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10.2.23

Taxa de desemprego desce para 6,0% em 2022

 Por Lusa, in DN

Em relação a 2021, a taxa de desemprego aumentou apenas na Área Metropolitana de Lisboa (0,4 pontos percentuais), tendo diminuído nas restantes seis regiões do país, das quais se destaca o decréscimo na região do Algarve (2,5 pontos percentuais).

A taxa de desemprego fixou-se em 6,0%, em 2022, uma descida de 0,6 pontos percentuais em relação ao ano anterior, e foi de 6,5% no quarto trimestre, segundo dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

"[Em 2022] a taxa de desemprego foi de 6,0% e a taxa de subutilização do trabalho foi de 11,4%, tendo ambas diminuído em relação a 2021 (0,6 pontos percentuais e 1,1 pontos percentuais, respetivamente)", refere o INE, que hoje publicou os dados do emprego referentes ao quarto trimestre e à totalidade do ano de 2022.

Relativamente aos jovens (16 aos 24 anos), a taxa de desemprego situou-se em 19,0%, menos 4,4 pontos percentuais do que no ano anterior.

No ano passado, a média anual da população empregada foi 4.908,7 mil pessoas, tendo aumentado 2,0% em relação a 2021.

Já a população desempregada, estimada em 313,9 mil pessoas, diminuiu 7,3% (24,9 mil) em relação ao ano anterior, mas a proporção de desempregados de longa duração foi estimada em 45,2%, mais 1,8 pontos percentuais do que em 2021, sendo que 63,7% dos desempregados de longa duração se encontravam nesta situação há 24 ou mais meses.

Para a variação anual da população desempregada contribuíram, principalmente, os decréscimos nos seguintes segmentos populacionais: homens (17,2 mil; 10,6%); pessoas dos 16 aos 24 anos (12,3 mil; 16,0%); com ensino superior (13,3 mil; 14,4%) ou ensino secundário ou pós-secundário (12,7 mil; 10,2%); à procura de novo emprego (25,4 mil; 8,6%); e desempregadas há menos de 12 meses (19,8 mil; 10,3%).

No ano de 2022, a taxa de desemprego da Região Autónoma dos Açores igualou a média nacional (6,0%), enquanto as taxas da Área Metropolitana de Lisboa (7,2%) e da Região Autónoma da Madeira (7,0%) ficaram acima daquele limiar e as taxas da região Norte (5,9%), Algarve (5,7%), Centro (5,1%) e Alentejo (4,8%) abaixo.

Em relação a 2021, a taxa de desemprego aumentou apenas na Área Metropolitana de Lisboa (0,4 pontos percentuais), tendo diminuído nas restantes seis regiões do país, das quais se destaca o decréscimo na região do Algarve (2,5 pontos percentuais).


Em relação ao quarto trimestre de 2022, a taxa de desemprego foi estimada em 6,5%, o que reflete uma subida de 0,7 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e de 0,2 pontos percentuais em relação ao quarto trimestre do ano anterior.

Em outubro, novembro e dezembro do ano passado, a população empregada (4.902,9 mil pessoas) diminuiu 0,5% (26,2 mil) em relação ao trimestre anterior e aumentou 0,5% (23,9 mil) face ao trimestre homólogo.

Já a população desempregada, estimada em 342,7 mil pessoas, aumentou 12,1% (36,9 mil) em relação ao trimestre anterior e 3,7% (12,1 mil) relativamente ao período homólogo de 2020.

Nos últimos três meses do ano, a subutilização do trabalho -- que agrega a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego, mas não disponíveis e os inativos disponíveis, mas que não procuram emprego -- abrangeu 633,1 mil pessoas, tendo aumentado 5,0% (30,0 mil) em relação ao trimestre anterior e 0,5% (3,0 mil) relativamente ao mesmo trimestre do ano anterior.

Quanto à taxa de subutilização do trabalho, estimada em 11,7%, aumentou 0,5 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e manteve-se inalterada em comparação com o homólogo.

Por fim, a população inativa com 16 e mais anos (3.571,9 mil pessoas) diminuiu 0,1% (3,5 mil) em relação ao trimestre anterior e 1,1% (40,2 mil) relativamente ao homólogo.
Secretário de Estado do Trabalho: Taxa de desemprego de 6,0% em 2022 é "valor histórico" e "animador"

O secretário de Estado do Trabalho considerou "particularmente animadores" os números do emprego divulgados pelo INE, destacando que a taxa de desemprego de 6,0% em 2022 "é um valor histórico", que valida o "esforço" feito durante a pandemia.

"É com bastante satisfação que olhamos para estes números, que são particularmente animadores. São números que nos dão confiança para encararmos o momento que estamos a viver, uma vez que estes 6,0% que agora se consolidou como a taxa [de desemprego] de 2022 é um valor histórico. Desde 2002 que não tínhamos uma taxa anual do desemprego consolidada nesta ordem de grandeza e isso, obviamente, dá-nos confiança", afirmou Miguel Fontes em declarações à agência Lusa.

"E é bom, agora que já muitos se esquecem disso, lembrar esse facto. Foi por via de uma política pública que mobilizou muitos meios para manter e preservar o emprego que conseguimos fechar o ano de 2022 com estes dados. Estamos já com níveis pré-pandemia, mas isso deveu-se, seguramente, também ao facto de termos feito um esforço tão grande enquanto sociedade, enquanto país, para salvaguardarmos e preservarmos o emprego durante os anos da pandemia", enfatizou.

Ainda assim, o secretário de Estado garante que o Governo olha para estes dados "com a devida prudência, sem qualquer espécie de triunfalismo e com a atenção que a situação económica e social merece, sempre acompanhando e monitorizando a evolução do desemprego".


"É verdade que, neste quarto trimestre, houve uma ligeira subida relativamente aos anteriores, mas também que, lendo as séries longas do desemprego, é um trimestre onde isso sempre acontece. Ou seja, depois de termos tido a questão da sazonalidade anteriormente, há sempre uma trajetória neste trimestre que é normal e, portanto, está em linha com aquilo que historicamente acontece", afirmou.

Miguel Fontes destaca ainda como "relevante" o facto de a população empregada jovem "crescer de forma tão significativa" -- "São mais 41 mil jovens, no grupo dos 16 aos 24 anos, que estão a trabalhar face ao ano passado", salienta -- assim como a existência de "mais 556 mil pessoas com contratos sem termo do que, por exemplo, face a 2015.

"É um número em absoluto bastante impressionante, ultrapassa o meio milhão de pessoas neste espaço de tempo, mas ainda é mais impressionante quando verificamos que o crescimento do número de trabalhadores com contrato sem termo foi superior, mesmo, ao crescimento total do emprego, que foi de mais 527 mil pessoas neste período", concluiu.

"[Em 2022] a taxa de desemprego foi de 6,0% e a taxa de subutilização do trabalho foi de 11,4%, tendo ambas diminuído em relação a 2021 (0,6 pontos percentuais e 1,1 pontos percentuais, respetivamente)", refere.

6.7.22

Desemprego registado recua 5,7% em maio face a abril e 26,3% em termos homólogos

in JN

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego recuou 5,7% em maio face a abril e diminuiu 26,3% relativamente a maio do ano passado, para 296.394.

Segundo dados divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), em maio havia menos 18.041 desempregados inscritos do que no mês anterior e menos 105.789 do que em maio de 2021.

Comparando com maio de 2019, pré-pandemia, o número de desempregados diminuiu 2,7% (-8.777 pessoas).

Em comunicado, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social destaca tratar-se do valor de desemprego "mais baixo dos últimos 19 anos": "O desemprego registado pelo IEFP em maio desceu em todas as comparações, registando o valor mais baixo em maio desde 2003", salienta.

17.5.22

Taxa de desemprego cai para 5,9% no primeiro trimestre

Rita Robalo Rosa, in Expresso

A taxa de desemprego fixou-se em 5,9% no primeiro trimestre de 2021, o que compara com 6,3% no trimestre anterior e 7,1% no período homólogo. O número de pessoas empregadas cresceu para 4,9 milhões
taxa de desemprego em Portugal recuou no primeiro trimestre de 2022, atingindo 5,9%, o que compara com 6,3% no último trimestre do ano passado, indicam os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), esta quarta-feira. É também um recuo face ao mesmo período do ano passado, quando a taxa de desemprego atingiu os 7,1%.

De acordo com a nota do gabinete estatístico, o número de desempregados - isto é, pessoas sem emprego, mas que estão ativamente à procura - atingiu as 308,4 mil pessoas, menos 6,7% que no trimestre anterior e menos 14,3% que no trimestre homólogo.

Quanto ao desemprego jovem, entre os 15 e os 24 anos, diminuiu para 20,6%, "valor inferior em 2,8 p.p. [pontos percentuais] ao do trimestre anterior e em 3,5 p.p. ao do trimestre homólogo", ainda assim superior aos valores pré-pandemia.

Os últimos dados do INE mostravam um aumento da taxa de desemprego em março (para 5,7%), contudo, no total do trimestre o desemprego recuou face ao trimestre anterior. De notar, contudo, que a taxa de desemprego trimestral não é ajustada à sazonalidade ao contrário da taxa mensal e, tradicionalmente, o primeiro trimestre é mais "negro" para o mercado de trabalho do que o segundo ou terceiro trimestre do ano, por causa do turismo e da agricultura.


O mercado de trabalho está, assim, a beneficiar da recuperação da economia com o aligeirar de restrições e parece ainda não estar a ser fortemente afetado pela inflação e pela guerra na Ucrânia. Esta descida está em linha com o crescimento da economia no primeiro trimestre, que surpreendeu todas as expectativas, com o Produto Interno Bruto a crescer 11,9%, depois das projeções dos economistas ouvidos pelo Expresso apontarem, em média, para uma expansão de 9,3%.

Relativamente às pessoas empregadas, o número aumentou para 4,9 milhões, mais 0,4% que no último trimestre de 2021 e mais 4,7% que no período homólogo.

O INE refere ainda que a subutilização do trabalho (que abrange os desempregados "oficiais", o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos disponíveis para trabalhar mas que não procuraram ativamente emprego, e os inativos que procuraram trabalho mas não estavam disponíveis no imediato) abrangeu 618,2 mil pessoas no trimestre em análise, isto é, menos 1,9% que no trimestre anterior e 17,2% que nos primeiros três meses do ano passado.

5.11.19

Desemprego cai em quase toda a Europa em setembro. Em Portugal não mexe

Ana Batalha Oliveira, in Negócios on-line

Portugal registou a mesma taxa de desemprego em setembro do que no mesmo mês do ano anterior. Em relação a agosto, houve um aumento.

A taxa de desemprego caiu em 22 dos países da União Europeia, olhando aos números do mês de setembro e comparando com os do mesmo mês do ano anterior. Portugal é um dos três que se manteve na mesma fasquia nesta ótica, tendo aumentado a taxa em relação a agosto, diz o Eurostat.

Portugal registou uma taxa de desemprego de 6,6% em setembro, a mesma obtida no mês homólogo. A Roménia e a Bélgica foram os únicos Estados-membros que acompanharam Portugal na estagnação da taxa.

Em comparação com o mês de agosto, o desemprego em Portugal aumentou. Em agosto, tinha ficado pelos 6,4%. Agora são 345.000 as pessoas desempregadas no país.

Entre as restantes nações do bloco quase todas cederam -22 -, com destaque para a Grécia – onde o desemprego recuou de 19,1% para os 16,9%, considerando os meses de julho deste ano e do anterior. Esta é ainda assim a taxa mais alta da União Europeia, seguida da de Espanha, de 14,2%. Também o Chipre e a Estónia tiveram das descidas mais pronunciadas, aliviando a taxa de 8% para 6,6% e de 5,3% para 3,9%, respetivamente.

Os países onde o desemprego é menor são a República Checa (2,1%) e a Alemanha (14,2%).

31.10.18

Taxa de desemprego desce para valor mais baixo desde 2002

Sónia M. Lourenço, in Expresso

Depois de uma ligeira subida em agosto, para 6,9%, a taxa de desemprego voltou a descer em setembro, indicam os dados do Instituto Nacional de Estatística, divulgados esta terça-feira

A taxa de desemprego voltou a recuar em setembro, indicam os dados do Instituto Nacional de Estatística, divulgados esta terça-feira. Segundo a estimativa provisória do INE, o desemprego caiu para 6,6%, menos 0,3 pontos percentuais do que no mês anterior. Mais ainda, para encontrar um valor mais baixo na taxa mensal é preciso recuar 16 anos, a setembro de 2002, quando se encontrava nos 6,5%.

Este recuo em setembro acontece depois de agosto ter ficado marcado pelo primeiro aumento da taxa mensal de desemprego desde fevereiro de 2016. Nesse mês o desemprego subiu 0,1 pontos percentuais, para 6,9%, indica a estimativa definitiva do INE. Um valor que representa uma uma revisão em alta face aos 6,8% avançados na estimativa provisória, há um mês. Recorde-se que os dados mensais divulgados pelo INE são ajustados da sazonalidade.

Voltando a setembro, a estimativa provisória da população empregada ascendeu a 4,8143 milhões de pessoas, mais 0,2% (7,4 mil pessoas) do que no mês anterior. Em termos homólogos, isto é, em relação a setembro de 2017, a população empregada aumentou 2%, ou seja, em 96,3 mil pessoas.

Quanto à população desempregada, a cuja estimativa provisória aponta para 340,4 mil pessoas. Número que traduz uma diminuição de 5,1% (menos 18,2 mil) em relação a agosto. Em termos homólogos, a redução foi de 22,7%. Ou seja, há menos 100,1 mil pessoas desempregadas do que em setembro de 2017.

Quanto aos jovens (dos 15 anos aos 24 anos), a taxa de desemprego também recuou em setembro. Segundo a estimativa provisória ficou nos 19,6%, o que compara com 20,3% em agosto. Em setembro de 2017 estava nos 24,5%.

30.1.18

Redução do desemprego é “passo positivo” mas é preciso “baixar mais”

in Dinheiro Vivo/Lusa

O primeiro-ministro, António Costa, considerou esta terça-feira que a revisão em baixa da taxa de desemprego registada em novembro é “mais um passo positivo” e reforçou a necessidade de “continuar as boas políticas” para “baixar mais”.

“É mais um passo positivo e isso significa que temos de dar continuidade às boas políticas que temos seguido e que nos têm permitido ter bom crescimento económico, mais investimento e mais exportações e uma forte redução do desemprego”, disse. O primeiro-ministro falava aos jornalistas à margem de uma visita ao restaurante de cozinha síria Mezze, no mercado de Arroios, Lisboa, onde almoçou a convite da associação fundadora do projeto, Associação Pão a Pão, para a integração de refugiados do Médio Oriente.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) reviu em baixa de 0,1 pontos percentuais a taxa de desemprego de novembro para os 8,1%, valor mínimo desde novembro de 2004, estimando para dezembro uma nova descida para os 7,8%. Questionado pelos jornalistas sobre os valores hoje conhecidos, António Costa sublinhou que os números do desemprego “tem de baixar mais”. “Nós temos de continuar a dar sequência ao trabalho que temos vindo a fazer para haver mais investimento e criação de postos de trabalho, é para continuar”, disse. Um ano antes, em dezembro de 2016, a taxa de desemprego situava-se nos 10,2%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). O valor apurado para novembro representa uma descida em 0,3 pontos percentuais face ao mês anterior e menos 0,7 pontos percentuais em relação a três meses antes, sinaliza o INE. A estimativa provisória da população desempregada para dezembro é de 401,5 mil pessoas e a da população empregada é de 4,776 milhões de pessoas.

16.1.18

Desemprego na zona euro cai para 8,7% em novembro, novo mínimo desde janeiro de 2009

in RTP

A taxa de desemprego anual baixou, em novembro último, para os 8,7% na zona euro e os 7,3% na União Europeia, valores que não se registavam desde janeiro de 2009 e outubro de 2008, respetivamente, segundo o Eurostat.

Na zona euro, os 8,7% de novembro comparam-se com os 8,8% de outubro e os 9,8% do mês homólogo de 2016 e na União Europeia (UE), o desemprego recuou para os 7,3%, face aos 7,4% de outubro de 2017 e aos 8,3% homólogos.
Segundo o gabinete de estatísticas da UE, Portugal teve a segunda maior quebra homóloga no desemprego (de 10,5% para 8,2% entre novembro de 2016 e novembro de 2017), depois da Grécia (de 23,2% para 20,5%, segundo dados de setembro) e seguido da Croácia (de 12,5% para 10,4%) e de Chipre (de 13,1% para 11,0%).

As mais baixas taxas de desemprego anuais registaram-se, em novembro, na República Checa (2,5%), em Malta e Alemanha (3,6% cada) e as mais altas na Grécia (20,5%, dados de setembro) e Espanha (16,7%).
O desemprego jovem foi de 18,2% na zona euro, abaixo dos 20,5% homólogos e dos 18,4% de outubro, e de 16,2% na UE, face aos 18,2% de novembro de 2016 e aos 16,4% na comparação em cadeia.

As taxas mais baixas de desemprego entre as pessoas com menos de 25 anos registaram-se na República Checa (5,0%) e Alemanha (6,6%) e as mais elevadas na Grécia (39,5% em setembro último), em Espanha (37,9%) em Itália (32,7%) e Portugal (23,7%).

31.10.17

Desemprego recua na zona euro para 8,9% em setembro, mínimo de janeiro de 2009

in Diário de Notícias

A taxa de desemprego recuou na zona euro para os 8,9% em setembro, o valor mais baixo desde janeiro de 2009, e a da União Europeia (UE) desceu para os 7,5%, segundo o Eurostat.

De acordo com o gabinete de estatísticas da UE, na zona euro, a taxa de desemprego recuou quer na comparação homóloga (9,9% em setembro de 2016), quer em cadeia (9,0% em agosto), registando o valor mais baixo desde janeiro de 2008.

Na UE, a taxa de desemprego recuou na comparação homóloga (8,4% em setembro de 2016) e manteve-se estável face à de agosto.

As taxas de desemprego mais baixas foram registadas na República Checa (2,7%) e em Malta (4,1%), enquanto as mais altas se observaram na Grécia (21,0% em julho) e em Espanha (16,7%).

Em Portugal, a taxa de desemprego recuou, em setembro para os 8,6%, quer na variação homóloga (10,9%), quer em cadeia (8,8%).

10.10.17

Há menos desempregados face a 2008 mas as taxas são iguais. Saiba porquê

Pedro Araújo, in Dinheiro Vivo

Taxa de desemprego atual iguala novembro de 2008, mas há agora menos 17,7 mil sem trabalho.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) reviu, na última sexta-feira, em baixa de 0,2 pontos percentuais a taxa de desemprego de julho para 8,9%, o valor mais baixo desde novembro de 2008, estimando para agosto a manutenção do mesmo valor. Apesar de a taxa ser igual à verificada em novembro de 2008, os 8,9% agora apurados equivalem a menos 17,7 mil desempregados comparativamente aos números de há nove anos. Recuando a novembro de 2008, o número de desempregados era 479,1 mil, sendo que o valor estimado para agosto é de 461,4 mil, isto é, menos 17,7 mil para a mesma taxa apurada no espaço de quase uma década. A explicação reside no conceito de taxa: trata-se da relação entre o número de desempregados e a população ativa. Ora, esta última diminuiu em cerca de 355 mil pessoas entre 2008 e a atualidade, tornando possível que a um diferente número de pessoas sem trabalho corresponda a mesma taxa de desemprego.

A estimativa provisória da população desempregada representa um aumento de 0,4% (1,8 mil) em relação ao mês anterior (julho de 2017) e diminuído 2,6% (12,4 mil) face ao observado três meses antes (maio de 2017). Quanto ao valor apurado para julho, este representa uma descida em 0,2 pontos percentuais face ao mês anterior e menos 0,6 pontos percentuais em relação a três meses antes, sinaliza o INE. Já a estimativa provisória da população empregada foi de 4,697,8 milhões de pessoas, tendo diminuído 0,1% (5,1 mil) face ao mês anterior (julho de 2017) e aumentado 0,5% (25,4 mil) em relação a três meses antes (maio de 2017), sinaliza o INE. De acordo com o INE, em agosto, a taxa de desemprego das mulheres (9,4%) excedeu a dos homens (8,5%) em 0,9 pontos percentuais, tendo-se a primeira mantido inalterada face ao mês anterior e a segunda aumentado 0,1 pontos percentuais. A taxa de desemprego dos jovens situou-se em 24,6% e aumentou 1,6 pontos percentuais em relação ao mês precedente. Já a taxa de desemprego dos adultos foi de 7,7% e diminuiu 0,1 pontos percentuais em relação àquele mês. O bom desempenho de Portugal no combate ao desemprego é confirmado pelos números, mesmo quando é feita uma comparação europeia. O desemprego em Portugal atingiu o seu pico em 2013, com um total de 855 mil desempregados. Usando aquele ano como ponto de partida, constata-se que em 2016 já havia menos 284 mil pessoas sem trabalho. Uma queda de 33%, marca só superada pela Irlanda (-39%) e acima de Espanha (-26%) e Grécia (-15%). A média da Zona Euro foi de menos 16%.

5.9.17

Desemprego baixa para 9,1% em Junho e estabiliza em Julho

in Público on-line

Estatística provisória para o mês de Julho aponta para taxa de desemprego igual à registada em Junho.

O nível de desemprego continuou a recuar em Junho, com a taxa a passar para 9,1% da população activa, o valor mais baixo desde Novembro de 2008. Para o mês seguinte, o Instituto Nacional de Estatística (INE) aponta, ainda numa projecção provisória, para uma estabilização da taxa nos 9,1%.

Em Junho, a população desempregada era de 468.900 pessoas, diminuindo “1,1% em relação ao mês precedente (menos 5200 pessoas)”. Dos quase 470 mil desempregados, 226.300 são homens, 242.600 são mulheres. Já a população empregada foi estimada pelo INE nos 4,68 milhões de pessoas, aumentando 0,2% (em 8500 pessoas) em relação ao mês anterior.

Há um mês, a primeira estimativa do INE para a taxa de desemprego de Junho foi de 9%, mas o valor foi agora revisto em alta, para os 9,1%. Os dados do desemprego mensal do INE são ajustados de sazonalidade e têm como universo estatístico a população dos 15 aos 74 anos, não podendo ser directamente comparáveis com as estatísticas trimestrais do desemprego.

A taxa de Junho “diminuiu 0,1 pontos percentuais em relação ao mês anterior e 0,6 pontos percentuais face a três meses antes”. Entre os jovens (a população dos 15 aos 24 anos), a taxa de desemprego é de 23,7%. Baixou 0,1 pontos, na mesma proporção da taxa de desemprego global. Mas o valor provisório para o mês de Julho aponta-se para uma subida de 0,1 pontos, para os 23,8%.

Na estimativa não ajustada da sazonalidade, o desemprego total foi de 8,7% em Junho, “tendo diminuído 0,3 pontos percentuais face ao mês anterior” e baixando 1,9 pontos face a Junho do ano passado. A trajectória de decréscimos homólogos, refere o INE, acontece desde Agosto de 2013. “A diminuição mensal da taxa de desemprego foi acompanhada pelo decréscimo da população desempregada (2,5%; 11,5 mil) e pelo acréscimo da população empregada (0,6%; 26,7 mil)”.

10.8.17

O Verão juntou-se à aceleração da economia e o desemprego caiu

Sérgio Aníbal, in Público on-line

Economia portuguesa criou mais 102 mil empregos, prolongando, num segundo trimestre tradicionalmente beneficiado por factor sazonais, a tendência positiva que se vive no mercado de trabalho.

Combina-se uma economia a acelerar na primeira metade do ano com um aumento de procura de mão-de-obra provocado pela aproximação do Verão e aquilo que acontece é uma descida acentuada da taxa de desemprego. Foi esse o resultado no segundo trimestre deste ano, com o desemprego a cair em três meses mais 1,3 pontos percentuais e a ficar, pela primeira vez nos últimos nove anos, abaixo dos 9%. Mas esperar que uma descida deste tipo se mantenha nos próximos trimestres seria demasiado optimismo.

Os dados publicados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) vieram confirmar que se mantém bem viva a tendência de melhoria acentuada no mercado de trabalho em Portugal. Esta é uma tendência que se verifica desde que, no início de 2013, a taxa de desemprego atingiu o seu máximo histórico de 17,5% - e que parece querer prolongar-se durante mais algum tempo.

Os números do segundo trimestre são particularmente impressionantes. A taxa de desemprego caiu, em apenas três meses, mais 1,3 pontos percentuais, de 10,1% para 8,8%, o valor mais baixo dos últimos nove anos em Portugal. De igual modo, durante os mesmos três meses, foram criados mais 102 mil empregos, desaparecendo 63 mil desempregados (a diferença entre os dois valores é explicada pelo facto de se ter registado também um acréscimo da população activa).

Ainda assim, seria muito imprudente pensar que este vai passar a ser, nos próximos trimestres, o ritmo de criação de emprego e redução do desemprego a registar-se em Portugal. Se assim fosse, com uma descida de 1,3 pontos percentuais por trimestre, muito rapidamente Portugal voltaria aos níveis mínimos históricos do final do último milénio.

De facto, o que há é uma série de sinais que apontam para que uma parte importante da descida agora verificada se tenha devido a factores sazonais relacionados com o aumento da procura de emprego durante o Verão. Efeitos que nos próximos trimestres não se deverão voltar a fazer sentir.

O primeiro sinal surge quando se compara o resultado do segundo trimestre de 2017 com o de outros segundos trimestres do passado. Ao fazê-lo, percebe-se que aquilo que aconteceu agora está em linha com o ocorrido nos últimos dois anos e conclui-se, de forma clara, que o segundo trimestre é, de longe, o período em que mais empregos são criados em Portugal.

Em 2015, criaram-se 104 mil novos empregos no segundo trimestre e em 2016 mais 89 mil, resultados que não destoam dos 102 mil empregos agora conseguidos. Entre 2013 e 2016, a média de criação de emprego no segundo trimestre foi de 90 mil novos postos de trabalho, ao passo que no terceiro trimestre foi de 37 mil e no quarto trimestre foi de 26 mil negativos. É provável, portanto, que na segunda metade deste ano, se volte a registar uma tendência de estabilização do número de empregos.

Este fenómeno explica-se porque é, no período entre Abril e Junho de cada ano, que as empresas fazem as contratações para os chamados empregos de Verão. E os dados do INE fornecem mais pistas que apontam para este cenário. O sector onde se criaram mais empregos foi, durante o segundo trimestre de 2017, o da restauração e alojamento, precisamente aquele onde mais se faz sentir um aumento de actividade durante o Verão. Foram 45 mil empregos, uma parte importante do acréscimo líquido total de 102 mil. Em segundo lugar, surgem os empregos na agricultura, floresta e pesca (31 mil) e em terceiro a indústria (18 mil).

Depois, é também significativo que, contrariando a tendência registada nos três trimestres anteriores, entre Abril e Junho, a maioria dos novos contratos de trabalho assinados foram com termo, o que dá a indicação de se tratarem de empregos com um carácter mais temporário. Houve mais 47 mil empregos com termo e mais 27 mil sem termo, quando nos últimos doze meses o que aconteceu foi o contrário, isto é, muitos mais empregos criados sem termo.

A evolução dos indicadores de trabalho por região do país também dá mais pistas, já que foi no Algarve, a zona do país que mais cresce no Verão, que a taxa de desemprego mais desceu, passando de 10,6% para 7,6% em apenas três meses.

Por fim, há também problemas no mercado de trabalho que persistem e que mostram que, uma queda acelerada do desemprego será sempre um processo demorado. Neste segundo trimestre, o peso do desemprego de longa duração (pessoas que procuram emprego sem sucesso há mais de um ano), foi de 59,1%, uma pequena descida face aos 59,4% do primeiro trimestre.

De igual modo, para além das pessoas que são oficialmente classificadas pelo INE como desempregadas, subsistem à margem pessoas que estão contra a sua vontade apenas empregadas a tempo parcial ou que, apesar de desejarem um emprego, estão já desencorajadas a procurá-lo. Pela primeira vez, o INE publicou um indicador que junta os desempregados oficiais a esta população, denominando-o como taxa de subutilização do trabalho. Este indicador também caiu durante o segundo trimestre, mas de forma menos expressiva do que a taxa de desemprego tradicional.

Manter o mesmo ritmo de descida do desemprego é, portanto, improvável, mas mesmo assim, o resultado agora obtido confirma que a tendência continua a ser positiva, podendo mesmo esperar-se que os resultados superem aquilo que eram as previsões no início do ano.

Para o total de 2017, o Governo previa, no Programa de Estabilidade apresentado em Abril uma taxa de desemprego de 9,9%, o mesmo valor estimado pela Comissão Europeia em Maio. O indicador agora publicado pode apontar para que, tal como acontece com o crescimento do PIB, a taxa de desemprego possa vir a superar a expectativa do Executivo.