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9.5.23

Bolsa de Lisboa em baixa com Greenvolt a cair mais de 2%

Por Lusa, in Expresso



Ações da Greenvolt lideravam as perdas, a caírem 2,13% para 5,97 euros


A bolsa de Lisboa estava esta terça-feira em baixa, a manter a tendência da abertura, com as ações da Greenvolt a liderarem as perdas, a caírem 2,13% para 5,97 euros.

Cerca das 09:00 em Lisboa, o PSI baixava 0,87% para 6.102,20 pontos, com a cotação de 13 'papéis' a descer, uma a subir (Semapa +0,14% para 14 euros) e duas a manter-se (Ibersol em 6,98 euros e Jerónimo Martins em 22,94 euros).

Às ações da Greenvolt seguiam-se as da EDP Renováveis e EDP, que se desvalorizavam 2,05% para 19,57 euros e 2,02% para 4,76 euros.

As ações da Altri, Sonae e Galp desciam respetivamente 1,34% para 4,87 euros, 1,06% para 1,06 euros e 0,98% para 10,66 euros.

No mesmo sentido, as ações da Navigator e Mota-Engil desciam 0,95% para 3,34 euros e 0,74% para 2,02 euros.

As outras cinco ações que recuavam (NOS, Corticeira Amorim, BCP, CTT e REN) desciam entre 0,19% e 0,68%.

As principais bolsas europeias negociavam hoje mistas, com os investidores já à espera da taxa de inflação de abril nos EUA, que será divulgada na quarta-feira.

Os futuros dos principais indicadores norte-americanos apontam para uma abertura hoje em baixa, numa sessão em que o presidente dos EUA, Joe Biden, recebe os líderes do Partido Republicano e Democrata para falar sobre o teto da dívida, a menos de um mês do fim das medidas financeiras especiais aplicadas para continuar a pagar as contas.

Os analistas da Renta4 explicam que os EUA poderão entrar em incumprimento no início de junho, a menos que se chegue a um acordo sobre o aumento do teto da dívida.

Na segunda-feira, a Bolsa de Nova Iorque terminou mista, com o Dow Jones a descer 0,17% para 33.618,69 pontos, contra o máximo desde que foi criado em 1896, de 36.799,65 pontos, registado em 04 de janeiro de 2022.

O Nasdaq fechou a valorizar-se 0,18% para 12.256,92 pontos, contra o atual máximo, de 16.057,44 pontos, verificado em 16 de novembro de 2021.

A nível cambial, o euro abriu a descer no mercado de câmbios de Frankfurt, a cotar-se a 1,0998 dólares, contra 1,1027 dólares na segunda-feira.

O euro está a cotar-se acima da paridade face ao dólar desde 07 de novembro, depois de ter estado abaixo da paridade desde 20 de setembro, com exceção para o dia 26 de outubro (1,0076 dólares).

O barril de petróleo Brent para entrega em julho abriu a descer no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, a cotar-se a 76,44 dólares, contra 77,01 dólares na segunda-feira e 72,33 em 03 de maio, um mínimo desde janeiro de 2022.

Número de refugiados ucranianos diminui em Portugal

Por Lusa, in Público


Cerca de 2000 ucranianos pediram o cancelamento dos pedidos de protecção temporária.


O número de protecções temporárias concedidas por Portugal a pessoas que fugiram da guerra da Ucrânia tem vindo a diminuir nas últimas semanas, tendo cerca de 2000 ucranianos pedido para cancelar este título, revelou nesta segunda-feira o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Fonte do SEF indicou à Lusa que cerca de 2000 ucranianos pediram o cancelamento dos pedidos de protecção temporária que formalizaram junto do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.


Além dos pedidos de cancelamentos dos títulos, há também ucranianos que não estão a renovar as protecções temporárias, que inicialmente tinham a duração de um ano e entretanto caducaram.

A mesma fonte indicou que o SEF desconhece quais os motivos para o cancelamento das protecções temporárias ou para a não renovação dos títulos, afirmando que os ucranianos não justificam.

O último balanço feito hoje pelo SEF refere que Portugal concedeu 58.191 protecções temporárias a pessoas que fugiram da Ucrânia desde o início da guerra, a 24 de Fevereiro, 34.344 das quais a mulheres e 23.847 homens.

De acordo com aquele serviço de segurança, Lisboa continua a ser o município com mais protecções temporárias concedidas, 11.858, seguido de Cascais, com 3834, Porto, com 2893, Sintra, com 1986, e Albufeira, com 1465.

Em relação aos menores, o SEF adianta que foram contabilizadas 14.221 protecções temporárias do total de 58.191.

O SEF indica ainda que comunicou ao Ministério Público (MP) a situação de 739 menores ucranianos que chegaram a Portugal sem os pais ou representantes legais, casos em que se considera não haver "perigo actual ou iminente".

Nestas situações — na maioria dos casos a criança chegou a Portugal com um familiar —, o caso é comunicado ao MP para nomeação de um representante legal e eventual promoção de processo de protecção ao menor.

O SEF comunicou também à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens a situação de 15 menores que chegaram a Portugal não acompanhadas, mas com outra pessoa que não os pais ou representante legal comprovado, representando estes casos "perigo actual ou iminente".

A ofensiva militar lançada em 24 de Fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14,6 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 8,1 milhões para países europeus —, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Pelo menos 18 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 8709 civis mortos e 14.666 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

28.4.23

Inflação recua para 5,7% em abril

Sónia M. Lourenço, in Expresso



A variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor baixou 1,7 pontos percentuais em abril face a março, indica a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística, publicada esta sexta-feira. INE alerta que medida do IVA zero em 44 bens alimentares só terá impacto na inflação de maio, porque preços de abril foram recolhidos antes da sua entrada em vigor


A inflação em Portugal voltou a recuar em abril, para os 5,7%, indica a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE), publicada esta sexta-feira. Este valor compara com 7,4% em março, traduzindo o sexto mês consecutivo de descida da inflação no país.

Recorde-se que este mês de abril fica marcado pela entrada em vigor, em meados do mês, do IVA zero em 44 produtos alimentares. Contudo, o INE alerta que “os eventuais efeitos desta medida só terão efetivamente impacto no Índice de Preços no Consumidor (IPC) em maio”.

Isto porque “a grande maioria dos preços considerados no apuramento do IPC de abril foram recolhidos antes da entrada em vigor da isenção de IVA num conjunto de bens alimentares essenciais”, explica a autoridade estatística nacional.



Notícia em atualização

26.4.23

Endividamento das famílias recua há cinco meses seguidos

in Idealista



Em fevereiro de 2023, o endividamento das famílias recuou pelo quinto mês consecutivo – está a diminuir, em termos mensais, desde outubro –, tendo decrescido 0,2 mil milhões de euros face a janeiro para um total de 151.875.8 mil milhões de euros (152.071.05 mil milhões de euros no primeiro mês do ano), segundo dados divulgados recentemente pelo Banco de Portugal (BdP).


Significa isto que, em tempos económicos conturbados, marcados por alta taxa de inflação e consequente diminuição de poder de compra, bem como de taxas de juro elevadas, os particulares, as famílias, estão a apertar o cinto, nomeadamente no que diz respeito às dívidas que contraíram junto dos bancos com créditos habitação, por exemplo.


Em termos homólogos, no entanto, o endividamento das famílias ainda está a aumentar, tendo crescido 2,95% em fevereiro deste ano face ao mesmo mês do ano passado. Um valor que já é, porém, o mais baixo (em termos homólogos) desde agosto de 2021 (2,91%).

Segundo o BdP, o endividamento do setor não financeiro aumentou 7,6 mil milhões de euros em fevereiro de 2023, tendo o endividamento do setor público subido 9,0 mil milhões de euros. Já o endividamento das empresas privadas e endividamento dos particulares cresceram, respetivamente, 1,2% e 3% em relação a fevereiro de 2022.

21.4.23

Desemprego registado atinge mínimo histórico no mês de março

in Gov.pt



O número de jovens desempregados inscritos no IEFP foi o mais baixo de sempre (34.232 pessoas), nos meses de março, registando uma diminuição de -1,8% (-622 pessoas) face ao mês homólogo. Neste mês, foi registada uma descida em cadeia de -1,2% (-416 jovens).


O desemprego registado em março (306.157 pessoas), foi o valor mais baixo, nesse mês, nos últimos 30 anos, com uma diminuição de -3,0% (-9.488 pessoas) relativamente ao mês anterior, e -6,2% abaixo do nível observado em março de 2022 (-20.094 pessoas).

Foram registados em março 117.527 desempregados de longa duração, uma diminuição em cadeia de -2,8% (-3.346 pessoas), e -26,7% abaixo do nível registado em março de 2022 (-42.831 pessoas).

Entre fevereiro e março de 2023, o desemprego registado diminuiu em cadeia em todas as regiões, com destaque para a redução de -22,9% na região do Algarve. Em termos homólogos, verificam-se descidas no Norte, Lisboa e Algarve (com destaque para a redução de -14,3% na região do Algarve).
 
A nível setorial, registam-se descidas em cadeia em todos os setores de atividade económica: «Agrícola» (-2,8%), «Secundário» (-2,2%) e «Terciário» (-3,7%). Em termos homólogos, registou-se uma subida no setor «Agrícola» (+1,9%), e descidas nos setores «Secundário» (-4,1%) e «Terciário» (-5,3%).

Em março, havia 4765 casais com ambos os cônjuges em situação de desemprego, uma diminuição de -3,1% em cadeia e -6,1% em termos homólogos.

As estatísticas mensais do mercado de emprego estão disponíveis em: https://www.iefp.pt/estatisticas.

19.4.23

Taxa de inflação da zona euro com forte abrandamento em março para 6,9%

Por Lusa, in DN


Na União Europeia, abrandou para 8,3%, segundo dados divulgados pelo Eurostat.

A taxa de inflação anual da zona euro teve, em março, um forte recuo, para 6,9%, e a da União Europeia (UE) abrandou para 8,3%, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.


Na zona euro, a taxa de inflação recuou quer face aos 7,4% homólogos, quer na comparação com os 8,5% de fevereiro.

Na UE, a taxa de inflação anual recuou face ao valor de fevereiro (9,9%), mas manteve-se acima do homólogo (7,8%).


Em março, de acordo com o serviço estatístico da UE, a maior contribuição para a taxa de inflação anual da zona euro proveio o setor da alimentação, álcool e tabaco (3,12 pontos percentuais, p.p.), seguida dos serviços (+2,10 p.p.), dos bens industriais não energéticos (+1,71 p.p.) e da energia (-0,05 p.p.).


As taxas de inflação, medidas pelo Índice Harmonizado dos Preços no Consumidor (IHPC), mais baixas foram registadas no Luxemburgo (2,9%), em Espanha (3,1%) e nos Países Baixos (4,5%) e as mais altas, por seu lado, observaram-se na Hungria (25,6%), Letónia (17,2%) e República Checa (16,5%).

Face a fevereiro, a inflação homóloga recuou, em março, em 25 Estados-membros e subiu na Eslovénia e em Malta.


Portugal registou a quinta maior taxa de inflação homóloga, medida pelo IHPC, o indicador utilizado para comparações a nível europeu, de 8%, face aos 5,5% de março de 2022 e aos 8,6% de fevereiro.

A taxa de inflação na zona euro começou a acelerar em junho de 2021, principalmente devido à subida dos preços da energia, e atingiu valores recorde desde novembro de 2021, registando um pico de 10,6% em outubro de 2022, com o primeiro recuo a ser registado em novembro passado.