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18.4.23

Esperança de vida: Onde se vive mais e menos na Europa?

Camille Bello,  in Euronews Português



A França, por exemplo, está a enfrentar o desafio de uma população com maior longevidade e a consequente pressão sobre o sistema de segurança social. Para enfrentar o desafio, o governo francês aprovou - com muita resistência - uma série de reformas destinadas a aumentar a idade da reforma e a encorajar os indivíduos a trabalhar mais tempo.


Mas a França não está sozinha com o envelhecimento da sua população, e não são eles que vivem mais tempo. Em toda a UE, a esperança de vida tem estado numa trajetória ascendente desde há várias décadas.


Quem vai viver mais tempo na UE?

Em 2021, a esperança média de vida à nascença na UE era de 80,1 anos, mas os últimos números são relativamente mais baixos quando comparados com 2020 e 2019, provavelmente como resultado do súbito aumento da mortalidade devido à pandemia da COVID-19, segundo dados do Eurostat, o serviço de estatística da UE.

Em 2019, a esperança de vida à nascença atingiu um máximo histórico de 81,3 anos, mas caiu depois para 80,4 em 2020.

Apesar do ligeiro revés - do qual é provável que recuperemos em breve - a linha de longevidade tem vindo a subir desde que a UE começou a registar dados no início dos anos 2000, e as estatísticas oficiais revelam que a esperança de vida aumentou, em média, em mais de dois anos por década desde os anos 60.

Globalmente, em todo o bloco, as mulheres vivem mais tempo do que os homens (82,9 anos - 77,2 anos em 2021), mas as pessoas em certos países - e mesmo regiões - vivem mais tempo do que noutros.

Do mesmo modo, nem todas as nações experimentaram os mesmos progressos ao longo dos anos - ou até caíram, em alguns casos particulares, nas suas estimativas de esperança de vida.

O país com a maior esperança de vida à nascença é a Espanha, com uma média de 83,3 anos, seguido pela Suécia (83,1 anos), Luxemburgo, e Itália (ambos 82,7 anos).

A previsão de esperança de vida mais baixa regista-se na Bulgária (71,4 anos), Roménia (72,8 anos), e Letónia (73,1 anos).

As diferenças país por país são interessantes, mas talvez ainda mais fascinantes sejam as comparações de regiões dentro dos países que pontuam mais do que a média na escala de vida longa.

Em Espanha, por exemplo, espera-se que as pessoas nascidas na região da Andaluzia vivam cerca de 81,7 anos, mas espera-se que as que vivem na região da capital, Madrid, vivam 85,4 anos, uma média de mais quatro anos.

Tendências semelhantes são observadas em Itália. Os italianos que vivem na ilha sul da Sicília podem esperar viver cerca de 81,3 anos, mas os que vivem no norte do Trentino, perto da fronteira com a Áustria, têm uma esperança de vida de 84,2 anos, uma diferença de quase três anos.Que países melhoraram mais a sua esperança de vida à nascença?

Os estónios foram os que mais aumentaram a sua longevidade, ganhando 6,1 anos de esperança de vida entre 2000 e 2021. São seguidos pelos irlandeses (+5,8), luxemburgueses (+4,7), dinamarqueses (+4,6), e eslovenos (+4,5).

Os ganhos dos cinco primeiros são notáveis, especialmente quando comparados com outros países que não ultrapassaram tão bem as fronteiras da vida, ou simplesmente quando comparados com a média da UE, que registou um aumento de 2,5 anos.

Na Bulgária, por outro lado, as pessoas estão a morrer mais jovens do que antes; a esperança de vida à nascença era 0,2 anos menos em 2021 do que em 2000. Pensa-se que o infeliz inverso é resultado de uma série de fatores, incluindo um sistema de saúde em dificuldades e taxas de mortalidade por AVC mais elevadas do que na maioria dos países da UE, de acordo com o Relatório de Saúde da Comissão Europeia.

Expetativa de vida aos 65 anos de idade

A esperança de vida aos 65 anos de idade refere-se ao número médio de anos que se pode esperar que uma pessoa com essa idade ainda viva.

É uma métrica interessante a considerar porque, por exemplo, a esperança de vida à nascença de alguém nascido em 1958 e que tem hoje 65 anos de idade, não considera variáveis contemporâneas, tais como melhores estilos de vida, avanços nos cuidados de saúde, e assim por diante.

Em 2021, a esperança de vida média aos 65 anos foi estimada em 19,2 anos; 20,9 anos para as mulheres, e 17,3 anos para os homens.

A França e a Espanha tinham a maior esperança de vida aos 65 anos em 2021 (21,4 anos) e a Bulgária tinha a mais baixa (13,6 anos).

Para as mulheres, a maior esperança de vida aos 65 anos era em Espanha (23,5 anos) e a mais baixa era na Bulgária (15,5 anos) enquanto que para os homens, a mais alta era na Suécia (19,6 anos) e a mais baixa era na Bulgária (11,6 anos).

Esperança de vida saudável: a métrica mais importante?

A esperança de vida saudável ao nascer é também um indicador importante da saúde da nossa população. Indica, talvez, a medida mais importante: se os nossos últimos anos são vividos com boa saúde.

Em 2020, o número médio de anos de vida saudável à nascença na UE era de 64,5 anos para as mulheres e 63,5 anos para os homens. Este número também registou uma evolução animadora; aumentou 2,6 anos entre 2011 e 2020, passando de 61,4 anos saudáveis para 64.

A Suécia é o país que vive mais anos saudáveis em todo o bloco da UE (as mulheres vivem, em média, 72,7 anos saudáveis, e os homens 72,8 anos saudáveis. Os suecos são seguidos por italianos e malteses, 68,7 (M) 67,2 (H) e 70,7 (M) 70,2 (H) anos saudáveis sem deficiência, respectivamente.

Curiosamente, a Dinamarca, apesar da sua elevada classificação na escala da longevidade, está muito atrasada no que diz respeito a anos saudáveis, ficando em 4º lugar, com as mulheres a viver 57,7 anos saudáveis, e os homens 58,1.

A Letónia é o país com o menor número de anos de vida saudável, tanto para mulheres como para homens, 54,3 e 52,6, respetivamente.

Porque é que a esperança de vida está a melhorar?

Estamos a viver mais tempo - e mais saudáveis - devido a uma série de fatores. Mas o mais importante é a redução da mortalidade infantil, definida como a morte de uma criança antes do seu primeiro aniversário, de acordo com o Eurostat.

As hipóteses de um recém-nascido sobreviver à infância aumentaram de 50% para 96% a nível mundial. Entre 2011 e 2021, a taxa de mortalidade infantil na UE caiu de 3,8 mortes por 1.000 nascimentos para 3,2 mortes por 1.000 nascimentos.

Ao alargar a análise aos últimos 20 anos, a taxa de mortalidade infantil diminuiu quase para metade (6,2 mortes por 1.000 em 1999).

Em 2021, as maiores taxas de mortalidade infantil na UE foram registadas na Bulgária (5,6 mortes por 1 000 nascimentos) e Roménia (5,2 mortes por 1 000 nascimentos), e as mais baixas foram registadas na Finlândia, Eslovénia, e Suécia (todos com 1,8 mortes por 1 000 nascimentos).

9.2.23

Listas de espera longas dificultam acesso a cuidados continuados

in JN 

Aumento da esperança média de vida leva a uma maior necessidade de realizar tratamentos que permitam aos idosos viver com qualidade e autonomia.

Os avanços no campo da medicina têm possibilitado o prolongamento da vida das pessoas para lá do expectável, sobretudo por comparação com o que ocorria no passado. Porém, nem sempre essa maior longevidade se traduz, por si só, em bem-estar. É aqui que entram os cuidados continuados integrados, cuja importância foi objeto de análise na oitava edição do Conversas por Boas Causas, uma rubrica organizada em parceria pela TSF, "Jornal de Notícias" e Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML).

Inês Guerreiro, socióloga e antiga coordenadora da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, salienta que, "de facto, temos uma sobrevida longa e que pretendemos que seja saudável, mas também sabemos que, com a idade, vamos acumulando problemas e dificuldades na rotina diária que interferem na capacidade de sermos autónomos". Ora, conforme explica a socióloga, "a rede de cuidados continuados nasceu precisamente para dar resposta às necessidades das pessoas, sobretudo ao nível da reabilitação das suas capacidades funcionais e cognitivas". Um grande entrave à aplicação destes tratamentos em tempo útil prende-se com as listas de espera que, para Inês Guerreiro, colocam em causa o seu sucesso. "Esperar seis meses para entrar numa unidade de cuidados continuados compromete todo o tratamento desenvolvido a jusante porque a pessoa já pode ter as suas funcionalidades em risco e o trabalho que se vai iniciar não tem nada a ver com a continuidade de cuidados", afirmou a socióloga.

Opinião idêntica manifesta Ana Gomes, diretora dos cuidados continuados integrados da SCML, que refere que "ter mais anos implica também ter mais cuidados de saúde e de apoio social". Ana Gomes assevera igualmente que "a rede de cuidados continuados ainda está a crescer e vai ter muito que dar resposta às pessoas porque está muito aquém". Segundo esta dirigente da Santa Casa, "os cuidados agudos e hospitalares têm de ter uma sequência certa" para que, depois do regresso ao domicílio, "se evite o reinternamento".

País envelhecido

Portugal é o quarto país da União Europeia com a população mais idosa. Alentejo é a região do país mais envelhecida.

Santa Casa

SCML possui três unidades de cuidados continuados integrados, tendo tratado no ano passado cerca de 700 doentes.

Faltam apoios

Só 5% dos idosos em Portugal recebem apoio institucional, sendo as famílias ainda o principal amparo desta população.

Lista de espera

Há 1500 pessoas a aguardar vaga nos cuidados continuados e o número médio de utentes aumentou 88% entre 2019 e 2022.

Mais meios

Até 2025, PRR prevê a aquisição de 5500 novas camas para a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

3.10.17

Quem está hoje no mercado de trabalho estará em maior risco na reforma

Clara Viana, in Público on-line

Cerca de 40% das pessoas em idade activa consideram que quando chegarem à idade de reforma não conseguirão desempenhar as tarefas que actualmente têm a cargo.
21 de Setembro de 2017, 17:22

Quando chegar à reforma, a população que está actualmente em idade de trabalho vai enfrentar uma situação de “maior desigualdade” face à geração precedente, alertou, nesta quinta-feira, o director do Emprego, Trabalho e Assuntos Sociais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Stefano Scarpetta.

“O mercado de trabalho está a mudar, as carreiras são mais intermitentes e por isso não permitem níveis de contribuição que seriam desejáveis”, justificou Stefano Scarpetta, durante a Conferência Ministerial sobre o Envelhecimento, que está a decorrer em Lisboa, e que é promovida pela Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa (UNECE). Participam os ministros responsáveis pela área do envelhecimento dos 49 estados, além de outras entidades relevantes, como as Nações Unidas, a Comissão Europeia e a Organização Internacional do Trabalho.

“Temos de tornar mais atractivo" que reformados possam dar formação

No painel dedicado à presença das pessoas mais idosas no mercado de trabalho, Stefano Scarpetta referiu que a partir dos 60 anos o acesso ao mercado de trabalho “é muito difícil”, nomeadamente entre as pessoas que têm “competências intermédias”, sendo que o acesso à formação “é ainda muito reduzido entre os idosos”.

Uma constatação: “A aprendizagem ao longo da vida ainda está muito longe de se tornar uma realidade." Uma situação que terá de se inverter com o objectivo de fornecer “competências digitais mínimas às pessoas mais idosas”, disse Scarpetta, que apontou este objectivo como um “desafio”.

Será a forma de diminuir as diferenças, no domínio das novas tecnologias, entre os mais velhos e os mais novos. Uma diferença que é maior do que aquela que separa os países neste domínio, frisou.
Na mesma sessão Montserrat Roca, secretária da Confederação Europeia de Sindicatos, lembrou estatísticas recentes europeias dando conta que “40% das pessoas em idade activa consideram que quando chegarem à idade de reforma não conseguirão desempenhar as tarefas que actualmente têm a cargo”.

Já a boa notícia veio da Noruega: em 10 anos, entre 2005 e 2015, registou-se um aumento de 60% no emprego de pessoas entre os 60 e os 64 anos, revelou Bjorn Halvorsen, conselheiro especial do Ministério do Trabalho e dos Assuntos Sociais. Apresentando-se a si próprio como exemplo, já que está neste posto apesar de ser reformado, Halvorsen revelou que na Noruega “não existem estratégias específicas para a população idosa, mas sim abordagens universais, que passam por garantir a todos o acesso aos serviços de educação e saúde”. “A igualdade e confiança são amigas do emprego”, disse.


Aumento da esperança de vida tem de ser acompanhado pela "qualidade de anos de vida"
De Portugal, como exemplo de boas práticas na gestão das idades, foi apresentado o caso do Grupo Nabeiro, onde a média de idades dos trabalhadores ronda os 42 anos, indicou o director dos Recursos Humanos, Jorge Figueiredo. “A idade não é um factor de exclusão”, frisou, adiantando que 20% dos trabalhadores do grupo (cerca de 650 pessoas) têm mais de 50 anos e 4% (mais de 130 trabalhadores) têm mais de 60.

“A mudança fundamental tem a ver com a alteração do modo como lidamos com os idosos”, frisou, por seu lado, o director do Departamento de Qualidade de Vida e do Envelhecimento da Organização Mundial de Saúde (OMS), John Beard. Por exemplo, disse, “não é aceitável que os idosos sejam tratados nos lares como se fossem crianças”.

21.3.14

Portugal exibe elevada esperança de vida, alto desemprego e abandono escolar, segundo Eurostat

in Dinheiro Digital

Portugal é um dos países europeus com maior esperança média de vida, mas com um desemprego de longa duração e abandono escolar precoce mais elevados, revela hoje um estudo do Eurostat sobre qualidade de vida.

Este boletim do gabinete de estatísticas comunitário que analisa indicadores de qualidade de vida na União Europeia, com dados essencialmente de 2012, é publicado por ocasião do Dia Internacional da Felicidade, instituído pelas Nações Unidas e celebrado na quinta-feira, 20 de março.

Além do Produto Interno Bruto (PIB) 'per capita', tradicionalmente utilizado para medir o desenvolvimento económico e social, o Eurostat avalia oito outras dimensões: as condições materiais, atividade laboral ou produtiva, índices de saúde, educação, lazer ou atividades sociais, segurança económica e física, governação e direitos, condições de vida e de natureza.

O PIB português em paridades de poder de compra está abaixo da média europeia, de 25,5, com 19,4, apesar de, por exemplo, apenas 35,9% dos inquiridos dizerem não ter possibilidades para fazer frente a despesas inesperadas, à frente de países como o Reino Unido (42,9%), a Itália (42,5%) ou a Espanha (42,1%), que possuem índices de riqueza 'per capita' superiores ao português.

A esperança média de vida em Portugal é de 80,6 anos, ligeiramente acima dos 80,3 anos verificados em termos médios a nível europeu, enquanto a Espanha é o país com o valor mais elevado: 82,5 anos.

Já no abandono escolar precoce, Portugal está bastante acima da média europeia (12,7%), com 20,8%, sendo a Croácia o Estado-membro com menor taxa de abandono (4,2%) e Espanha com a maior (24,9%).

Também no desemprego de longo prazo, Portugal, com 7,7%, se mantém acima da média dos 28 países (4,7%), sendo a Grécia o país com a taxa mais alta (14,4%) e a Áustria com a mais baixa (1,1%).

Em relação, por exemplo, à taxa de homicídios, um dos indicadores de segurança, Portugal está em linha com a média europeia (1,1%), numa tabela que, neste aspeto, é liderada pela Lituânia, com 6,7%.

Dinheiro Digital com Lusa

31.5.12

Aumento da esperança média de vida leva a corte de 3,92% nas pensões

Por Pedro Crisóstomo, in Público on-line

Quem, aos 65 anos, se reformar este ano recebe quase menos 4% do valor da pensão. Esta redução resulta do chamado “factor de sustentabilidade”, que fez baixar as reformas em função do aumento da esperança média de vida.

De acordo com dados confirmados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a esperança média de vida dos portugueses aumentou no ano passado. À nascença, foi estimada em 79,45 anos (de 76,43 anos para os homens e de 82,3 anos para as mulheres). E, aos 65 anos, a esperança média de vida era em 2011 de 18,62 anos.

Ora, para calcular o “factor de sustentabilidade” que é aplicado às reformas de 2012, foi dividida a esperança média de vida aos 65 anos em 2006 pela esperança média de vida, também aos 65 anos, em 2011, ou seja, do ano anterior àquele em que o trabalhar em causa se reforma.

De acordo com os dados do INE, e uma vez que pelo quinto ano consecutivo é aplicado o “factor de sustentabilidade” entre a esperança média de vida e o valor da reforma, a quem é atribuída a reforma em 2012 sofre uma penalização de 3,92%.

A regra aplica-se tanto aos funcionários públicos como aos trabalhadores que descontam para a Segurança Social. Para quem atinge a idade legal para se poder reformar ou aposentar sem penalização, o regime prevê que possa compensar a redução da pensão que resulta do “factor de sustentabilidade”, se trabalhar entre quatro e 12 meses para além dos 65 anos.

A bonificação mensal varia consoante o número de anos de descontos feitos pelo trabalhador até este atingir a idade legal da reforma, explica o economista Eugénio Rosa num documento dedicado ao “factor de sustentabilidade”.

Por cada mês que trabalhem a mais, depois da idade legal da reforma, têm direito a uma bonificação. São quatro os escalões para o cálculo do número desses meses de trabalho a mais.

Quem tiver mais de 39 anos descontos, pode compensar a redução da pensão trabalhando mais quatro meses (recebendo uma bonificação mensal na reforma de 1%). No caso de o período de descontos ser entre 35 e 39 anos, pode trabalhar mais seis meses (com uma bonificação de 0,65%). Oito meses para quem descontou entre 25 e 34 anos (com direito a uma bonificação de 0,5%) e 12 meses para os que descontaram entre 15 e 24 anos (0,33%).

A percentagem da redução da penalização decorrente do “factor de sustentabilidade” tem vindo a aumentar desde 2008, ano em que o corte foi de 0,56%. No se reformou aos 65 anos no ano seguinte, o valor da penalização foi de 1,32% e de 1,65% em 2010. No ano passado, chegou já aos 3,14%, para agora se registar um novo agravamento.

Notícia actualizada às 16h52 e às 18h25: Explicita o significado do “factor de sustentabilidade” e acrescenta informação sobre o aumento do valor da pensão para quem opta por trabalhar a mais além da idade legal da reforma.