in RR
A Cáritas Portuguesa lança hoje apoios de 130 mil euros, insuficientes à partida, para responder a milhares de pedidos de ajuda vindos também dos "novos pobres" da pandemia, uma classe média que, sem ajuda, se transformará em pobreza estrutural.
As contas do presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca, que ainda não tem um balanço estruturado e definitivo dos novos pedidos, apontam para uma média de 150 novas famílias apoiadas em cada Caritas Diocesana, que tem 20 postos de atendimento pelo país, o que, contas feitas, duplica o número de atendimentos e dará cerca de três mil novos pedidos de ajuda provocados pela pandemia.
"Uma gota", garante Eugénio Fonseca. Até dentro do universo Cáritas. De fora destas contas ficam os atendimentos paroquiais, "onde vai muito mais gente" - são 4.350 paróquias e "metade estão a ser procuradas".
Perante isto, o próprio presidente da Cáritas Portuguesa reconhece que o mais certo é não passar de "um sonho" o objetivo de fazer chegar a junho os 130 mil euros em novos apoios, traduzidos em ajuda alimentar e outras necessidades básicas, como água, luz, eletricidade ou gás, e, realidade que já vem da crise anterior, apoio ao pagamento de rendas de casa.
"Estes 130 mil euros são fundos que a Cáritas tinha reservados para situações de emergências e são totalmente aplicados. Estes fundos não resultaram de dádivas recentes. Estou convencido que dada a situação dramática que já se está a sentir que não vamos chegar a junho sem esgotar", disse à Lusa.
Os 130 mil euros dividem-se em 100 mil para apoio alimentar e 30 mil para que as pessoas possam também continuar a assumir compromissos que são imprescindíveis", como as rendas e os serviços de energia e água.
"Estamos convencidos que não vai resolver. Esperamos chegar a perto de duas mil pessoas, mas muitas outras com certeza ficarão de fora. Não conseguimos acudir a tudo, há outras instituições a trabalhar bem e é na cooperação entre todos que se pode atenuar o problema", disse Eugénio Fonseca, que adiantou também que a instituição mantém em funcionamento todas as respostas e apoios que já existiam antes do novo contexto da pandemia.
Os pedidos de ajuda chegam de cinco grupos bem identificados: os mais idosos, as famílias mais vulneráveis, como as monoparentais ou as muito numerosas - com implicações em situações futuras de pobreza infantil - ex-reclusos e suas famílias, sem-abrigo e migrantes.
Em relação aos sem-abrigo, por exemplo, uma das Cáritas Diocesanas está neste momento a apoiar mais 100 pessoas nessa situação, a juntar-se aos que já eram apoiados, sendo necessário encontrar espaços alternativos para alojamento.
A principal causa da procura de ajuda desta crise é a de todas as outras. O desemprego ou a perda de rendimentos provocada por situações como o `lay-off` levam a muitas novas necessidades de assistência.
É aqui que se inserem boa parte dos pedidos de ajuda, os "novos pobres", oriundos de uma classe média-baixa ou média-média, para os quais Eugénio Fonseca diz ser necessária uma "intervenção devidamente planeada" pelo Estado que os retire rapidamente da situação de privação e evite "problemas de saúde mental e situações de desespero, de desânimo e de desistência".
"Quando se desiste, então sim, corre-se o risco de se ficar na pobreza estrutural", disse.
A ajuda vai chegar em forma de `ticket restaurante`, uma modalidade selecionada por concurso público, que não obriga a pagamentos de comissões, e que não identifica a Caritas como a origem do "dinheiro" a usar em supermercados e mercearias, na compra de bens essenciais, que não têm que ser necessariamente alimentares, podendo passar por bens de higiene.
Aceder aos `tickets` seguintes vai obrigar a mostrar a quem está no atendimento social os talões das compras nos supermercados para "provar que não há bens adquiridos que efetivamente não sejam bens de primeira necessidade", o que será "devidamente controlado".
Utilizar um método de pagamento que não identifica a Cáritas e que está bastante generalizado como forma de pagamento de subsídios de refeição pelas empresas evita que a estas pessoas fique associado qualquer tipo de estigma, a que "não sintam vergonha nem se sintam discriminadas na caixa do supermercado", "assegura-lhes dignidade" e autoestima, até porque se deixa nas suas mãos tarefas diárias de compras e planeamento de refeições, que ajudam a manter uma ocupação diária.
Eugénio Fonseca elogia as medidas de proteção tomadas até agora pelo Governo, que se cruzam diretamente com as ajudas prestadas pela Cáritas, no pagamento de serviços e rendas, mas diz que é preciso mais e defende um plano de contingência social nacional, que programe apoios, que defina uma estratégia de reintegração das pessoas no mercado de trabalho e que envolva o Governo e "organizações intermédias da sociedade civil".
Aqui cabem as instituições particulares de solidariedade social (IPSS), mas também coletividades e "organizações informais de proximidade".
"Todos agora somos chamados a dar este contributo, porque, como percebemos com a contingência sanitária, quando nos unimos atingimos resultados mais rápidos. Isto também se passa ao nível da pobreza", disse.
A coordenação do plano devia, segundo o presidente da Cáritas Portuguesa, ficar a cargo da Presidência do Conselho de Ministros, uma vez que há mais dimensões governativas que devem ser incluídas neste plano para lá do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social: a Economia para o relançamento da atividade económica, as Finanças para acautelar questões orçamentais, a Educação e até a Justiça.
"Pode haver situações em que os direitos dos trabalhadores estejam a ser lesados por oportunismos das entidades empregadoras e é preciso acelerar. A nossa justiça nestas coisas não pode ser tão vagarosa como tem sido", defendeu.
Eugénio Fonseca sugere também ao Governo um trabalho próximo com as instituições que lidam diariamente com a realidade da pobreza para a criação de um barómetro social, ainda que reconheça que é uma ideia que "politicamente não interessa, porque não fica bem a um país dizer que tem uma taxa de risco de pobreza dois ou três pontos acima do seu espaço de união política, que é a União Europeia".
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22.4.20
22.12.14
Caritas já ajudou três mil pessoas a pagar a renda
Leonor Paiva Watson, in Jornal de Notícias
A Cáritas Portuguesa apoiou este ano cerca de seis mil pessoas através do seu Fundo Social, num total de quase meio milhão de euros. Metade "foi para ajudar a pagar rendas", revela Eugénio Fonseca.
Só no 1.º semestre de 2014 foram atendidas 73 828 pessoas pelas cáritas diocesanas, mais 2,4% do que no período homólogo. As cáritas não têm mãos a medir para os pedidos de socorro e o desafio, avança Eugénio Fonseca, presidente da instituição, "é responder a uma pobreza cujo perfil está a mudar rapidamente. Uma pobreza que chegou à classe média e tocou na classe média/alta, uma pobreza que chegou a professores, arquitetos e advogados".
A Cáritas Portuguesa apoiou este ano cerca de seis mil pessoas através do seu Fundo Social, num total de quase meio milhão de euros. Metade "foi para ajudar a pagar rendas", revela Eugénio Fonseca.
Só no 1.º semestre de 2014 foram atendidas 73 828 pessoas pelas cáritas diocesanas, mais 2,4% do que no período homólogo. As cáritas não têm mãos a medir para os pedidos de socorro e o desafio, avança Eugénio Fonseca, presidente da instituição, "é responder a uma pobreza cujo perfil está a mudar rapidamente. Uma pobreza que chegou à classe média e tocou na classe média/alta, uma pobreza que chegou a professores, arquitetos e advogados".
19.11.14
«Vozes das Crianças na Pobreza» fazem-se “ouvir” na Biblioteca de Tavira
Por Sul Informação
Expo Vozes Crianças Pobreza_CaritasA Biblioteca Municipal de Tavira vai acolher, a partir de sexta-feira, a exposição «Vozes das Crianças na Pobreza», uma iniciativa da Cáritas Europa «que apresenta onze fotografias, com testemunhos reais de crianças, que visam chamar a atenção para os desafios que afetam, diariamente, as famílias e para o escândalo da pobreza infantil».
Uma exposição esteve patente no Parlamento Europeu, em Bruxelas, e incluiu uma mensagem da Cáritas para os legisladores europeus: «combater a pobreza infantil deve ser uma prioridade da União Europeia e dos seus Estados-Membros. As crianças estão a crescer, eles não podem esperar até que a crise acabe».
De acordo com dados da Cáritas, 25 milhões de crianças europeias vivem em risco de pobreza ou exclusão social, pelo que lançam o apelo: «ajude-nos a levar longe a voz destas crianças!».
A mostra é trazida a Tavira pela Câmara Municipal e pela Cáritas Diocesana do Algarve.
Expo Vozes Crianças Pobreza_CaritasA Biblioteca Municipal de Tavira vai acolher, a partir de sexta-feira, a exposição «Vozes das Crianças na Pobreza», uma iniciativa da Cáritas Europa «que apresenta onze fotografias, com testemunhos reais de crianças, que visam chamar a atenção para os desafios que afetam, diariamente, as famílias e para o escândalo da pobreza infantil».
Uma exposição esteve patente no Parlamento Europeu, em Bruxelas, e incluiu uma mensagem da Cáritas para os legisladores europeus: «combater a pobreza infantil deve ser uma prioridade da União Europeia e dos seus Estados-Membros. As crianças estão a crescer, eles não podem esperar até que a crise acabe».
De acordo com dados da Cáritas, 25 milhões de crianças europeias vivem em risco de pobreza ou exclusão social, pelo que lançam o apelo: «ajude-nos a levar longe a voz destas crianças!».
A mostra é trazida a Tavira pela Câmara Municipal e pela Cáritas Diocesana do Algarve.
18.12.13
Duzentos desempregados já manifestaram interesse em integrar plataforma da Cáritas
in Jornal de Notícias
Quase 200 pessoas e "algumas empresas" já manifestaram interesse à Cáritas Portuguesa em integrar a plataforma para desempregados com mais de 45 anos que é lançada, esta quarta-feira, pela organização
A plataforma "In Spira - Rede de competência Cáritas" é uma rede social que "pretende facilitar a partilha de informação e a comunicação entre empresas e desempregados com mais de 45 anos", adianta a Cáritas.
"É um ponto de encontro entre quem tem mais de 45 anos e procura trabalho, que tem competências, tem saberes, tem experiências, e empresas ou organizações que vão disponibilizar oportunidades de trabalho a estas pessoas", explicou à Lusa a coordenadora do projeto.
Maria do Rosário Carneiro adiantou que, neste momento, ainda não há ninguém registado na rede.
Contudo, quase duas centenas de pessoas já enviaram o currículo para a Cáritas, com o objetivo de fazerem parte de um "conjunto de cidadãos que divulgam os seus saberes e competências na expectativa de encontrarem alguém que lhes queira dar trabalho", sublinhou.
Por outro lado, também houve um "conjunto de empresas" que manifestou interesse em aderir ao projeto, algumas das quais até "identificaram um posto de trabalho" disponível para colocar na rede.
"São ofertas que tivemos há algum tempo e que agora têm de ser atualizadas, porque um trabalho que existia há duas semanas, por exemplo, pode já não existir hoje", disse a responsável.
Maria do Rosário Carneiro disse que está a contar com uma adesão progressiva de algumas empresas que fazem parte da GRACE - associação sem fins lucrativos dedicada à responsabilidade social empresarial -, que estabeleceu uma parceria com a Cáritas.
Esta rede social começou a ser pensada no âmbito do envelhecimento ativo e era para ser dirigida a "pessoas reformadas ativas".
"No entanto, face ao aumento exponencial de pessoas mais velhas que estão desempregadas", e sendo difícil a sua inserção no mercado de trabalho, a Cáritas decidiu alargar o âmbito da plataforma para "uma população mais vasta que não está ativa porque o mercado deixou de oferecer condições para que isso aconteça", acrescentou.
Quase 200 pessoas e "algumas empresas" já manifestaram interesse à Cáritas Portuguesa em integrar a plataforma para desempregados com mais de 45 anos que é lançada, esta quarta-feira, pela organização
A plataforma "In Spira - Rede de competência Cáritas" é uma rede social que "pretende facilitar a partilha de informação e a comunicação entre empresas e desempregados com mais de 45 anos", adianta a Cáritas.
"É um ponto de encontro entre quem tem mais de 45 anos e procura trabalho, que tem competências, tem saberes, tem experiências, e empresas ou organizações que vão disponibilizar oportunidades de trabalho a estas pessoas", explicou à Lusa a coordenadora do projeto.
Maria do Rosário Carneiro adiantou que, neste momento, ainda não há ninguém registado na rede.
Contudo, quase duas centenas de pessoas já enviaram o currículo para a Cáritas, com o objetivo de fazerem parte de um "conjunto de cidadãos que divulgam os seus saberes e competências na expectativa de encontrarem alguém que lhes queira dar trabalho", sublinhou.
Por outro lado, também houve um "conjunto de empresas" que manifestou interesse em aderir ao projeto, algumas das quais até "identificaram um posto de trabalho" disponível para colocar na rede.
"São ofertas que tivemos há algum tempo e que agora têm de ser atualizadas, porque um trabalho que existia há duas semanas, por exemplo, pode já não existir hoje", disse a responsável.
Maria do Rosário Carneiro disse que está a contar com uma adesão progressiva de algumas empresas que fazem parte da GRACE - associação sem fins lucrativos dedicada à responsabilidade social empresarial -, que estabeleceu uma parceria com a Cáritas.
Esta rede social começou a ser pensada no âmbito do envelhecimento ativo e era para ser dirigida a "pessoas reformadas ativas".
"No entanto, face ao aumento exponencial de pessoas mais velhas que estão desempregadas", e sendo difícil a sua inserção no mercado de trabalho, a Cáritas decidiu alargar o âmbito da plataforma para "uma população mais vasta que não está ativa porque o mercado deixou de oferecer condições para que isso aconteça", acrescentou.
18.11.13
Crise atingiu até classe social "impensável"
in Jornal de Notícias
A Cáritas Portuguesa registou no último ano um aumento de 20% nos pedidos de ajuda de famílias portuguesas afetadas pela crise económica, que atingiu "uma faixa da classe média que era impensável, que é a faixa da classe média alta".
"Nós sabíamos que em Portugal qualquer problema deste tipo atingiria sempre a classe média porque era das mais vulneráveis, mas esta crise até atingiu uma faixa da classe média que era impensável, que é a faixa da classe média alta", disse o presidente da Cáritas Portuguesa.
"Há pessoas que auferiam rendimentos consideráveis porque trabalhavam por conta própria e que a crise, por força da impossibilidade de fazerem escoar o resultado das produções que tinham, as afundou. Muitos deles tentaram por tudo salvar esses empreendimentos que tinham e endividaram-se. Muitas dessas pessoas entraram numa espiral de endividamento que as atirou para uma situação de pobreza de que dificilmente se vão libertar nos próximos tempos", acrescentou Eugénio Fonseca.
Eugénio Fonseca falava à Lusa no final do Conselho Geral da Cáritas Portuguesa, que se realizou este fim de semana em Fátima.
Segundo o responsável, entre outubro de 2012 e outubro de 2013 foi registado um aumento de 20% do atendimento a famílias nas dioceses.
Afirmando que esses dados são uma média nacional que não contemplam o atendimento nas paróquias, o presidente da Cáritas Portuguesa frisou que há dioceses em que "aumento foi na ordem dos 65%, concretamente em Braga".
Se as paróquias estivessem incluídas nessas contas, "estaríamos a falar de outros valores" porque existem no país 4350 paróquias, das quais cerca de 2000 fazem atendimentos regulares.
Também aquilo que as pessoas pedem mudou com esta crise, enquanto dantes pediam trabalho, hoje "as necessidades são tantas que o que pedem é alimentação e sobretudo duas coisas: ajuda para não perder a casa e aquilo que é o conforto para a casa - eletricidade, água e gás, ajuda para despesas de saúde e, nalguns casos que já são bastantes, ajuda para que os filhos continuem a estudar, sobretudo aqueles que estão no ensino universitário", disse.
Para conseguirem dar resposta a estes novos casos de pobreza, o Conselho Geral da Cáritas Portuguesa aprovou na reunião deste fim de semana o plano estratégico para os próximos dois anos, onde a grande preocupação é dotar as paróquias de meios que respondam às atuais necessidades.
Segundo Eugénio Fonseca, cada paróquia tem de "dispor de um grupo de ação social devidamente organizado e formado por pessoas capacitadas para responder aos desafios que, cada vez mais, são complexos em termos da realidade social e económica do nosso país".
"Esta crise trouxe uma mudança do perfil da pobreza em Portugal, portanto é preciso que os agentes sociais estejam, devidamente preparados para responder a esses novos desafios. Essa foi a grande linha estratégica", sublinhou.
A Cáritas Portuguesa registou no último ano um aumento de 20% nos pedidos de ajuda de famílias portuguesas afetadas pela crise económica, que atingiu "uma faixa da classe média que era impensável, que é a faixa da classe média alta".
"Nós sabíamos que em Portugal qualquer problema deste tipo atingiria sempre a classe média porque era das mais vulneráveis, mas esta crise até atingiu uma faixa da classe média que era impensável, que é a faixa da classe média alta", disse o presidente da Cáritas Portuguesa.
"Há pessoas que auferiam rendimentos consideráveis porque trabalhavam por conta própria e que a crise, por força da impossibilidade de fazerem escoar o resultado das produções que tinham, as afundou. Muitos deles tentaram por tudo salvar esses empreendimentos que tinham e endividaram-se. Muitas dessas pessoas entraram numa espiral de endividamento que as atirou para uma situação de pobreza de que dificilmente se vão libertar nos próximos tempos", acrescentou Eugénio Fonseca.
Eugénio Fonseca falava à Lusa no final do Conselho Geral da Cáritas Portuguesa, que se realizou este fim de semana em Fátima.
Segundo o responsável, entre outubro de 2012 e outubro de 2013 foi registado um aumento de 20% do atendimento a famílias nas dioceses.
Afirmando que esses dados são uma média nacional que não contemplam o atendimento nas paróquias, o presidente da Cáritas Portuguesa frisou que há dioceses em que "aumento foi na ordem dos 65%, concretamente em Braga".
Se as paróquias estivessem incluídas nessas contas, "estaríamos a falar de outros valores" porque existem no país 4350 paróquias, das quais cerca de 2000 fazem atendimentos regulares.
Também aquilo que as pessoas pedem mudou com esta crise, enquanto dantes pediam trabalho, hoje "as necessidades são tantas que o que pedem é alimentação e sobretudo duas coisas: ajuda para não perder a casa e aquilo que é o conforto para a casa - eletricidade, água e gás, ajuda para despesas de saúde e, nalguns casos que já são bastantes, ajuda para que os filhos continuem a estudar, sobretudo aqueles que estão no ensino universitário", disse.
Para conseguirem dar resposta a estes novos casos de pobreza, o Conselho Geral da Cáritas Portuguesa aprovou na reunião deste fim de semana o plano estratégico para os próximos dois anos, onde a grande preocupação é dotar as paróquias de meios que respondam às atuais necessidades.
Segundo Eugénio Fonseca, cada paróquia tem de "dispor de um grupo de ação social devidamente organizado e formado por pessoas capacitadas para responder aos desafios que, cada vez mais, são complexos em termos da realidade social e económica do nosso país".
"Esta crise trouxe uma mudança do perfil da pobreza em Portugal, portanto é preciso que os agentes sociais estejam, devidamente preparados para responder a esses novos desafios. Essa foi a grande linha estratégica", sublinhou.
3.12.12
Cáritas quer usar paróquias para perceber as populações
por Lusa, texto publicado por Paula Mourato, in Diário de Notícias
O grupo de reflexão criado pela Cáritas para repensar o envelhecimento ativo pretende usar as paróquias para melhor detetar necessidades e recursos disponíveis e abri-las a parcerias com outras realidades locais, como centros de saúde ou juntas de freguesia.
O grupo foi criado no início do ano como forma de a Cáritas tentar perceber o que é que poderia fazer no âmbito do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações.
Em declarações à agência Lusa, a coordenadora do grupo de reflexão explicou que está definido um plano de trabalho que será posto em prática faseadamente e que passa, por exemplo, por usar as paróquias como "unidades privilegiadas" para alterar comportamentos e melhorar ações.
"Tem a ver com o facto de as paróquias prestarem serviço às populações e estes serviços serem nomeados em função das necessidades, mas nem sempre as necessidades são reais necessidades e nem sempre envolvem a globalidade dos recursos disponíveis na comunidade", adiantou Maria do Rosário Carneiro.
De acordo com a coordenadora, trata-se então de identificar as necessidades e as capacidades existentes e, com base nisso, apresentar um Banco de Ideias para todas as comunidades locais.
"É um Banco de Ideias e de competências, quer do ponto de vista das necessidades, quer do ponto de vista da capitalização dos recursos disponíveis, que podem significar um envolvimento de voluntários, mas também de criação de postos de trabalho porque se adequa a oferta à procura", revelou.
Nesse sentido, explicou a responsável, o grupo de reflexão entende ser necessário que as paróquias se tornem mais abertas a outras realidades locais, como as juntas de freguesia, centros de saúde ou outras associações de âmbito local.
Por outro lado, sublinhou Maria do Rosário Carneiro, o grupo defende que as paróquias tenham por base uma organização intergeracional e que os grupos de trabalho unam "jovens e menos jovens", independentemente das pessoas a quem se destinam as ações, ou seja, independentemente do trabalho se destinar a crianças ou a idosos.
"É necessário preparar pessoas e pensamos fazer guiões para formadores, tanto formadores de formadores como formadores de crianças e também aqui temos de nos abrir à comunidade envolvente e fazer parcerias com as escolas, por exemplo", adiantou a responsável.
Segundo Maria do Rosário Carneiro, toda a metodologia assenta no voluntariado e nas comunidades locais, sendo que já apresentaram este plano a algumas comissões diocesanas para arrancarem a título experimental.
Será igualmente criado um site próprio para a divulgação do programa e também para que as comissões diocesanas adiram e participem, de modo a que aquele site possa ser um "amplo espaço de debate".
Por outro lado, vai arrancar um Banco de Ideias, de âmbito nacional, onde todas as pessoas poderão colocar ideias com vista a promover o envelhecimento ativo e a solidariedade entre gerações.
De acordo com a responsável, o objetivo é também criar atividade e postos de trabalho, tendo em vista a "situação de crise que o país atravessa".
A apresentação deste plano será feita terça-feira e na mesma altura será apresentado o seminário sobre "Envelhecimento ativo em contexto prisional".
O grupo de reflexão criado pela Cáritas para repensar o envelhecimento ativo pretende usar as paróquias para melhor detetar necessidades e recursos disponíveis e abri-las a parcerias com outras realidades locais, como centros de saúde ou juntas de freguesia.
O grupo foi criado no início do ano como forma de a Cáritas tentar perceber o que é que poderia fazer no âmbito do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações.
Em declarações à agência Lusa, a coordenadora do grupo de reflexão explicou que está definido um plano de trabalho que será posto em prática faseadamente e que passa, por exemplo, por usar as paróquias como "unidades privilegiadas" para alterar comportamentos e melhorar ações.
"Tem a ver com o facto de as paróquias prestarem serviço às populações e estes serviços serem nomeados em função das necessidades, mas nem sempre as necessidades são reais necessidades e nem sempre envolvem a globalidade dos recursos disponíveis na comunidade", adiantou Maria do Rosário Carneiro.
De acordo com a coordenadora, trata-se então de identificar as necessidades e as capacidades existentes e, com base nisso, apresentar um Banco de Ideias para todas as comunidades locais.
"É um Banco de Ideias e de competências, quer do ponto de vista das necessidades, quer do ponto de vista da capitalização dos recursos disponíveis, que podem significar um envolvimento de voluntários, mas também de criação de postos de trabalho porque se adequa a oferta à procura", revelou.
Nesse sentido, explicou a responsável, o grupo de reflexão entende ser necessário que as paróquias se tornem mais abertas a outras realidades locais, como as juntas de freguesia, centros de saúde ou outras associações de âmbito local.
Por outro lado, sublinhou Maria do Rosário Carneiro, o grupo defende que as paróquias tenham por base uma organização intergeracional e que os grupos de trabalho unam "jovens e menos jovens", independentemente das pessoas a quem se destinam as ações, ou seja, independentemente do trabalho se destinar a crianças ou a idosos.
"É necessário preparar pessoas e pensamos fazer guiões para formadores, tanto formadores de formadores como formadores de crianças e também aqui temos de nos abrir à comunidade envolvente e fazer parcerias com as escolas, por exemplo", adiantou a responsável.
Segundo Maria do Rosário Carneiro, toda a metodologia assenta no voluntariado e nas comunidades locais, sendo que já apresentaram este plano a algumas comissões diocesanas para arrancarem a título experimental.
Será igualmente criado um site próprio para a divulgação do programa e também para que as comissões diocesanas adiram e participem, de modo a que aquele site possa ser um "amplo espaço de debate".
Por outro lado, vai arrancar um Banco de Ideias, de âmbito nacional, onde todas as pessoas poderão colocar ideias com vista a promover o envelhecimento ativo e a solidariedade entre gerações.
De acordo com a responsável, o objetivo é também criar atividade e postos de trabalho, tendo em vista a "situação de crise que o país atravessa".
A apresentação deste plano será feita terça-feira e na mesma altura será apresentado o seminário sobre "Envelhecimento ativo em contexto prisional".
26.11.12
"Refundação deve começar pelos salários principescos"
in Diário de Notícias
O presidente da Cáritas Portuguesa disse hoje que "a verdadeira refundação do país" exige novos estilos de vida aos portugueses, mas "deve começar por quem aufere salários principescos (...) ou construiu ilegitimamente fortunas".
Na abertura do último Conselho Geral do ano da Cáritas Portuguesa, em Fátima, Eugénio Fonseca admitiu que "a superação desta crise reclama novos estilos de vida", mas sustentou que não devem ser apenas as classes pobres a cumprir esta obrigação.
"Reconhecemos que o país está a empobrecer, mas não podemos assumir isso como um objetivo, mas tão só e infelizmente como uma consequência das medidas de austeridade impostas, que têm penalizado aqueles que já eram pobres e passaram a viver na miséria e os remediados que caíram nos braços da pobreza", sublinhou no discurso que deu início aos trabalhos que se prolongam até domingo.
"Hoje, o risco de se pisar a fronteira do desrespeito pela dignidade humana é muito maior", alertou Eugénio Fonseca, lembrando que "há direitos que são intocáveis porque colidem com a sobrevivência digna dos seres humanos", tais como "o acesso a uma alimentação equilibrada, a uma habitação condigna, a cuidados de saúde e à escolarização".
O presidente da Cáritas explicou que "aos pobres de sempre juntaram-se outros com um perfil bem diferente e que esperam dos governos e das sociedades respostas também bem diferentes".
Afinal, defendeu, "os empobrecidos de hoje não pedem apenas pão, mas querem sobretudo que os ajudemos a superar causas que os obrigaram a cair nesta situação", expressando a convicção de que a Cáritas ainda não esgotou as suas potencialidades na ajuda aos mais necessitados.
"Mais do que nunca, queremos ser profetas da esperança", assinalou, admitindo, contudo, "a angústia" em que se vive porque "ninguém sabe quando é que esta situação [crise] termina".
O presidente da Cáritas Portuguesa disse hoje que "a verdadeira refundação do país" exige novos estilos de vida aos portugueses, mas "deve começar por quem aufere salários principescos (...) ou construiu ilegitimamente fortunas".
Na abertura do último Conselho Geral do ano da Cáritas Portuguesa, em Fátima, Eugénio Fonseca admitiu que "a superação desta crise reclama novos estilos de vida", mas sustentou que não devem ser apenas as classes pobres a cumprir esta obrigação.
"Reconhecemos que o país está a empobrecer, mas não podemos assumir isso como um objetivo, mas tão só e infelizmente como uma consequência das medidas de austeridade impostas, que têm penalizado aqueles que já eram pobres e passaram a viver na miséria e os remediados que caíram nos braços da pobreza", sublinhou no discurso que deu início aos trabalhos que se prolongam até domingo.
"Hoje, o risco de se pisar a fronteira do desrespeito pela dignidade humana é muito maior", alertou Eugénio Fonseca, lembrando que "há direitos que são intocáveis porque colidem com a sobrevivência digna dos seres humanos", tais como "o acesso a uma alimentação equilibrada, a uma habitação condigna, a cuidados de saúde e à escolarização".
O presidente da Cáritas explicou que "aos pobres de sempre juntaram-se outros com um perfil bem diferente e que esperam dos governos e das sociedades respostas também bem diferentes".
Afinal, defendeu, "os empobrecidos de hoje não pedem apenas pão, mas querem sobretudo que os ajudemos a superar causas que os obrigaram a cair nesta situação", expressando a convicção de que a Cáritas ainda não esgotou as suas potencialidades na ajuda aos mais necessitados.
"Mais do que nunca, queremos ser profetas da esperança", assinalou, admitindo, contudo, "a angústia" em que se vive porque "ninguém sabe quando é que esta situação [crise] termina".
20.11.12
Atendimento da Cáritas a famílias carenciadas aumentou 45%
in Jornal de Notícias
A Cáritas Portuguesa registou um aumento de 45% no último ano no atendimento a famílias carenciadas, disse este sábado o presidente da instituição, Eugénio Fonseca.
Já o número de pessoas atendidas pela Cáritas cresceu 70%, se comparado com outubro de 2012.
"Estes dados significam que tem aumentado o número de famílias com maior agregado familiar" a recorrerem à instituição, explicou o presidente da Cáritas, cujo Conselho Geral está reunido em Fátima até domingo.
De janeiro a outubro deste ano, as cáritas diocesanas espalhadas pelo país apoiaram 45.130 famílias, o que corresponde a um atendimento de 128.775 pessoas.
Desde os últimos números apresentados em março, assinala-se um agravamento de 15%, o que "representa uma asfixia" na instituição e dificuldades acrescidas ao nível da resposta.
"Não deixamos de dar resposta a casos urgentes, a casos de fome, mas somos obrigados a encaminhar as pessoas e as famílias para outras instituições", admitiu Eugénio Fonseca.
O responsável defendeu, por essa razão, "uma maior partilha por parte das cáritas diocesanas" ao nível de recursos humanos, de técnicos que possam colmatar lacunas em algumas das dioceses, "apesar da autonomia que possuem e de dependerem dos respetivos bispos".
A Cáritas Portuguesa registou um aumento de 45% no último ano no atendimento a famílias carenciadas, disse este sábado o presidente da instituição, Eugénio Fonseca.
Já o número de pessoas atendidas pela Cáritas cresceu 70%, se comparado com outubro de 2012.
"Estes dados significam que tem aumentado o número de famílias com maior agregado familiar" a recorrerem à instituição, explicou o presidente da Cáritas, cujo Conselho Geral está reunido em Fátima até domingo.
De janeiro a outubro deste ano, as cáritas diocesanas espalhadas pelo país apoiaram 45.130 famílias, o que corresponde a um atendimento de 128.775 pessoas.
Desde os últimos números apresentados em março, assinala-se um agravamento de 15%, o que "representa uma asfixia" na instituição e dificuldades acrescidas ao nível da resposta.
"Não deixamos de dar resposta a casos urgentes, a casos de fome, mas somos obrigados a encaminhar as pessoas e as famílias para outras instituições", admitiu Eugénio Fonseca.
O responsável defendeu, por essa razão, "uma maior partilha por parte das cáritas diocesanas" ao nível de recursos humanos, de técnicos que possam colmatar lacunas em algumas das dioceses, "apesar da autonomia que possuem e de dependerem dos respetivos bispos".
16.11.12
Cáritas alerta para o risco de desrespeito pela dignidade humana
in Jornal a Bola
A Cáritas Portuguesa alertou hoje para o aumento do risco de se pisar a fronteira do desrespeito pela dignidade humana.
O presidente da Cáritas, Eugénio Fonseca, lembrou também que os que passam por dificuldades não pretendem «apenas pão», mas também ajudas para ultrapassar as causas que os empurraram para esta crise.
O responsável considerou ainda que as mudanças nos estilos de vida devem começar por quem dispõe de mais do que uma fonte de rendimento, e não só pelos mais pobres.
«Reconhecemos que o país está empobrecido, mas nunca devemos assumir isso como um objetivo, mas tão só infelizmente, como uma consequência das medidas de austeridade impostas, que têm penalizado sobretudo os que já eram pobres e passaram a viver na miséria, e os remediados que caíram nos braços da pobreza», disse, na abertura do Conselho Geral da Cáritas, em Fátima.
A Cáritas Portuguesa alertou hoje para o aumento do risco de se pisar a fronteira do desrespeito pela dignidade humana.
O presidente da Cáritas, Eugénio Fonseca, lembrou também que os que passam por dificuldades não pretendem «apenas pão», mas também ajudas para ultrapassar as causas que os empurraram para esta crise.
O responsável considerou ainda que as mudanças nos estilos de vida devem começar por quem dispõe de mais do que uma fonte de rendimento, e não só pelos mais pobres.
«Reconhecemos que o país está empobrecido, mas nunca devemos assumir isso como um objetivo, mas tão só infelizmente, como uma consequência das medidas de austeridade impostas, que têm penalizado sobretudo os que já eram pobres e passaram a viver na miséria, e os remediados que caíram nos braços da pobreza», disse, na abertura do Conselho Geral da Cáritas, em Fátima.
9.11.12
Cáritas quer acender uma vela no Natal por cada desempregado
in RR
Velas podem ser adquiridas a partir deste fim-de-semana. Fundos angariados revertem para duas causas: as necessidades sociais das dioceses e também a missão da Verbo Divino na Amazónia. 08-11-2012 19:40 por Ana Lisboa
A "Operação 10 milhões de Estrelas - um gesto pela paz" foi esta quinta-feira apresentada oficialmente, uma iniciativa da Cáritas portuguesa que pretende angariar fundos para poder continuar a ajudar os mais desfavorecidos.
Este ano, a Cáritas lança um desafio no âmbito da campanha de Natal: o apelo é que se acenda uma vela por cada desempregado em Portugal, o que pode levar à compra de cerca de 600 mil velas.
A partir deste fim-de-semana podem ser adquiridas as velas nas Cáritas diocesanas, paróquias, escolas e nos supermercados que o ano passado já venderam as velas.
Os fundos angariados revertem para duas causas distintas, como explica Bernardino Silva, o coordenador da campanha: “65% do valor angariado fica para as Cáritas diocesanas, e damos sempre prioridade às necessidades prementes de cada diocese, sempre privilegiando a criança, o idoso e a sociedade mais frágil de cada localidade. Depois temos os outros 35% também pensando nos outros, numa causa internacional, este ano vai para um projecto dos missionários do Verbo Divino, na Amazónia, no Brasil.”
Os pedidos de ajuda não param de crescer e são cada vez mais aqueles que batem à porta da Cáritas a pedir apoio, sobretudo desempregados, idosos e cada vez mais jovens.
Velas podem ser adquiridas a partir deste fim-de-semana. Fundos angariados revertem para duas causas: as necessidades sociais das dioceses e também a missão da Verbo Divino na Amazónia. 08-11-2012 19:40 por Ana Lisboa
A "Operação 10 milhões de Estrelas - um gesto pela paz" foi esta quinta-feira apresentada oficialmente, uma iniciativa da Cáritas portuguesa que pretende angariar fundos para poder continuar a ajudar os mais desfavorecidos.
Este ano, a Cáritas lança um desafio no âmbito da campanha de Natal: o apelo é que se acenda uma vela por cada desempregado em Portugal, o que pode levar à compra de cerca de 600 mil velas.
A partir deste fim-de-semana podem ser adquiridas as velas nas Cáritas diocesanas, paróquias, escolas e nos supermercados que o ano passado já venderam as velas.
Os fundos angariados revertem para duas causas distintas, como explica Bernardino Silva, o coordenador da campanha: “65% do valor angariado fica para as Cáritas diocesanas, e damos sempre prioridade às necessidades prementes de cada diocese, sempre privilegiando a criança, o idoso e a sociedade mais frágil de cada localidade. Depois temos os outros 35% também pensando nos outros, numa causa internacional, este ano vai para um projecto dos missionários do Verbo Divino, na Amazónia, no Brasil.”
Os pedidos de ajuda não param de crescer e são cada vez mais aqueles que batem à porta da Cáritas a pedir apoio, sobretudo desempregados, idosos e cada vez mais jovens.
28.5.12
Cáritas com listas de espera de um mês para atender carenciados
in TVIionline
Outras deixaram de ter capacidade para garantir celeridade no atendimento
Peditório da Cáritas angaria mais 25% do que no ano passadoEstudantes expulsos de residências por falta de dinheiroProfessores e advogados também pedem comidaCáritas recebe 10 pedidos de ajuda por horaCáritas com dificuldade em responder a pedidosO presidente da Cáritas Portuguesa afirmou, nesta sexta-feira, que existem Cáritas Diocesanas com listas de espera de um mês para atenderem famílias carenciadas, e que muitas outras deixaram de ter capacidade de garantir celeridade no atendimento.
«Não quer isto dizer que estamos a caminhar para o abismo», ressalvou, admitindo, contudo, que ainda existe «muito deserto para atravessar» nos próximos tempos.
Cerca de 37 mil pessoas estavam a receber apoio em março deste ano, segundo números avançados por 13 das 20 Cáritas Diocesanas que abrangem o território nacional.
São mais 2.000 casos registados em relação a 2011 e mais 7.000 comparativamente a 2010.
«Se dispersarmos os recursos que temos, acabamos por não ajudar significativamente ninguém. Temos de chegar a uma altura, com realismo, e dizer que só temos capacidade de ajudar até um certo limite. É isso que, em muitas cáritas, está a acontecer», revelou Eugénio Fonseca, não tendo dúvidas de que o desemprego «continua a ser a causa estruturante das situações de pobreza».
A Cáritas reuniu hoje a sua Comissão Permanente em Fátima. O encontro serviu para debater as estratégias de cooperação entre a Cáritas Portuguesa e as Cáritas Diocesanas, para além da análise e avaliação das ações em curso.
Outras deixaram de ter capacidade para garantir celeridade no atendimento
Peditório da Cáritas angaria mais 25% do que no ano passadoEstudantes expulsos de residências por falta de dinheiroProfessores e advogados também pedem comidaCáritas recebe 10 pedidos de ajuda por horaCáritas com dificuldade em responder a pedidosO presidente da Cáritas Portuguesa afirmou, nesta sexta-feira, que existem Cáritas Diocesanas com listas de espera de um mês para atenderem famílias carenciadas, e que muitas outras deixaram de ter capacidade de garantir celeridade no atendimento.
«Não quer isto dizer que estamos a caminhar para o abismo», ressalvou, admitindo, contudo, que ainda existe «muito deserto para atravessar» nos próximos tempos.
Cerca de 37 mil pessoas estavam a receber apoio em março deste ano, segundo números avançados por 13 das 20 Cáritas Diocesanas que abrangem o território nacional.
São mais 2.000 casos registados em relação a 2011 e mais 7.000 comparativamente a 2010.
«Se dispersarmos os recursos que temos, acabamos por não ajudar significativamente ninguém. Temos de chegar a uma altura, com realismo, e dizer que só temos capacidade de ajudar até um certo limite. É isso que, em muitas cáritas, está a acontecer», revelou Eugénio Fonseca, não tendo dúvidas de que o desemprego «continua a ser a causa estruturante das situações de pobreza».
A Cáritas reuniu hoje a sua Comissão Permanente em Fátima. O encontro serviu para debater as estratégias de cooperação entre a Cáritas Portuguesa e as Cáritas Diocesanas, para além da análise e avaliação das ações em curso.
24.5.12
Solidariedade: Cáritas de Lisboa atendeu mais de 15 mil pessoas
in Agência Ecclesia
De janeiro a março, este organismo prestou ajuda em diversas áreas
A Cáritas Diocesana de Lisboa foi aquela que atendeu, nos primeiros três meses do ano, o maior número de pessoas com dificuldades.
Segundo dados fornecidos pela Cáritas Portuguesa, este o organismo da diocese de Lisboa atendeu mais de 15 mil pessoas com problemas de vária ordem que vão da falta de rendimentos até às dificuldades com questões de saúde e de habitação.
Em declarações à Agência ECCLESIA, Eugénio da Fonseca presidente da Cáritas Portuguesa, ao comentar os números divulgados pelo Núcleo de Observação Social (NOS) realça que os dados “estão relacionados com o número de grupos organizados” e “na capacidade de resposta”.
No primeiro mês do ano, as Cáritas diocesanas atenderam 13815, no mês seguinte 12620 e em março 10217 casos de pessoas em situação complicada, lê-se no relatório do NOS.
Apesar da Cáritas de Lisboa apresentar um número superior às restantes, Eugénio da Fonseca sublinha que “não quer dizer que nas outras dioceses também não haja igual profundidade de problemas sociais” e o número “está relacionado também com o dinamismo da descentralização do atendimento social ao nível das paróquias”.
Das 20 dioceses apenas 13 apresentaram dados e, segundo o responsável da Cáritas Portuguesa, “apenas 65 paróquias das 4350 paróquias” que compõem o tecido eclesial em Portugal “enviam dados”.
Com os registos, pode-se “ler a realidade” de outra forma e adquire-se “um conhecimento mais objetivo” para apresentar propostas “mais adequadas às necessidades das pessoas”, frisou Eugénio da Fonseca.
Com a estação do verão à porta e a hipótese do número de atendimentos baixar, o presidente da Cáritas Portuguesa refere que “esta situação pode ser até por falta de resposta adequada”.
Os trabalhos sazonais nesta época do ano “podem ser leituras ilusórias” da realidade e refletem-se mais nas zonas litorais do país “com o turismo” e também “na agricultura, concretamente, na recolha de fruta e na vindima”, salientou.
Para além da diocese de Lisboa, Évora, Açores e Guarda também estão nos lugares cimeiros ao nível do número de atendimentos.
LFS
De janeiro a março, este organismo prestou ajuda em diversas áreas
A Cáritas Diocesana de Lisboa foi aquela que atendeu, nos primeiros três meses do ano, o maior número de pessoas com dificuldades.
Segundo dados fornecidos pela Cáritas Portuguesa, este o organismo da diocese de Lisboa atendeu mais de 15 mil pessoas com problemas de vária ordem que vão da falta de rendimentos até às dificuldades com questões de saúde e de habitação.
Em declarações à Agência ECCLESIA, Eugénio da Fonseca presidente da Cáritas Portuguesa, ao comentar os números divulgados pelo Núcleo de Observação Social (NOS) realça que os dados “estão relacionados com o número de grupos organizados” e “na capacidade de resposta”.
No primeiro mês do ano, as Cáritas diocesanas atenderam 13815, no mês seguinte 12620 e em março 10217 casos de pessoas em situação complicada, lê-se no relatório do NOS.
Apesar da Cáritas de Lisboa apresentar um número superior às restantes, Eugénio da Fonseca sublinha que “não quer dizer que nas outras dioceses também não haja igual profundidade de problemas sociais” e o número “está relacionado também com o dinamismo da descentralização do atendimento social ao nível das paróquias”.
Das 20 dioceses apenas 13 apresentaram dados e, segundo o responsável da Cáritas Portuguesa, “apenas 65 paróquias das 4350 paróquias” que compõem o tecido eclesial em Portugal “enviam dados”.
Com os registos, pode-se “ler a realidade” de outra forma e adquire-se “um conhecimento mais objetivo” para apresentar propostas “mais adequadas às necessidades das pessoas”, frisou Eugénio da Fonseca.
Com a estação do verão à porta e a hipótese do número de atendimentos baixar, o presidente da Cáritas Portuguesa refere que “esta situação pode ser até por falta de resposta adequada”.
Os trabalhos sazonais nesta época do ano “podem ser leituras ilusórias” da realidade e refletem-se mais nas zonas litorais do país “com o turismo” e também “na agricultura, concretamente, na recolha de fruta e na vindima”, salientou.
Para além da diocese de Lisboa, Évora, Açores e Guarda também estão nos lugares cimeiros ao nível do número de atendimentos.
LFS
2.4.12
Cáritas obrigada a comprar alimentos para dar resposta a aumento de pedidos de ajuda
in Público on-line
A Cáritas Diocesana de Viseu viu-se obrigada a comprar alimentos para conseguir dar resposta aos pedidos de ajuda das famílias, que são cada vez mais, esgotando os produtos que estavam armazenados.
“Esgotámos os alimentos na semana passada e, com algum dinheiro que arranjámos no peditório nacional, já comprámos alguns bens alimentares. Não foram muitos, mas já ficámos com alguma coisa”, afirmou hoje à agência Lusa o presidente da Cáritas Diocesana de Viseu, José Borges.
Segundo o responsável, foram gastos cerca de 1.500 euros em produtos alimentares de longa duração como arroz, massa, azeite e conservas.
José Borges estimou que, desde o ano passado, tenha havido um aumento de “60 a 70%” das famílias que pedem ajuda à Caritas Diocesana.
“Entre Janeiro e Fevereiro já contabilizámos 372 famílias, 1.144 pessoas no total. Aumentámos muito. E não damos a mais porque não conseguimos, temos pessoas em lista de espera”, contou.
Por outro lado, acrescentou, “a receptividade das pessoas para dar é boa, mas a oferta é menor, porque também têm menor poder de compra”.
Para tentar minimizar este problema, a Cáritas Diocesana de Viseu está a equacionar fazer em breve uma campanha de recolha de alimentos junto de algumas superfícies comerciais, através de uma equipa de voluntários.
José Borges lembrou que na diocese há outras instituições que ajudam as famílias necessitadas distribuindo-lhes alimentos e admitiu que algumas delas possam receber de vários lados.
“A Cáritas está a pensar num programa informático de maneira a que se saiba se as pessoas sinalizadas num posto de atendimento numa paróquia da diocese estão a ser atendidas também noutro local ou não”, contou, admitindo que, de momento, é difícil conseguir fazer esse controlo.
O responsável referiu que, se há “os mais atrevidos, que pedem em todo o lado”, há também “muita pobreza encoberta, pessoas que não pedem”, porque têm vergonha.
“Nós estamos muito preocupados é com a pobreza encoberta, com os casais sobreendividados, que estão no desemprego. São pessoas que não falam. Às vezes recebemos mensagem através de um amigo”, contou.
A Cáritas Diocesana de Viseu viu-se obrigada a comprar alimentos para conseguir dar resposta aos pedidos de ajuda das famílias, que são cada vez mais, esgotando os produtos que estavam armazenados.
“Esgotámos os alimentos na semana passada e, com algum dinheiro que arranjámos no peditório nacional, já comprámos alguns bens alimentares. Não foram muitos, mas já ficámos com alguma coisa”, afirmou hoje à agência Lusa o presidente da Cáritas Diocesana de Viseu, José Borges.
Segundo o responsável, foram gastos cerca de 1.500 euros em produtos alimentares de longa duração como arroz, massa, azeite e conservas.
José Borges estimou que, desde o ano passado, tenha havido um aumento de “60 a 70%” das famílias que pedem ajuda à Caritas Diocesana.
“Entre Janeiro e Fevereiro já contabilizámos 372 famílias, 1.144 pessoas no total. Aumentámos muito. E não damos a mais porque não conseguimos, temos pessoas em lista de espera”, contou.
Por outro lado, acrescentou, “a receptividade das pessoas para dar é boa, mas a oferta é menor, porque também têm menor poder de compra”.
Para tentar minimizar este problema, a Cáritas Diocesana de Viseu está a equacionar fazer em breve uma campanha de recolha de alimentos junto de algumas superfícies comerciais, através de uma equipa de voluntários.
José Borges lembrou que na diocese há outras instituições que ajudam as famílias necessitadas distribuindo-lhes alimentos e admitiu que algumas delas possam receber de vários lados.
“A Cáritas está a pensar num programa informático de maneira a que se saiba se as pessoas sinalizadas num posto de atendimento numa paróquia da diocese estão a ser atendidas também noutro local ou não”, contou, admitindo que, de momento, é difícil conseguir fazer esse controlo.
O responsável referiu que, se há “os mais atrevidos, que pedem em todo o lado”, há também “muita pobreza encoberta, pessoas que não pedem”, porque têm vergonha.
“Nós estamos muito preocupados é com a pobreza encoberta, com os casais sobreendividados, que estão no desemprego. São pessoas que não falam. Às vezes recebemos mensagem através de um amigo”, contou.
19.3.12
Cáritas com mais 91% de novos casos de pobreza
in Jornal de Notícias
A Cáritas Portuguesa registou um aumento de 91% no atendimento de novos casos de pobreza entre 2010 e 2011, um número "preocupante e significativo".
O presidente da Cáritas, Eugénio Fonseca, revelou que nos primeiros dois meses deste ano a tendência continua a sentir-se, já que em janeiro e fevereiro verificou-se uma subida de 46,5% de novos casos, em relação aos últimos dois meses de 2011.
Dos 95342 atendimentos realizados no ano passado, 16500 pessoas correspondem a novas situações de carência económica, precisou o presidente da Cáritas, informando que no ano passado o número de atendimentos cresceu 50%.
"Neste tempo complexo e com problemas de grande magnitude são essenciais projetos inovadores que ajudem a cimentar o bem comum e minorar a carestia de um grande número de portugueses", pode ler-se nas conclusões do Conselho Geral da Cáritas, que esteve reunido desde sexta-feira em Leiria.
Este domingo, no último dia dos trabalhos, o presidente da instituição salientou a necessidade da instituição avançar para "ações de urgência de sensibilização para a poupança e dos riscos da má gestão dos recursos financeiros", para que "os dramas na célula familiar não se acentuem".
Eugénio Fonseca explicou que a Deco - Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor ministrou formação a elementos da Cáritas e agora estes "animadores vão promover, por exemplo, formação ao nível da economia doméstica e da culinária".
A Cáritas Portuguesa registou um aumento de 91% no atendimento de novos casos de pobreza entre 2010 e 2011, um número "preocupante e significativo".
O presidente da Cáritas, Eugénio Fonseca, revelou que nos primeiros dois meses deste ano a tendência continua a sentir-se, já que em janeiro e fevereiro verificou-se uma subida de 46,5% de novos casos, em relação aos últimos dois meses de 2011.
Dos 95342 atendimentos realizados no ano passado, 16500 pessoas correspondem a novas situações de carência económica, precisou o presidente da Cáritas, informando que no ano passado o número de atendimentos cresceu 50%.
"Neste tempo complexo e com problemas de grande magnitude são essenciais projetos inovadores que ajudem a cimentar o bem comum e minorar a carestia de um grande número de portugueses", pode ler-se nas conclusões do Conselho Geral da Cáritas, que esteve reunido desde sexta-feira em Leiria.
Este domingo, no último dia dos trabalhos, o presidente da instituição salientou a necessidade da instituição avançar para "ações de urgência de sensibilização para a poupança e dos riscos da má gestão dos recursos financeiros", para que "os dramas na célula familiar não se acentuem".
Eugénio Fonseca explicou que a Deco - Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor ministrou formação a elementos da Cáritas e agora estes "animadores vão promover, por exemplo, formação ao nível da economia doméstica e da culinária".
16.3.12
Solidariedade: Cáritas Portuguesa discute agravamento dos casos de pobreza e desemprego
in Agência Ecclesia
Tema em destaque no próximo Conselho Geral da organização católica
A Cáritas Portuguesa vai discutir o “constante agravamento” dos casos de pobreza e desemprego no país, durante o seu próximo Conselho Geral, que decorre entre hoje e domingo, em Leiria.
“A rede Cáritas irá refletir durante três dias sobre os desafios que lhe são colocados para enfrentar e combater este flagelo, que neste momento se abate sobre as famílias portuguesas”, refere um comunicado da organização católica, enviado hoje à Agência ECCLESIA.
Os últimos dados revelados pela Cáritas mostram que a organização católica recebeu em 2011 mais de 250 pedidos de ajuda por dia, ou seja, mais de 93 mil casos, envolvendo famílias carenciadas, pessoas desempregadas, ou em situação de doença, pobreza e exclusão social.
Os registos referem dados de 13 das 20 dioceses portuguesas, indicando que “mais de 38 mil famílias solicitaram apoio à instituição”, com um aumento das “situações de emergência social” na ordem dos 40%, número que aumentou “consideravelmente nos últimos meses de 2011”.
A Cáritas Portuguesa é uma instituição oficial da Conferência Episcopal Portuguesa, vocacionada para a promoção e dinamização da ação social da Igreja, constituída por 20 Cáritas Diocesanas e grupos locais de atuação de proximidade, com a colaboração de profissionais e voluntários.
No decorrer dos trabalhos do Conselho Geral vai ter lugar um colóquio sobre o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e Diálogo Entre Gerações, com a presença da presidente da Comissão Nacional, Joaquina Madeira, e de Maria do Rosário Carneiro, coordenadora da equipa nacional da Cáritas para o acompanhamento desta iniciativa.
OC
Tema em destaque no próximo Conselho Geral da organização católica
A Cáritas Portuguesa vai discutir o “constante agravamento” dos casos de pobreza e desemprego no país, durante o seu próximo Conselho Geral, que decorre entre hoje e domingo, em Leiria.
“A rede Cáritas irá refletir durante três dias sobre os desafios que lhe são colocados para enfrentar e combater este flagelo, que neste momento se abate sobre as famílias portuguesas”, refere um comunicado da organização católica, enviado hoje à Agência ECCLESIA.
Os últimos dados revelados pela Cáritas mostram que a organização católica recebeu em 2011 mais de 250 pedidos de ajuda por dia, ou seja, mais de 93 mil casos, envolvendo famílias carenciadas, pessoas desempregadas, ou em situação de doença, pobreza e exclusão social.
Os registos referem dados de 13 das 20 dioceses portuguesas, indicando que “mais de 38 mil famílias solicitaram apoio à instituição”, com um aumento das “situações de emergência social” na ordem dos 40%, número que aumentou “consideravelmente nos últimos meses de 2011”.
A Cáritas Portuguesa é uma instituição oficial da Conferência Episcopal Portuguesa, vocacionada para a promoção e dinamização da ação social da Igreja, constituída por 20 Cáritas Diocesanas e grupos locais de atuação de proximidade, com a colaboração de profissionais e voluntários.
No decorrer dos trabalhos do Conselho Geral vai ter lugar um colóquio sobre o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e Diálogo Entre Gerações, com a presença da presidente da Comissão Nacional, Joaquina Madeira, e de Maria do Rosário Carneiro, coordenadora da equipa nacional da Cáritas para o acompanhamento desta iniciativa.
OC
9.3.12
Cáritas: Há famílias em 'situação difícil de sobrevivência'
in Sol
A Cáritas Diocesana de Évora está a receber «cada vez mais» pedidos de ajuda de pessoas que ficaram desempregadas e passam por «situações difíceis de sobrevivência» e de idosos que vivem «isolados», alertou hoje o presidente da instituição.
«Somos procurados por pessoas que até estariam bem na vida, porque tinham bons empregos, e até por licenciados que nos procuram em situação de desespero porque perderam os seus empregos», contou à Agência Lusa o presidente da Cáritas de Évora, Luís Rodrigues.
De acordo com o mesmo responsável, devido à actual crise, «há cada vez mais pobreza e mais gente a bater à porta» da instituição a «pedir ajuda» quer para a alimentação, quer para pagar outras despesas.
«Existe muita procura de comida e de dinheiro para pagar as rendas de casa, os medicamentos e outras coisas, porque as pessoas perderam condições para poderem pagar», disse, considerando que o desemprego «conduziu algumas famílias a situações difíceis de sobrevivência».
Luís Rodrigues indicou que, além destas situações, também «batem à porta» da Cáritas de Évora famílias que não conseguem pagar os créditos que fizeram e que, por isso, «ficaram mais limitadas».
«Ainda conseguimos ajudar algumas famílias nesta situação, mas não ajudamos todas, porque também não temos assim tantos recursos», referiu.
Os alimentos que a Cáritas de Évora faz chegar aos carenciados são comprados pela instituição ou oferecidos por algumas empresas de distribuição, enquanto que o dinheiro entregue às pessoas com dificuldades económicas é disponibilizado mensalmente pela Fundação Eugénio de Almeida, de Évora.
A instituição presta também um serviço de apoio ao domicílio na cidade alentejana, que abrange 278 pessoas, a maioria idosas, e possui 20 pólos que cobrem dois terços da área da Diocese, que abrange a totalidade dos concelhos do distrito de Évora e alguns de Portalegre, Santarém e Setúbal.
Lusa/SOL
A Cáritas Diocesana de Évora está a receber «cada vez mais» pedidos de ajuda de pessoas que ficaram desempregadas e passam por «situações difíceis de sobrevivência» e de idosos que vivem «isolados», alertou hoje o presidente da instituição.
«Somos procurados por pessoas que até estariam bem na vida, porque tinham bons empregos, e até por licenciados que nos procuram em situação de desespero porque perderam os seus empregos», contou à Agência Lusa o presidente da Cáritas de Évora, Luís Rodrigues.
De acordo com o mesmo responsável, devido à actual crise, «há cada vez mais pobreza e mais gente a bater à porta» da instituição a «pedir ajuda» quer para a alimentação, quer para pagar outras despesas.
«Existe muita procura de comida e de dinheiro para pagar as rendas de casa, os medicamentos e outras coisas, porque as pessoas perderam condições para poderem pagar», disse, considerando que o desemprego «conduziu algumas famílias a situações difíceis de sobrevivência».
Luís Rodrigues indicou que, além destas situações, também «batem à porta» da Cáritas de Évora famílias que não conseguem pagar os créditos que fizeram e que, por isso, «ficaram mais limitadas».
«Ainda conseguimos ajudar algumas famílias nesta situação, mas não ajudamos todas, porque também não temos assim tantos recursos», referiu.
Os alimentos que a Cáritas de Évora faz chegar aos carenciados são comprados pela instituição ou oferecidos por algumas empresas de distribuição, enquanto que o dinheiro entregue às pessoas com dificuldades económicas é disponibilizado mensalmente pela Fundação Eugénio de Almeida, de Évora.
A instituição presta também um serviço de apoio ao domicílio na cidade alentejana, que abrange 278 pessoas, a maioria idosas, e possui 20 pólos que cobrem dois terços da área da Diocese, que abrange a totalidade dos concelhos do distrito de Évora e alguns de Portalegre, Santarém e Setúbal.
Lusa/SOL
6.3.12
Peditório da Cáritas arranca quinta-feira
in Diário de Notícias
A Cáritas inicia quinta-feira o seu peditório nacional, com mais de 2500 voluntários, com o objetivo angariar fundos para as diferentes causas sociais num ano marcado pelo agravamento da pobreza e o aumento de pedidos de ajuda.
Os portugueses poderão também fazer a sua doação online, através da plataforma (www.detodosedecadaum.org), lançada em simultâneo com as comemorações da Semana Nacional da Cáritas, que teve início no domingo.
O presidente da instituição disse à Agência Lusa que o objetivo desta plataforma é chegar a mais portugueses, até porque não tem a certeza de "ter pessoas disponíveis em todas as localidades" para corresponder à procura: "Para que ninguém fique sem esta possibilidade de dar algo aos outros, esta é uma forma prática de o fazer".
Para Eugénio Fonseca, este peditório é uma forma de se poder "minorar as dificuldades de tantos e tantos que, se não for a solidariedade dos seus concidadãos, verão ainda mais difíceis as condições de vida em que se encontram".
O Peditório Público, que termina no domingo, angariou no ano passado 239 452,64 euros.
Sobre as perspetivas para este ano, Eugénio Fonseca disse à Lusa ter "muitas dificuldades em fazer previsões do que poderá acontecer": "Já me aconteceu considerar, por razões da conjuntura, que a recetividade das pessoas em termos de dádivas poderia não ser tanto como outrora, porque há razões para isso, e a surpresa é que as pessoas acabam por contribuir até mais".
A Cáritas Portuguesa registou um "exponencial" aumento do número de casos de exclusão social em Portugal, tendo recebido mais de 90 mil pedidos de ajuda em 2011.
Dados da Cáritas relativos a 2011, que apenas referem números de 13 das 20 Dioceses, revelam que mais de 38 mil famílias solicitaram apoio à instituição e, a nível individual, foram declarados mais de 93 mil pedidos.
A Cáritas inicia quinta-feira o seu peditório nacional, com mais de 2500 voluntários, com o objetivo angariar fundos para as diferentes causas sociais num ano marcado pelo agravamento da pobreza e o aumento de pedidos de ajuda.
Os portugueses poderão também fazer a sua doação online, através da plataforma (www.detodosedecadaum.org), lançada em simultâneo com as comemorações da Semana Nacional da Cáritas, que teve início no domingo.
O presidente da instituição disse à Agência Lusa que o objetivo desta plataforma é chegar a mais portugueses, até porque não tem a certeza de "ter pessoas disponíveis em todas as localidades" para corresponder à procura: "Para que ninguém fique sem esta possibilidade de dar algo aos outros, esta é uma forma prática de o fazer".
Para Eugénio Fonseca, este peditório é uma forma de se poder "minorar as dificuldades de tantos e tantos que, se não for a solidariedade dos seus concidadãos, verão ainda mais difíceis as condições de vida em que se encontram".
O Peditório Público, que termina no domingo, angariou no ano passado 239 452,64 euros.
Sobre as perspetivas para este ano, Eugénio Fonseca disse à Lusa ter "muitas dificuldades em fazer previsões do que poderá acontecer": "Já me aconteceu considerar, por razões da conjuntura, que a recetividade das pessoas em termos de dádivas poderia não ser tanto como outrora, porque há razões para isso, e a surpresa é que as pessoas acabam por contribuir até mais".
A Cáritas Portuguesa registou um "exponencial" aumento do número de casos de exclusão social em Portugal, tendo recebido mais de 90 mil pedidos de ajuda em 2011.
Dados da Cáritas relativos a 2011, que apenas referem números de 13 das 20 Dioceses, revelam que mais de 38 mil famílias solicitaram apoio à instituição e, a nível individual, foram declarados mais de 93 mil pedidos.
Multimédia: Cáritas Portuguesa online
in Agência Ecclesia
Em plena semana nacional da Cáritas, que este ano se comemora de 4 a 11 de março, propomos uma visita ao sítio da Cáritas Nacional. Esta organização que faz parte da “Confederação Mundial - Caritas Internationalis - que atua em mais de 162 países”, é uma “instituição oficial da Conferência Episcopal Portuguesa, que tem como objetivo servir de plataforma para a ação social da Igreja, junto dos mais desfavorecidos”.
Ao digitarmos o endereço www.caritas.pt ficamos informados sobre as ações de solidariedade que estão a decorrer, bem como as principais notícias das atividades que ocorreram ou irão ser implementadas.
Na opção “quem somos”, podemos conhecer um pouco mais sobre a Cáritas Portuguesa, objetivos, história e corpos sociais e ainda perceber um pouco mais sobre a Cáritas em Portugal. Nomeadamente, é possível saber que a sua rede é constituída por 20 Cáritas diocesanas e por grupos locais de atuação de proximidade, com a colaboração de profissionais e voluntários.
Caso queira saber tudo sobre as campanhas de solidariedade em Portugal e no mundo, que se “destinam a ajudar os mais pobres que sofrem, quer por desastres naturais ou catástrofes humanas”, basta clicar em “campanhas”.
No item “projeto”, obtemos mais dados sobre os programas que são desenvolvidos nos mais variados locais, junto dos mais carenciados, na luta contra a exclusão, na formação de agentes, na sensibilização para o desenvolvimento. Tudo isto são “temas que se cruzam nestes projetos, sempre em parcerias com atores locais, privados ou públicos”.
Esta instituição católica apoia e colabora nas diversas iniciativas promovidas pelas mais distintas associações/agentes da sociedade. Seja na colaboração com as instituições de apoio aos imigrantes, seja na assistência em situações de emergência, por outro lado assume ainda a responsabilidade de facilitar a formação de todos os que praticam e animam a pastoral da caridade e ainda promove e suporta parcerias de voluntariado. Para conhecer tudo isto e muito mais basta aceder a “ações em parceria”. Por último, porque não passar pelo espaço “como colaborar”, onde fica a conhecer formas de cooperação com esta organização católica.
Fica então lançado o repto, visitem o sítio e colaborem com esta instituição porque “edificar o Bem Comum é uma tarefa de todos e de cada um”.
Em plena semana nacional da Cáritas, que este ano se comemora de 4 a 11 de março, propomos uma visita ao sítio da Cáritas Nacional. Esta organização que faz parte da “Confederação Mundial - Caritas Internationalis - que atua em mais de 162 países”, é uma “instituição oficial da Conferência Episcopal Portuguesa, que tem como objetivo servir de plataforma para a ação social da Igreja, junto dos mais desfavorecidos”.
Ao digitarmos o endereço www.caritas.pt ficamos informados sobre as ações de solidariedade que estão a decorrer, bem como as principais notícias das atividades que ocorreram ou irão ser implementadas.
Na opção “quem somos”, podemos conhecer um pouco mais sobre a Cáritas Portuguesa, objetivos, história e corpos sociais e ainda perceber um pouco mais sobre a Cáritas em Portugal. Nomeadamente, é possível saber que a sua rede é constituída por 20 Cáritas diocesanas e por grupos locais de atuação de proximidade, com a colaboração de profissionais e voluntários.
Caso queira saber tudo sobre as campanhas de solidariedade em Portugal e no mundo, que se “destinam a ajudar os mais pobres que sofrem, quer por desastres naturais ou catástrofes humanas”, basta clicar em “campanhas”.
No item “projeto”, obtemos mais dados sobre os programas que são desenvolvidos nos mais variados locais, junto dos mais carenciados, na luta contra a exclusão, na formação de agentes, na sensibilização para o desenvolvimento. Tudo isto são “temas que se cruzam nestes projetos, sempre em parcerias com atores locais, privados ou públicos”.
Esta instituição católica apoia e colabora nas diversas iniciativas promovidas pelas mais distintas associações/agentes da sociedade. Seja na colaboração com as instituições de apoio aos imigrantes, seja na assistência em situações de emergência, por outro lado assume ainda a responsabilidade de facilitar a formação de todos os que praticam e animam a pastoral da caridade e ainda promove e suporta parcerias de voluntariado. Para conhecer tudo isto e muito mais basta aceder a “ações em parceria”. Por último, porque não passar pelo espaço “como colaborar”, onde fica a conhecer formas de cooperação com esta organização católica.
Fica então lançado o repto, visitem o sítio e colaborem com esta instituição porque “edificar o Bem Comum é uma tarefa de todos e de cada um”.
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