Social”

Ana E. de Freitas, in Voz da Planície

O Núcleo Distrital de Beja da EAPN realiza, a partir de hoje e até ao dia 24 deste mês, iniciativa pelo combate à pobreza e à exclusão social. Iniciativa realizada no contexto das comemorações do dia 17 de outubro – Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.

Neste período este Núcleo faz a divulgação da sua mensagem e de outras mais curtas referentes à pobreza. Realiza a ação Isto não é um condomínio fechado, no Bairro das Pedreiras, em Beja. Promove, ainda, campanhas de rua sobre pobreza e direitos humanos.

Desde 2010, a iniciativa “Pelo Combate à Pobreza e à Exclusão Social” vem desafiando as organizações da sociedade civil a darem maior visibilidade às suas ações de luta contra a pobreza e exclusão social, com o objetivo mobilizar a sociedade portuguesa, sensibilizando-a para a compreensão dos fenómenos da pobreza e exclusão social enquanto violações de Direitos Humanos.

Por ocasião das comemorações do dia 17 de Outubro – Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, a EAPN Portugal organiza conjuntamente com vários parceiros locais, um conjunto de atividades várias que contribuem para a sensibilização em torno destas temáticas, apelando à participação e ao ativismo, envolvendo diferentes áreas e setores da sociedade civil e abrangendo todos os públicos, em particular, as pessoas em situação de pobreza e/ou exclusão social

Pode aceder ao programa nacional no seguinte link: https://eapn.pt/17out

22.4.21

Beja - População cigana do concelho vai ter acesso a banho em balneários públicos

 in Rádio Campanário

A População cigana do concelho de Beja, das Pedreiras e Monte Sovina na Salvada, vai ter acesso a banho em Balneário Publico graças ao Programa Bairros Saudáveis, informa a A AMEC – Associação dos Mediadores Ciganos de Portugal, com sede em Beja. Resultado de duas candidaturas que rondam os 100 mil euros.

«A AMEC divulga, também, que obteve por parte do Programa Bairros Saudáveis, a aprovação de duas candidaturas, sendo a primeira denominada de “Contentores 2021” em 52º lugar e a segunda candidatura denominada “Traseiras do Monte Sovina” em 152º lugar, entre 774 candidaturas. Enquanto a primeira pretende criar um Balneário Público e um Posto de Apoio à Saúde Pública e às condições sub-humanas em que vivem mais de 400 pessoas no Bairro das Pedreiras em Beja, a segunda pretende criar um Balneário Público na Salvada e uma Associação de Mulheres Ciganas. O conjunto das duas candidaturas aprovadas aproxima-se dos cem mil euros.»

É referido, ainda, na comunicação que foi enviada à nossa redação, que numa primeira fase, apenas se contou “com a colaboração e apoio na realização das candidaturas pelo Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza como parceiro, apesar de todas as diligências e emails enviados para os parceiros locais mais vocacionados para intervir com as populações das Pedreiras e da Salvada, ambas no concelho de Beja.

”Tendo em consideração “as necessidades básicas higiénico sanitárias essenciais que estas populações necessitam e que estes projetos vão resolver”, a AMEC solicita, publicamente, “o apoio e a parceria da Câmara Municipal de Beja, da União de Freguesias de Salvador e Santa Maria em Beja, da União de Freguesias de Salvada e Quintos, da Unidade de Saúde Publica de Beja”, para a resolução destas problemáticas.

20.4.21

Bairros Saudáveis: "população cigana do concelho de Beja vai ter acesso a banho em balneários públicos"

Ana E. de Freitas, in a Voz da Planície

A População cigana do concelho de Beja, das Pedreiras e Monte Sovina na Salvada, vai ter acesso a banho em Balneário Publico graças ao Programa Bairros Saudáveis, informa a A AMEC – Associação dos Mediadores Ciganos de Portugal, com sede em Beja. Resultado de duas candidaturas que rondam os 100 mil euros.

«A AMEC divulga, também, que obteve por parte do Programa Bairros Saudáveis, a aprovação de duas candidaturas, sendo a primeira denominada de “Contentores 2021” em 52º lugar e a segunda candidatura denominada “Traseiras do Monte Sovina” em 152º lugar, entre 774 candidaturas. Enquanto a primeira pretende criar um Balneário Público e um Posto de Apoio à Saúde Pública e às condições sub-humanas em que vivem mais de 400 pessoas no Bairro das Pedreiras em Beja, a segunda pretende criar um Balneário Público na Salvada e uma Associação de Mulheres Ciganas. O conjunto das duas candidaturas aprovadas aproxima-se dos cem mil euros.»

É referido, ainda, na comunicação que foi enviada à nossa redação, que numa primeira fase, apenas se contou “com a colaboração e apoio na realização das candidaturas pelo Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza como parceiro, apesar de todas as diligências e emails enviados para os parceiros locais mais vocacionados para intervir com as populações das Pedreiras e da Salvada, ambas no concelho de Beja.” Tendo em consideração “as necessidades básicas higiénico sanitárias essenciais que estas populações necessitam e que estes projetos vão resolver”, a AMEC solicita, publicamente, “o apoio e a parceria da Câmara Municipal de Beja, da União de Freguesias de Salvador e Santa Maria em Beja, da União de Freguesias de Salvada e Quintos, da Unidade de Saúde Publica de Beja”, para a resolução destas problemáticas.

16.4.21

Propostas apresentadas para problemas Sociais no Distrito de Beja

in a Planície

O Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza colaborou num documento, sobre um reforço participativo na prioridade de investimento das estratégias de desenvolvimento em rede no Distrito de Beja.

João Martins do Núcleo de Beja da EAPN, referiu à Planície que “este documento surge numa altura fundamental em que se vai iniciar um novo Quadro Comunitário de Apoio e nesse sentido espelha a visão e a missão na Rede no seu trabalho”. E adianta que “é um documento, que foi construído com os parceiros e várias personalidades, que no fundo fazem o retracto, os desafios e as preocupações do mesmo”.

João Martins acrescenta que “assinalamos que é um documento que foi entregue na CCDR Alentejo, através do Núcleo de Beja, mas que cada região tem as suas particularidades e efectuaram documentos similares que enviaram para as CCDR respectivas”.

Em relação ao objectivo salientou que “é auxiliar as políticas publicas, naquilo que é a aplicação destes fundos no sentido de uma melhor coerência sustentada e integrada. Vivemos num território promissor que em termos de PIB aumentou muito com as exportações, fruto da agricultura, temos um potencial incrível para crescer, mas há também, muitos desafios pela frente”.

Como prioridades de investimento no âmbito do próximo Quadro Financeiro Plurianual entre outros encontra-se o reforçar a rede de cuidados continuados; Promover a criação de serviços de proximidade locais de apoio aos idosos incluindo a telemedicina; Apoiar as famílias na responsabilização para a valorização do estatuto do maior acompanhado e consequentes direitos dos idosos e criar mecanismos de monitorização, auditoria/regulação e fiscalização da actividade social distrital com todos os parceiros locais.

12.4.21

“Aldeias Lar: um futuro para o interior de Portugal”

in A Planície

Vai decorrer amanhã, dia 13 de Abril, uma Oficina de Prática e Conhecimento onde aborda o envelhecimento a partir da dialética entre ganhos e perdas, numa perspectiva orientada para o aproveitamento do sossego e bem-estar das aldeias de Portugal como forma de potenciar uma nova resposta social, tendo em conta as possibilidades e limitações desta fase da vida, bem como os significados pessoais de felicidade.

Este conceito de aldeias Lar reside e centra-se em aproveitar aldeias/vilas do interior do País em processo de despovoamento e desertificação, cuja população se encontra envelhecida, onde a oferta de emprego é diminuta, para: Promover respostas sociais inovadoras como são as respostas de Habitação Colaborativa, que assegurem o equilíbrio entre a privacidade, o ambiente colectivo e protector e respostas residenciais de pequenas dimensões privilegiando um ambiente mais familiar e humanizado e menos centrado num modelo institucional de larga capacidade; Promover novas formas de coabitação (ex. Co-housing, Aldeias Lar); Desconstruir estereótipos relativamente ao envelhecimento e promover o reconhecimento e a valorização das pessoas idosas na sociedade.

Apresentação desta iniciativa “Aldeias de Bem-Estar na Mudança do Paradigma” tem lugar dia 13 de Abril, com o seguinte programa:

14.00h – Abertura

14.15h – Apresentação do modelo “Aldeias Lar: um futuro para o interior de Portugal” João Martins – autor do modelo Aldeias Lar

14.45h – Reflexões e Comentários: Inês Amaro – Diretora do Departamento de Desenvolvimento Social do Instituto de Segurança Social, Sergio Fernandes – Director do Centro Distrital de Segurança Social de Beja e Maria Joaquina Madeira – EAPN Portugal

15.30h – Debate

16.30h – Encerramento

Esta Oficina de Prática e Conhecimento é no âmbito das actividades do Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal.

5.4.21

Semana da Interculturalidade do Distrito de Beja de 5 a 11 de abril

Ana E. Freitas, in Voz da Planície

À semelhança dos anos anteriores o Núcleo distrital de Beja da EAPN Portugal/ Rede Europeia Anti-Pobreza promove a Semana da Interculturalidade, que começa hoje para se prolongar até sexta-feira, dia 11.

Esta semana tem como objetivo sensibilizar a sociedade civil do distrito, para a promoção de uma sociedade intercultural que tenha presente os valores da solidariedade, da igualdade, do respeito pela diferença e pela diversidade, de forma a garantir uma cidadania mais igualitária e inclusiva.

Esta semana tem como finalidade, igualmente, aumentar o número das entidades parceiras como forma de potenciar o trabalho social continuado e sustentado nas seguintes entidades e instituições: AMEC, Município de Beja, Município de Moura, Município de Serpa, CLDS de Beja, CLDS de Moura, CLDS de Serpa, CLDS de Castro Verde, Solidariedade Imigrante, Caritas Diocesana de Beja, Associação dos Imigrantes de Beja, PMIM de Beja, Agrupamento de Escolas de Beja, Glocalmusic, Ideias do Nada, Associação Saber Compreender, Associados da EAPN do Distrito de Beja, CPCJ de Beja.

Abertura da Semana da Interculturalidade é feita com a divulgação on-line da exposição “pobreza emergente e a voz dos imigrantes” da Solidariedade Imigrante _ Núcleo Distrital de Beja da EAPN /Solidariedade Imigrante e a Ação de Sensibilização junto da Comunidade Cigana de Castro Verde _ Núcleo Distrital de Beja da EAPN /AMEC.

Durante esta semana está em curso, até dia 9, o Estendal dos Migrantes _ (Rua Jornal Ala Esquerda em Beja)_ Núcleo Distrital de Beja da EAPN /Solidariedade Imigrante, assim como a exposição de fotografias “Imigrantes sem voz” de Paulete Matos _ (Rua Jornal Ala Esquerda em Beja)_ Núcleo Distrital de Beja da EAPN/ Solidariedade Imigrante e a exposição sobre Mulheres Interculturais _ junto às instalações do Núcleo Distrital de Beja da EAPN.

28.12.20

Núcleo de Beja/EAPN: com plano de atividades traçado para 2021

Ana E. de Freitas, in a Voz da Planície

A EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza/Portugal, é uma organização não governamental que desenvolve a sua atividade no âmbito da luta contra a pobreza e exclusão social em Portugal e o Núcleo de Beja já traçou o seu plano de atividades para 2021.

Em funcionamento desde outubro de 2002, o Núcleo Distrital de Beja tem vindo a implementar um conjunto de atividades, que se espera poderem contribuir para informar e capacitar os recursos técnicos e institucionais com intervenção na região.

Em 2021, a newletter “Planície em Rede” vai prosseguir com as suas edições on-line, no âmbito da Iniciativa pelo Combate à Pobreza e Exclusão Social, o dia 17 de outubro será assinalado com um conjunto de atividades e vários parceiros; as reuniões de associados e encontro distrital, assim como a realização de visitas institucionais individuais a realizar pelo Técnico e pelo Presidente da Mesa do Conselho Geral são para concretizar, igualmente, no próximo ano.

A Iniciativa Escolas Contra a Pobreza para o conhecimento acerca das questões da pobreza e da exclusão social; as Oficinas de prática e conhecimento, no sentido de produzir mudança junto do tecido social do distrito e o Encontro Regional dos Conselhos Locais de Cidadãos do Sul para aproximar os elementos dos CLC da região Sul, desenvolvendo atividades conjuntas são metas traçadas, também, para 2021.

A Semana da Interculturalidade/Fórum das comunidades ciganas, com a realização de ações de sensibilização/informação sobre comunidades ciganas ao longo da semana; formação, com 48 horas previstas neste programa; a investigação e a articulação estreita com diversas instituições com o objetivo de apoiar as entidades da economia social no seu processo de melhoria contínua na qualidade dos serviços prestados nas respostas sociais dirigidas às pessoas idosas são, ainda, iniciativas que o Núcleo de Beja quer cumprir em 2021.

29.10.20

Fenómeno da mão-de-obra escrava preocupa a Rede Europeia Anti Pobreza

in Rádio Castrense

A delegação de Beja da Rede Europeia Anti Pobreza diz estar preocupada “com o fenómeno de mão-de-obra escrava que se regista na região”.

João Martins denuncia esta situação e deixa no ar a convicção de que “apesar dos vários indicadores negativos, o Baixo Alentejo tem potencialidades para ser uma região próspera, basta que em vez dos lamentos, alimentemos a esperança e trabalhemos de forma a transformar as dificuldades em oportunidades” afirma o coordenador em Beja da REAP.

14.10.20

Concelho de Viana marca presença na Focus Week Distrital de Luta Contra a Pobreza de 11 a 20 de Outubro

Rádio Campanário

O evento Focus Week Distrital de Luta Contra a Pobreza, que vai decorrer entre os dias 11 e 20 de Outubro, no distrito de Évora, conta oficialmente com o apoio do Município de Viana e da Associação Terra Mãe e a Terras Dentro – Associação para o Desenvolvimento Integrado.

Esta cerimónia cresce no âmbito do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que se assinala dia 17 de outubro.

O Município informa que colocará duas faixas alusivas à iniciativa e no dia 16 de outubro, assinalar-se-á o Dia Branco, onde todas as pessoas serão convidadas a vestirem-se de branco, como símbolo do combate à pobreza. Nesse mesmo dia, a Terras Dentro – Associação para o Desenvolvimento Integrado organiza e dinamiza a sessão “Treino de Competências – O que é ser pobre nos dias de hoje”.

Esta iniciativa, organizada pela EAPN Portugal / Rede Europeia Anti-Pobreza, com o mote “Participe! Diga não à pobreza”, pretende sensibilizar a população para um problema mundial e conta com a participação de diversas entidades públicas e Organizações Não Governamentais do Distrito de Évora.

29.6.20

Beja: Bairro das Pedreira apoiado por Alto Comissariado para as Migrações e Fundação Gulbenkian

in Rádio Pax

A comunidade cigana do Bairro das Pedreiras, em Beja, vai receber apoio em géneros alimentares e máscaras. A ação surge “no âmbito do Fundo de Emergência Covid-19 criado pela Fundação Gulbenkian cujo objetivo é mitigar os impatos da pandemia em diversas áreas, como saúde, ciência, educação, cultura e sociedade civil.

Aquele apoio resultou “das sinalizações identificadas pelo ACM- Alto Comissariado para as Migrações” esclarece a Associação dos Mediadores Ciganos de Portugal (AMEC).

A Associação solicitou o apoio ao Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza para a realização de uma candidatura de apoio financeiro para o Bairro das Pedreiras.

A AMEC, após o apoio financeiro solicitou a parceria e o apoio do CLDS Desafia-te de Beja e do Núcleo de Beja da EAPN que distribuem, esta sexta-feira, mais de mil máscaras à população daquele bairro como forma de “contribuir para o combate à Covid-19 nesta fase de junho”, refere a AMEC.

Aquela entidade está, ainda, a distribuir cabazes de alimentos à população cigana que não está a ser apoiada pelo Programa Operacional de Apoio às Pessoas Mais Carenciadas (POAPMC).

13.11.19

Comunidade cigana é tema de debate em Beja

in A Planície.pt

“Sobrevivendo e Resistindo: comunidades ciganas, racismo e habitação” é o tema de debate que vai ter lugar em Beja.

A Escola Superior de Educação de Beja vai ser palco de uma mesa redonda sobre o tema: “Sobrevivendo e Resistindo: comunidades ciganas, racismo e habitação”, organizada pelo Núcleo Distrital de Beja da Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN).

João Martins da organização do evento explicou que “a rede Europeia tem núcleos distribuídos por vários países que tem como objectivo sinalizar sinais de pobreza e a exclusão social. Vamos debater o acesso a uma habitação digna é uma condição essencial para a promoção e inclusão social de qualquer pessoa. Por isso a EAPN Portugal tem, nos últimos anos vindo a centrar a sua atenção na sensibilização da comunidade para as questões da precariedade habitacional extrema em que vivem muitas pessoas ciganas em Portugal, designadamente no distrito de Beja. Persistem ainda várias situações de exclusão habitacional para algumas famílias, exclusão esta que acaba por se repercutir no acesso a outros direitos básicos de cidadania.”

Este é um problema complexo, que importa (re)conhecer e que exige a cooperação entre poderes públicos, sociedade civil e os moradores locais. Assim o debate vai ter lugar no próximo dia 25 deste mês às 15h, na Escola Superior de educação de Beja.

25.7.19

Cáritas de Beja alerta para “Pobreza Alimentar”

in Rádio Pax

A Cáritas Diocesana de Beja organiza, esta quinta-feira, um Círculo de Silêncio, sobre “a pobreza alimentar”. A iniciativa está agendada para as 17h30, nas Portas de Mértola.

Márcio Guerra, técnico da Cáritas Diocesana de Beja explica que a “pobreza alimentar” é um tema bastante abrangente, não só em Portugal, como um pouco por todo o Mundo”.

“Mais de 800 milhões de pessoas no mundo não tem acesso à comida, sofrem de pobreza alimentar ou desnutrição. Em Portugal um em cada nove jovens de 26 anos vive num agregado familiar com insegurança alimentar”, explica o técnico.

A iniciativa é organizada em parceria com a Câmara de Beja, Rede Social, Núcleo de Beja da Rede Europeia Anti-Pobreza, Santa Casa da Misericórdia de Beja, associação Aris da Planicie e o Centro Social do Bairro da Esperança.

Os “Círculos de Silêncio” são um movimento de cidadãos e de organizações que consideram que a situação em que muitas pessoas vivem é extremamente precária e apelam “à consciência daqueles que fazem as leis, daqueles que as aplicam e daqueles em cujo nome são feitas, para concretizar uma política que respeite a dignidade do ser humano”, realça a Cáritas de Beja.

28.3.19

Cáritas defende “direitos dos migrantes e refugiados”

in Rádio
Pax


A Cáritas Diocesana de Beja organiza, esta tarde, pelas 17h30, nas Portas de Mértola o terceiro “Circulo de Silêncio” de 2019.

Subordinado ao tema os “direitos dos migrantes e refugiados”, a iniciativa “há muito que está na ordem do dia (…) dada a sua reflexão, mas também a intervenção humanista, tendo em conta a extensão dos fluxos migratórios e as transformações sociopolíticas que têm surgido devido a este fenómeno que acontece em muitos países”, refere a Cáritas Diocesana de Beja.

Márcio Guerra, técnico da Cáritas de Beja explica que este circulo de silêncio pretende “consciencializar e desmistificar alguns mitos e medos que foram surgindo em zonas onde os migrantes se foram fixando”, tal como acontece no Alentejo.
A Cáritas de Beja refere que, na Diocese de Beja, “todos os dias chegam novos rostos”. Actualmente 28 mil imigrantes estarão no distrito, “grande parte na apanha da azeitona. (…). Emigraram do Senegal, da Guiné-Conacri, do Paquistão, da Índia, do Nepal, entre outras nacionalidades, porque procuram melhores condições de vida uma vez que em Beja, faltam braços para a agricultura”.

O “Circulo de Silêncio” desta tarde resulta da parceria com a Câmara Municipal de Beja, Rede Social, Núcleo de Beja da Rede Europeia Anti-Pobreza, Santa Casa da Misericórdia de Beja e a associação Aris da Planicie, Associação Para Apoio A Integração dos Imigrantes de Beja e a Associação Solidariedade Imigrante SOLIM de Beja.

26.10.18

“Círculo de Silêncio” debruça-se sobre “Erradicação da Pobreza”

im Rádio Pax

A Cáritas Diocesana de Beja organiza hoje, pelas 18 horas, nas Portas de Mértola mais um “Circulo de Silêncio”, pela “Erradicação da Pobreza e Exclusão Social”.

Os “Círculos de Silêncio” são um movimento de cidadãos e de organizações que consideram que a situação em que muitas pessoas vivem é extremamente precária e apelam “à consciência daqueles que fazem as leis, daqueles que as aplicam e daqueles em cujo nome são feitas, para concretizar uma política que respeite a dignidade do ser humano”, realça a Cáritas de Beja.

A iniciativa de hoje é desenvolvida em parceria com a Câmara Municipal de Beja, Rede Social, Núcleo de Beja da Rede Europeia Anti-Pobreza e Santa Casa da Misericórdia de Beja.

23.10.18

EAPN defende Estratégia Nacional para a Erradicação da Pobreza

in Rádio Pax

Em 2017, segundo o INE-Instituto Nacional de Estatística, 23,3% da população em Portugal encontrava-se em situação de risco de pobreza ou exclusão social.

No Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza que hoje se assinala, a EAPN- Rede Europeia Anti-Pobreza “reitera a necessidade urgente de combater a pobreza e as desigualdades sociais, e defende mais uma vez a necessidade de criar uma Estratégia Nacional para a Erradicação da Pobreza que passa por áreas tão diversas como a educação de qualidade e inclusiva; a igualdade de oportunidades e o combate à discriminação; o apoio ao emprego, o acesso a uma habitação digna, o acesso à saúde, e à protecção social para todos”.

João Martins, responsável pelo Núcleo Distrital de Beja da Rede Europeia Anti-Pobreza, defende “uma verdadeira aliança entre os diferentes actores”.

Em Beja, a Rede está a desenvolver várias actividades por forma a sensibilizar para este flagelo.

João Martins alerta que a pobreza, muitas vezes envergonhada, vive na porta ao lado ou dentro da família.

2.8.18

Círculo do silêncio “Cuidar do Meio Ambiente”

Inês Patola, in Voz da Planície

A Cáritas Diocesana de Beja promove, esta tarde, o seu terceiro círculo do silêncio, em parceria com a autarquia de Beja, Rede Social, Núcleo de Beja da Rede Europeia Anti-Pobreza, Santa Casa da Misericórdia de Beja, Eco Escola do IPBEJA e Grupo Eco-Comunidade na Planície.

Desta vez, em destaque, vai estar o tema “Cuidar do meio ambiente”, o objectivo é alertar a sociedade e demais decisores para as questões associadas ao meio ambiente e ao efeito da acção do homem na vida do Planeta. A iniciativa está marcada para as 18.00 horas, nas Portas de Mértola.

Francisco Alvarinho, vice presidente da Cáritas Diocesana de Beja, destaca a importância que tem alertar a sociedade para temas fundamentais que a todos dizem respeito.
Os círculos de silêncio decorrem, no mesmo dia e com o mesmo tema em Espanha, França e um pouco por toda a Europa, num total de 200 círculos com mais de 10 mil pessoas. Francisco Alvarinho revela alguns dos temas que ainda vão ser abordados até ao final do ano.

Os círculos do silêncio pretendem ajudar as pessoas a tornarem-se mais conscientes, interiorizando os problemas e passarem a ser elementos de interpelação à sociedade pela situação de extrema gravidade que muitos sofrem na Europa.

31.7.18

Em busca dos ciganos do Baixo Alentejo - agora já os conhecemos um a um

Carlos Dias, in Público on-line

Entre 2010 e 2018 a população cigana no distrito de Beja aumentou 80%. Cerca de 70% vive em casas de alvenaria, 17% em barracas e 13% em tendas ou roulottes. As situações mais problemáticas afectam as comunidades de Beja, Moura, Serpa e Vidigueira.

Os números nunca batem certo quando se fala de cidadãos ciganos residentes em Portugal. O primeiro estudo nacional, baseado nas informações prestadas pelas autarquias e apresentado pelo Alto-Comissariado para as Migrações em Maio de 2017, apontava para 37 mil indivíduos. Outros levantamentos efectuados anteriormente referem que o seu número poderia oscilar entre os 40 e os 60 mil. Estrada fora, foram agora conhecer, um a um, aqueles que moram no Baixo Alentejo. Contaram mais de 3600, ou seja, 2,4% da população da região.

As disparidades nos números têm dificultado a integração dos ciganos no Baixo Alentejo, sobretudo na cidade de Beja, onde os responsáveis autárquicos alegam que a capital do distrito está a ser “invadida” por famílias vindas dos concelhos vizinhos. O fenómeno, referem, dificulta uma avaliação sobre o número real de famílias residentes com vista a um futuro processo de realojamento dos que vivem em barracas ou tendas.

Contar, uma a uma, as famílias ciganas residentes nos 14 concelhos do Baixo Alentejo parecia, à partida uma tarefa ciclópica, sobretudo quando se sai dos centros urbanos para o espaço rural, onde se sabe que reside em condições muito precárias um desconhecido número de famílias desta etnia. Para alcançar um tal desiderato só tendo alguém que soubesse onde as comunidades vivem neste tão extenso território. Anselmo Prudêncio, dinamizador no Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza, conhecia a pessoa indicada: o presidente da Associação de Mediadores Ciganos de Portugal (AMEC), Prudêncio Canhoto, que foi mediador municipal em Beja entre 2009 e 2016 e premiado em 2016 pela Associação Letras Nómadas como o “Cigano do ano”.

Os dois estabeleceram um roteiro que, à partida, garantia um levantamento credível e rigoroso das famílias ciganas no Baixo Alentejo. Pela primeira vez, iria ser possível fazer o seu recenseamento quantitativo e o registo fotográfico habitacional como forma de comprovar as condições habitacionais das comunidades. O PÚBLICO acompanhou os contactos feitos em quase todos os concelhos e observou aspectos de uma realidade que não entra nas contas dos gabinetes autárquicos ou da administração central. Pela primeira vez, estava a ser feito o primeiro trabalho do género no Alentejo que iria ser comparado com o estudo de Caracterização da População Cigana do Distrito de Beja realizado em 2010 pelo Centro Distrital de Segurança Social de Beja.

Este levantamento concluiu que a população desta etnia passou dos 2048 de indivíduos em 2010 para os 3619 que acabam de ser registados. Cerca de 70% vive em casas de alvenaria, 17% em barracas e 13% em tendas ou roulottes. Apenas o concelho de Cuba registou uma descida no número de elementos da comunidade cigana. Os restantes 11 concelhos apresentam um aumento. A maior subida foi em Beja, com mais 825 cidadãos ciganos em relação a 2010. E tudo indica que este crescimento se possa acentuar.

Beja, com 1399 ciganos, e Moura com 983, são os concelhos onde habitam mais famílias.

Realidades diferentes
O périplo começou pelos concelhos do sul do distrito - Almodôvar, Mértola, Odemira (não estão referenciadas famílias ciganas em Ourique). Em Mértola, as famílias ciganas vivem integradas e a viver do seu trabalho. Em S. João dos Caldeireiros, José Albino vende roupa nos montes do chamado Alentejo profundo “e tem fregueses certos”, refere a esposa enquanto regava as laranjeiras e os limoeiros que plantou num terreno que é seu, assim como a casa onde vive, mais umas quantas que estão na vizinhança. Tem um filho que explora um café/restaurante em Mértola e a esposa “não é cigana". Uma sua filha é funcionária na Câmara de Mértola.

Prudêncio Canhoto conhece os locais onde residem as famílias ciganas, mesmo nos sítios mais recônditos. Vivem dispersas, pelo concelho, 20 famílias ciganas (47 adultos e 30 crianças e jovens). Não habitam em barracas ou tendas, mas em casas próprias ou da autarquia. O cenário altera-se no concelho de Almodôvar.

Osvaldo Barão, 33 anos, trabalha numa empresa privada a cortar pasto para o gado e lamenta-se das condições em que vive: há uma década que todos os dias monta e desmonta uma tenda, onde dorme com a esposa e dois filhos menores. “Estou à espera de uma casita que o presidente [da câmara] me arranje”, diz, frisando que na terra de onde é natural não consegue que lhe aluguem uma habitação. A mãe de Osvaldo ironiza com a situação. “Nesta família somos todos Barões mas não parece”.

Mais a norte do distrito, em Alvito, a autarquia pretende que as famílias ciganas ocupem casas que estão devolutas no centro da vila. “Não queremos ostracizá-los”, garantiu ao PÚBLICO o presidente da Câmara, António Valério, assumindo que metade da renda “é suportada pela autarquia”. A solução proposta é a mesma que está a ser seguida na Vidigueira, um concelho marcado por constantes e problemáticos conflitos entre as comunidades ciganas, representadas pelas famílias dos Azuis e dos Cabeças, e a autarquia.

Os conflitos entre as duas famílias, que fizeram história, estão sanados mas persiste um contencioso com a autarquia da Vidigueira pelas precárias condições de alojamento a que as 49 famílias ciganas (101 adultos e 103 crianças e jovens) têm estado sujeitas há vários anos.

Dormir no restolho
No lugar da Travessa da Fonte, na periferia da Vidigueira, é difícil suportar o calor no interior das barracas. A cabeça bate nas chapas de zinco do telhado. “Está de queimar”, queixa-se o elemento mais velho das sete famílias ali residentes. Tem 60 anos e diz ter nascido naquele local. "À noite dormimos no restolho”, conta. Ninguém consegue estar nas barracas. “Os ciganos têm de abalar para onde haja uma fonte de água fresca e árvores com sombra”, explica Prudêncio Canhoto.

No interior da vila, o velho patriarca da família Azul perde-se a contar os filhos e netos. “Uma menina aqui. Dois meninos acolá. Mais seis moços ali, eu e a mulher. E ainda falta o mê manel”. Num casão apertado concentram-se cinco casais e mais 14 crianças. “Quando os colchões se estendem à noite chegam à porta da rua. Dormimos todos juntos sem qualquer privacidade”, sublinha uma jovem mãe, realçando as dificuldades de uma outra jovem que está grávida e suporta as dores no corpo em silêncio para não incomodar os outros quando dormem. Vivem todos os dias nestas condições que Miguel Ramalho, porta-voz da autarquia, reconhece serem deploráveis mas impossíveis de superar com os meios que o município dispõe.

O problema da habitação para a comunidade cigana e não cigana já motivou reuniões com a secretaria de Estado da Habitação e a câmara aguarda uma próxima com o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana. Mas enquanto as respostas não chegam, “a autarquia da Vidigueira vai pagando a renda das famílias que ocupam habitações alugadas”, sublinha Miguel Ramalho.

Em Serpa convivem dois mundos: o das famílias que vivem em situação precária e o das outras que conseguiram superar o problema da habitação construindo elas próprias a sua casa. Há um bairro com 31 habitações à saída da cidade onde convivem famílias ciganas, a maioria, com famílias não ciganas. Ao lado, um conjunto de barracas faz o contraste e alimenta o mal-estar e a revolta.

Mário José Barão que tem a sua casa em alvenaria, decorada com gosto e imaculadamente limpa, sublinha que “as casas não crescem, mas crescem as famílias”. Prudêncio Canhoto lembra que há uns anos, “as famílias tinham, em média, entre 8 a 10 filhos mas agora ficam por menos de metade”. Mesmo assim, e para os padrões da comunidade não cigana, “continua a ser muita criança porque todos gostam de ter uma grande família - o cigano porque não gosta de estar sozinho”, acrescenta.

Mário Barão, familiar dos “Barões” de Almodôvar, diz que nos dias de hoje a sociedade de Serpa não faz distinção: "Somos todos bem aceites. Aqui tratam-nos pelo nome”. E conta que tem um filho no 12º ano e um sobrinho a frequentar um curso de engenharia alimentar no Politécnico de Beja.

A pouco distância e no mesmo concelho, em Brinches, Margarida Ramos, membro da comunidade ali residente, diz que o seu sonho é ter uma casa. "Dá dignidade às pessoas”. Dorme numa furgoneta abandonada.
Recomendação

Em Vila Nova de S. Bento, a maioria das famílias ciganas ali residentes foi construindo as suas próprias habitações, com o dinheiro que amealharam em Espanha nos trabalhos agrícolas. É o caso da família Damião: “Lutámos uma vida inteira em Espanha, fazendo os trabalhos que apareciam, sobretudo na agricultura”. Sacrifício atrás de sacrifício permitiu a compra de um terreno para si e para os filhos.

Anselmo Prudêncio diz que “o trabalho não pode parar” e que os dados recolhidos “obrigam a repensar a realidade e as leituras feitas sobre a comunidade cigana residente no Baixo Alentejo”.

30.7.18

População cigana aumentou 79% nos últimos oito anos no distrito de Beja

in o Observador

Associação dos Mediadores Ciganos de Portugal (AMEC) refere que a população cigana no distrito de Beja, no Alentejo, passou de 2048 ciganos em 2010 para 3666 este ano.

A população de etnia cigana aumentou 79% nos últimos oito anos no distrito de Beja, onde, atualmente, vivem 3.666 ciganos e que representam 2,4% do total de habitantes, segundo dados divulgados este domingo.
Num comunicado enviado à agência Lusa, a Associação dos Mediadores Ciganos de Portugal (AMEC) refere que a população cigana no distrito de Beja, no Alentejo, passou de 2.048 ciganos em 2010 para 3.666 este ano, o que representa mais 1.618 e um aumento de 79%.

Os dados resultam da comparação entre o estudo de caracterização da população cigana realizado em 2010 pelo Centro Distrital de Segurança Social e o mapeamento das comunidades ciganas no distrito de Beja feito no terreno este mês pela AMEC.

Segundo a associação, os 3.666 ciganos contabilizados através do mapeamento representam 2,4% do total de 152.758 habitantes do distrito de Beja, segundo os dados do Censos de 2011.

Em declarações à Lusa, o presidente da AMEC, Prudêncio Canhoto, disse que o aumento da população cigana no distrito de Beja pode explicar-se com o crescimento da natalidade.

Os ciganos casam-se e constituem família e têm filhos cedo e as famílias ciganas são numerosas”, disse, referindo que, “em muitos casos, numa só casa vive uma família de três gerações – pais, filhos e netos”.

Por outro lado, Prudêncio Canhoto admitiu que os dados do estudo realizado em 2010 estivessem “abaixo” dos números reais, ao contrário do mapeamento feito este mês e que recolheu dados no terreno, contando os habitantes de etnia cigana “família por família”.

Segundo o mapeamento, atualmente, a população cigana no distrito é constituída por 2.065 crianças e jovens, que são a maioria, e 1.601 adultos, distribuídos por 767 famílias.

No pódio dos concelhos do distrito onde vivem mais ciganos e, em números absolutos, a população cigana mais aumentou, Beja ocupa o primeiro lugar, com 1.399 habitantes de etnia cigana, mais 828 do que os 571 em 2010.

Seguem-se os concelhos de Moura, em segundo lugar, com 983 ciganos, mais 257 do que os 726 em 2010, e de Serpa, em terceiro lugar, com 469, mais 164 do que os 305 em 2010.

Segundo o mapeamento, além de Ourique, que, tal como em 2010, “continua sem comunidades ciganas”, Odemira, com oito, Almodôvar com 19 e Barrancos com 24 são os concelhos do distrito de Beja com menos habitantes de etnia cigana.

Cuba é o único dos 14 concelhos do distrito onde a população cigana diminuiu, passando de 90 habitantes em 2010 para 69 este ano.

De acordo com a AMEC, o mapeamento incluiu o recenseamento quantitativo e o registo fotográfico habitacional para comprovar as condições habitacionais da comunidade cigana.

“Brevemente”, a AMEC irá divulgar, através de uma exposição, registos fotográficos do parque habitacional da comunidade cigana no distrito de Beja e “de acordo com o trabalho realizado no terreno”.

O mapeamento foi feito no âmbito do projeto “Nós damos o passo para o impulso”, do Programa de Apoio ao Associativismo Cigano 2018 e contou com o apoio do Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti Pobreza e das redes sociais do distrito.