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31.7.23

Proibições nas praias "tiram a diversão, algo que pertence aos jovens"

Jucélia Freire, editado por Helena Tecedeiro, in DN


Música alta, jogar à bola, pescar entre nascer e o pôr-do-sol... que outras atividades são proibidas de acordo com o Edital de praia e qual o montante de coima pode ser aplicada?


O Sol brilha forte, a água está na temperatura perfeita e o clima agradável transforma a Praia de Santo Amaro de Oeiras, na Linha de Cascais, num refúgio para quem se quer divertir e fugir do quotidiano. O Edital de Praia, publicado pela Autoridade Marítima Nacional (AMN) todos os anos, define as regras e interdições do que se pode fazer nas praias. Este ano, surgiram algumas novidades para os banhistas, apesar de já estarem previstas em editais anteriores.
Maria Leonor, acompanhada de oito amigos, foram a Santo Amaro para aproveitar as férias escolares. A estudante e os amigos, que dizem já conhecer as atividades interditas pelo Edital de Praia, sentem-se frustrados com algumas das limitações impostas pelo edital, que restringem certas atividades que consideram ser parte integrante da diversão na praia.


"Passámos a maior do ano em aulas e quando chega a época de férias, queremos vir à praia para nos divertirmos e não é possível. As novas leis tiram-nos a diversão, algo que pertence aos jovens. Por isso acho que não faz sentido", afirma Maria Leonor.

Para o grupo, a diversão na praia é algo que deve ser desfrutado ao máximo e algumas restrições são desnecessárias, privando-os de momentos inesquecíveis que a praia pode proporcionar . "No que diz respeito à lei que proíbe as pessoas de fumar junto a outros banhistas compreendo, porque o tabaco pode incomodar, mas não acho que faça sentido proibir os jovens de jogar ou ouvir música."


Utilizar equipamentos ruidosos, jogar à bola ou similares fora de lugares destinados à prática desportiva, pescar entre o nascer e o pôr-do-sol são algumas das atividades interditas no Edital de Praia e podem gerar multas de milhares de euros, questão que tem provocado agitação entre os banhistas.

"Música alta em todas as zonas concessionadas já é proibida há algum tempo. Como nos temos deparado com mais infrações da parte dos banhistas, esta restrição foi reforçada", conta o coordenador dos nadadores-salvadores na Praia de Santo Amaro de Oeiras, Miguel Dias.

O coordenador explica que muitas vezes se deparam com banhistas que trazem equipamentos de som de elevada potência, com música tão alta que chega a afetar toda a praia. "Isso gera muitas reclamações de outras pessoas que vêm descansar. Em todos os locais públicos há regras que devem ser respeitadas".

De acordo com o Edital de praia 2023, a colocação de música alta, que possa perturbar outros banhistas, em praias com domínio da Autoridade Marítima Nacional, para além da apreensão do objeto, a coima pode chegar aos 4000 mil euros para indivíduos e aos 36 mil euros para bares ou outras casas comerciais. Mas não é a única atividade proibida que gera multas. À semelhança de anos anteriores, jogos de bola ou similares fora das zonas destinadas a esses fins; prática de surf, kitesurf, windsurf e outras atividades desportivas que possa constituir perigo para a integridade física dos banhistas em zonas que lhes estejam reservadas pode causar punições (ver caixa).
"É preciso mais fiscalização"

Questionado pelo DN sobre a forma como os banhistas reagem às abordagens no momento em que infringem as leis, Miguel Dias diz que na maioria dos casos se portam bem, mas que no geral as leis do edital não são cumpridas.

"São leis que fazem todo o sentido, mas não me parece que os banhistas as cumpram. Para que isso tenha sucesso é preciso haver mais controlo e fiscalização, senão as pessoas continuam a infringi-las".

O porta-voz da Autoridade Marítima Nacional, José Sousa Luís, diz que o Edital de Praia publicado este ano é semelhante ao de 2022, no entanto, este ano houve mais interesse por parte da comunicação social e de toda a população.

"As abordagens feitas pela Polícia Marítima são mais pedagógicas, mas há um controlo por parte das autoridades."

Fumar na praia, atirar beatas para o chão e incomodar os outros banhistas com o fumo do cigarro também será proibido nas praias a partir de 23 de outubro ao abrigo das novas leis do tabaco (ver caixa).

O DN deslocou-se também à Praia da Barra, em Aveiro, para perceber se os banhistas já consultaram o Edital de Praia de 2023.

O areal estava bastante cheio e André Pires, natural de Aveiro, que fazia praia pela primeira vez este ano, disse concordar com todas as leis do Edital, mas que deveria haver mais restrições nas regras de fumo e bebidas alcoólicas. "Não acho que seja o sítio certo para beber. Em relação ao fumo, acho que tem de haver uma zona reservada só para fumadores, para não incomodarem os outros banhistas."

Em relação ao tabaco, o aveirense não é o primeiro a tocar no assunto. Em maio, a Federação Portuguesa de Concessionários de Praia afirmou que em relação à lei do tabaco, que deu entrada no Parlamento, as regras sobre os locais onde não se pode fumar nas praias devem "estar bem definidas".

"Depois das abordagens, as pessoas voltam a fazer coisas erradas na nossa ausência. Podem até conhecer as regras, mas duvido que as cumpram", afirma o nadador-salvador da Praia da Barra, Ricardo Sarabando, que está no seu primeiro ano de serviço. "O nosso trabalho é vigiar e perdemos tempo com certas advertências que, para além de precisarem de ser mais divulgadas pelas autoridades e meios de comunicação social, os banhistas deveriam ter conhecimento da legislação."

Um banhista, que estava a visitar a praia pela terceira vez disse não ter conhecimento de todas as regras do edital, mas que concorda com todas elas. "Há pessoas que vêm para a praia para relaxar, apreciar a paisagem, dormir um bocadinho e até ler um livro e não podem por causa do barulho. Concordo plenamente com as leis", afirma Carlos Daniel, que trouxe consigo uma bola, mas não sabia ainda que era proibido jogar em zonas não-atribuídas.
Atividades proibidas e punições de acordo com o Edital de Praia

Equipamentos ruidosos
Utilização de colunas de som que possam causar incómodo a outros banhistas, para além da apreensão do objeto, pode gerar coimas entre os 200 e os quatro mil euros para pessoas individuais, e entre os 1000 e 36 000 euros para pessoas coletivas.

Jogos de bola, raquetes e outros fora de áreas afetas a esse fim gera coimas entre os 30 e 100 euros.

Praticar surf, kitesurf, windsurf em locais não-destinados a essas práticas, nas praias sob o domínio da AMN, leva a coimas entre os 55 e 550 euros.

Outras atividades
Sujar a praia, pesca lúdica nas unidades balneares entre o nascer e o pôr-do-sol, acampar e sobrevoar com aeronaves com motor abaixo dos 1000 pés, são outras atividades proibidas. Com a nova lei do tabaco, a partir de 23 de outubro passará a ser de todo proibido fumar nas praias.

12.5.23

Há praias que encolheram dezenas de metros em Portugal. Outras cresceram

Cláudia Carvalho Silva, in Público


Dados recolhidos por satélite assinalam zonas mais críticas no Algarve e Aveiro, onde as praias reduzem de ano para ano por causa da retenção sedimentar. Mas há outras em que o areal tem crescido.


Há zonas costeiras em Portugal que estão a perder vários metros por ano para o mar: na praia da Cacela Velha, no Algarve, a linha de praia recuou cerca de 4,5 metros por ano (no período de 1995 a 2022), segundo os dados recolhidos por satélite e analisados pelo programa Space for Shore, que conta com a participação de cientistas da Universidade de Aveiro. Outras zonas como a Costa da Caparica e Lagoa de Óbidos também registaram mais de dois metros de recuo por ano. Mas “nem tudo é mau”: o responsável por este projecto em Portugal, Paulo Baganha Baptista, diz ao Azul que várias praias registaram “crescimentos bastante significativos”. Em Tróia, por exemplo, houve ganhos de 13 metros por ano.

As zonas mais críticas em Portugal quanto à erosão costeira estão já bem identificadas: a zona da Costa da Caparica, o troço entre a Lagoa de Óbidos e a praia do Baleal, a zona da praia da Fuseta até à praia da Barra, no Algarve, mas também várias partes do litoral de Aveiro, “nomeadamente a zona de Cortegaça e Furadouro”, explica Paulo Baganha Baptista, que é investigador no Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (Cesam), da Universidade de Aveiro. Nessa região, a zona da Vagueira, Praia de Mira e Poço da Cruz estão também entre as regiões mais afectadas pelo recuo da linha de costa

Este cenário de segmentos costeiros vulneráveis acontece num contexto de “meio século de deficiência sedimentar devido às barragens”, refere o investigador – ainda que não seja a única causa. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) refere que existem cerca de 260 grandes barragens nos rios portugueses, que impedem muitos sedimentos e areia de chegar ao litoral. Como consequência, há perdas e ganhos. “Quando há sectores [praias] que estão a ganhar, esse ganho vem de algum lado. E, de uma maneira geral, é isso que está a acontecer”, explica Paulo Baganha Baptista.

Por isso, há casos coincidentes quanto aos recuos e avanços da costa, como se de uma manta curta se tratasse que tapa os ombros e deixa os pés a descoberto: no troço entre a Costa da Caparica e Praia da Mata, há perdas de 2,5 metros por ano a norte e ganhos até 2,5 metros por ano a sul. Entre a praia de Faro e a praia da Barreta, no Algarve, há perdas de até 3,8 metros por ano a oeste e ganhos de até 4,1 metros por ano a este. Em Tróia e na Comporta, “há praias que estão a beneficiar porque há outros sectores que estão a perder sedimentos”. São praias que ficaram mais robustas, apesar de terem como vizinhas outras zonas em situação mais crítica.

O défice sedimentar tem estado a ser resolvido sobretudo com a alimentação artificial das praias com areia, elenca Paulo Baganha Baptista, explicando que se trata da extracção de sedimentos onde eles existem para alimentar as praias em que estão em falta. São processos muito caros e que implicam um investimento contínuo. Só na Costa da Caparica, foram gastos 11 milhões de euros de 2014 até hoje para alimentar de areia as praias, segundo os dados fornecidos pela APA ao PÚBLICO. E é preciso haver ordenamento do território, planos de adaptação e várias soluções para decidir como se reage às alterações da linha de praia.
Satélites com visão mais global

Este programa Space for Shore foi lançado em 2019 pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) e permite monitorizar de forma mais abrangente a erosão costeira a partir do espaço. Mostra que “os satélites nos estão a dar informação útil para conhecermos melhor as regiões costeiras”, refere o responsável português.

O consórcio é liderado pela empresa francesa i-Sea, que fez o convite à Universidade de Aveiro para integrar o projecto. Além de Portugal, fazem também parte dezenas de instituições científicas de França, Alemanha, Grécia, Roménia e Noruega. O investimento foi de quatro milhões de euros e o programa está agora a chegar ao fim. Ao todo, foram analisados mais de 4500 quilómetros de costa na Europa.

No caso português, nem todos os dados foram ainda tratados e a análise não se focou nos arquipélagos. Certo é que a detecção por satélite permite uma cobertura total do território, argumenta Paulo Baganha Baptista, e o objectivo é que, mesmo terminado o projecto, estes programas e algoritmos “fiquem alojados numa plataforma para que qualquer utilizador os possa usar”.

Entre os dados analisados neste projecto Space for Shore, estão indicadores de erosão costeira, que incluem a linha de espraio máximo, a linha de base da duna, a posição da base e da crista de arribas rochosas, assim como dados de batimetria da zona costeira (fundo da praia submersa). A análise teve em conta não somente as praias arenosas, mas também as zonas de arriba.

Grande parte dos dados foi recolhida pelos satélites Sentinel (pertencentes ao programa europeu Copérnico, para observação da Terra), que tendem a passar em cada zona de 15 em 15 dias, menciona Paulo Baganha Baptista. Ainda assim, também foram usados outros tipos de sensores, cruzando outras bases de dados.

A informação recolhida por satélite é mais abrangente e permite traçar um retrato mais fidedigno de todo o território. Esta “visão global” serve de complemento aos mecanismos usados a nível local, que têm “informação muito rica e muito precisa, mas são extremamente localizados”.

Paulo Baganha Baptista refere precisamente que quiseram envolver desde o início “todos os interlocutores costeiros: municípios, portos, áreas com jurisdição litoral”. No fundo, “os utilizadores finais destes produtos”. A erosão costeira é um problema que deve ser pensado a longo prazo e que deveria envolver uma mudança na forma como se olha para o ordenamento do território. Assim, os indicadores de erosão costeira resultantes destes quatro anos de projecto poderiam ajudar já a dar respostas e ajudar nas necessidades de cada região.

Existe uma tendência generalizada de perda sedimentar e há zonas críticas e tem de ser feita uma análise de custo-benefício se realmente vale a pena ou não, caso a caso, manter as populações nos locais onde estão Paulo Baganha Baptista

A intenção é que a informação possa também passar mais facilmente para os decisores políticos. “Com base nessa informação quantitativa, as entidades podem fornecer aos decisores políticos ideias sobre a forma como poderão ser geridas determinadas zonas do território”, comenta o investigador, em conversa com o Azul. “O conhecimento das perdas e dos ganhos ajuda-nos a ter uma visão de conjunto que poderá ser útil depois para a gestão das próprias alimentações artificiais que se podem fazer no futuro”, considera o especialista, formado em Geologia e doutorado em Geociências.
O mar a subir pode empurrar as populações?

Num contexto de crise climática, as alterações climáticas podem agravar estes cenários de erosão costeira causados por défice sedimentar, acredita Paulo Baganha Baptista. Os estudos e os relatórios do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) indicam que a subida do nível médio das águas do mar, causada pela expansão térmica dos oceanos (que acontece devido ao aquecimento global) e pelo derretimento das calotas polares e da Gronelândia, continuará a ser uma realidade, mesmo que se abrandem as emissões de gases com efeito de estufa.

Até 2100, segundo os dados do IPCC, o mar pode subir entre 43 e 79 centímetros (no melhor e no pior dos cenários). Mesmo sendo uma subida lenta, também se sabe que as alterações climáticas farão com que haja uma maior frequência e intensidade de fenómenos extremos (como tempestades e inundações), o que deixa as populações costeiras em maior risco.

E é por isso que é importante pensar com minúcia na situação em cada zona. “Existe uma tendência generalizada de perda sedimentar e há zonas críticas e tem de ser feita uma análise de custo-benefício se realmente vale a pena ou não, caso a caso, manter as populações nos locais onde estão e defender esses sectores e ver se o custo dessa manutenção se justificará ao longo de dezenas de anos”, admite Paulo Baganha Baptista. “Ou se, em alternativa, haverá benefício em fazer realojamento dessas mesmas populações noutros locais mais interiores.”

24.4.20

O que muda com o desconfinamento. Saiba o que pode esperar em cada setor

João Carlos Malta, in RR

O Governo ainda não se pronunciou sobre todas as atividades, mas António Costa já falou de algumas e há associações profissionais que começam a pensar em como preparar o regresso depois do confinamento. A Renascença monta o puzzle para ajudar a perceber o que já se sabe pelo ansiado regresso depois do confinamento e o que poderá encontrar em cada área.

O Governo, em articulação com o Presidente da República, tem estado a estudar as melhores formas de Portugal voltar a ligar a atividade económica à ficha. Muitas das medidas serão faseadas, pautadas pela precaução necessária, para evitar um segundo surto. Mas, neste momento, há já várias atividades económicas a posicionarem-se para tomar medidas profiláticas que devolvam a confiança aos clientes.

Há medias setoriais, mas há questões que serão transversais que se deverão aplicar a todos como aquela que o primeiro-ministro António Costa expressou no Parlamento há uma semana, relacionada como uma nova forma de organizar o trabalho. "Temos que contactar as empresas para encontrar melhores formas de organização do tempo de trabalho, trabalhando uns de manhã, outros à tarde, uns uma semana, outros outra semana".

Entretanto, Costa avançou esta sexta-feira, que o fim de semana alargado de 1 a 3 de maio terá as mesmas restrições de deslocação entre municípios que o período da Páscoa devido à pandemia de Covid-19. Acrescentou ainda na mesma comunicação ao País que "mais vale ir agora lentamente e com segurança do que termos surpresas desagradáveis",referindo-se à reabertura faseada da atividade económica, que será feita em períodos consecutivos de 15 dias.

Conheça aqui o que já foi decidido ou o que cada atividade pensa fazer quando a quarentena for levantada.


O Governo, em articulação com o Presidente da República, tem estado a estudar as melhores formas de Portugal voltar a ligar a atividade económica à ficha. Muitas das medidas serão faseadas, pautadas pela precaução necessária, para evitar um segundo surto. Mas, neste momento, há já várias atividades económicas a posicionarem-se para tomar medidas profiláticas que devolvam a confiança aos clientes.

Há medias setoriais, mas há questões que serão transversais que se deverão aplicar a todos como aquela que o primeiro-ministro António Costa expressou no Parlamento há uma semana, relacionada como uma nova forma de organizar o trabalho. "Temos que contactar as empresas para encontrar melhores formas de organização do tempo de trabalho, trabalhando uns de manhã, outros à tarde, uns uma semana, outros outra semana".


Entretanto, Costa avançou esta sexta-feira, que o fim de semana alargado de 1 a 3 de maio terá as mesmas restrições de deslocação entre municípios que o período da Páscoa devido à pandemia de Covid-19. Acrescentou ainda na mesma comunicação ao País que "mais vale ir agora lentamente e com segurança do que termos surpresas desagradáveis",referindo-se à reabertura faseada da atividade económica, que será feita em períodos consecutivos de 15 dias.

Conheça aqui o que já foi decidido ou o que cada atividade pensa fazer quando a quarentena for levantada.


Hospitais
O presidente da Associação de Administradores Hospitalares avançou à Renascença um conjunto de medidas a tomar.

- garantir que os hospitais venham a ter mais meios de proteção individual para todos os doentes, profissionais e também para as visitas, se quisermos reativar essas vertentes;

- necessidade de redefinir a rede Covid-19, definir quais são os hospitais, quais os recursos em termos de camas, quais os profissionais de saúde. É importante fixar essa ‘resposta Covid;
- necessário fazer descansar as equipas e, por outro lado, treinar novas pessoas para fazer a sua substituição;
- hospitais com poucos casos de Covid-19 transfiram os doentes para unidades com mais capacidade de resposta;
- mudanças no sistema na marcação de consultas e o alargamento do horário de funcionamento dos hospitais;
- reduzir a lista de consultas adiadas, muitos hospitais já começaram a aplicar o método da telemedicina.

Administração Pública
- restabelecimento do serviço de atendimento presencial;
- termo à suspensão de prazos procedimentais e processuais;
- Nas Lojas do Cidadão e nos Espaços do Cidadão serão instaladas barreiras em acrílico a separar utentes de funcionários;

Transportes Públicos
Estão a ser estudadas formas de reestabelecer os serviços suspensos ou restingidos.

- horários desencontrados;
- desinfeção generalizada e mais frequente;
- uma nova organização do trabalho que não crie ondas de ponta muito forte;
aumentar oferta;

Praias
As regras são ainda genéricas e devem ser detalhadas a 6 de maio. O que já se sabe:

- limitação da capacidade de carga das praias, pode vir a ser controlada pela limitação de lugares de estacionamento nos locais em que essa seja a única forma de acesso;
- necessidade de impor distâncias mínimas entre sombras;
- a obrigatoriedade do uso de máscaras em cafés e restaurantes dos concessionários;
- cumprimento de protocolos de higiene.

Turismo
- reabertura faseada dos hotéis, o melhor cenário será uma retoma já próximo da normalidade em julho
desinfeção das malas dos clientes;
- selo de garantia enquanto "Hotel Covid free";
- lavagem frequente das mãos;
- uso de máscara de proteção e de luvas;
- oferta de máscaras aos clientes no chek-in;

Universidades e Politécnicos
- o regresso às atividades será “gradual”;
- o ensino a distância continuará a ser a norma até ao final do semestre letivo;
- garantidas as condições de distanciamento social;
- higienização dos espaços e disponibilização de equipamentos de proteção individual.

Igrejas
Deverão abrir a partir de maio, mas com limitações.

- uso obrigatório de máscaras;
- limitação do número de pessoas por metro quadrado, deverá haver indicação para que seja guardado um espaço de um metro ou dois entre cada pessoa;
- a Igreja, quando suspendeu a catequese presencial, seguiu as indicações que foram dadas para as escolas. E agora deve manter o que também vigora para as escolas;
- continuação da suspensão de todas as manifestações religiosas que implicarem maior aglomeração e circulação de pessoas; como procissões, festas de catequese e casamentos. Devem continuar suspensas as peregrinações, como o 13 de maio em Fátima, que decorrerá sem peregrinos como já anunciou o cardeal António Marto;
- casamentos e batizados devem manter-se a recomendação em curso: adiar sempre que possível, quando não é possível adiar, deve ter uma presença limitada de pessoas.
- Funerais
Os decretos do estado de emergência também impõem limitações nos funerais, que são definidas pelas autarquias, no que diz respeito ao número de pessoas presentes.

- a Igreja tem mantido o acompanhamento religioso dos funerais, com a recomendação de que, sempre que possível, a celebração das exéquias decorra no cemitério e não na igreja ou em capelas mortuárias;
- não há limitações às celebrações religiosas”, no que diz respeito às exéquias, no caso em que a família pretende acompanhamento religioso;
- limitações civis, “devem ser aplicadas com o bom senso próprio do momento, sempre muito doloroso para todas as famílias e para qualquer pessoa”;


Restaurantes
O Estado ainda não se pronunciou mas o setor já avançou com propostas bem concretas.

- redução da limitação máxima de cada espaço de restauração para metade e de acordo com o evoluir da situação, poder-se-á aumentar gradativamente a lotação;
- disposição das mesas: garantir pelo menos um metro de distância entre cada mesa;
- instalações higienizadas: garantir a limpeza / desinfecção frequente de pontos de alto contacto como mesas / maçanetas, etc;
- alargamento do período do almoço e jantar, ficando os espaços de restauração obrigados à marcação prévia de mesa, de modo a assegurar que não -haja aglomerados de clientes;
- as empresas devem permitir um horário mais alargado para as refeições dos seus trabalhadores;
- higiene alimentar: garantir a lavagem e limpeza de todos os ingredientes antes da sua confeção;
- uso obrigatório de máscaras e ou viseira por parte dos trabalhadores do restaurante;
- obrigatoriedade por parte dos clientes na leitura de temperatura e desinfeção das mãos, à entrada do estabelecimento;
- eliminação temporária das ementas e cartas, estando apenas expostas em local visível, evitando-se o contacto físico

Ginásios
Há várias propostas da AGAP, associação que representa os ginásios e os centros de fitness. Veja todas as medidas propostas aqui.

- aplicar um limite de um sócio por cada 4 m2 de área, respeitando assim a distância recomendada de afastamento de dois metros/pessoa;
- contagem de saída/entrada será também instalada para garantir o respeito dessa capacidade máxima em tempo real;
- limitar a capacidade das aulas em grupo na mesma base (1 pessoa por cada 4 m2) com contagem sistemática do número de participantes;
- nas Salas de Exercício (cardio-fitness e musculação) a limitação de frequência será determinada pelo número de utentes igual ao número de 50% dos equipamentos em utilização relativamente aos existentes antes do encerramento;
- o tempo de permanência de cada utente não deve ser superior a uma hora;
- controlar o acesso às salas, de modo a não gerar filas à entrada;
- marcação no chão das distâncias mínimas entre as pessoas na Recepção dos Clubes;
- proteções de acrílico ou vidro, no atendimento das recepções;
- proibição de praticar exercício dois a dois.

Cabeleireiros
Prevê-se que comecem a laborar no início de maio, mas não está garantido de que seja logo no dia 2.

- vai ser preciso fazer marcação prévia;
- levar máscara, ou até viseira;
- deixar em casa os anéis, colares, brincos, pulseiras;
- lavar e desinfetar as mãos à entrada do salão passará a ser obrigatório;
- possível alargamento dos horários de funcionamento dos estabelecimentos;
- salões apenas com metade da ocupação;
- os profissionais deverão usar os equipamentos de proteção individual à higienização e desinfeção do material de trabalho e dos salões.

Cultura (cinemas, teatros)
O primeiro-ministro António Costa é da opinião que “a cultura não pode continuar encerrada à espera de melhores dias."

- começar pela reabertura de têm lotação fixa e lugares marcados, para permitir a reabertura com o afastamento necessário

Construção Civil
O setor não parou, mas deve continuar a apostar na segurança e no reforço da higienização. Veja aqui a lista de recomendações da AICCOPN, a associação de empresários.

- medição de temperatura à entrada e saída de obra;
- os trabalhadores em estaleiro de obra devem estar sempre a dois metros uns dos outros;
- obras com muita afluência, os horários de início dos trabalhos devem ser escalonados para evitar filas na “entrada” da obra;
- testagem dos trabalhadores;
- a atribuição de certificados de imunidade sempre que for possível fazê-lo
- criação de uma plataforma digital onde em cada obra se poderá fazer registo de qualquer caso suspeito e da sua respetiva cadeia de contágio
- reforço das limpezas e mecanismos de desinfeção, colocação de desinfetantes das mãos nas obras e/ou aumento de pontos de lavagem das mãos equipados com dispensadores de sabão;