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30.5.23

"Nunca houve tantos empregos" em Portugal: Quem o diz é o Governo



Também a taxa de atividade "atingiu o seu nível mais alto desde 2011".

O mercado de trabalho está em níveis elevados e nunca houve tantos empregos em Portugal como no primeiro trimestre do ano, de acordo com o Ministério das Finanças.
 
"Em Portugal, nunca houve tantos empregos e a taxa de atividade atingiu o seu nível mais alto desde 2011. Apesar dessa evolução positiva, nos últimos trimestres a taxa de desemprego aumentou ligeiramente, refletindo um acréscimo no número de pessoas à procura de emprego", escreveram as Finanças, numa publicação partilhada na rede social Twitter.

Segundo o gabinete do ministro Fernando Medina, o "dinamismo do mercado de trabalho explica estas dinâmicas que resultam no maior nível de emprego de que há registo e numa taxa de desemprego que continua em níveis historicamente baixos".

Vale recordar que a taxa de desemprego aumentou para 7,2% no primeiro trimestre do ano, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Trata-se de um "valor superior em 0,7 p.p. ao do 4.º trimestre de 2022 e em 1,3 p.p. ao do 1.º trimestre de 2022".

22.5.23

Euribor sobe a seis meses para novo máximo desde novembro de 2008

Por Lusa, in RTP



A taxa Euribor a 12 meses, que atualmente é a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje, ao ser fixada em 3,893%, mais 0,015 pontos, mas abaixo do máximo desde novembro de 2008, de 3,978%, verificado em 09 de março.

Segundo dados de março de 2023 do Banco de Portugal, a Euribor a 12 meses representa 41% do `stock` de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que a Euribor a seis e três meses representam 33,7% e 22,9%, respetivamente.

A média da taxa Euribor a 12 meses avançou de 3,647% em março para 3,757% em abril, mais 0,110 pontos.

No prazo de seis meses, a taxa Euribor, que entrou em terreno positivo em 06 de junho de 2022, também subiu hoje, para 3,714%, mais 0,007 pontos que na sexta-feira e um novo máximo desde novembro de 2008.

A média da Euribor a seis meses subiu de 3,267% em março para 3,516% em abril, mais 0,249 pontos.

Em sentido contrário, a Euribor a três meses, que entrou em 14 de julho em terreno positivo pela primeira vez desde abril de 2015, recuou hoje, para 3,412%, menos 0,003 pontos, depois de ter subido em 19 de maio para 3,415%, um novo máximo desde novembro de 2008.


A média da Euribor a três meses subiu de 2,911% em março para 3,179% em abril, ou seja, um acréscimo de 0,268 pontos percentuais.

As Euribor começaram a subir mais significativamente a partir de 04 de fevereiro de 2022, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras devido ao aumento da inflação na zona euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022.

Na mais recente reunião de política monetária, em 04 de maio, o BCE voltou a subir, pela sétima vez consecutiva, mas apenas em 25 pontos base, as taxas de juro diretoras, acréscimo inferior ao efetuado em 16 de março, em 02 de fevereiro e em 15 de dezembro, quando começou a desacelerar o ritmo das subidas em relação às duas registadas anteriormente, que foram de 75 pontos base, respetivamente em 27 de outubro e em 08 de setembro.

Em 21 de julho de 2022, o BCE aumentou, pela primeira vez em 11 anos, em 50 pontos base, as três taxas de juro diretoras.

As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respetivamente, de -0,605% em 14 de dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de dezembro de 2021.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

16.5.23

Remuneração média na função pública sobe 4,5% para 1.620 euros em janeiro

Por Lusa, in RTP



"Em janeiro de 2023, o valor da remuneração base média mensal dos trabalhadores a tempo completo no setor das administrações públicas situava-se em 1.619,6 euros, correspondendo a uma variação global média de +3,2% face ao mês de referência do trimestre precedente (outubro 2022), e a uma variação homóloga de +4,5%", pode ler-se na síntese elaborada pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP).

Segundo explica o organismo, o aumento resulta da conjugação da entrada e saída de trabalhadores com diferentes níveis remuneratórios, bem como "das medidas de valorização remuneratória aprovadas para os trabalhadores em funções públicas".


Também o aumento do salário mínimo nacional em 55 euros, para 760 euros, em janeiro, e a atualização da base remuneratória da administração pública, para 761,58 euros, contribuíram para a subida do valor da remuneração média.

Já o ganho médio mensal (que inclui subsídios e suplementos remuneratórios) é estimado pela DGAEP em 1.910,3 euros brutos em janeiro, mais 5,1% em termos homólogos e mais 3,4% em relação a outubro.

"A variação homóloga resulta do aumento da remuneração base média mensal e das restantes componentes do ganho, como subsídios e suplementos regulares e pagamentos por horas suplementares ou extraordinárias", explica a DGAEP.

10.5.23

Presidente do BCE admite novas subidas das taxas de juro

in SIC



Christine Lagarde diz que o Banco Central Europeu vai estar "extremamente atento" aos fatores que pressionam a inflação e, em particular, ao crescimento dos salários em vários países europeus.


Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), admite novas subidas das taxas de juro e alerta que são ainda grandes os riscos de subida da inflação acima das previsões.

No topo das preocupações do Banco Central Europeu está a subida de salários que pode provocar um agravamento generalizado dos preços.

Christine Lagarde disse, por isso, ao jornal japonês Nikkei, que o BCE vai estar "extremamente atento" aos fatores que pressionam a inflação e, em particular, ao crescimento dos salários em vários países europeus.
Taxas de juro aumentaram na passada semana

As declarações da presidente da instituição surgem depois de na passada semana, ter sido anunciado que as taxas de juro vão voltar a aumentar, desta vez em 25 pontos base. Esta é, no entanto, a subida mais ligeira desde que as taxas de juro da zona euro começaram a aumentar para combater a inflação.

Para o verão, os economistas preveem que as mesmas cheguem a máximos dos últimos 22 anos e admitem que ainda poderá ser cedo para o BCE começar a ponderar acabar com este ciclo de aumentos, que já vai em sete subidas consecutivas

4.5.23

Descontos para a Segurança Social crescem 13,5% e sustentam aumentos de pensões

Elisabete Miranda, in Expresso



Subidas dos salários, do emprego e da recuperação de dívidas estão a conduzir a crescimentos recorde no valor dos descontos para a Segurança Social. Sustentabilidade do sistema sai reforçada e ampara a teoria do Governo de que há dinheiro para pagar os dois aumentos de pensões que estão programados


Os descontos de trabalhadores e empresas para a Segurança Social mantiveram no início do ano a sua escalada de crescimento. Entre janeiro e março, chegaram aos cofres do orçamento da Segurança Social 5,79 mil milhões de euros em contribuições e quotizações, mais 13,5% do que um ano antes. O aumento é atribuído ao momento favorável que o mercado de trabalho atravessa, e ao crescimento dos salários médios, que, segundo números avançados no boletim de execução orçamental, estarão a subir em torno de 11%.


Embora as despesas também estejam a subir, nomeadamente com pensões, subsídio de doença, abonos de família e prestações de parentalidade, no cômputo geral, o saldo do orçamento da Segurança Social está a reforçar-se.


De acordo com os números da execução orçamental de março, divulgados no final da passada semana, nos três primeiros meses do ano as receitas efetivas do sistema de Segurança Social ascenderam a 8,68 mil milhões de euros. São mais 6,1% do que nos mesmos meses de 2022 (o chamado período homólogo) e fica a dever-se sobretudo às contribuições sociais, que aumentam 13,5% face ao ano passado.

Embora a taxa de desemprego tenha subido nos últimos meses (passou de 6,7% da população ativa em dezembro para os 6,9% em março deste ano), o nível de emprego também está a subir, tal como a população ativa (o número de pessoas disponíveis para trabalhar). Esta será uma das explicações para o aumento dos descontos para a Segurança Social.

Outra explicação está na subida dos salários. O salário mínimo voltou a aumentar em janeiro deste ano, fixando-se agora nos 760 euros brutos por mês. São mais 7,8% do que há um ano, e, embora esta subida praticamente não tenha efeito nas receitas de IRS, tem tradução direta nos descontos para a Segurança Social. Outra explicação ainda estará na tendência de subida dos salários médios em Portugal.

Ana Mendes Godinho, ministra da Segurança Social, já tinha avançado que em janeiro os salários médios declarados avançaram 8% e, agora, no boletim de execução orçamental da Segurança Social, acrescenta mais dados. “Em fevereiro, registou-se um crescimento homólogo de 3,7% no número de trabalhadores por conta de outrem e de 11,1% no valor das remunerações declaradas”. Ou seja, tanto o emprego como os salários médios continuaram a subir.

A cobrança de contribuições em atraso deu outro empurrão, diz a Direção Geral do Orçamento, que aponta para mais 17,8 milhões de euros face a 2022, embora sem entrar em detalhes.

As despesas também estão a subir, embora de forma menos pronunciada. De acordo com o boletim, a despesa efetiva fixou-se nos 7,09 mil milhões de euros, mais 1,5% (ou 105,5 milhões de euros) face ao ano passado. As pensões, que consomem boa parte da despesa (representam 60% do total) estão a crescer 7% devido ao efeito conjugado da subida da prestação social (a esmagadora maioria teve um aumento de 4,8% em janeiro) e do número de beneficiários.

Segundo o Gabinete de Estatísticas e Planeamento (GEP), o número de pensões tem vindo a crescer tanto em termos mensais como face ao ano passado, com exceção das reformas de invalidez, que são bem menos representativas.

Os subsídios de desemprego e de doença são mais duas prestações sociais com expressão orçamental, mas estão a evoluir em sentido contrário. Entre janeiro e março, a Segurança Social desembolsou 354 milhões de euros em subsídios de desemprego, menos de metade do valor que a chegou a ser suportado no pico mais alto da crise financeira, em 2013.

Na doença, contudo, o sentido é inverso. Foram gastos 250,7 milhões de euros, um valor sem precedentes nos primeiros trimestres dos anos anteriores e que não encontram explicações nos boletins de execução orçamental da Direção Geral do Orçamento nem do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social. Uma parte da subida pode ser justificada pela subida de 8,4% nas prestações sociais em janeiro, devido ao aumento do indexante de apoios sociais (IAS), que faz subir o valor mínimo do subsídio.

Feitas as contas à entrada e saída de dinheiro, em março a Segurança Social tinha um saldo global positivo de 1,58 mil milhões de euros, mais 394,9 milhões de euros face a 2022.

São números que ajudam o Governo a sustentar a tese de que os dois próximos aumentos nas pensões - o adicional em julho e a subida em janeiro de 2024, pelas regras habituais - são acomodáveis, não debilitando a sustentabilidade do sistema previdencial.

27.4.23

União Europeia concedeu 384.245 estatutos de proteção em 2022, maioria a sírios

Por Lusa,  in Expresso



A União Europeia registou, em 2022, um aumento de 240% no acolhimento de requerentes de asilo. A Alemanha lidera a lista, seguida de Itália e Espanha


Um total de 384.245 requerentes de asilo receberam em 2022 estatuto de proteção na União Europeia (UE), um aumento de 240% face a 2021 (275.040), divulgou hoje o Eurostat.

De acordo com os dados do serviço estatístico da UE, no conjunto dos 27 Estados-membros, dos 384.254 requerentes de asilo a quem foi concedido o estatuto de proteção em 2022, quase metade (44%) receberam o estatuto de refugiado, 31% receberam proteção subsidiária e 25% receberam proteção humanitária. Em comparação com 2021, o número de estatutos de refugiado concedidos aumentou 22%, a proteção subsidiária aumentou 48% e a proteção humanitária registou o maior aumento, com 72%.

A Alemanha acolheu o maior número de requerentes de asilo (159.365, 41% do total da UE), seguida pela França (49.990, 13%), Itália (39.660, 10%) e Espanha (35.765, 9%).

Em conjunto, estes cinco países atribuíram 73% de estatutos de proteção a nível da UE.

A maior parte dos pedidos são apresentados por sírios (109.815, 29% do total), seguidos por afegãos (87.530, 23%) e venezuelanos (22.350, 6%).

20.4.23

Euribor sobe nos principais prazos e a 6 meses para um novo máximo desde novembro de 2008

Marta Contreras, in Lusa



Lisboa, 20 abr 2023 (Lusa) - A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses, no prazo intermédio, pela segunda sessão consecutiva, para um novo máximo desde novembro de 2008.


A taxa Euribor a 12 meses, que atualmente é a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje, ao ser fixada em 3,855%, mais 0,030 pontos e contra o máximo desde novembro de 2008, de 3,978%, verificado em 09 de março.

Segundo o Banco de Portugal, a Euribor a 12 meses já representa 43% do ‘stock’ de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável, enquanto a Euribor a seis meses representa 32%.

Após ter disparado em 12 de abril de 2022 para 0,005%, pela primeira vez positiva desde 05 de fevereiro de 2016, a Euribor a 12 meses está em terreno positivo desde 21 de abril de 2022.

A média da Euribor a 12 meses avançou de 3,534% em fevereiro para 3,647% em março, mais 0,113 pontos.

No mesmo sentido, no prazo de seis meses, a taxa Euribor, que entrou em terreno positivo em 06 de junho, avançou hoje, para 3,612%, mais 0,025 pontos e um segundo novo máximo desde novembro de 2008.

A Euribor a seis meses esteve negativa durante seis anos e sete meses (entre 06 de novembro de 2015 e 03 de junho de 2022).


A média da Euribor a seis meses subiu de 3,135% em fevereiro para 3,267% em março, mais 0,132 pontos.

A Euribor a três meses, que entrou em 14 de julho em terreno positivo pela primeira vez desde abril de 2015, também subiu hoje, para 3,211%, mais 0,006 pontos e contra 3,219% em 17 de abril, um novo máximo desde novembro de 2008.

A taxa Euribor a três meses esteve negativa entre 21 de abril de 2015 e 13 de julho último (sete anos e dois meses).

A média da Euribor a três meses subiu de 2,640% em fevereiro para 2,911% em março, ou seja, um acréscimo de 0,271 pontos percentuais.

As Euribor começaram a subir mais significativamente desde 04 de fevereiro de 2022, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras este ano devido ao aumento da inflação na zona euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022.

Na última reunião de política monetária, em 16 de março, o BCE voltou a subir em 50 pontos base as taxas de juro diretoras, acréscimo igual ao efetuado em 02 de fevereiro e em 15 de dezembro, quando começou a desacelerar o ritmo das subidas em relação às duas registadas anteriormente, que foram de 75 pontos base, respetivamente em 27 de outubro e em 08 de setembro.

Em 21 de julho de 2022, o BCE aumentou, pela primeira vez em 11 anos, em 50 pontos base, as três taxas de juro diretoras.

As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respetivamente, de -0,605% em 14 de dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de dezembro de 2021.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

MC // MSF

Lusa/Fim

18.4.23

Governo revê em alta taxa de desemprego para 6,7% este ano

Por lusa, in TSF



Em outubro, no OE2023, as previsões apontavam para uma taxa de desemprego de 5,6%.


O Governo estima uma taxa de desemprego de 6,7% para este ano, no Programa de Estabilidade (PE) 2023-2027 esta segunda-feira apresentado, uma previsão acima dos 5,6% apontados anteriormente.


Os dados estão a ser apresentados pelo ministro das Finanças, Fernando Medina, numa conferência de imprensa em Lisboa.


No PE 2023-2027, que será debatido no parlamento em 26 de abril, o executivo reviu a taxa de desemprego em alta, dos 5,6% estimados em outubro no Orçamento do Estado para 2023 (OE2023), para 6,7%.

Para 2024, o Governo estima que o desemprego desça para 6,4%, em 2025 para 6,2%, em 2026 para 6% e em 2027 para 5,8%, segundo os dados do PE.

8.3.23

Uma em cada quatro crianças da UE em risco de pobreza

in Euronews

O número de crianças à beira da pobreza na União Europeia cresceu 200 000 em 2021, atingindo 19,6 milhões, segundo ONG Save the Children.

Um relatório da ONG recentemente publicado afirma que uma em cada quatro crianças do bloco estava à beira da pobreza e da exclusão social no final de 2021 devido a uma combinação de factores, incluindo o custo de vida, a crise climática, e a pandemia de COVID-19, o que teria resultado numa perda de rendimentos para muitas famílias.

Eric Großhaus, gestor de advocacia responsável pela pobreza infantil e desigualdade social na Save the Children Alemanha, descreveu o número como "devastador" e instou o país, que representa mais de 10% das crianças que vivem em pobreza na UE, "a cumprir finalmente as promessas de combater a pobreza infantil".

A Roménia e a Espanha têm a percentagem mais elevada de crianças em risco de pobreza, com taxas que atingem 41,5% e 33,4% respectivamente. Entretanto, a Finlândia e a Eslovénia apresentavam as percentagens mais reduzidas, com percentagens baixas relativas a adolescentes.

A situação em alguns países para os quais a ONG recolheu dados mais recentes é susceptível de se ter tornado mais desoladora devido à invasão russa da Ucrânia e às consequências negativas que teve nos preços dos alimentos e da energia.

Quarenta por cento dos agregados familiares romenos, por exemplo, viram os seus rendimentos diminuir em 2022, em comparação com o ano anterior. Isto apesar das despesas terem aumentado 98%, de acordo com a ONG.

As crianças de origem migrante, refugiados, requerentes de asilo, crianças indocumentadas e não acompanhadas estão entre as mais atingidas. Também estão em risco as crianças de famílias monoparentais, famílias desavantajadas, crianças com deficiência e crianças pertencentes a minorias étnicas.

A Save the Children afirma que encara com esperança a implementação da Garantia Europeia da Criança a fim de prevenir e combater a exclusão social, garantindo o acesso efetivo das crianças a um conjunto de serviços-chave, incluindo educação e cuidados infantis gratuitos, educação gratuita, cuidados de saúde gratuitos, nutrição saudável e habitação adequada.

A proposta foi introduzida pela Comissão Europeia em 2019, tendo o Conselho adotado a recomendação proposta em Junho de 2021. Contudo, apenas 19 dos 27 estados membros do bloco apresentaram o Plano de Acção Nacional que lhes foi exigido que apresentassem até meados de março de 2022.

"A Garantia Europeia da Criança é a chave para enfrentar a crescente desigualdade e proporcionar um futuro melhor a milhões de crianças. Os governos devem assegurar-se de que aproveitam plenamente este quadro de luta contra a pobreza infantil e utilizar planos de acção nacionais para o implementar corretamente", disse a diretora da Save the Children Europe numa declaração.

"Chegou o momento de tomar decisões arrojadas e obter financiamento estratégico para expandir rapidamente a proteção e mitigar a queda das crises para as actuais e futuras gerações de crianças", acrescentou Ylva Sperling.

23.2.23

Desemprego sobe em janeiro pelo sexto mês consecutivo com mais 4,9%

Maria Caetano, in Jornal de Negócios

Centros IEFP registavam no final do mês mais 15.081 desempregados. Imobiliário e comércio deram os maiores contributos para a subida.

O número de desempregados com inscrição ativa nos centros do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) voltou a aumentar em janeiro, pelo sexto mês consecutivo, com um crescimento de 4,9%.

No final do mês passado, havia 322.086 desempregados inscritos nos centros de emprego do país, mais 15.081 que um mês antes, indicam as últimas estatísticas do IEFP, divulgadas nesta segunda-feira.

O total de desemprego registado em fim de mês manteve-se ainda inferior a um ano antes, em 9,5% (menos 33.782), mas os novos indicadores prosseguem no arranque de 2023 a tendência de deterioração das condições no mercado de trabalho que se verifica já desde o final do verão do ano passado.
Desde agosto que os centros de emprego nacionais têm vindo mensalmente a aumentar o número total de inscrições no desemprego. Face a julho, o último mês de janeiro terminou com mais 44.620 registos de desemprego ativos no IEFP, ou mais 16%.

O primeiro mês deste ano fica marcado por um forte subida no número de novos registos de desemprego. Foram 55.841, mais 26,9% que em dezembro.

O ritmo de ofertas de emprego e de colocações também subiu expressivamente no último mês – 61,7%, para 10.973, e 36,7%, para 7.525, respetivamente - mas foi insuficiente para mitigar o aumento do fluxo de novos desempregados.

Olhando apenas para os dados dos centros IEFP de Portugal continental, a partir dos quais é possível ver os sectores de atividade na origem da subida do desemprego, o imobiliário, o comércio, e também o turismo são os maiores responsáveis pelo aumento mensal no número total de desempregados.

Em janeiro, as atividades do imobiliário somaram mais 4.579 desempregados, mais 5,6%, que um mês antes. Foi a maior subida em termos absolutos.

O comércio também registou mais 2.157 desempregados, num crescimento de 8,5%, e as atividades do turismo - alojamento e restauração, mais sazonais – chegaram ao final de janeiro com mais 1.496 desempregados com inscrição no IEFP, ou mais 4,9%.

Os diferentes sectores da atividade industrial, da construção e da energia também viram subir o total de desemprego registado, com mais 2.344 inscrições em centros IEFP que um mês antes, ou mais 4,6%.

Particularmente, a construção somou mais 741 desempregados, ou mais 4,3%, com o aumento mais expressivo em termos absolutos.

A indústria alimentar e do tabaco contou também mais 447 desempregados, num crescimento de 8,5%.

Desemprego aumenta 4,9% no mês de janeiro

Sónia Santos Pereira, in DN

Há mais 15 mil pessoas inscritas nos centros de emprego.

O número de desempregados aumentou 4,9% em janeiro face ao mês anterior. Entre dezembro de 2022 e janeiro deste ano contabilizam-se mais 15 mil pessoas sem emprego, avançou esta segunda-feira o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS).

Já o número de desempregados inscritos no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) em janeiro apresentou uma redução de 9,5% face a igual mês de 2022, totalizando 322.097 pessoas.

O valor do desemprego jovem em janeiro de 2023 apresentou uma diminuição 6,4% (menos 2.421 jovens) face ao mesmo mês do ano anterior.

Em janeiro, havia 35.397 jovens em situação de desemprego e a percentagem do desemprego jovem (11%) face ao desemprego total manteve-se em linha com a registada no mês homólogo (10,6%), diz o comunicado.

O desemprego de longa duração registou uma diminuição homóloga de 29% (menos 50.477 pessoas). A percentagem do desemprego de longa duração (38,5%) face ao desemprego total também baixou comparativamente com a registada no mês homólogo (49%).

Em janeiro deste ano, estavam 123.864 pessoas em situação de desemprego de longa duração, mais 1,8% do que em dezembro de 2022.

Por regiões, verificaram-se descidas em termos homólogos em todo o país, com exceção do Alentejo. O MTSSS destaca a redução de 12,5% na região de Lisboa.

A nível setorial, em termos homólogos, registaram-se descidas nos setores secundário (-8,6%) e terciário (-9%), e uma subida no setor agrícola (+2,3%).

9.2.23

Desemprego aumentou para 6,5% no quarto trimestre, mas média de 2022 fecha nos 6%

Cátia Mateus,  in Expresso

Os últimos três meses do ano ficam marcados por um aumento de 12,1% na população empregada, face ao trimestre anterior, mas a taxa de desemprego, mesmo assim, subiu para 6,5%

A taxa de desemprego em Portugal aumentou 0,7 pontos percentuais para 6,5% no quatro trimestre de 2022, face aos 5,8% do terceiro trimestre. Os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que este indicador ficou em 6% no cálculo global do ano, um recuo de 0,6 pontos percentuais face a 2021. É preciso recuar até 2011 para encontrar uma taxa de desemprego anual mais baixa.

Os indicadores dos últimos meses já faziam antever o que esta quarta-feira se confirmou: um aumento da taxa nacional de desemprego no quarto trimestre de 2022. As estimativas do INE apontam para um total de 342,7 mil desempregados no país, entre outubro e dezembro, número que traduz um aumento de 12,1% (36,9 mil pessoas) quando comparado com o trimestre anterior e 3,7% (12,1 mil) tendo em consideração o período homólogo.

No mesmo período, a população empregada diminuiu 0,5% em cadeia, ou seja, face ao terceiro trimestre do ano passado, para 4,9 milhões de pessoas. Apesar disso, na comparação homóloga verifica-se um aumento na mesma ordem (0,5%), com a população empregada a aumentar 23,9 mil pessoas.

A análise trimestral dos indicadores mostra ainda que a população inativa com 16 ou mais anos recuou 0,1%, para 3,6 milhões pessoas e registou uma diminuição ainda mais pronunciada (1,1%) na comparação homóloga, com menos 40,2 mil inativos contabilizados pelo INE.

Já o indicador da subutilização do trabalho - que agrega a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego, mas não disponíveis, e os inativos disponíveis mas que não procuram ativamente emprego - aumentou 5,0% (30,0 mil pessoas) face ao trimestre anterior e 0,5% (3,0 mil) na comparação homóloga.

DESEMPREGO JOVEM DIMINUIU EM 2022, MAS O DE LONGA DURAÇÃO AUMENTA

Na contabilização anual dos dados o balanço é mais positivo, desde logo porque o desemprego entre os jovens com menos de 24 anos recuou 4,4 pontos percentuais para 19,0% face a 2021. No último ano, a média anual da população empregada foi de 4,9 milhões de pessoas, mais 96,4 mil (2,0%) face ao ano anterior. Em sentido inverso, a população desempregada, estimada em 313,9 mil pessoas, diminuiu 7,3% contabilizando-se na média do ano menos 24,9 mil desempregados do que em 2021.

Com estes números, a taxa de desemprego ficou nos 6%, em 2022, traduzindo uma redução de 0,6 pontos percentuais face ao ano anterior. Trata-se da taxa de desemprego anual mais baixa registada no país desde 2011. Por sua vez, a taxa de subutilização do trabalho foi de 11,4%, sinalizando também uma redução de 1,1 pontos percentuais na comparação homóloga.

Há, porém, um sinal de alerta nestes indicadores: o desemprego de longa duração. Segundo os indicadores divulgados esta quarta-feira pelo INE, a proporção população desempregada há 12 ou mais meses (longa duração) foi de 45,2% em 2022, agravando-se em 1,8 pontos percentuais face ao ano anterior. Mais, 63,7 dos desempregados de longa duração estavam nessa situação há 24 ou mais meses.

Taxas Euribor sobem a três e a 12 meses e descem a seis

Por Lusa, in SIC Notícias

Segundo o Banco de Portugal, a Euribor a 12 meses já representa 43% do 'stock' de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável.
A taxa Euribor subiu esta segunda-feira a três e a 12 meses, no prazo mais curto para um novo máximo desde janeiro de 2009, e desceu a seis meses face a sexta-feira.

Euribor a 12 meses

A taxa Euribor a 12 meses, que atualmente é a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu hoje, ao ser fixada em 3,401%, mais 0,027 pontos, contra 3,446 em 02 de fevereiro, um novo máximo desde dezembro de 2008.

Segundo o Banco de Portugal, a Euribor a 12 meses já representa 43% do 'stock' de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável, enquanto a Euribor a seis meses representa 32%.

Após ter disparado em 12 de abril para 0,005%, pela primeira vez positiva desde 05 de fevereiro de 2016, a Euribor a 12 meses está em terreno positivo desde 21 de abril.

A média da Euribor a 12 meses avançou de 3,018% em dezembro para 3,338% em janeiro, mais 0,320 pontos.

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Euribor a seis meses

Já a taxa Euribor a seis meses, que entrou em terreno positivo em 06 de junho, baixou hoje, para 3,008%, menos 0,003 pontos, depois de se ter fixado em 3,029% também em 02 de fevereiro, um novo máximo também desde dezembro de 2008.

A média da Euribor a seis meses subiu de 2,560% em dezembro para 2,864% em janeiro, mais 0,304 pontos. A Euribor a seis meses esteve negativa durante seis anos e sete meses (entre 06 de novembro de 2015 e 03 de junho de 2022).

Euribor a três meses

Em sentido contrário, a Euribor a três meses, que entrou em 14 de julho em terreno positivo pela primeira vez desde abril de 2015, subiu hoje, ao ser fixada em 2,565%, mais 0,020 pontos e um novo máximo desde janeiro de 2009.

A taxa Euribor a três meses esteve negativa entre 21 de abril de 2015 e 13 de julho último (sete anos e dois meses).

A média da Euribor a três meses subiu de 2,063% em dezembro para 2,354% em janeiro, ou seja, um acréscimo de 0,291 pontos.Está à procura de casa? Desde 2007 que não havia tão poucas à venda
Subidas significativas começaram há um ano

As Euribor começaram a subir mais significativamente desde 04 de fevereiro de 2022, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras este ano devido ao aumento da inflação na zona euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022.

Na última reunião de política monetária, em 02 de fevereiro, o BCE voltou a subir em 50 pontos base as taxas de juro diretoras, acréscimo igual ao efetuado em 15 de dezembro, quando começou a desacelerar o ritmo das subidas em relação às duas registadas anteriormente, que foram de 75 pontos base, respetivamente em 27 de outubro e em 08 de setembro.

Em 21 de julho, o BCE tinha aumentado pela primeira vez em 11 anos, em 50 pontos base, as três taxas de juro diretoras.

As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respetivamente, de -0,605% em 14 de dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de dezembro de 2021.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

3.2.23

Desemprego na Europa estabilizou em dezembro, mas registou subida entre os jovens

Rita Robalo Rosa, in Expresso

A taxa de desemprego em dezembro de 2022 fixou-se em 6,6% na zona euro e em 6,1% na União Europeia (UE), estabilizando assim face a novembro. Mas a taxa de desemprego jovem aumentou na UE em relação a novembro

A taxa de desemprego em dezembro de 2022 fixou-se em 6,6% na zona euro e em 6,1% na União Europeia (UE), o que representa uma redução face a dezembro de 2021 (7% e 6,4%, respetivamente). Face a novembro o desemprego estabilizou, indicam os dados do Eurostat divulgados esta quarta-feira. A taxa de desemprego subiu em oito países, face a novembro, entre eles Portugal.

O gabinete estatístico europeu “estima que 13,148 milhões de homens e mulheres na UE, dos quais 11,048 milhões na zona euro, estavam desempregados em dezembro de 2022”. Ou seja, mais 28 mil pessoas na UE e 23 mil na zona euro na variação em cadeia.

Ao compararmos com 2021 há uma redução de 518 mil e 494 mil na UE e zona euro, respetivamente.

Relativamente ao género, a taxa de desemprego é maior nas mulheres que nos homens, ainda que tenha estabilizado em ambos face ao mês anterior. Assim, em dezembro, a taxa de desemprego das mulheres era de 6,4% na UE e 7% na zona euro, e a dos homens era de 5,8% na UE e 6,3% na zona euro.

De ressalvar que os dados da zona euro ainda não incluem a Croácia, uma vez que esta só entrou para o grupo em 2023.

Em dezembro, Espanha registou a taxa de desemprego mais elevada da UE (13,1%, mais que os 13% de novembro), seguindo-se a Grécia e Itália (11,6% e 7,8%, respetivamente, ambos com os mesmos valores que em novembro)

Portugal tem a nona taxa de desemprego mais elevada (6,7%), e fica acima da média europeia. Portugal foi um dos oito países europeus em que a taxa de desemprego subiu, em dezembro, face ao mês anterior.

Com a taxa de desemprego mais baixa encontramos a Chéquia (2,3%), seguida da Polónia e Alemanha (2,3% em ambas).

No total, a taxa de desemprego desceu em 11 países europeus, sendo a descida mais pronunciada a da Áustria (de 5,5% em novembro para 5% em dezembro).

Os jovens parecem estar a ser os mais afetados pela crise - pelo menos a nível de emprego. Se a taxa de desemprego geral estabilizou face a novembro e diminuiu face a dezembro de 2021, o mesmo não se pode dizer da taxa de desemprego entre os jovens (menos de 25 anos).

De acordo com o Eurostat, havia, em dezembro, 2,862 milhões de jovens desempregados na UE, dos quais 2,311 milhões na zona do euro. Assim, a taxa de desemprego jovem fixou-se em 15% na UE e 14,8% na zona euro, o que compara com 14,8% nas duas regiões no mês de novembro.

“Em comparação com novembro de 2022, o desemprego jovem aumentou em 30 mil na UE e em 3 mil na zona euro. Em comparação com dezembro de 2021, o desemprego juvenil aumentou 209 mil na UE e 156 mil na zona do euro”, lê-se na nota do gabinete.

Novamente, é em Espanha que se encontra a taxa mais elevada (quase nos 30%), mas é na Alemanha que encontramos a taxa de desemprego jovem mais baixa da UE (5,8%). Contudo, não há dados disponíveis da Roménia.

Em Portugal a taxa de desemprego jovem é de 18,5%, o que fica acima da média europeia. Portugal tem a 12ª taxa mais elevada da UE de desemprego jovem e a nona em termos de desemprego geral.

1.2.23

Taxa de desemprego sobe para 6,7% em dezembro, máximo desde junho de 2021

Por lusa, in Observador

Os dados provisórios divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística revelam que em dezembro de 2022 a taxa de desemprego subiu para 6,7%, o valor mais elevado desde junho de 2021.

A taxa de desemprego subiu para 6,7% em dezembro de 2022, o valor mais elevado desde junho de 2021 e que compara com 6,5% em novembro e 5,9% em dezembro de 2021, segundo dados provisórios divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com as Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego do INE, “em dezembro de 2022, a taxa de desemprego aumentou para 6,7%, o valor mais elevado desde junho de 2021, quando foi de 6,8%”.

Este destaque do INE reviu em alta a taxa de desemprego de novembro do ano passado dos inicialmente estimados 6,4% para 6,5%, valor superior em 0,4 pontos percentuais ao do mês anterior e em 0,3 pontos percentuais ao de um ano antes.