9.12.11

Ajuda ao desenvolvimento nos países mais pobres em detrimento de emergentes ReutersReuters ReutersReuters 0 comentar 0 recomendar E-mail Primeiro nome Apelido E-mail destinatário Imprimir A+ A A- A Europa vai centrar a ajuda ao desenvolvimento nos países mais pobres em detrimento de 19 países emergentes como a China, o Brasil ou a Índia, que deixarão de beneficiar dos seus fundos de luta contra a pobreza.É "uma evolução nas relações (da UE) com os países emergentes e uma reorientação da ajuda aos países mais pobres", declarou o comissário europeu para o Desenvolvimento, Andris Piebalgs.

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A Europa vai centrar a ajuda ao desenvolvimento nos países mais pobres em detrimento de 19 países emergentes como a China, o Brasil ou a Índia, que deixarão de beneficiar dos seus fundos de luta contra a pobreza.É "uma evolução nas relações (da UE) com os países emergentes e uma reorientação da ajuda aos países mais pobres", declarou o comissário europeu para o Desenvolvimento, Andris Piebalgs.

A partir do novo orçamento europeu plurianual (2014-2020), 19 países de rendimento intermédio não poderão receber fundos de ajuda ao desenvolvimento europeus: Argentina, Brasil, Chile, China, Colômbia, Costa Rica, Equador, Cazaquistão, Irão, Malásia, Maldivas, México, Panamá, Peru, Tailândia, Venezuela e Uruguai.

A estes juntam-se a Índia e a Indonésia, menos ricos que os anteriores, mas cujo produto interno bruto ultrapassa 1 por cento do PIB mundial.

Para 2007-2013, a União Europeia orçamentou 470 milhões de euros de ajuda para a Índia, cerca de 170 milhões para a China e 61 milhões para o Brasil.

Ainda que deixem de receber ajuda ao desenvolvimento (os fundos europeus são de pelo menos 57,5 mil milhões de euros), aqueles países poderão continuar a beneficiar do orçamento das "parcerias" (1.13 mil milhões de euros) temáticas ou regionais, por exemplo sobre o clima, o intercâmbio científico ou o comércio.

"Vamos concentrar-nos onde a nossa ajuda terá maior impacto", explicou Piebalgs, ou seja, em particular nos países mais pobres, com foco no crescimento sustentável, na boa governação e nos direitos humanos.

Bruxelas propõe um aumento de 17 por cento (a preços correntes de 2011) das despesas da ação externa da UE, que incluem, além do desenvolvimento, as ajudas aos países candidatos à adesão ao bloco europeu, aos países vizinhos ou à política de cooperação em matéria de segurança nuclear.

Estas propostas têm ainda de ser aprovadas pelos governos e pelo Parlamento Europeu em 2012.

Lusa