Mário Freire, in Reconquista
Assinalou-se no passado dia 20 de Novembro o “Dia Universal dos Direitos da Criança”. Com ele pretendeu sensibilizar-se a comunidade mundial para tudo o que afecta a vida da criança.
Em Portugal, a UNICEF associou-se à Pordata (base de dados estatísticos da Fundação Francisco Manuel dos Santos) para dar a conhecer realidades relativas à infância e adolescência no nosso País.
Assim, de entre os muitos dados apresentados, verifica-se que os agregados familiares monoparentais têm vindo a aumentar, continuando a ser essencialmente matriarcais. Além disso, cerca de 330 mil crianças e adolescentes estão, actualmente, em risco de pobreza em Portugal, sendo este risco mais acentuado naquele tipo de famílias.
Em 2018, se não fossem os apoios sociais, 28,4% das crianças e adolescentes viveriam abaixo do limiar da pobreza. Como corolário destes dados, em 2019, 229.846 estudantes do ensino público não superior beneficiaram de refeições subsidiadas pela Acção Social Escolar em Portugal Continental.
Outro aspecto que os dados estatísticos nos apresentam é o de em 2018 terem sido adoptadas 253 crianças com vínculo de adopção plena. Em contraposição com este número, o Jornal de Notícias daquele mesmo dia 20 de Novembro dizia que, nos últimos quatro anos, voltaram às casas de acolhimento pelo menos 67 crianças que já tinham sido adoptadas ou que estavam em período de pré-adopção. Se compararmos com o número de crianças que foram adoptadas desde 2016 (935), as crianças devolvidas representam 7,2%. Entretanto, mais de 300 crianças continuam à espera de ser adoptadas e há mais de 7 mil crianças que não vivem com as respectivas famílias. Que significado têm estes números?
Estamos a viver neste Natal uma grave crise sanitária, económica e social. Ora, ao Natal associam-se as ideias de família, votos de felicidades, de paz, presentes e, para os lares cristãos, também o presépio e a celebração do nascimento de Jesus. De que modo, para aqueles 330.000 menores de 18 anos que estão em risco de pobreza, o Natal é vivido? Como é que aquelas mais de sete mil crianças e adolescentes que foram retiradas da família irão passar estes dias? E quanto àquelas crianças que foram devolvidas à procedência, como se de mercadoria se tratasse?
Perguntas que inquietam, num tempo que deveria ser de tranquilidade e de alegria. Mas só o confronto (desde cada pessoa ao Estado) com este tipo de realidades pode ajudar a encontrar soluções ou, pelo menos, a minorá-las.
Que este Natal seja para todos, e especialmente para as crianças que não têm a família que as protege, um tempo de esperança de dias felizes.
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21.12.20
Porto: Párocos da cidade denunciam aumento da pobreza
in Agência Ecclesia
Responsáveis católicos dizem que estão no limite da capacidade de resposta aos pedidos de ajuda, após crise provocada pela pandemia
Porto, 20 dez 2020 (Ecclesia) – Os párocos da cidade do Porto denunciaram, em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, o “crescimento dos pedidos de apoio por parte de gente pobre ou empobrecida”, após a crise provocada pela atual pandemia.
A nota, divulgada este sábado, destaca que as instituições católicas estão no limite da capacidade de resposta, por falta de meios.
“Os párocos da cidade do Porto decidiram dar a conhecer a sua preocupação ao verificarem que este tempo de império Covid levou a fome a muitos lares e se vão a esgotando as capacidades das paróquias acudirem a tantas situações de emergência”, refere o texto, assinado pelos padres Fernando Milheiro e Mário Henrique os, vigários da Vara do Nascente e do Poente – sacerdotes com a responsabilidade coordenar a atividade pastoral que determinado conjunto de paróquias exerce em comum.
Através dos seus serviços e sobretudo da atuação dos vicentinos, de grupos paroquiais da caridade e de outros voluntários, as paróquias vão respondendo a situações de emergência, percebendo que não poderão ir muito mais além, quando o número dos que procuram comida continua a aumentar”.
16 das 26 paróquias do Porto ofereceram, desde março, mais de 664 mil euros para “travar a fome e noutros apoios sociais”; em cabazes e alimentos (respostas sociais não institucionais) os organismos, grupos e movimentos paroquiais gastaram 81 330 euros, tendo beneficiado 942 famílias, num total de 2558 pessoas.
O apoio em medicamentos, farmácia, rendas de casa, faturas de eletricidade e água, alojamento foi de mais de 63 mil euros; as refeições oferecidas nas paróquias ou fora representam 506 543 euros.
“O Estado tem de responder ao problema do muito alto desemprego real quando tantas pequenas empresas fecham por não poderem aguentar mais. É necessário ainda que a sociedade civil colabore no apoio aos que, de repente, se tornaram pobres ou caíram em situação de desespero”, pedem os responsáveis católicos.
Os párocos da cidade do Porto saúdam a ação do Município local e associações voluntárias, na resposta à “maior crise das últimas décadas”.
Os apoios dados pelas paróquias chegam a “crianças, idosos e adultos, pessoas com deficiência, jovens e gente em situação de sem-abrigo”.
O projeto ‘Porta Solidária’, que distribui refeições, prepara o Natal, com presença do bispo na Consoada; já o pároco de Campanhã disse à Agência ECCLESIA que a iniciativa ‘Natal dos Sós’ 2020 vai decorrer de forma diferente, devido à pandemia, chegando à casa dos tradicionais participantes.
Também no Porto, o pároco de São Nicolau e de Nossa Senhora da Vitória está a ajudar pessoas sem-abrigo colocando-as em pensões da cidade, com o apoio de donativos individuais.
OC
Responsáveis católicos dizem que estão no limite da capacidade de resposta aos pedidos de ajuda, após crise provocada pela pandemia
Porto, 20 dez 2020 (Ecclesia) – Os párocos da cidade do Porto denunciaram, em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, o “crescimento dos pedidos de apoio por parte de gente pobre ou empobrecida”, após a crise provocada pela atual pandemia.
A nota, divulgada este sábado, destaca que as instituições católicas estão no limite da capacidade de resposta, por falta de meios.
“Os párocos da cidade do Porto decidiram dar a conhecer a sua preocupação ao verificarem que este tempo de império Covid levou a fome a muitos lares e se vão a esgotando as capacidades das paróquias acudirem a tantas situações de emergência”, refere o texto, assinado pelos padres Fernando Milheiro e Mário Henrique os, vigários da Vara do Nascente e do Poente – sacerdotes com a responsabilidade coordenar a atividade pastoral que determinado conjunto de paróquias exerce em comum.
Através dos seus serviços e sobretudo da atuação dos vicentinos, de grupos paroquiais da caridade e de outros voluntários, as paróquias vão respondendo a situações de emergência, percebendo que não poderão ir muito mais além, quando o número dos que procuram comida continua a aumentar”.
16 das 26 paróquias do Porto ofereceram, desde março, mais de 664 mil euros para “travar a fome e noutros apoios sociais”; em cabazes e alimentos (respostas sociais não institucionais) os organismos, grupos e movimentos paroquiais gastaram 81 330 euros, tendo beneficiado 942 famílias, num total de 2558 pessoas.
O apoio em medicamentos, farmácia, rendas de casa, faturas de eletricidade e água, alojamento foi de mais de 63 mil euros; as refeições oferecidas nas paróquias ou fora representam 506 543 euros.
“O Estado tem de responder ao problema do muito alto desemprego real quando tantas pequenas empresas fecham por não poderem aguentar mais. É necessário ainda que a sociedade civil colabore no apoio aos que, de repente, se tornaram pobres ou caíram em situação de desespero”, pedem os responsáveis católicos.
Os párocos da cidade do Porto saúdam a ação do Município local e associações voluntárias, na resposta à “maior crise das últimas décadas”.
Os apoios dados pelas paróquias chegam a “crianças, idosos e adultos, pessoas com deficiência, jovens e gente em situação de sem-abrigo”.
O projeto ‘Porta Solidária’, que distribui refeições, prepara o Natal, com presença do bispo na Consoada; já o pároco de Campanhã disse à Agência ECCLESIA que a iniciativa ‘Natal dos Sós’ 2020 vai decorrer de forma diferente, devido à pandemia, chegando à casa dos tradicionais participantes.
Também no Porto, o pároco de São Nicolau e de Nossa Senhora da Vitória está a ajudar pessoas sem-abrigo colocando-as em pensões da cidade, com o apoio de donativos individuais.
OC
17.12.20
Paróquia de Campanhã leva consoada a casa no “Natal dos Sós”
Henrique Cunha, in RR
Padre Fernando Milheiro diz que, por causa da pandemia de Covid-19, “têm aumentado os pedidos e as carências”.
“O que me preocupa não é aquilo que a gente faz; o que me preocupa é a carência que a gente nota”, afirma o Fernando Milheiro, da paróquia da Campanhã, no Porto, que todos os anos organiza o “Natal dos Sós”, relata aumento significativo de necessitados por causa da pandemia.
Este ano, a iniciativa que costuma juntar na noite de consoada pessoas que vivem sozinhas, vai decorrer de forma diferente. Na noite de 24 de dezembro, haverá uma equipa de voluntários a levar a consoada a casa.
De acordo com o padre Fernando Milheiro, “um grupo de voluntários fez contacto com as famílias, ou com as pessoas que estão sós em casa” e, depois desse contacto pessoal, “verificamos que temos um grupo de 18 que neste momento dizem que têm necessidade”.
“E então vamos dar uma refeição a essa gente, levando a refeição a casa. A refeição será devidamente embalada. E depois, entre as 18h00 e as 19h00, vamos a casa das pessoas entregar-lhe aquilo a que nós chamamos um carinho de Jesus”, explica o pároco de Campanhã.
Pedidos de ajuda a aumentar
Campanhã é uma das freguesias do Porto mais marcadas pela dificuldade. De acordo com o padre Fernando Milheiro, por causa da pandemia “têm aumentado os pedidos e as carências”.
O sacerdote diz que, para além do que se faz desde 1987 com o “Natal dos Sós”, a paróquia “tem também a Conferência Vicentina e um grupo de caridade” que vão entregar neste Natal cerca de 140 cabazes, “um número assinalável”.
O padre Fernando Milheiro sublinha que “o que o preocupa não é aquilo que a gente faz”, pois “o que preocupa é a carência que a gente nota”.
“Todos estes casos são casos que passam um pouco à margem daquilo que são os apoios habituais”, alerta.
“Nós tentamos descobrir se recebem apoios de alguém e às vezes são apoios tão irrisórios que não daria para as pessoas viverem", conclui.
Padre Fernando Milheiro diz que, por causa da pandemia de Covid-19, “têm aumentado os pedidos e as carências”.
“O que me preocupa não é aquilo que a gente faz; o que me preocupa é a carência que a gente nota”, afirma o Fernando Milheiro, da paróquia da Campanhã, no Porto, que todos os anos organiza o “Natal dos Sós”, relata aumento significativo de necessitados por causa da pandemia.
Este ano, a iniciativa que costuma juntar na noite de consoada pessoas que vivem sozinhas, vai decorrer de forma diferente. Na noite de 24 de dezembro, haverá uma equipa de voluntários a levar a consoada a casa.
De acordo com o padre Fernando Milheiro, “um grupo de voluntários fez contacto com as famílias, ou com as pessoas que estão sós em casa” e, depois desse contacto pessoal, “verificamos que temos um grupo de 18 que neste momento dizem que têm necessidade”.
“E então vamos dar uma refeição a essa gente, levando a refeição a casa. A refeição será devidamente embalada. E depois, entre as 18h00 e as 19h00, vamos a casa das pessoas entregar-lhe aquilo a que nós chamamos um carinho de Jesus”, explica o pároco de Campanhã.
Pedidos de ajuda a aumentar
Campanhã é uma das freguesias do Porto mais marcadas pela dificuldade. De acordo com o padre Fernando Milheiro, por causa da pandemia “têm aumentado os pedidos e as carências”.
O sacerdote diz que, para além do que se faz desde 1987 com o “Natal dos Sós”, a paróquia “tem também a Conferência Vicentina e um grupo de caridade” que vão entregar neste Natal cerca de 140 cabazes, “um número assinalável”.
O padre Fernando Milheiro sublinha que “o que o preocupa não é aquilo que a gente faz”, pois “o que preocupa é a carência que a gente nota”.
“Todos estes casos são casos que passam um pouco à margem daquilo que são os apoios habituais”, alerta.
“Nós tentamos descobrir se recebem apoios de alguém e às vezes são apoios tão irrisórios que não daria para as pessoas viverem", conclui.
16.12.20
As dez recomendações da DGS para evitar contágios no Natal
in Público on-line
Direcção-Geral da Saúde apela ao cumprimento das medidas em vigor nos concelhos e à redução substancial do número de contactos, restringindo-se, se possível, ao agregado familiar com que se coabita.
Para garantir que o alívio das restrições na quadra do Natal não descambe “numa curva de contágios novamente ascendente”, com repercussões na capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde, o subdirector-geral da Saúde, Rui Portugal, partilhou, na habitual conferência de imprensa sobre a situação epidemiológica no país, um conjunto de dez “recomendações práticas” a adoptar pelas famílias:
As regras para este Natal devem ser repensadas?
Cumprir todas as regras que estejam em vigor nesta quadra em cada um dos concelhos, não só em termos de mobilidade, mas também quanto a aglomerações e ajuntamentos.
Se estiver doente ou algum dos familiares estiver doente, ou se o isolamento profiláctico tiver sido determinado, “estas pessoas têm o dever e a obrigação de se manterem isolados e afastados de todos os outros”.
Reduzir os contactos antes do início da quadra festiva e durante esse mesmo período. “Em vez de estabelecermos os nossos contactos e sociabilizarmos com um número vasto de pessoas, devemos reduzir esse número substancialmente. Em vez do grupo normal de contactos de dez ou 15 pessoas, passar a ter, durante esta temporada, contactos com apenas quatro ou cinco pessoas, além do agregado”.
Reduzir o tempo de exposição em todos os contactos. “Em vez de estarmos juntos três ou quatro ou cinco horas, vamos tentar estar juntos e presentes mas num tempo mais limitado de uma, duas ou três horas e optando por usar os espaços exteriores”.
Reduzir os contactos em termos de núcleo familiar. “A família que conta aqui é a dos coabitantes, aqueles que residem no mesmo espaço físico. Nesse sentido, devemos reduzir o máximo que pudermos os contactos com familiares não-coabitantes, os nossos irmãos, pais, tios, sobrinhos”.
Preferencialmente, limitar todas as celebrações e contactos ao agregado com quem se coabita, tendo o contacto com outros membros pelos meios digitais, como computadores e telefonemas, “ou optando por visitas rápidas nos quintais de uns e de outros, no patamar das escadas dos prédios de uns e de outros, com uma troca simbólica de uma compota ou de algo que seja aprazível no contacto humano e de proximidade, mas sempre com distanciamento físico”.
Manter distanciamento físico na preparação das refeições. “As cozinhas nesta altura serão locais de alto risco, visto que são os grandes espaços de convício entre pessoas e familiares, e o distanciamento físico dever-se-á sempre considerar de 1,5 metros a dois metros, mesmo que seja entre familiares, desde que não-coabitantes”. E obviamente evitar os cumprimentos tradicionais.
Arejar espaços e garantir a circulação de ar. “Os espaços de maior volume são espaços de maior protecção, mas não significa que sejam espaços de eliminação de risco. E, nessa perspectiva, esses espaços devem ser repetidamente desinfectados nas suas superfícies e nos objectos de maior partilha.
Lavar e desinfectar as mãos frequentemente, respeitar a etiqueta respiratória, utilizar a máscara adequadamente em espaços fechados. “Se não conseguirmos garantir o distanciamento seguro, devemos sempre lembrar-nos que não é por serem nossos familiares que as pessoas representam menor risco relativamente ao que possa ser uma co-infecção nas nossas próprias casas”.
Evitar partilhar objectos comuns. “Atenção às partilhas de copos, talheres, etc.”, alertou ainda o responsável da DGS, para pedir igualmente contenção na ingestão de bebidas alcoólicas: “Escusado será dizer que se pretende nestes convívios uma utilização ‘moderada e racional’ de tudo o que possam ser substâncias que possam trazer maiores afectividades.”
Direcção-Geral da Saúde apela ao cumprimento das medidas em vigor nos concelhos e à redução substancial do número de contactos, restringindo-se, se possível, ao agregado familiar com que se coabita.
Para garantir que o alívio das restrições na quadra do Natal não descambe “numa curva de contágios novamente ascendente”, com repercussões na capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde, o subdirector-geral da Saúde, Rui Portugal, partilhou, na habitual conferência de imprensa sobre a situação epidemiológica no país, um conjunto de dez “recomendações práticas” a adoptar pelas famílias:
As regras para este Natal devem ser repensadas?
Cumprir todas as regras que estejam em vigor nesta quadra em cada um dos concelhos, não só em termos de mobilidade, mas também quanto a aglomerações e ajuntamentos.
Se estiver doente ou algum dos familiares estiver doente, ou se o isolamento profiláctico tiver sido determinado, “estas pessoas têm o dever e a obrigação de se manterem isolados e afastados de todos os outros”.
Reduzir os contactos antes do início da quadra festiva e durante esse mesmo período. “Em vez de estabelecermos os nossos contactos e sociabilizarmos com um número vasto de pessoas, devemos reduzir esse número substancialmente. Em vez do grupo normal de contactos de dez ou 15 pessoas, passar a ter, durante esta temporada, contactos com apenas quatro ou cinco pessoas, além do agregado”.
Reduzir o tempo de exposição em todos os contactos. “Em vez de estarmos juntos três ou quatro ou cinco horas, vamos tentar estar juntos e presentes mas num tempo mais limitado de uma, duas ou três horas e optando por usar os espaços exteriores”.
Reduzir os contactos em termos de núcleo familiar. “A família que conta aqui é a dos coabitantes, aqueles que residem no mesmo espaço físico. Nesse sentido, devemos reduzir o máximo que pudermos os contactos com familiares não-coabitantes, os nossos irmãos, pais, tios, sobrinhos”.
Preferencialmente, limitar todas as celebrações e contactos ao agregado com quem se coabita, tendo o contacto com outros membros pelos meios digitais, como computadores e telefonemas, “ou optando por visitas rápidas nos quintais de uns e de outros, no patamar das escadas dos prédios de uns e de outros, com uma troca simbólica de uma compota ou de algo que seja aprazível no contacto humano e de proximidade, mas sempre com distanciamento físico”.
Manter distanciamento físico na preparação das refeições. “As cozinhas nesta altura serão locais de alto risco, visto que são os grandes espaços de convício entre pessoas e familiares, e o distanciamento físico dever-se-á sempre considerar de 1,5 metros a dois metros, mesmo que seja entre familiares, desde que não-coabitantes”. E obviamente evitar os cumprimentos tradicionais.
Arejar espaços e garantir a circulação de ar. “Os espaços de maior volume são espaços de maior protecção, mas não significa que sejam espaços de eliminação de risco. E, nessa perspectiva, esses espaços devem ser repetidamente desinfectados nas suas superfícies e nos objectos de maior partilha.
Lavar e desinfectar as mãos frequentemente, respeitar a etiqueta respiratória, utilizar a máscara adequadamente em espaços fechados. “Se não conseguirmos garantir o distanciamento seguro, devemos sempre lembrar-nos que não é por serem nossos familiares que as pessoas representam menor risco relativamente ao que possa ser uma co-infecção nas nossas próprias casas”.
Evitar partilhar objectos comuns. “Atenção às partilhas de copos, talheres, etc.”, alertou ainda o responsável da DGS, para pedir igualmente contenção na ingestão de bebidas alcoólicas: “Escusado será dizer que se pretende nestes convívios uma utilização ‘moderada e racional’ de tudo o que possam ser substâncias que possam trazer maiores afectividades.”
28.10.20
Celebração do Natal na Europa vai depender de medidas adoptadas agora, alerta ECDC
in Público on-line
À semelhança do Verão, esta será uma época natalícia atípica: “Não será um Natal com viagens pelo mundo ou com grandes ajuntamentos, mas ainda poderá ser um Natal com significado e pacífico se baixarmos as taxas de infecção.”
A celebração do Natal este ano na Europa vai “depender muito” das medidas adoptadas agora pelos países europeus para combater a pandemia de covid-19, avisa o Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC).
“Ainda falta algum tempo até ao Natal, mas penso que a forma como o Natal será celebrado depende muito do que for feito agora”, declara o director do departamento de Vigilância do ECDC, Bruno Ciancio, em entrevista à agência Lusa.
Numa altura em que a Europa está a registar, por dia, cerca de 250 mil novos casos e mais de 2000 mortes, o responsável acrescenta: “Se formos capazes de reverter esta tendência, isso irá permitir que possamos ter um bom Natal”.
Ainda assim, admite que, à semelhança do Verão, esta será uma época natalícia atípica.
“Não será um Natal com viagens pelo mundo ou com grandes ajuntamentos, mas ainda poderá ser um Natal com significado e pacífico se baixarmos as taxas de infecção”, conclui Bruno Ciancio na entrevista à Lusa. Sediado na Suécia, o ECDC tem como missão ajudar os países europeus a dar resposta a surtos de doenças.
As declarações de Bruno Ciancio surgem depois de, em meados deste mês, o Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, ter admitido que poderá ser necessário “repensar o Natal em família”, devido ao aumento exponencial de casos de covid-19.
“É preciso repensar o Natal em família, repensa-se o Natal em família. Não pode ser um Natal com 100 pessoas, com 60 pessoas, com 50 pessoas, com 30 pessoas, divide-se o Natal pelas várias componentes na família”, referiu o chefe de Estado na altura.
Também nessa ocasião, Marcelo Rebelo de Sousa argumentou que “é preciso que as pessoas percebam que isto é uma tarefa de todos”, acrescentando que “essa tarefa significa cada qual por si fazer um esforço”.
O chefe de Estado exortou, ainda, a uma “precaução adicional, neste período de pico” da pandemia.
À semelhança do Verão, esta será uma época natalícia atípica: “Não será um Natal com viagens pelo mundo ou com grandes ajuntamentos, mas ainda poderá ser um Natal com significado e pacífico se baixarmos as taxas de infecção.”
“Ainda falta algum tempo até ao Natal, mas penso que a forma como o Natal será celebrado depende muito do que for feito agora”, declara o director do departamento de Vigilância do ECDC, Bruno Ciancio, em entrevista à agência Lusa.
Numa altura em que a Europa está a registar, por dia, cerca de 250 mil novos casos e mais de 2000 mortes, o responsável acrescenta: “Se formos capazes de reverter esta tendência, isso irá permitir que possamos ter um bom Natal”.
Ainda assim, admite que, à semelhança do Verão, esta será uma época natalícia atípica.
“Não será um Natal com viagens pelo mundo ou com grandes ajuntamentos, mas ainda poderá ser um Natal com significado e pacífico se baixarmos as taxas de infecção”, conclui Bruno Ciancio na entrevista à Lusa. Sediado na Suécia, o ECDC tem como missão ajudar os países europeus a dar resposta a surtos de doenças.
As declarações de Bruno Ciancio surgem depois de, em meados deste mês, o Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, ter admitido que poderá ser necessário “repensar o Natal em família”, devido ao aumento exponencial de casos de covid-19.
“É preciso repensar o Natal em família, repensa-se o Natal em família. Não pode ser um Natal com 100 pessoas, com 60 pessoas, com 50 pessoas, com 30 pessoas, divide-se o Natal pelas várias componentes na família”, referiu o chefe de Estado na altura.
Também nessa ocasião, Marcelo Rebelo de Sousa argumentou que “é preciso que as pessoas percebam que isto é uma tarefa de todos”, acrescentando que “essa tarefa significa cada qual por si fazer um esforço”.
O chefe de Estado exortou, ainda, a uma “precaução adicional, neste período de pico” da pandemia.
30.12.15
Correr e pedalar contra a fome
Alberto Conceição, In "Visão"
A corrida Grande Prémio de Natal EDP que se realizou no passado domingo juntou 5 mil pessoas em Lisboa, mas houve mais metas cumpridas para além dos 10 quilómetros da prova
O Maratona Clube, organizador da prova, e o principal patrocinador, a EDP, ofereceram €1 por cada inscrição à Re-Food, uma associação de solidariedade que distribui alimentos a pessoas carenciadas, e juntos correram contra a fome... ou pedalaram. Isto porque o valor monetário angariado, cerca de 5 mil euros, será convertido na compra de bicicletas elétricas para o auxílio no trabalho dos voluntários da associação.
A iniciativa não ficou, no entanto, por aqui. Na Praça dos Restauradores, junto à meta que assinalava o fim dos 10 quilómetros da prova, a EDP convidou ainda uma orquestra muito particular para animar o final da corrida e dar um concerto único: a Vegetable Orchestra, uma orquestra austríaca que toca com instrumentos feitos de legumes frescos. O interior dos legumes, que é retirado ao transformar os legumes em instrumentos musicais, foi ainda usado para confecionar uma sopa entregue à Re-Food. Ainda neste dia, cerca de duzentos voluntários da EDP ajudaram na confeção, embalamento e distribuição de 500 refeições.
Foi esta a forma encontrada pela organização de aliar a festa do desporto ao espírito solidário e ao apoio social, numa ação que se insere no projeto Parte de Nós Natal 2015 que mobiliza mais de mil colaboradores do Grupo EDP em inúmeras ações de voluntariado por todo o país.
Quanto aos atletas, Sara Moreira, do Sporting, venceu no setor feminino ao cortar a meta no tempo de 32m24, e Hélio Gomes, especialista de 1.500 metros, ganhou entre os homens.
O Grande Prémio de Natal é uma das mais antigas provas realizadas em Portugal, e que se realiza já desde 1946, data da primeira edição. Contou já com a participação de inúmeras personalidades do desporto, uma das quais o antigo atleta Carlos Lopes, campeão olímpico na maratona em 1984, que é recordista de vitórias na prova, com seis triunfos.
A corrida Grande Prémio de Natal EDP que se realizou no passado domingo juntou 5 mil pessoas em Lisboa, mas houve mais metas cumpridas para além dos 10 quilómetros da prova
O Maratona Clube, organizador da prova, e o principal patrocinador, a EDP, ofereceram €1 por cada inscrição à Re-Food, uma associação de solidariedade que distribui alimentos a pessoas carenciadas, e juntos correram contra a fome... ou pedalaram. Isto porque o valor monetário angariado, cerca de 5 mil euros, será convertido na compra de bicicletas elétricas para o auxílio no trabalho dos voluntários da associação.
A iniciativa não ficou, no entanto, por aqui. Na Praça dos Restauradores, junto à meta que assinalava o fim dos 10 quilómetros da prova, a EDP convidou ainda uma orquestra muito particular para animar o final da corrida e dar um concerto único: a Vegetable Orchestra, uma orquestra austríaca que toca com instrumentos feitos de legumes frescos. O interior dos legumes, que é retirado ao transformar os legumes em instrumentos musicais, foi ainda usado para confecionar uma sopa entregue à Re-Food. Ainda neste dia, cerca de duzentos voluntários da EDP ajudaram na confeção, embalamento e distribuição de 500 refeições.
Foi esta a forma encontrada pela organização de aliar a festa do desporto ao espírito solidário e ao apoio social, numa ação que se insere no projeto Parte de Nós Natal 2015 que mobiliza mais de mil colaboradores do Grupo EDP em inúmeras ações de voluntariado por todo o país.
Quanto aos atletas, Sara Moreira, do Sporting, venceu no setor feminino ao cortar a meta no tempo de 32m24, e Hélio Gomes, especialista de 1.500 metros, ganhou entre os homens.
O Grande Prémio de Natal é uma das mais antigas provas realizadas em Portugal, e que se realiza já desde 1946, data da primeira edição. Contou já com a participação de inúmeras personalidades do desporto, uma das quais o antigo atleta Carlos Lopes, campeão olímpico na maratona em 1984, que é recordista de vitórias na prova, com seis triunfos.
23.12.15
Dez maneiras de ajudar alguém neste Natal
Marta Grosso, in "Rádio Renascença"
Não são precisas fortunas, não tem de prescindir de mais do que um café. As possibilidades de dar um novo brilho ao Natal das famílias com menos recursos são variadas e criativas.
#EuOfereçoSorrisos
A Imaginarium quer doar até 4 mil brinquedos este Natal em todo o país a crianças que não dispõem de recursos suficientes ou que se encontram em situações especiais.
Para tal, basta comprar um brinquedo com 50% de desconto e a Imaginarium assume a outra metade. Os brinquedos são entregues directamente às ONG com as quais a Imaginarium colabora, para que os façam chegar aos seus destinatários.
As instituições associadas a esta iniciativa são as Aldeias SOS, a Cruz Vermelha Portuguesa e a Ajuda de Berço.
Anjinhos de Natal
As famílias carenciadas sem possibilidades de dar uma prenda aos seus filhos podem contar com Exército de Salvação. Através de várias entidades privadas e públicas, são angariados presentes para entregar a essas famílias e proporcionar aos pais a possibilidade de darem uma prenda directamente às crianças.
Os destinatários desta ajuda são famílias com filhos entre os zero e os 12 anos. Saiba mais aqui.
“Love in a Box”
Compra-se uma caixa numa loja Zippy por um euro ou 1,5 euros. Por cada caixa vendida, 0,50 euros revertem para a Cruz Vermelha Portuguesa. O valor angariado será convertido em diversos artigos de puericultura – carrinhos, alcofas, berços, parques e cadeiras de refeição, chupetas ou biberões.
Mas pode ir mais longe na sua ajuda e estimular, ao mesmo tempo, o sentido de solidariedade dos mais novos. Peça-lhes para colocar um brinquedo, uma peça de roupa ou um produto de puericultura numa caixa e entregue esse “presente” numa loja Zippy. A Cruz Vermelha encarrega-se de o fazer chegar a uma criança carenciada.
Peluches para a Educação
Por cada peluche vendido, a IKEA Foundation doa 1 euro para financiar projectos educativos em todo o mundo, incluindo os da Cruz Vermelha Portuguesa e da UNICEF. De 1 de Novembro a 27 de Dezembro de 2015.
“Dar é calçar”
O objectivo é calçar pessoas sem-abrigo. O grupo Sneakers Love Portugal e a Comunidade Vida e Paz convidam os portugueses a deixar as sapatilhas que já não usam nas várias caixas de sapatos que vão estar espalhadas por diferentes pontos de Lisboa e Porto, entre 25 de Novembro e 31 de Dezembro.
As sapatilhas podem ser entregues na Comunidade Vida e Paz, no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, na Montra Solidária, no Atrium Saldanha (Lisboa) e no Café Galeria House of Wonders (Cascais). Pode ainda optar por enviá-las através das embalagens solidárias dos CTT. O envio é gratuito.
“Presentes Solidários”
A Fundação Fé e Cooperação (FEC) volta este ano com a campanha “Presentes Solidários”. Através desta iniciativa qualquer pessoa pode adquirir um bem para ajudar quem mais precisa, em nome de outra pessoa. A segunda pessoa receberá um cartão a dizer que foi feita uma oferta em seu nome para a respectiva causa.
Este ano há ofertas para ajudar os refugiados no Iraque, mas também para Moçambique, Angola, Timor-Leste e Guiné, para além de Portugal. Mais informação aqui.
“Mais para todos”
Entre 1 e 24 de Dezembro, ao fazer as compras no Lidl, 0,10€ serão entregues ao Movimento Mais para Todos, para apoiar instituições em todo o país. É garantido o apoio a, pelo menos, um projecto por distrito de Portugal Continental.
É o segundo ano consecutivo desta iniciativa. Em 2014, o Movimento Mais para Todos angariou mais de um milhão de euros, que foram distribuídos por 54 projectos de instituições particulares de solidariedade social (IPSS), beneficiando mais de 16 mil pessoas.
As candidaturas para as IPSS já estão abertas.
Ajudar os cristãos na Terra Santa
Tempos houve em que um em cada cinco palestinianos era cristão, mas com o passar dos anos, e devido ao conflito interminável e o aumento do clima de perseguição aos cristãos por parte de movimentos islâmicos fundamentalistas, esta percentagem tem diminuído drasticamente.
Ainda assim, alguns permanecem e sobretudo na zona de Belém ganham a vida muito à custa do turismo e da venda de artigos de artesanato religioso, esculpido em madeira de oliveira.
À imagem do que se passou noutros anos, este Natal encontram-se em Portugal alguns membros dessa comunidade para vender esses artigos. É uma forma de ajudar directamente os cristãos da Terra Santa a enfrentar as dificuldades diárias e as peças, para além de serem de boa qualidade, são muito bonitas.
Em Lisboa, é possível encontrar estes artigos à entrada da Basílica dos Mártires, no Chiado.
Artigos da Ajuda à Igreja que Sofre
Todos os anos a fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) coloca à venda artigos de Natal, desde livros a velas e postais, angariando assim receitas que ajudam a apoiar os cristãos perseguidos em vários pontos do mundo.
A AIS é uma organização reconhecida pela Igreja Católica que desempenha um trabalho assinalável em várias partes do mundo, com particular destaque, actualmente, para o Médio Oriente, onde não só dá apoio material a refugiados e a comunidades cristãs em situação de dificuldade – nomeadamente na Síria, no Iraque e países vizinhos – como dá também voz a quem está no terreno e apoia organizações cristãs que, por sua vez, acolhem, vestem, alimentam e consolem dezenas de milhares de utentes, de todas as religiões e etnias.
Pode ver o catálogo aqui.
Campanhas Renascença, RFM, Mega Hits e Rádio Sim
Todos os anos, as rádios do Grupo Renascença, Comunicação, Multimédia lançam por altura do Natal uma campanha de solidariedade, com vista a apoiar o trabalho de uma instituição.
Este ano, a Renascença quer ajudar a recuperar vidas e reconstruir famílias. É essa a missão da Associação Vale de Acór – uma instituição da Igreja Católica que trabalha há mais de 20 anos na recuperação de pessoas com dependências.
Para ajudar, dê o seu donativo através do Multibanco, transferência ou depósito bancário.
Multibanco
Entidade: 66 666
Referência: 666 666 666
Conta - Banco Santander Totta: 000340930513020
NIB: 001800034093051302023
IBAN: PT50001800034093051302023
A esta campanha associa-se a Rádio Sim, que vai dar a conhecer melhor a Associação vale de Acór ao longo das próximas semanas.
“Somos Nós” é a campanha de Natal da RFM. O objectivo é ajudar a terminar a construção das salas de actividades da casa “Somos Nós” – um centro de actividades ocupacionais para jovens adultos com deficiência, no Porto.
Hoje, o centro funciona apenas numa pequena sala cedida pela paróquia de Nossa Senhora da Ajuda, na sequência da interrupção das obras da sede, por falta de verba. As salas têm apenas paredes de tijolo e para ficarem prontas falta o reboco e a pintura das paredes, o revestimento do chão, armários, iluminação e aquecimento.
Os ouvintes, e não só, podem ajudar através do multibanco. Em Pagamentos de Serviços/compras, deve preencher a Entidade e Referência com o número 8. O montante fica a cargo de cada um.
Pode ainda depositar o donativo na Conta NATAL RFM:
NIB 001800034093085102061
IBAN PT50001800034093085102061
A rádio mais jovem do grupo – a Mega Hits – associa-se a esta causa.
Não são precisas fortunas, não tem de prescindir de mais do que um café. As possibilidades de dar um novo brilho ao Natal das famílias com menos recursos são variadas e criativas.
#EuOfereçoSorrisos
A Imaginarium quer doar até 4 mil brinquedos este Natal em todo o país a crianças que não dispõem de recursos suficientes ou que se encontram em situações especiais.
Para tal, basta comprar um brinquedo com 50% de desconto e a Imaginarium assume a outra metade. Os brinquedos são entregues directamente às ONG com as quais a Imaginarium colabora, para que os façam chegar aos seus destinatários.
As instituições associadas a esta iniciativa são as Aldeias SOS, a Cruz Vermelha Portuguesa e a Ajuda de Berço.
Anjinhos de Natal
As famílias carenciadas sem possibilidades de dar uma prenda aos seus filhos podem contar com Exército de Salvação. Através de várias entidades privadas e públicas, são angariados presentes para entregar a essas famílias e proporcionar aos pais a possibilidade de darem uma prenda directamente às crianças.
Os destinatários desta ajuda são famílias com filhos entre os zero e os 12 anos. Saiba mais aqui.
“Love in a Box”
Compra-se uma caixa numa loja Zippy por um euro ou 1,5 euros. Por cada caixa vendida, 0,50 euros revertem para a Cruz Vermelha Portuguesa. O valor angariado será convertido em diversos artigos de puericultura – carrinhos, alcofas, berços, parques e cadeiras de refeição, chupetas ou biberões.
Mas pode ir mais longe na sua ajuda e estimular, ao mesmo tempo, o sentido de solidariedade dos mais novos. Peça-lhes para colocar um brinquedo, uma peça de roupa ou um produto de puericultura numa caixa e entregue esse “presente” numa loja Zippy. A Cruz Vermelha encarrega-se de o fazer chegar a uma criança carenciada.
Peluches para a Educação
Por cada peluche vendido, a IKEA Foundation doa 1 euro para financiar projectos educativos em todo o mundo, incluindo os da Cruz Vermelha Portuguesa e da UNICEF. De 1 de Novembro a 27 de Dezembro de 2015.
“Dar é calçar”
O objectivo é calçar pessoas sem-abrigo. O grupo Sneakers Love Portugal e a Comunidade Vida e Paz convidam os portugueses a deixar as sapatilhas que já não usam nas várias caixas de sapatos que vão estar espalhadas por diferentes pontos de Lisboa e Porto, entre 25 de Novembro e 31 de Dezembro.
As sapatilhas podem ser entregues na Comunidade Vida e Paz, no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, na Montra Solidária, no Atrium Saldanha (Lisboa) e no Café Galeria House of Wonders (Cascais). Pode ainda optar por enviá-las através das embalagens solidárias dos CTT. O envio é gratuito.
“Presentes Solidários”
A Fundação Fé e Cooperação (FEC) volta este ano com a campanha “Presentes Solidários”. Através desta iniciativa qualquer pessoa pode adquirir um bem para ajudar quem mais precisa, em nome de outra pessoa. A segunda pessoa receberá um cartão a dizer que foi feita uma oferta em seu nome para a respectiva causa.
Este ano há ofertas para ajudar os refugiados no Iraque, mas também para Moçambique, Angola, Timor-Leste e Guiné, para além de Portugal. Mais informação aqui.
“Mais para todos”
Entre 1 e 24 de Dezembro, ao fazer as compras no Lidl, 0,10€ serão entregues ao Movimento Mais para Todos, para apoiar instituições em todo o país. É garantido o apoio a, pelo menos, um projecto por distrito de Portugal Continental.
É o segundo ano consecutivo desta iniciativa. Em 2014, o Movimento Mais para Todos angariou mais de um milhão de euros, que foram distribuídos por 54 projectos de instituições particulares de solidariedade social (IPSS), beneficiando mais de 16 mil pessoas.
As candidaturas para as IPSS já estão abertas.
Ajudar os cristãos na Terra Santa
Tempos houve em que um em cada cinco palestinianos era cristão, mas com o passar dos anos, e devido ao conflito interminável e o aumento do clima de perseguição aos cristãos por parte de movimentos islâmicos fundamentalistas, esta percentagem tem diminuído drasticamente.
Ainda assim, alguns permanecem e sobretudo na zona de Belém ganham a vida muito à custa do turismo e da venda de artigos de artesanato religioso, esculpido em madeira de oliveira.
À imagem do que se passou noutros anos, este Natal encontram-se em Portugal alguns membros dessa comunidade para vender esses artigos. É uma forma de ajudar directamente os cristãos da Terra Santa a enfrentar as dificuldades diárias e as peças, para além de serem de boa qualidade, são muito bonitas.
Em Lisboa, é possível encontrar estes artigos à entrada da Basílica dos Mártires, no Chiado.
Artigos da Ajuda à Igreja que Sofre
Todos os anos a fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) coloca à venda artigos de Natal, desde livros a velas e postais, angariando assim receitas que ajudam a apoiar os cristãos perseguidos em vários pontos do mundo.
A AIS é uma organização reconhecida pela Igreja Católica que desempenha um trabalho assinalável em várias partes do mundo, com particular destaque, actualmente, para o Médio Oriente, onde não só dá apoio material a refugiados e a comunidades cristãs em situação de dificuldade – nomeadamente na Síria, no Iraque e países vizinhos – como dá também voz a quem está no terreno e apoia organizações cristãs que, por sua vez, acolhem, vestem, alimentam e consolem dezenas de milhares de utentes, de todas as religiões e etnias.
Pode ver o catálogo aqui.
Campanhas Renascença, RFM, Mega Hits e Rádio Sim
Todos os anos, as rádios do Grupo Renascença, Comunicação, Multimédia lançam por altura do Natal uma campanha de solidariedade, com vista a apoiar o trabalho de uma instituição.
Este ano, a Renascença quer ajudar a recuperar vidas e reconstruir famílias. É essa a missão da Associação Vale de Acór – uma instituição da Igreja Católica que trabalha há mais de 20 anos na recuperação de pessoas com dependências.
Para ajudar, dê o seu donativo através do Multibanco, transferência ou depósito bancário.
Multibanco
Entidade: 66 666
Referência: 666 666 666
Conta - Banco Santander Totta: 000340930513020
NIB: 001800034093051302023
IBAN: PT50001800034093051302023
A esta campanha associa-se a Rádio Sim, que vai dar a conhecer melhor a Associação vale de Acór ao longo das próximas semanas.
“Somos Nós” é a campanha de Natal da RFM. O objectivo é ajudar a terminar a construção das salas de actividades da casa “Somos Nós” – um centro de actividades ocupacionais para jovens adultos com deficiência, no Porto.
Hoje, o centro funciona apenas numa pequena sala cedida pela paróquia de Nossa Senhora da Ajuda, na sequência da interrupção das obras da sede, por falta de verba. As salas têm apenas paredes de tijolo e para ficarem prontas falta o reboco e a pintura das paredes, o revestimento do chão, armários, iluminação e aquecimento.
Os ouvintes, e não só, podem ajudar através do multibanco. Em Pagamentos de Serviços/compras, deve preencher a Entidade e Referência com o número 8. O montante fica a cargo de cada um.
Pode ainda depositar o donativo na Conta NATAL RFM:
NIB 001800034093085102061
IBAN PT50001800034093085102061
A rádio mais jovem do grupo – a Mega Hits – associa-se a esta causa.
Comunidade Vida e Paz realiza festa de Natal para sem-abrigo
Cristina Liz, in "RTP"
O encontro promovido pela associação junta pessoas sem abrigo na cantina da Cidade Universitária, em Lisboa, durante três dias.
O encontro promovido pela associação junta pessoas sem abrigo na cantina da Cidade Universitária, em Lisboa, durante três dias.
18.12.15
Gastos em compras este Natal serão os maiores dos últimos cinco anos
in iOnline
Em média, cada português deverá gastar 300 euros.
Os gastos em compras este Natal serão os maiores dos últimos cinco anos. O alerta é feito por um estudo do IPAM – The Marketing School e revela que, em média, cada português deverá gastar 300 euros, mais 10% do que em 2014. "Prevê-se, assim, que em 2015 os gastos possam estabelecer um novo máximo desde 2010, ano em que cada português desembolsou, em média, 373 euros", revela o documento.
Mas apesar da factura a pagar pelos presentes ser superior face aos valores dos últimos anos, a verdade é que a maioria deverá circunscrever a oferta de presentes ao núcleo familiar. Apenas um em cada três inquiridos (34%) planeia oferecer prendas a amigos. Já no que diz respeito à escolha dos presentes a oferecer, o estudo constata aquilo que já vem sendo tradição: brinquedos (32%) para as crianças; roupa e sapatos (33%) para adolescentes e adultos.
Os centros comerciais continuam a ser vistos como os espaços de eleição para as compras de Natal, no entanto, o estudo do IPAM mostra que o comércio de rua e a internet estão a ganhar cada vez mais adeptos. Cerca de um em cada quatro inquiridos (22,1%) deverá efectuar as suas compras exclusivamente num destas opções de comércio.
A maioria dos consumidores (81,6%) vai realizar as suas compras durante o mês de dezembro, mas 14,4% garante que só vai comprar os presentes no período de saldos, após a celebração da quadra.
Em média, cada português deverá gastar 300 euros.
Os gastos em compras este Natal serão os maiores dos últimos cinco anos. O alerta é feito por um estudo do IPAM – The Marketing School e revela que, em média, cada português deverá gastar 300 euros, mais 10% do que em 2014. "Prevê-se, assim, que em 2015 os gastos possam estabelecer um novo máximo desde 2010, ano em que cada português desembolsou, em média, 373 euros", revela o documento.
Mas apesar da factura a pagar pelos presentes ser superior face aos valores dos últimos anos, a verdade é que a maioria deverá circunscrever a oferta de presentes ao núcleo familiar. Apenas um em cada três inquiridos (34%) planeia oferecer prendas a amigos. Já no que diz respeito à escolha dos presentes a oferecer, o estudo constata aquilo que já vem sendo tradição: brinquedos (32%) para as crianças; roupa e sapatos (33%) para adolescentes e adultos.
Os centros comerciais continuam a ser vistos como os espaços de eleição para as compras de Natal, no entanto, o estudo do IPAM mostra que o comércio de rua e a internet estão a ganhar cada vez mais adeptos. Cerca de um em cada quatro inquiridos (22,1%) deverá efectuar as suas compras exclusivamente num destas opções de comércio.
A maioria dos consumidores (81,6%) vai realizar as suas compras durante o mês de dezembro, mas 14,4% garante que só vai comprar os presentes no período de saldos, após a celebração da quadra.
11.12.15
Famalicão vive época natalícia com espírito solidário
José Carlos Ferreira, in "Diário do Minho"
A Câmara de Vila Nova de Famalicão e a Associação Comercial e Industrial de Famalicão inauguraram ontem a programação de Natal. Juntos, com o Pai Natal e os seus duendes, os presidentes das duas entidades abriram a Cabana Solidária.
JOsé Carlos Ferreira A Praça 9 de Abril, em pleno centro de Vila Nova de Famalicão, foi o local escolhido para receber o Pai Natal naquela cidade. Centenas de crianças, com os seus pais encheram as ruas para ver o desfile de motards que trouxe o Pai Natal e os seus amigos até à Cabana Solidária, que foi inaugurada pelos presidentes da Câmara de Famalicão e da Associação Comercial e Industrial de Famalicão.
Desta forma, salientou Paulo Cunha, o espírito de Natal e da solidariedade invadiu e contagiou a cidade de Famalicão, esperando-se que fique mesmo depois dia 24 de dezembro. «Nós achamos que o espírto de Natal é um espírito bem vindo, é um espírito saudável, e espero que os famalicenses se deixem contagiar para que melhorem a sua performance enO Pai Natal chegou a Famalicão e instalou-se na Cabana Solidária inaugurada por Paulo Cunha e Fernando Xavier Região Espírito de Natal é um espírito bem vindo. PAULO CUNHA A Cabana também tem a dimensão do voluntariado.
A programação de Natal em Famalicão tem novidades.
Festa DM DM DM quanto cidadãos», disse o autarca.
A programação de Natal que agora começou em Famalicão, salientou, tem várias novidades, sendo a principal a Cabana Solidária, sediada na Praça 9 de Abril. «Ela está aqui sediada no coração da cidade, na Praça 9 de Abril, servindo para alertar para a dimensão solidária. Nós achamos que o Natal é uma ocasião especial para estimularmos as boas práticas e queremos que os valores que simbolizam o Natal, como a amizade, a solidariedade, sejam valores incutidos na nossa comunidade», acrescentou.
Para o presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão, este espírito natalício tem que ser aproveitado para dar o exemplo na relação que cada um tem com os outros, ajudando-os. O autarca disse ter a consciência que ainda há muitos famalicenses que precisam da ajuda de outros, esperando que a população seja exemplar, ajudando quem mais precisa. Para que isso aconteça, todos podem contribuir com bens alimentares, entregando-os na Cabana Solidária. Mas esta ajuda, salientou Paulo Cunha, pode ir mais longe. «Esta cabana também tem a dimensão do voluntariado, para que as pessoas deixem aquilo que têm para dar. Não é o que têm em excesso, é aquilo que querem dar de si aos outros. Podem ser bens, podem ser vontades, pode ser tempo», realçou.
O presidente da ACIF, Fernando Xavier, lembrou, por sua vez, que ser solidário é também fazer compras no comércio tradicional, de proximidade porque está a contribuir para a prosperidade da cidade, o seu crescimento e para mais emprego.
A Câmara de Vila Nova de Famalicão e a Associação Comercial e Industrial de Famalicão inauguraram ontem a programação de Natal. Juntos, com o Pai Natal e os seus duendes, os presidentes das duas entidades abriram a Cabana Solidária.
JOsé Carlos Ferreira A Praça 9 de Abril, em pleno centro de Vila Nova de Famalicão, foi o local escolhido para receber o Pai Natal naquela cidade. Centenas de crianças, com os seus pais encheram as ruas para ver o desfile de motards que trouxe o Pai Natal e os seus amigos até à Cabana Solidária, que foi inaugurada pelos presidentes da Câmara de Famalicão e da Associação Comercial e Industrial de Famalicão.
Desta forma, salientou Paulo Cunha, o espírito de Natal e da solidariedade invadiu e contagiou a cidade de Famalicão, esperando-se que fique mesmo depois dia 24 de dezembro. «Nós achamos que o espírto de Natal é um espírito bem vindo, é um espírito saudável, e espero que os famalicenses se deixem contagiar para que melhorem a sua performance enO Pai Natal chegou a Famalicão e instalou-se na Cabana Solidária inaugurada por Paulo Cunha e Fernando Xavier Região Espírito de Natal é um espírito bem vindo. PAULO CUNHA A Cabana também tem a dimensão do voluntariado.
A programação de Natal em Famalicão tem novidades.
Festa DM DM DM quanto cidadãos», disse o autarca.
A programação de Natal que agora começou em Famalicão, salientou, tem várias novidades, sendo a principal a Cabana Solidária, sediada na Praça 9 de Abril. «Ela está aqui sediada no coração da cidade, na Praça 9 de Abril, servindo para alertar para a dimensão solidária. Nós achamos que o Natal é uma ocasião especial para estimularmos as boas práticas e queremos que os valores que simbolizam o Natal, como a amizade, a solidariedade, sejam valores incutidos na nossa comunidade», acrescentou.
Para o presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão, este espírito natalício tem que ser aproveitado para dar o exemplo na relação que cada um tem com os outros, ajudando-os. O autarca disse ter a consciência que ainda há muitos famalicenses que precisam da ajuda de outros, esperando que a população seja exemplar, ajudando quem mais precisa. Para que isso aconteça, todos podem contribuir com bens alimentares, entregando-os na Cabana Solidária. Mas esta ajuda, salientou Paulo Cunha, pode ir mais longe. «Esta cabana também tem a dimensão do voluntariado, para que as pessoas deixem aquilo que têm para dar. Não é o que têm em excesso, é aquilo que querem dar de si aos outros. Podem ser bens, podem ser vontades, pode ser tempo», realçou.
O presidente da ACIF, Fernando Xavier, lembrou, por sua vez, que ser solidário é também fazer compras no comércio tradicional, de proximidade porque está a contribuir para a prosperidade da cidade, o seu crescimento e para mais emprego.
9.12.15
Ação de solidariedade em Lisboa vai dar um cabaz de Natal a 120 famílias
In "Sic Notícias"
Uma ação de solidariedade em Lisboa vai permitir dar um cabaz de Natal a 120 famílias carenciadas. Na campanha de recolha verifica-se ainda uma falha. Faltam mais de cem postas de bacalhau para que todas as famílias inscritas na Instituição Fraternidade Jardim de Luz possam ter uma ceia mais composta.
Uma ação de solidariedade em Lisboa vai permitir dar um cabaz de Natal a 120 famílias carenciadas. Na campanha de recolha verifica-se ainda uma falha. Faltam mais de cem postas de bacalhau para que todas as famílias inscritas na Instituição Fraternidade Jardim de Luz possam ter uma ceia mais composta.
4.12.15
Escolas de hotelaria vendem bolo rei solidário
In "TVI 24"
Venda dos bolos-reis feito pelos alunos reverte para instituições. Cerca de 2500 bolos-reis vão estar à venda nas escolas de hotelaria
Venda dos bolos-reis feito pelos alunos reverte para instituições. Cerca de 2500 bolos-reis vão estar à venda nas escolas de hotelaria
2.12.15
Voluntários distribuem jantares de Consoada em Leiria
In "Diário de Leiria"
'Dar com o coração'. O tema da iniciativa sintetiza com rigor aquilo que Soraia Ribeiro pretendeu ao doar, no ano passado, refeições aos mais carenciados de Leiria na noite de Natal. Com o apoio da Cruz Vermelha, que disponibilizou uma carrinha, de vários estabelecimentos, como o Rei dos Frangos, que garantiram alimentos, e de alguns voluntários, a recém-empresária pôs 'mãos à obra' e garantiu uma refeição quente a várias pessoas, uma acção que este Natal torna a repetir.
No ano passado, a expectativa era a de que ninguém comparecesse ao 'convite'. "Uns dias antes do Natal andei a bater às portas de pessoas que vivem com dificuldades, sobretudo de idosos que vivem isolados, e disse-lhes que pelo menos um saco de comida e um abraço nós tínhamos para dar. Mas na verdade não esperávamos ninguém, tínhamos receio de que as pessoas não viessem buscar comida por vergonha", explicou.
O plano inicial era começar a acção pelas 17h00, mas os 'benfeitores' chegaram meia hora antes e já tinham gente à espera. "Às 19h00 já não tínhamos nada", conta, referindo que compareceram 100 pessoas.
As três equipas, uma que se deslocou a casa das pessoas, outra que passou por pontos da cidade referenciados como locais onde havia sem-abrigo, e outra que permaneceu junto à Sé, conseguiram reunir 100 pequenos cabazes, cada um composto por sopa quente, bacalhau, bolo rei e uma sandes de leitão, e distribuiu também aos mais necessitados outros produtos, alimentares e não só.
Para isso, a ajuda da restauração local foi crucial. Este Natal, a equipa espera atrair ainda mais pessoas "porque o nome 'Dar com o coração' já lhes é familiar" e porque são cada vez mais os que querem ajudar, acrescentou. Esta foi a forma que Soraia Ribeiro teve de "encher o coração" numa época em que o espírito solidário também aumenta e aquilo que reteve "foi do mais gratificante que há".
"Não temos noção daquilo que nos rodeia e percebemos isso quando as pessoas nos agradeceram por um prato de sopa ou uma garrafa de água, que para nós são bens quase adquiridos. E não estavam à espera de um cabaz tão bom", disse, sublinhando que "houve quem não esperasse pela noite para comer aquilo que tinha recebido".
Quem quiser contribuir com bens ou dar uma mão amiga neste dia poderá obter mais informações através do telefone 914449762. A acção vai acontecer a 24 de Dezembro, entre as 16h30 e as 19h00. | Voluntários distribuem jantares de Consoada em Leiria Solidariedade Grupo de leirienses volta a distribuir refeições quentes no dia 24 e procura voluntários ou espaços de restauração que queiram ajudar DR Acção solidária foi possível pelo apoio de espaços de restauração e de vários voluntários
'Dar com o coração'. O tema da iniciativa sintetiza com rigor aquilo que Soraia Ribeiro pretendeu ao doar, no ano passado, refeições aos mais carenciados de Leiria na noite de Natal. Com o apoio da Cruz Vermelha, que disponibilizou uma carrinha, de vários estabelecimentos, como o Rei dos Frangos, que garantiram alimentos, e de alguns voluntários, a recém-empresária pôs 'mãos à obra' e garantiu uma refeição quente a várias pessoas, uma acção que este Natal torna a repetir.
No ano passado, a expectativa era a de que ninguém comparecesse ao 'convite'. "Uns dias antes do Natal andei a bater às portas de pessoas que vivem com dificuldades, sobretudo de idosos que vivem isolados, e disse-lhes que pelo menos um saco de comida e um abraço nós tínhamos para dar. Mas na verdade não esperávamos ninguém, tínhamos receio de que as pessoas não viessem buscar comida por vergonha", explicou.
O plano inicial era começar a acção pelas 17h00, mas os 'benfeitores' chegaram meia hora antes e já tinham gente à espera. "Às 19h00 já não tínhamos nada", conta, referindo que compareceram 100 pessoas.
As três equipas, uma que se deslocou a casa das pessoas, outra que passou por pontos da cidade referenciados como locais onde havia sem-abrigo, e outra que permaneceu junto à Sé, conseguiram reunir 100 pequenos cabazes, cada um composto por sopa quente, bacalhau, bolo rei e uma sandes de leitão, e distribuiu também aos mais necessitados outros produtos, alimentares e não só.
Para isso, a ajuda da restauração local foi crucial. Este Natal, a equipa espera atrair ainda mais pessoas "porque o nome 'Dar com o coração' já lhes é familiar" e porque são cada vez mais os que querem ajudar, acrescentou. Esta foi a forma que Soraia Ribeiro teve de "encher o coração" numa época em que o espírito solidário também aumenta e aquilo que reteve "foi do mais gratificante que há".
"Não temos noção daquilo que nos rodeia e percebemos isso quando as pessoas nos agradeceram por um prato de sopa ou uma garrafa de água, que para nós são bens quase adquiridos. E não estavam à espera de um cabaz tão bom", disse, sublinhando que "houve quem não esperasse pela noite para comer aquilo que tinha recebido".
Quem quiser contribuir com bens ou dar uma mão amiga neste dia poderá obter mais informações através do telefone 914449762. A acção vai acontecer a 24 de Dezembro, entre as 16h30 e as 19h00. | Voluntários distribuem jantares de Consoada em Leiria Solidariedade Grupo de leirienses volta a distribuir refeições quentes no dia 24 e procura voluntários ou espaços de restauração que queiram ajudar DR Acção solidária foi possível pelo apoio de espaços de restauração e de vários voluntários
Ajudar a reconstruir vidas
Fátima Rodrigues Pereira, in "Mariana"
Na época do Natal, crescem campanhas como a Missão Sorriso e o Movimento Mais Para Todos, que conta com o alto patrocínio de Maria Cavaco Silva _ COMPORTAMENTO O outro lado do Natal Segundo o mais recente estudo do Observador Cetelem, mais de metade dos consumidores (55%) utilizam o subsídio de Natal para comprar presentes. Uma percentagem acima da que era registada em 2014 (46%), mas ainda assim, longe dos 82% verificados em 2011.0 mesmo estudo revela ainda que apenas cerca de 8% dos portugueses, afirmam não terem intenção de comprar prendas de Natal.
As estatísticas revelam que os que menos têm, são os que mais ajudam. Nesta época natalícia, são muitas as iniciativas para ajudar quem precisa, embora algumas associações façam disso o seu estandarte durante todo o ano. 'farto Fátima Rodrigues Pereira ONatal enfatiza a vontade de fazer bem sem olhar a quem, embora exis-tam associações que se dedicam a fazê-lo durante o ano todo. Uma delas é a Comunidade Vida e Paz, que, apesar das dificuldades, conta sempre com mais ajudas na época natalícia: "Nesta altura as pessoas estão sempre mais solidárias à causa, peias festividades e também por causa do frio. O tempo está mais desagradável, é uma época de solidariedade e gratidão e tudo isso faz com que fiquem mais atentas às pessoas em condição sem-abrigo. Nesta al- tura as nossas necessidades, também aumentam, porque organizamos uma Festa de Natal que são três dias e onde temos uma pequena cidade na Cantina da Cidade Universitária. Nesta festa disponibilizamos às pessoas em condição sem-abrigo vários serviços, desde cartão do ci- dadão, atendimento médico, dentista, barbeiro. duches, refeições, etc.
Esta festa é possível graças ao apoio de benfeitores particulares e empresariais, alguns já nos acompanham quase desde a primeira festa; conta à nossa revista Margarida Azeredo Alves, da Comunidade Vida e Paz. A mesma responsável exalta o povo português, que diz ser solidário, e não apenas nesta época: "Temos benfeitores que nos apoiam todo o ano. e quando lançamos campanhas de angariação de bens a resposta é sempre muito positiva.
Algumas das campanhas da Comunidade Vida e Paz 5 DE DEZEMBRO é Dia Internacional do Voluntariado Movimento Zero Desperdício Este movimento, em colaboração com a ASAE, conseguiu encontrar soluções que permitem a várias empresas doar os seus excedentes alimentares que são, à posteriori, distribuídos pelos mais carenciados. Desde 2012 e até ao presente, o Zero Desperdício já conseguiu mais de 2.200.000 refeições recuperadas para 60 entidades recetoras. cerca de 1600 famílias, mais de 8 mil pessoas apoiadas numa ação que envolve mais de 250 voluntários. dia leite, nós distribuímos cerca de 150 litros por dia e nessa altura tínhamos leite apenas para mais uma semana. Podemos dizer houve uma adesão muito grande e conseguimos angariar leite para o resto do ano. O mesmo aconteceu agora com a campanha das mantas, quando chega a esta altura os pedidos de mantas e sacos-cama aumentam e nós tivemos que lançar uma campanha para poder colmatar esta necessidade': refere. Mas desengane-se se pensa que a Comunidade Vida e Paz se limita a alimentar e vestir os sem-abrigo. A sua ação vai mais lon- ge e é Margarida quem conta: "Estamos a estudar várias hipóteses de sustentabilidade da instituição, lançámos recentemente um projeto - Peças que ajudam, serviços que cuidam que visa rentabilizar as oficinas-escola através da venda das peças que os utentes fazem durante o processo de tratamento nos nossos centros': E conclui: "Este ano, como todos os anos, queremos continuar com o nosso trabalho de reconstrução de projetos de vida, pois é por isso que todas as noites as nossas equipas saem à rua, para motivar as pessoas em condição sem-abrigo a mudar de vida': Pobres são mais solidários Quando questionados sobre a importância de ajudar o próximo. 86,5% das pessoas com o primeiro ciclo respondem afirmativamente. A percentagem baixa para 83,4% nos que têm o segundo ciclo e para 73.5% nos que completaram o terceiro ciclo. A percentagem sobe 76,2%, quando os inquiridos têm o secundário e baixa para 59,2% quando as respostas são de bacharéis. Quanto aos licenciados e doutorados, o resultado ficase pelos 53,1 por cento.
Na época do Natal, crescem campanhas como a Missão Sorriso e o Movimento Mais Para Todos, que conta com o alto patrocínio de Maria Cavaco Silva _ COMPORTAMENTO O outro lado do Natal Segundo o mais recente estudo do Observador Cetelem, mais de metade dos consumidores (55%) utilizam o subsídio de Natal para comprar presentes. Uma percentagem acima da que era registada em 2014 (46%), mas ainda assim, longe dos 82% verificados em 2011.0 mesmo estudo revela ainda que apenas cerca de 8% dos portugueses, afirmam não terem intenção de comprar prendas de Natal.
As estatísticas revelam que os que menos têm, são os que mais ajudam. Nesta época natalícia, são muitas as iniciativas para ajudar quem precisa, embora algumas associações façam disso o seu estandarte durante todo o ano. 'farto Fátima Rodrigues Pereira ONatal enfatiza a vontade de fazer bem sem olhar a quem, embora exis-tam associações que se dedicam a fazê-lo durante o ano todo. Uma delas é a Comunidade Vida e Paz, que, apesar das dificuldades, conta sempre com mais ajudas na época natalícia: "Nesta altura as pessoas estão sempre mais solidárias à causa, peias festividades e também por causa do frio. O tempo está mais desagradável, é uma época de solidariedade e gratidão e tudo isso faz com que fiquem mais atentas às pessoas em condição sem-abrigo. Nesta al- tura as nossas necessidades, também aumentam, porque organizamos uma Festa de Natal que são três dias e onde temos uma pequena cidade na Cantina da Cidade Universitária. Nesta festa disponibilizamos às pessoas em condição sem-abrigo vários serviços, desde cartão do ci- dadão, atendimento médico, dentista, barbeiro. duches, refeições, etc.
Esta festa é possível graças ao apoio de benfeitores particulares e empresariais, alguns já nos acompanham quase desde a primeira festa; conta à nossa revista Margarida Azeredo Alves, da Comunidade Vida e Paz. A mesma responsável exalta o povo português, que diz ser solidário, e não apenas nesta época: "Temos benfeitores que nos apoiam todo o ano. e quando lançamos campanhas de angariação de bens a resposta é sempre muito positiva.
Algumas das campanhas da Comunidade Vida e Paz 5 DE DEZEMBRO é Dia Internacional do Voluntariado Movimento Zero Desperdício Este movimento, em colaboração com a ASAE, conseguiu encontrar soluções que permitem a várias empresas doar os seus excedentes alimentares que são, à posteriori, distribuídos pelos mais carenciados. Desde 2012 e até ao presente, o Zero Desperdício já conseguiu mais de 2.200.000 refeições recuperadas para 60 entidades recetoras. cerca de 1600 famílias, mais de 8 mil pessoas apoiadas numa ação que envolve mais de 250 voluntários. dia leite, nós distribuímos cerca de 150 litros por dia e nessa altura tínhamos leite apenas para mais uma semana. Podemos dizer houve uma adesão muito grande e conseguimos angariar leite para o resto do ano. O mesmo aconteceu agora com a campanha das mantas, quando chega a esta altura os pedidos de mantas e sacos-cama aumentam e nós tivemos que lançar uma campanha para poder colmatar esta necessidade': refere. Mas desengane-se se pensa que a Comunidade Vida e Paz se limita a alimentar e vestir os sem-abrigo. A sua ação vai mais lon- ge e é Margarida quem conta: "Estamos a estudar várias hipóteses de sustentabilidade da instituição, lançámos recentemente um projeto - Peças que ajudam, serviços que cuidam que visa rentabilizar as oficinas-escola através da venda das peças que os utentes fazem durante o processo de tratamento nos nossos centros': E conclui: "Este ano, como todos os anos, queremos continuar com o nosso trabalho de reconstrução de projetos de vida, pois é por isso que todas as noites as nossas equipas saem à rua, para motivar as pessoas em condição sem-abrigo a mudar de vida': Pobres são mais solidários Quando questionados sobre a importância de ajudar o próximo. 86,5% das pessoas com o primeiro ciclo respondem afirmativamente. A percentagem baixa para 83,4% nos que têm o segundo ciclo e para 73.5% nos que completaram o terceiro ciclo. A percentagem sobe 76,2%, quando os inquiridos têm o secundário e baixa para 59,2% quando as respostas são de bacharéis. Quanto aos licenciados e doutorados, o resultado ficase pelos 53,1 por cento.
Prendas solidárias em arca de Natal
In "Correio da Manhã"
Prendas solidárias em arca de Natal Não é a arca de Noé, mas foi uma arca de Natal, simbólica, que reuniu ontem mais de 3o instituições sociais no átrio da estação de S. Bento, no Porto, com o objetivo de angariar fundos para ajudar nas despesas das associações. Os produtos à venda foram feitos pelos utentes das instituições portuenses e não faltou variedade. "Estou a vender pão de ló, compota e bis coitos. É angariar para quem não pode comprar fraldas ou refeições", contou Maria Neves, utente do Centro Social das Antas do Porto. A arca de Natal está na 129 edição e termina hoje. Para além das bancas solidárias, a festa contou com música ao vivo e animação, numa iniciativa organizada pela Câmara do Porto
Prendas solidárias em arca de Natal Não é a arca de Noé, mas foi uma arca de Natal, simbólica, que reuniu ontem mais de 3o instituições sociais no átrio da estação de S. Bento, no Porto, com o objetivo de angariar fundos para ajudar nas despesas das associações. Os produtos à venda foram feitos pelos utentes das instituições portuenses e não faltou variedade. "Estou a vender pão de ló, compota e bis coitos. É angariar para quem não pode comprar fraldas ou refeições", contou Maria Neves, utente do Centro Social das Antas do Porto. A arca de Natal está na 129 edição e termina hoje. Para além das bancas solidárias, a festa contou com música ao vivo e animação, numa iniciativa organizada pela Câmara do Porto
22.12.14
Uma ceia de Natal diferente na Vila de Rabo de Peixe
in iOnline
Mais de duas centenas de trabalhadores da indústria conserveira da Vila de Rabo de Peixe, nos Açores, a maioria mulheres, vão disfrutar na sexta-feira de uma ceia de Natal diferente oferecida pela nova fábrica da COFACO, que decidiu ainda entregar cabazes alimentares às suas famílias.
Na vila de Rabo de Peixe existem alguns focos de pobreza acentuados, principalmente entre famílias numerosas, pelo que as acções de responsabilidade social por parte das empresas são consideradas de extrema relevância.
A fábrica da COFACO, como destacada unidade conserveira assume assinalável relevância social, regional e local. É a maior conserveira da Região Autónoma dos Açores e foi alvo de importantes obras de beneficiação no valor de 12,5 milhões de euros, dos quais oito milhões comparticipados por fundos comunitários.
Esta unidade fabril foi completamente renovada, tendo sido melhoradas as condições de trabalho no que respeita à higiene e a outros aspectos ambientais habitualmente ligados à indústria conserveira.
A empresa é uma das mais importantes fontes de subsistência dos habitantes da freguesia.
As obras de remodelação e modernização das instalações da fábrica de conservas (interiores e exteriores) implicaram a substituição de todos os equipamentos, bem como o alargamento do parque de equipamentos em mais 1 000m2, incluindo a pavimentação da zona frontal à ETARI (estação de tratamento de águas residuais industriais).
Nesse âmbito foi refeita toda a rede de esgotos e de águas pluviais (interior e exterior) e ligação da mesma às respectivas redes gerais existentes.
Em termos ambientais, com a construção da ETARI e ligação do respectivo emissário ao mar, todos os resíduos que anteriormente eram lançados ao mar sem tratamento são agora expelidos em condições limpas e despoluídas, o que representa uma inovação na indústria local.
A empresa dispõe de dois pólos industriais, nas ilhas do Pico (Madalena do Pico) e S. Miguel (Rabo de Peixe) e dada a sua importância constitui-se como autêntico cluster do mar.
Detentora das marcas de conservas de atum Bom Petisco e Tenório, de sardinhas Líder e da Pitéu, mais generalista, a ligação da empresa à pesca e à indústria cria uma lógica de cluster neste sector.
A Freguesia de Rabo de Peixe apresenta alguns problemas sociais preocupantes, nomeadamente uma elevada taxa de mortalidade infantil, deficientes condições de habitabilidade, níveis de pobreza e de exclusão social elevados. A taxa de analfabetismo na Freguesia é elevada e a taxa de empregabilidade é baixa com desemprego elevado.
Contudo, a Vila de Rabo de Peixe está a atravessar uma nova fase de dinamismo que contrasta com a imagem de pobreza tradicional e a iniciar um novo período de crescimento com a criação de um ambiente sustentável que permitirá maior conforto e oportunidades para os seus quase dez mil habitantes.
A actividade comercial da vila é florescente e rivaliza com a de outras localidades da ilha e da região, sobretudo no sector primário produtivo, como é o caso das pescas e da agricultura, onde se produz em grande escala, nomeadamente na hortofrutícola e pescas, destacando-se ainda a construção naval e a actividade do seu novo porto comercial.
Mais de duas centenas de trabalhadores da indústria conserveira da Vila de Rabo de Peixe, nos Açores, a maioria mulheres, vão disfrutar na sexta-feira de uma ceia de Natal diferente oferecida pela nova fábrica da COFACO, que decidiu ainda entregar cabazes alimentares às suas famílias.
Na vila de Rabo de Peixe existem alguns focos de pobreza acentuados, principalmente entre famílias numerosas, pelo que as acções de responsabilidade social por parte das empresas são consideradas de extrema relevância.
A fábrica da COFACO, como destacada unidade conserveira assume assinalável relevância social, regional e local. É a maior conserveira da Região Autónoma dos Açores e foi alvo de importantes obras de beneficiação no valor de 12,5 milhões de euros, dos quais oito milhões comparticipados por fundos comunitários.
Esta unidade fabril foi completamente renovada, tendo sido melhoradas as condições de trabalho no que respeita à higiene e a outros aspectos ambientais habitualmente ligados à indústria conserveira.
A empresa é uma das mais importantes fontes de subsistência dos habitantes da freguesia.
As obras de remodelação e modernização das instalações da fábrica de conservas (interiores e exteriores) implicaram a substituição de todos os equipamentos, bem como o alargamento do parque de equipamentos em mais 1 000m2, incluindo a pavimentação da zona frontal à ETARI (estação de tratamento de águas residuais industriais).
Nesse âmbito foi refeita toda a rede de esgotos e de águas pluviais (interior e exterior) e ligação da mesma às respectivas redes gerais existentes.
Em termos ambientais, com a construção da ETARI e ligação do respectivo emissário ao mar, todos os resíduos que anteriormente eram lançados ao mar sem tratamento são agora expelidos em condições limpas e despoluídas, o que representa uma inovação na indústria local.
A empresa dispõe de dois pólos industriais, nas ilhas do Pico (Madalena do Pico) e S. Miguel (Rabo de Peixe) e dada a sua importância constitui-se como autêntico cluster do mar.
Detentora das marcas de conservas de atum Bom Petisco e Tenório, de sardinhas Líder e da Pitéu, mais generalista, a ligação da empresa à pesca e à indústria cria uma lógica de cluster neste sector.
A Freguesia de Rabo de Peixe apresenta alguns problemas sociais preocupantes, nomeadamente uma elevada taxa de mortalidade infantil, deficientes condições de habitabilidade, níveis de pobreza e de exclusão social elevados. A taxa de analfabetismo na Freguesia é elevada e a taxa de empregabilidade é baixa com desemprego elevado.
Contudo, a Vila de Rabo de Peixe está a atravessar uma nova fase de dinamismo que contrasta com a imagem de pobreza tradicional e a iniciar um novo período de crescimento com a criação de um ambiente sustentável que permitirá maior conforto e oportunidades para os seus quase dez mil habitantes.
A actividade comercial da vila é florescente e rivaliza com a de outras localidades da ilha e da região, sobretudo no sector primário produtivo, como é o caso das pescas e da agricultura, onde se produz em grande escala, nomeadamente na hortofrutícola e pescas, destacando-se ainda a construção naval e a actividade do seu novo porto comercial.
2.1.14
Crianças pedem bonecos, smartphones e "que o pai arranje emprego"
Patrícia Carvalho, in Público on-line
O Pai Natal Solidário é uma iniciativa dos CTT. Até 6 de Janeiro qualquer pessoa pode fazer com que crianças apoiadas por 49 instituições tenham a prenda que pediram. Ainda há meninos à espera.
A Nancy está na moda. A Mariana, de cinco anos, quer uma e muitas outras meninas também. Os Beyblades continuam a encher as medidas a muitas crianças – o Rafael, o Nuno e o Miguel são alguns dos meninos que os inscreveram na lista de desejos para este Natal. Até ao final da semana, estas e outras crianças continuavam à espera que um benfeitor anónimo clicasse em "Apadrinhar a Carta", colocada junto ao seu pedido, na página do Pai Natal Solidário na Internet, uma iniciativa dos CTT – Correios de Portugal que há cinco anos anda a concretizar os desejos natalícios de crianças institucionalizadas ou carenciadas.
Não há mistério. "Os meninos pedem o que todas as outras crianças pedem", explica Miguel Salema Garção, director de comunicação dos CTT e gestor da iniciativa solidária. Por isso, as cartas de pedidos dos meninos das 49 instituições inscritas no Pai Natal Solidário pedem bonecos e jogos, carrinhos e helicópteros, PSP e Nintendos, tablets e smartphones, Nancys, Nenucos, Princesas Sofia, bolas e skates. Mas também há quem acrescente ao pedido "uma camisola quentinha", "um vestido de Inverno", "umas luvas" e "que o pai arranje emprego".
Este último será, provavelmente, dos poucos desejos que os CTT não conseguirão satisfazer. Os brinquedos, por outro lado, antes ou depois do dia de Natal, devem chegar às mãos das crianças. "Esta iniciativa tem uma coisa muito importante e inovadora – nem a criança sabe quem é o padrinho nem o padrinho sabe quem é a criança. As pessoas dão pelo simples gesto de dar e a experiência que temos é que o povo português é solidário", diz Miguel Salema Garção.
Até ao final da semana passada, mais de 50% das 1832 cartas inscritas no Pai Natal Solidário já tinham sido apadrinhadas. Mas vários meninos ainda continuavam à espera de alguém que quisesse oferecer-lhe o presente mais desejado.
A noite e o dia de Natal podem passar sem que a prenda sonhada apareça, mas a iniciativa mantém-se activa até 6 de Janeiro, dia de Reis, e a experiência do gestor do projecto é que ninguém fica esquecido. Mesmo quando o que está em causa são presentes mais caros, como equipamentos electrónicos ou de telecomunicações. Há empresas que dão uma ajuda e os funcionários dos CTT também participam. "Os presentes mais caros também costumam ser apadrinhados e, normalmente, até é dentro dos CTT. Cada um dos funcionários das diferentes direcções da empresa contribui com o que quiser e consegue-se. A minha direcção apadrinhou quatro cartas e tentamos sempre ir aos presentes mais caros. Além disso, há algumas empresas que nos contactam, porque têm grupos de trabalhadores que querem apadrinhar."
Os pedidos que ainda não foram apadrinhados podem ser encontrados online (painatalsolidario.ctt.pt) ou em lojas seleccionadas dos CTT (também identificadas na página da Internet). Assim que seleccionar a carta ou cartas que lhe interessam, esta fica "reservada", durante três dias úteis, o tempo para que possa adquirir a prenda escolhida e entregá-la nos Correios. Não vale a pena embrulhar o presente – os CTT oferecem o embrulho e o transporte até à instituição e, se chegar a uma estação de Correios com o presente embrulhado, este será desfeito, para verificar se o que está lá dentro corresponde, de facto, ao brinquedo solicitado.
Depois, é deixar tudo nas mãos dos CTT. Eles farão chegar o presente à criança que o pediu, através da instituição que a representa. E na noite de Natal ou noutro dia qualquer, o menino ou a menina que apadrinhou há-de arregalar os olhos de alegria, como qualquer outra criança, porque a Nancy saltou do embrulho. Ou o Beyblade. Ou o helicóptero telecomandado. Ou o carrinho. Ou até uma camisola quentinha.
185 mil cartas para o Pólo Norte, Estrela Polar e afins
Aos CTT chegam, anualmente, milhares de outras cartas dirigidas ao Pai Natal. São escritas, sobretudo, pelas crianças das escolas e são "as únicas que circulam na rede dos Correios sem selo", explica Miguel Salema Garção. Basta que estejam dirigidas ao Pai Natal (seja no Pólo Norte, Atrás da Estrela Polar ou em qualquer outro lado em que ele se possa esconder), e vão parar direitinhas às mãos das 12 pessoas que, nesta época, se dedicam especificamente a estas cartas e às do Pai Natal Solidário.
As cartas ao Pai Natal, que partem das escolas ou de qualquer casa em que exista uma criança, chegaram às 185 mil, no ano passado. A expectativa dos CTT é que, este ano, o número seja o mesmo. "Estas cartas são também um incentivo à escrita, ao desenvolvimento da Língua Portuguesa e acaba por ser um contributo junto do target mais jovem para o que é a simbologia da escrita. Eu diria que 99% delas são muito parecidas, com os pedidos habituais, mas também há as que pedem saúde para os avós ou para os pais", diz o responsável.
Ao contrário do Pai Natal Solidário, os pedidos destes meninos não serão satisfeitos pelos CTT, mas fica pelo menos uma garantia. "Todas as cartas recebem uma resposta do Pai Natal e um gift", diz Miguel Salema Garção. E o que é? "Isso não digo, senão os meninos ficavam a saber pelo PÚBLICO o que é que o Pai Natal lhes vai enviar pelo correio."
O Pai Natal Solidário é uma iniciativa dos CTT. Até 6 de Janeiro qualquer pessoa pode fazer com que crianças apoiadas por 49 instituições tenham a prenda que pediram. Ainda há meninos à espera.
A Nancy está na moda. A Mariana, de cinco anos, quer uma e muitas outras meninas também. Os Beyblades continuam a encher as medidas a muitas crianças – o Rafael, o Nuno e o Miguel são alguns dos meninos que os inscreveram na lista de desejos para este Natal. Até ao final da semana, estas e outras crianças continuavam à espera que um benfeitor anónimo clicasse em "Apadrinhar a Carta", colocada junto ao seu pedido, na página do Pai Natal Solidário na Internet, uma iniciativa dos CTT – Correios de Portugal que há cinco anos anda a concretizar os desejos natalícios de crianças institucionalizadas ou carenciadas.
Não há mistério. "Os meninos pedem o que todas as outras crianças pedem", explica Miguel Salema Garção, director de comunicação dos CTT e gestor da iniciativa solidária. Por isso, as cartas de pedidos dos meninos das 49 instituições inscritas no Pai Natal Solidário pedem bonecos e jogos, carrinhos e helicópteros, PSP e Nintendos, tablets e smartphones, Nancys, Nenucos, Princesas Sofia, bolas e skates. Mas também há quem acrescente ao pedido "uma camisola quentinha", "um vestido de Inverno", "umas luvas" e "que o pai arranje emprego".
Este último será, provavelmente, dos poucos desejos que os CTT não conseguirão satisfazer. Os brinquedos, por outro lado, antes ou depois do dia de Natal, devem chegar às mãos das crianças. "Esta iniciativa tem uma coisa muito importante e inovadora – nem a criança sabe quem é o padrinho nem o padrinho sabe quem é a criança. As pessoas dão pelo simples gesto de dar e a experiência que temos é que o povo português é solidário", diz Miguel Salema Garção.
Até ao final da semana passada, mais de 50% das 1832 cartas inscritas no Pai Natal Solidário já tinham sido apadrinhadas. Mas vários meninos ainda continuavam à espera de alguém que quisesse oferecer-lhe o presente mais desejado.
A noite e o dia de Natal podem passar sem que a prenda sonhada apareça, mas a iniciativa mantém-se activa até 6 de Janeiro, dia de Reis, e a experiência do gestor do projecto é que ninguém fica esquecido. Mesmo quando o que está em causa são presentes mais caros, como equipamentos electrónicos ou de telecomunicações. Há empresas que dão uma ajuda e os funcionários dos CTT também participam. "Os presentes mais caros também costumam ser apadrinhados e, normalmente, até é dentro dos CTT. Cada um dos funcionários das diferentes direcções da empresa contribui com o que quiser e consegue-se. A minha direcção apadrinhou quatro cartas e tentamos sempre ir aos presentes mais caros. Além disso, há algumas empresas que nos contactam, porque têm grupos de trabalhadores que querem apadrinhar."
Os pedidos que ainda não foram apadrinhados podem ser encontrados online (painatalsolidario.ctt.pt) ou em lojas seleccionadas dos CTT (também identificadas na página da Internet). Assim que seleccionar a carta ou cartas que lhe interessam, esta fica "reservada", durante três dias úteis, o tempo para que possa adquirir a prenda escolhida e entregá-la nos Correios. Não vale a pena embrulhar o presente – os CTT oferecem o embrulho e o transporte até à instituição e, se chegar a uma estação de Correios com o presente embrulhado, este será desfeito, para verificar se o que está lá dentro corresponde, de facto, ao brinquedo solicitado.
Depois, é deixar tudo nas mãos dos CTT. Eles farão chegar o presente à criança que o pediu, através da instituição que a representa. E na noite de Natal ou noutro dia qualquer, o menino ou a menina que apadrinhou há-de arregalar os olhos de alegria, como qualquer outra criança, porque a Nancy saltou do embrulho. Ou o Beyblade. Ou o helicóptero telecomandado. Ou o carrinho. Ou até uma camisola quentinha.
185 mil cartas para o Pólo Norte, Estrela Polar e afins
Aos CTT chegam, anualmente, milhares de outras cartas dirigidas ao Pai Natal. São escritas, sobretudo, pelas crianças das escolas e são "as únicas que circulam na rede dos Correios sem selo", explica Miguel Salema Garção. Basta que estejam dirigidas ao Pai Natal (seja no Pólo Norte, Atrás da Estrela Polar ou em qualquer outro lado em que ele se possa esconder), e vão parar direitinhas às mãos das 12 pessoas que, nesta época, se dedicam especificamente a estas cartas e às do Pai Natal Solidário.
As cartas ao Pai Natal, que partem das escolas ou de qualquer casa em que exista uma criança, chegaram às 185 mil, no ano passado. A expectativa dos CTT é que, este ano, o número seja o mesmo. "Estas cartas são também um incentivo à escrita, ao desenvolvimento da Língua Portuguesa e acaba por ser um contributo junto do target mais jovem para o que é a simbologia da escrita. Eu diria que 99% delas são muito parecidas, com os pedidos habituais, mas também há as que pedem saúde para os avós ou para os pais", diz o responsável.
Ao contrário do Pai Natal Solidário, os pedidos destes meninos não serão satisfeitos pelos CTT, mas fica pelo menos uma garantia. "Todas as cartas recebem uma resposta do Pai Natal e um gift", diz Miguel Salema Garção. E o que é? "Isso não digo, senão os meninos ficavam a saber pelo PÚBLICO o que é que o Pai Natal lhes vai enviar pelo correio."
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