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13.4.23

SC da Misericórdia Albufeira | Exposição “a nossa pele arco-iris”

in Mais Algarve



A semana da interculturalidade está de regresso entre 3 e 16 de abril, com atividades por todo o país. Em Albufeira, o projeto Albufeira GerAção CLDS 4G dinamiza a exposição gratuita “a nossa pele arco-íris.” A mostra de desenhos, realizados pelas crianças do 4.º A da Escola EB1 dos Brejos, decorre no Espaço Em Con_tato (Rua António Aleixo) entre as 09:00 e as 17:00 de segunda a sexta-feira.


Os desenhos são inspirados no livro que leva o mesmo nome, da autoria da psicóloga colombiana Manuela Molina. A obra serviu de motor para a realização de atividades de sensibilização com o público infantil, que resultaram em belas ilustrações.

“A nossa pele arco-íris” é um convite para falarmos sobre as nossas diferenças e, também, sobre o que nos une como seres humanos. A exposição visa encorajar novos e crescidos a tratarem todos os seres humanos com o mesmo respeito e compaixão.

Refira-se que a celebração da semana da interculturalidade é promovida, desde 2014, pela Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal com a colaboração do Alto Comissariado para as Migrações (ACM), como nas edições anteriores, e da OIM Portugal. A iniciativa visa promover diálogos e relacionamentos entre culturas, através da dinamização de diversas iniciativas por todo o país, para mobilizar a comunidade local para o combate à pobreza e exclusão social, contribuindo para uma sociedade mais justa e inclusiva.

27.6.22

Da Ucrânia com Amor: UA recebe exposição de fotografia e crónicas de guerra

in Aveiro Mag

No próximo dia 15 de junho, pelas 18h00, na Biblioteca da Universidade de Aveiro (UA), será inaugurada a exposição “Da Ucrânia com Amor”, uma iniciativa do Projeto Globalização e Identidades (CLLC), no âmbito do Colóquio “A Guerra na Europa e a redefinição de uma identidade europeia”. O trabalho testemunhal de Adriano Miranda, fotojornalista e enviado especial do jornal Público à Ucrânia, lança um olhar atento e sensível sobre o conflito que atualmente assola a Europa.

Às imagens captadas por Adriano Miranda juntam-se as palavras, reflexões sobre a dor, medo e alienação – sobre a capacidade de resistência e esperança, também – que encontrou no olhar daqueles que mais diretamente sentem os efeitos da guerra. Estas imagens, “as fotografias que [o autor] nunca quis fazer”, e estes textos, organizados num conjunto de dez crónicas publicadas em março passado, podem ser visitados até ao dia 15 de julho.

A partir do Piso 0 da Biblioteca, cada uma destas crónicas propõe-se a rasgar a harmonia de uma paisagem que espelha o céu e se estende até o horizonte. Com a imagem da Ria como pano de fundo, emergem o caos e o absurdo de uma guerra que, até há pouco tempo, numa Europa pautada por valores de democracia, liberdade e paz, se afigurava improvável. Esta dissonância entre o belo da paisagem e a barbárie da guerra deverá provocar inquietude e, sobretudo, convidar a uma reflexão sobre o momento presente.

Adriano Miranda é fotógrafo do jornal Público desde 1996 e, atualmente, professor de Fotografia no IPCI-Porto e na Escola Superior de Jornalismo do Porto. Tem participado em diversas exposições na Europa e na América Latina e está representado em várias coleções em Portugal e no estrangeiro. O seu trabalho tem sido reconhecido através da atribuição de múltiplos prémios, nomeadamente o Prémio na categoria de Retrato da Estação Imagem 2011, Prémio Gazeta 2017, Prémio de jornalismo da Rede Europeia Anti-pobreza 2019, 2020 e Menção Honrosa em 2021. Publica de forma assídua, assinalando-se, no último ano, as obras Emergência366, Vozes ao Alto – 100 Histórias na história do Partido Comunista Português e E no Princípio era a Água, publicada com o Alto Patrocínio da Organização das Nações Unidas.

Colóquio reúne vários convidados

O Colóquio “A Guerra na Europa e a redefinição de uma identidade europeia”, que decorrerá no 15 de junho, a partir das 16h00, no Centro de Jazz da Biblioteca da UA, conta com as intervenções de Patrícia Silva (UA), Gillian Moreira (UA), Miguel Viegas (UA), Vitaliy Venislavskyy (Universidade de Lisboa) e moderação de Rolando Santos (TVI/CNN Portugal) para uma discussão que pretende constituir-se como um momento de reflexão acerca de uma ideia de identidade europeia continuadamente (re)construída sobre os acontecimentos sociais e políticos que atravessam a Europa contemporânea.

O colóquio e a inauguração da exposição, a qual pode também ser visitada em formato virtual, serão transmitidos em direto no canal de YouTube da UA.

 

15.6.22

Documentário expõe vídeos racistas com crianças africanas vendidos em redes sociais na China

in DN

O documentário da BBC, com o título Racism for Sale ("Racismo à venda", em português), mostra como criadores de conteúdo chineses venderam vídeos de crianças no Malawi a gritar insultos raciais contra negros, proferidos em chinês.

Um documentário produzido pela cadeia televisiva BBC expôs um esquema de exploração de crianças vulneráveis em África para produzir vídeos racistas que são depois difundidos nas redes sociais chinesas, suscitando críticas do governo do Malawi.

O documentário de 49 minutos, publicado na segunda-feira, com o título Racism for Sale ("Racismo à venda", em português) mostra como criadores de conteúdo chineses venderam vídeos de crianças no Maláui a gritar insultos raciais contra negros, proferidos em chinês.

Num desses vídeos, que remonta a fevereiro de 2020, um grupo de crianças africanas foi instruído a repetir a frase, sem entenderem o que estão a dizer, "sou um monstro negro e o meu QI [Quociente de Inteligência] é baixo".

Como cliente, basta enviar o pedido, com a frase e requisitos, para o criador de conteúdo. Os vídeos não são apenas de conteúdo racista, incluindo muitas vezes desejos de feliz aniversário, bom ano novo, ou anúncios para empresas chinesas.

Depois de analisarem e cruzarem centenas de vídeos semelhantes, com recurso a imagens de satélite do Google Earth, a equipa da BBC encontrou o local onde o vídeo foi filmado: uma vila nos arredores de Lilongué, a capital do país africano.

Alguns dos vídeos identificados na investigação foram vendidos nas redes sociais chinesas Weibo e Huoshan, entre outras aplicações chinesas de partilha de vídeos.

O preço destes vídeos varia entre o equivalente a 10 e 70 euros.

A ministra dos Negócios Estrangeiros, Nancy Tembo, expressou "consternação" com o caso.

"Estão a usar os nossos filhos para enriquecer, o que é mau. Isto é algo que um malauiano não pode aceitar. Estão a desonrar-nos como malauianos", afirmou.

"A polícia e os assuntos internos estão a investigar e vamos envolver os nossos colegas chineses para ajudar a identificar este homem. Apelo às autoridades locais para estarem sempre alertas nas suas comunidades e também aos pais para protegerem sempre os seus filhos", disse, referindo-se ao autor dos vídeos.

21.10.21

Crato inaugura exposição contra a pobreza e a desigualdade (C/ Fotos)

in Rádio Campanário

A Câmara Municipal do Crato associa-se, de novo, à Rede Europeia Anti Pobreza – Portugal, para assinalar o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza e Exclusão Social e o Dia Mundial para a Igualdade, comemorados a 18 e 24 de outubro, respetivamente.

Este ano, o Município decidiu assinalar esta união através de uma exposição de bonecos feitos à mão pelos membros das várias associações e instituições do concelho. A mostra artística artesanal foi inaugurada esta quarta-feira, dia 20, no Jardim Temático da Moagem, e estará exposta e aberta ao público até ao final deste mês.

Desta iniciativa, juntamente com a Câmara Municipal do Crato, fazem parte a Universidade Sénior do Crato, a Escola Profissional Agostinho Roseta, o Agrupamento de Escolas do Crato, o Jardim Infantil A Eira, a União de Freguesias do Crato, Flor da Rosa e Vale do Peso, a Junta de Freguesia de Monte da Pedra, a Associação Linhas e Tesouras, a CLDS 4G, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, a Santa Casa da Misericórdia do Crato, a Santa Casa da Misericórdia de Gáfete, o Lar de Aldeia da Mata e o Lar de Vale do Peso.



10.9.21

Artista Miguel Januário (±maismenos±) levou o mundo polarizado para a galeria Underdogs

in JN

O artista Miguel Januário (±maismenos±) inaugura hoje, na galeria Underdogs, em Lisboa, uma exposição em que o visitante é convidado a escolher um lado, acabando por fazer com que haja duas formas diferentes de ver a mostra.

"Yes or No Future" ("Sim ou Não há Futuro", tradução livre em português), que se insere no projeto ±maismenos±, que Miguel Januário desenvolve há vários anos e reflete sobre o modelo de organização política, social e económica que gere a vida nas sociedades atuais, tem duas leituras, ou três para quem quiser ficar confuso, e a escolha é feita logo à entrada.

"O título [da mostra] já traz em si um duplo significado, que é a ideia de um futuro binário, um futuro 'sim ou não', polarizado. Ou a ideia de dizer 'sim', com um sentido que é autoritário, que é 'sim, ou não há futuro'", explicou à agência Lusa, durante uma visita à exposição.

Quem entra na galeria é convidado a escolher entre os dois lados, que estão materializados em óculos, uns com lentes azuis e outros com lentes vermelhas, que permitirão que se faça leituras diferentes das mesmas obras.

Esta escolha faz com que haja "duas formas de ver a exposição". "Ou três, se não escolheres", disse, acrescentando que "quem está no meio das duas perspetivas fica confuso".

Segundo o artista, "quem escolher o sim acaba por ser mais submisso àquilo que é a realidade, ao sistema, a aceitar mais o sistema" e, "quem diz não, vê um pouco o lado de lá da realidade que é proposta hoje em dia, na sociedade".

Nos novos trabalhos que apresenta, o artista e designer gráfico toca "vários temas, do Mercado, da Comunicação, da Publicidade, da Economia e da Política".

"No fundo, isto acaba por ser uma crítica à sociedade polarizada que vivemos, a esta sociedade dos populismos, das divisões, que, do meu ponto de vista, se tem vindo a reforçar, desde o início deste século, até do final do século passado. Mais ou menos desde a queda do Muro de Berlim [em 1989] que isso se tem acentuado", referiu o artista.

Para Miguel Januário, "com a pandemia isso vai ser muito mais presente, muito mais visível".

Em "Yes or No Future", há vários tipo de peças, "com abordagens muito diferentes em termos de linguagens e de materiais", e na maioria estão frases e expressões sobrepostas que dão as tais leituras diferentes de uma mesma obra.

Há um conjunto de obras que refletem mais sobre Comunicação: "Sobre a forma como comunicamos, daí estarem com este aspeto de mupi de rua iluminado, e terem dois lados - um lado mais floreado da Publicidade e da Comunicação, em que todos podemos ser espetaculares se usarmos aquelas marcas; e outro da luta, da intervenção, do compromisso com a transformação social", descreveu.

Em cada uma das peças há "duas realidades que se sobrepõem: uma mais fantasiosa da beleza e da estética e outra mais de luta, de intervenção, também ela muitas vezes transformada em floreado".

Numa outra peça, em cimento, Miguel Januário escreveu a definição de "Entropia Social", que ficou por baixo de uma série de cartazes, que, tal como nas ruas, vão cobrindo muros com várias camadas de papel.

Nessas camadas, cortou as palavras Lei e Ordem, "os mecanismos que impedem a entropia social, através do uso da violência, do exército, das autoridades" e, para conseguir ler-se a definição daquela expressão, é necessário recorrer a um telemóvel.

Uma das paredes da galeria ficou parcialmente ocupada com uma série de palavras -- Liberdade, Esperança, Respeito, Justiça ou Tolerância -, através das quais é feita uma "alusão ao mercado de valores, mas dos valores humanos". "Tudo o que é valor humano transformou-se em valor económico", referiu o artista sobre a peça onde, atrás de cada palavra, estão números que vão mudando, subindo e descendo, tal como quadros nas bolsas de valores de Lisboa ou Nova Iorque.

A mostra inclui também, entre outras, uma peça de vídeo, onde dois vídeos são sobrepostos - um com imagens de publicidade, entretenimento, espetáculo, futebol, desporto e outro de guerra, manifestações, protestos - "com lógica, dando dois lados da realidade", que são distinguidos, mais uma vez, com recursos aos óculos escolhidos à entrada.

No meio da galeria foram colocadas duas peças que deverão fazer as delícias das crianças, um balancé e um pequeno carrossel, e que são "um resumo da exposição": "Os vermelhos e os azuis andam a girar, e enquanto um está em baixo o outro está em cima".

"Yes or No Future", de entrada livre, estará patente até 16 de outubro.

Em simultâneo, pode visitar-se, no espaço cápsula da galeria Underdogs, "Cazzo!", exposição do artista e designer italiano Fiumani, radicado há dez anos em Portugal.

Na Underdogs, Fiumani apresenta uma série de trabalhos novos, "entre eles bastante diferentes em termos de técnicas, mas com um fio condutor que é a temática".

O título da exposição é um palavrão, quando traduzido para português, mas é uma expressão que os italianos utilizam como os portugueses usam 'caraças', explicou o artista à Lusa.

A mostra surgiu numa fase "difícil da vida, tanto pessoal como do mundo". E, nesses tempos, Fiumani andou a perguntar-se "quando é a altura certa para dizer 'caraças, isto não pode andar mais para a frente assim'".

"Quando é que chega o ponto de dizer 'isto não dá mais'? A exposição tem um lado muito sentimental e social e os dois encontram-se nesta exclamação", disse.

Como é habitual no seu trabalho, as obras que Fiumani tem expostas na Underdogs foram criadas com recurso a desperdício.

"Tudo o que está aqui é desperdício: ferro, plástico, borrachas, madeira. Tudo menos os ecrãs", referiu, acrescentando que, nesta exposição, além do desperdício tentou juntar a tecnologia.

"E aqui levanta-se outra questão, que é muito fulcral nos tempos que vivemos: como é que a tecnologia está a transformar-nos enquanto humanos?", explicou.

Fiumani deixa uma reflexão, como está escrito numa das peças: Estará a tecnologia a transformar os humanos numa "cultura de clones robóticos", que "não conseguem passar um dia sem uma app aberta ou ir a lado nenhum sem recorrer ao google maps"?

3.11.16

Projecto 'Não engolimos Sapos' chega a Lisboa com exposição

in Público on-line

Metade dos estabelecimentos visitados pelo projecto, que luta contra esta prática discriminatória da etnia cigana, acabaram por retirar os sapos de loiça.

O projecto "Não engolimos Sapos" andou pelo país a convencer os comerciantes a retirarem os sapos de loiça dos estabelecimentos contra a entrada de pessoas ciganas e chega este sábado a Lisboa com uma exposição de fotografias e sapos "libertados".

Em declarações à agência Lusa, o autor das fotografias e mentor do projecto explicou que tudo começou em Outubro de 2015, no decorrer de uma formação para profissionais de órgãos de comunicação social, em que um activista da SOS Racismo perguntou o que cada um poderia fazer no seu local de trabalho em prol da comunidade cigana.

Logo aí surgiu a ideia de fotografar sapos de loiça, que os comerciantes frequentemente têm à porta dos estabelecimentos para evitar a entrada de pessoas ciganas, que começou a ganhar corpo em Janeiro de 2016 quando abriram as candidaturas ao Fundo de Apoio à Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas (FAPE 2016) e com o apoio da SOS Racismo.

"A ideia foi sempre uma ideia proactiva e não de crítica ao comerciante, ou seja, sensibilizando-os e não culpabilizando-os", adiantou Rui Farinha.

Entre Julho e Agosto, com a companhia de vários elementos da comunidade cigana foram visitados 44 estabelecimentos comerciais de Braga, Figueira da Foz, Gondomar, Porto e Lisboa, sendo que a primeira visita decorre a 13 de Julho a um café da cidade de Braga.

"Entrávamos de t-shirt [branca, com o logótipo 'Não engolimos Sapos'] e as pessoas perguntavam logo se estávamos ali por causa do bicho. Tínhamos um folheto, que líamos, e depois explicávamos a campanha", contou.

Como consequência, conseguiram que em metade dos estabelecimentos visitados fossem retirados os sapos de loiça, ao mesmo tempo que davam uma tabuleta para ser colocada na porta de entrada onde se lia "Aberto a todos", "Aberto à diversidade" ou "Fechado ao preconceito".
"O resultado foi muito positivo porque nós estávamos à espera de uma percentagem na casa dos 25% e nunca dos 50%, claramente", frisou Rui Farinha.

Em 12 desses estabelecimentos, os comerciantes consentiram que lhes fosse tirada uma fotografia e são essas 12 fotografias que vão estar expostas a partir deste sábado e até dia 12 de Outubro nas instalações do Alto-Comissariado para as Migrações, em Lisboa.

"A fotografia aqui não funciona tanto como um elemento estético, mas mais como um prémio para todos os comerciantes que aderiram e foram sensíveis. É uma memória para o futuro", adiantou. Além das fotografias, vão também estar expostos dez sapos "libertados", que os comerciantes dispensaram.

Depois de Lisboa, a exposição segue para o Porto, a 14 de Outubro, no Teatro Rivoli, integrada no Festival de Cinema MICAR. Depois irá passar por Braga, Gondomar, Figueira da Foz, Mafra e Mora, mas ainda sem data definida. A exposição em Lisboa inaugura às 16h, com debate entre comerciantes, comunidade cigana e participantes no projecto.

Recorde-se que o filme a Balada de um Batráquio, uma curta da jovem realizadora Leonor Teles que recebeu este ano um Urso de Ouro do Festival de Cinema de Berlim, estava precisamente centrado nesta superstição de colocar sapos de louça à porta das lojas para impedir a entrada de ciganos. No filme, Leonor Teles, que tem raízes ciganas por parte do pai, destruía vários desses sapos em frente à câmara.