in Expresso
“Conhecemos a importância estratégica do sector social, queremos aprofundar o papel das Misericórdias e o trabalho em conjunto com transparência”, disse o primeiro-ministro ao falar na abertura do 12.º congresso das Misericórdias
O primeiro-ministro lançou esta quinta-feira um "desafio para um programa de parcerias com as Misericórdias na área sociais, criando equipas para dar melhor justiça social, acesso a serviços", no quadro de igualdade de oportunidade e respeito pelos direitos, ao falar na abertura do 12.º congresso das Misericórdias, que hoje se iniciou no Fundão.
"Conhecemos a importância estratégica do sector social, queremos aprofundar o papel das Misericórdias e o trabalho em conjunto com transparência,", disse António Costa, que reafirmou o compromisso do Estado com o movimento das Misericórdias, como sempre fizeram os governos socialistas.
"Queremos mais crescimento, melhor emprego, melhor igualdade, para isso é preciso ultrapassar os défices de crescimento e imperioso acelerar as condições para criar emprego, assegurar efectivo combate à pobreza e exclusão", disse ainda o PM, que sublinhou que uma "nova vida das políticas sociais está no centro da agenda do governo desde primeiro dia".
Segundo António Costa, outro grande desafio de Portugal é o envelhecimento da população e o aumento do número de dependentes, que o Programa nacional de Reformas também prevê, nomeadamente com a expansão da rede de cuidados de saúde com valências que respondam a cuidados integrados, cuidados continuados, ao domicilio ou ambulatório para idosos e dependentes.
Neste contexto de solidariedade, o PM referiu também que Portugal já é hoje o segundo pais que mais refugiados recebe na Europa. E a presença territorial das Misericórdias estabelece as bases de uma maior coesão no interior, afirmou.
Na sessão de abertura falou ainda Silva Peneda, presidente da assembleia Geral das Misericórdias (sucedeu a Maria de Belém Roseira), que sublinhou a importância da economia social. "Ela abrange 10 mil instituições, que empregam 250 mil trabalhadores, o que representa 6% do PIB e 5% da população ativa e pode trazer respostas valiosas para o emprego, inclusão e luta contra a pobreza, aprendizagem ao longo da vida e acesso a serviços de qualidade".
Quanto ao presidente das Misericórdias, Manuel de Lemos, referiu que a presença do primeiro-ministro " é sinal político claro do apoio às Misericórdias.".
" Nem sequer acho bom que o setor social queira substituir -se ao Estado. O nosso papel é cooperar com o Estado e neste plano ponderar, quando o Estado solicitar, se é possível e até onde responder a essa solicitação. Compromissos implicam expectativas, implicam investimentos, conte connosco como parceiros ativos, sérios e leais", afirmou.
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6.6.16
13.1.16
Governo quer saber se hospitais entregues às misericórdias servem interesse público
Andreia Sanches, in Público on-line
Executivo anula entrega de unidades de Santo Tirso e S. João da Madeira, que estava prevista para o início deste ano. Transferências já concretizadas em Serpa, Anadia e Fafe também vão ser avaliadas.
Já não vai acontecer. O Ministério da Saúde anulou a passagem dos hospitais de Santo Tirso e de S. João da Madeira para a alçada das santas casas das misericórdias locais. Diz que o fez em nome do interesse público. A tutela quer agora avaliar também a “eventual mais-valia” dos acordos celebrados pelo anterior Executivo com as misericórdias de Serpa, Anadia e Fafe, que no ano passado passaram a gerir os hospitais das respectivas localidades.
A decisão de devolver as unidades hospitalares de Santo Tirso e S. João da Madeira, nacionalizados no pós-25 de Abril, às santas casas respectivas tinha sido tomada pelo Governo liderado por Passos Coelho. Tudo deveria acontecer no primeiro dia deste ano. Contudo, o actual ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, suspendeu o processo e, em Dezembro, pediu parecer ao Tribunal de Contas (TdC).
Agora, o TdC fez saber que os contratos de aquisição de serviços celebrados com instituições sem fins lucrativos que tenham por objecto os serviços de saúde estão, à luz da lei, isentos de visto. E Adalberto Campos Fernandes anunciou a sua decisão: “O Ministério da Saúde decidiu anular os despachos de homologação da celebração dos Acordos de Cooperação entre a Administração Regional de Saúde do Norte, I.P. e as Santas Casas das Misericórdias de Santo Tirso e de S. João da Madeira.”
A decisão — que apanhou de surpresa as misericórdias — foi ponderada, “considerando que os estudos e o modelo económico-financeiro que estão na base dos Acordos de Cooperação suscitam fundadas dúvidas sobre a efectiva defesa do interesse público” e “considerando que os utentes, os profissionais de saúde e as autarquias têm evidenciado o seu desacordo relativamente a estes processos”, faz saber o Ministério da Saúde em comunicado.
Mas na autarquia de S. João da Madeira há críticas à decisão. Ricardo Figueiredo (eleito presidente da câmara nas autárquicas de 2013, renunciou ao mandato, estando marcadas para 24 deste mês novas eleições) considera “incompreensível” e “preocupante” a medida.
“No que diz respeito ao seu hospital, os sanjoanenses não têm tido razões para confiar no Estado, nomeadamente desde que encerrou a urgência e o nosso hospital foi colocado na dependência do Hospital de S. Sebastião”, diz Ricardo Figueiredo, actualmente presidente da Comissão Administrativa.
“O Estado tem desabilitado o hospital ao longo do tempo, e continuou muito recentemente, com a retirada de equipamentos, suspensão da marcação de consultas de Oftalmologia, supressão de utentes da Fisioterapia, encerramento da Consulta da Dor, anúncio da transferência da consulta de Psiquiatria...”
Já “o acordo com a Misericórdia de S. João da Madeira permitia inverter este ciclo negativo, através do acréscimo de especialidades e serviços, nomeadamente meios complementares de diagnóstico e terapêutica”, prossegue. Ia até “ser criada cirurgia de internamento e havia a possibilidade de se transformar a consulta aberta em serviço de urgência”. Sem acordo, diz, “o desmantelamento” poderá ser o destino da unidade hospitalar.
Questões em aberto
No seu comunicado, o ministério lembra ainda que os acordos que visavam a transferência dos dois hospitais “foram objecto de homologação pelo então Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, em 12 de Novembro de 2015, após a rejeição do Programa do XX Governo, de que era membro, a 10 de Novembro de 2015”. Sem que nada justificasse a pressa.
“O Ministério da Saúde e a União das Misericórdias Portuguesas irão proceder à avaliação dos acordos de cooperação efectuados anteriormente, através da Comissão de Acompanhamento prevista nos contratos, de forma a poder-se evidenciar a sua eventual mais-valia para o interesse público”, prossegue o Executivo. Contactado pelo PÚBLICO, Manuel de Lemos, presidente da União das Misericórdias, diz que só se pronunciará depois de uma reunião que está previsto acontecer nesta quarta-feira no Ministério da Saúde.
Recorde-se que o anterior Governo iniciou um processo de devolução às misericórdias de alguns dos hospitais que depois de 1974 foram nacionalizados. Os primeiros três a serem transferidos foram os de Anadia, Serpa e Fafe. A transferência aconteceu no ano passado. Os acordos de cooperação celebrados implicavam a transferência de 7,1 milhões de euros por ano.
Previa-se que a 1 de Janeiro desde ano o mesmo tivesse acontecido com o de São João da Madeira (que integra o Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga) e o de Santo Tirso (Centro Hospitalar do Médio Ave). Não aconteceu.
Em Santo Tirso, o presidente da câmara Joaquim Couto congratula-se com a anulação do processo. “O SNS, nós sabemos como funciona. Já a misericórdia, disse que ia aumentar as valências, mas olhando para o acordo de cooperação o que se percebe é que haveria uma diminuição”, disse ao PÚBLICO.
O autarca lembra que a unidade hospitalar de Santo Tirso tem perdido serviços e doentes “que procuram o sector privado ou vão para o Porto”, que “muitos médicos e enfermeiros têm saído” e que “não havia nenhuma garantia que as coisas fossem melhorar com a misericórdia” a tomar conta dos destinos do hospital.
“A Câmara Municipal de Santo Tirso tem estado em diálogo permanente com o actual Ministério da Saúde, tendo tido conhecimento de que está a ser preparado um Plano de Acção para o Centro Hospitalar do Médio Ave que irá repor o equilíbrio de funcionamento do Hospital de Santo Tirso”, nota ainda o presidente em comunicado.
Já da Santa Casa de Santo Tirso há apenas um comentário. “A instituição foi apanhada de surpresa. Já fizemos um pedido de esclarecimento oficial”, diz Carla Medeiros, responsável pela comunicação.
“Cegueira ideológica”
“Acabou de ser escrita uma página negra na história da nossa terra”, reage, por seu lado, o provedor da misericórdia de S. João da Madeira, José António Pais Vieira. “Não há lógica nem razoabilidade na actual decisão do Ministério da Saúde.”
Crítico é também Pedro Mota Soares, ex-ministro da Solidariedade e Segurança Social. “É uma reversão errada, é uma reversão ineficiente e antiquada”, defendeu o deputado à Lusa. “Estes hospitais sempre foram das misericórdias, foi o Estado que os roubou quando os nacionalizou.”
Mota Soares, que no anterior Executivo foi um dos decisores da “política de contratualização” com o chamado sector social, anunciou que o CDS vai apresentar uma iniciativa legislativa para a manutenção dessa política, bem como promover uma audição pública com dirigentes e profissionais deste sector, na área da saúde e da educação. Sobre a decisão do ministro da Saúde considera que revela “uma cegueira ideológica”. E que não é eficiente. “É ineficiente porque as despesas em saúde feitas pelas misericórdias têm uma regra globalmente comprovada: conseguimos fazer mais serviço às pessoas a um custo mais em conta e, acima de tudo, ganha-se em humanismo o que se perde em burocracia.”
Executivo anula entrega de unidades de Santo Tirso e S. João da Madeira, que estava prevista para o início deste ano. Transferências já concretizadas em Serpa, Anadia e Fafe também vão ser avaliadas.
Já não vai acontecer. O Ministério da Saúde anulou a passagem dos hospitais de Santo Tirso e de S. João da Madeira para a alçada das santas casas das misericórdias locais. Diz que o fez em nome do interesse público. A tutela quer agora avaliar também a “eventual mais-valia” dos acordos celebrados pelo anterior Executivo com as misericórdias de Serpa, Anadia e Fafe, que no ano passado passaram a gerir os hospitais das respectivas localidades.
A decisão de devolver as unidades hospitalares de Santo Tirso e S. João da Madeira, nacionalizados no pós-25 de Abril, às santas casas respectivas tinha sido tomada pelo Governo liderado por Passos Coelho. Tudo deveria acontecer no primeiro dia deste ano. Contudo, o actual ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, suspendeu o processo e, em Dezembro, pediu parecer ao Tribunal de Contas (TdC).
Agora, o TdC fez saber que os contratos de aquisição de serviços celebrados com instituições sem fins lucrativos que tenham por objecto os serviços de saúde estão, à luz da lei, isentos de visto. E Adalberto Campos Fernandes anunciou a sua decisão: “O Ministério da Saúde decidiu anular os despachos de homologação da celebração dos Acordos de Cooperação entre a Administração Regional de Saúde do Norte, I.P. e as Santas Casas das Misericórdias de Santo Tirso e de S. João da Madeira.”
A decisão — que apanhou de surpresa as misericórdias — foi ponderada, “considerando que os estudos e o modelo económico-financeiro que estão na base dos Acordos de Cooperação suscitam fundadas dúvidas sobre a efectiva defesa do interesse público” e “considerando que os utentes, os profissionais de saúde e as autarquias têm evidenciado o seu desacordo relativamente a estes processos”, faz saber o Ministério da Saúde em comunicado.
Mas na autarquia de S. João da Madeira há críticas à decisão. Ricardo Figueiredo (eleito presidente da câmara nas autárquicas de 2013, renunciou ao mandato, estando marcadas para 24 deste mês novas eleições) considera “incompreensível” e “preocupante” a medida.
“No que diz respeito ao seu hospital, os sanjoanenses não têm tido razões para confiar no Estado, nomeadamente desde que encerrou a urgência e o nosso hospital foi colocado na dependência do Hospital de S. Sebastião”, diz Ricardo Figueiredo, actualmente presidente da Comissão Administrativa.
“O Estado tem desabilitado o hospital ao longo do tempo, e continuou muito recentemente, com a retirada de equipamentos, suspensão da marcação de consultas de Oftalmologia, supressão de utentes da Fisioterapia, encerramento da Consulta da Dor, anúncio da transferência da consulta de Psiquiatria...”
Já “o acordo com a Misericórdia de S. João da Madeira permitia inverter este ciclo negativo, através do acréscimo de especialidades e serviços, nomeadamente meios complementares de diagnóstico e terapêutica”, prossegue. Ia até “ser criada cirurgia de internamento e havia a possibilidade de se transformar a consulta aberta em serviço de urgência”. Sem acordo, diz, “o desmantelamento” poderá ser o destino da unidade hospitalar.
Questões em aberto
No seu comunicado, o ministério lembra ainda que os acordos que visavam a transferência dos dois hospitais “foram objecto de homologação pelo então Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, em 12 de Novembro de 2015, após a rejeição do Programa do XX Governo, de que era membro, a 10 de Novembro de 2015”. Sem que nada justificasse a pressa.
“O Ministério da Saúde e a União das Misericórdias Portuguesas irão proceder à avaliação dos acordos de cooperação efectuados anteriormente, através da Comissão de Acompanhamento prevista nos contratos, de forma a poder-se evidenciar a sua eventual mais-valia para o interesse público”, prossegue o Executivo. Contactado pelo PÚBLICO, Manuel de Lemos, presidente da União das Misericórdias, diz que só se pronunciará depois de uma reunião que está previsto acontecer nesta quarta-feira no Ministério da Saúde.
Recorde-se que o anterior Governo iniciou um processo de devolução às misericórdias de alguns dos hospitais que depois de 1974 foram nacionalizados. Os primeiros três a serem transferidos foram os de Anadia, Serpa e Fafe. A transferência aconteceu no ano passado. Os acordos de cooperação celebrados implicavam a transferência de 7,1 milhões de euros por ano.
Previa-se que a 1 de Janeiro desde ano o mesmo tivesse acontecido com o de São João da Madeira (que integra o Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga) e o de Santo Tirso (Centro Hospitalar do Médio Ave). Não aconteceu.
Em Santo Tirso, o presidente da câmara Joaquim Couto congratula-se com a anulação do processo. “O SNS, nós sabemos como funciona. Já a misericórdia, disse que ia aumentar as valências, mas olhando para o acordo de cooperação o que se percebe é que haveria uma diminuição”, disse ao PÚBLICO.
O autarca lembra que a unidade hospitalar de Santo Tirso tem perdido serviços e doentes “que procuram o sector privado ou vão para o Porto”, que “muitos médicos e enfermeiros têm saído” e que “não havia nenhuma garantia que as coisas fossem melhorar com a misericórdia” a tomar conta dos destinos do hospital.
“A Câmara Municipal de Santo Tirso tem estado em diálogo permanente com o actual Ministério da Saúde, tendo tido conhecimento de que está a ser preparado um Plano de Acção para o Centro Hospitalar do Médio Ave que irá repor o equilíbrio de funcionamento do Hospital de Santo Tirso”, nota ainda o presidente em comunicado.
Já da Santa Casa de Santo Tirso há apenas um comentário. “A instituição foi apanhada de surpresa. Já fizemos um pedido de esclarecimento oficial”, diz Carla Medeiros, responsável pela comunicação.
“Cegueira ideológica”
“Acabou de ser escrita uma página negra na história da nossa terra”, reage, por seu lado, o provedor da misericórdia de S. João da Madeira, José António Pais Vieira. “Não há lógica nem razoabilidade na actual decisão do Ministério da Saúde.”
Crítico é também Pedro Mota Soares, ex-ministro da Solidariedade e Segurança Social. “É uma reversão errada, é uma reversão ineficiente e antiquada”, defendeu o deputado à Lusa. “Estes hospitais sempre foram das misericórdias, foi o Estado que os roubou quando os nacionalizou.”
Mota Soares, que no anterior Executivo foi um dos decisores da “política de contratualização” com o chamado sector social, anunciou que o CDS vai apresentar uma iniciativa legislativa para a manutenção dessa política, bem como promover uma audição pública com dirigentes e profissionais deste sector, na área da saúde e da educação. Sobre a decisão do ministro da Saúde considera que revela “uma cegueira ideológica”. E que não é eficiente. “É ineficiente porque as despesas em saúde feitas pelas misericórdias têm uma regra globalmente comprovada: conseguimos fazer mais serviço às pessoas a um custo mais em conta e, acima de tudo, ganha-se em humanismo o que se perde em burocracia.”
7.1.16
Campanha de recolha de brinquedos alerta para sentimento de partilha entre crianças
In "RTP"
Está a decorrer uma campanha nacional de recolha de brinquedos com com apoio da união das misericordias portuguesas.
A campanha tem por objetivo levar as crianças a perceber o sentimento de partilha de brinquedos. A campanha também é destinada a pais e educadores de infância.
A psicóloga Inês Afonso Marques destaca que a partilha é um processo de aprendizagem e que deve ver um modelo de partilha nos país e educadores no quotidiano.
Está a decorrer uma campanha nacional de recolha de brinquedos com com apoio da união das misericordias portuguesas.
A campanha tem por objetivo levar as crianças a perceber o sentimento de partilha de brinquedos. A campanha também é destinada a pais e educadores de infância.
A psicóloga Inês Afonso Marques destaca que a partilha é um processo de aprendizagem e que deve ver um modelo de partilha nos país e educadores no quotidiano.
3.2.15
Manuel Lemos. “Em Portugal, só passa fome quem quer”
Marta Cerqueira, in iOnline
Manuel Lemos está há nove anos à frente das Misericórdias. “Ajudamos diariamente 150 mil pessoas, o que é o dobro de há dez anos”
O cargo de presidente da União das Misericórdias chegou-lhe às mãos depois da junção de uma série de factores: estava divorciado e, por isso, com mais disponibilidade, os filhos tinham o percurso encaminhado e reunia experiência na área social, acrescendo ao facto de ser católico. “Existem muitas instituições de solidariedade, mas nenhuma se assemelha às Misericórdias”, diz com o orgulho de quem gere as 400 em território português e ajuda no trabalho das mais 4200 em todo o mundo. Aos 65 anos, os planos começam a ser feitos a curto prazo, sendo a primeira prioridade acabar o mandato actual, já com os olhos postos numa “responsabilidade maior”, a da sucessão.
Em que é que a crise mudou as Misericórdias?
No plano interno houve um movimento de agregação, porque percebemos que nenhuma Misericórdia pode viver por si. No plano externo tivemos de aprender a fazer mais com menos, tendo em conta que a procura aumentou. As pessoas passaram a ter mais consciência das Misericórdias como uma instituição que pode realmente ajudar em alturas de dificuldade.
Ao mesmo tempo, nota que as pessoas ficam mais solidárias em tempos de crise?
Claro que sim. Os portugueses, nessas matérias, são muito emotivos, tomam as dores dos outros com muita facilidade, mas também se esquecem com a mesma facilidade. Temos o exemplo de Timor, que teve uma onda de solidariedade nunca vista, mas que passou rápido. As pessoas têm dificuldade em manter uma solidariedade permanente e habituaram-se a descarregar o que é mau no Estado e nas instituições.
O perfil de quem pede ajuda mudou?
Os que já pediam continuam a pedir, mas passaram a aparecer mais jovens que, normalmente, só numa fase mais avançada da vida é que tomariam consciência da presença das Misericórdias.
Deparam-se com muitos casos de pobreza envergonhada?
Sempre notámos isso. Aliás, as 700 Misericórdias italianas especializaram-se em pobreza envergonhada e temos pedido ajuda para enfrentar o problema em Portugal
Ser pobre é um estigma?
É uma questão de auto-estima, acima de tudo. Já vi casos de pais que estão desempregados mas que todos os dias se vestem como se fossem trabalhar, para os filhos não perceberem. Quando abrimos as cantinas sociais, só o pai ia ao local buscar comida para a família toda, para evitar expor a mulher e os filhos. Acabámos por ter de facilitar e permitir que as pessoas levassem comida para casa.
Mas as necessidades mudaram?
Há um conceito mais alargado de pobreza, de quem teve de mudar os seus padrões de vida. Somos um país pobre da União Europeia, mas a nossa pobreza não é a de há 30 anos. Na célebre manifestação de 15 de Setembro, ouvi uma senhora dizer “quero a minha vida de volta”. Percebi-a, ela pedia a expectativa de vida dela de volta. Estamos a falar da classe média que comprou casa e carro, fazia férias no estrangeiro e, de repente, se viu sem nada disso. Isso entra num plano íntimo das pessoas que se manifesta numa agressividade latente, no ar triste do dia-a-dia, nos insultos ao governo e, agora, até à oposição.
Ainda conseguem dar resposta a todos os pedidos de ajuda?
So far, so good. Mas toda esta situação levou a uma enorme descapitalização das Misericórdias, temos muitas Misericórdias nas lonas.
Quantas pessoas assistem?
Ajudamos diariamente 150 mil pessoas, o que é o dobro de há dez anos. Se a isso juntarmos a assistência hospitalar, esse número cresce exponencialmente.
Quais são os principais problemas sociais do nosso país?
Temos dois gravíssimos: a baixa natalidade e o envelhecimento da população.
O aumento da esperança média de vida arrasta consigo um conjunto de fragilidades do ser humano que se manifesta, por exemplo, nas urgências hospitalares.
O que pode ser feito para inverter a situação?
Do lado do envelhecimento, há muito a fazer e há três actores que precisam de se sentar à mesa sem preconceitos: a Saúde, a Segurança Social e as instituições da sociedade civil. Quanto à natalidade, devíamos termos 2,1 filhos para garantir a renovação das gerações e eu, como tenho dois filhos, já dei a minha contribuição (risos). É preciso criar condições para que as pessoas tenham filhos e, para isso, não basta baixar o IRS ou dar mais tempo às mães para ficarem em casa. Diz-se que os jovens são egoístas e não querem ter filhos, mas eu acho que os jovens se preocupam e muito com o futuro que podem dar aos filhos e, por isso, ser pai passou a ser uma decisão tão ponderada.
Como classifica o comportamento do governo face à solidariedade social?
Face às pessoas, este governo foi uma desilusão, tendo em conta que lhes cortou reformas, subsídios, etc. Em relação às instituições, este governo foi exemplar, porque se sentou a conversar connosco. O governo percebeu que, sem nós, tínhamos tido uma situação muito pior. Quando se diz que somos a almofada social, nós somos a almofada, o travesseiro, o edredão, o colchão com penas.
É um apoiante deste governo?
É comum dizerem isso, mas eu não apoio o governo, apoio as Misericórdias. Se o governo quer conversar comigo sobre isso, claro que me interessa, mas se o governo me vem dizer o que fazer, já não me interessa. Eu sei que é fácil bater em Passos Coelho, mas atendeu-me sempre que eu precisei. Não é muito cool dizer isto, mas é verdade.
Foram obrigados a pedir mais apoio ao Estado nos últimos anos?
Tem sido difícil, porque o Estado não tem dinheiro. Só conseguimos continuar a fazer o nosso trabalho porque houve o esforço de fazer mais com menos.
Mas as Misericórdias também têm sido uma ajuda para o Estado. Veja-se agora o caso das urgências.
A abertura de hospitais da Misericórdia para apoiar os do SNS vai ser inevitável. O nosso objectivo não é ter lucro, é atender as pessoas, e isso vai continuar a acontecer desde que o Estado seja justo e pague, pelo menos, aquilo que lhe custa a ele.
Quais são as vantagens deste aumento de poder das Misericórdias nos hospitais?
Não acho que seja uma questão de poder, mas sim de serviço. O Estado tinha nacionalizado tudo, depois devolveu tudo e só faltava devolver os hospitais. Tivemos uma paciência infinita.
É de esperar alguma mudança significativa?
Queremos aumentar as respostas e é por isso que vamos avançar com um seguro de saúde das Misericórdias. O Estado pode não estar interessado, mas as pessoas sim, e contam com um valor de Misericórdia. A saúde é um factor determinante para a fixação das populações. Havendo um bom serviço de saúde, as pessoas não sentem necessidade de sair do local onde vivem, entrando num processo de renovação local.
A vossa gestão vai ser diferente da que era feita pelo ministério?
Não tenho a prepotência de achar que somos melhores que os gestores públicos, mas a nossa natureza dá-nos uma maior rapidez na resposta do que a que o Estado pode oferecer. Se um provedor diz que quer um ecógrafo, o Estado tem de fazer um concurso público. Nas Misericórdias podemos comprar no próprio dia, e isso muda tudo.
O que é que as Misericórdias ganham com a gestão hospitalar?
O cumprimento da nossa missão. Cuidar dos doentes é uma das obras da Misericórdia e é importante lembrar que, se um hospital fechar porque o provedor quis, ele passa de bestial a besta mais depressa que um treinador de futebol. A população não perdoa que uma coisa que foi criada há 500 anos faça algo contra ela.
E as cantinas sociais, outra das bandeiras das Misericórdias, continuam a ter muita procura?
O número estabilizou e diminuiu em alguns casos.
Mas acha que a fome ainda é um problema em Portugal?
Em algumas zonas urbanas e bairros sociais é um problema, sim. Mas também digo que, em Portugal, só passa fome quem quer. Há quem passe fome por desconhecimento da presença das cantinas sociais e temos também os casos de pobreza envergonhada que preferem não pedir ajuda. Mas não é por falta de resposta.
Os problemas são os mesmos em todo o país?
Não, há uma grande diferença entre o urbano e o rural e, às vezes, basta uma distância de 20 quilómetros para se ver as diferenças. Uma pessoa do interior tem de andar vários quilómetros para chegar ao hospital; em Lisboa, basta uma viagem de metro. No entanto, no meio rural, basta ir ao quintal para se ter animais e legumes para a alimentação, coisa que não acontece na cidade. Há pessoas que acham que Portugal, por ser pequeno, é todo igual, mas as diferenças são enormes.
Mota Soares disse que os portugueses batem mais rapidamente à porta de uma Misericórdia que do Estado. Concorda?
Batem de outra forma, batem com a certeza que são mais bem tratados. É diferente entrar em casa de um amigo ou em casa da nossa família e, ainda que o Estado seja o amigo, a Misericórdia faz parte da família.
A esquerda em Portugal ainda é a ala mais solidária?
O PS tem uma tradição fantástica e única de ligação ao sector social que o PSD e o CDS estão a recuperar. Temos provedores de todos os partidos, temos inclusive muitos do PCP que são pessoas fantásticas e merecem todo o mérito. Mas não ando a perguntar a cada provedor qual é a sua preferência política.
Mas diria que tem mais provedores de esquerda?
Não, tenho muitos simpatizantes com o PSD. Houve uma ideia que uma certa esquerda mais folclórica e liberal criou que as Misericórdias seriam uma coisa do passado, uma coisa de velhinhos, mas já se percebeu que não corresponde à verdade.
Um governo liderado por António Costa seria diferente a nível social?
Ainda não tive oportunidade de falar sobre isso com António Costa mas, em teoria, as preocupações mantêm-se, as formas de actuar é que são diferentes.
O seu nome é apontado como o mais certo para substituir Silva Peneda no Conselho Económico e Social. Como tem sido abordado o tema?
Não me tenho preocupado nada com isso. Fiquei muito surpreendido, mas não entra na minha equação.
Não pensa aceitar o cargo?
Esse cargo é de exclusividade. Não seria compatível com a presidência da União das Misericórdias.
Entre os dois cargos, qual escolheria?
A União das Misericórdias. Uma coisa é fazer uma substituição pontual de um presidente e ficar lá uns meses. Para ajudar, estou sempre disponível, mas para ficar em permanência não.
Quem acha que seria a pessoa ideal?
(risos) Pergunte ao dr. Passos Coelho ou ao dr. António Costa.
Manuel Lemos está há nove anos à frente das Misericórdias. “Ajudamos diariamente 150 mil pessoas, o que é o dobro de há dez anos”
O cargo de presidente da União das Misericórdias chegou-lhe às mãos depois da junção de uma série de factores: estava divorciado e, por isso, com mais disponibilidade, os filhos tinham o percurso encaminhado e reunia experiência na área social, acrescendo ao facto de ser católico. “Existem muitas instituições de solidariedade, mas nenhuma se assemelha às Misericórdias”, diz com o orgulho de quem gere as 400 em território português e ajuda no trabalho das mais 4200 em todo o mundo. Aos 65 anos, os planos começam a ser feitos a curto prazo, sendo a primeira prioridade acabar o mandato actual, já com os olhos postos numa “responsabilidade maior”, a da sucessão.
Em que é que a crise mudou as Misericórdias?
No plano interno houve um movimento de agregação, porque percebemos que nenhuma Misericórdia pode viver por si. No plano externo tivemos de aprender a fazer mais com menos, tendo em conta que a procura aumentou. As pessoas passaram a ter mais consciência das Misericórdias como uma instituição que pode realmente ajudar em alturas de dificuldade.
Ao mesmo tempo, nota que as pessoas ficam mais solidárias em tempos de crise?
Claro que sim. Os portugueses, nessas matérias, são muito emotivos, tomam as dores dos outros com muita facilidade, mas também se esquecem com a mesma facilidade. Temos o exemplo de Timor, que teve uma onda de solidariedade nunca vista, mas que passou rápido. As pessoas têm dificuldade em manter uma solidariedade permanente e habituaram-se a descarregar o que é mau no Estado e nas instituições.
O perfil de quem pede ajuda mudou?
Os que já pediam continuam a pedir, mas passaram a aparecer mais jovens que, normalmente, só numa fase mais avançada da vida é que tomariam consciência da presença das Misericórdias.
Deparam-se com muitos casos de pobreza envergonhada?
Sempre notámos isso. Aliás, as 700 Misericórdias italianas especializaram-se em pobreza envergonhada e temos pedido ajuda para enfrentar o problema em Portugal
Ser pobre é um estigma?
É uma questão de auto-estima, acima de tudo. Já vi casos de pais que estão desempregados mas que todos os dias se vestem como se fossem trabalhar, para os filhos não perceberem. Quando abrimos as cantinas sociais, só o pai ia ao local buscar comida para a família toda, para evitar expor a mulher e os filhos. Acabámos por ter de facilitar e permitir que as pessoas levassem comida para casa.
Mas as necessidades mudaram?
Há um conceito mais alargado de pobreza, de quem teve de mudar os seus padrões de vida. Somos um país pobre da União Europeia, mas a nossa pobreza não é a de há 30 anos. Na célebre manifestação de 15 de Setembro, ouvi uma senhora dizer “quero a minha vida de volta”. Percebi-a, ela pedia a expectativa de vida dela de volta. Estamos a falar da classe média que comprou casa e carro, fazia férias no estrangeiro e, de repente, se viu sem nada disso. Isso entra num plano íntimo das pessoas que se manifesta numa agressividade latente, no ar triste do dia-a-dia, nos insultos ao governo e, agora, até à oposição.
Ainda conseguem dar resposta a todos os pedidos de ajuda?
So far, so good. Mas toda esta situação levou a uma enorme descapitalização das Misericórdias, temos muitas Misericórdias nas lonas.
Quantas pessoas assistem?
Ajudamos diariamente 150 mil pessoas, o que é o dobro de há dez anos. Se a isso juntarmos a assistência hospitalar, esse número cresce exponencialmente.
Quais são os principais problemas sociais do nosso país?
Temos dois gravíssimos: a baixa natalidade e o envelhecimento da população.
O aumento da esperança média de vida arrasta consigo um conjunto de fragilidades do ser humano que se manifesta, por exemplo, nas urgências hospitalares.
O que pode ser feito para inverter a situação?
Do lado do envelhecimento, há muito a fazer e há três actores que precisam de se sentar à mesa sem preconceitos: a Saúde, a Segurança Social e as instituições da sociedade civil. Quanto à natalidade, devíamos termos 2,1 filhos para garantir a renovação das gerações e eu, como tenho dois filhos, já dei a minha contribuição (risos). É preciso criar condições para que as pessoas tenham filhos e, para isso, não basta baixar o IRS ou dar mais tempo às mães para ficarem em casa. Diz-se que os jovens são egoístas e não querem ter filhos, mas eu acho que os jovens se preocupam e muito com o futuro que podem dar aos filhos e, por isso, ser pai passou a ser uma decisão tão ponderada.
Como classifica o comportamento do governo face à solidariedade social?
Face às pessoas, este governo foi uma desilusão, tendo em conta que lhes cortou reformas, subsídios, etc. Em relação às instituições, este governo foi exemplar, porque se sentou a conversar connosco. O governo percebeu que, sem nós, tínhamos tido uma situação muito pior. Quando se diz que somos a almofada social, nós somos a almofada, o travesseiro, o edredão, o colchão com penas.
É um apoiante deste governo?
É comum dizerem isso, mas eu não apoio o governo, apoio as Misericórdias. Se o governo quer conversar comigo sobre isso, claro que me interessa, mas se o governo me vem dizer o que fazer, já não me interessa. Eu sei que é fácil bater em Passos Coelho, mas atendeu-me sempre que eu precisei. Não é muito cool dizer isto, mas é verdade.
Foram obrigados a pedir mais apoio ao Estado nos últimos anos?
Tem sido difícil, porque o Estado não tem dinheiro. Só conseguimos continuar a fazer o nosso trabalho porque houve o esforço de fazer mais com menos.
Mas as Misericórdias também têm sido uma ajuda para o Estado. Veja-se agora o caso das urgências.
A abertura de hospitais da Misericórdia para apoiar os do SNS vai ser inevitável. O nosso objectivo não é ter lucro, é atender as pessoas, e isso vai continuar a acontecer desde que o Estado seja justo e pague, pelo menos, aquilo que lhe custa a ele.
Quais são as vantagens deste aumento de poder das Misericórdias nos hospitais?
Não acho que seja uma questão de poder, mas sim de serviço. O Estado tinha nacionalizado tudo, depois devolveu tudo e só faltava devolver os hospitais. Tivemos uma paciência infinita.
É de esperar alguma mudança significativa?
Queremos aumentar as respostas e é por isso que vamos avançar com um seguro de saúde das Misericórdias. O Estado pode não estar interessado, mas as pessoas sim, e contam com um valor de Misericórdia. A saúde é um factor determinante para a fixação das populações. Havendo um bom serviço de saúde, as pessoas não sentem necessidade de sair do local onde vivem, entrando num processo de renovação local.
A vossa gestão vai ser diferente da que era feita pelo ministério?
Não tenho a prepotência de achar que somos melhores que os gestores públicos, mas a nossa natureza dá-nos uma maior rapidez na resposta do que a que o Estado pode oferecer. Se um provedor diz que quer um ecógrafo, o Estado tem de fazer um concurso público. Nas Misericórdias podemos comprar no próprio dia, e isso muda tudo.
O que é que as Misericórdias ganham com a gestão hospitalar?
O cumprimento da nossa missão. Cuidar dos doentes é uma das obras da Misericórdia e é importante lembrar que, se um hospital fechar porque o provedor quis, ele passa de bestial a besta mais depressa que um treinador de futebol. A população não perdoa que uma coisa que foi criada há 500 anos faça algo contra ela.
E as cantinas sociais, outra das bandeiras das Misericórdias, continuam a ter muita procura?
O número estabilizou e diminuiu em alguns casos.
Mas acha que a fome ainda é um problema em Portugal?
Em algumas zonas urbanas e bairros sociais é um problema, sim. Mas também digo que, em Portugal, só passa fome quem quer. Há quem passe fome por desconhecimento da presença das cantinas sociais e temos também os casos de pobreza envergonhada que preferem não pedir ajuda. Mas não é por falta de resposta.
Os problemas são os mesmos em todo o país?
Não, há uma grande diferença entre o urbano e o rural e, às vezes, basta uma distância de 20 quilómetros para se ver as diferenças. Uma pessoa do interior tem de andar vários quilómetros para chegar ao hospital; em Lisboa, basta uma viagem de metro. No entanto, no meio rural, basta ir ao quintal para se ter animais e legumes para a alimentação, coisa que não acontece na cidade. Há pessoas que acham que Portugal, por ser pequeno, é todo igual, mas as diferenças são enormes.
Mota Soares disse que os portugueses batem mais rapidamente à porta de uma Misericórdia que do Estado. Concorda?
Batem de outra forma, batem com a certeza que são mais bem tratados. É diferente entrar em casa de um amigo ou em casa da nossa família e, ainda que o Estado seja o amigo, a Misericórdia faz parte da família.
A esquerda em Portugal ainda é a ala mais solidária?
O PS tem uma tradição fantástica e única de ligação ao sector social que o PSD e o CDS estão a recuperar. Temos provedores de todos os partidos, temos inclusive muitos do PCP que são pessoas fantásticas e merecem todo o mérito. Mas não ando a perguntar a cada provedor qual é a sua preferência política.
Mas diria que tem mais provedores de esquerda?
Não, tenho muitos simpatizantes com o PSD. Houve uma ideia que uma certa esquerda mais folclórica e liberal criou que as Misericórdias seriam uma coisa do passado, uma coisa de velhinhos, mas já se percebeu que não corresponde à verdade.
Um governo liderado por António Costa seria diferente a nível social?
Ainda não tive oportunidade de falar sobre isso com António Costa mas, em teoria, as preocupações mantêm-se, as formas de actuar é que são diferentes.
O seu nome é apontado como o mais certo para substituir Silva Peneda no Conselho Económico e Social. Como tem sido abordado o tema?
Não me tenho preocupado nada com isso. Fiquei muito surpreendido, mas não entra na minha equação.
Não pensa aceitar o cargo?
Esse cargo é de exclusividade. Não seria compatível com a presidência da União das Misericórdias.
Entre os dois cargos, qual escolheria?
A União das Misericórdias. Uma coisa é fazer uma substituição pontual de um presidente e ficar lá uns meses. Para ajudar, estou sempre disponível, mas para ficar em permanência não.
Quem acha que seria a pessoa ideal?
(risos) Pergunte ao dr. Passos Coelho ou ao dr. António Costa.
22.11.13
Misericórdias receberam apoios comunitários de 85 ME
por Lusa, texto publicado por Paula Mourato, Diário de Notícias
As Misericórdias portuguesas receberam cerca de 85 milhões de euros durante o último Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), revelou à Agência Lusa uma fonte da secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional.
O secretário de Estado Castro Almeida vai hoje proferir uma locução em que fará um balanço dos apoios dados às Misericórdias pelo QREN, no congresso internacional "500 anos de História das Misericórdias", que decorre em Braga.
Segundo esse balanço foram apoiadas 230 candidaturas de 58 misericórdias, pelo Programa Operacional Potencial Humano (POPH) com um financiamento público da ordem dos 43 milhões de euros, enquanto com os Programas Operacionais Regionais foram apoiados 125 projetos no valor de cerca 42 milhões de euros, para um investimento elegível de 53,7 milhões de euros.
Fonte da secretaria de Estado afirmou à Lusa que "os projetos decorrem nos prazos previstos e com taxas de execução elevadas".
Tanto no POPH como nos programas regionais, o Norte foi a região que beneficiou de mais apoios, recebendo cerca de metade dos 85 milhões de euros, num total de aproximadamente 38 milhões de euros de investimento público. Segue-se a região Centro, com 23, 6 milhões de euros e a região do Alentejo com 21,6 milhões de euros.
No POPH a rubrica mais apoiada foram os equipamentos sociais, com cerca 14 milhões de euros, o mesmo acontecendo com fundos de programas regionais que apoiaram as Misericórdias em equipamentos como creches, lares de idosos, centros de acolhimento temporário, lares de infância e juventude, centros de dia serviços de apoio domiciliário, etc.
O congresso "500 anos de História das Misericórdias" que começou quinta-feira encerra hoje no hospital de São Marcos, em Braga, com uma sessão solene presidida pelo Ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, ministro Pedro Mota Soares.
As Misericórdias portuguesas receberam cerca de 85 milhões de euros durante o último Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), revelou à Agência Lusa uma fonte da secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional.
O secretário de Estado Castro Almeida vai hoje proferir uma locução em que fará um balanço dos apoios dados às Misericórdias pelo QREN, no congresso internacional "500 anos de História das Misericórdias", que decorre em Braga.
Segundo esse balanço foram apoiadas 230 candidaturas de 58 misericórdias, pelo Programa Operacional Potencial Humano (POPH) com um financiamento público da ordem dos 43 milhões de euros, enquanto com os Programas Operacionais Regionais foram apoiados 125 projetos no valor de cerca 42 milhões de euros, para um investimento elegível de 53,7 milhões de euros.
Fonte da secretaria de Estado afirmou à Lusa que "os projetos decorrem nos prazos previstos e com taxas de execução elevadas".
Tanto no POPH como nos programas regionais, o Norte foi a região que beneficiou de mais apoios, recebendo cerca de metade dos 85 milhões de euros, num total de aproximadamente 38 milhões de euros de investimento público. Segue-se a região Centro, com 23, 6 milhões de euros e a região do Alentejo com 21,6 milhões de euros.
No POPH a rubrica mais apoiada foram os equipamentos sociais, com cerca 14 milhões de euros, o mesmo acontecendo com fundos de programas regionais que apoiaram as Misericórdias em equipamentos como creches, lares de idosos, centros de acolhimento temporário, lares de infância e juventude, centros de dia serviços de apoio domiciliário, etc.
O congresso "500 anos de História das Misericórdias" que começou quinta-feira encerra hoje no hospital de São Marcos, em Braga, com uma sessão solene presidida pelo Ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, ministro Pedro Mota Soares.
23.10.13
Misericórdias acusam ministro Poiares Maduro de insensibilidade social
in RR
O presidente da União das Misericórdias acusa o ministro adjunto, Poiares Maduro, de estar de costas voltadas para as instituições de solidariedade social, ao mesmo tempo que diz que 20 por cento do novo quadro comunitário de apoio é para a economia social. Em entrevista ao programa "Terça à Noite", da Renascença, Manuel Lemos afirma que o ministro nunca procurou as instituições sociais, e adverte: "Nós estamos cá há 500 anos, ele vai passar. Ele está ministro, nós somos as Misericórdias”.
O presidente da União das Misericórdias acusa o ministro adjunto, Poiares Maduro, de estar de costas voltadas para as instituições de solidariedade social, ao mesmo tempo que diz que 20 por cento do novo quadro comunitário de apoio é para a economia social. Em entrevista ao programa "Terça à Noite", da Renascença, Manuel Lemos afirma que o ministro nunca procurou as instituições sociais, e adverte: "Nós estamos cá há 500 anos, ele vai passar. Ele está ministro, nós somos as Misericórdias”.
11.9.13
Misericórdias só ficam com hospitais se reduzirem custos para o Estado em 25%
in Público on-line
Ministro da Saúde visitou Barcelos, cujo hospital poderá ver gestão transferida para a Santa Casa da Misericórdia local.
O ministro da Saúde, Paulo Macedo, afirmou nesta terça-feira, em Barcelos, que as Misericórdias interessadas na gestão dos hospitais públicos têm de assegurar uma redução de custos para o Estado “de, pelo menos, 25%”.
Segundo o ministro, outra condição é que os hospitais cuja gestão for entregue às Misericórdias mantenham os serviços actualmente prestados no âmbito do Serviço Nacional de Saúde.
Haver “mútuo acordo” entre as partes e “capacidade de gestão adequada e todo um conjunto de requisitos operacionais” são as outras condições para a eventual devolução dos hospitais às Misericórdias. “Se estas condições se conjugarem, há possibilidade de haver devolução”, afirmou Paulo Macedo.
No caso concreto do Hospital de Barcelos, que tem sido apontado como um dos que poderá ver a sua gestão transferida para a Santa Casa da Misericórdia local, Paulo Macedo garantiu que “não está previsto nada neste momento”.
O ministro falava à margem da inauguração da Unidade de Psicogeratria do Instituto S. João de Deus, em Barcelos, destinada a utentes com doença mental crónica, com idade igual ou superior a 65 anos e com deterioração cognitiva.
A unidade serve ainda doentes que necessitem de tratamento especializado em contexto de internamento. No total, o investimento está avaliado em 4 milhões de euros.
Ministro da Saúde visitou Barcelos, cujo hospital poderá ver gestão transferida para a Santa Casa da Misericórdia local.
O ministro da Saúde, Paulo Macedo, afirmou nesta terça-feira, em Barcelos, que as Misericórdias interessadas na gestão dos hospitais públicos têm de assegurar uma redução de custos para o Estado “de, pelo menos, 25%”.
Segundo o ministro, outra condição é que os hospitais cuja gestão for entregue às Misericórdias mantenham os serviços actualmente prestados no âmbito do Serviço Nacional de Saúde.
Haver “mútuo acordo” entre as partes e “capacidade de gestão adequada e todo um conjunto de requisitos operacionais” são as outras condições para a eventual devolução dos hospitais às Misericórdias. “Se estas condições se conjugarem, há possibilidade de haver devolução”, afirmou Paulo Macedo.
No caso concreto do Hospital de Barcelos, que tem sido apontado como um dos que poderá ver a sua gestão transferida para a Santa Casa da Misericórdia local, Paulo Macedo garantiu que “não está previsto nada neste momento”.
O ministro falava à margem da inauguração da Unidade de Psicogeratria do Instituto S. João de Deus, em Barcelos, destinada a utentes com doença mental crónica, com idade igual ou superior a 65 anos e com deterioração cognitiva.
A unidade serve ainda doentes que necessitem de tratamento especializado em contexto de internamento. No total, o investimento está avaliado em 4 milhões de euros.
8.8.13
Integrar hospitais em misericórdias é "machadada" no SNS
in iOnline
Presidente da Câmara de Vila do Conde manifestou-se contra a devolução de dez hospitais às misericórdias até 2014
O presidente da Câmara de Vila do Conde, Mário de Almeida, considerou hoje uma “machadada” no Sistema Nacional de Saúde (SNS) a devolução de hospitais às misericórdias e recusou “imposições que só servem interesses pontuais” no concelho.
“Opte-se por se fazer cortes nas ilógicas gorduras do Estado, em chocantes mordomias e nos salários elevados em vez de o fazer nas pensões de reforma, bem como em desnecessárias assessorias em vez de os fazer nos mais elementares direitos dos cidadãos à saúde”, alerta o autarca socialista num comunicado enviado à Lusa.
Mário de Almeida referia-se à informação de que o Estado vai devolver dez hospitais às misericórdias até 2014, entre os quais o de Vila do Conde e contesta a “machadada no Serviço Nacional de Saúde que só é integralmente cumprido num hospital público”.
“O Governo terá de assumir que medidas como esta apenas servem para reduzir encargos estatais, mas traduzem-se num efetivo prejuízo para a saúde das pessoas, nomeadamente das que menos podem”, observou.
A autarquia recusa, por isso, “imposições que só servem interesses pontuais e não o interesse geral”, avisando que a decisão vai afetar, “naturalmente, a população local e, especialmente, as pessoas e famílias mais carenciadas”.
De acordo com Mário de Almeira, a Câmara dispõe “de uma série de indiscutíveis elementos que justificam a manutenção do Centro Hospitalar Póvoa/Vila do Conde” e o concelho e a sua população “têm o direito de ser ouvidos e esclarecidos”.
“Vivem-se dificuldades, é certo. Há que fazer contenção financeira, também o é. Mas não se corte cegamente na saúde, na ação social e na educação, já que esta desumana política mais injustiça social e mais desgraças faz surgir”, sublinha o autarca.
Mário de Almeida lembra ainda a “constituição, em 2012, de um grupo de trabalho no âmbito da Administração Central do Sistema de Saúde”, no âmbito do qual se refere “terem sido estudados 30 casos em análise”.
“Então por que não ouvir-nos e dar a conhecer o que se pretende concretizar. Há mesmo um estudo sério e ponderado, ou foi só para fazer de conta? Será que não perceberam que somos os legítimos representantes da população local?”, questiona o presidente da Câmara de Vila do Conde.
A edição de hoje do Jornal de Notícias noticia hoje que “Estado devolve dez hospitais às misericórdias” até 2014.
Presidente da Câmara de Vila do Conde manifestou-se contra a devolução de dez hospitais às misericórdias até 2014
O presidente da Câmara de Vila do Conde, Mário de Almeida, considerou hoje uma “machadada” no Sistema Nacional de Saúde (SNS) a devolução de hospitais às misericórdias e recusou “imposições que só servem interesses pontuais” no concelho.
“Opte-se por se fazer cortes nas ilógicas gorduras do Estado, em chocantes mordomias e nos salários elevados em vez de o fazer nas pensões de reforma, bem como em desnecessárias assessorias em vez de os fazer nos mais elementares direitos dos cidadãos à saúde”, alerta o autarca socialista num comunicado enviado à Lusa.
Mário de Almeida referia-se à informação de que o Estado vai devolver dez hospitais às misericórdias até 2014, entre os quais o de Vila do Conde e contesta a “machadada no Serviço Nacional de Saúde que só é integralmente cumprido num hospital público”.
“O Governo terá de assumir que medidas como esta apenas servem para reduzir encargos estatais, mas traduzem-se num efetivo prejuízo para a saúde das pessoas, nomeadamente das que menos podem”, observou.
A autarquia recusa, por isso, “imposições que só servem interesses pontuais e não o interesse geral”, avisando que a decisão vai afetar, “naturalmente, a população local e, especialmente, as pessoas e famílias mais carenciadas”.
De acordo com Mário de Almeira, a Câmara dispõe “de uma série de indiscutíveis elementos que justificam a manutenção do Centro Hospitalar Póvoa/Vila do Conde” e o concelho e a sua população “têm o direito de ser ouvidos e esclarecidos”.
“Vivem-se dificuldades, é certo. Há que fazer contenção financeira, também o é. Mas não se corte cegamente na saúde, na ação social e na educação, já que esta desumana política mais injustiça social e mais desgraças faz surgir”, sublinha o autarca.
Mário de Almeida lembra ainda a “constituição, em 2012, de um grupo de trabalho no âmbito da Administração Central do Sistema de Saúde”, no âmbito do qual se refere “terem sido estudados 30 casos em análise”.
“Então por que não ouvir-nos e dar a conhecer o que se pretende concretizar. Há mesmo um estudo sério e ponderado, ou foi só para fazer de conta? Será que não perceberam que somos os legítimos representantes da população local?”, questiona o presidente da Câmara de Vila do Conde.
A edição de hoje do Jornal de Notícias noticia hoje que “Estado devolve dez hospitais às misericórdias” até 2014.
6.5.13
Misericórdias em apuros com as dívidas aos lares
Leonor Paiva Watson, in Jornal de Notícias
Aumentam todos os dias as famílias que deixam de pagar o lar do seu idoso. É um dos maiores problemas das misericórdias portuguesas que acabam, muitas vezes, a assumir a despesa. A situação é de limite.
Não há muito tempo, Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), veio a público dizer que os filhos começavam a retirar os pais dos lares para poderem ficar com as suas pensões. Agora afirma que há uma desaceleração desse fenómeno, mas, em contrapartida, aumentam diariamente os agregados que não têm recursos para pagar o lar aos seus familiares. No terreno, as instituições confirmam a situação.
Aumentam todos os dias as famílias que deixam de pagar o lar do seu idoso. É um dos maiores problemas das misericórdias portuguesas que acabam, muitas vezes, a assumir a despesa. A situação é de limite.
Não há muito tempo, Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), veio a público dizer que os filhos começavam a retirar os pais dos lares para poderem ficar com as suas pensões. Agora afirma que há uma desaceleração desse fenómeno, mas, em contrapartida, aumentam diariamente os agregados que não têm recursos para pagar o lar aos seus familiares. No terreno, as instituições confirmam a situação.
26.2.13
Misericórdias discutem em Braga a sustentabilidade do Estado social
por Isabel Pacheco, in RR
Ideia é fazer uma publicação com as conclusões e entregá-la ao Presidente da República, ao Governo e aos grupos parlamentares.
A sustentabilidade do Estado Social é tema de debate, em Braga. Uma iniciativa que quer ser um contributo das Misericórdias Portuguesas para a reflexão sobre as funções do Estado. O presidente da União das Misericórdias, Manuel Lemos, avança que as conclusões do debate farão parte de uma publicação a apresentar ao Governo e ao Presidente da República.
“Já vamos no quarto ou quinto debate. O nosso objectivo é no fim fazermos uma publicação, que entregaremos ao Governo, aos grupos parlamentares, ao senhor Presidente da República, enfim um contributo das Misericórdias e das pessoas que têm colaborado connosco e que são, felizmente, muitas”, diz à Renascença.
O Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, o ex-secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, bem como o presidente do conselho de administração do Montepio, Tomás Correia, são, entre outros, as presenças na sessão que discute a sustentabilidade do Estado Social.
Uma organização da União das Misericórdias Portuguesas e da Santa Casa do Porto que acontece no auditório S. Marcus, às 18h00, no âmbito dos 500 anos da Santa Casa de Braga.
Mais Lidas
Informação
Bola Branca
Programação
Papa resigna. "As minhas forças, devido à idade, já não são idóneas"
Ministra diz que ninguém pode ser forçado a mostrar facturas à porta das lojas
Vem aí muito frio
Saiba qual vai ser o seu salário líquido em 2013
Quem manda na Igreja depois da resignação de Bento XVI?
Renascença
Renascenca
Renascenca Portugueses têm direito "e até o dever" de se manifestarem dlvr.it/30pV8x9 minutes ago · reply · retweet · favorite
Renascenca Utentes protestam contra portagens na sexta-feira dlvr.it/30pV8f9 minutes ago · reply · retweet · favorite
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Renascenca "FC Porto na final? Isso é problema do Rio Ave e da Federação" dlvr.it/30pSnw12 minutes ago · reply · retweet · favorite
Renascenca Pavimento “amigo” muda de cor quando há gelo na estrada dlvr.it/30pJHy26 minutes ago · reply · retweet · favorite
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A sustentabilidade do Estado Social é tema de debate, em Braga. Uma iniciativa que quer ser um contributo das Misericórdias Portuguesas para a reflexão sobre as funções do Estado. O presidente da União das Misericórdias, Manuel Lemos, avança que as conclusões do debate farão parte de uma publicação a apresentar ao Governo e ao Presidente da República.
“Já vamos no quarto ou quinto debate. O nosso objectivo é no fim fazermos uma publicação, que entregaremos ao Governo, aos grupos parlamentares, ao senhor Presidente da República, enfim um contributo das Misericórdias e das pessoas que têm colaborado connosco e que são, felizmente, muitas”, diz à Renascença.
O Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, o ex-secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, bem como o presidente do conselho de administração do Montepio, Tomás Correia, são, entre outros, as presenças na sessão que discute a sustentabilidade do Estado Social.
Uma organização da União das Misericórdias Portuguesas e da Santa Casa do Porto que acontece no auditório S. Marcus, às 18h00, no âmbito dos 500 anos da Santa Casa de Braga.
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29.1.13
Trabalhadores do sector social acusam governo de não fiscalizar verbas das IPSS e Misericórdias
in iOnline
Os trabalhadores das instituições de solidariedade social e das misericórdias acusam o Governo de não fiscalizar o dinheiro que atribui a estas organizações e queixam-se dos baixos salários, sem atualizações há três anos.
Numa conferência de imprensa em Lisboa, Luís Pesca, da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) lamenta que o Estado não esteja a controlar como são usadas e aplicadas as verbas transferidas para as instituições particulares de solidariedade social (IPSS) e para as misericórdias.
Também Graça Sousa, da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), sublinhou o facto de se desconhecerem auditorias ou fiscalizações a estas instituições.
"Não sabemos como é que o dinheiro é empregue na prática. É mais um caso de dinheiro que sai do Orçamento do Estado e que os portugueses não sabem como é utilizado", afirmou a sindicalista.
Os trabalhadores das instituições de solidariedade social e das misericórdias acusam o Governo de não fiscalizar o dinheiro que atribui a estas organizações e queixam-se dos baixos salários, sem atualizações há três anos.
Numa conferência de imprensa em Lisboa, Luís Pesca, da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) lamenta que o Estado não esteja a controlar como são usadas e aplicadas as verbas transferidas para as instituições particulares de solidariedade social (IPSS) e para as misericórdias.
Também Graça Sousa, da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), sublinhou o facto de se desconhecerem auditorias ou fiscalizações a estas instituições.
"Não sabemos como é que o dinheiro é empregue na prática. É mais um caso de dinheiro que sai do Orçamento do Estado e que os portugueses não sabem como é utilizado", afirmou a sindicalista.
16.12.12
Manuel Lemos: "Enquanto houver misericórdias não há razão para haver fome em Portugal"
in Público on-line
Presidente da União das Misericórdias Portuguesas pede às pessoas para que recorram às misericórdias e IPSS.
Pessoas devem recorrrer às instituições em caso de fome, apela Manuel Lemos Adriano Miranda .
O presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, disse este domingo que "enquanto existirem misericórdias não há razão para haver fome em Portugal", criticando o "calor da luta política" que se tem gerado sobre o assunto.
"Quem quiser e estiver em condições e precisar (...) pode ir a uma misericórdia de Portugal e a muitas IPSS [instituições particulares de solidariedade social] onde de certeza terão o que comer", declarou Manuel Lemos.
O responsável admite que possa haver casos de fome mas atribui-os ao facto das pessoas não se dirigirem às instituições para receberem apoio e alimentos. "É preciso dizer às pessoas: 'Vão buscar os alimentos! Vão buscar a comida!'", sublinha.
Manuel Lemos diz também entender que o assunto tenha destaque pelo "calor da luta política", referindo-se por exemplo a declarações de sábado do secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos. Segundo o sindicalista, em discurso proferido em Lisboa após a manifestação, o Orçamento do Estado para 2013 irá "trazer mais fome a Portugal".
Presidente da União das Misericórdias Portuguesas pede às pessoas para que recorram às misericórdias e IPSS.
Pessoas devem recorrrer às instituições em caso de fome, apela Manuel Lemos Adriano Miranda .
O presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, disse este domingo que "enquanto existirem misericórdias não há razão para haver fome em Portugal", criticando o "calor da luta política" que se tem gerado sobre o assunto.
"Quem quiser e estiver em condições e precisar (...) pode ir a uma misericórdia de Portugal e a muitas IPSS [instituições particulares de solidariedade social] onde de certeza terão o que comer", declarou Manuel Lemos.
O responsável admite que possa haver casos de fome mas atribui-os ao facto das pessoas não se dirigirem às instituições para receberem apoio e alimentos. "É preciso dizer às pessoas: 'Vão buscar os alimentos! Vão buscar a comida!'", sublinha.
Manuel Lemos diz também entender que o assunto tenha destaque pelo "calor da luta política", referindo-se por exemplo a declarações de sábado do secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos. Segundo o sindicalista, em discurso proferido em Lisboa após a manifestação, o Orçamento do Estado para 2013 irá "trazer mais fome a Portugal".
9.12.12
Misericórdias dizem que desperdício alimentar é um problema cultural
in Público on-line
Falta planeamento para mudar os hábitos de consumo dos portugueses.
Portugal desperdiça um milhão de toneladas de alimentos por ano
O presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, manifestou-se neste sábado preocupado com os resultados do estudo sobre desperdícios alimentares, que revelam “problemas culturais” antigos.
Manuel Lemos comentava assim o estudo sobre desperdício alimentar, antecipado neste sábado pelo PÚBLICO e pelo Expresso, que indica que Portugal perde um milhão de toneladas de alimentos por ano. Este valor, inferior à média europeia, significa que cada habitante português desperdiça 97 quilos de alimentos por ano.
O responsável da União das Misericórdias Portuguesas afirmou que “Portugal viveu num mundo de abastança”, depois aconteceu a crise, “mas os hábitos culturais têm 20 ou 30 anos”.
O estudo, que será apresentado na quinta-feira em Lisboa, propõe várias medidas para os consumidores reduzirem as perdas de comida, como o planeamento das compras e das refeições, mas também para os responsáveis da área da distribuição e oferta, como a criação de embalagens mais pequenas.
Para Manuel Lemos, há falta de planeamento: “Ser pobre é a incapacidade de gestão de recursos, é muito mais do que não ter dinheiro”.
Do lado das Misericórdias, Manuel Lemos disse que tem tentado “ensinar e formar as crianças, a nova geração, para que elas não queiram todas ir para a fast food e se habituem a perceber que a comida tradicional... E os pais têm de ensinar os filhos a comer de tudo”.
Falta planeamento para mudar os hábitos de consumo dos portugueses.
Portugal desperdiça um milhão de toneladas de alimentos por ano
O presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, manifestou-se neste sábado preocupado com os resultados do estudo sobre desperdícios alimentares, que revelam “problemas culturais” antigos.
Manuel Lemos comentava assim o estudo sobre desperdício alimentar, antecipado neste sábado pelo PÚBLICO e pelo Expresso, que indica que Portugal perde um milhão de toneladas de alimentos por ano. Este valor, inferior à média europeia, significa que cada habitante português desperdiça 97 quilos de alimentos por ano.
O responsável da União das Misericórdias Portuguesas afirmou que “Portugal viveu num mundo de abastança”, depois aconteceu a crise, “mas os hábitos culturais têm 20 ou 30 anos”.
O estudo, que será apresentado na quinta-feira em Lisboa, propõe várias medidas para os consumidores reduzirem as perdas de comida, como o planeamento das compras e das refeições, mas também para os responsáveis da área da distribuição e oferta, como a criação de embalagens mais pequenas.
Para Manuel Lemos, há falta de planeamento: “Ser pobre é a incapacidade de gestão de recursos, é muito mais do que não ter dinheiro”.
Do lado das Misericórdias, Manuel Lemos disse que tem tentado “ensinar e formar as crianças, a nova geração, para que elas não queiram todas ir para a fast food e se habituem a perceber que a comida tradicional... E os pais têm de ensinar os filhos a comer de tudo”.
26.4.12
Instituições em risco de rutura com crédito até 500 mil euros
Helena Norte, in Jornal de Notícias
Misericórdias aplaudem medida que permitirá cumprir pagamento das dívidas de investimento.
[Leia aqui o artigo na íntegra]
Misericórdias aplaudem medida que permitirá cumprir pagamento das dívidas de investimento.
[Leia aqui o artigo na íntegra]
24.4.12
Misericórdias com salários em atraso acusam Governo de não pagar dívidas
in Público on-line
O presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) acusou hoje o Ministério da Saúde de não honrar as suas obrigações e sublinhou que há instituições em situação de ruptura e com salários em atraso.
Manuel Lemos afirmou à Lusa que as situações mais graves estão a ser vividas na zona centro do país e apontou o dedo aos responsáveis da Administração Regional de Saúde do Centro pela sua “total insensibilidade”, aproveitando para deixar uma mensagem: “Quem não estiver a dar conta do recado tem que se ir embora.”
O responsável da UMP salientou, após uma assembleia-geral da UMP, que, dos 35 a 40 milhões em dívida por parte do Estado, é preciso receber no imediato um terço desse montante, caso contrário vai assistir-se a uma “diminuição brutal da cobertura social do nosso país”. “As Misericórdias não fazem greves, não fazem boicotes: caem para o lado”, alertou.
Na assembleia-geral da UMP, que teve hoje lugar em Fátima e reuniu mais de 200 associados, foi destacada a cooperação do Ministério da Solidariedade e Segurança Social, mas o Ministério da Saúde foi alvo de todas as críticas.
Manuel Lemos enfatizou “os testemunhos pungentes dos senhores provedores pelo facto de o Ministério da Saúde não estar minimamente a cumprir o que acordou” com as diversas instituições.
“Uma das mensagens que hoje recebi de uma delas [misericórdias] dava conta de que a partir de hoje não garantia o aquecimento no local onde estão os doentes, por não conseguir pagar aos fornecedores”, revelou.
“Foi agora aprovado o Orçamento Rectificativo e foram atribuídos 1500 milhões de euros à Saúde. É público que uma parte dessa verba seria para regularizar as situações com o sector social. Temos confiança no ministro e no secretário de Estado” para que a situação seja resolvida, acrescentou. Manuel Lemos afirmou, contudo, que “é preciso que isto não se fique pelas palavras políticas e se passe aos actos”.
O presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) acusou hoje o Ministério da Saúde de não honrar as suas obrigações e sublinhou que há instituições em situação de ruptura e com salários em atraso.
Manuel Lemos afirmou à Lusa que as situações mais graves estão a ser vividas na zona centro do país e apontou o dedo aos responsáveis da Administração Regional de Saúde do Centro pela sua “total insensibilidade”, aproveitando para deixar uma mensagem: “Quem não estiver a dar conta do recado tem que se ir embora.”
O responsável da UMP salientou, após uma assembleia-geral da UMP, que, dos 35 a 40 milhões em dívida por parte do Estado, é preciso receber no imediato um terço desse montante, caso contrário vai assistir-se a uma “diminuição brutal da cobertura social do nosso país”. “As Misericórdias não fazem greves, não fazem boicotes: caem para o lado”, alertou.
Na assembleia-geral da UMP, que teve hoje lugar em Fátima e reuniu mais de 200 associados, foi destacada a cooperação do Ministério da Solidariedade e Segurança Social, mas o Ministério da Saúde foi alvo de todas as críticas.
Manuel Lemos enfatizou “os testemunhos pungentes dos senhores provedores pelo facto de o Ministério da Saúde não estar minimamente a cumprir o que acordou” com as diversas instituições.
“Uma das mensagens que hoje recebi de uma delas [misericórdias] dava conta de que a partir de hoje não garantia o aquecimento no local onde estão os doentes, por não conseguir pagar aos fornecedores”, revelou.
“Foi agora aprovado o Orçamento Rectificativo e foram atribuídos 1500 milhões de euros à Saúde. É público que uma parte dessa verba seria para regularizar as situações com o sector social. Temos confiança no ministro e no secretário de Estado” para que a situação seja resolvida, acrescentou. Manuel Lemos afirmou, contudo, que “é preciso que isto não se fique pelas palavras políticas e se passe aos actos”.
27.3.12
Misericórdias temem "cair" caso Ministério da Saúde não pague dívidas
in Jornal de Notícias
"Quando cairmos para o lado, é Portugal que cai", advertiu, esta segunda-feira, o presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) referindo-se ao estrangulamento de que se queixam muitas das 392 instituições que integram a organização.
Em causa está o possível encerramento de muitas daquelas estruturas que dão assistência, no total, a cerca de um milhão de pessoas por ano, caso as dívidas - 30 a 40 milhões de euros - do Ministério da Saúde não sejam pagas.
"Não fazemos greves, boicotes ou ameaças. Não está no nosso código genético. Mas caímos para o lado quando não aguentamos mais e Portugal também cairá", acrescentou Manuel Lemos à Agência Lusa.
Além dos apoios sociais e de saúde que prestam, as misericórdias empregam diretamente 75 mil pessoas e, indiretamente, outras tantas, havendo já instituições com salários em atraso, que não estão ainda contabilizadas.
Falando a propósito da moção aprovada no sábado numa reunião do conselho nacional da UMP, o presidente desta União de cariz cristão desabafou: "Graças a Deus que temos conseguido aguentar. Atrasando salários, atrasando pagamentos a terceiros".
Manuel Lemos recorre a uma mensagem de correio eletrónico que lhe chegou esta segunda-feira, enviada pelo provedor de uma instituição para traçar o quadro que afeta muitas outras: "Não recebo [do Ministério da Saúde] desde outubro. Mais de 250 mil euros de dívida. Uma unidade de cuidados continuados de saúde em risco de fechar. Doentes que gastam mais de 100 euros por dia em medicação".
E sta é uma situação comum, garante Manuel Lemos, confessando a esperança de que a promessa do Governo se cumpra e, quando chegar uma tranche de 1,5 mil milhões de euros da assistência financeira externa a Portugal, as misericórdias recebam as verbas que lhes são devidas pelos contratos estabelecidos com o Ministério da Saúde.
Ao todo, são 115 as unidades de cuidados de saúde continuados sob alçada das misericórdias com uma capacidade para 5000 pacientes.
A moção saída do encontro realizado em Fátima faz uma distinção clara entre os dois ministérios com quem tem acordos: elogia a Segurança Social e critica veementemente a Saúde, criticando Manuel Lemos este último também por tratar as misericórdias, segundo diz, como um prestador e não como parceiro.
A esta realidade acresce ainda uma descida de 30 por cento nos apoios particulares que as pessoas dão às misericórdias, quebra que Manuel Lemos atribui à crise económica e financeira que afeta o país.
"Quando cairmos para o lado, é Portugal que cai", advertiu, esta segunda-feira, o presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) referindo-se ao estrangulamento de que se queixam muitas das 392 instituições que integram a organização.
Em causa está o possível encerramento de muitas daquelas estruturas que dão assistência, no total, a cerca de um milhão de pessoas por ano, caso as dívidas - 30 a 40 milhões de euros - do Ministério da Saúde não sejam pagas.
"Não fazemos greves, boicotes ou ameaças. Não está no nosso código genético. Mas caímos para o lado quando não aguentamos mais e Portugal também cairá", acrescentou Manuel Lemos à Agência Lusa.
Além dos apoios sociais e de saúde que prestam, as misericórdias empregam diretamente 75 mil pessoas e, indiretamente, outras tantas, havendo já instituições com salários em atraso, que não estão ainda contabilizadas.
Falando a propósito da moção aprovada no sábado numa reunião do conselho nacional da UMP, o presidente desta União de cariz cristão desabafou: "Graças a Deus que temos conseguido aguentar. Atrasando salários, atrasando pagamentos a terceiros".
Manuel Lemos recorre a uma mensagem de correio eletrónico que lhe chegou esta segunda-feira, enviada pelo provedor de uma instituição para traçar o quadro que afeta muitas outras: "Não recebo [do Ministério da Saúde] desde outubro. Mais de 250 mil euros de dívida. Uma unidade de cuidados continuados de saúde em risco de fechar. Doentes que gastam mais de 100 euros por dia em medicação".
E sta é uma situação comum, garante Manuel Lemos, confessando a esperança de que a promessa do Governo se cumpra e, quando chegar uma tranche de 1,5 mil milhões de euros da assistência financeira externa a Portugal, as misericórdias recebam as verbas que lhes são devidas pelos contratos estabelecidos com o Ministério da Saúde.
Ao todo, são 115 as unidades de cuidados de saúde continuados sob alçada das misericórdias com uma capacidade para 5000 pacientes.
A moção saída do encontro realizado em Fátima faz uma distinção clara entre os dois ministérios com quem tem acordos: elogia a Segurança Social e critica veementemente a Saúde, criticando Manuel Lemos este último também por tratar as misericórdias, segundo diz, como um prestador e não como parceiro.
A esta realidade acresce ainda uma descida de 30 por cento nos apoios particulares que as pessoas dão às misericórdias, quebra que Manuel Lemos atribui à crise económica e financeira que afeta o país.
4.2.12
União das Misericórdias Portuguesas: “ninguém tem que passar fome”
Patrícia Sousa, in Correio do Minho
“Não há razão para que ninguém tenha fome no nosso país”, assegurou, ontem em Braga, o presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), Manuel de Lemos, referindo que as Misericórdias e algumas instituições particulares de solidariedade social vão colocar as cozinhas à disposição do Governo.
Manuel de Lemos, que falava à margem da reunião da UMP para explicar o protocolo de cooperação para 2011-2012, admitiu que a criação da cantina social, como é o caso de Braga, “é muito importante”, no entanto, defendeu que “não se deve alargar muito esta resposta”. E justificou: “consideramos que não se devem fazer novos investimentos, porque acreditamos que a crise seja passageira”.
A solução passa por utilizar a capacidade já instalada. “A medida está negociada com o Governo, só temos que ver como é que vamos pôr isso a funcionar o mais rapidamente possível, porque ninguém tem que passar fome”, frisou o presidente, dando o exemplo “das cozinhas dos lares que podem perfeitament e fazer duas rodadas de refeições”.
Aspectos “muito inovadores”
A participação da UMP, da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) e da União das Mutualidades nos apoios extraordinários que o Estado pode conceder quer em sede de fundo de socorro social quer em sede de linhas de crédito foi outro aspecto evidenciado, que se revela “muito importante”, já que “aumenta a responsabilidade”, frisou.
O presidente da UMP vincou ainda alguns aspectos “muito inovadores” neste protocolo de cooperação nas áreas das crianças em risco e da segurança e combate ao isolamento dos idosos.
A forma “aberta” como decorreram as negociações com o ministro da Solidariedade e da Segurança Social e o secretário de Estado também mereceram elogios. “Apesar das dificuldades foi possível fazer um pequeno ajuste nos valores comparticipados pelo Estado. É um ajuste que é significativamente metade do valor da inflação”, referiu o líder das Misericórdias.
“Não há razão para que ninguém tenha fome no nosso país”, assegurou, ontem em Braga, o presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), Manuel de Lemos, referindo que as Misericórdias e algumas instituições particulares de solidariedade social vão colocar as cozinhas à disposição do Governo.
Manuel de Lemos, que falava à margem da reunião da UMP para explicar o protocolo de cooperação para 2011-2012, admitiu que a criação da cantina social, como é o caso de Braga, “é muito importante”, no entanto, defendeu que “não se deve alargar muito esta resposta”. E justificou: “consideramos que não se devem fazer novos investimentos, porque acreditamos que a crise seja passageira”.
A solução passa por utilizar a capacidade já instalada. “A medida está negociada com o Governo, só temos que ver como é que vamos pôr isso a funcionar o mais rapidamente possível, porque ninguém tem que passar fome”, frisou o presidente, dando o exemplo “das cozinhas dos lares que podem perfeitament e fazer duas rodadas de refeições”.
Aspectos “muito inovadores”
A participação da UMP, da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) e da União das Mutualidades nos apoios extraordinários que o Estado pode conceder quer em sede de fundo de socorro social quer em sede de linhas de crédito foi outro aspecto evidenciado, que se revela “muito importante”, já que “aumenta a responsabilidade”, frisou.
O presidente da UMP vincou ainda alguns aspectos “muito inovadores” neste protocolo de cooperação nas áreas das crianças em risco e da segurança e combate ao isolamento dos idosos.
A forma “aberta” como decorreram as negociações com o ministro da Solidariedade e da Segurança Social e o secretário de Estado também mereceram elogios. “Apesar das dificuldades foi possível fazer um pequeno ajuste nos valores comparticipados pelo Estado. É um ajuste que é significativamente metade do valor da inflação”, referiu o líder das Misericórdias.
Misericórdias podiam ser um "produto de exportação"
in Diário de Notícias
O ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, enalteceu hoje o trabalho de resposta social das Misericórdias, realçando que o conceito "galgou" as fronteiras nacionais "e podia até ser considerado um produto de exportação".
Discursando em Soure, na inauguração do lar e creche da Santa Casa da Misericórdia local, Pedro Mota Soares disse que as Misericórdias "chegam mesmo hoje a estar no estrangeiro, em todo o mundo, lá como cá sempre com um enorme sucesso".
"Nesse sentido as Misericórdias podiam até ser consideradas um produto de exportação e temos de considerar que num período de dificuldades, em que também temos nós próprios de ultrapassar as fronteiras, do ponto de vista da resposta social a resposta das Misericórdias deve ser enaltecida", disse o ministro.
"Isto deve ser celebrado, porque é de facto uma ideia de génese portuguesa, uma ideia que há 500 anos continua fiel ao seu código genético que é servir os outros, poder ajudar os outros", frisou.
O ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, enalteceu hoje o trabalho de resposta social das Misericórdias, realçando que o conceito "galgou" as fronteiras nacionais "e podia até ser considerado um produto de exportação".
Discursando em Soure, na inauguração do lar e creche da Santa Casa da Misericórdia local, Pedro Mota Soares disse que as Misericórdias "chegam mesmo hoje a estar no estrangeiro, em todo o mundo, lá como cá sempre com um enorme sucesso".
"Nesse sentido as Misericórdias podiam até ser consideradas um produto de exportação e temos de considerar que num período de dificuldades, em que também temos nós próprios de ultrapassar as fronteiras, do ponto de vista da resposta social a resposta das Misericórdias deve ser enaltecida", disse o ministro.
"Isto deve ser celebrado, porque é de facto uma ideia de génese portuguesa, uma ideia que há 500 anos continua fiel ao seu código genético que é servir os outros, poder ajudar os outros", frisou.
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