7.12.11

Prémio de Direitos Humanos reconhece trabalho das instituições, diz Lino Maia

in Público on-line

O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social (CNIS) considerou hoje que a atribuição, pelo Parlamento, do prémio Direitos Humanos é o “reconhecimento” do seu empenho na solução dos problemas que afectam muitos portugueses.

O júri de deputados da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias distinguiu a CNIS, com o prémio Direitos Humanos 2011, pelo seu papel no "apoio, defesa, congregação e representação" das instituições que dela fazem parte.

Em declarações à agência Lusa, o padre Lino Maia considerou "justa" esta distinção, "mas sobretudo muito dignificante”: "É um prémio que, sem dúvida, dignifica a CNIS, porque foi atribuído pelos representantes da nação”.

Com este prémio, a Assembleia da República distinguiu o trabalho que as instituições de solidariedade têm vindo a fazer “muito bem” e, ao mesmo tempo, “reconhece a liderança, a importância e a acção desenvolvida pela CNIS, que representa o mundo das 2.800 instituições de solidariedade social”.

“Eu penso que é justo o prémio, mas sobretudo muito dignificante”, comentou o padre Lino Maia.

Numa altura em que muitos portugueses vivem dificuldades financeiras, é cada vez mais importante o papel destas instituições, estando a CNIS "à altura dos desafios e das inquietações de cidadãos portugueses, procurando responder-lhes”, sublinhou.

“Eu penso que a atribuição deste prémio por parte da Assembleia a da República é um sinal muito importante que se dá ao país no sentido de mostrar que reconhece e apoia aqueles que estão no quotidiano mais empenhados na solução dos problemas que afectam muitos portugueses”, salientou.

Para o padre Lino Maia, esta distinção demonstra ainda que “é uma assembleia pautada pelo desígnio nacional de serviço aos cidadãos portugueses e, particularmente, aos mais carenciados”.

Os deputados decidiram ainda dar a medalha dos 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos à Associação de Pais e Amigos de Deficientes Profundos pelos seus 25 anos de actividade e ao psicólogo Luís Roque, que há 23 anos trabalha pela integração de deficientes no mercado de trabalho.

As distinções vão ser entregues no dia 13, no Salão Nobre do Palácio de São Bento.