in Público on-line
A Estratégia Nacional de Combate à Pobreza foi um dos diplomas aprovados em Conselho de Ministros.
O Governo quer retirar da pobreza 660 mil pessoas, um dos objectivos consagrados na Estratégia Nacional de Combate à Pobreza 2020-2030, esta quinta-feira aprovada em Conselho de Ministros.
A Estratégia Nacional de Combate à Pobreza foi um dos diplomas aprovados, tendo a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, anunciado que um dos objectivos é conseguir retirar 10% da população da condição de pobreza.
De acordo com a governante, isto significa retirar da pobreza 660 mil pessoas, um número mais ambicioso do que os 360 mil que estariam naturalmente assumidos na transição do plano europeu para o plano nacional.
A estratégia tem também como objectivo a erradicação da pobreza junto de 170 mil crianças.
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4.10.21
Governo quer integrar o pré-escolar no ensino obrigatório
in RTP
O Governo quer que o acesso ao ensino pré-escolar seja tendencialmente gratuito e obrigatório a partir dos três anos.
A criança é de resto a figura central da maioria das propostas que constam da versão preliminar da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza 2021-2023 e que deve chegar em breve à discussão pública.
O Governo quer que o acesso ao ensino pré-escolar seja tendencialmente gratuito e obrigatório a partir dos três anos.
A criança é de resto a figura central da maioria das propostas que constam da versão preliminar da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza 2021-2023 e que deve chegar em breve à discussão pública.
3.5.21
Aumento dos pedidos de ajuda leva Assistência Médica Internacional a realizar novo peditório nacional
in o Observador
O montante angariado destina-se a financiar o reforço dos projetos da AMI de luta contra a pobreza e exclusão social em Portugal, para dar resposta aos efeitos da pandemia e ao agravamento da pressão.
Desde a declaração do primeiro período de estado de emergência, a AMI teve a necessidade de iniciar projetos de primeira linha, como o apoio na distribuição alimentar de urgência
A AMI — Assistência Médica Internacional — vai realizar um novo peditório nacional para fazer face ao aumento de pedidos de ajuda, tendo apoiado, em média, mais de 3.500 pessoas por mês entre janeiro e março de 2021.
Em comunicado, a organização não governamental (ONG) portuguesa anuncia que entre 3 e 9 de maio voltará a fazer um peditório nacional, novamente em formato exclusivamente online, para “fazer face às exigências da conjuntura atual”. “O montante angariado destina-se a financiar o necessário reforço dos projetos da AMI de luta contra a pobreza e exclusão social em Portugal, para dar resposta aos efeitos colaterais da pandemia e ao consequente agravamento da pressão social que se faz sentir no aumento de pedidos de ajuda”, justifica a ONG.
A organização adianta que, através dos vários equipamentos sociais espalhados pelo país, apoiou nos primeiros três meses deste ano, em média, 3.554 pessoas por mês, das quais 130 eram novos casos de pobreza, o que representa “um aumento de 12% e 10%, respetivamente, em relação ao período homologo do ano anterior”. Entre janeiro e março, houve 389 pessoas que precisaram da ajuda da AMI pela primeira vez, um “acréscimo de 11% em relação ao mesmo período de 2020”.
“O aumento do número de pessoas que recorreram à AMI pela primeira vez verificou-se sobretudo nos Centros Porta Amiga do Porto (53%) e Vila Nova de Gaia (21%), devido ao aumento da procura de apoio alimentar“, lê-se no comunicado. Segundo a AMI, houve mais 641 pessoas (65%) a procurarem essa ajuda do que entre janeiro e março de 2020.
Desde a declaração do primeiro período de estado de emergência, a ONG viu-se obrigada a ter os seus abrigos noturnos, em Lisboa e no Porto, abertos 24 horas, tendo também passado a gerir um Centro de Alojamento de Emergência Municipal para mulheres em situação de sem-abrigo, criado pela autarquia de Lisboa, no âmbito do combate à Covid-19.
Além disso, a AMI teve “necessidade de iniciar projetos de primeira linha”, como a gestão de novos abrigos de emergência ou o apoio na distribuição alimentar de urgência, “contrariando o principal objetivo da AMI de promover e facilitar a inclusão e integração social de grupos com dificuldades de inserção”.
A ONG explica ainda que estes peditórios são uma das muitas formas de angariação de fundos para ajudar a financiar os projetos da organização e que, pelo segundo ano consecutivo o peditório realiza-se através das redes sociais, “pelo que o apoio de todos para partilhar, doar e incentivar a participação na iniciativa, é fundamental”. A doação poderá ser feita através da aplicação MB Way, da rede de Multibanco, por transferência bancária ou através de donativo online, através da página da AMI.
O montante angariado destina-se a financiar o reforço dos projetos da AMI de luta contra a pobreza e exclusão social em Portugal, para dar resposta aos efeitos da pandemia e ao agravamento da pressão.
Desde a declaração do primeiro período de estado de emergência, a AMI teve a necessidade de iniciar projetos de primeira linha, como o apoio na distribuição alimentar de urgência
A AMI — Assistência Médica Internacional — vai realizar um novo peditório nacional para fazer face ao aumento de pedidos de ajuda, tendo apoiado, em média, mais de 3.500 pessoas por mês entre janeiro e março de 2021.
Em comunicado, a organização não governamental (ONG) portuguesa anuncia que entre 3 e 9 de maio voltará a fazer um peditório nacional, novamente em formato exclusivamente online, para “fazer face às exigências da conjuntura atual”. “O montante angariado destina-se a financiar o necessário reforço dos projetos da AMI de luta contra a pobreza e exclusão social em Portugal, para dar resposta aos efeitos colaterais da pandemia e ao consequente agravamento da pressão social que se faz sentir no aumento de pedidos de ajuda”, justifica a ONG.
A organização adianta que, através dos vários equipamentos sociais espalhados pelo país, apoiou nos primeiros três meses deste ano, em média, 3.554 pessoas por mês, das quais 130 eram novos casos de pobreza, o que representa “um aumento de 12% e 10%, respetivamente, em relação ao período homologo do ano anterior”. Entre janeiro e março, houve 389 pessoas que precisaram da ajuda da AMI pela primeira vez, um “acréscimo de 11% em relação ao mesmo período de 2020”.
“O aumento do número de pessoas que recorreram à AMI pela primeira vez verificou-se sobretudo nos Centros Porta Amiga do Porto (53%) e Vila Nova de Gaia (21%), devido ao aumento da procura de apoio alimentar“, lê-se no comunicado. Segundo a AMI, houve mais 641 pessoas (65%) a procurarem essa ajuda do que entre janeiro e março de 2020.
Desde a declaração do primeiro período de estado de emergência, a ONG viu-se obrigada a ter os seus abrigos noturnos, em Lisboa e no Porto, abertos 24 horas, tendo também passado a gerir um Centro de Alojamento de Emergência Municipal para mulheres em situação de sem-abrigo, criado pela autarquia de Lisboa, no âmbito do combate à Covid-19.
Além disso, a AMI teve “necessidade de iniciar projetos de primeira linha”, como a gestão de novos abrigos de emergência ou o apoio na distribuição alimentar de urgência, “contrariando o principal objetivo da AMI de promover e facilitar a inclusão e integração social de grupos com dificuldades de inserção”.
A ONG explica ainda que estes peditórios são uma das muitas formas de angariação de fundos para ajudar a financiar os projetos da organização e que, pelo segundo ano consecutivo o peditório realiza-se através das redes sociais, “pelo que o apoio de todos para partilhar, doar e incentivar a participação na iniciativa, é fundamental”. A doação poderá ser feita através da aplicação MB Way, da rede de Multibanco, por transferência bancária ou através de donativo online, através da página da AMI.
14.10.20
Pandemia reverteu duas décadas de luta contra a pobreza
in Sol
O relatório do FMI prevê que PIB da zona euro cai 8,3% em 2020 e cresce 5,2% no próximo ano.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que a pandemia de covid-19 “reverterá os progressos feitos desde os anos 1990” em termos de redução de pobreza, e aumentará a “desigualdade”, segundo as Previsões Económicas Mundiais.
“A pandemia vai reverter o progresso feito desde os anos 1990 em termos de redução da pobreza mundial e vai aumentar a desigualdade”, lê-se no documento da instituição financeira internacional. Segundo o FMI, depois de uma recuperação dos efeitos da pandemia em 2021, “o crescimento mundial deverá abrandar gradualmente para cerca de 3,5% no médio prazo”, numa assunção que compara com o crescimento projetado antes da pandemia para o período 2020-2025.
A pandemia foi “um revés significativo para a melhoria esperada no nível médio de vida em todos os grupos de países”, tanto economias desenvolvidas como em desenvolvimento, afirma o FMI. A instituição assinala que “as pessoas que dependem do seu salário diário e estão fora das redes de apoio formais enfrentaram perdas de rendimento súbitas quando foram impostas restrições à mobilidade”, incluindo os trabalhadores migrantes.
O FMI lembra que o stock das dívidas públicas mundiais vai aumentar de forma “significativa”, e que as menores contribuições fiscais irão dificultar o serviço de dívida dos soberanos. Os riscos para as previsões do FMI, que espera uma queda da economia mundial de 4,4% em 2020, são “anormalmente grandes” em ano de pandemia, segundo o documento. Uma primeira camada [dos riscos] relaciona-se com o caminho da pandemia, a necessária resposta da saúde pública, e as disrupções à atividade doméstica associadas, nomeadamente em setores de contacto intensivo”, sinaliza o FMI.
Uma outra fonte de incerteza “é a extensão dos alastramentos mundiais provenientes da baixa procura, turismo mais fraco e menos remessas”, assinala a instituição liderada por Kristalina Georgieva. O fundo aponta ainda para o sentimento dos mercados financeiros e as suas implicações para os fluxos de capitais mundiais, e ainda para a incerteza ao potencial da oferta, “que vai depender da persistência do choque pandémico, o tamanho e a eficácia das respostas políticas e a extensão das falhas nos recursos”.
Previsões para a zona euro mais otimistas
Também neste relatório, o FMI atualiza as previsões para a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro, que estima cair 8,3% em 2020, mas recuperar e subir 5,2% em 2021.
Esta previsão representa uma melhoria face à realizada em junho, em que se avançava para uma queda da economia da zona euro na ordem dos 10,2% Para 2021, a instituição financeira sediada em Washington tinha sinalizado, em junho, um crescimento de 6%.
Relativamente ao desemprego, o FMI estima uma taxa de 8,9% em 2020 e uma subida para 9,1% em 2021. Já a inflação deverá ser de 0,4% em 2020 e de 0,9% em 2021, depois de ter sido de 1,2% em 2019.
O relatório do FMI prevê que PIB da zona euro cai 8,3% em 2020 e cresce 5,2% no próximo ano.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que a pandemia de covid-19 “reverterá os progressos feitos desde os anos 1990” em termos de redução de pobreza, e aumentará a “desigualdade”, segundo as Previsões Económicas Mundiais.
“A pandemia vai reverter o progresso feito desde os anos 1990 em termos de redução da pobreza mundial e vai aumentar a desigualdade”, lê-se no documento da instituição financeira internacional. Segundo o FMI, depois de uma recuperação dos efeitos da pandemia em 2021, “o crescimento mundial deverá abrandar gradualmente para cerca de 3,5% no médio prazo”, numa assunção que compara com o crescimento projetado antes da pandemia para o período 2020-2025.
A pandemia foi “um revés significativo para a melhoria esperada no nível médio de vida em todos os grupos de países”, tanto economias desenvolvidas como em desenvolvimento, afirma o FMI. A instituição assinala que “as pessoas que dependem do seu salário diário e estão fora das redes de apoio formais enfrentaram perdas de rendimento súbitas quando foram impostas restrições à mobilidade”, incluindo os trabalhadores migrantes.
O FMI lembra que o stock das dívidas públicas mundiais vai aumentar de forma “significativa”, e que as menores contribuições fiscais irão dificultar o serviço de dívida dos soberanos. Os riscos para as previsões do FMI, que espera uma queda da economia mundial de 4,4% em 2020, são “anormalmente grandes” em ano de pandemia, segundo o documento. Uma primeira camada [dos riscos] relaciona-se com o caminho da pandemia, a necessária resposta da saúde pública, e as disrupções à atividade doméstica associadas, nomeadamente em setores de contacto intensivo”, sinaliza o FMI.
Uma outra fonte de incerteza “é a extensão dos alastramentos mundiais provenientes da baixa procura, turismo mais fraco e menos remessas”, assinala a instituição liderada por Kristalina Georgieva. O fundo aponta ainda para o sentimento dos mercados financeiros e as suas implicações para os fluxos de capitais mundiais, e ainda para a incerteza ao potencial da oferta, “que vai depender da persistência do choque pandémico, o tamanho e a eficácia das respostas políticas e a extensão das falhas nos recursos”.
Previsões para a zona euro mais otimistas
Também neste relatório, o FMI atualiza as previsões para a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro, que estima cair 8,3% em 2020, mas recuperar e subir 5,2% em 2021.
Esta previsão representa uma melhoria face à realizada em junho, em que se avançava para uma queda da economia da zona euro na ordem dos 10,2% Para 2021, a instituição financeira sediada em Washington tinha sinalizado, em junho, um crescimento de 6%.
Relativamente ao desemprego, o FMI estima uma taxa de 8,9% em 2020 e uma subida para 9,1% em 2021. Já a inflação deverá ser de 0,4% em 2020 e de 0,9% em 2021, depois de ter sido de 1,2% em 2019.
6.10.20
Este Portugal solidário que não sabe virar as costas
André Brito, in Expresso
Projetos Expresso. Ajudar. Durante o surto de covid-19, centenas de trabalhadores da economia social continuam a apoiar diariamente os mais vulneráveis na luta pelo básico: casa, emprego, alimentação e saúde
Alexandra Gomes já tinha trabalhado nalgumas prisões portuguesas. Formada em Criminologia, a sua tese de mestrado partiu quase integralmente de entrevistas a vários reclusos. Na Aproximar, Cooperativa de Solidariedade Social — onde é voluntária há dois anos —, está na linha da frente do projeto Passaporte para a Empregabilidade, cujo objetivo é apoiar a população prisional no regresso à vida em sociedade. “São pessoas que durante anos tiveram alguém para lhes dizer o que fazer, onde ir, a que horas, sem nenhum tipo de autogestão. Em liberdade, o mundo de possibilidades é tal que acabam por se perder.”
A mentora, assim se designa o seu título profissional, faz parte de uma das associações de solidariedade social vencedoras do Prémio BPI “La Caixa” Solidário (ver caixa), que este ano premiou 28 instituições — num total de €750 mil — pelo trabalho que desenvolvem junto das populações mais fragilizadas e em risco de exclusão social. Os €11 mil vão permitir à Aproximar aumentar a sua bolsa de voluntários e incrementar a resposta junto dos mais marginalizados. “Para a população reclusa, encontrar um emprego é fundamental no seu processo de reinserção social”, explica Rita Lourenço, adjunta da direção e coordenadora do departamento para o sistema de justiça criminal.
O problema passa muitas vezes pela gestão de expectativas. Porém, tal só se coloca ao fim de algumas sessões, porque habitualmente as primeiras são passadas quase em silêncio. “Têm vergonha, sentem um estigma. Muitos saem e querem ter uma família, uma companheira, alguém que esteja em casa quando chegam do trabalho. Procuram as pessoas que lhes faltaram durante o cumprimento da pena”, diz a mentora Alexandra Gomes, explicando ser necessário criar confiança com os seus “mentorandos” para melhor trabalhar os desafios que enfrentam. “Uma abordagem neutra e construtiva, sem opiniões pessoais do mentor, é dos primeiros passos para uma reinserção bem sucedida.”
Em tempo de pandemia, de crise económica e de grandes incertezas, o trabalho desenvolvido pelas instituições de solidariedade tem sido decisivo para o acompanhamento dos mais fragilizados. “Fruto da experiência com a troika, as instituições nunca deixaram de apoiar as pessoas mais carenciadas. Isso foi evidente durante esse período e ao longo do processo de recuperação económica. As instituições nunca desmontaram os seus apoios”, diz ao Expresso o provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, António Tavares. “Há crise, mas o sector da economia social nunca voltou as costas às pessoas.”
Exemplo disso é o trabalho desenvolvido pela Associação Famílias Solidárias de Oeiras (AFSO). Tal como outras instituições, surgiu nos tempos da crise de 2013, formada por um grupo de voluntários decididos a apoiar uma classe média em queda livre. “Muitas famílias tinham estado empregadas um ano antes da crise, com bens e declaração de IRS que as impossibilitava de recorrer a ajudas nas instituições que estavam no terreno”, afirma a vice-presidente da AFSO, Sónia Vicente, lembrando os primeiros anos da instituição particular de solidariedade social (IPSS).
O modelo de apoio tem sido replicado neste tempo de pandemia. “Ao contrário de outras instituições, que recebem bens do desperdício alimentar e distribuem, o nosso projeto é de voluntariado e desafia os vizinhos a apoiar as famílias em dificuldades. São eles que contribuem com alimentos, produtos e dinheiro, que são convertidos em cabazes, entregues mensalmente aos mais carenciados. Trata-se, sobretudo, de motivar a sociedade civil a apoiar quem mais precisa, muitas vezes de forma anónima.”
“Temos dois tipos de apoios: a famílias que sabemos quem são ou em regime de anonimato. Aqui entram aqueles agregados que fazem parte da pobreza envergonhada. Apenas a assistente de família sabe quem são, e mesmo o pessoal do armazém só conhece a tipologia da família, porque os nossos cabazes são personalizados. Se houver, por exemplo, um diabético, os produtos fornecidos são sem açúcar”, explica a vice-presidente da AFSO, que todos os meses apoia cerca de 20 famílias, contando com a colaboração de 250 famílias e com o trabalho de 80 voluntários. A pandemia alterou algumas das condições de trabalho, reduziu a equipa, mas as entregas de cabazes continuaram: as famílias apoiadas passaram a recebê-los à porta de casa.
ENSINAR A PESCAR TRABALHO
Associação luta pela igualdade de género na vida familiar e profissional
É com uma variante do velho provérbio chinês que Margarida Côrte-Real resume o trabalho da Vida Norte, uma das associações contemplada com o Prémio BPI “La Caixa” Solidário. “Damos a cana e ensinamos a pescar”, avança a coordenadora técnica da instituição.
Foi graças ao projeto Escola com Vida que a IPSS sediada no Porto recebeu €27 mil para apoiar e capacitar jovens mães ou grávidas e pais com filhos pequenos a regressarem ao mercado de trabalho. O programa tem duas componentes: desenvolvimento de competências para o emprego e valorização pessoal, mas também sensibilização dos potenciais empregadores. “Uma mulher grávida ou que tenha sido mãe recentemente é encarada como alguém com uma limitação, fecham-lhe as portas. Por isso vamos diretamente às empresas, no âmbito da sua responsabilidade social, para darem uma oportunidade e olharem para estes trabalhadores como uma mais-valia.”
Nesse sentido, o projeto da Vida Norte passa também pela sensibilização dos equipamentos infantis privados, para abertura de vagas mais económicas que permitam dar retaguarda aos pais. Muitos dos casos são mulheres grávidas, entre os 25 e os 35 anos, desempregadas e sem recursos, ou famílias monoparentais, que espelham alguns dos grupos mais vulneráveis. A estes, António Tavares, provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, acrescenta as crianças e os idosos. “São dos principais grupos em risco de exclusão social.”
No que respeita aos apoios, remata o provedor, “o Estado tem reagido mais do que agido. Nesta fase já devia haver uma estratégia para o sector até março”.
VALORES SOCIAIS
5647
é o número de IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social) ativas em Portugal. A economia social representa 6% do emprego remunerado no país
40%
é a percentagem de técnicos e diretores das IPSS portuguesas que sofrem de cansaço extremo, segundo um estudo realizado pela Associação Nacional de Gerontologia Social
Textos originalmente publicados no Expresso de 3 de outubro de 2020
Projetos Expresso. Ajudar. Durante o surto de covid-19, centenas de trabalhadores da economia social continuam a apoiar diariamente os mais vulneráveis na luta pelo básico: casa, emprego, alimentação e saúde
Alexandra Gomes já tinha trabalhado nalgumas prisões portuguesas. Formada em Criminologia, a sua tese de mestrado partiu quase integralmente de entrevistas a vários reclusos. Na Aproximar, Cooperativa de Solidariedade Social — onde é voluntária há dois anos —, está na linha da frente do projeto Passaporte para a Empregabilidade, cujo objetivo é apoiar a população prisional no regresso à vida em sociedade. “São pessoas que durante anos tiveram alguém para lhes dizer o que fazer, onde ir, a que horas, sem nenhum tipo de autogestão. Em liberdade, o mundo de possibilidades é tal que acabam por se perder.”
A mentora, assim se designa o seu título profissional, faz parte de uma das associações de solidariedade social vencedoras do Prémio BPI “La Caixa” Solidário (ver caixa), que este ano premiou 28 instituições — num total de €750 mil — pelo trabalho que desenvolvem junto das populações mais fragilizadas e em risco de exclusão social. Os €11 mil vão permitir à Aproximar aumentar a sua bolsa de voluntários e incrementar a resposta junto dos mais marginalizados. “Para a população reclusa, encontrar um emprego é fundamental no seu processo de reinserção social”, explica Rita Lourenço, adjunta da direção e coordenadora do departamento para o sistema de justiça criminal.
O problema passa muitas vezes pela gestão de expectativas. Porém, tal só se coloca ao fim de algumas sessões, porque habitualmente as primeiras são passadas quase em silêncio. “Têm vergonha, sentem um estigma. Muitos saem e querem ter uma família, uma companheira, alguém que esteja em casa quando chegam do trabalho. Procuram as pessoas que lhes faltaram durante o cumprimento da pena”, diz a mentora Alexandra Gomes, explicando ser necessário criar confiança com os seus “mentorandos” para melhor trabalhar os desafios que enfrentam. “Uma abordagem neutra e construtiva, sem opiniões pessoais do mentor, é dos primeiros passos para uma reinserção bem sucedida.”
Em tempo de pandemia, de crise económica e de grandes incertezas, o trabalho desenvolvido pelas instituições de solidariedade tem sido decisivo para o acompanhamento dos mais fragilizados. “Fruto da experiência com a troika, as instituições nunca deixaram de apoiar as pessoas mais carenciadas. Isso foi evidente durante esse período e ao longo do processo de recuperação económica. As instituições nunca desmontaram os seus apoios”, diz ao Expresso o provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, António Tavares. “Há crise, mas o sector da economia social nunca voltou as costas às pessoas.”
Exemplo disso é o trabalho desenvolvido pela Associação Famílias Solidárias de Oeiras (AFSO). Tal como outras instituições, surgiu nos tempos da crise de 2013, formada por um grupo de voluntários decididos a apoiar uma classe média em queda livre. “Muitas famílias tinham estado empregadas um ano antes da crise, com bens e declaração de IRS que as impossibilitava de recorrer a ajudas nas instituições que estavam no terreno”, afirma a vice-presidente da AFSO, Sónia Vicente, lembrando os primeiros anos da instituição particular de solidariedade social (IPSS).
O modelo de apoio tem sido replicado neste tempo de pandemia. “Ao contrário de outras instituições, que recebem bens do desperdício alimentar e distribuem, o nosso projeto é de voluntariado e desafia os vizinhos a apoiar as famílias em dificuldades. São eles que contribuem com alimentos, produtos e dinheiro, que são convertidos em cabazes, entregues mensalmente aos mais carenciados. Trata-se, sobretudo, de motivar a sociedade civil a apoiar quem mais precisa, muitas vezes de forma anónima.”
“Temos dois tipos de apoios: a famílias que sabemos quem são ou em regime de anonimato. Aqui entram aqueles agregados que fazem parte da pobreza envergonhada. Apenas a assistente de família sabe quem são, e mesmo o pessoal do armazém só conhece a tipologia da família, porque os nossos cabazes são personalizados. Se houver, por exemplo, um diabético, os produtos fornecidos são sem açúcar”, explica a vice-presidente da AFSO, que todos os meses apoia cerca de 20 famílias, contando com a colaboração de 250 famílias e com o trabalho de 80 voluntários. A pandemia alterou algumas das condições de trabalho, reduziu a equipa, mas as entregas de cabazes continuaram: as famílias apoiadas passaram a recebê-los à porta de casa.
ENSINAR A PESCAR TRABALHO
Associação luta pela igualdade de género na vida familiar e profissional
É com uma variante do velho provérbio chinês que Margarida Côrte-Real resume o trabalho da Vida Norte, uma das associações contemplada com o Prémio BPI “La Caixa” Solidário. “Damos a cana e ensinamos a pescar”, avança a coordenadora técnica da instituição.
Foi graças ao projeto Escola com Vida que a IPSS sediada no Porto recebeu €27 mil para apoiar e capacitar jovens mães ou grávidas e pais com filhos pequenos a regressarem ao mercado de trabalho. O programa tem duas componentes: desenvolvimento de competências para o emprego e valorização pessoal, mas também sensibilização dos potenciais empregadores. “Uma mulher grávida ou que tenha sido mãe recentemente é encarada como alguém com uma limitação, fecham-lhe as portas. Por isso vamos diretamente às empresas, no âmbito da sua responsabilidade social, para darem uma oportunidade e olharem para estes trabalhadores como uma mais-valia.”
Nesse sentido, o projeto da Vida Norte passa também pela sensibilização dos equipamentos infantis privados, para abertura de vagas mais económicas que permitam dar retaguarda aos pais. Muitos dos casos são mulheres grávidas, entre os 25 e os 35 anos, desempregadas e sem recursos, ou famílias monoparentais, que espelham alguns dos grupos mais vulneráveis. A estes, António Tavares, provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, acrescenta as crianças e os idosos. “São dos principais grupos em risco de exclusão social.”
No que respeita aos apoios, remata o provedor, “o Estado tem reagido mais do que agido. Nesta fase já devia haver uma estratégia para o sector até março”.
VALORES SOCIAIS
5647
é o número de IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social) ativas em Portugal. A economia social representa 6% do emprego remunerado no país
40%
é a percentagem de técnicos e diretores das IPSS portuguesas que sofrem de cansaço extremo, segundo um estudo realizado pela Associação Nacional de Gerontologia Social
Textos originalmente publicados no Expresso de 3 de outubro de 2020
4.6.20
Filme junta judeus e católicos na luta contra a pobreza criada pela pandemia
in sicnoticias
"A Luz de Judá" é um filme que junta as comunidades judaica e católica no apoio ao combate à pobreza criada pela pandemia do novo coronavírus.
As receitas do filme de Luís Ismael vão reverter para várias instituições, uma delas é o centro social de Nossa Senhora da Conceição, no Porto, que distribui refeições por pessoas carenciadas e sem-abrigo.
"A Luz de Judá" é um filme que junta as comunidades judaica e católica no apoio ao combate à pobreza criada pela pandemia do novo coronavírus.
As receitas do filme de Luís Ismael vão reverter para várias instituições, uma delas é o centro social de Nossa Senhora da Conceição, no Porto, que distribui refeições por pessoas carenciadas e sem-abrigo.
10.1.20
Comissária europeia compromete-se a trabalhar para erradicar a pobreza
in Correio do Minho
Garantia deixada perante os representantes da sociedade civil europeia.
A comissária europeia para as Parcerias Internacionais definiu a erradicação da pobreza no mundo como a prioridade do seu mandato, não apenas porque esta é uma obrigação legal, imposta pelos tratados, mas sobretudo porque se trata de um dever moral.
Jutta Urpilainen assumiu este compromisso na sessão plenária de dezembro do Comité Económico e Social Europeu (CESE), que decorreu em Bruxelas, no encerramento de um debate sobre a política de cooperação para o desenvolvimento, a que o Diário do Minho assistiu a convite daquele órgão consultivo.
Perante os representantes da sociedade civil europeia, a comissária finlandesa recordou que acompanhou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a África, naquela que foi a primeira visita oficial fora da Europa desde que iniciaram funções, num sinal da importância geoestratégica atribuída àquele continente.
«Devemos continuar a não deixar ninguém para trás. Devemos atribuir um papel a todos, especialmente às organizações da sociedade civil, que estão sempre na linha da frente das diferentes questões», declarou.
A relevância da sociedade civil também foi destacada pelo presidente do CESE, Luca Jahier. «É crucial reconhecer, de um ponto de vista político, o contributo da sociedade civil para as novas parcerias estabelecidas pela UE no mundo, com destaque para o Acordo de Parceria ACP-UE», assinalou aquele responsável.
Garantia deixada perante os representantes da sociedade civil europeia.
A comissária europeia para as Parcerias Internacionais definiu a erradicação da pobreza no mundo como a prioridade do seu mandato, não apenas porque esta é uma obrigação legal, imposta pelos tratados, mas sobretudo porque se trata de um dever moral.
Jutta Urpilainen assumiu este compromisso na sessão plenária de dezembro do Comité Económico e Social Europeu (CESE), que decorreu em Bruxelas, no encerramento de um debate sobre a política de cooperação para o desenvolvimento, a que o Diário do Minho assistiu a convite daquele órgão consultivo.
Perante os representantes da sociedade civil europeia, a comissária finlandesa recordou que acompanhou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a África, naquela que foi a primeira visita oficial fora da Europa desde que iniciaram funções, num sinal da importância geoestratégica atribuída àquele continente.
«Devemos continuar a não deixar ninguém para trás. Devemos atribuir um papel a todos, especialmente às organizações da sociedade civil, que estão sempre na linha da frente das diferentes questões», declarou.
A relevância da sociedade civil também foi destacada pelo presidente do CESE, Luca Jahier. «É crucial reconhecer, de um ponto de vista político, o contributo da sociedade civil para as novas parcerias estabelecidas pela UE no mundo, com destaque para o Acordo de Parceria ACP-UE», assinalou aquele responsável.
11.10.18
“Muito tem sido feito na luta contra a pobreza”
in DnMadeira
A secretária regional da Inclusão e Assuntos Sociais disse esta tarde, em Lisboa, que a Madeira muito tem feito na luta contra a pobreza. “Mas muito mais temos para fazer, certamente. E é para isso que aqui estamos”, acrescentou. Rita Andrade falava no âmbito da Conferência “Pensar a Luta Contra a Pobreza - Criar Compromissos”, e de assinatura de protocolos, que decorreu na Sala do Senado, da Assembleia da República. Contou com a participação de entidades responsáveis por estas áreas, assim como por representantes dos partidos políticos com assento no Parlamento Nacional.
O evento decorreu por ocasião do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que se assinala a 17 de Outubro, mas que, por questões de agenda, foi tratado esta manhã.
A iniciativa partiu da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza, com quem o Governo Regional da Madeira, através da Secretaria Regional da Inclusão e Assuntos Sociais, assinou um protocolo no Funchal, no dia 26 de Setembro, que visa disponibilizar apoio para a instalação de um Núcleo da instituição na Madeira, num espaço no Bairro do Hospital.
A iniciativa na capital pretendeu, por parte da EAPN Portugal, a renovação do seu apelo acerca da necessidade de definição de uma Estratégia Nacional para a Erradicação da Pobreza. Acima de tudo, visou, com o debate, definir um processo de concertação e responsabilização partilhada de aprovação, implementação e avaliação da referida Estratégia Nacional, bem como a constituição de um grupo ad hoc na Assembleia da República que acompanhe e avalie todas as políticas e legislação existente quanto ao seu impacto (positivo e/ou negativo) sobre a pobreza.
A governante agradeceu a oportunidade por estar em Lisboa na iniciativa e disse ser a primeira vez que o Governo Regional se associa ao resto do País “para assinalar uma data tão nobre para o combate e a erradicação da pobreza”.
Na sua breve intervenção, Rita Andrade lembrou as palavras do padre Jardim Moreira, presidente da EAPN Portugal, de que “sem este trabalho em rede não chegamos a lado nenhum. Sozinhos não chegamos a lado algum. Tudo o que façamos é sempre muito pouco”.
Por isso mesmo, acentuou outra ideia: “A nossa postura é de grande humildade. Queremos aprender com os melhores. Independentemente de todo o trajeto que tem sido feito, este novo paradigma e esta porta que se abre através da rede europeia anti-pobreza ajuda-nos na análise das causas e de como podemos aprender com outras regiões do País, com a Europa e com o Mundo”.
A secretária regional reconheceu que se trata de “uma realidade que se traduz num flagelo mundial que não vale a pena escamotear”. “Existe e vamos enfrentá-lo e agradecer por todas as oportunidades que temos neste e noutros âmbitos para darmos passos significativos para a construção de um mundo melhor e para combater a pobreza de forma séria com um forte compromisso.É um forte compromisso estar aqui hoje para, simbolicamente, assinalar, e dizer que a Região Autónoma da Madeira, o seu Governo Regional, e a Secretaria Regional da Inclusão e dos Assuntos Sociais, que tutela todas estas temáticas, e que represento, estamos fortemente comprometidos a fazer este trabalho em rede com todos vós”, acrescentou.
A secretária regional da Inclusão e Assuntos Sociais disse esta tarde, em Lisboa, que a Madeira muito tem feito na luta contra a pobreza. “Mas muito mais temos para fazer, certamente. E é para isso que aqui estamos”, acrescentou. Rita Andrade falava no âmbito da Conferência “Pensar a Luta Contra a Pobreza - Criar Compromissos”, e de assinatura de protocolos, que decorreu na Sala do Senado, da Assembleia da República. Contou com a participação de entidades responsáveis por estas áreas, assim como por representantes dos partidos políticos com assento no Parlamento Nacional.
O evento decorreu por ocasião do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que se assinala a 17 de Outubro, mas que, por questões de agenda, foi tratado esta manhã.
A iniciativa partiu da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza, com quem o Governo Regional da Madeira, através da Secretaria Regional da Inclusão e Assuntos Sociais, assinou um protocolo no Funchal, no dia 26 de Setembro, que visa disponibilizar apoio para a instalação de um Núcleo da instituição na Madeira, num espaço no Bairro do Hospital.
A iniciativa na capital pretendeu, por parte da EAPN Portugal, a renovação do seu apelo acerca da necessidade de definição de uma Estratégia Nacional para a Erradicação da Pobreza. Acima de tudo, visou, com o debate, definir um processo de concertação e responsabilização partilhada de aprovação, implementação e avaliação da referida Estratégia Nacional, bem como a constituição de um grupo ad hoc na Assembleia da República que acompanhe e avalie todas as políticas e legislação existente quanto ao seu impacto (positivo e/ou negativo) sobre a pobreza.
A governante agradeceu a oportunidade por estar em Lisboa na iniciativa e disse ser a primeira vez que o Governo Regional se associa ao resto do País “para assinalar uma data tão nobre para o combate e a erradicação da pobreza”.
Na sua breve intervenção, Rita Andrade lembrou as palavras do padre Jardim Moreira, presidente da EAPN Portugal, de que “sem este trabalho em rede não chegamos a lado nenhum. Sozinhos não chegamos a lado algum. Tudo o que façamos é sempre muito pouco”.
Por isso mesmo, acentuou outra ideia: “A nossa postura é de grande humildade. Queremos aprender com os melhores. Independentemente de todo o trajeto que tem sido feito, este novo paradigma e esta porta que se abre através da rede europeia anti-pobreza ajuda-nos na análise das causas e de como podemos aprender com outras regiões do País, com a Europa e com o Mundo”.
A secretária regional reconheceu que se trata de “uma realidade que se traduz num flagelo mundial que não vale a pena escamotear”. “Existe e vamos enfrentá-lo e agradecer por todas as oportunidades que temos neste e noutros âmbitos para darmos passos significativos para a construção de um mundo melhor e para combater a pobreza de forma séria com um forte compromisso.É um forte compromisso estar aqui hoje para, simbolicamente, assinalar, e dizer que a Região Autónoma da Madeira, o seu Governo Regional, e a Secretaria Regional da Inclusão e dos Assuntos Sociais, que tutela todas estas temáticas, e que represento, estamos fortemente comprometidos a fazer este trabalho em rede com todos vós”, acrescentou.
10.11.15
Bispos católicos pedem diálogo e luta contra pobreza e exclusão social
in Notícias ao Minuto
Os bispos angolanos apelaram hoje, em Luanda, ao diálogo político e à luta contra a pobreza e o analfabetismo, contra toda a exclusão social e a especulação monetária descontrolada, que dizem estar a causar sofrimento ao povo.
A posição consta do comunicado final da II plenária ordinária dos bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), que elegeu para presidente da instituição o arcebispo de Luanda Filomeno do Nascimento Vieira Dias, em substituição de Gabriel Mbilingue, arcebispo do Lubango.
No documento, os bispos, que consideraram o atual momento do país marcado de alguma tensão social, agravada pela crise financeira, afirmaram a urgência de os políticos manterem "sempre abertas" as portas do diálogo, para que todos se sintam necessários e envolvidos no processo de transformação da sociedade angolana.
Apelaram igualmente para que as grandes decisões que afetam o Estado angolano sejam feitas e tomadas em consenso para o bem de todos, colocando deste modo "os interesses da pátria acima dos partidários".
Os prelados, citando problemas de educação cívica que o país enfrenta, nomeadamente alcoolismo, focos de violência, violações sexuais e sinistralidade rodoviária, apelaram à conjugação de esforços de todos os angolanos para a manutenção do clima de paz e respeito pelos direitos constitucionalmente garantidos.
Numa nota pastoral dedicada aos 40 anos de independência, que Angola assinala na quarta-feira, os bispos reiteraram o apelo a uma reflexão profunda sobre os desafios ainda existentes para se dignificar e se honrar a grande conquista dos angolanos, fazendo chegar os seus benefícios a todos.
Ainda sobre a independência, os bispos consideraram que a paz e a reconciliação nacional, depois de um longo período de guerra, era a componente que faltava para completar a alegria pela independência nacional.
Todavia, os bispos sublinharam que a paz e a reconciliação são um processo contínuo, por isso há necessidade de um trabalho com afinco na criação de condições para que todos os cidadãos "tenham o indispensável para uma vida dignamente humana".
"Repartindo justamente por todos as mesmas oportunidades e os rendimentos que o país produz e assim diminuir o fosso profundo existente entre os extremamente ricos e os extremamente pobres, bem como despartidarizando o Estado e o emprego", frisaram os bispos católicos.
Outros desafios para a Angola independente, segundo os bispos, estão ligados ao incremento e generalização das escolas de base, dos cursos técnicos profissionais e de alfabetização qualificados, "para que de uma vez por todas se vençam as trevas da ignorância e do obscurantismo, que mantêm comunidades inteiras aprisionadas nas suas crendices opressoras e atrofiantes".
Na sua mensagem sobre a independência, defenderam a promoção do direito à liberdade de consciência, reunião, livre associação, manifestação, expressão e informação, constitucionalmente garantidos, para que haja "cidadãos devidamente atualizados e avisados sobre os acontecimentos do país e do mundo, podendo assim exercer uma cidadania consciente, responsável e participativa".
Os bispos angolanos apelaram hoje, em Luanda, ao diálogo político e à luta contra a pobreza e o analfabetismo, contra toda a exclusão social e a especulação monetária descontrolada, que dizem estar a causar sofrimento ao povo.
A posição consta do comunicado final da II plenária ordinária dos bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), que elegeu para presidente da instituição o arcebispo de Luanda Filomeno do Nascimento Vieira Dias, em substituição de Gabriel Mbilingue, arcebispo do Lubango.
No documento, os bispos, que consideraram o atual momento do país marcado de alguma tensão social, agravada pela crise financeira, afirmaram a urgência de os políticos manterem "sempre abertas" as portas do diálogo, para que todos se sintam necessários e envolvidos no processo de transformação da sociedade angolana.
Apelaram igualmente para que as grandes decisões que afetam o Estado angolano sejam feitas e tomadas em consenso para o bem de todos, colocando deste modo "os interesses da pátria acima dos partidários".
Os prelados, citando problemas de educação cívica que o país enfrenta, nomeadamente alcoolismo, focos de violência, violações sexuais e sinistralidade rodoviária, apelaram à conjugação de esforços de todos os angolanos para a manutenção do clima de paz e respeito pelos direitos constitucionalmente garantidos.
Numa nota pastoral dedicada aos 40 anos de independência, que Angola assinala na quarta-feira, os bispos reiteraram o apelo a uma reflexão profunda sobre os desafios ainda existentes para se dignificar e se honrar a grande conquista dos angolanos, fazendo chegar os seus benefícios a todos.
Ainda sobre a independência, os bispos consideraram que a paz e a reconciliação nacional, depois de um longo período de guerra, era a componente que faltava para completar a alegria pela independência nacional.
Todavia, os bispos sublinharam que a paz e a reconciliação são um processo contínuo, por isso há necessidade de um trabalho com afinco na criação de condições para que todos os cidadãos "tenham o indispensável para uma vida dignamente humana".
"Repartindo justamente por todos as mesmas oportunidades e os rendimentos que o país produz e assim diminuir o fosso profundo existente entre os extremamente ricos e os extremamente pobres, bem como despartidarizando o Estado e o emprego", frisaram os bispos católicos.
Outros desafios para a Angola independente, segundo os bispos, estão ligados ao incremento e generalização das escolas de base, dos cursos técnicos profissionais e de alfabetização qualificados, "para que de uma vez por todas se vençam as trevas da ignorância e do obscurantismo, que mantêm comunidades inteiras aprisionadas nas suas crendices opressoras e atrofiantes".
Na sua mensagem sobre a independência, defenderam a promoção do direito à liberdade de consciência, reunião, livre associação, manifestação, expressão e informação, constitucionalmente garantidos, para que haja "cidadãos devidamente atualizados e avisados sobre os acontecimentos do país e do mundo, podendo assim exercer uma cidadania consciente, responsável e participativa".
17.4.14
A luta contra a pobreza no futuro da Europa
in Ecclesia
Seminário promovido pela Rede Europeia Anti-Pobreza Portugal decorre na Assembleia da República.
Lisboa, 16 abr 2014 (Ecclesia) – A Rede Europeia Anti-Pobreza Portugal (EAPN) promove hoje, na sala do Senado da Assembleia da República, em Lisboa, o seminário sobre “O papel da luta contra a pobreza no futuro da Europa”.
Esta iniciativa desenvolve-se no âmbito da campanha ”Eleger defensores de uma Europa Social", promovida pela EAPN Europa, e a EAPN Portugal, “à semelhança das outras redes europeias de luta contra a pobreza e exclusão social, está a dar o seu contributo”, revela um comunicado enviado à Agência ECCLESIA.
Assim, respondendo ao convite do presidente da EAPN Portugal, padre Jardim Moreira, os “partidos políticos têm reunido com esta ONG no sentido de conhecerem os propósitos desta campanha e se comprometerem na defesa de uma Europa Social”.
“As eleições europeias que se avizinham constituem um marco importante no futuro da Europa e num contexto de recessão económica, as políticas macroeconómicas baseadas na austeridade conduziram a um agravamento do desemprego e das situações de pobreza e exclusão social”, escreveu o padre Jardim Moreira na carta enviada aos dirigentes políticos portugueses.
Segundo o programa, participam vários elementos do círculo partidário português que vão refletir sobre “O papel da luta contra a pobreza no futuro da Europa”.
O presidente da EAPN Portugal convidou todos os partidos políticos com assento parlamentar a estarem presentes neste encontro.
LFS
Seminário promovido pela Rede Europeia Anti-Pobreza Portugal decorre na Assembleia da República.
Lisboa, 16 abr 2014 (Ecclesia) – A Rede Europeia Anti-Pobreza Portugal (EAPN) promove hoje, na sala do Senado da Assembleia da República, em Lisboa, o seminário sobre “O papel da luta contra a pobreza no futuro da Europa”.
Esta iniciativa desenvolve-se no âmbito da campanha ”Eleger defensores de uma Europa Social", promovida pela EAPN Europa, e a EAPN Portugal, “à semelhança das outras redes europeias de luta contra a pobreza e exclusão social, está a dar o seu contributo”, revela um comunicado enviado à Agência ECCLESIA.
Assim, respondendo ao convite do presidente da EAPN Portugal, padre Jardim Moreira, os “partidos políticos têm reunido com esta ONG no sentido de conhecerem os propósitos desta campanha e se comprometerem na defesa de uma Europa Social”.
“As eleições europeias que se avizinham constituem um marco importante no futuro da Europa e num contexto de recessão económica, as políticas macroeconómicas baseadas na austeridade conduziram a um agravamento do desemprego e das situações de pobreza e exclusão social”, escreveu o padre Jardim Moreira na carta enviada aos dirigentes políticos portugueses.
Segundo o programa, participam vários elementos do círculo partidário português que vão refletir sobre “O papel da luta contra a pobreza no futuro da Europa”.
O presidente da EAPN Portugal convidou todos os partidos políticos com assento parlamentar a estarem presentes neste encontro.
LFS
23.10.13
Rui Moreira.O independente que promete apostar na coesão social
in iOnline
Após a cerimónia e as formalidades que hoje terão lugar na tomada de posse, Rui Moreira terá por missão executar o seu programa eleitoral numa altura em que os municípios se debatem com dificuldades económicas e a própria Câmara do Porto tem uma dívida de aproximadamente 90 milhões de euros. Os seus apoiantes garantem que o novo presidente cumprirá as promessas com "rigor", mas quatro anos podem não chegar para realizar todos os projectos.
"Rui Moreira vai cumprir com rigor o programa apresentado aos portuenses nestas eleições e no qual eles votaram. Vai apostar, como prometeu, na sustentabilidade económica da cidade, na coesão social, na reabilitação urbana e no desenvolvimento da cultura" garante Arlindo Cunha, antigo ministro e membro da Comissão de Honra da candidatura do agora presidente da câmara.
Com a incumbência - assumida pelo próprio no início de Setembro - de gerir directamente os pelouros da Economia e da Cultura na cidade, Rui Moreira prometeu começar o seu trabalho autárquico pelos mais necessitados, criando um fundo solidário de dois milhões de euros anuais que visam ajudar quem vive com maiores dificuldades. A área metropolitana do Porto é a região do país com mais casos de pobreza, especialmente entre crianças e idosos, contando ainda com um elevado número de desempregados e beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) - no grande Porto há 89 452 beneficiários do RSI. O recém-eleito autarca prometeu ainda reactivar programas de combate à exclusão social e toxicodependência como a iniciativa camarária Porto Feliz que trabalhava directamente junto dos arrumadores da cidade.
Para realizar estas e outras promessas, para além de passar a gerir a pasta camarária da Economia, Rui Moreira prometeu manter as "contas à moda do Porto". Actualmente a segunda cidade do país tem um passivo de 99 milhões de euros, dos quais 20 milhões são encargos que vencerão proximamente. Um resultado do qual Rui Rio se orgulha - terá encontrado a câmara com uma dívida de 200 milhões - e que o independente Rui Moreira já disse não querer "desbaratar".
"Ele tem o seu espaço próprio e a sua forma de agir, mas terá outros domínios em que vai aprofundar o que já foi feito no mandato anterior" assegura Arlindo Cunha, embora ressalve que tanto na cultura como na promoção nacional e internacional do Porto, Rui Moreira terá um papel importante a desempenhar.
Após a cerimónia e as formalidades que hoje terão lugar na tomada de posse, Rui Moreira terá por missão executar o seu programa eleitoral numa altura em que os municípios se debatem com dificuldades económicas e a própria Câmara do Porto tem uma dívida de aproximadamente 90 milhões de euros. Os seus apoiantes garantem que o novo presidente cumprirá as promessas com "rigor", mas quatro anos podem não chegar para realizar todos os projectos.
"Rui Moreira vai cumprir com rigor o programa apresentado aos portuenses nestas eleições e no qual eles votaram. Vai apostar, como prometeu, na sustentabilidade económica da cidade, na coesão social, na reabilitação urbana e no desenvolvimento da cultura" garante Arlindo Cunha, antigo ministro e membro da Comissão de Honra da candidatura do agora presidente da câmara.
Com a incumbência - assumida pelo próprio no início de Setembro - de gerir directamente os pelouros da Economia e da Cultura na cidade, Rui Moreira prometeu começar o seu trabalho autárquico pelos mais necessitados, criando um fundo solidário de dois milhões de euros anuais que visam ajudar quem vive com maiores dificuldades. A área metropolitana do Porto é a região do país com mais casos de pobreza, especialmente entre crianças e idosos, contando ainda com um elevado número de desempregados e beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) - no grande Porto há 89 452 beneficiários do RSI. O recém-eleito autarca prometeu ainda reactivar programas de combate à exclusão social e toxicodependência como a iniciativa camarária Porto Feliz que trabalhava directamente junto dos arrumadores da cidade.
Para realizar estas e outras promessas, para além de passar a gerir a pasta camarária da Economia, Rui Moreira prometeu manter as "contas à moda do Porto". Actualmente a segunda cidade do país tem um passivo de 99 milhões de euros, dos quais 20 milhões são encargos que vencerão proximamente. Um resultado do qual Rui Rio se orgulha - terá encontrado a câmara com uma dívida de 200 milhões - e que o independente Rui Moreira já disse não querer "desbaratar".
"Ele tem o seu espaço próprio e a sua forma de agir, mas terá outros domínios em que vai aprofundar o que já foi feito no mandato anterior" assegura Arlindo Cunha, embora ressalve que tanto na cultura como na promoção nacional e internacional do Porto, Rui Moreira terá um papel importante a desempenhar.
5.9.13
Luta contra a pobreza deve estar na agenda dos políticos, diz Cavaco
Nuno Ribeiro, in Público on-line
Presidente da República na entrega dos prémios Champalimaud de Visão.
A luta contra a pobreza e exclusão deve estar na agenda dos responsáveis políticos, considerou nesta quarta-feira o Presidente da República no encerramento da entrega dos prémios Champalimaud de Visão.
No final da sessão, Aníbal Cavaco Silva apenas comentou aos jornalistas que tinha estado em contacto com o Presidente da Câmara Municipal de Carregal do Sal a quem deu os pêsames pelo falecimento de um bombeiro da corporação local, o sexto “soldado da paz” que faleceu na recente onda de incêndios que assolam o país.
“Na Europa, sobretudo no período que vivemos de crise financeira e económica, a luta contra a pobreza e a exclusão social deve estar na agenda dos responsáveis políticos dos Estados-membros, o que nos responsabiliza a todos face à necessidade de encontrar novas soluções que garantam um nível de vida digno a todos os cidadãos”, disse o Presidente da República. A importância desta frase advém de estar inscrita num breve discurso, de apenas duas páginas e meia, e vir na sequência de outra afirmação.
“A Saúde, a par com a Educação, assume naturalmente um papel primordial no combate à pobreza e na promoção de um crescimento económico sustentável”, considerou Cavaco Silva.
Uma importância que, sublinhou o Presidente da República, não se confina, apenas, aos países mais desenvolvidos. Numa cerimónia na qual os prémios 2013 da Fundação Champalimaud foram atribuídos a quatro organizações não governamentais do Nepal, Cavaco fez questão de um enfoque mais vasto: “Nestes domínios [Educação e Saúde] muito há ainda para fazer, em particular nos países em desenvolvimento, mas também em países mais desenvolvidos”.
Esta frase foi ouvida por uma assistência em que se destacavam o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, o titular da pasta da Educação, Nuno Crato,o ministro dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, e os secretários de Estado Pedro Lomba e Fernando Leal da Costa.
“Estou cada vez mais convencido da necessidade de vencermos esse desafio através de soluções flexíveis e inovadoras, que envolvam maior responsabilização das organizações não-governamentais e dos cidadãos em geral e uma maior concertação entre a acção do Estado e as iniciativas da sociedade civil”, destacou Cavaco.
Na assistência estava Pedro Santana Lopes, provedor da Santa Casa da Misericórdia, e uma nutrida representação doa sociedade civil: Fernando Ulrich, do BPI, o banqueiro Horta Osório, Silva Peneda, presidente do Conselho Económico e Social, Artur Santos Silva e Carlos Melancia, máximos responsáveis, respectivamente, da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação Oriente.
Foram, assim, três os parágrafos em que o Presidente da República fugiu à temática dos prémios que entregava e à figura de quem os instituiu, António Champalimaud. Uma opção deliberada. “Hoje não quero tirar espaço ao prémio Champalimaud”, disse Cavaco Silva à saída. A única concessão à realidade foi a revelação: “Falei com o presidente da Câmara de Carregal do Sal para dar os pêsames pelo falecimento do bombeiro”.
Presidente da República na entrega dos prémios Champalimaud de Visão.
A luta contra a pobreza e exclusão deve estar na agenda dos responsáveis políticos, considerou nesta quarta-feira o Presidente da República no encerramento da entrega dos prémios Champalimaud de Visão.
No final da sessão, Aníbal Cavaco Silva apenas comentou aos jornalistas que tinha estado em contacto com o Presidente da Câmara Municipal de Carregal do Sal a quem deu os pêsames pelo falecimento de um bombeiro da corporação local, o sexto “soldado da paz” que faleceu na recente onda de incêndios que assolam o país.
“Na Europa, sobretudo no período que vivemos de crise financeira e económica, a luta contra a pobreza e a exclusão social deve estar na agenda dos responsáveis políticos dos Estados-membros, o que nos responsabiliza a todos face à necessidade de encontrar novas soluções que garantam um nível de vida digno a todos os cidadãos”, disse o Presidente da República. A importância desta frase advém de estar inscrita num breve discurso, de apenas duas páginas e meia, e vir na sequência de outra afirmação.
“A Saúde, a par com a Educação, assume naturalmente um papel primordial no combate à pobreza e na promoção de um crescimento económico sustentável”, considerou Cavaco Silva.
Uma importância que, sublinhou o Presidente da República, não se confina, apenas, aos países mais desenvolvidos. Numa cerimónia na qual os prémios 2013 da Fundação Champalimaud foram atribuídos a quatro organizações não governamentais do Nepal, Cavaco fez questão de um enfoque mais vasto: “Nestes domínios [Educação e Saúde] muito há ainda para fazer, em particular nos países em desenvolvimento, mas também em países mais desenvolvidos”.
Esta frase foi ouvida por uma assistência em que se destacavam o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, o titular da pasta da Educação, Nuno Crato,o ministro dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, e os secretários de Estado Pedro Lomba e Fernando Leal da Costa.
“Estou cada vez mais convencido da necessidade de vencermos esse desafio através de soluções flexíveis e inovadoras, que envolvam maior responsabilização das organizações não-governamentais e dos cidadãos em geral e uma maior concertação entre a acção do Estado e as iniciativas da sociedade civil”, destacou Cavaco.
Na assistência estava Pedro Santana Lopes, provedor da Santa Casa da Misericórdia, e uma nutrida representação doa sociedade civil: Fernando Ulrich, do BPI, o banqueiro Horta Osório, Silva Peneda, presidente do Conselho Económico e Social, Artur Santos Silva e Carlos Melancia, máximos responsáveis, respectivamente, da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação Oriente.
Foram, assim, três os parágrafos em que o Presidente da República fugiu à temática dos prémios que entregava e à figura de quem os instituiu, António Champalimaud. Uma opção deliberada. “Hoje não quero tirar espaço ao prémio Champalimaud”, disse Cavaco Silva à saída. A única concessão à realidade foi a revelação: “Falei com o presidente da Câmara de Carregal do Sal para dar os pêsames pelo falecimento do bombeiro”.
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