14.7.23
Lar Major Rato: Festa volta a juntar famílias
O Lar Major Rato vai realizar com a EAPN o Forum “Ter voz não tem idade”, mas antes celebrou o Encontro das Famílias.
O Lar Major Rato promoveu, dia 2 de julho, o seu tradicional Encontro de Famílias, que cumpriu assim sua 11.ª edição, mas a primeira com os familiares presentes depois do interregno imposto pela pandemia. No último ano a festa realizou-se, mas foi assinalada apenas com os utentes.
Conceição Leão, presidente da direção do Lar Major Rato, faz um balanço positivo deste Encontro de Famílias, pois é sempre um momento de partilha e confraternização entre utentes e os que lhe são mais próximos.
A ocasião foi aproveitada pelos responsáveis da instituição para “prestar uma homenagem ao presidente da Câmara de Castelo Branco, pelo apoio que o Município tem dado ao Lar Major Rato, nomeadamente no novo telhado”.
Mas os eventos nesta Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) não ficam por aqui, pois está a caminho de completar 164 anos de existência, ao serviço da comunidade idosa e das crianças, uma efeméride que também vai ter um programa especial, tal como Reconquista já havia avançado.
Recorde-se que, em parceria com o Núcleo Distrital de Castelo Branco da EAPN – Rede Europeia Anti Pobreza, o Lar Major Rato promove segunda-feira, dia 17 de julho, pelas 14H00, um fórum subordinado ao tema “Ter voz não tem idade”, que decorrerá no Centro Cultural de Alcains, onde o mote é “dar relevância ao direito de ser escutado”, envolvendo pessoas idosas e crianças, “desafiando-os a novos projetos, que visem a auscultação e a voz mais ativa destes grupos”.
A sessão começa com a passagem do vídeo “Ter voz não tem idade”, com testemunhos dos utentes idosos da ERPI - Estrutura Residencial para Pessoas Idosas e das crianças do Infantário do Lar Major Rato de Alcains. Serão oradores a advogada e mediadora de conflitos Isabel Oliveira, que versará sobre o tema “O direito de ser escutado”, e o animador sociocultural Bruno Trindade, que abordará a questão “REbrincar ao longo da vida”. A abertura estará a cargo de Maria da Conceição Leão, presidente da direção do Lar Major Rato, Frederico Reis, presidente do Conselho Geral do Núcleo Distrital da EAPN, Nuno Maia, diretor do Centro Distrital da Segurança Social de Castelo Branco, Milena Santos, presidente de Junta de Freguesia de Alcains, e Leopoldo Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco. O encerramento, depois do debate e reflexão sobre as intervenções, contará com um momento musical pelo Grupo Musical do Lar Major Rato. A participação no Fórum é gratuita, mas de inscrição obrigatória.
3.7.23
Lar Major Rato: Ter voz não tem idade
Lídia Barato, in Reconquista
O Lar Major Rato comemora os seus 164 anos de apoio à comunidade idosa e crianças, com um fórum subordinado ao tema “Ter voz não tem idade”.
O Lar Major Rato comemora, dia 17 de julho, pelas 14H00, os seus 164 anos de apoio à comunidade idosa e crianças, com um fórum subordinado ao tema “Ter voz não tem idade”, que decorrerá no Centro Cultural de Alcains, dinamizado em parceria com o Núcleo Distrital de Castelo Branco da EAPN – Rede Europeia Anti Pobreza.
Da relevância de falar ao direito de ser escutado é o mote deste evento, que tem como objetivo a participação das pessoas idosas e crianças, desafiando-os a novos projetos, que visem a auscultação e a voz mais ativa destes grupos. A participação no Fórum é gratuita, mas de inscrição obrigatória.
A sessão começa com a passagem do vídeo “Ter voz não tem idade”, com testemunhos dos utentes idosos da ERPI - Estrutura Residencial para Pessoas Idosas e das criaças do Infantário do Lar Major Rato de Alcains. Serão oradores a advogada e mediadora de conflitos Isabel Oliveira, que versará sobre o tema “O direito de ser escutado”, e o animador sociocultural Bruno Trindade, que abordará a questão “REbrincar ao longo da vida”.
A abertura estará a cargo de Maria da Conceição Leão, presidente da direção do Lar Major Rato, Frederico Reis, presidente do Conselho Geral do Núcleo Distrital da EAPN, Nuno Maia, diretor do Centro Distrital da Segurança Social de Castelo Branco, Milena Santos, presidente de Junta de Freguesia de Alcains, e Leopoldo Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco.
Encerramento, depois do debate e reflexão sobre as intervenções, contará com um momento musical pelo Grupo Musical do Lar Major Rato.
13.4.23
Castelo Branco: ESE promoveu VII Jornadas de Serviço Social
in Diário Digital Castelo Branco
"Diversidade e participação coletiva - escola em mudança" foi o tema das VII Jornadas de Serviço Social, organizadas pela Escola Superior de Educação (ESE) do Politécnico de Castelo Branco (IPCB), de novo com o propósito de discutir as dificuldades do setor, abordando-o nas dimensões política, relacional, assistencial, técnico-operativa e reflexiva
Segundo Regina Vieira, coordenadora da licenciatura em Serviço Social, a iniciativa serve sobretudo de laboratório de aprendizagem para os estudantes, fomentando o trabalho em rede e a relação com as entidades que atuam junto da comunidade, de que são exemplo os estágios profissionais que todos os anos mobilizam mais de cem alunos do segundo e terceiro anos curriculares e sete dezenas de instituições.
Coincidindo com as celebrações do Dia Mundial do Serviço Social, que em 2023 se centram no respeito da diversidade através da ação social conjunta, na sétima edição destas jornadas foi apresentado um estudo sobre os desafios que se apresentam à nova geração de assistentes sociais, nomeadamente o acesso ao mercado de trabalho e a criação de uma ordem profissional.
Em paralelo, decorreu uma mostra com as ilustrações do livro “(RE)Existir: Narrativas em contexto de pandemia”, resultante da recolha de testemunhos acerca das “dificuldades psicológicas, emocionais e sociais que a Covid-19 trouxe”, a cargo da representação portuguesa da Rede Europeia Anti-Pobreza, que se associou ao evento através do núcleo distrital de Castelo Branco.
As Jornadas de Serviço Social contaram ainda com os contributos da Associação de Estudantes da ESE, da representação local do Movimento de Estudantes de Serviço Social, da Associação dos Profissionais de Serviço Social e da Age.Comm – Unidade de Investigação Interdisciplinar Comunidades Envelhecidas Funcionais. Soma-se a delegação de Castelo Branco da Cruz Vermelha, parceira na recolha de alimentos não perecíveis, produtos de higiene pessoal e material escolar destinados ao Banco de Bens do IPCB.
Para além de um almoço, a iniciativa contemplou também a partilha de algumas das conclusões do questionário “Vozes da ESECB”, para já com 158 respostas, cujo objetivo é o de gerar “um impacto político na nossa estrutura, porque é essa a matriz do serviço social”. O levantamento permitiu auscultar a opinião de alunos, professores e funcionários, identificando problemas e aglutinando ideias que ajudem a melhorar o ambiente e as infraestruturas da escola. Acrescentadas as propostas que três grupos de estudantes lançaram no world café, a amostragem será mais tarde alargada, culminando num relatório a apresentar à direção desta unidade orgânica do IPCB.
6.4.23
CPCJ e a Escola: Encontros e Desencontros em Família
Na Semana da interculturalidade, decorre um fórum participativo, dia 5de abril, no auditório da Biblioteca Municipal de Castelo Branco.
Na Semana da interculturalidade, promovida pela Rede Europeia Anti Pobreza (EAPN)|Portugal desde 2014, o núcleo distrital de Castelo Branco da EAPN, em parceria com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Castelo Branco, promove um fórum participativo, dia 5de abril, pelas 9H30, no auditório da Biblioteca Municipal de Castelo Branco.
Com o tema CPCJ e a Escola: Encontros e Desencontros em Família, este fórum visa “debater a importância da articulação das diferentes esferas onde se move a criança, em particular a escola e a família”, mas também “estimular diálogos e relacionamentos entre culturas no meio escolar e na sociedade cada vez mais globalizada”, pois “a diferença e a diversidade podem garantir a plena cidadania de todos os indivíduos”.
Os promotores temem que “a imagem que as CPCJ têm junto das famílias possa estar distorcida”, pelo que “importa trabalhar na desconstrução dos estereótipos associados a esta estrutura, que é fundamental na defesa dos direitos das crianças”. O objetivo deste fórum participativo é assim “pensar em estratégias que favoreçam a comunicação entre escola, família e CPCJ”.
Sendo o mês de abril dedicado também à sinalização da prevenção dos maus-tratos na infância, este será um tema também em destaque na Semana da Interculturalidade, sensibilizando e consciencializando a sociedade em geral “para a importância de garantir que os direitos da criança são assegurados sempre”.
O programa tem início às 9H30, com intervenções de Frederico Reis (presidente do Conselho Geral da EAPN), Maria da Luz Trindade (presidente da CPCJ de Castelo Branco), Leopoldo Rodrigues (presidente do Município de Castelo Branco), Nuno Maia (diretor do Centro Distrital de Segurança Social de Castelo Branco) e Hélio Ferreira (coordenador da equipa regional do Centro da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção de Crianças e Jovens).
Os temas a abordar no período da manhã são “A pandemia pela voz das crianças”, por Fátima Veiga, do Departamento de Investigação e Projetos da EAPN; “A criança no centro: diferentes perspetivas das suas necessidades e uma linguagem comum a todos”, por Carla Dias Costas, psicóloga de Educação, Psicoterapia e Neuropsicologia; “Papéis, perspetivas e perceção mediadoras – A importância da reparação e da restauração das relações”, por Isabel Oliveira, mediador de conflitos escolares e familiares. Durante a tarde será abordado o tema “A lei entre (ou com) a escola e a família na proteção das crianças”, por José Antunes Cerdeira, procurador da República – interlocutor da CPCJ em Castelo Branco, e Branca Corrêa, advogado em direito da família e crianças.
21.3.23
Castelo Branco: EAPN leva exposição itenerante e palestra à Escola Superior de Educação
Esta exposição é uma compilação de ilustrações, que refletem as histórias de 15 pessoas oriundas de vários distritos de Portugal, relatam no livro (RE) EXISTIR as suas vivencias durante a pandemia por COVID-19.
No âmbito da exposição iremos promover uma palestra de vivencias locais da Helena Nunes e Carla Tomé , Albicastresnses, voluntárias do conselho local de cidadãos da EAPN . Esta mesa redonda pretende ser um momento de partilha e a forma como a pandemia afetou as suas vidas , como organizaram o trabalho a familia em função à pandemia, o impacto que tiveram , as dificuldades sentidas, mas também as oportunidades e aprendizagens.
Julio Paiva um dos autores desta expoisção e livro (RE)EXISTIR irá dar o seu testemunho como entrevistador , ouvinte e as suas motivações e envolvimento para esta mostra itenerante.
Segundo informação a que o Diário Digital Castelo Branco teve acesso, a Exposição e Palestra surgem com o objetivo de dar visibilidade a todos |as os |as cidadãos e cidadãs , de uma forma ou de outra ,viram as suas vidas " Viradas do Avesso", os seus sonhos e os seus projetos de vida adiados, devido á pandemia COVID-19.
3.11.22
EAPN: Projeto Crescer na Cidadania já tem Manual
in Reconquista
Os 11 anos do projeto “Crescer na Cidadania” acabam de ser traduzidos num Manual Pedagógico, que é “um instrumento pedagógico, que servirá de base de apoio e um recurso associado à disciplina de Cidadania”.Os 11 anos do projeto “Crescer na Cidadania” acabam de ser traduzidos num Manual Pedagógico, que se assume em contexto escolar como “um instrumento pedagógico, que servirá de base de apoio e um recurso associado à disciplina de Cidadania”, desde o 1.º Ciclo ao Secundário.
Ao longo de mais de duas décadas, o Núcleo Distrital de Castelo Branco da Rede Europeia Anti Pobreza (EAPN) estabeleceu um protocolo de parceria com os diversos agrupamentos de escolas da região, através do qual fidelizaram o compromisso de aplicar o projeto “Crescer na Cidadania” e dar-lhe continuidade nos anos letivos seguintes, nos concelhos de Castelo Branco, Covilhã, Penamacor e Fundão.
“A escola é um poderoso meio de prevenção social, sobretudo se os valores de ética, democracia, justiça e cidadania forem incorporados no quotidiano das salas de aula”, defende a equipa do projeto.
Na apresentação do manual, que decorreu sexta-feira, dia 21 de outubro, nas instalações do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), estiveram presentes os representantes e coordenadores de cada ciclo de ensino e secundário dos agrupamentos de escolas que abraçaram o projeto “Crescer na Cidadania” em 2010 e deram continuidade às ações nele previstas até ao ano letivo 2022/2023. Marcaram ainda presença os parceiros do projeto “Crescer na Cidadania” que, para além da equipa da Unidade de Cuidados na Comunidade do Centro de Saúde São Tiago de Castelo Branco, integra a da Equipa da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Castelo Branco. A vereadora com o pelouro da Educação, Patrícia Coelho, esteve em representação da Câmara Municipal de Castelo Branco.
O presidente da mesa do conselho geral do Núcleo Distrital da EAPN, Frederico Reis, fez a abertura do lançamento deste Manual e agradeceu a forte rede de parceiros que foi possível estabelecer ao nível da educação no distrito de Castelo Branco.
17.5.22
Castelo Branco: Delegação da Cruz Vermelha fala da importância do voluntariado ao Agrupamento de Escolas de Vila Velha de Ródão
A Delegação da Cruz Vermelha de Castelo Branco, em colaboração com a EAPN- Núcleo de Castelo Branco e com o CLDS 4 G de Vila Velha de Ródão, no passado dia 3 de Maio esteve presente no Agrupamento de Escolas de Vila Velha de Ródão, onde realizou algumas palestras com os 96 alunos das turmas do 5º, 6º, 7, 8º e 9 º anos.
Segundo informação a que o Diário Digital Castelo Branco teve, a iniciativa inseriu-se no projeto desenvolvido pela EAPN- Núcleo de Castelo Branco “Crescer na Cidadania” no qual são trabalhadas a gestão de emoções pós pandemia.
A Delegação da Cruz Vermelha de Castelo Branco, representada pela sua técnica Social e responsável pelo núcleo juvenil de Castelo Branco da Cruz Vermelha, a médica Ana Rita Antunes, que falou do valor do voluntariado jovem e deu a conhecer alguns testemunhos de pessoas que desenvolvem voluntariado na Cruz vermelha há muitos anos e a nível nacional.
21.12.21
Projeto de inclusão formou ou empregou 58 ciganos em Castelo Branco
O projeto "InterCooLturas" encaminhou para emprego ou para formação 58 pessoas de etnia cigana residentes no concelho de Castelo Branco, revelou hoje a Amato Lusitano – Associação de Desenvolvimento (ALAD).
Estes dados foram apurados pelo projeto "InterCooLturas", resultante de uma candidatura feita pelo município de Castelo Branco e que contou com a parceria da ALAD, associação que operacionalizou no terreno, ao longo dos dois anos do projeto, um total de 13 atividades a envolver a comunidade cigana.
Atualmente, a comunidade residente no concelho de Castelo Branco é composta por um total de 718 pessoas (366 homens e 352 mulheres), que se encontram distribuídas por 13 localidades.
“Este projeto teve uma intervenção junto da comunidade cigana que queremos e temos a obrigação de integrar. A vida em comunidade obriga-nos a isto. Quando reivindicamos um direito, temos também de ter responsabilidade. É importante termos todos consciência disto”, afirmou o presidente da Câmara de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues.
O autarca, falava durante a sessão de encerramento do "InterCooLturas", na biblioteca municipal de Castelo Branco.
O projeto foi desenvolvido entre setembro de 2019 e termina as suas ações a 31 de dezembro de 2021, sendo que recebeu uma dotação financeira de cerca de 200 mil euros, para promover, ao longo de mais de dois anos, várias ações de formação e de sensibilização, exposições e intervenções na comunidade.
Leopoldo Rodrigues sublinhou que a comunidade cigana local está “mais integrada” do que há 20 anos.
Contudo, o autarca disse que é importante que o caminho até agora trilhado “não pare”.
“É importante que façamos uma reflexão sobre o que foi feito e aquilo que há ainda a melhorar. Esta missão não chega ao fim. É para continuar. Temos que, todos em conjunto, contribuir para a melhoria da nossa comunidade”, concluiu.
O “InterCooLturas” teve como principal objetivo a integração de pessoas de etnia cigana e serviu também para combater o abandono e absentismo escolar dos jovens, sobretudo nas famílias com raparigas ciganas.
Promoveu ainda redes de parcerias para criar pontes entre os cidadãos e as instituições, unindo as diferentes sensibilidades, prevenindo o conflito, quando necessário, atuando sobre o mesmo numa atitude mediadora entre as partes.
O balanço final do projeto, mostra ainda que foram realizadas sete sessões de sensibilização à saúde, envolvendo um total de 202 pessoas e seis ações de formação que tiveram 81 participantes.
Foi ainda realizada a exposição “Etnia no Feminino”, que esteve exposta em 10 instituições albicastrenses.
16.11.21
Censos Sénior: GNR identifica no distrito mais de 1800 idosos sozinhos ou isolados
Recolha de dados da Operação Censos Sénior 2021 decorreu durante o mês de outubro em todo o país.
A GNR identificou 1826 idosos a viverem sozinhos ou isolados em todo o distrito de Castelo Branco.
O número é o resultado da Operação Censos Sénior 2021, que decorreu durante o mês de outubro em todo o país e no qual a guarda identificou quase 45 mil idosos a viverem nestas condições.
Em comunicado a GNR explica que este levantamento que é feito anualmente “visa garantir um conjunto de ações de patrulhamento e de sensibilização à população mais idosa, que vive sozinha, isolada, ou sozinha e isolada, através da atualização dos registos das edições anteriores”, alertando os mais velhos “para a adoção de comportamentos de segurança que permitam reduzir o risco de se tornarem vítimas de crimes, nomeadamente em situações de violência, de burla e furto, bem como para a adoção de medidas preventivas de propagação da pandemia Covid-19”.
O primeiro Censos Sénior aconteceu há 10 anos e desde então a GNR “tem vindo a atualizar a sinalização geográfica, proporcionando assim um apoio mais próximo à nossa população idosa, o que certamente contribui, por um lado, para a criação de um clima de maior confiança e de empatia entre os idosos e os militares da GNR e, por outro, para o aumento do seu sentimento de segurança”, diz em comunicado.
A lista de distritos com maior número de idosos identificados é liderada por Vila Real com 5191, seguindo-se Guarda com 5012 e Viseu com 3543.
2.8.21
Insolvência da Dielmar atira 300 para o desemprego em Castelo Branco
A Dielmar “sucumbiu à pandemia da covid-19”, tendo entregado o pedido de insolvência no final da semana passada. A empresa de Alcains empregava atualmente cerca de 300 pessoas, com quem garante ter os salários em dia.
"Terminamos hoje o sonho dos nossos pais e dos fundadores da Dielmar, que há 56 anos ousaram transformar a sua atividade artesanal com a criação de uma indústria em Alcains que criou milhares de empregos, formou milhares de pessoas, gerou uma imensa riqueza para a região e para o país e levou o nome de Portugal pelo mundo".
Foi desta forma que a administração da conhecida empresa de vestuário sediada em Castelo Branco anunciou esta segunda-feira, 2 de agosto, o pedido de insolvência entregue no final da semana passada, aceite pelo tribunal por dívidas a fornecedores, e que vai atirar para o desemprego cerca de 300 trabalhadores. Era uma dos maiores empregadoras da região.
Num comunicado enviado às redações, a administração liderada por Ana Paula Rafael confirma que a empresa da Beira Interior "sucumbiu à pandemia da covid-19" e garante que "pagou pontualmente e até à data os salários aos seus trabalhadores", lembrando que durante cinco décadas manteve "a prosperidade e a tranquilidade de muitas famílias em Alcains e nas terras em redor".
Talvez a insolvência da Dielmar seja o alerta e o farol para que possam repensar com carácter de urgência o interior e apoiar as indústrias que ainda aqui existem.Ana Paula Rafael, presidente da Dielmar
Fundada em 1965 pela junção de quatro alfaiates que deram o nome à empresa, sob a forma de acrónimo – Dias, Helder, Mateus e Ramiro –, a empresa de confeções especializada em roupa para homem – vestiu a seleção portuguesa que venceu o Euro2016 – chegou a empregar 400 pessoas e, antes desta crise, exportava perto de 70% da produção para 25 mercados e faturava cerca de 15 milhões de euros.
"Talvez a insolvência da Dielmar seja o alerta e o farol para que possam repensar com carácter de urgência o interior e apoiar as indústrias que ainda aqui existem e que suportam, há décadas, a fixação das pessoas e a economia e equilíbrio social da região. E que proporcionam, sobretudo, oportunidades de trabalho para as mulheres", refere a nota enviada por Ana Paula Rafael, filha de um dos fundadores, que em 2008 assumiu o comando da empresa.
"Novas oportunidades" depois da "tragédia"?
Enquanto a gestora diz esperar que "sejam tomadas verdadeiras medidas e iniciativas a favor do interior, para que todos estes trabalhadores voltem a poder ter o seu emprego aqui e não tenham que sair da sua terra para trabalhar", o presidente da Câmara de Castelo Branco, José Augusto Alves, fala ao Jornal do Fundão (JF) de uma "tragédia que se abateu sobre Alcains", esperando o autarca socialista que ainda possa ser encontrada uma solução.
"Ficam a marca e o know-how da Dielmar, as instalações e os equipamentos fabris e a vontade de trabalhar destas gentes que - porventura com a ‘bazuca’ que um dia certamente chegará à economia do interior para promover a retoma - possam ainda ter uma segunda oportunidade e dar mais 50 anos a este projeto empresarial", sustenta a administração, confiando que "a insolvência abrirá novas oportunidades que terão certamente a mobilização e apoio do próprio Estado e da autarquia e poderão proporcionar o ressurgimento da empresa e a manutenção dos atuais postos de trabalho".
Marisa Tavares, dirigente do Sindicato Têxtil da Beira Baixa, disse ao JF que "os trabalhadores estão a gozar um período de férias até dia 16" e que "a Comissão Sindical na Dielmar não sabe de nada", tendo já pedido "informações urgentes" à administração. Para esta segunda-feira, a partir das 15:00, está já marcado um plenário com os trabalhadores, a realizar à porta da fábrica, em Alcains.
"Longos e duros 16 meses" até falirAlém da fábrica em Alcains e das vendas de roupa para outras retalhistas, a Dielmar contava também com dez lojas próprias e viu a pandemia "alterar radicalmente" o seu negócio a partir de março de 2020. Não só por via do encerramento do comércio em diferentes períodos e em múltiplas geografias, como pelo facto de estar crise ter "[atacado] globalmente o que de melhor sustentava a sua atividade", como os convívios sociais, os eventos e casamentos, ou "o trabalho profissional" nos escritórios, interrompido até agora pelo teletrabalho. Na nota enviada às redações esta madrugada, Ana Paula Rafael descreve que "foram longos e duros 16 meses e um esforço imenso e solitário da equipa Dielmar para conseguir fazer sobreviver a empresa nesta pandemia sanitária e económica". Infrutíferos, como agora se comprova.
LEIA
26.7.21
Jovens migrantes e refugiados vigiam a floresta em Castelo Branco
O “Nós pelas Florestas!” está inserido no Programa Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas do Instituto Português do Desporto e da Juventude.
Doze voluntários com idades entre os 18 e os 24 anos, maioritariamente migrantes, integram o projecto “Nós pelas Florestas!”, promovido pela Amato Lusitano - Associação de Desenvolvimento (ALAD), que tem como objectivo garantir a vigilância das zonas florestais.
“O projecto teve início no dia 19 de Julho e terminará no dia 27 de Agosto, contando com o envolvimento de 12 voluntários, com idades compreendidas entre os 18 e 24 anos, maioritariamente descendentes de refugiados e jovens da comunidade migrante”, refere, em comunicado enviado à agência Lusa, a ALAD.
Esta iniciativa da associação de Castelo Branco está a ser promovida através do seu projecto “Nós com os Outros - Escolhas 8ª geração”.
O “Nós pelas Florestas!” está inserido no Programa Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ)e o objectivo principal é garantir a vigilância de zonas florestais a partir de um posto de vigia fixo.
“Para além de fomentar o sentido de responsabilidade nestes jovens e o sentimento de pertença à nossa comunidade, o principal objectivo deste projecto passa por garantir a vigilância das florestas do território e a preservação ambiental, através da vigilância diária a partir das muralhas do castelo templário da cidade [Castelo Branco]”, lê-se na nota.
O projecto conta ainda com uma acção de formação ministrada pela equipa do Comando Distrital na Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil e pela GNR.
21.2.18
Penamacor: Nova Associação propõe-se a trabalhar com os jovens do concelho
Nasceu no dia 12 de Outubro de 2017 uma nova associação juvenil no Concelho de Penamacor: a Associação Jovens Xendros em Movimento (AJXM).
Tem como principal objectivo dar reconhecimento aos jovens do concelho de Penamacor através de actividades e projectos ludo-didáticos, actuando em áreas cruciais como o ambiente, o desporto, a cultura e a formação/educação.
A AJXM surge numa altura em que os jovens que a compõem são praticamente todos estudantes universitários e aliaram o seu sentido empreendedor à vontade de fazer algo pelos jovens desta vila. Todos os elementos dos corpos sociais têm residência nas Freguesias do Concelho.
As atividades a desenvolver pela associação estão abertas a toda a comunidade juvenil do concelho de Penamacor.
Voluntariado, actividades nas pausas de períodos lectivos e promoção da saúde e do desporto são algumas das áreas em que a associação se propõe a actuar.
A AJXM está disponível para participar em parcerias com outras entidades locais, bem como em estabelecer uma boa relação com as escolas do concelho, com o intuito de desenvolver atividades nestas.
A associação solicitou a adesão ao Conselho Municipal de Juventude, órgão consultivo do município ao qual compete pronunciar-se sobre matérias relacionadas com a política municipal de juventude e solicitou um espaço
para laborar em Aldeia do Bispo, Freguesia do Concelho de Penamacor. A escolha desta Freguesia prende-se com o facto de a maioria dos jovens serem Xendros, habitantes/residentes em Aldeia do Bispo.
17.12.12
Desemprego e fome levam alentejanos às lojas sociais de Portalegre
O desemprego e a fome são os dois principais fatores que têm contribuído para o aumento do número de pedidos de ajuda nas lojas sociais de Portalegre, no Alto Alentejo, segundo os responsáveis das instituições.
A presidente do município de Portalegre, Adelaide Teixeira, alerta que existem pessoas a "passar mal", sustentando que "90 por cento" dos casos que recebe no seu gabinete são relacionados com pedidos de ajuda.
Para fazer face aos problemas socioeconómicos, em tempos de crise, a autarquia desenvolve, desde 2009, o projeto de uma Loja Social do Município de Portalegre, tendo tido como beneficiários, numa primeira fase, cerca de 40 famílias, mas, ao longo dos tempos, o número tem vindo a aumentar.
A Loja Social apoia, atualmente, 106 famílias, num total de 306 beneficiários, tendo-se registado no último trimestre um "aumento de 20 famílias", indica Adelaide Teixeira, em declarações à agência Lusa.
O projeto do município tem "conseguido dar resposta aos pedidos de ajuda que surgem diariamente", graças também ao apoio de voluntários, o mesmo acontecendo no quotidiano da Loja Solidária da Caritas Diocesana de Portalegre e Castelo Branco.
Neste espaço, o presidente da Caritas Diocesana de Portalegre e Castelo Branco, Elícidio Bilé, quando questionado pela Lusa se existe ou não fome em Portalegre, não hesita em responder e assegura que esse "flagelo é uma realidade" na região.
"Quando falamos de fome, falamos de fome real, pessoas que durante a semana não têm uma refeição quente, têm alguns produtos que são distribuídos. As refeições quentes que vão recebendo é através do plano criado pelo Governo das cantinas sociais", explica.
Segundo a assistente social da Caritas Diocesana de Portalegre e Castelo Branco, Anabela Afonso, a loja solidária da instituição presta apoio regular a "92 famílias", num total de "286 pessoas", incluindo crianças.
"Os pedidos de apoio este ano têm aumentado substancialmente e nos últimos meses temos tido mais pedidos", sublinha.
A pobreza envergonhada é também uma realidade, e, segundo Anabela Afonso, têm surgido nos últimos tempos casos de país que aparecem na instituição a pedir ajuda por ter os filhos desempregados e a seu cargo.
As lojas sociais de Portalegre têm para disponibilizar aos mais carenciados alimentos, vestuário, brinquedos, eletrodomésticos, livros e mobílias, entre outros produtos.
Durante a época do Natal, os pedidos de ajuda aumentam, mas as instituições, com o apoio dos voluntários e das superfícies comerciais que fornecem produtos, garantem que conseguem dar resposta às pessoas mais carenciadas.

