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15.11.18

Santarém formaliza projecto de apoio aos sem-abrigo

in o Mirante

A Câmara Municipal de Santarém assinou um protocolo com diversas entidades, no âmbito da Rede Social de Santarém.

A Câmara Municipal de Santarém assinou no dia 7 de Novembro um protocolo com diversas entidades, no âmbito da Rede Social de Santarém, que visa a formalização do Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo - NPISA de Santarém.

O NPISA de Santarém prevê a disponibilização de equipas multidisciplinares interserviços, transporte e espaços de acolhimento, bem como assistência médica, integração profissional e social das pessoas consideradas sem-abrigo.

Estão também envolvidos neste projecto social o Instituto da Segurança Social, Instituto de Emprego e Formação Profissional, Hospital Distrital de Santarém, Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Santa Casa da Misericórdia de Santarém, Associação Picapau, Cruz Vermelha Portuguesa Santarém-Cartaxo e Lar Evangélico Nova Esperança.

30.6.16

Câmara do Porto lança novas respostas para os sem-abrigo

ABEL COENTRÃO, in "Público"

Plano a ser votado pela câmara inclui espaço de acolhimento, equipa de rua, cantinas e alojamento de longa duração numa parceria com outras organizações já no terreno.

A Câmara do Porto vai discutir na próxima semana um plano que pretende aumentar a capacidade de resposta no apoio às pessoas sem-abrigo. Face à pressão sentida pelas instituições já no terreno, o município articulou com elas um conjunto de medidas que, espera o vereador com o pelouro da Acção social, Manuel Pizarro, vai funcionar como “um complemento” à rede existente, e que incluirá quatro valências: uma nova equipa de rua, um novo espaço de acolhimento de emergência, restaurantes sociais e alojamento de longa duração.

Segundo o autarca, o plano, que foi aprovado pela Rede Social do Porto, vai ser posto em prática já neste Verão. Nos próximos dias, o município vai lançar um concurso, aberto às organizações já no terreno, para criação de uma nova equipa de rua exclusivamente dedicada aos sem-abrigo que, para além do habitual apoio social, tenha uma valência reforçada na área da saúde, capaz de uma primeira intervenção e de encaminhar os casos mais problemáticos para o centro de emergência a criar ou para uma unidade hospitalar, quando possível. O funcionamento desta equipa vai ser custeado pela autarquia, explicou o vereador socialista.

No Porto, nota Pizarro, "existirão 80 a 120 pessoas a viver na rua". Tecnicamente, contudo, o conceito abrange aqueles que vivem em edifícios devolutos, ou até em quartos alugados pela Segurança Social, entre outras circunstâncias de fragilidade, o que atira o universo dos sem-abrigo para números bem superiores, a rondar, neste momento as 900 pessoas, segundos os dados da Rede Social. No terreno, o movimento Uma Vida como a Arte indica ter contabilizado cerca de 400 pessoas a viver em casas abandonadas. “Mesmo sabendo que é difícil, ou quase impossível, de alcançar, o nosso objectivo é caminhar para a resolução deste problema, diminuindo o número de pessoas nesta situação”, afirma o socialista.

Outras das vertentes deste plano é a abertura de um novo espaço de acolhimento temporário, um centro de emergência que permita aliviar a pressão sobre as respostas garantidas por instituições como os Albergues Nocturnos do Porto, a Comunidade de São Cirilo ou a Misericórdia, entre outras. E com o encerramento do Hospital Joaquim Urbano, na freguesia do Bonfim, previsto para este fim-de-semana, o município chegou a acordo com o Centro Hospitalar do Porto, que lhe vai ceder, em regime de comodato, a maior enfermaria daquela unidade, para instalação desse serviço de retaguarda. O município vai adaptar o espaço para que ali, e ainda no Verão, as pessoas possam tomar banho, comer, dormir e ter algum apoio médico e social que permita um diagnóstico e encaminhamento de cada caso.

Entretanto, a Câmara do Porto e vários parceiros vão criar restaurantes sociais, que paulatinamente substituam o fornecimento de refeições na rua, dando maior comodidade aos utentes e melhores garantias na área da qualidade das refeições e da segurança alimentar, assinala Pizarro. O primeiro restaurante, a abrir já em Julho, em instalações da Ordem do Terço, na zona da Batalha, vai ser gerida pelos voluntários da Casa - Centro de Apoio aos Sem-Abrigo, e contará ainda com o apoio de hotéis na envolvente, que se mostraram disponíveis para fornecer alimentos e até a financiar parcialmente esta actividade. A Casa fornece regularmente 160 refeições quentes que, espera a autarquia, poderão assim ser oferecidas em melhores condições. A Rede Social identificou já outras zonas da cidade onde é necessário avançar com serviços semelhantes, que abrirão posteriormente, explicou.

O quarto pilar deste plano é a disponibilização de alojamento de longa duração para acomodar os cidadãos que, retirados à rua, estejam em condições de tentar recomeçar as suas vidas. Manuel Pizarro nota que muitos espaços pensados para respostas de curta duração acabam por alojar pessoas durante muito tempo, e já não conseguem dar resposta imediata às necessidades de quem dorme na rua. Na reunião de Câmara serão votados dois protocolos com a associação mutualista Benéfica, que já cedeu dois apartamentos, para cinco pessoas, e com a Misericórdia, que empresta seis casas para 12 moradores, no Bairro das Artes Gráficas, em Campanhã. O autarca espera que, a estes, se sigam outros acordos que permitam criar uma rede de casas disponíveis para pessoas com um nível de autonomia mínimo para viver numa habitação, ainda que com o necessário acompanhamento social.

8.6.16

Sem – abrigo de viseu com cuidados de saúde na rua a partir de junho

In "Jornal do Centro"


A Saúde em Português – Delegação Regional do Centro vai avançar em Viseu com consultas de rua para a população sem-abrigo. O projeto entra em julho no terreno e estende-se por 12 meses. Vai envolver voluntários da área da Saúde que, utilizando as suas competências profissionais, recursos disponibilizados e experiência no terreno, pretendem intervir na saúde física e psicológica das pessoas em condição de sem-abrigo.

Esta Organização Não Governamental (ONG) foi uma das contempladas com um apoio nanceiro no âmbito do Apoio ao Associativismo da Junta de Freguesia de Viseu. “O voto de confiança do Apoio ao Associativismo da Freguesia de Viseu ao nanciar o projeto Saúde sem Teto é fundamental para a sua concretização e a Delegação Regional do Centro de Saúde em Português agradece em nome de todos os seus futuros beneficiários”, realça Vítor Martins, secretário da Saúde em Português – Delegação Regional do Centro.

São parceiros envolvidos neste projeto a Junta de Freguesia de Viseu, a ASCEV e a associação Bora Lá. Este é o segundo projeto que a “Saúde em Português” coloca no terreno. O primeiro dado a conhecer envolve a prestação de cuidados de saúde na população que trabalha na prostituição. As consultas móveis para a população começam em agosto. A prestação dos cuidados de saúde complementares vai se feita por uma Unidade Móvel de Saúde (disponibilizada pela autarquia viseense), em articulação com a Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados D. Duarte.

Outra parceria será com o CAD de Viseu que permitirá, por exemplo, a realização de testes rápidos VIH/SIDA no local. No âmbito deste projeto, será construída uma base de dados, identificação dos principais fatores de risco, avaliação das mudanças de comportamento de risco e aferição do impacto do projeto na população- alvo. A ONG pretende, depois, fazer a apresentação dos resultados nais, nomeadamente o número de pessoas alcançadas. “Este é um projeto que tem a característica de poder ser replicado em qualquer distrito do país, com vantagens em termos sociais e de saúde pública”, sublinham os promotores.

A inovação do “Saúde na Esquina” foi um dos projetos distinguidos pelo Movimento Mais para Todos, lançado pela SIC Esperança e pela cadeia de distribuição alimentar Lidl. A delegação de Viseu vai ainda desenvolver outras iniciativas, como a “Saúde na Prisão” e “Saúde Rural” que tem como missão “levar médicos de família a freguesias com carências”. O objetivo de todo este projeto é o de levar a “saúde ao encontro de uma população tantas vezes marginalizada”.

Criada em 12 de dezembro do ano passado, a delegação para a Região Centro da “Saúde em Português” decidiu colocar em Viseu a sua sede com o objetivo de promover o desenvolvimento regional e estimular melhores condições sociais. A organização existe há 22 anos e está sediada em Coimbra. Trabalha com bolsas de exclusão e tem sido reconhecida pelo seu trabalho voluntário nas comunidades dos países de língua portuguesa e em territórios de con ito, guerra e catástrofes. “Apesar do nosso trabalho ser mais reconhecido a nível internacional, continuamos a desenvolver a nossa missão na promoção da igualdade de oportunidades”, sublinha Hernâni Caniço, presidente da ONG.

6.6.16

João quis fazer mais que distribuir sopas e abriu uma casa para sem-abrigo

Susana Pinheiro, in Público on-line

Já foram sem-abrigo. Bateram no fundo: consumo e tráfico de droga, álcool, roubos e prisão. Passaram fome e frio, dormiram numa “cama” de cartão. Agora têm um tecto graças a um empresário que os resgatou da rua e instalou numa casa de abrigo para recomeçarem do zero
Daniel, Ermelinda e Ricardo têm agora um tecto, comida à mesa e perspectivas de um futuro emprego

São histórias das suas vidas como sem-abrigo que Daniel Marques, 34 anos, Ermelinda Lopes, 52, e Ricardo Carvalho, 43, partilham à mesa da casa onde o empresário João Leite os acolheu depois de anos a dormirem ao relento numa cama feita de cartão. “Foi um anjo que caiu do céu que nos resgatou da rua”, diz Ermelinda. Mas João Leite não gosta de puxar dos galões, porque é “por amor à causa que os aloja, forma e ajuda na procura de trabalho”. Preocupa-o os 12 que já tem em lista de espera.

Este empresário do ramo do imobiliário não conseguiu “ficar indiferente” depois de, em 2015, contactar de perto com estas vidas nas vezes em que distribuiu comida aos sem-abrigo, numa carrinha na Rua de Júlio Dinis, no Porto. Começou um bichinho a remoer, o querer fazer mais do que “distribuir sopa, porque um sem-abrigo é uma pessoa, tem uma história; mas é marginalizado.”

Numa dessas vezes, estava João Leite junto à carrinha quando conheceu Joaquim que – mal sabiam os dois – viria a ser o primeiro beneficiário da associação Palavras Inquietas. Projecto que, ainda nem lhe passava pela cabeça, iria criar em Novembro desse ano. “Naquele dia, quando eu distribuía comida, ele ainda me quis bater; estava alcoolizado”, recorda, com algum pesar, por Joaquim não ter aproveitado a oportunidade que, meses mais tarde, lhe deu para recomeçar nova vida. Perdeu-se no mundo do álcool e está agora internado numa instituição. Só depois de recuperado pode regressar à casa de abrigo, no Porto, onde, desde o início deste ano, moram Daniel Marques, a companheira Ermelinda Lopes e Ricardo Carvalho.

“Nem imagina as noites que passei atrás dele na rua”, conta João, que tentou de tudo para o ajudar, mas o alcoolismo venceu a batalha. Pelo menos por enquanto. À sua espera, Joaquim tem o quarto, tal como o deixou, porque ainda há esperança que retome o trilho da nova vida que o empresário lhe prometeu. “Tinha-lhe prometido que o iria resgatar da rua, porque tinha mesmo de fazer mais, como ele me pediu, quando o encontrei, um dia mais tarde, a arrumar carros”.

As palavras dele desassossegaram João: “Disse que dar sopa não servia de nada, porque a raiz do problema continuava. Devíamos tirá-los da rua e apoiá-los.” Aquelas palavras ficaram a remoer-lhe na cabeça. E tanto que criou a associação Palavras Inquietas. Cumpriu, assim, a promessa feita a Joaquim, que, por sua vez, tem agora de cumprir a sua parte para poder regressar, como todos os restantes beneficiários do projecto.

Estes têm uma espécie de contrato verbal com João Leite: mudarem a sua vida e integrarem-se na sociedade. Em troca, a associação dá-lhes casa, formação, e ajuda-os a procurar emprego. “Se falharem, voltam à rua”, explica João, que quer “uma associação de referência, a nível nacional, na retirada dos sem-abrigo da rua, e no combate à pobreza e exclusão social”. Conta, para isso, com a ajuda financeira de mecenas, ainda que não seja suficiente para todas as despesas que tem de suportar e tudo o que gostaria de fazer.

Hoje já são 18 associados. Mas é uma associação muito familiar: a irmã de João, Joana Azevedo, é vice-presidente; a mãe, Manuela Leite, é vice-presidente da assembleia-geral; e o pai, António Leite, é tesoureiro. Depois desafiou a técnica superior de educação social, Catarina Torres, que faz a sinalização e o acolhimento dos sem-abrigo, além de também tratar das questões mais burocráticas, como pedir o rendimento social de reinserção para os beneficiários. Juntou-se-lhes, recentemente, a psicóloga Miriam Medina para dar resposta aos traumas herdados nas ruas.
Mas João Leite tem ainda a ambiciosa a meta de, em breve, abrir uma nova casa abrigo e, nos próximos três anos, integrar 12 sem-tecto no mercado laboral. Não lhe faltam pedidos. Quase todos os dias lhe batem à porta a pedir uma nova oportunidade de vida. Depois é o passa-palavra entre eles, como foi o caso de Ricardo, que foi encaminhado pelo Daniel. “Não escolhi viver na rua, mas não tive outro remédio”, desabafa Ricardo. Foi empurrado para esta condição pelo desemprego e consequente despejo da casa onde morava. “Sinto que já faço parte deste novo lar; só falta mesmo arranjar emprego”, diz.

Caminho sem regresso

Quando João Leite lhes perguntou se queriam largar aquela vida, Ermelinda, Daniel e Ricardo nem pestanejaram. Para trás ficaram os anos a dormir ao relento, numa cama improvisada com cartão. “E, por vezes, com mais quatro paus colocados ao alto, com um plástico por cima para improvisar uma tenda por causa do frio e da chuva”, lembra Ricardo. Quantas vezes, à noite, “tinha aquilo tudo destruído pelos outros”, conta.

Agora é tempo de esperança. “Nem pensar voltar àquela vida de sem-abrigo”, diz Ermelinda, cansada que está dos olhares “discriminatórios”, dos mais de dez anos de miséria, depois de lhe “ter dado uma coisinha má na cabeça, quando morava em Ovar, e ter ido parar ao Porto”. Chegou só com um bilhete de ida e não conseguiu sair da rua. Nesta jornada, conheceu o companheiro Daniel, junto a uma carrinha de distribuição de comida. “Nunca mais nos largámos, mesmo quando ele foi preso por tráfico de droga e roubo de carros e casas”, recorda Ermelinda, enquanto mostra, com orgulho, a cozinha “a brilhar” daquela que agora é a sua casa.

João Leite lá lhe diz para não se esquecer da consulta, no dia seguinte, com a psicóloga da associação. Ela anui com a cabeça, mas não esconde o nervosismo. “Tenho receio de sair à rua”. Não sabe explicar bem porquê. Afinal, viveu lá anos a fio.

O casal já não vivia na rua quando o empresário lhes deu a mão para uma nova vida, mas numa pensão encaminhados por uma assistente social de uma associação. “Era muito mau”, desabafa Ermelinda, porque “não era uma verdadeira casa, e do ambiente nem se fala”. Continuavam na mesma a vaguear pelas ruas durante o dia. Antes disso, pernoitaram, durante mais de dez anos, em casas devolutas e parques, um pouco por toda a cidade. “Deitava uma porta abaixo para dormirmos. Depois, de manhã, vinha a polícia e fugíamos”, recorda Daniel, entre sorrisos.
Não falta comida à mesa

“O João enche-nos o frigorífico de comida. Não nos falta nada. Até televisão por cabo temos”, acrescenta Daniel, passos acelerados para mostrar, orgulhoso, “as condições condignas de habitabilidade que o João proporcionou”.
Aqui não há formalismos. Tratam-se todos por tu, incluindo ao empresário que faz questão de “os tratar como se fossem da família” desde que lhes deu uma vida nova e a esperança de se integrarem na sociedade, de “não se sentirem discriminados pelas pessoas que os olhavam com desdém”, como desabafa Ermelinda, interrompida pelo bater na porta. Uma vizinha convida-a para tomar café. A expressão do rosto muda logo. Não está nada habituada que a tratem assim tão bem.

Mas a miséria e a vida de rua tornou-os mais fortes e todos têm em comum a desmedida fome de agarrar, com todas as forças, um novo rumo, longe do rótulo de sem-abrigo. E Daniel já o fez. Foi o primeiro a integrar o mercado laboral: “Sou empregado de armazém e até tive formação com uma consultora de moda que me ensinou a falar, a andar direito, a saber estar, a combinar a roupa.”

João Leite faz de tudo para os ajudar: “É muito difícil arranjar emprego para eles”, admite. O passado de contas com a justiça é um lastro pesado. É o caso de Daniel, que conta que uma coisa levou à outra e que sempre que saía da prisão regressava à condição de sem-abrigo, acabando por cometer mais crimes, e por ser novamente preso. Cumpriu várias penas e andou num entra e sai das cadeias de Custóias, Santa Cruz do Bispo e Caxias.
“Na prisão, enterrei-me ainda mais do que quando estava em liberdade”, desabafa. O vício piorou: “Há mais droga lá dentro do que cá fora”, afirma. “Fui apanhado a traficar na cadeia e fiquei, durante 15 dias, preso na solitária, de onde saímos maluquinhos da cabeça”, conta. Esmeralda esperava-o sempre.

Daniel desvenda mais um pouco da sua vida: “Em pequeno, fugi 34 vezes dos centros educativos. Furtava em supermercados, mas depois era apanhado e regressava.” Num dos centros, em Viseu, já com dez anos, a fuga correu-lhe mal. Andou um ano inteiro a escavar, com os colegas de cela, um buraco na parede. “Apanhei um susto de morte quando um deles morreu alvejado com um tiro na cabeça, durante a fuga.”

Agora, virou a página. Talvez pela primeira vez em 34 anos.

1.6.16

Sem-abrigo de Viseu com cuidados de saúde na rua | Parceria entre ‘Saúde em Português’ e Freguesia de Viseu

In "Dão e Demo"

A Saúde em Português – Delegação Regional do Centro vai avançar, em Viseu, com consultas de rua para a população sem-abrigo. Esta Organização Não Governamental (ONG) foi uma das contempladas com um apoio financeiro no âmbito do Apoio ao Associativismo da Junta de Freguesia de Viseu. O projeto entra em julho no terreno e estende-se por 12 meses. Vai envolver voluntários da área da Saúde que, utilizando as suas competências profissionais, recursos disponibilizados e experiência no terreno, pretendem intervir na saúde física e psicológica das pessoas em condição sem-abrigo. “O voto de confiança do Apoio ao Associativismo da Freguesia de Viseu ao financiar o projeto Saúde sem Teto é fundamental para a sua concretização e a Delegação Regional do Centro de Saúde em Português agradece em nome de todos os seus futuros beneficiários”, realça Vitor Martins, secretário da Saúde em Português – Delegação Regional do Centro. São parceiros envolvidos neste projeto a Junta de Freguesia de Viseu, a ASCEV e a associação Bora Lá.

24.5.16

Cuidados de saúde vão chegar aos sem-abrigo

In "Diário de Viseu"

A delegação regional do Centro da Saúde em Português vai avançar, em Viseu, com consultas de rua para a população sem-abrigo.
Em comunicado, esta Organização Não Governamental (ONG) diz ter sido “uma das contempladas com um apoio financeiro no âmbito do Apoio ao Associativismo da Junta de Freguesia de Viseu”.
O projecto entra em Julho no terreno e estende-se por um ano, envolvendo voluntários da área da Saúde que, utilizando as suas competências profissionais, recursos disponibilizados e experiência no terreno, pretendem intervir na saúde física e psicológica das pessoas em condição sem-abrigo.
“O voto de confiança do Apoio ao Associativismo da Freguesia de Viseu ao financiar o projecto Saúde sem Tecto é fundamental para a sua concretização e a delegação regional do Centro de Saúde em Português agradece em nome de todos os seus futuros beneficiários”, realça Vitor Martins, secretário da delegação regional do Centro da Saúde em Português.
São parceiros envolvidos neste projecto a Junta de Freguesia de Viseu, a ASCEV e a associação Bora Lá.
| Voluntários da área da Saúde vão ajudar quem vive na rua
A Organização Não Governamental Saúde em Português vai arrancar em Julho com um projecto que procura intervir na saúde física e psicológica dos sem-abrigo de Viseu Página 5 Cuidados de saúde vão chegar aos sem-abrigo

9.5.16

Núcleo de apoio aos sem-abrigo de Arroios dá hoje a última refeição

in Diário Digital

O Núcleo de Apoio Local aos sem-abrigo em Arroios, na cidade de Lisboa, vai fechar portas, devido à falta de condições financeiras, afirmou o responsável Pedro Cardoso, referindo que o espaço encerra hoje depois de ser distribuído o jantar.

Segundo o responsável pela gestão do Núcleo de Apoio Local (NAL), Pedro Cardoso, a Câmara de Lisboa «mudou a estratégia» em relação ao modelo de funcionamento do espaço de apoio aos sem-abrigo, reduzindo o financiamento de 77 mil euros para 15 mil euros.

Localizado no Largo de Santa Bárbara, na freguesia de Arroios, o espaço do NAL foi inaugurado em setembro de 2013 com o objetivo de apoiar pessoas sem-abrigo, disponibilizando refeições de pequeno-almoço, almoço e jantar, bem como «todo o acompanhamento social e inserção no mercado de trabalho», através de uma equipa de técnicos a trabalhar todos os dias, entre as 09:00 e as 22:00.

Diário Digital / Lusa

5.5.16

AMI apoiou 1.455 sem-abrigo em 2015, dos quais 502 novos casos

In "Açoriano Oriental"

Os sem-abrigo apoiados são maioritariamente homens AMI apoiou 1.455 sem-abrigo em 2015, dos quais 502 novos casos Assistência Médica Internacional ajudou 28.069 pessoas no ano passado, sendo que 502 foram novos casos de sem-abrigo LUSA Açoriano Oriental AAssistência Médica Internacional (AMI) atendeu no ano passado 502 novos casos de sem-abrigo, menos 13 face a 2014, 27% dos quais eram mulheres, segundo dados da organização.

Os dados do Relatório de Atividades e Contas 2015 daAMI referem que, no ano passado, frequentaram os equipamentos sociais 1.455 pessoas sem-abrigo, menos 4% do que no ano anterior, representando 11% da população total atendida.
Estas pessoas enquadram-se na tipologia de sem-abrigo definida pela Federação Europeia das Organizações que Trabalham coma População Sem-Abrigo, que contempla situações de pessoas que estão em centros de acolhimento de emergência ou -temporário, que vivem em quartos alugados, em barracas ou em casas sobrelotadas.

A AMI observa que 27% dos novos casos atendidos no ano passado eram mulheres, verificando-se que o atendimento de mulheres mais do que duplicou ( mais 121%) desde 1999, ano em que se começou a fazer esta contagem.
Desde esta data, já foram apoiadas 10.907 pessoas em situação de sem-abrigo.
Os sem-abrigo apoiados em 2015 são maioritariamente homens (75%), com idades entre os 40 e os 59 anos (51%) e os 30 e os 39 anos (17%).
Distribuem-se principalmente pela Grande Lisboa (52%) e pelo Grande Porto (38%), tendo-se verificado, na região de Lisboa, uma descida de 11% face a 2014 e uma subida de 6% na região do Porto.

Quase um-terço (28%) pernoita flama, em escada s, átrios, prédios, carros abandonados, contentores e estações, 14% em quartos e pensões, 17% residem temporariamente em casa de familiares ou amigos, 13% vivem em centros de emergência ou destinado avítimas de violência doméstica, 7% em habitações inadequadas, 7% em casa alugada e 14% noutros locais não especificados.
Os dados referem que 79% são portugueses, seguindo-se os naturais dos PALOP (12%), de outros Países da União Europeia (3%) e do grupo Outros Países (3%), onde se inclui o Brasil e a índia.

Em 2015, quase metade das 28.069 pessoas que a Assistência Médica Internacional ajudou tinham menos de 30 anos. Apesar da diminuição verificada face ao ano anterior, procuraram pela primeira vez os apoios sociais daAMI, em 2015, 3.775 pessoas, (28% da população total apoiada), segundo o Relatório de Atividade e Contas 2015 da organização.

Os equipamentos sociais apoiaram uma média de 3.909 pessoas por mês, com uma média mensal de 315 novos casos de pobreza.
No total, foram apoiadas 13.604 pessoas diretamente, JOSÉ SENA GOULAO / LUSA através destes equipamentos, e 14.465 indiretamente, através da distribuição alimentar a 36 instituições do Grande Porto, no âmbito do Fundo Europeu de Apoio a Carenciados.
A AMI sublinha que a redução no número de apoios "não traduz uma melhoria efetiva das condições de vida da população portuguesa"; nem torna "menos prioritário e necessário o investimento no trabalho social desenvolvido" nas comunidades pela organização.
Como razões para esta diminuição, aponta a criação de outras respostas sociais, como cantinas sociais e campanhas de combate ao desperdício alimentar, "cuja intervenção possui um cariz mais assistencialista e permite dar uma respostamais imediata ao nível das necessidades mais básicas".

Poderá também dever-se a uma "maior articulação entre as instituições, o que se traduz num trabalho mais integrado e uma menor duplicação de apoios", refere a organização, que, desde 1994, já apoiou diretamente 68.092 pessoas em situação de pobreza.
Traçando o perfil da população apoiada, a instituição refere que "sofreu algumas alterações", mas continua a ser maioritariamente uma população em idade ativa., que se depara com o problema do desemprego.
Os que pedem ajuda são cada vez mais novos: Se em 2008, apenas 30% da população apoiada tinha menos de 30 anos, em 2015, essa percentagem aumentou para os 48%

30.3.16

Unidade móvel vai prestar apoio médico a prostitutas e sem-abrigo em viseu

Nuno Noronha, in "Sapo"

Projeto “Saúde na Esquina” da ONG Saúde em Português quer abranger a população que vive à margem dos cuidados do Sistema Nacional de Saúde.

A notícia é avançada pelo jornal Público.

A organização não-governamental (ONG) “Saúde em Português” vai avançar, em Viseu, com consultas médicas na rua para pessoas sem-abrigo e prostitutas.

A unidade móvel de saúde começa a percorrer as estradas do concelho a partir de agosto.

"Além das consultas, vamos dar conselhos de promoção de saúde e apoio social", explica Inês Figueiredo, delegada em Viseu da ONG que foi criada em finais do ano passado (2015), citada pelo referido jornal.

"Esta população terá, simultaneamente, acesso a apoio psicossocial tanto em ambiente de consulta como em ambiente informal de rua", nomeadamente com a realização de testes rápidos de VIH/SIDA no local, por exemplo.

24.3.16

Carrinha móvel vai prestar apoio médico a prostitutas e sem-abrigo em Viseu

Sandra Rodrigues, in "Público"

A organização não-governamental (ONG) Saúde em Português vai avançar, em Viseu, com consultas médicas na rua para pessoas sem abrigo e prostitutas. O projecto “Saúde na Esquina” pretende chegar a uma população vulnerável que vive à margem do Sistema Nacional de Saúde. Uma unidade móvel de saúde começa a percorrer as estradas do concelho a partir de Agosto.

“Além das consultas, vamos dar conselhos de promoção de saúde e apoio social”, explica Inês Figueiredo, delegada em Viseu da ONG que foi criada em ? nais do ano passado (2015).

A equipa responsável pela iniciativa já identi? cou os locais por onde a carrinha médica vai passar. “Esta população terá, simultaneamente, acesso a apoio psicossocial tanto em ambiente de consulta como em ambiente informal de rua”, nomeadamente com a realização de testes rápidos no local, como, por exemplo, os do VIH/Sida.

Segunda a porta-voz da ONG, este é “um projecto inovador” e que pode ser replicado em qualquer zona do país onde exista “população marginalizada”. “Está também prevista a realização de um trabalho de investigação nesta temática, com a construção de uma base de dados, identi? cação dos principais Carrinha móvel vai prestar apoio médico a prostitutas e sem-abrigo em Viseu factores de risco, avaliação das mudanças de comportamento de risco e aferição do impacto do projecto na população-alvo. No ? nal, será feita a apresentação dos resultados, nomeadamente o número de pessoas alcançadas”, a? rma Inês Figueiredo.

Além do “Saúde na Esquina”, a organização não-governamental conta avançar com a iniciativa “Saúde na Prisão”, à semelhança do projecto que foi desenvolvido pela organização “mãe” com a comunidade prisional em Coimbra.

“Estes são projectos que vão arrancar brevemente, mas para este ano a Saúde em Português quer ainda colocar no terreno a “Saúde Rural” que tem como missão levar médicos de família a freguesias com carências”, salienta a porta-voz.
Criada em 12 de Dezembro do ano passado, a delegação para a Região Centro da Saúde em Português decidiu colocar em Viseu a sua sede, com o objectivo de promover o desenvolvimento regional e estimular melhores condições sociais. A organização existe há 22 anos e está sediada em Coimbra. Trabalha com bolsas de exclusão e tem sido reconhecida pelo seu trabalho voluntário nas comunidades dos países de língua portuguesa e em territórios de con? ito, guerra e catástrofes.

“Apesar de o nosso trabalho ser mais reconhecido a nível internacional, continuamos a desenvolver a nossa missão na promoção da igualdade de oportunidades”, sublinha Hernâni Caniço, presidente da ONG.

A inovação do “Saúde na Esquina” foi um dos projectos distinguidos pelo Movimento Mais para Todos, lançado pela SIC Esperança e pela cadeia de distribuição alimentar Lidl.

Saúde Sandra Rodrigues Projecto “Saúde na Esquina” quer abranger população que vive à margem do Sistema Nacional de Saúde ADRIANO MIRANDA Serão feitos testes rápidos no local, como, por exemplo, os do VIH

22.3.16

Governo já começou avaliação da Estratégia Nacional para os Sem-Abrigo

"In Diário Digital"

O Instituto de Segurança Social já fez um balanço interno da Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas Sem-abrigo (ENIPSA) e o Governo começou entretanto uma avaliação integrada antes de avançar para a criação de uma nova estratégia.
Em resposta à agência Lusa, fonte do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS) adiantou que o ISS já fez um balanço interno da ENIPSA, frisando que o organismo é apenas um entre as 25 entidades que integravam o Grupo de Implementação, Monitorização e Avaliação da Estratégia (GIMAE).

A ENIPSA foi apresentada em 2009, durante o mandato de Vieira da Silva como ministro do Trabalho e Solidariedade Social, e vigorava até dezembro de 2015.

Na semana passada, a Assembleia da República recomendou ao Governo que fizesse uma avaliação participada, “incluindo todas as entidades parceiras e as próprias pessoas sem-abrigo”.

Com base nesse balanço, deveria ser elaborada uma nova estratégia nacional, “garantindo a parceria numa atividade transversal entre os diferentes setores da política social, as entidades envolvidas e as pessoas sem-abrigo”.

Na resposta à Lusa, o MTSSS não esclarece se vai ou não haver uma nova estratégia e deixa essa possibilidade em aberto, referindo-se a uma “eventual edição atualizada da Estratégia”.

Ou seja, do balanço já feito pelo ISS, “que não corresponde propriamente a uma avaliação”, chegou-se à conclusão de que é necessário realizar uma “avaliação integrada e participada por todas as entidades e sociedade civil”.

De acordo com o MTSSS, essa avaliação tem como objetivo “obter conclusões e recomendações concretas e objetivas que permitam a definição de orientações estratégicas no âmbito da integração das pessoas sem-abrigo”.

A mesma fonte diz também que serão essas conclusões e recomendações que irão “permitir equacionar quais os moldes e os recursos a definir para uma eventual edição atualizada da Estratégia”.

Para já, o balanço feito pelo ISS permitiu concluir que a ENIPSA teve um importante papel de “laboratório social”, já que se tratou da primeira estratégia nacional para as pessoas sem-abrigo e a primeira estratégia “nos chamados países do ‘sul da Europa’”.

Refere ainda que os 14 Núcleos de Planeamento e Intervenção junto de Pessoas Sem-Abrigo (NPISA), criados no âmbito da estratégia, continuam em funcionamento e que “iniciaram-se as diligências necessárias para a concretização da sua plena avaliação”.

Em declarações à agência Lusa, a responsável da Rede Europeia Anti Pobreza (EAPN) Portugal no grupo que definiu a ENIPSA adiantou que a estratégia funcionou até 2010/2011 e que, a partir dai, “ficou na gaveta” e que “as respostas continuam a falhar”.

De acordo com Maria José Domingos, o processo de construção da estratégia “foi todo muito positivo”, mas a partir do momento em que é necessário que a estratégia seja “um documento oficial, aí começam os problemas”.

“Tivemos muita dificuldade que saísse como uma resolução de Conselho de Ministros, que era isso que pretendíamos, porque entretanto caiu o Governo PS quando estávamos a começar essas negociações, e com o anterior Governo [PSD/CDS-PP] penso que não era de todo uma das prioridades e ficou na gaveta”, defendeu.

Para a responsável, há falta de vontade política, um aspeto transversal aos diferentes governos, lembrando que “qualquer estratégia tem que ter um financiamento alocado”.

“Senão estamos a brincar. Não se pode dizer que são precisas novas respostas para as pessoas sem-abrigo e depois não há dinheiro para implementar essas novas respostas”, apontou Maria José Domingos, referindo-se aos 75 milhões de euros definidos inicialmente para a estratégia, mas que não foram totalmente atribuídos.

Referiu que, em termos políticos, a população sem-abrigo “não é um público muito apetitoso” porque “não vota”.
Disse ainda que, como foi com o ministro Vieira da Silva que foi delineada a estratégia, tem a expectativa que ela seja reavaliada e que seja dotada de meios para que se consiga implementar a estratégia nos territórios.

29.1.16

Apoiadas 4.100 pessoas em vulnerabilidade social

In "Diário de Viseu"

Mais de 4.100 pessoas em situação de vulnerabilidade social foram apoiadas, em 2015, pela Linha Nacional de Emergência Social (LNES), mais 47% face ao ano anterior, revelam dados do Instituto da Segurança Social. A funcionar 24 horas por dia, através do número de telefone 144, a linha é um serviço público gratuito destinado a todos os cidadãos em situação de vulnerabilidade e desprotecção social, nomeadamente crianças e jovens em perigo, pessoas em situação de perda ou ausência de autonomia, vítimas de violência doméstica e sem-abrigo.

25.1.16

José já viveu na rua e agora ajuda outros sem-abrigo

In "TVI 24"

Associação do Porto dá cama, trabalho e alimentação a sem-abrigo.

Câmara lança concurso para equipas de rua

Inês Boaventura, in "Público"

Equipas vão prestar apoio psicológico e social a sem abrigo. A Câmara de Lisboa aprecia na quarta-feira o lançamento de um concurso com vista à contratação de quatro “equipas técnicas de rua” que prestem “apoio social e psicológico” à população sem abrigo da cidade.

Neste projecto, que terá a duração de um ano, está previsto que a autarquia invista um valor máximo de 180 mil euros.

Na proposta que vai ser discutida, o vereador dos Direitos Sociais justi? ca esta iniciativa com a “necessidade de manter respostas sociais de intervenção de proximidade à população em situação de sem abrigo, com deslocações à rua de forma a conceder-lhe o apoio social e psicológico necessário à sua reinserção social e profissional”.

João Afonso acrescenta que a existência de quatro equipas “que cubram a totalidade do território da cidade, de acordo com quatro zonas (ocidental, norte oriental, centro e centro-sul)”, estava já prevista no Programa Municipal para a Pessoa Sem Abrigo. Este instrumento foi aprovado pela câmara em Outubro passado, prolongando-se a sua execução até 2018.

A expectativa do vereador dos Direitos Sociais é que o procedimento concursal agora anunciado, ao qual poderão concorrer “as instituições particulares de solidariedade social Câmara lança concurso para equipas de rua e as que lhe são legalmente equiparadas, bem como as associações, fundações e outras pessoas colectivas privadas de âmbito social sem fins lucrativos”, esteja concluído “até ao final do primeiro trimestre de 2016”.

Quanto a valores, João Afonso fala num “limite máximo total” de 180 mil euros, mas nota que o município poderá “promover a revisão ulterior em baixa dos apoios concedidos”.

Isto se as instituições que ganharem o concurso conseguirem “recolher apoios junto de outras entidades públicas” e com o objectivo de “evitar duplos financiamentos”.

Para a reunião camarária de quarta-feira está agendada uma outra proposta, também relacionada com o Programa Municipal para a Pessoa Sem Abrigo. O documento visa a atribuição de um apoio financeiro de 218.700 euros ao Centro Social do Exército de Salvação e de 134.412 à Assistência Médica Internacional.

Ambas as entidades, lembra João Afonso, apoiam a população sem abrigo de Lisboa “em regime de alojamento nocturno e actividades diurnas”.
Da ordem de trabalhos consta também a aprovação de um protocolo de colaboração com o Conselho Português para os Refugiados, no âmbito do trabalho por este desenvolvido no Centro de Acolhimento para Crianças Refugiadas, no Parque da Belavista. Sublinhando que está em causa uma “resposta social” única no município, o vereador dos Direitos Sociais propõe a transferência para esta entidade de 72 mil euros. Também analisada vai ser a atribuição de uma comparticipação de 317.500 euros à edição da ModaLisboa, que se realiza em Março.

Feijoada na rua aquece 30 sem-abrigo

In "Jornal de Notícias"

Cerca de 30 sem-abrigo e 10 voluntários reuniram-se ontem, pelas 20 horas, para jantar sopa e feijoada, numa zona coberta da estação de metro da Casa Música.

Cerca de 30 sem-abrigo e 10 voluntários reuniram-se ontem, pelas 20 horas, para jantar sopa e feijoada, numa zona coberta da estação de metro da Casa Música. É a segunda vez que o "Jantar ao Luar" acontece, depois de se ter estreado na noite de Natal. A iniciativa partiu do grupo de voluntariado "Nós I Entre Iguais", um movimento de solidariedade social dinamizado pelo SPULP (Serviço de Psicologia da Universidade Lusófona do Porto), em colaboração com o MASA (Movimento de Apoio ao Sem-Abrigo) e com o seu porta-voz e ex-sem-abrigo, Daniel Horta Nova. A ideia do grupo é conseguir que estes jantares aconteçam, pelo menos, uma vez por semana. Além de refeições o grupo tenta distribuir cobertores, roupa, produtos de higiene pessoal, livros e lanternas aos que vivem nas ruas.

22.1.16

Bloco quer que Governo renove estratégia de integração de sem-abrigo

ANA CRISTINA PEREIRA, in "Público"

Bloco de Esquerda entrega na Assembleia da República projecto de resolução a recomendar ao Governo que faça um balanço da estratégia 2009-2015 e a relance.

Acabou no final de 2015 a Estratégia Nacional de Integração das Pessoas Sem-Abrigo. Os vários Núcleos de Planeamento, Intervenção a Sem-Abrigo (NPISA) aguardam orientação do Instituto de Segurança Social. Ninguém sabe se a estratégia termina mesmo, se se prolonga, se dá lugar a uma nova. O Bloco de Esquerda quer que o Governo a avalie, a renove e lhe destine recursos.

Incitado por Bruxelas, Portugal criou em 2007 um grupo de trabalho para desenvolver uma Estratégia Nacional de Integração das Pessoas Sem-Abrigo. O plano, com um eixo sobre informação e outro sobre intervenção, foi aprovado em Março de 2009, mas nunca teve dotação orçamental.

O Instituto de Segurança Social, que coordena a estratégia, não respondeu ainda às questões colocadas pelo PÚBLICO, pelo que, para já, é impossível dizer se há uma avaliação interna, se há uma decisão, quantas pessoas em situação de sem-abrigo foram sinalizadas, quantas saíram das ruas, quantas foram integradas, quantas continuam a ser acompanhadas, em que partes do país.

De acordo com o plano, sempre que o número de sem-abrigo justifica, deve constituir-se um NPISA e delinear-se um conjunto de respostas integradas. Em 2013, quando foi feita a avaliação intercalar, havia 14 – Almada, Amadora, Aveiro, Braga, Cascais, Coimbra, Faro, Figueira da Foz, Lisboa, Oeiras, Porto, Seixal, Setúbal e Vila Nova de Gaia. Poucos iam além da articulação entre técnicos. Nessa altura, 4420 pessoas sem-abrigo em todo o país eram acompanhadas.

Muito ficou por fazer nesta estratégia destinada a garantir que ninguém é obrigado a permanecer na rua mais de 24 horas. Um exemplo: não foi criado qualquer centro de emergência (estruturas de resposta imediata, das quais se sairia, com um diagnóstico já feito, para alojamento temporário ou permanente).

José Soeiro, eleito pelo círculo do Porto, ouviu falar nas falhas – em Julho do ano passado levou ao Parlamento membros do movimento Uma Vida Como a Arte, formado por pessoas com experiência de rua –, mas confere mérito à estratégia, que juntou entidades públicas e privadas de diversas áreas. A transversalidade da intervenção e a articulação de técnicos, de entidades, parecem-lhe características demasiado importantes no combate à pobreza.

“Faltaram recursos”, resume o deputado. “Há medidas concretas que estavam previstas e que não foram desenvolvidas.”

O NPISA-Porto foi o que mais se desenvolveu: criou uma plataforma de intervenção e acompanhamento social, outra de organizações de voluntários, outra de emprego, outra ainda de inclusão pela arte, a que chamou Vozes do Silêncio. Em vez de um centro de emergência, lançou um serviço de triagem: um atendimento de primeira linha, assegurado, à vez, por técnicos de organizações que fazem parte a rede coordenada pela Segurança Social. E sobram críticas. O número de técnicos disponibilizados pelos parceiros foi diminuindo com o tempo. A triagem não funciona ao fim-de-semana. O albergue não chega para as encomendas. Um quarto de pensão pode ser mais aconselhável e não haver verba.

No início de 2015, a EAPN/Rede Europeia Anti-Pobreza – Portugal questionou o então ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares. Ainda houve uma reunião, mas já no fim da legislatura, diz Sérgio Aires, consultor daquela entidade e dirigente do Observatório de Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa.

“Era suposto ter havido uma avaliação do impacto da estratégia, executada por entidade externas”, salienta José Soeiro. O balanço permitiria perceber o que correu bem, o que correu mal, delinear propostas de reformulação da Estratégia a partir de 2015. “É um tema suficientemente importante para não se descurar ”, diz. “A sensação que temos é que caiu no esquecimento”. O ano chegou ao fim sem que tivesse sido divulgado qualquer relatório de avaliação. E, diz ainda, “o anterior Governo não fez nenhuma diligência para lançar uma nova Estratégia.”

Esta quinta-feira, o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda entrega na Assembleia da República um projecto de resolução a recomendar “ao Governo que proceda a uma avaliação participada e integrada da estratégia, incluindo todas as entidades parceiras e as próprias pessoas sem-abrigo”, que a renove, “garantindo a parceria entre os diferentes sectores da política social, as entidades envolvidas e as pessoas sem-abrigo”, e que “destine recursos” para a sua concretização.

O mais provável é que a proposta baixe à Comissão do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social.

23.12.15

Comunidade Vida e Paz realiza festa de Natal para sem-abrigo

Cristina Liz, in "RTP"

O encontro promovido pela associação junta pessoas sem abrigo na cantina da Cidade Universitária, em Lisboa, durante três dias.

9.10.13

Estudantes querem transformar autocarro em local de apoio aos sem-abrigo

Vânia Maia, in Visão

Alunos de design apresentaram um projeto inovador de uma unidade móvel de apoio à higiene e saúde dos sem-abrigo

O Núcleo de Design para a Sustentabilidade do IADE (uma escola superior de design de Lisboa) está a desenvolver um projeto de apoio aos sem-abrigo da cidade.

A ideia dos estudantes é adaptar um autocarro urbano de forma a garantir serviços básicos de higiene, apoio psicológico e uma área de rastreios de saúde para melhorar o bem-estar dos sem-abrigo.

Esta unidade móvel serviria de apoio às atividades de instituições de solidariedade social e a grupos de voluntários que atuam nesta área.

As preocupações ambientais também fazem parte do projeto, que conta com materiais recicláveis e um sistema de gestão do combustível que garante um elevado nível de autossuficiência, de acordo com a equipa que desenvolveu este "autocarro solidário".

A ideia foi apresentada no GreenFest, o festival ambiental de criatividade que decorreu, no passado fim de semana, no Centro de Congressos do Estoril.