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20.4.22

IPG integra projeto de 16,5 milhões para capacitar população ativa

in Guarda Notícias

O Politécnico da Guarda (IPG) integra projeto de 16,5 milhões para capacitar população ativa em parceria com a Universidade de Coimbra e Instituto Politécnico de Viseu.O “Living the Future Academy” pretende criar e reforçar parcerias com empresas das regiões envolvidas, entre as quais a da Guarda, e promover formações no âmbito dos impulsos jovem-STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) e adultos. O projeto é liderado pela Universidade de Coimbra e, para além do IPG, conta com 104 parceiros e nove ‘clusters’ envolvendo mais de 300 associados.
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O Instituto Politécnico da Guarda – IPG integra um projeto de 16,5 milhões de euros que prevê a capacitação global de 8 mil a 12 mil pessoas, através de nove novos cursos de licenciatura e mestrado e, sobretudo, uma centena de cursos curtos, não conferentes de grau, dedicados às soft skills, articulados com empresas da região. O “Living the Future Academy” é liderado pela Universidade de Coimbra e financiado pelas verbas europeias do Plano de Recuperação e Resiliência – PRR.

“É essencial fortalecer os recursos e as empresas da nossa região para a sua entrada em modelos de Economia 4.0”, afirmou Joaquim Brigas, presidente do IPG, na cerimónia em Coimbra que assinalou o início do projeto. “O Politécnico da Guarda está hoje orientado para três missões: integrar o maior número possível de pessoas no ensino superior; valorizar e qualificar a mão de obra que trabalha nas organizações e nas empresas da nossa área de influência em Portugal e na Lusofonia; e valorizar os territórios do Interior, tornando os seus bens e os seus serviços mais competitivos no mercado global”.

O projeto “Living the Future Academy” tem como objetivo reforçar parcerias com empresas competitivas e atrair quadros a meio das suas carreiras profissionais para o ensino superior, através da capacitação e formação de técnicos em áreas como as tecnologias digitais, soluções de engenharia ao serviço do aprovisionamento, do fabrico, da robótica e da automação de sistemas industriais, em articulação com empresas e recursos da região.

O “Living the Future Academy” prevê também o estabelecimento de parcerias com órgãos da administração local e regional, empresas, incubadoras, clusters competitivos, associações industriais, organizações públicas e privadas, ordens profissionais e instituições de ensino superior estrangeiras.

“Este projeto não assenta em edificado, mas em qualificações”, afirmou Amílcar Falcão, reitor da Universidade de Coimbra, na cerimónia de assinatura do Protocolo de Colaboração em Coimbra. “Este projeto fará a diferença e será, certamente, um motor de coisas novas, mantendo o respeito pela individualidade, pela territorialidade e por cada uma das instituições envolvidas”, como o Politécnico da Guarda.

O projeto é liderado pela Universidade de Coimbra em co-promoção com o IPG, pela Universidade dos Açores, pelo Instituto Politécnico de Viseu e pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. Conta também com 104 parceiros e nove ‘clusters’ envolvendo mais de 300 associados. Foi apresentado no dia 11 de abril e terá a duração necessária para o cumprimento integral do protocolo.

“Esperemos que este projeto, pelo seu sucesso, seja apenas a primeira de muitas parcerias inovadoras que se venham a realizar no futuro, afirmando o ensino superior como uma alavanca estratégica para o desenvolvimento de Portugal nesta década 2020-2030!”, afirmou Joaquim Brigas no final da sua intervenção em Coimbra.

6.7.21

Eurostat: Risco de pobreza entre população ativa em Portugal agravou-se em 2020

in iOnline

Dados do Eurostat revelam que a taxa de risco também subiu na Suécia e na Áustria.

Em ano de pandemia, Portugal foi um dos nove países europeus que registaram um aumento do risco de pobreza, face a 2019, entre a população em idade ativa, 18-64 anos de idade, segundo dados do Eurostat, divulgados esta segunda-feira.

“Em comparação com 2019, entre os Estados-Membros com dados estatisticamente significativos, foram registados aumentos da taxa de risco de pobreza da população em idade ativa em Portugal, Grécia, Espanha, Itália, Irlanda, Eslovénia, Bulgária, Áustria e Suécia”, esclarece o gabinete de estatísticas da União Europeia.

Já no conjunto do bloco comunitário, o risco de pobreza manteve-se estável em 2020, à exceção da Estónia, onde o indicador em questão diminuiu.

Os dados do Eurostat revelaram ainda que o rendimento médio disponível das famílias se manteve estável. Contudo, o rendimento médio de trabalho para a população em idade ativa caiu 7% face a 2019.

“As perdas de rendimento de trabalho deveram-se em grande parte ao aumento sem precedentes do número de trabalhadores ausentes do trabalho ou com horários reduzidos”, lê-se no comunicado enviado com os novos dados.

Por outro lado, sublinha o Eurostat, os apoios governamentais “ajudaram a compensar o impacto da crise da covid-19 sobre o rendimento disponível das famílias”.

15.7.20

Portugal poderá chegar a 2100 com uma população de apenas cerca de cinco milhões de habitantes, numa altura em que a população mundial também estará em decréscimo, segundo um estudo científico publicado hoje na revista Lancet. Os investigadores estimam que o pico da população mundial - que em 2017 era 7,64 mil milhões de pessoas - será atingido no ano de 2064, com 9,73 mil milhões de habitantes e começará a descer a partir daí, situando-se nos 8,78 mil milhões em 2100. A razão principal apontada no modelo é a queda na taxa de fertilidade, o número médio de filhos por mulher, que era de 2,37 em 2017 e poderá não passar de 1,66 no ano 2100. Quanto a Portugal, terá já atingido o pico de população com os 10,68 milhões de habitantes que tinha em 2017 e poderá chegar a 2100 com uma população entre os valores de referência de 3,43 milhões e 6,1 milhões. Portugal está entre mais de duas dezenas de nações cuja população poderá descer para menos de metade em 2100, que inclui Espanha (de 46 para 23 milhões), Itália (61 para 31 milhões), Japão (128 milhões para 60 milhões) ou Tailândia (71 para 35 milhões). Portugal entre os países onde nascem menos bebés Ver mais O editor-chefe da Lancet, Richard Horton, afirmou que os resultados das projeções traduzem "uma revolução na história da civilização humana" e reforçam a "importância de proteger e fortalecer os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres". "África e o mundo árabe modelarão o nosso futuro, enquanto a Europa e a Ásia reduzirão a sua influência. No fim do século, o mundo será multipolar, com a Índia, Nigéria, China e Estados Unidos como poderes dominantes", considerou. O principal investigador, Christopher Murray, destacou que "existe um perigo muito real de, devido ao declínio da população, alguns países admitirem políticas que restrinjam o acesso a serviços de saúde reprodutiva, com consequências potencialmente devastadoras", defendendo que "é imperioso que a liberdade e os direitos das mulheres estejam nas prioridades de todos os governos". Em 2100, o país atualmente mais populoso, a China, que tem 1,4 mil milhões de habitantes, deverá passar para 732 milhões de pessoas e ser o terceiro país mais populoso do mundo, a seguir à Índia, atualmente o segundo mais populoso, que poderá passar de 1,38 mil milhões para 1,09 mil milhões e à Nigéria, que aumentará dos 206 milhões atuais para 791 milhões. O Brasil, que em 2017 tinha 212 milhões de habitantes e estava entre os dez países mais populosos do mundo, deverá passar para 165 milhões de pessoas. População portuguesa aumentou pela primeira vez em 10 anos graças à imigração Ver mais Por outro lado, várias nações mais do que duplicarão a sua população no fim do século face a 2017: a República Democrática do Congo poderá aumentar de 81 milhões para 246 milhões de habitantes, tornando-se o sexto país mais populoso do Mundo, a Etiópia poderá aumentar de 103 para 223 milhões de pessoas e tornar-se o oitavo mais populoso, seguido do Egito, que poderá aumentar de 96 para 199 milhões, e da Tanzânia, que poderá subir de 54 para 186 milhões. "Os resultados sugerem que as tendências na educação feminina e no acesso à contraceção apressarão os declínios na fertilidade e reduzirão o crescimento da população. Uma taxa de fertilidade inferior à taxa de substituição de população em muitos países, incluindo a China e a Índia, terão consequências económicas, sociais, ambientais e geopolíticas", afirmam no estudo financiado pela fundação Gates. "Opções políticas de adaptação à baixa fertilidade que mantenham e reforcem a saúde reprodutiva feminina serão cruciais nos próximos anos", recomendam os investigadores, que frisam que a resposta ao declínio da população mundial não pode "comprometer o progresso da liberdade das mulheres e dos direitos reprodutivos". Estimam que daqui a oitenta anos, em 183 dos 195 países atualmente contemplados, as taxas de fertilidade projetadas não serão suficientes para manter a população sem "políticas liberais de imigração", que poderão "ajudar a manter a dimensão das populações e o crescimento económico apesar da queda na fertilidade". Portugal mais envelhecido e com menos pessoas: um retrato da Pordata Ver mais As maiores descidas na fertilidade deverão concentrar-se sobretudo nos países que hoje registam altas taxas de fertilidade, como os da África subsaariana, que poderão passar de 4,6 filhos por mulher, como se verificava em 2017, para apenas 1,7 em 2100. Exemplo dessa tendência é o Níger, que há três anos tinha a mais alta taxa de fertilidade do mundo - cerca de sete filhos por mulher -, e que deverá baixar para 1,8 por volta do virar do século XXI. Além de menos fértil, a população humana deverá envelhecer, consideram os investigadores, que estimam que o número de crianças com menos de cinco anos poderá diminuir cerca de 41 por cento nos próximos 80 anos, de 681 milhões para 401 milhões, enquanto as pessoas com mais de 80 anos poderão aumentar seis vezes, de 141 milhões para 866 milhões. "Embora o declínio na população seja potencialmente uma boa notícia para a redução das emissões carbónicas e da pressão sobre as cadeias alimentares, mais pessoas velhas e menos pessoas jovens vão criar desafios económicos, quando as sociedades tiverem que se esforçar para crescer com menos pessoas em idade ativa e menos contribuintes, reduzindo também a capacidade de os países gerarem riqueza para suportar os cuidados de saúde e os apoios sociais para os mais idosos", argumentam. Os impactos económicos destas evoluções poderão significar que a China substituirá em 2035 os Estados Unidos como o país com o maior produto interno bruto, embora o crescimento económico deva abrandar a partir de 2050, pelo que os Estados Unidos poderão voltar a ocupar o topo da tabela em 2098, "se a imigração continuar a reforçar a população ativa" do país.

in JN

Portugal poderá chegar a 2100 com uma população de apenas cerca de cinco milhões de habitantes, numa altura em que a população mundial também estará em decréscimo, segundo um estudo científico publicado hoje na revista Lancet.

Os investigadores estimam que o pico da população mundial - que em 2017 era 7,64 mil milhões de pessoas - será atingido no ano de 2064, com 9,73 mil milhões de habitantes e começará a descer a partir daí, situando-se nos 8,78 mil milhões em 2100.

A razão principal apontada no modelo é a queda na taxa de fertilidade, o número médio de filhos por mulher, que era de 2,37 em 2017 e poderá não passar de 1,66 no ano 2100.

Quanto a Portugal, terá já atingido o pico de população com os 10,68 milhões de habitantes que tinha em 2017 e poderá chegar a 2100 com uma população entre os valores de referência de 3,43 milhões e 6,1 milhões.

Portugal está entre mais de duas dezenas de nações cuja população poderá descer para menos de metade em 2100, que inclui Espanha (de 46 para 23 milhões), Itália (61 para 31 milhões), Japão (128 milhões para 60 milhões) ou Tailândia (71 para 35 milhões).

O editor-chefe da Lancet, Richard Horton, afirmou que os resultados das projeções traduzem "uma revolução na história da civilização humana" e reforçam a "importância de proteger e fortalecer os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres".

"África e o mundo árabe modelarão o nosso futuro, enquanto a Europa e a Ásia reduzirão a sua influência. No fim do século, o mundo será multipolar, com a Índia, Nigéria, China e Estados Unidos como poderes dominantes", considerou.

O principal investigador, Christopher Murray, destacou que "existe um perigo muito real de, devido ao declínio da população, alguns países admitirem políticas que restrinjam o acesso a serviços de saúde reprodutiva, com consequências potencialmente devastadoras", defendendo que "é imperioso que a liberdade e os direitos das mulheres estejam nas prioridades de todos os governos".

Em 2100, o país atualmente mais populoso, a China, que tem 1,4 mil milhões de habitantes, deverá passar para 732 milhões de pessoas e ser o terceiro país mais populoso do mundo, a seguir à Índia, atualmente o segundo mais populoso, que poderá passar de 1,38 mil milhões para 1,09 mil milhões e à Nigéria, que aumentará dos 206 milhões atuais para 791 milhões.

O Brasil, que em 2017 tinha 212 milhões de habitantes e estava entre os dez países mais populosos do mundo, deverá passar para 165 milhões de pessoas.

Por outro lado, várias nações mais do que duplicarão a sua população no fim do século face a 2017: a República Democrática do Congo poderá aumentar de 81 milhões para 246 milhões de habitantes, tornando-se o sexto país mais populoso do Mundo, a Etiópia poderá aumentar de 103 para 223 milhões de pessoas e tornar-se o oitavo mais populoso, seguido do Egito, que poderá aumentar de 96 para 199 milhões, e da Tanzânia, que poderá subir de 54 para 186 milhões.

"Os resultados sugerem que as tendências na educação feminina e no acesso à contraceção apressarão os declínios na fertilidade e reduzirão o crescimento da população. Uma taxa de fertilidade inferior à taxa de substituição de população em muitos países, incluindo a China e a Índia, terão consequências económicas, sociais, ambientais e geopolíticas", afirmam no estudo financiado pela fundação Gates.

"Opções políticas de adaptação à baixa fertilidade que mantenham e reforcem a saúde reprodutiva feminina serão cruciais nos próximos anos", recomendam os investigadores, que frisam que a resposta ao declínio da população mundial não pode "comprometer o progresso da liberdade das mulheres e dos direitos reprodutivos".

Estimam que daqui a oitenta anos, em 183 dos 195 países atualmente contemplados, as taxas de fertilidade projetadas não serão suficientes para manter a população sem "políticas liberais de imigração", que poderão "ajudar a manter a dimensão das populações e o crescimento económico apesar da queda na fertilidade".

As maiores descidas na fertilidade deverão concentrar-se sobretudo nos países que hoje registam altas taxas de fertilidade, como os da África subsaariana, que poderão passar de 4,6 filhos por mulher, como se verificava em 2017, para apenas 1,7 em 2100.

Exemplo dessa tendência é o Níger, que há três anos tinha a mais alta taxa de fertilidade do mundo - cerca de sete filhos por mulher -, e que deverá baixar para 1,8 por volta do virar do século XXI.

Além de menos fértil, a população humana deverá envelhecer, consideram os investigadores, que estimam que o número de crianças com menos de cinco anos poderá diminuir cerca de 41 por cento nos próximos 80 anos, de 681 milhões para 401 milhões, enquanto as pessoas com mais de 80 anos poderão aumentar seis vezes, de 141 milhões para 866 milhões.

"Embora o declínio na população seja potencialmente uma boa notícia para a redução das emissões carbónicas e da pressão sobre as cadeias alimentares, mais pessoas velhas e menos pessoas jovens vão criar desafios económicos, quando as sociedades tiverem que se esforçar para crescer com menos pessoas em idade ativa e menos contribuintes, reduzindo também a capacidade de os países gerarem riqueza para suportar os cuidados de saúde e os apoios sociais para os mais idosos", argumentam.

Os impactos económicos destas evoluções poderão significar que a China substituirá em 2035 os Estados Unidos como o país com o maior produto interno bruto, embora o crescimento económico deva abrandar a partir de 2050, pelo que os Estados Unidos poderão voltar a ocupar o topo da tabela em 2098, "se a imigração continuar a reforçar a população ativa" do país.

22.2.16

Lisboa concentra perto de metade da população ativa e do emprego no continente

in o Observador

A região de Lisboa concentra 40,8% da população ativa e 42,5% das oportunidades de trabalho, contendo também grande parte do emprego público, nota um estudo da Fundação Calouste Gulbenkian.

Os dados são de um estudo da Fundação Calouste Gulbenkian. A região de Lisboa concentra 40,8% da população ativa residente no continente e 42,5% das oportunidades de trabalho, contendo também grande parte do emprego público.

“A população em idade potencialmente ativa (dos 16 aos 65 anos) está também fortemente concentrada no Arco Metropolitano de Lisboa (40,8% da população residente no continente desta faixa etária)”, refere o estudo a que a Lusa teve acesso, acrescentando que a região concentrava, em 2011, “42,5% do emprego do continente”.

Quanto à localização do emprego público, “é intensamente polarizada em torno de Lisboa”, acrescenta o estudo “Uma Metrópole para o Oceano”, que será apresentado na terça-feira, na fundação com sede em Lisboa.

A investigação centra-se no Arco Metropolitano de Lisboa, uma nova denominação que abrange a região da “grande Lisboa”, Península de Setúbal e Alentejo Litoral, Vale do Tejo e Alentejo Central.

“Apesar de o Arco Metropolitano de Lisboa não ter uma existência formal nem limites precisos, constitui um sistema cada vez mais interativo e interdependente ao nível das instituições, pessoas, empresas e lugares, e corresponde a um dos motores essenciais do crescimento, da modernização e da internacionalização do país”, lê-se no documento.

Em termos demográficos, o documento conclui que “o Arco Metropolitano de Lisboa tinha, em 2011, cerca de 4,1 milhões de habitantes”, ou seja, “41,1% da população residente no continente”, sendo que a população jovem tem aumentado nas duas últimas décadas.

A investigação conclui também que esta região é “um dos motores de internacionalização do país, bem posicionado para a atração e desenvolvimento de funções de âmbito supranacional”, o que é explicado pelas “infraestruturas de conectividade internacional, a qualidade dos recursos humanos, a diversificação das atividades económicas, bem como a concentração e internacionalização de infraestruturas de conhecimento” existentes.

Relativamente aos transportes, conclui-se que o individual é “dominante nas deslocações, por motivo de trabalho ou estudo, na Área Metropolitana de Lisboa, em que mais de metade das deslocações é realizada em automóvel”.

“Apesar das melhorias ocorridas na oferta de transporte público de passageiros, há ainda de assinalar as deficiências de integração modal, seja pela falta de infraestruturas físicas, como pela falta de integração da oferta, por falhas de regulação e organização, penalizando as deslocações, em especial as que exigem transbordos e a articulação entre diferentes modos de transporte”, consideram os autores.

No futuro, o Arco Metropolitano de Lisboa tem condições para “dispor de um complexo intermodal europeu – portuário e aeroportuário com acesso a rotas mundiais, quer de transporte marítimo, quer de transporte aéreo”, conclui a investigação.

Apresentado no âmbito da iniciativa Gulbenkian Cidades, o estudo conta com a parceria da autarquia da capital e da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tendo a coordenação de José Manuel Félix Ribeiro, Francisca Moura e Joana Chorincas.

2.2.15

"População empregada está também em risco de pobreza"

in Notícias ao Minuto

António Costa atirou algumas críticas ao atual Governo, na intervenção de abertura da reunião da Comissão Nacional do PS, em Setúbal, que decorre este sábado, na sequência da revelação dos últimos dados do INE, que denotam um aumento da pobreza em Portugal.

Na primeira Comissão Nacional do PS desde o congresso em que António Costa foi nomeado secretário-geral do partido, o socialista comentou os últimos dados revelados pelo INE relativamente à pobreza em Portugal.

“Ao aumento da pobreza, o governo conseguiu acompanhar a asfixia fiscal da classe média e nunca tantos tiveram tanta dificuldade em viver”, afirmou António Costa, acrescentando que “os dados do INE sobre as desigualdades demostram que, ao longo de todos estes anos, as desigualdades têm vindo a aumentar”.

“Mais de 10% da população empregada, da população que tem emprego, está também em risco de pobreza. Isto significa que, apesar da brutalidade do aumento da carga fiscal, o Governo não foi capaz de evitar que esta crise se traduzisse num aumento de muita pobreza”, continuou o secretário-geral.

Para António Costa, “a tese que o governo quis apresentar, que neste programa de ajustamento tinha havido justiça social e que aqueles que mais tinham, tinham suportado mais e aqueles que menos tinham, tinham suportado menos, é uma ideia que é falsa”.

“Pelo contrário, este programa de ajustamento traduziu-se num drama social não só na emigração, não só no desemprego mas no aumento significativo da pobreza e das desigualdades”, rematou o líder socialista.

6.2.14

2013 fecha com menos população empregada que no início de 2012

por Cristina Nascimento, in RR

Ainda assim, há um dado positivo a reter nas comparações homólogas entre trimestres.

No final do primeiro trimestre de 2012 estavam empregadas em Portugal quase 4,7 milhões de pessoas. O ano de 2013 fechou com menos 100 mil pessoas empregadas. Os dados foram divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Ainda assim, há um dado positivo a reter quando se parte para as comparações homólogas entre trimestres. Pela primeira vez em dois anos, há um período mais positivo que o homólogo: no quarto trimestre de 2013 havia mais 30 mil pessoas empregadas que em igual fase do ano anterior.

Este "aumento homólogo veio interromper o período de quase dois anos de decréscimos sucessivos da população empregada", escreve o INE na informação que divulgou à comunicação social.

O presidente do Conselho Económico e Social (CES) e antigo ministro do Emprego, Silva Peneda, não entra em euforias, mas refere à Renascença que o aumento homólogo "permite algum tipo de esperança".

No entanto, e mais do que esmiuçar os números do emprego e desemprego, o presidente do CES mostra-se preocupado com a falta de respostas políticas.

"É preciso não perder a questão de fundo. Esta crise veio demonstrar que o modelo económico que vigorou até 2011 está esgotado. Aquele modelo que existia baseado na construção civil, no imobiliário, no consumo com ilusão de crédito fácil, pertence ao passado e não volta mais. Criar um novo modelo é uma coisa que leva tempo - não é um programa da 'troika' de dois anos que consegue alterar esta situação", sustenta Silva Peneda.

O presidente do CES defende uma acção política concertada que responda a três frentes: "ponha a economia crescer, mantenha as contas públicas equilibradas e avance com a reforma do Estado". "Sem atacar estes vectores de uma forma coordenada, é muito difícil que se possa esperar que a taxa de desemprego possa baixar de uma forma significativa."

5.2.14

População empregada aumenta pela primeira vez nos últimos cinco anos

Raquel Martins, in Público on-line

Pela primeira vez desde meados de 2008, o emprego teve um aumento homólogo de quase 30 mil pessoas.

Pela primeira vez desde o segundo trimestre de 2008, a população empregada registou um crescimento homólogo, interrompendo um período de cinco anos e meio de decréscimos sucessivos. De acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no último trimestre de 2013 a população empregada atingia as 4561,5 mil pessoas, mais 29,7 mil do que no período homólogo e mais 7,9 mil do que no trimestre anterior.

É preciso recuar ao segundo trimestre de 2008 para conseguir encontrar um crescimento homólogo da população empregada, que na altura foi de 73,5 mil. Daí para a frente, iniciou-se um longo período de recuo no emprego, que atingiu a redução mais expressiva no primeiro trimestre de 2013 (altura em que se perderam 229 mil postos de trabalho).

Este aumento homólogo do emprego foi feito à custa do crescimento de 25,9 mil da população empregada feminina que, segundo o INE, “explicou 87,2% do aumento global ocorrido no emprego”, e de 109,7 mil pessoas empregadas no sector dos serviços.

Para esta evolução positiva também contribuiu o aumento do emprego entre os trabalhadores com mais de 35 anos: registou-se um aumento de 48,4 mil pessoas empregadas dos 45 aos 64 anos e de 34,6 mil dos 35 aos 44 anos. Nas camadas mais jovens a população empregada diminuiu.

O emprego por conta de outrem também teve um aumento expressivo, principalmente entre os trabalhadores com contrato a termo, que registaram um acréscimo de 49,8 mil. “O número de trabalhadores com contrato de trabalho sem termo aumentou menos (22,1 mil) e o número de trabalhadores por conta de outrem noutras situações contratuais diminuiu (3,5 mil). O número de trabalhadores por conta própria diminuiu (36,7 mil)”, refere o destaque do INE publicado nesta quarta-feira.

O INE dá ainda conta de um aumento do trabalho a tempo completo, enquanto o número de trabalhadores a tempo parcial diminuiu.

Na comparação trimestral, a retoma do emprego registou um abrandamento no final do ano. No segundo trimestre de 2013, a população teve um aumento em cadeia de 72,4 mil pessoas, no seguinte o aumento foi de 48 mil e o ano fechou com um aumento mais tímido, de 7,9 pessoas empregadas.

Olhando para a média anual, em 2013 havia menos 121,2 mil pessoas empregadas do que em 2012, um recuo de 2,6%.

As estatísticas do emprego hoje divulgadas revelam ainda que a taxa de desemprego caiu para 15,3% no último trimestre do ano. Trata-se da terceira queda trimestral e a segunda queda homóloga.

Em termos médios, o ano fechou com uma taxa de desemprego de 16,3%, um aumento face à taxa de 15,7% registada em 2012.

22.1.14

Crise causou aumento significativo da pobreza entre a população ativa

in Jornal de Notícias

A crise económica na Europa fez aumentar significativamente a pobreza entre a população ativa, e não apenas entre os desempregados, sublinha o relatório anual sobre a evolução do emprego e situação social na Europa, divulgado em Bruxelas.

O relatório, apresentado pelo comissário europeu do Emprego, Assuntos Sociais e Inclusão, László Andor, adverte que "uma redução gradual dos níveis de desemprego pode não ser suficiente para inverter esta situação caso se mantenha a polarização salarial, nomeadamente em resultado do aumento do trabalho a tempo parcial".

Segundo o documento, que faz uma análise à evolução do mercado de trabalho no conjunto da União Europeia, fica demonstrado que "só em metade dos casos um emprego pode ajudar as pessoas a saírem de situações de pobreza, na medida em que muito depende do tipo de trabalho que o indivíduo encontra, mas também da composição do seu agregado familiar e da situação profissional do parceiro".

"Temos de prestar atenção não apenas à criação de empregos, mas também à qualidade desses empregos, de modo a que a recuperação seja sustentável e possa não só reduzir o desemprego mas também a pobreza", defendeu por isso o comissário Andor.

De acordo com o relatório -- que inclui dados até 2012 --, a taxa de risco de pobreza entre a população ativa (dos 18 aos 64 anos) subiu dois pontos percentuais ao longo dos últimos quatro anos, com aumentos em 21 dos 28 Estados-membros, incluindo Portugal (subiu de 15,8% para 16,9% entre 2008 e 2012), sendo que um terço dos adultos em risco de pobreza na UE têm emprego.

O documento assinala que, em Portugal, a pobreza entre a população ativa já era elevada antes e durante a crise, "e é previsível que aumente ainda mais", pelo facto de as condições no mercado de trabalho terem vindo a deteriorar-se desde 2010.

Por outro lado, o relatório revela ainda que, "contrariamente ao que se possa pensar, em situações iguais, as pessoas que recebem prestações de desemprego têm maiores probabilidades de encontrar trabalho do que as que não beneficiam destas prestações".

"Os desempregados que não recebem prestações de desemprego têm menos probabilidades de encontrar trabalho porque não estão tão expostos a medidas de ativação e não são obrigados a procurar emprego para poderem beneficiar das prestações", indica.