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30.8.23

Portugueses voltam a apostar nos depósitos a prazo após cinco meses em queda livre

in SIC

De acordo com os dados mais recentes do Banco de Portugal, os portugueses tinham no final de julho cerca de 176 mil milhões de euros em depósitos bancários. Mais 1,3 mil milhões do que em junho.


O dinheiro que os portugueses colocam em novos depósitos a prazo dos bancos voltou a crescer. É o segundo mês consecutivo de subida, depois de cinco meses quase em queda livre.

Assim que os certificados de aforro da série E atingiram, no final do ano passado, os 3,5% de taxa de juro máxima, houve um desvio extremamente rápido das poupanças das contas bancárias para o produto de poupança do Estado.

Entretanto, o Governo decidiu em maio cortar a taxa de juro máxima dos certificados de aforro para 2,5%. Com a nova série F, o entusiasmo dos aforradores portugueses esfriou. E agora os números confirmam isso.

De acordo com os dados mais recentes do Banco de Portugal, os portugueses tinham no final de julho cerca de 176 mil milhões de euros em depósitos bancários. Mais 1,3 mil milhões do que em junho.

Mesmo assim, continua a ser menos do que no mesmo mês do ano passado. Ou seja, os bancos ainda não recuperaram totalmente da fuga de depósitos para os certificados de aforro dos últimos seis meses.

Uma das explicações para esta recuperação pode estar nos pequenos aumentos das taxas de juro de muitos dos novos depósitos a prazo dos bancos. A taxa de juro média dos novos depósitos a prazo para particulares aumentou de 1,26% para 1,58%, a maior subida desde 2011. Mas, mesmo assim, ainda muito abaixo dos 2,5% dos certificados de aforro.

Mas há exceções. Neste momento, já existem no mercado mais de 50 depósitos a prazo melhores do que os certificados de aforro, mas a maioria é de pequenos bancos, tem prazos curtos, montantes mínimos ou regras muito específicas.

Apesar disso, os certificados de aforro da nova série continuam a ter um rendimento acima da média e continuam a crescer em subscrições, mas agora com muito menos intensidade. Para os subscrever basta ir aos Correios, com alguns documentos, e abrir uma conta aforro, que não tem comissões.

Ainda assim, de acordo com os dados de julho do banco de Portugal, aparentemente acabou a corrida aos certificados de aforro, que chegou a assustar alguns bancos com uma fuga de dinheiro dos depósitos a prazo que já não se via há muitos anos.

23.8.23

Nova série de certificados de aforro ainda atraem poupanças. Entraram 390 milhões em julho

Leonor Mateus Ferreira, in Jornal de Negócios


No total, o conjunto dos certificados de aforro e Tesouro fixou-se, em julho, nos 45.689,81 milhões de euros, o que representa um aumento de cerca de 172,69 milhões de euros. O interesse pelos primeiros continua a compensar a saída de capital dos segundos.


O dinheiro aplicado pelas famílias em produtos de poupança do Estado subiu pelo décimo sexto mês consecutivo. Os dados do Banco de Portugal (BdP) divulgados esta quarta-feira, 23 de agosto, mostram que os certificados de aforro aumentaram 389,55 milhões de euros em julho, mais que compensando o recuo nos certificados do Tesouro.

O "stock" de certificados de aforro chegou aos 33.610,09 milhões de euros em julho, o que significa que nos dois meses de comercialização da nova série F (com um tecto de remuneração mais baixo do que a anterior) ainda houve interesse das famílias nestes produtos.


O dinheiro aplicado pelas famílias em produtos de poupança do Estado subiu pelo décimo sexto mês consecutivo. Os dados do Banco de Portugal (BdP) divulgados esta quarta-feira, 23 de agosto, mostram que os certificados de aforro aumentaram 389,55 milhões de euros em julho, mais que compensando o recuo nos certificados do Tesouro.


O "stock" de certificados de aforro chegou aos 33.610,09 milhões de euros em julho, o que significa que nos dois meses de comercialização da nova série F (com um tecto de remuneração mais baixo do que a anterior) ainda houve interesse das famílias nestes produtos.


A subida no montante aplicado nestes produtos continua a mais que compensar a queda registada nos certificados do Tesouro, que decorre há 21 meses seguidos. Em julho, os certificados do Tesouro voltaram a ter uma evolução negativa, tendo o "stock" caído 216,86 milhões de euros para 12.079,72 milhões de euros.


No total, o conjunto dos certificados de aforro e Tesouro fixou-se, em julho, nos 45.689,81 milhões de euros. Aumentou assim em cerca de 172,69 milhões de euros.
pesar de os produtos de poupança do Estado continuarem a captar o interesse das famílias, houve uma desaceleração em junho e julho face aos meses anteriores. Desde final do ano passado que se vivia uma corrida inédita aos certificados de aforro graças à subida da remuneração (que é indexada à Euribor a três meses).

Após as entradas de capital terem superado em larga medida as expectativas do Governo, no início de junho, o Executivo decidiu por fim à série E dos certificados de aforro, tendo lançado uma nova série F com remuneração mais baixa.


Em ambos os casos o juro está indexado à Euribor a três meses, mas o tecto máximo cai de 3,5% para 2,5% (aos quais acrescem prémios de permanência). É ainda imposto um limite máximo de subscrição nos 50 mil euros, face ao anterior de 250 mil euros, o que poderá ter igualmente impacto na entrada de poupanças.
(Notícia atualizada às 11:20)

22.8.23

Remessas de emigrantes aumentam 4,3% no primeiro semestre

Por Lusa, in Notícias ao Minuto

As remessas enviadas pelos emigrantes portugueses no estrangeiro em junho aumentaram 6,7%, para 348,37 milhões de euros, fazendo com que a variação semestral tenha subido 4,38%, para 1.969 milhões de euros.


De acordo com os dados do Banco de Portugal, consultados hoje pela Lusa, as remessas dos emigrantes passaram de 326,49 milhões de euros, em junho de 2022, para 348,3 milhões de euros, em junho deste ano, ajudando a que, no total semestral, o envio destas verbas tenha passado de 1.886,5 milhões de euros, nos primeiros seis meses de 2022, para 1.969 milhões de euros, de janeiro a junho deste ano.


Em sentido inverso, as verbas enviadas pelos estrangeiros a trabalhar em Portugal passaram de 47,2 milhões de euros, em junho do ano passado, para 48,1 milhões, o que representa uma subida de 2%, ajudando a consolidar o aumento de 11,3% no primeiro semestre deste ano face aos primeiros seis meses do ano passado.

Olhando apenas para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), a tendência é a mesma apesar da forte quebra nas remessas de junho, que desceram de 38,8 milhões de euros para 29,4 milhões, representando uma queda de 24,1%, o que não foi suficiente para evitar a subida de 12,1% no semestre, já que os valores enviados pelos portugueses a trabalhar nos PALOP passaram de 137,9 milhões, de janeiro a junho de 2022, para 154,6 milhões nos primeiros seis meses deste ano.

Como é hábito nos dados do Banco de Portugal, grande parte deste valor diz respeito a Angola, responsável pela quase totalidade das remessas registadas como enviadas dos PALOP.

No primeiro semestre deste ano, os emigrantes portugueses no segundo maior produtor de petróleo na África subsaariana enviaram 150,3 milhões de euros, mais 12,3% do que no mesmo período do ano passado, quando enviaram 133,7 milhões de euros.

As remessas enviadas pelos portugueses em Angola em junho, no entanto, mostram uma quebra de 24,5%, já que desceram de 38 milhões, em junho do ano passado, para 28,7 milhões no último mês do primeiro semestre deste ano.

1.8.23

Euribor sobem a 3, 6 e 12 meses, após médias mensais terem voltado a avançar em julho

Por Lusa, in SIC



As taxas médias das Euribor subiram para 3,672% a três meses, 3,942% a seis meses e 4,149% a 12 meses em julho, ou seja mais 0,136 pontos percentuais, 0,117 pontos e 0,142 pontos percentuais do que as de junho, respetivamente.

As taxas Euribor subiram hoje a três, a seis e a 12 meses face a segunda-feira, depois de as taxas médias mensais terem voltado a avançar em julho nos três prazos.

As taxas médias das Euribor subiram para 3,672% a três meses, 3,942% a seis meses e 4,149% a 12 meses em julho, ou seja mais 0,136 pontos percentuais, 0,117 pontos e 0,142 pontos percentuais do que as de junho, respetivamente.

A taxa Euribor a 12 meses, que atualmente é a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu hoje para 4,076, mais 0,012 pontos, depois de ter avançado até 4,193% em 07 de julho, um novo máximo desde novembro de 2008.

Segundo dados referentes a maio de 2023 do Banco de Portugal, a Euribor a 12 meses representava 40,3% do 'stock' de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que a Euribor a seis e a três meses representava 34,4% e 22,8%, respetivamente.

A média da taxa Euribor a 12 meses avançou de 4,007% em junho para 4,149% em julho, mais 0,142 pontos.

No prazo de seis meses, a taxa Euribor, que entrou em terreno positivo em 07 de julho de 2022, também avançou hoje, ao ser fixada em 3,948%, mais 0,019 pontos do que na segunda-feira e contra o máximo desde novembro de 2008, de 3,972%, verificado em 21 de julho.

A média da Euribor a seis meses subiu de 3,825% em junho para 3,942% em julho, mais 0,117 pontos.

No mesmo sentido, a Euribor a três meses subiu hoje, para 3,723%, mais 0,008 pontos, depois de ter atingido um novo máximo desde novembro de 2008, de 3,725%, em 28 de julho.

A média da Euribor a três meses subiu de 3,536% em junho para 3,672% em julho, ou seja, um acréscimo de 0,136 pontos percentuais.
Euribor começaram a subir a partir de 04 de fevereiro de 2022

As Euribor começaram a subir mais significativamente a partir de 04 de fevereiro de 2022, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras devido ao aumento da inflação na zona euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022.

Na mais recente reunião de política monetária, realizada em 27 de julho, o BCE voltou a subir os juros, pela nona sessão consecutiva, em 25 pontos base -- tal como em 15 de junho e 04 de maio --, acréscimo inferior ao de 50 pontos base efetuado em 16 de março, em 02 de fevereiro e em 15 de dezembro, quando começou a desacelerar o ritmo das subidas.

Antes, em 27 de outubro e em 08 de setembro, as taxas diretoras subiram em 75 pontos base. Em 21 de julho de 2022, o BCE tinha aumentado, pela primeira vez em 11 anos, em 50 pontos base, as três taxas de juro diretoras.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 14 de setembro.

As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respetivamente, de -0,605% em 14 de dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de dezembro de 2021.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

27.7.23

Portugueses regressaram aos depósitos no mês em que o Governo cortou juros dos certificados

Diogo Cavaleiro,  in Expresso

Mês de junho mostra banca a recuperar depósitos dos portugueses face a maio. Contudo, a fuga foi tão intensa na primeira metade do ano que, comparando com junho de 2022, a variação é a mais negativa de sempre

O Governo recusa que tenha dado uma ajuda aos bancos portugueses quando decidiu, em junho, cortar na remuneração máxima inicial atribuída aos certificados de aforro do Estado de 3,5% para 2,5%. Não há prova de causalidade, mas as estatísticas já publicadas mostram que nesse mês verificou-se uma desaceleração da procura pelos certificados. E, divulgou esta quarta-feira o Banco de Portugal, também nesse mês deu-se o primeiro aumento mensal do volume depositado na banca nacional após vários meses de quebra.

“No final de junho de 2023, o stock de depósitos de particulares nos bancos residentes totalizava 174,9 mil milhões de euros, mais 1,2 mil milhões de euros do que em maio. Este foi o primeiro aumento mensal em 2023”, revela o Banco de Portugal no destaque publicado no seu site.

Desde dezembro, em que havia mais de 182 mil milhões de euros aplicados em depósitos, que vinha a registar-se uma quebra do montante depositado: as baixas taxas de juro pagas pelos bancos, que demoraram a subir e a reagir à subida do juro diretor do Banco Central Europeu, levaram a uma retirada dos depósitos. Já os certificados cresceram porque a sua remuneração elevava-se à boleia das taxas Euribor.

Agora, houve uma subida mensal dos depósitos, com os bancos a aumentarem os juros pagos nos depósitos (com atraso face ao reflexo automático dos juros nos créditos concedidos) – ainda assim muito abaixo da Euribor e sobretudo com base em campanhas promocionais

A média de juro dos novos depósitos com um prazo de um ano era, em maio, de 1,18%, quando na zona euro estava nos 2,46% e a Euribor a 12 meses situava-se, no fim de maio, nos 3,8% (os dados de junho serão revelados pelo supervisor bancário na próxima semana).

“Os depósitos à ordem e os depósitos com prazo acordado dos particulares apresentaram evoluções diferentes. Por um lado, os depósitos à ordem diminuíram em todos os meses de 2023, com exceção de junho, quando aumentaram 0,1 mil milhões de euros. Por outro lado, os depósitos com prazo acordado estão a crescer desde abril, apresentando, em junho, um crescimento de 1,1 mil milhões de euros, a maior variação mensal desde fevereiro de 2012”, indica o comunicado publicado pelo Banco de Portugal.

Decréscimo homólogo mais intenso de sempre

Mas se houve este aumento mensal, a evolução face ao mesmo mês do ano passado não é positiva: é um decréscimo de 3% face a junho de 2022.

É uma evolução esperada tendo em conta que, apesar do aumento mensal, os montantes aplicados no ano passado não foram ainda atingidos depois da fuga de depósitos registada na primeira metade de 2023. Em junho registou-se o decréscimo homólogo mais intenso de sempre.

Na zona euro, a evolução não é essa: nunca houve uma quebra homóloga dos depósitos, ainda que a subida dos valores colocados na banca venha a abrandar. Em junho foi a mais baixa dos últimos tempos, com um aumento de 1,1% - de recordar que Portugal foi sempre, ao longo destes meses, um dos países que pagaram juros mais baixos nos depósito

25.7.23

Certificados atiram endividamento da economia para recorde acima dos 804 mil milhões

 Alberto Teixeira, in Eco


O endividamento da economia voltou a aumentar em maio, pelo segundo mês seguido. A dívida das famílias, empresas e Estado aumentou 1,6 mil milhões de euros, atingindo um novo recorde nos 804,4 mil milhões de euros, de acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo Banco de Portugal.

O setor público foi o grande responsável por esta subida: o endividamento das administrações públicas e empresas públicas registou um aumento de 1,1 mil milhões de euros para 363,9 mil milhões, um acréscimo que se verificou “sobretudo junto dos particulares (1,7 mil milhões), principalmente pelo investimento das famílias em Certificados de Aforro, e junto das administrações públicas (mil milhões)”, indica o supervisor financeiro.

Em contrapartida, o endividamento do setor público diminuiu junto do exterior (-1,4 mil milhões) e junto do setor financeiro (-400 milhões de euros).


Dívida da economia sobe

Fonte: Banco de Portugal

Em relação ao endividamento do setor privado registou um aumento de 500 milhões de euros para 440,6 mil milhões. Uma subida que se deveu às empresas privadas, cuja dívida subiu 500 milhões de euros, “traduzindo essencialmente um acréscimo perante o exterior (300 milhões) e o setor financeiro (200 milhões)”. Já o endividamento dos particulares não se alterou de forma relevante em relação ao mês anterior, refere o Banco de Portugal.

Apesar do aumento do endividamento da economia em mais de 10 mil milhões de euros desde o início do ano, está a diminuir o seu peso em relação ao PIB nacional: caiu para 326,4% do PIB no final do primeiro trimestre do ano, menos cinco pontos percentuais em relação a dezembro do ano passado.

(Notícia atualizada às 11h32)

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24.7.23

Certificados de aforro: alterações travam subscrições, mas não diminuem

 in SIC

Os portugueses continuam a investir nos certificados de aforro, que vêem ser uma mais valia em vez de ter depósito no banco que não gera lucro, apesar de existirem condições menos favoráveis.


Apesar das mexidas, os portugueses continuam a investir em Certificados de Aforro.


O ritmo de subscrição travou a fundo, perto de 70%, ainda assim em junho foram aplicados mais de 800 milhões de euros em compra de dívida do Estado.

Um saldo positivo quando comparada a entrada e saída de capital. A nova série de certificados de aforro garante condições menos favoráveis que a anterior.

Em todo, o investimento total neste produto ultrapassa os 45 mil milhões de euros

A tendência dura há vários meses e, nas contas do Banco de Portugal, desde o início do ano que os bancos perdem em média 41 milhões de euros por dia. Os clientes insistem na fuga aos depósitos para apostarem na corrida aos certificados de aforro.

Entre janeiro e maio, as famílias retiraram 8,8 mil milhões de euros das contas à ordem e a prazo. Nos bancos, os depósitos rendem pouco, o que gera críticas dos clientes, que procuram opções com melhores resultados.

Segundo o Banco de Portugal, o stock de depósitos caiu pelo quinto mês consecutivo, em maio, para 173 mil milhões de euros, registando a maior descida homóloga em 43 anos. Também o crédito à habitação está em queda.

Na noite de 2 de junho, sexta-feira, o Governo anunciou a suspensão da série E dos certificados de aforro (com uma taxa que estava nos máximos de 3,5%) e lançamento da série F (com uma taxa base de 2,5%).

Em abril deste ano, os cidadãos tinham aplicados 43 mil milhões de euros em instrumentos de poupança do Estado destinados ao retalho (a maioria em certificados de aforro).

5.7.23

Taxa de juro média no crédito à habitação passa os 4% e atinge um máximo de 11 anos

Isabel Vicente, in Expresso

Em maio a taxa de juro média dos novos empréstimos à habitação em Portugal superou os 4% pela primeira vez em 11 anos. Já nos depósitos a taxa média subiu para 1,26%, registando o valor mais elevado em oito anos

A taxa de juro média dos novos empréstimos à habitação registou uma subida de 3,97% para 4,15%, sendo a primeira vez em 11 anos que ultrapassa os 4%, segundo os dados do Banco de Portugal divulgados esta quarta-feira.

Era uma evolução expectável tendo em conta o aumento das taxas por parte do Banco Central Europeu (BCE) no seu combate à inflação.

Os dados do Banco de Portugal revelam que “o aumento das taxas de juro médias foi mais moderado nas finalidades consumo (de 8,69% em abril para 8,72% em maio) e outros fins (de 5,18% em abril para 5,19% em maio)”.

Na análise do Banco de Portugal limitada aos empréstimos relativos a habitação própria permanente, a taxa de juro média ascendeu a 4,2% nos créditos com taxa variável, indexada à Euribor, e a 4,19% nos novos empréstimos a taxa fixa.

A concessão de crédito novo a particulares no período em análise cresceu em todas as frentes. Totalizou 1189 milhões de euros, mais 495 milhões do que em abril, tendo os novos empréstimos à habitação subido 353 milhões, o crédito ao consumo 90 milhões e o crédito para outros fins 53 milhões de euros.

Também o crédito concedido às empresas registou um aumento de 267 milhões em maio, totalizando 1796 milhões de euros nesse mês.

Neste segmento a taxa de juro média dos novos empréstimos a empresas aumentou de 5,13% para 5,42%. Nos empréstimos até 1 milhão de euros a taxa média subiu de 5,44% para 5,55%, e nos empréstimos acima de 1 milhão de euros de 4,76% para 5,22%, especifica o Banco de Portugal.
TAXAS NOS DEPÓSITOS SOBEM MAS AINDA ESTÃO LONGE DA MÉDIA EUROPEIA

Apesar do aumento na taxa de juro média nos depósitos a prazo de particulares ter subido para 1,26%, e este valor ser o mais elevado em oito anos, é o quarto juro mais baixo da área do euro, revelam as estatísticas do Banco de Portugal. Com taxas médias mais baixas do que as praticadas em Portugal estão a Croácia, Eslóvenia e Chipre. A média da área do euro está nos 2,44%.

O montante de novas operações de depósitos a prazo de particulares totalizou 7490 milhões de euros, mais 1276 milhões do que no mês anterior, informou o BdP.

Na desagregação por prazo, os novos depósitos com prazo até 1 ano representam 76% dos novos depósitos e foram remunerados em média a 1,18%, quando em abril tinham sido remunerados a 0,95%.

Já os novos depósitos de 1 a 2 anos, segundo os dados divulgados, registaram uma remuneração média de 1,47% quando em abril tinham sido pagos a 1,29%.

Com prazos acima de 2 anos, os quais representam apenas 9% das novas operações de depósitos a prazo, encontram-se as remunerações mais elevadas, ao atingirem 1,61%, quando em abril esses depósitos eram remunerados a 1,12%.

Verifica-se assim uma tendência de subida mês após mês.

Nas empresas os novos depósitos a prazo em maio totalizaram 5732 milhões de euros , menos 163 milhões face a abril. A remuneração destes novos depósitos a prazo foi de 2,37% em maio, um aumento marginal de 0,03% face a abril, e segundo os dados do Banco de Portugal “menos expressivo do que o registado em meses anteriores”.

Euribor desce a 3 e sobe a 6 e a 12 meses com máximo no prazo mais longo

Por Lusa, in Notícias ao Minuto

As taxas Euribor desceram hoje a três meses e subiram a seis e a 12 meses, face a terça-feira, para novo máximo no prazo mais longo.

A taxa Euribor a 12 meses, que atualmente é a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu hoje para 4,165%, mais 0,001 pontos, face a terça-feira, um novo máximo desde 20 de novembro de 2008.

Segundo dados de março de 2023 do Banco de Portugal, a Euribor a 12 meses representava 41% do 'stock' de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que a Euribor a seis e a três meses representava 33,7% e 22,9%, respetivamente.

A média da taxa Euribor a 12 meses avançou de 3,862% em maio para 4,007% em junho, mais 0,145 pontos.

No prazo de seis meses, a taxa Euribor, que entrou em terreno positivo em 06 de junho de 2022, subiu hoje, ao ser fixada em 3,895%, mais 0,007 pontos que na terça-feira, depois de ter subido em 23 de junho até 3,933%, também um novo máximo desde novembro de 2008.

A média da Euribor a seis meses subiu de 3,682% em maio para 3,825% em junho, mais 0,143 pontos.

A Euribor a três meses, por sua vez, caiu hoje para 3,589%, menos 0,024 pontos, face ao dia anterior, depois de na segunda-feira ter atingido um novo máximo desde 04 de dezembro de 2008 (3,613%).


A média da Euribor a três meses subiu de 3,372% em maio para 3,536% em junho, ou seja, um acréscimo de 0,164 pontos percentuais.

As Euribor começaram a subir mais significativamente a partir de 04 de fevereiro de 2022, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras devido ao aumento da inflação na zona euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022.

Na mais recente reunião de política monetária, realizada em 15 de junho, o BCE voltou a subir os juros, pela oitava reunião consecutiva, em 25 pontos base - tal como em 04 de maio -, acréscimo inferior ao de 50 pontos base efetuado em 16 de março, em 02 de fevereiro e em 15 de dezembro, quando começou a desacelerar o ritmo das subidas.

Antes, em 27 de outubro e em 08 de setembro as taxas diretoras subiram em 75 pontos base. Em 21 de julho de 2022, o BCE tinha aumentado, pela primeira vez em 11 anos, em 50 pontos base, as três taxas de juro diretoras.

As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respetivamente, de -0,605% em 14 de dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de dezembro de 2021.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

22.6.23

Famílias financiam Estado com 8,5 mil milhões até abril sobretudo através dos Certificados de Aforro

História de Luís Leitão, in ECO

O financiamento das administrações públicas continua em terreno negativo. De acordo com dados divulgados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal, o financiamento acumulado das administrações públicas foi de negativo em cinco mil milhões de euros nos primeiros quatro meses do ano.

Este valor compara com um financiamento positivo de 1,7 mil milhões de euros registados em igual período de 2022.

De acordo com dados do regulador, o financiamento concedido às administrações públicas pelos bancos e pelo exterior foi negativo em 8,3 mil milhões de euros e em 5,2 mil milhões de euros, respetivamente. Mas, em contrapartida, as famílias financiaram as administrações públicas em 8,5 mil milhões de euros, sobretudo através da aquisição de Certificados de Aforro e de Certificados do Tesouro.


Um financiamento líquido negativo indica que as aquisições líquidas de ativos financeiros pelas administrações públicas foram superiores às emissões deduzidas de amortizações dos passivos, ou seja, “as administrações públicas utilizaram parte dos fundos obtidos para financiarem outros setores da economia”, lê-se no comunicado do Banco de Portugal.

Os dados mais recentes do IGCP e do Banco de Portugal sobre os títulos de dívida da República para o retalho mostram que, entre janeiro e maio, último mês de comercialização da Série E de Certificados de Aforro, as subscrições líquidas de Certificados de Aforro atingiram os 12,9 mil milhões de euros.

Em contraciclo estiveram os Certificados do Tesouro que, nos primeiros cinco meses do ano, tiveram subscrições líquidas negativas de 2,7 mil milhões de euros.

Só em maio, enquanto os Certificados de Aforro registaram subscrições líquidas de 2,2 mil milhões de euros, 32% acima do registado em abril, os Certificados do Tesouro contabilizaram o 19.º mês consecutivo de subscrições líquidas negativas, com a saída de mais de 510 milhões de euros.
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16.6.23

Banco de Portugal melhora previsão do PIB para 2,7% este ano e 2,4% em 2024

in RTP

A economia portuguesa deverá crescer 2,7 por cento este ano e 2,4 por cento em 2024, prevê o Banco de Portugal, que reviu esta sexta-feira em altas as projeções para o PIB. A instituição salienta o desempenho acima do esperado no primeiro trimestre.


No Boletim Económico de junho, divulgado esta sexta-feira, as projeções para o crescimento da atividade foram melhoradas face aos 1,8 por cento para este ano e dois por cento para 2024 e 2025 esperados em março.

"A economia portuguesa deverá crescer 2,7 por cento em 2023, 2,4 por cento em 2024 e 2,3 por cento em 2025", pode ler-se no relatório, que frisa o "desempenho robusto" que dá "continuidade à convergência com a área do euro, com as exportações a crescerem mais do que a procura externa".

O regulador está, assim, mais otimista do que o Governo, que prevê um crescimento de 1,8 por cento este ano e de 2 por cento em 2024.

Já a inflação "reduz-se de 5,2 por cento este ano, para 3,3 por cento em 2024 e 2,1 por cento em 2025, próximo do objetivo do Banco Central Europeu, refletindo a redução das pressões inflacionistas externas e a maior restritividade da política monetária".

"Projeta-se uma redução da taxa de inflação de 5,2 por cento este ano para 3,3 por cento em 2024 e 2,1 por cento em 2025, valor já próximo do objetivo de política monetária", assinala o documento, que justifica esta redução com a diminuição das pressões inflacionistas externas e ao impacto da redução temporária do IVA.

O Banco de Portugal vê ainda uma melhoria do saldo orçamental mais rápida do que o Governo, apontando para um défice de 0,1 por cento este ano, seguido de um excedente de 0,2 por cento a partir de 2024.

Após um défice de 0,4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, o BdP prevê uma redução para 0,1 por cento em 2023 e excedentes de 0,2 por cento nos anos seguintes.
c/ Lusa

22.5.23

Euribor sobe a seis meses para novo máximo desde novembro de 2008

Por Lusa, in RTP



A taxa Euribor a 12 meses, que atualmente é a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje, ao ser fixada em 3,893%, mais 0,015 pontos, mas abaixo do máximo desde novembro de 2008, de 3,978%, verificado em 09 de março.

Segundo dados de março de 2023 do Banco de Portugal, a Euribor a 12 meses representa 41% do `stock` de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que a Euribor a seis e três meses representam 33,7% e 22,9%, respetivamente.

A média da taxa Euribor a 12 meses avançou de 3,647% em março para 3,757% em abril, mais 0,110 pontos.

No prazo de seis meses, a taxa Euribor, que entrou em terreno positivo em 06 de junho de 2022, também subiu hoje, para 3,714%, mais 0,007 pontos que na sexta-feira e um novo máximo desde novembro de 2008.

A média da Euribor a seis meses subiu de 3,267% em março para 3,516% em abril, mais 0,249 pontos.

Em sentido contrário, a Euribor a três meses, que entrou em 14 de julho em terreno positivo pela primeira vez desde abril de 2015, recuou hoje, para 3,412%, menos 0,003 pontos, depois de ter subido em 19 de maio para 3,415%, um novo máximo desde novembro de 2008.


A média da Euribor a três meses subiu de 2,911% em março para 3,179% em abril, ou seja, um acréscimo de 0,268 pontos percentuais.

As Euribor começaram a subir mais significativamente a partir de 04 de fevereiro de 2022, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras devido ao aumento da inflação na zona euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022.

Na mais recente reunião de política monetária, em 04 de maio, o BCE voltou a subir, pela sétima vez consecutiva, mas apenas em 25 pontos base, as taxas de juro diretoras, acréscimo inferior ao efetuado em 16 de março, em 02 de fevereiro e em 15 de dezembro, quando começou a desacelerar o ritmo das subidas em relação às duas registadas anteriormente, que foram de 75 pontos base, respetivamente em 27 de outubro e em 08 de setembro.

Em 21 de julho de 2022, o BCE aumentou, pela primeira vez em 11 anos, em 50 pontos base, as três taxas de juro diretoras.

As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respetivamente, de -0,605% em 14 de dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de dezembro de 2021.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

12.5.23

Guerra de spreads no crédito à habitação está (novamente) ao rubro

Luís Leitão, in ECO


Os bancos estão cada vez mais competitivos no mercado do crédito à habitação. No espaço de um ano, a mediana do spread mínimo da oferta comercial dos 10 maiores bancos a operar em Portugal nos contratos à taxa variável passou de 1% para os atuais 0,85%. Todos os bancos, sem exceção, reviram em baixa o spread mínimo da sua oferta comercial.

É certo que os valores praticados ainda estão longe dos que o mercado assistiu pouco antes da crise do subprime, em 2008, quando era usual encontrar ofertas de spreads de 0,25% e campanhas promocionais de spread nulo durante os primeiros 12 meses do contrato. No entanto, a luta pelo crédito à habitação das famílias está mais feroz que nunca.

“Neste momento, há uma guerra no crédito à habitação”, reconheceu Paulo Macedo, presidente da Caixa Geral de Depósitos, na quinta-feira, no decorrer da apresentação dos resultados do primeiro trimestre do banco, sublinhando as constantes campanhas dos bancos a anunciarem “redução de spreads, taxas de juros mistas”.

O último banco a entrar em força na luta pelo crédito à habitação das famílias foi o Bankinter. Na quinta-feira, a instituição espanhola anunciou um corte de 10 pontos base do spread mínimo do crédito à habitação à taxa variável, dos anteriores 0,85% para 0,75%, passando assim a liderar a oferta comercial.

Mas a concorrência da banca no mercado do crédito à habitação não se fica pela contratualização de novos créditos. São também cada vez mais as instituições a lançarem fortes campanhas promocionais orientadas para captar transferências dos contratos.

Além de assumirem o pagamento total dos custos associados à transferência do crédito, há bancos a oferecerem spreads mais baixos na transferência face ao que praticam na contratualização de novos créditos. É disso exemplo o Santander Totta e o Eurobic, que estão a praticar um spread mínimo nas transferências 5 pontos base e 10 pontos base, respetivamente, abaixo da oferta dos novos créditos.

Além disso, para “roubar” clientes à concorrência, há também cada vez mais bancos a premiarem os potenciais novos clientes que transfiram os seus créditos à habitação, oferecendo, por exemplo, uma percentagem do montante do crédito à habitação em cartão bancário para os clientes gastarem em compras. É isso que está a fazer o Montepio e também o Santander Totta.

Concorrência alarga-se ao crédito à habitação à taxa fixa

A oferta da taxa fixa é também um campo que os bancos começam a explorar. E não é apenas por o Governo ter avançado com a obrigatoriedade de as instituições financeiras terem de disponibilizar uma oferta de taxa fixa. É, sobretudo, uma consequência do aumento do interesse pelos próprios clientes.

“Temos tido uma grande procura por taxa fixa”, referiu João Pedro Oliveira e Costa, presidente do Banco BPI há uma semana, no decorrer da apresentação dos resultados do primeiro trimestre. O banqueiro referiu ainda que, nos primeiros três meses, “aumentou muito significativamente a percentagem de contratação de taxa fixa” por parte do BPI, sublinhando que “mais de 50% da contratação foi com taxa fixa.”

A contribuir para a crescente procura pelo crédito à habitação à taxa fixa está uma concorrência cada vez mais feroz dos bancos, que tornam esta solução mais apetecível. Isso é notório, por exemplo, pelo encurtar do prémio da taxa fixa face à taxa variável que está a cair desde o verão.

Em março, segundo dados do Banco de Portugal, o diferencial entre taxa variável e taxa fixa foi de apenas 49 pontos base, o valor mais baixo desde pelo menos dezembro de 2021 (limite da série do Banco de Portugal).

A Caixa Geral de Depósitos é um dos bancos que está a tentar ganhar quota de mercado no crédito à habitação à taxa fixa. E, para isso, tem a decorrer uma campanha com a atleta Patrícia Mamona para a contratualização de créditos à habitação com taxa fixa a dois anos a partir dos 3,75%.

Na apresentação de resultados esta quinta-feira, Paulo Macedo, avançou também que está a analisar duas medidas para apoiar as famílias com alguma dificuldade em pagar o crédito à habitação. O CEO do banco público revelou que está em cima da mesa um complemento ao juro bonificado ou fixação de prestações.

O Bankinter também não quer ficar de fora desta dinâmica e, para isso, baixou também a taxa fixa promocional a dois anos, que passa de 3,5% para 3%, para propostas criadas entre 9 e 31 de maio e escrituradas até 31 de agosto do mesmo ano.

Entre os 10 principais bancos a operar em Portugal, apenas dois não oferecem uma oferta de taxa fixa para contratos a 30 anos. Os outros oito, segundo os seus preçários, oferecem uma taxa fixa mínima média de 3,9% para créditos à habitação a 30 anos – já contabilizando o spread praticado, mas não considerando as restantes comissões e seguros associados ao contrato.

Trata-se de uma taxa que fica abaixo dos 3,8% da Euribor a 12 meses e próxima dos 3,6% a que atualmente está a negociar a Euribor a 6 meses.

Apesar de estes números e da mais recente aposta dos bancos na oferta de taxa fixa, as estatísticas mostram que há ainda um longo caminho a percorrer. Segundo o Banco de Portugal, 90% dos contratos de crédito à habitação têm por base um contrato indexado à taxa variável.

Além disso, segundo o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal, publicado na quarta-feira, nove em cada dez empréstimos à habitação realizados entre 2011 e 2022 foram contratualizados com taxa variável e apenas um com taxa fixa.]]>

8.5.23

Euribor a três meses sobe para um novo máximo desde novembro de 2008

Por Lusa, in TSF


A taxa Euribor a 12 meses, que atualmente é a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável foi fixada em 3,790%.


A taxa Euribor subiu esta segunda-feira a três, a seis e a 12 meses face a sexta-feira, no prazo mais curto para um novo máximo desde novembro de 2008.

A taxa Euribor a 12 meses, que atualmente é a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje, ao ser fixada em 3,790%, mais 0,020 pontos e contra o máximo desde novembro de 2008, de 3,978%, verificado em 9 de março.

Segundo o Banco de Portugal, a Euribor a 12 meses já representa 43% do 'stock' de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável, enquanto a Euribor a seis meses representa 32%.

Após ter disparado em 12 de abril de 2022 para 0,005%, pela primeira vez positiva desde 5 de fevereiro de 2016, a Euribor a 12 meses está em terreno positivo desde 21 de abril de 2022.


A média da taxa Euribor a 12 meses avançou de 3,647% em março para 3,757% em abril, mais 0,110 pontos.

No prazo de seis meses, a taxa Euribor, que entrou em terreno positivo em 6 de junho de 2022, também subiu hoje, para 3,605%, mais 0,030 pontos e contra o máximo desde novembro de 2008, de 3,651%, verificado em 04 de maio.

A Euribor a seis meses esteve negativa durante seis anos e sete meses (entre 6 de novembro de 2015 e 3 de junho de 2022).

A média da Euribor a seis meses subiu de 3,267% em março para 3,516% em abril, mais 0,249 pontos.

No mesmo sentido, a Euribor a três meses, que entrou em 14 de julho em terreno positivo pela primeira vez desde abril de 2015, subiu hoje, para 3,312%, mais 0,032 pontos e um novo máximo desde novembro de 2008.

A taxa Euribor a três meses esteve negativa entre 21 de abril de 2015 e 13 de julho último (sete anos e dois meses).

A média da Euribor a três meses subiu de 2,911% em março para 3,179% em abril, ou seja, um acréscimo de 0,268 pontos percentuais.

As Euribor começaram a subir mais significativamente desde 04 de fevereiro de 2022, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras este ano devido ao aumento da inflação na zona euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022.

Na mais recente reunião de política monetária, em 04 de maio, o BCE voltou a subir, pela sétima vez consecutiva, mas apenas em 25 pontos base, as taxas de juro diretoras, acréscimo inferior ao efetuado em 16 de março, em 2 de fevereiro e em 15 de dezembro, quando começou a desacelerar o ritmo das subidas em relação às duas registadas anteriormente, que foram de 75 pontos base, respetivamente em 27 de outubro e em 08 de setembro.

Em 21 de julho de 2022, o BCE aumentou, pela primeira vez em 11 anos, em 50 pontos base, as três taxas de juro diretoras.

As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respetivamente, de -0,605% em 14 de dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de dezembro de 2021.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

28.4.23

Prestação da casa dá novo salto até 300 euros em maio

Alberto Teixeira, in ECO



A prestação da casa vai dar um novo salto no próximo mês. Os contratos de crédito à habitação cujas condições forem revistas em maio vão registar agravamentos até 300 euros na mensalidade, de acordo com as simulações realizadas pelo ECO.

É uma má notícia para as famílias que já têm de lidar com um aumento do custo de vida. A boa (ou menos má) é que começam as surgir os primeiros sinais de moderação destas subidas.

Ainda assim, quem tem crédito à habitação tão cedo não vai ter um alívio na prestação – ninguém vislumbra um regresso aos níveis anteriores a este ciclo, quando tivemos juros negativos na última década. Ou seja, a prestação deverá manter-se em níveis elevados durante bastante tempo, mesmo que a Euribor deixe de subir ou desça de forma ligeira.

Segundo revelou recentemente o governador do Banco de Portugal, o pico da taxa a 12 meses poderá já ter sido dobrado. Porém, em relação aos prazos de 3 e 6 meses – indexantes utilizados em cerca de 70% dos contratos com taxa variável em Portugal –, os valores máximos destas taxas só deverão ser alcançados no verão, segundo Mário Centeno.

Para maio, as contas estão praticamente fechadas – falta saber o valor da Euribor desta sexta-feira para podermos ter a taxa média mensal final de abril e com base na qual serão calculadas as prestações dos contratos que vão ser revistos no próximo mês.

Tomemos como exemplo um empréstimo de 150 mil euros a 30 anos, com um spread (margem comercial do banco) de 1% em cima de uma destas taxas:Euribor a 3 meses: a prestação que vai pagar nos próximos três meses irá subir para cerca de 731,25 euros, mais de 70,59 euros (+10,7%) em relação à prestação que pagava desde fevereiro; Euribor a 6 meses: a prestação que vai pagar nos próximos seis meses irá chegar aos 739 euros, um aumento de cerca de 129,79 euros (20,57%) em relação à prestação que pagava desde novembro; Euribor a 12 meses:
a prestação que vai pagar nos próximos 12 meses irá subir para cerca de 782,38 euros, quase mais 300,06 euros (62,2%) em relação à prestação que pagou no último ano.

Embora tratando-se de aumentos que nunca se observaram em muitos anos, as subidas começam agora a ser um pouco menos expressivas do que nos meses anteriores. Uma notícia que pouco serve de consolo para as famílias que continuam a sentir fortes restrições nos seus orçamentos por conta da escalada dos preços — embora em queda pelo quinto mês, a taxa de inflação situou-se nos 7,4% em março, em Portugal.


É justamente por causa da pressão inflacionista que o Banco Central Europeu (BCE) tem aumentado as taxas de juro de referência na Zona Euro e a dar gás às Euribor. O objetivo é reprimir o consumo para quebrar a alta inflação e colocar a taxa em direção ao objetivo dos 2%.

O conselho de governadores reúne-se na próxima semana. Desde julho já aumentou os juros em 350 pontos base e não deverá ficar por aqui.

Taxas Euribor disparam

Fonte: Reuters

Para os países onde há um domínio das taxas variáveis nos empréstimos da casa, esta conjuntura é mais penalizadora. É o caso de Portugal, onde cerca de 90% dos empréstimos à habitação estão associados taxa variável.

Para ajudar as famílias com crédito da casa, o Governo avançou com várias medidas para mitigar o impacto da subida dos juros, incluindo a facilitação da renegociação do contrato com o banco ou a bonificação dos juros.

Em março, a taxa de juro média no conjunto dos contratos de crédito à habitação avançou para 2,829%, o valor mais elevado desde 2009.

Ainda de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), o capital médio em dívida era de 62.699 euros, com a prestação média a fixar-se nos 331 euros. Isto significa que, em termos médios, o efeito da subida das Euribor em março vai ser menor do que mostra o cenário base das simulações do ECO – que teve em consideração um empréstimo de 150 mil euros.

O ECO preparou um simulador para calcular a prestação da casa. Faça as contas para o seu caso.

Tenho um crédito à habitação no valor de euros, contratualizado por um prazo de anos, indexado à Euribor a 12 meses (que há um ano estava nos % ), com um spread de %. A prestação da casa que pago atualmente é de 308 euros, mas caso a Euribor a 12 meses passe para %, a prestação passa para 432 euros. (Mude os campos sublinhados para descobrir os números mais próximos da sua previsão.)

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o artigo no browser.

As Euribor são calculadas nos empréstimos que os bancos fazem entre si e usadas depois como indexantes nos contratos financeiros, como os empréstimos para a compra de casa. Têm estado em forte aceleração nos últimos meses, com o mercado a ir a reboque das expectativas de um forte aperto do BCE para controlar a espiral de subida dos preços.

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26.4.23

Endividamento das famílias recua há cinco meses seguidos

in Idealista



Em fevereiro de 2023, o endividamento das famílias recuou pelo quinto mês consecutivo – está a diminuir, em termos mensais, desde outubro –, tendo decrescido 0,2 mil milhões de euros face a janeiro para um total de 151.875.8 mil milhões de euros (152.071.05 mil milhões de euros no primeiro mês do ano), segundo dados divulgados recentemente pelo Banco de Portugal (BdP).


Significa isto que, em tempos económicos conturbados, marcados por alta taxa de inflação e consequente diminuição de poder de compra, bem como de taxas de juro elevadas, os particulares, as famílias, estão a apertar o cinto, nomeadamente no que diz respeito às dívidas que contraíram junto dos bancos com créditos habitação, por exemplo.


Em termos homólogos, no entanto, o endividamento das famílias ainda está a aumentar, tendo crescido 2,95% em fevereiro deste ano face ao mesmo mês do ano passado. Um valor que já é, porém, o mais baixo (em termos homólogos) desde agosto de 2021 (2,91%).

Segundo o BdP, o endividamento do setor não financeiro aumentou 7,6 mil milhões de euros em fevereiro de 2023, tendo o endividamento do setor público subido 9,0 mil milhões de euros. Já o endividamento das empresas privadas e endividamento dos particulares cresceram, respetivamente, 1,2% e 3% em relação a fevereiro de 2022.