Por Lusa, in TSF
Vila Real foi o distrito onde foram sinalizados mais idosos que viviam sozinhos e/ou isolados, 5.353.
AGuarda Nacional Republicana (GNR) realiza durante todo o mês de outubro a Operação "Censos Sénior 2023", que visa sensibilizar a população mais idosa para a adoção de comportamentos de autoproteção de segurança.
Em comunicado, a GNR adianta que na edição de 2022 foram sinalizados 44.511 idosos que viviam sozinhos e/ou isolados, ou em situação de vulnerabilidade, devido à sua condição física e psicológica.
As situações de maior vulnerabilidade foram, segundo a GNR, reportadas às entidades competentes, sobretudo de apoio social, no sentido de fazer o seu acompanhamento futuro.
Vila Real foi o distrito onde foram sinalizados mais idosos com 5.353, seguido da Guarda com 5.243, Viseu com 3.586, Faro com 3.527, Bragança com 3.411 e Beja com 3.346.
Em Lisboa foram sinalizados 1.134 idosos e no Porto com 875.
Na operação de 2022, a GNR fez ainda 305 ações em sala e 3.017 ações "porta a porta", abrangendo um total de 26.527 idosos.
A edição deste ano vai contar com cerca de 400 militares da guarda que vão realizar ações em todo o país com o apoio de vários parceiros locais e nacionais, estando enquadradas no período em que ocorre a celebração do Dia Internacional do Idoso, que se assinala no domingo,
"As ações visam privilegiar a proximidade junto da população idosa e com maior vulnerabilidade, e/ou que vivem sozinhas e/ou isoladas, reforçando os comportamentos de segurança que permitam reduzir o risco dos idosos se tornarem vítimas de crimes, nomeadamente em situações de violência, de burla e furto", refere a GNR.
Esta operação da guarda, cuja primeira edição foi realizada em 2011, está integrada no programa "Apoio 65 -- Idosos em Segurança" do Ministério da Administração Interna, e tem por objetivo "garantir melhores condições de segurança e tranquilidade às pessoas idosas, garantindo um policiamento integrado, mais próximo e humano".
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29.9.23
12.7.23
Assistente operacional da Esproarte detido por suspeita de abuso sexual de crianças
Fernando Pires, in Mensageiro de Bragança
A Polícia Judiciária de Vila Real deteve um homem, de 53 anos, fortemente indiciado pela prática dos crimes de abuso sexual de crianças e importunação sexual, em Mirandela.
A notícia, divulgada esta manhã no site oficial da PJ, revela que os factos “ocorreram no período compreendido entre os anos de 2021 e julho de 2023, no interior de uma instituição de ensino em Mirandela, sendo vítimas nove crianças com idades compreendidas entre os 13 e 17 anos de idade”, adianta a nota.
O detido, de 53 anos de idade, assistente operacional, vai ser presente a interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.
Ao que conseguimos apurar, os factos terão ocorrido na Escola Profissional de Arte de Mirandela (ESPROARTE).
Até ao momento, não foi possível obter declarações da direção desta escola privada que integra a rede de ensino nacional na área do ensino profissional, sendo tutelada pelo Ministério da Educação e que tem como proprietária a ARTEMIR (Associação de Ensino Profissional Artístico) constituída pelo Município de Mirandela, Associação Comercial e Industrial e outras associações do concelho.
A Polícia Judiciária de Vila Real deteve um homem, de 53 anos, fortemente indiciado pela prática dos crimes de abuso sexual de crianças e importunação sexual, em Mirandela.
A notícia, divulgada esta manhã no site oficial da PJ, revela que os factos “ocorreram no período compreendido entre os anos de 2021 e julho de 2023, no interior de uma instituição de ensino em Mirandela, sendo vítimas nove crianças com idades compreendidas entre os 13 e 17 anos de idade”, adianta a nota.
O detido, de 53 anos de idade, assistente operacional, vai ser presente a interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.
Ao que conseguimos apurar, os factos terão ocorrido na Escola Profissional de Arte de Mirandela (ESPROARTE).
Até ao momento, não foi possível obter declarações da direção desta escola privada que integra a rede de ensino nacional na área do ensino profissional, sendo tutelada pelo Ministério da Educação e que tem como proprietária a ARTEMIR (Associação de Ensino Profissional Artístico) constituída pelo Município de Mirandela, Associação Comercial e Industrial e outras associações do concelho.
2.12.22
Vila Real. Pedidos de apoio para pagar renda de casa ou medicamentos aumentam
por Lusa, in RR
São as famílias "de classe média baixa que, de repente, deixaram de conseguir fazer face às despesas" e famílias de estrangeiros, migrantes e refugiados, que mais solicitam ajuda.Os pedidos para apoio ao pagamento de rendas, medicamentos ou faturas de luz e gás aumentaram neste último semestre de 2022 em Vila Real, devido ao agravamento do custo de vida, segundo a Câmara e a Cáritas.Cristina Melo, 46 anos, é uma das beneficiárias do programa de apoio ao arrendamento concedido pelo município. "É uma ajuda de 95 euros, que faz muita diferença para um salário de 730 euros", afirmou, especificando que a renda de casa é de cerca de 300 euros.
Contou que a sua situação económica ficou ainda mais difícil devido ao aumento generalizado dos preços e das despesas. Para ajudar, para além do trabalho como administrativa, trabalha ainda em "part-time" ao fim de semana.
Tem uma filha, já licenciada, mas a quem ainda dá uma ajuda, e tem também a mãe a viver consigo.
"Não sobra dinheiro. É ir às compras, marcas branca e trazer o essencial e nada mais. É mesmo tentar gerir para que ele (dinheiro) chegue até ao fim do mês", referiu.
A vereadora do pelouro da Ação Social, Mara Minhava, disse que quem tem recorrido à câmara são famílias "de classe média baixa que, de repente, deixaram de conseguir fazer face às despesas".
Pessoas empregadas, mas que por causa da inflação, do aumento dos preços e da perda do poder de compra estão a ter dificuldade em fazer face às despesas.
De acordo com a vereadora, o município está a ajudar atualmente 120 famílias com esta medida de apoio ao arrendamento e, segundo anunciou, o programa vai ser reforçado em mais cerca de "10% a 20%" em 2023.
Mara Minhava afirmou que também vai ser reforçado o financiamento do Fundo de Emergência Social Municipal, que permite um apoio financeiro excecional e temporário a agregados familiares carenciados, em emergência social grave, designadamente no âmbito da habitação, carência alimentar, dos cuidados de saúde e do apoio à educação das crianças e jovens.
"É para situações emergentes, que as pessoas não estão a contar. Por exemplo, uma criança que parte os óculos e os pais não conseguem pagar", exemplificou.
Estas duas medidas são, segundo a responsável, as que estão a ter mais procura.
Pedidos de ajuda estão a aumentar
"A situação está a agravar-se", afirmou Carlos Martins da Cáritas Diocesana de Vila Real, que especificou que os pedidos de ajuda estão a aumentar e, ao mesmo tempo, há também uma maior dificuldade por parte dos doadores.
O responsável disse que se nota um aumento das solicitações no último semestre de 2022, o que considera ser uma consequência do aumento generalizado dos preços e do agravamento da situação socioeconómica do país.
Este ano, 95 famílias já recorreram aos apoios pontuais e urgentes da instituição, para pagamento de faturas de água, luz, gás, medicação ou rendas.
"Os maiores pedidos neste momento são para medicação", afirmou Carlos Martins.
De acordo com o responsável, desde o início do ano chegaram à instituição 30 pedidos de ajuda para o pagamento de uma renda, tendo a Cáritas conseguido dar resposta a 14. A maior parte dos pedidos (19) foram feitos já neste último semestre de 2022.
A Cáritas atribui ainda vales para aquisição de bens essenciais a 71 agregados familiares.
Carlos Martins destacou ainda o aumento dos pedidos de apoio por parte de famílias de estrangeiros, migrantes e refugiados.
No primeiro semestre, a instituição atendeu 93 famílias de outras nacionalidades e, no segundo semestre, já foram atendidas 131 famílias, maioritariamente provenientes do Brasil (109), mas também Angola, Argélia, Cabo Verde, Marrocos, Nigéria, Ucrânia e Venezuela.
Os estrangeiros pedem ajuda para o pagamento de, por exemplo, faturas, medicação, bens alimentares e ainda roupas quentes para o inverno (cobertores, lençóis).
4.5.22
Vila Real inaugura novo espaço de intervenção para crianças com necessidades especiais
in Notícias de Vila Real
Foi inaugurado, no dia 8 de abril, na Residência para Estudantes, o Espaço Snoezelen, projeto da Associação Brincar que foi vencedor do programa Empreende@Villa.Jovem 2019, na categoria Associação Juvenil/Grupo Informal de Jovens. Sendo a terapia de Snoezelen mais conhecida pela intervenção junto de crianças com necessidades educativas especiais, tem-se revelado igualmente benéfica para crianças que necessitem de ver trabalhada a atenção, a concentração, o relaxamento e o bem-estar.
Neste sentido, a autarquia desafiou a Associação Brincar para, sem desvirtuar aquele que foi o objetivo do programa municipal – o apoio ao empreendedorismo – abrir também o espaço, que é composto por duas salas de estimulação sensorial, às quatro escolas da rede pública, disponibilizando uma hora diária de terapia, entre as 14h00 e as 15h00, sem qualquer custo associado, para grupos de até cinco crianças, sinalizadas pelos próprios estabelecimentos de educação e ensino.
Neste sentido, a autarquia desafiou a Associação Brincar para, sem desvirtuar aquele que foi o objetivo do programa municipal – o apoio ao empreendedorismo – abrir também o espaço, que é composto por duas salas de estimulação sensorial, às quatro escolas da rede pública, disponibilizando uma hora diária de terapia, entre as 14h00 e as 15h00, sem qualquer custo associado, para grupos de até cinco crianças, sinalizadas pelos próprios estabelecimentos de educação e ensino.
12.2.21
Vila Real: Pedidos de ajuda «mais do que duplicaram» com a pandemia – Cáritas
in Agência Ecclesia
Instituição destaca pedidos de bens alimentares ou de medicação para crianças, num contexto de «pobreza extrema»
Vila Real, 11 fev 2021 (Ecclesia) – O vice-presidente da Cáritas Diocesana de Vila Real disse hoje que os pedidos de ajuda à organização católica “mais do que duplicaram”, por causa da pandemia, nas áreas do apoio alimentar, pagamento de rendas, bens essenciais e medicação.
“Infelizmente, há cada vez mais pessoas a bater à porta da Cáritas Diocesana de Vila Real com pedidos de ajuda. Em média acompanhávamos cerca de mil famílias por mês, neste momento, no relatório de janeiro, estávamos próximas das 1300 famílias”, explicou Carlos Martins à Agência ECCLESIA.
O responsável sublinha o impacto da crise no aumento dos pedidos de bens alimentares, apoio a pagamento de “rendas em atraso”, despesas de eletricidade, de gás ou medicação.
“Houve um aumento, que nos tem deixado apreensivos, que é o pedido de apoio para medicação para crianças. A compra de uma caneta para a insulina, até coisas mais básicas, e é aflitivo para a pessoa e para nós, porque notamos que há uma pobreza extrema”, acrescentou.
Carlos Martins refere que a Cáritas de Vila Real tem um programa alimentar para a entrega mensal de cabazes, com a Segurança Social, que apoia 794 beneficiários, atualmente; em março de 2020, eram 397.
Uma resposta que, ainda assim, “é insuficiente” para todas as solicitações, por isso, a organização católica distribuiu “vales para bens essenciais”, através do programa nacional para ‘inverter a curva da pobreza’ da Cáritas Portuguesa, e ainda atribui internamente mais cabazes
O entrevistado explica que o aumento dos pedidos de ajuda é motivado pelo “desemprego e consequente perda de rendimentos das famílias”, segundo a informação das fichas de atendimento social.
O responsável destaca também que existe uma “onda de solidariedade” com a organização social e caritativa, de particulares a empresas, e as comunidades paroquiais, que esperem que continue porque “advinham-se tempos difíceis”.
A Cáritas Diocesana está sediada em Vila Real, onde concentra mais a sua ação, com área de atuação em toda a diocese que inclui serviços de apoio domiciliário, por exemplo, no concelho de Ribeira de Pena, em Alvadia, “em ambientes rurais”.
Carlos Martins assinala que a Cáritas Diocesana tem “diferentes serviços de atendimento”, como a equipa do Rendimento Social de Inserção, que “foi alargada” para permitir acompanhar aproximadamente 700 agregados, mensalmente.
A toxicodependência é outra área de intervenção, e a partir do primeiro confinamento, em março de 2020, “houve uma redução” na procura dos serviços, mas agora houve um regresso aos números habituais, com o “acrescento nos consumidores de álcool”.
A Cáritas Diocesana de Vila Real tem uma comunidade terapêutica, uma equipa de intervenção direta, apartamentos de reinserção social, e um projeto de redução de riscos e minimização de danos e outro de reinserção social, para pessoas com comportamentos aditivos e dependências.
CB/OC
Instituição destaca pedidos de bens alimentares ou de medicação para crianças, num contexto de «pobreza extrema»
Vila Real, 11 fev 2021 (Ecclesia) – O vice-presidente da Cáritas Diocesana de Vila Real disse hoje que os pedidos de ajuda à organização católica “mais do que duplicaram”, por causa da pandemia, nas áreas do apoio alimentar, pagamento de rendas, bens essenciais e medicação.
“Infelizmente, há cada vez mais pessoas a bater à porta da Cáritas Diocesana de Vila Real com pedidos de ajuda. Em média acompanhávamos cerca de mil famílias por mês, neste momento, no relatório de janeiro, estávamos próximas das 1300 famílias”, explicou Carlos Martins à Agência ECCLESIA.
O responsável sublinha o impacto da crise no aumento dos pedidos de bens alimentares, apoio a pagamento de “rendas em atraso”, despesas de eletricidade, de gás ou medicação.
“Houve um aumento, que nos tem deixado apreensivos, que é o pedido de apoio para medicação para crianças. A compra de uma caneta para a insulina, até coisas mais básicas, e é aflitivo para a pessoa e para nós, porque notamos que há uma pobreza extrema”, acrescentou.
Carlos Martins refere que a Cáritas de Vila Real tem um programa alimentar para a entrega mensal de cabazes, com a Segurança Social, que apoia 794 beneficiários, atualmente; em março de 2020, eram 397.
Uma resposta que, ainda assim, “é insuficiente” para todas as solicitações, por isso, a organização católica distribuiu “vales para bens essenciais”, através do programa nacional para ‘inverter a curva da pobreza’ da Cáritas Portuguesa, e ainda atribui internamente mais cabazes
O entrevistado explica que o aumento dos pedidos de ajuda é motivado pelo “desemprego e consequente perda de rendimentos das famílias”, segundo a informação das fichas de atendimento social.
O responsável destaca também que existe uma “onda de solidariedade” com a organização social e caritativa, de particulares a empresas, e as comunidades paroquiais, que esperem que continue porque “advinham-se tempos difíceis”.
A Cáritas Diocesana está sediada em Vila Real, onde concentra mais a sua ação, com área de atuação em toda a diocese que inclui serviços de apoio domiciliário, por exemplo, no concelho de Ribeira de Pena, em Alvadia, “em ambientes rurais”.
Carlos Martins assinala que a Cáritas Diocesana tem “diferentes serviços de atendimento”, como a equipa do Rendimento Social de Inserção, que “foi alargada” para permitir acompanhar aproximadamente 700 agregados, mensalmente.
A toxicodependência é outra área de intervenção, e a partir do primeiro confinamento, em março de 2020, “houve uma redução” na procura dos serviços, mas agora houve um regresso aos números habituais, com o “acrescento nos consumidores de álcool”.
A Cáritas Diocesana de Vila Real tem uma comunidade terapêutica, uma equipa de intervenção direta, apartamentos de reinserção social, e um projeto de redução de riscos e minimização de danos e outro de reinserção social, para pessoas com comportamentos aditivos e dependências.
CB/OC
25.5.16
Vila Real. Desemprego e baixos rendimentos fazem disparar pedidos à Cáritas
Olímpia Mairos, in "Renascença"
Instituição ajuda famílias no apoio a rendas de casa, electricidade, água, gás e medicamentos, mas a prioridade são as crianças.
Vila Real é a diocese do país onde, nos últimos anos, se registou um agravamento do número de pessoas a recorrer à Cáritas. “Todos os dias nos chegam novos pedidos, fruto dos grandes problemas sociais que afectam o país”, diz à Renascença o responsável pelo apoio social, Hélder Afonso, acrescentando que o dinheiro falta às famílias para as despesas mais básicas.
Desde 2013, ano em a Cáritas apoiou cerca de três mil pessoas, que a situação se tem vindo a agravar, tendo a instituição apoiado mais de 22 mil pessoas em 2015.
Quanto às causas para o recurso aos apoios, Hélder Afonso aponta sobretudo o desemprego e problemas relacionados com baixos rendimentos, falta de condições para o pagamento de bens como a alimentação, a água e o gás.
“Há muita falta de trabalho e de oportunidades nesta região. E como as prestações sociais são cada vez mais baixas as pessoas acabam por ter dificuldade em fazer face às necessidades básicas”, ilustra o responsável.
A Cáritas diocesana de Vila Real está a ajudar, através do Fundo de Solidariedade Social, no apoio a rendas de casa, electricidade, água, gás e medicamentos.
Às crianças garante livros, vacinas, consultas no dentista, óculos e até as deslocações aos hospitais centrais para consultas ou tratamentos médicos.
Hélder Afonso, sublinha que a instituição diocesana tem “praticamente todas as valências, desde crianças até aos mais velhos e isso acaba por ter uma significativa procura, porque há resposta para todas as necessidades, qualquer que seja a idade do agregado familiar”.
A prioridade vai, no entanto, para as crianças, porque diz o responsável “não podem sofrer com o agravamento da crise ou com a falta de emprego dos seus pais”.
“Às crianças não queremos que lhe falte nada e é por isso que ajudamos no que necessitam”, garante.
Questionado sobre a possibilidade de a Cáritas diocesana de Vila Real, face ao crescente aumento de pedidos, ficar sem capacidade de resposta, Hélder Afonso mostra-se confiante na solidariedade dos portugueses. “Todos os apoios dados pela instituição são possíveis graças à generosidade de todos que diariamente contribuem para estes projectos, suportando aquilo que nos atendimentos podemos dar às famílias”, sublinha.
Instituição ajuda famílias no apoio a rendas de casa, electricidade, água, gás e medicamentos, mas a prioridade são as crianças.
Vila Real é a diocese do país onde, nos últimos anos, se registou um agravamento do número de pessoas a recorrer à Cáritas. “Todos os dias nos chegam novos pedidos, fruto dos grandes problemas sociais que afectam o país”, diz à Renascença o responsável pelo apoio social, Hélder Afonso, acrescentando que o dinheiro falta às famílias para as despesas mais básicas.
Desde 2013, ano em a Cáritas apoiou cerca de três mil pessoas, que a situação se tem vindo a agravar, tendo a instituição apoiado mais de 22 mil pessoas em 2015.
Quanto às causas para o recurso aos apoios, Hélder Afonso aponta sobretudo o desemprego e problemas relacionados com baixos rendimentos, falta de condições para o pagamento de bens como a alimentação, a água e o gás.
“Há muita falta de trabalho e de oportunidades nesta região. E como as prestações sociais são cada vez mais baixas as pessoas acabam por ter dificuldade em fazer face às necessidades básicas”, ilustra o responsável.
A Cáritas diocesana de Vila Real está a ajudar, através do Fundo de Solidariedade Social, no apoio a rendas de casa, electricidade, água, gás e medicamentos.
Às crianças garante livros, vacinas, consultas no dentista, óculos e até as deslocações aos hospitais centrais para consultas ou tratamentos médicos.
Hélder Afonso, sublinha que a instituição diocesana tem “praticamente todas as valências, desde crianças até aos mais velhos e isso acaba por ter uma significativa procura, porque há resposta para todas as necessidades, qualquer que seja a idade do agregado familiar”.
A prioridade vai, no entanto, para as crianças, porque diz o responsável “não podem sofrer com o agravamento da crise ou com a falta de emprego dos seus pais”.
“Às crianças não queremos que lhe falte nada e é por isso que ajudamos no que necessitam”, garante.
Questionado sobre a possibilidade de a Cáritas diocesana de Vila Real, face ao crescente aumento de pedidos, ficar sem capacidade de resposta, Hélder Afonso mostra-se confiante na solidariedade dos portugueses. “Todos os apoios dados pela instituição são possíveis graças à generosidade de todos que diariamente contribuem para estes projectos, suportando aquilo que nos atendimentos podemos dar às famílias”, sublinha.
12.4.16
Mercadinho Intercultural
Cristina da Santa Ferreira, in "Notícias de Vila Real"
O Município de Vila Real, em parceria com a EAPN – European Anti Poverty Network (Rede Europeia Anti-Pobreza), CLDS e +Social organiza durante o dia de hoje um “mercadinho intercultural” no âmbito da comemoração das semana das interculturalidades.
O mercadinho vai acontecer na Praça do Município durante todo o dia e pretende mostrar o trabalho de inclusão que a autarquia e os dois projectos, CLDS e +Social, têm vindo a desenvolver, nomeadamente junto da comunidade cigana.
São projectos que têm uma linha de acção onde se valoriza a interculturalidade, porque é “uma mais valia para o nosso território”, sublinhou Eugénia Almeida vereadora do pelouro da coesão social e igualdade da autarquia.
A iniciativa da próxima quinta-feira pretende mostrar que as pessoas de etnia cigana, ou de outras etnias “são cidadãos como nós e merecem que as pessoas os saibam acolher como merecem”.
A inclusão social destas pessoas nem sempre é fácil, mas o CLDS e o +Social estão todos os dias no terreno com técnicos especializados que “lhes dão confiança e os vêm como parte integrante da sociedade”.
A vereadora explicou que um dos objectivos da iniciativa é também desconstruir estereótipos porque afinal há “pessoas boas e más em todo o lado”.
Esta edição do Mercadinho Intercultural está a dar os primeiros passos, mas pretende “ganhar raízes” e no futuro trazer mais pessoas.
O Município de Vila Real, em parceria com a EAPN – European Anti Poverty Network (Rede Europeia Anti-Pobreza), CLDS e +Social organiza durante o dia de hoje um “mercadinho intercultural” no âmbito da comemoração das semana das interculturalidades.
O mercadinho vai acontecer na Praça do Município durante todo o dia e pretende mostrar o trabalho de inclusão que a autarquia e os dois projectos, CLDS e +Social, têm vindo a desenvolver, nomeadamente junto da comunidade cigana.
São projectos que têm uma linha de acção onde se valoriza a interculturalidade, porque é “uma mais valia para o nosso território”, sublinhou Eugénia Almeida vereadora do pelouro da coesão social e igualdade da autarquia.
A iniciativa da próxima quinta-feira pretende mostrar que as pessoas de etnia cigana, ou de outras etnias “são cidadãos como nós e merecem que as pessoas os saibam acolher como merecem”.
A inclusão social destas pessoas nem sempre é fácil, mas o CLDS e o +Social estão todos os dias no terreno com técnicos especializados que “lhes dão confiança e os vêm como parte integrante da sociedade”.
A vereadora explicou que um dos objectivos da iniciativa é também desconstruir estereótipos porque afinal há “pessoas boas e más em todo o lado”.
Esta edição do Mercadinho Intercultural está a dar os primeiros passos, mas pretende “ganhar raízes” e no futuro trazer mais pessoas.
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