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28.4.22

Desemprego cresceu em Beja

in Rádio Pax

No final do mês de março estavam inscritos no centro de emprego de Beja 1 083 indivíduos, mais 114 do que no final do mês anterior (fevereiro). Os números são do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Comparativamente a março do ano passado o desemprego recuou. Foram registadas menos 223 inscrições.

Em março passado o desemprego no concelho de Beja atingia 531 homens e 552. A maioria procurava um novo emprego.

Do total de desempregados no concelho, 167 tinham menos de 25 anos; 267 tinham entre 25 e 34 anos; 441 entre os 35 e os 54 anos e 208 mais de 55 anos.

No concelho de Beja 272 inscritos possuíam um nível de escolaridade inferir ao 1º ciclo do ensino básico. No centro de emprego de Beja estavam inscritos 150 indivíduos com o ensino superior.

No distrito de Beja, Odemira era o concelho com mais desempregados inscritos: 1 619.

No Alentejo estavam inscritos nos centros de emprego, em março passado, 14 550 indivíduos.

30.6.21

Beneficiários de prestações de desemprego aumentam 19,8% em maio

in EcoOnline

Subiu para 276.665 o número de beneficiários de prestações de desemprego, mais 19,8% do que no período homólogo. Este é o valor mais elevados desde maio de 2015.

O número de beneficiários de prestações de desemprego subiu 19,8% em maio face ao mesmo mês de 2020, para um total de 276.665, sendo este o valor mais elevado desde maio de 2015, segundo as estatísticas da Segurança Social.

Desempregados inscritos no IEFP caem para 402 mil


De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira, as 276.665 prestações de desemprego registadas em maio traduzem um aumento de 2,7% face a abril (269.212 beneficiários), sendo este o sétimo mês consecutivo de subida. A série longa disponibilizada pela Segurança Social mostra que é necessário recuar a maio de 2015 para encontrar um universo de beneficiários mais elevado (havendo então 286.503 pessoas).

A análise da tipologia de prestações de desemprego revela, contudo, evoluções diferenciadas, em termos homólogos e mensais, dos subsídios de desemprego e social de desemprego – nas versões inicial e subsequente.

Em maio, o número de beneficiários do subsídio de desemprego foi de 195.743, refletindo um aumento de 463 destas situações face a maio de 2020 e de menos 13.282 por comparação com o mês anterior.

A síntese do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, assinala, no entanto, que “na prorrogação da concessão do subsídio de desemprego, observou-se um acréscimo mensal de 6.265 beneficiários”, para um total de 35.743.

Já o subsídio social de desemprego inicial (dirigido a desempregados que não têm registo de remunerações suficiente para serem abrangidos pelo subsídio de desemprego) chegou a 9.471 pessoas, valor que traduz uma diminuição de 10,1% face a maio de 2020 e de 11,2% em relação ao mês anterior.

O subsídio social de desemprego subsequente (dirigido aos que terminam o subsídio de desemprego e preenchem a condição de recursos), por seu lado, abrangeu 16.591 pessoas, registando um decréscimo homólogo de 8,4% e de 13,3% face ao mês anterior.

O GEP indica que o sexo feminino representava 58% dos beneficiários de prestações de desemprego em maio e que as faixas etárias dos 40 aos 59 anos representavam 46,9% do total de beneficiários. Porém, na comparação com maio de 2020, os maiores acréscimos das prestações processadas continuam a registar-se nos grupos mais jovens: o grupo de 29 ou menos anos (+21,3%) e entre os 30 e os 39 anos (+25,6%). O valor médio do subsídio por beneficiário foi de 523,03 euros em maio.

Segundo os dados divulgados esta segunda-feira, pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) no final de maio, estavam registados, nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas, 402.183 desempregados, número que traduz um recuo de 1,7% em termos homólogos e de 5,1% face a abril.

6.4.21

Desemprego aumenta em fevereiro para 8,3% na zona euro e 7,5% na UE

in Visão

A taxa de desemprego aumentou, em fevereiro, para os 8,3% na zona euro e os 7,5% na União Europeia (UE) face ao período homólogo, mantendo-se estável na comparação em cadeia

A taxa de desemprego aumentou, em fevereiro, para os 8,3% na zona euro e os 7,5% na União Europeia (UE) face ao período homólogo, mantendo-se estável na comparação em cadeia, segundo o Eurostat.

Na zona euro, a taxa de desemprego aumentou, na variação homóloga, de 7,3% para 8,3%, o que representa um número absoluto de 13,571 milhões de pessoas desempregadas.

Na UE, o desemprego subiu de 6,5% em fevereiro de 2020 para 7,5% no mesmo mês de 2021, para um total de 15,953 milhões de desempregados.

No que respeita ao desemprego dos jovens, a taxa fixou-se nos 17,3% na zona euro e nos 17,2% na UE, um aumento face aos, respetivamente, 15,4% e 15,0% homólogos, mas registando um ligeiro recuo na comparação com as taxas de janeiro: 17,4% em ambas as zonas.

Em fevereiro, havia 2,967 milhões de pessoas com menos de 25 anos desempregadas, das quais 2,394 milhões na zona euro.

IG // JNM

16.4.20

Crise da covid-19 faz subir número de desempregados para 353 mil

Pedro Crisóstomo, in Público on-line

Governo salienta que a subida é amortecida pelo recurso ao mecanismo do layoff, que já abrange um universo de empresas com mais de 930 mil trabalhadores.

O travão na economia associado à situação sanitária do novo coronavírus está, sem surpresa, a inverter a trajectória de melhoria do mercado de trabalho que se registava em Portugal antes da covid-19. Com a crise do último mês e meio, o total do desemprego registado pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) subiu para 353 mil, segundo os dados actualizados à data desta terça-feira.

Uma casa guardada numa rede, com janelas que espreitam para ela própria
A estimativa foi revelada ao Parlamento pela ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, durante uma audição que está a decorrer por videoconferência na manhã desta quarta-feira, comparando com um total de 315 mil desempregados registados no final de Fevereiro e com 321 mil no final de Março.

Com milhares de empresas fechadas temporariamente ou em laboração parcial por causa das medidas de confinamento social decididas para conter a propagação do contágio do novo coronavírus, muitos empresários decidiram recorrer à figura do layoff simplificado, suspendendo os contratos dos funcionários ou reduzindo o horário de trabalho enquanto durar a crise da covid-19. São mais de 930 mil os trabalhadores abrangidos por esta medida e, segundo o Governo, esta medida de apoio explica que o número de indivíduos desempregados não tenha aumentado mais.

A ministra adiantou que já se nota uma subida tanto no número de cidadãos inscritos no IEFP como no número de pedidos de subsídio de desemprego mas, disse, os mecanismos de apoio excepcionais, como o layoff, “têm permitido criar aqui uma almofada que tem contribuído para que o número destes pedidos não tenha disparado tanto”. Por isso, Mendes Godinho fala desta medida como um “amortecedor”. “O mecanismo do layoff simplificado está a conseguir absorver uma grande parte da manutenção dos postos de trabalho”, salientou.

A subida do desemprego, se continuar tal como o Fundo Monetário Internacional antecipa que sucederá, contraria a trajectória de descida consecutiva que se registava desde 2013. E com a quebra abrupta que se prevê para a economia, o FMI prevê que a taxa de desemprego possa mais do que duplicar este ano, passando de 6,5% em 2019 para 13,9%. A taxa mensal mais recente é a de Fevereiro, anterior ao agravamento da situação epidemiológica, e para esse período o Instituto Nacional de Estatística estima uma taxa (ainda provisória) de 6,5%.

Há milhares de lojas e empresas encerradas, mas uma fatia muito significativa das empresas portuguesas continua a funcionar — um inquérito do INE e do Banco de Portugal realizado na semana passada mostra que 82% das empresas que responderam se mantinham em produção ou em funcionamento, mesmo que parcialmente, que 16% se encontravam temporariamente encerradas e que só 2% revelaram ter encerrado definitivamente. Mas mais de um terço das que se encontram em operação diz estar a registar uma redução superior a 50% no volume de negócios.

Falando das empresas que enfrentam dificuldades de facturação e que se encontram sem receita, Ana Mendes Godinho salientou as medidas extraordinárias que o Governo desenhou a pensar numa “partilha de esforço colectivo”, como é o caso do adiamento de obrigações fiscais e à Segurança Social, para lhes permitir procurar gerir a tesouraria e pagar os salários aos trabalhadores (ou parte da retribuição, nos casos em que a Segurança Social assume uma parte dos custos, como no caso do layoff ou dos apoios aos pais que têm de ficar em casa com os filhos por causa do encerramento das escolas).

22.3.16

IEFP com mais 43 mil desempregados desde julho

Ana Margarida Pinheiro, in "Dinheiro Vivo"

Desemprego registado aumenta há sete meses. Mulheres com ensino secundário representam maior fatia dos sem trabalho

O número de desempregados registados nos centros de emprego está a aumentar há já sete meses consecutivos. Embora o Instituto Nacional de Estatística dê conta de uma redução do universo de desempregados em Portugal, a verdade é que desde julho do ano passado o IEFP está a ser mais procurado por portugueses sem trabalho. Em fevereiro deste ano, o instituto de emprego e formação profissional registou quase 756 mil pessoas sem emprego. O aumento de 1% face ao mês de janeiro esconde mais 5600 portugueses em situação de desemprego. O bolo toma maiores proporções quando comparado com julho do ano passado, o mês que marcou uma inversão na tendência de descida e, desde essa altura, contam-se mais 43 301 pessoas registadas como desempregadas.

“Desde o verão do ano passado que há um sentimento de incerteza quanto ao desenvolvimento da economia”, lembra ao DN/ Dinheiro Vivo João Vieira Lopes. O presidente da Confederação do Comércio e Serviços (CCP) diz, por isso, que as empresas podem ter adiado as suas intenções de contratação o que acaba por ter um impacto ao nível do número de empregos disponíveis. Apesar de os meses do verão e de o final do ano trazer sempre algum movimento para o mercado de trabalho – empregos sazonais e de curta duração -, Vieira Lopes assume que, no geral, desde meados do ano passado que não se assistem “a grandes movimentos de contratação por parte das grandes empresas” a operar em Portugal. “O próprio Estado e as autarquias também estão a reduzir o número de trabalhadores”, considera, acrescentando que setores como a banca estão a diminuir consecutivamente o número de funcionários “pelo que algum incremento das pequenas e micro empresas não chega” para provocar alterações significativas no número de desempregados. ; Ainda que a tendência se tenha alterado nos últimos meses, as estatísticas de fevereiro do IEFP mostram que as características dos desempregados que chegam aos centros de emprego se mantêm relativamente inalteradas durante os últimos anos: a absover uma maior fatia do desemprego estão pessoas registadas há mais de ano, e que já são considerados desempregados de longa duração; também as mulheres continuam a ser as grandes afectadas pela falta de trabalho e, se a divisão tiver em conta as qualificações profissionais, o bolo dos que têm o ensino secundário são os que mais desempregados reúne. Os portugueses com qualificações muito baixas (primeiro ciclo de escolaridade) também têm um peso significativo neste universo. Embora o número de desempregados registados esteja em níveis de março de 2015, o número de pedidos de emprego não tem relação direta com estes números, uma vez que podem acorrer ao IEFP tanto desempregados, como empregados, ocupados ou indisponíveis. Em fevereiro deste ano, o IEFP registou 765 mil pedidos, um número ligeiramente inferior ao do mês de janeiro (cadeia) e de feverereiro de 2015. ; Também em fevereiro de 2015 havia menos registados nos centros de emprego. Ou seja, apesar do aumento mensal consecutivo de há já sete meses, havia no passado mês de fevereiro, menos 28 315 desempregados registados do que em fevereiro do ano passado. - Veja mais em: http://www.dinheirovivo.pt/economia/iefp-com-mais-43-mil-desempregados-desde-julho/#sthash.ctt5AOgL.dpuf

22.2.16

Desemprego em Portugal voltou a aumentar em janeiro

Jorge Horta, in Portugal Digital

Número oficial de desempregados em Portugal cresceu 2,7% entre dezembro e janeiro, de acordo com o Instituto do Emprego e Formação Profissional. São mais 15 mil cidadãos à procura de trabalho.

Lisboa - O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) contabilizou em janeiro mais 15 mil desempregados em Portugal do que em dezembro, um aumento de 2,7%, de acordo com o mais recente boletim mensal do IEFP.

Na comparação com janeiro de 2015 o número de desempregados diminuiu em 45 mil, uma redução de 7,4%, variação que foi mais sentida entre os homens (descida do número de desempregados de 8,4%) do que nas mulheres (queda de 6,4%).

De acordo com o IEFP, no final de janeiro Portugal tinha oficialmente 570.380 cidadãos em situação de desemprego, sendo cerca de 274 mil homens e 296 mil mulheres. Os números não contabilizam as pessoas que estão sem trabalho mas não estão inscritas nos centros de emprego do IEFP.

Do total de casos de desemprego oficial, 12,8% dizem respeito a jovens com menos de 25 anos de idade. Os números do IEFP mostram ainda que mais de 46% dos desempregados estão sem trabalho há mais de um ano.

As estatísticas do IEFP mostram também que entre os desempregados inscritos nos centros de emprego apenas 13,4% têm formação superior. Há 24,8% com formação de ensino secundário. Os restantes casos (a maioria) são desempregados cuja escolaridade ficou pelo ensino básico ou sem nenhum nível de instrução (5,6% das situações).

23.11.15

Desemprego registado em Portugal aumentou em outubro

Jorge Horta, in Portugal Digital

Entre setembro e outubro os centros de emprego do IEFP registaram mais 3.317 pessoas desempregadas, uma subida de 0,6%. Na comparação com outubro do ano passado houve, contudo, uma diminuição do desemprego.

O desemprego em Portugal voltou a agravar-se no mês passado, com um aumento de 0,6% no número de desempregados registados nos centros de emprego do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). Esta variação correspondeu a um acréscimo, entre setembro e outubro, de 3.317 pessoas desempregadas no país.

No final de outubro Portugal passou a ter 542 mil desempregados registados nos centros do IEFP, mas este número está longe de refletir toda a realidade da falta de trabalho em Portugal, que abrange dezenas de milhares de pessoas que não têm ocupação e não estão inscritos nas estatísticas oficiais do IEFP.

Segundo o IEFP, o número de desempregados no final de outubro, embora tenha aumentado relativamente a setembro, teve uma queda de 10,5% face a outubro de 2014, equivalente a uma diminuição de 92 mil casos de desemprego.

De acordo com a mesma fonte, na comparação anual a descida do desemprego assume expressões diferentes nos homens (-11,8%) e nas mulheres (-9,3%), bem como entre os jovens (-9,3%) e os adultos (-10,7%).

Na mesma base de comparação o desemprego oficial em Portugal caiu em todas as regiões do país, mas na evolução face a setembro último a região do Algarve teve uma subida acentuada do número de desempregados (16,8%), o que poderá ser explicado pela sazonalidade do mercado de trabalho da região Sul, exposta a grande procura turística no verão e a uma fraca atividade económica no resto do ano.

17.6.13

Número de desempregados inscritos nos centros aumentou dez por cento num ano

in RTP

Num espaço de um ano, o número de desempregados inscritos nos centros de emprego aumentou 10 por cento. Só no mês passado , inscreveram-se cerca de mil e oitocentas pessoas por dia. Houve assim um aumento comparando com o período homólogo, mas Maio registou uma quebra de 3,5 por cento em relação ao mês anterior, Abril, ou seja menos 25 mil pessoas inscritas. De acordo com o Instituto de Emprego e Formação Profissional ,os jovens continuam a ser o grupo etário mais afectado pelo desemprego.

22.1.13

Situação de desemprego vai agravar-se, prevê a OIT

Félix Ribeiro, in Público on-line

A Organização Internacional do Trabalho, em 2012, somou mais quatro milhões aos desempregados no mundo. São agora 197 milhões.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) registou um aumento de mais quatro milhões de desempregados em 2012 e afirma que o panorama de degradação do mercado de trabalho vai agravar-se ainda mais em 2013 e 2014. De acordo com o relatório das tendências globais de emprego, divulgado no final da noite de segunda-feira, o mercado de trabalho não registou uma melhoria em 2012, como havia acontecido no ano anterior, e o número de desempregados à escala global aumentou para os 197 milhões.

O pior, afirma a OIT, ainda estará para vir. Apesar de o Banco Mundial apontar para a retoma económica mundial no fim de 2013 e inícios de 2014, o mercado de trabalho deve degradar-se ainda mais durante esses dois anos. Para 2013, a OIT espera mais 5,1 milhões de desempregados. Para 2014, mais três milhões.

A maior parte do desemprego mundial continua concentrado nas economias desenvolvidas. Mas em 2012 a tendência inverteu-se, de acordo com o relatório da OIT. Três quartos dos quatro milhões de novos desempregados de 2012 foram registados em economias em desenvolvimento, um facto que aponta para um alastramento agravado das consequências da crise internacional de 2008.

O aumento do desemprego foi maior no Este e Sul asiático e na África subsariana. Já as áreas que escaparam ao aumento significativo do desemprego não fugiram à deterioração da qualidade laboral. A Organização Internacional do Trabalho aponta para um aumento no "emprego vulnerável" e no número de trabalhadores que vivem "abaixo ou muito próximo da linha de pobreza".

De acordo com a OIT, a recessão europeia tem grande parte da responsabilidade no contágio do surto do desemprego às economias emergentes. Por um lado, a Europa cortou nas importações à Ásia, em particular no caso da China, que serve como motor económico da região e que em 2012 registou o pior ano de crescimento da economia desde 1999.

Para além do mais, a OIT aponta para a política da Zona Euro como o principal caso de "incoerência entre política monetária e orçamental". Esta incoerência na abordagem à crise da dívida soberana, argumenta a organização, levou à "incerteza no panorama mundial".

Este ponto surge como uma das principais preocupações da OIT. De entre as propostas para uma linha de políticas económicas "mais coerente e previsível", a organização refere ainda que devem existir perspectivas "credíveis" de saída da crise para países "particularmente afectados pela crise da dívida", que passariam por um "alívio dos fardos financeiros nas famílias".

Condições de trabalho para os jovens vão piorar
Dos 197 milhões de desempregados, 73,8 milhões são jovens. Em 2012, a taxa de desemprego nos jovens aumentou para 12,6%, sendo que a OIT espera que, até 2014, haja mais 500 mil jovens desempregados, o que deve forçar a taxa para os 12,9%.

"A crise diminuiu dramaticamente as perspectivas de trabalho para os jovens, já que muitos são afectados pelo desemprego de longo-prazo desde a sua entrada no mercado de trabalho, uma situação nunca antes vista em outras recessões cíclicas", lê-se no documento.

Os números apontam para uma deterioração das condições de trabalho para os jovens. Desde 2007 que a percentagem de jovens desempregados há mais de seis meses aumentou dos 28,5% para os 35%.

A OIT diz que este problema é "particularmente severo" na Europa, onde 12,7% dos jovens se encontram desempregados e fora do ensino ou formação profissional.

Ciclo vicioso e apelo ao investimento
Um dos principais problemas identificados pela OIT para o aumento do desemprego é a falta de investimento económico. Face a uma crise que também afecta a disponibilidade de crédito para os consumidores e empresas e que, por arrasto, leva também a um nível de investimento abaixo do normal, o crescimento económico encontra-se hesitante. Uma condição que se vai alimentando a si própria até que haja, como afirma a OIT; outras fontes de investimento.

"Medidas de austeridade e tentativas descoordenadas para promover a competitividade em vários países europeus aumentaram o risco de uma espiral deflacionária de salários mais baixos, consumo mais enfraquecido e a queda da procura mundial", lê-se no relatório da OIT, divulgado na noite de segunda-feira.

A organização aponta então para o Governo e para os investidores privados. Mas a OIT exige investimento pelos Governos apenas nos casos em que haja espaço de manobra orçamental.

A falta de investimento está também a levar as economias emergentes a não aumentarem os seus padrões de qualidade de vida. A Organização Internacional do Trabalho afirma que os países emergentes abandonaram a tendência para adoptar reformas estruturais. Isto porque, defende a OIT, deixou de haver investimento a forçar a migração de postos de trabalho da agricultura para a indústria, por exemplo.

18.7.12

Desemprego disparou em Junho

in RR

Há mais 127 mil inscritos nos centros de empregos. Jovens com menos de 25 anos são os mais afectados.

O número de inscritos nos centros de emprego aumentou 24,5% em Junho em termos homólogos e 0,7% face ao mês anterior, para 645.995 desempregados.

De acordo com a informação mensal publicada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), no final de Junho encontravam-se inscritos nos centros de emprego do Continente e das Regiões Autónomas mais 127.250 indivíduos do que um ano antes. Face a Maio, o número de desempregados aumentou em 4.733 pessoas.

Segundo o IEFP, o desemprego subiu em ambos os géneros face a Junho de 2011, em particular nos homens, onde o número de desempregados subiu 29,9%, enquanto nas mulheres o valor avançou 19,8%.

Por grupo etário, no período de um ano, o segmento jovem (menores de 25 anos) foi o mais afectado pelo agravamento do desemprego (37,1%), enquanto os adultos tiveram um aumento 23%.

De acordo com a análise dos técnicos do IEFP, todos os níveis de habilitação escolar apresentaram mais desempregados do que há um ano, mas o aumento percentual mais elevado verificou-se ao nível do ensino superior, com mais 54,4%, seguido do secundário, com 36,6%.

Desemprego aumenta entre professores
Os despedimentos por mútuo acordo aumentaram, por sua vez, 62,9% para 2.284 inscritos ao longo do mês.

No âmbito das profissões, o IEFP destaca o aumento de 150,8% do desemprego entre os docentes do ensino secundário, superior e profissões similares.

Apenas os quadros superiores da administração pública sofreram uma redução anual do número de desempregados (39,1%), mas este grupo, conforme refere o IEFP, é pouco expressivo no total do desemprego registado.

Por regiões, o número de desempregados inscritos aumentou em todas elas, com destaque para os Açores (43,9%) e Alentejo (35,9%). Lisboa e Vale do Tejo e Norte continuam a ser as regiões com mais inscritos - 195.815 e 273.863, respectivamente.

4.6.12

Desemprego volta a subir em abril

in Expresso

Taxa de desemprego sobe em Portugal para 15,2% em abril, 36,6% entre os jovens. Os números são do Eurostat.

Portugal continua a registar uma subida da taxa de desemprego, que em abril se fixou nos 15,2 por cento, uma décima acima do mês anterior, tendo o desemprego jovem aumentado para os 36,3 por cento, revela o Eurostat.

Enquanto a taxa de desemprego geral subiu apenas uma décima, e porque o gabinete oficial de estatísticas da UE reviu os valores de março (15,1 por cento, quando antes estimara 15,3), já a taxa de desemprego entre os jovens com menos de 25 anos subiu, entre março e abril, sete décimas, dos 35,9 para os 36,6 por cento, sendo este novo valor mais de oito pontos percentuais superior àquele que se observava um ano antes (28,5), o maior aumento na União Europeia.

Em termos gerais, o desemprego continua a sua trajetória ascendente em Portugal (era de 13,6 por cento em outubro de 2011, 14,1 em novembro, 14,6 em dezembro, 14,7 em janeiro deste ano, 14,8 em fevereiro e 15,1 em março) e a taxa é atualmente apenas inferior às de Espanha (24,3 por cento) e Grécia (21,7 em fevereiro), estando a par da Letónia (dados do primeiro trimestre de 2012).

Na zona euro, manteve-se nos 11 por cento em abril, estável relativamente ao mês anterior, e no conjunto da União Europeia (UE) subiu de 10,2 para 10,3 por cento, indica o Eurostat.

Portugal regista maior subida anual


Nas suas "previsões da primavera", divulgadas em maio, a Comissão Europeia estimou que a taxa de desemprego em Portugal se fixe nos 15,5 por cento este ano, diminuindo apenas para 15,1 por cento em 2013.

Quanto ao desemprego jovem, Portugal regista atualmente também o terceiro valor mais elevado, apenas superado por Espanha (51,5 por cento) e pela Eslováquia (39,3).

Comparando com os dados de há um ano, de abril de 2011, a taxa de desemprego em Portugal subiu 2,6 pontos (12,6 para 15,2), e entre os jovens mais de oito pontos percentuais (28,5 para 36,6), a maior subida na comparação anual entre todos os Estados-membros sobre os quais há dados disponíveis.

O Eurostat calcula mensalmente uma taxa harmonizada de desemprego para todos os países da UE. Esta taxa utiliza uma metodologia comum a todos os 27 para permitir comparações. Os resultados do Eurostat não são necessariamente iguais aos obtidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

12.5.12

Vítor Gaspar: “A satisfação de vida de um desempregado não se recupera”

in Público on-line

O ministro das Finanças considerou esta sexta-feira que o desemprego é um dos “maiores problemas” da actual crise e afirmou que “a satisfação de vida de um desempregado não se recupera”.

Vítor Gaspar falava, em inglês, durante uma intervenção, na Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, sobre a crise na zona euro e o desemprego jovem.

Recordando um artigo que leu, afirmou aos membros de juventudes partidárias europeias de centro-direita: “O que o autor diz é que a maioria das pessoas se adapta surpreendentemente bem às mudanças nas suas vidas. Mesmo após acontecimentos trágicos, como a morte de um familiar ou de uma doença crónica, recuperam o bem-estar anterior quase completamente… Mas há um acontecimento para o qual isto parece não ser verdade: o desemprego."

“Comparado com outras experiências negativas, a satisfação de vida de um desempregado não se recupera, mesmo depois de estar desempregado há muito tempo”, acrescentou esta manhã, em declarações citadas pela SIC. Também o primeiro-ministro falou sobre o desemprego, no dia em que a Comissão Europeia divulgou uma previsão para a taxa portuguesa este ano de 15,5%.

Durante a tomada de posse do Conselho para o Empreendedorismo e a Inovação, no CCB, em Lisboa, apelou aos portugueses para que adoptem uma “cultura de risco e de maior responsabilidade”. E considerou que pode ser “uma oportunidade para mudar de vida”, segundo cita a Lusa. As palavras de Pedro Passos Coelho já mereceram críticas da oposição. O deputado socialista Pedro Marques disse que as declarações são graves e o coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, qualificou-as como “indignantes”.

Na Casa das Histórias, Vítor Gaspar afirmara: “O desemprego é, realmente, um dos maiores problemas que enfrentamos hoje em dia, se não o maior. A actual crise expôs vários problemas estruturais que afectam várias economias desenvolvidas. O desemprego destaca-se nessas economias”.

Segundo o relato da mesma estação, os jornalistas só puderam estar presentes na sala para ouvir os primeiros minutos da intervenção do ministro das Finanças.

À saída do museu, Vítor Gaspar recusou comentar a previsão da Comissão Europeia para o desemprego em Portugal este ano (15,5% da população activa).

2.5.12

OIT prevê mais desemprego em 2012 e critica políticas de austeridade

in UOL Notícias

As políticas de austeridade obscurecem as perspectivas de trabalho e cerca de 202 milhões de pessoas estarão desempregadas este ano, seis milhões a mais do que no ano passado, segundo relatório sobre o emprego em 2012, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), publicado em Genebra.

"Nossa estimativa provisória para o ano de 2011 é que o desemprego tenha sido de 196 milhões de pessoas e que passaremos em 2012 a 202 milhões, um aumento de seis milhões, e em 2013, a 207 milhões", declarou o diretor do Instituto Internacional de Estudos Sociais da OIT, Raymond Torres.

"Isso significa que seria alcançada uma taxa de desemprego de cerca de 6,1% em 2012", disse.

Segundo a OIT, há um déficit de cerca de 50 milhões de empregos com relação à situação anterior à crise financeira de 2008.

Mas segundo a organização com sede em Genebra, é pouco provável que a economia cresça a um ritmo suficiente nos dois próximos anos para acabar com o atual déficit de empregos e ao mesmo tempo dar trabalho aos mais de 80 milhões de pessoas que chegarão ao mercado no mesmo período.

A tendência é especialmente preocupante na Europa, onde a taxa de desemprego aumentou em quase dois terços dos países desde 2010, segundo o relatório da OIT. Além disso, destacam os especialistas, a recuperação do mercado de trabalho está em "ponto morto" no Japão e nos Estados Unidos.

Em outras partes do globo, a oferta de trabalho não está à altura das necessidades de uma população ativa cada vez mais abundante e qualificada, como na China. O déficit de emprego é crítico na maior parte do mundo árabe e na África, segundo a OIT.

O relatório informa que esta deterioração do mercado trabalhista se traduz em um maior risco de problemas sociais, especialmente na Europa, Oriente Médio, norte da África e a África subsahariana.

Contudo, a OIT observa um menor risco de problemas sociais na América Latina, onde constata uma melhora do mercado trabalhista.

Para a OIT, a degradação da situação trabalhista se deve às dificuldades de acesso a crédito, sobretudo para as pequenas e médias empresas nas economias avançadas, e as medidas de austeridade aplicadas para "tranquilizar os mercados financeiros".

"A austeridade não produziu mais crescimento econômico", destacou Torres. Ele criticou as políticas de austeridade "contraproducentes", que deram lugar a um débil crescimento econômico e destruíram empregos, sem nem sequer reduzir de forma considerável os déficits orçamentários.

"Por exemplo, na Espanha, o déficit foi reduzido em um pouco mais de 9% do PIB em 2010 a 8,5% do PIB em 2011, uma diminuição muito pequena depois de um programa de austeridade drástico", destacou Torres.

Como consequência, a OIT estimula os governos a reativar a demanda interna e comemora que em alguns países, na América Latina, na Índia, África do Sul e recentemente na China, os salários aumentaram progressivamente.

Governo diz que a subida do desemprego torna mais urgente a reforma laboral

in Público on-line

O secretário de Estado do Orçamento considera que o comportamento do mercado de trabalho está a ser pior do que o esperado e que essa evolução torna ainda mais cruciais e urgentes as reformas nesta área.

“O que se está a passar no mercado de trabalho é algo que é inesperado e que não é de todo em todo compatível com aquilo que seria de esperar com o nosso nível de actividade, os valores do desemprego continuam a crescer”, afirmou Luís Morais Sarmento, durante a sua audição na Comissão parlamentar de Orçamento e Finanças.

O governante sublinhou que a queda na população activa demonstra que existia um desequilíbrio prévio no mercado de trabalho e que esta situação torna a reforma do mercado de trabalho que está em curto mais urgente.

“Esta alteração da situação do mercado de trabalho sugere também que as reformas estruturais que estão a ser executadas no mercado de trabalho são mais urgentes e mais necessárias, uma vez que o mercado de trabalho está a demonstrar uma rigidez mais elevada”, afirma, garantindo que esta reforma é uma das grandes prioridades do Governo.

Os comentários do governante na Assembleia da República surgem no mesmo dia em que o Eurostat publicou os seus cálculos relativos à taxa de desemprego dos países da União Europeia, que dão conta de um aumento da taxa de desemprego de Fevereiro para marco na ordem dos 0,3 pontos percentuais, para os 15,3%, um novo máximo histórico desde que o Eurostat faz esta contabilização.

3.4.12

Desemprego é um dos riscos ao programa de ajuda externa, avisa Bruxelas

Por Ana Rita Faria, Isabel Arriaga e Cunha (Bruxelas), in Público on-line

A Comissão Europeia considera que o programa de assistência financeira a Portugal está a ser implementado, mas avisa que há riscos consideráveis. Do lado orçamental, o maior receio vem de um aumento do desemprego acima das previsões.

A Comissão Europeia (CE) acaba de divulgar o novo relatório sobre a implementação do programa de ajuda externa, que contém as conclusões da terceira revisão da troika. À semelhança do que Bruxelas já tinha dito em Fevereiro, quando a troika esteve em Lisboa para realizar o terceiro exame, “em geral, o programa está a ser implementado, mas permanecem riscos significativos e desafios”.

Do lado orçamental, diz a CE, os riscos estão relacionados com um aumento maior do desemprego, acima das actuais previsões. Ontem, o Eurostat divulgou as suas estatísticas mais recentes, que mostram que a taxa de desemprego disparou para 15% em Fevereiro, o terceiro pior resultado de toda a União Europeia.

“Ficámos um pouco surpreendidos com a subida do desemprego e ainda temos dificuldade em interpretar esses números”, admitiu hoje Peter Weiss, responsável da Direcção-Geral dos Assuntos Económicos e Financeiros (ECFIN), numa conferência de imprensa em Bruxelas.

Uma das razões que poderá estar a justificar esta subida rápida do desemprego é, segundo Bruxelas, o facto de os efeitos de sazonalidade poderem ainda não ter sido correctamente descontados nas estatísticas, visto que a metodologia sofreu alterações recentemente.

Outra razão avançada por Peter Weiss é a possibilidade de este aumento do número de pessoas sem emprego estar a ser impulsionado pelas recentes alterações nas regras do subsídio de desemprego, que podem ter levado algumas pessoas ou empresas a antecipar decisões para beneficiarem do regime anterior.

Segundo o responsável da CE, esta situação pode ter acontecido "mesmo a pedido dos trabalhadores, porque têm interesse em ter uma duração maior dos benefícios de desemprego. Pode ser um comportamento "do tipo 'em vez de me despedir em Abril, despeça-me em Março'". Peter Weiss compara mesmo esta situação à do aumento dos impostos sobre o tabaco, que levam as pessoas a antecipar as compras de cigarros. "É um comportamento normal", afirma, para logo a seguir admitir: "Não temos nenhuma evidência disto, mas avancei esta possibilidade porque não percebemos os números".

O mesmo responsável diz que, em termos gerais, as projecções da taxa de desemprego estão em linha com o previsto, mas avisa que "há risco de termos de rever os números do desemprego na próxima revisão”, em Maio.

Bruxelas preocupada com contas locais e regionais

No novo relatório, a CE avisa que “os novos mecanismos de reporte e de controlo, sobretudo a nível local e regional, têm de passar o seu teste” e que o Governo tem de desenhar uma estratégia para combinar a eliminação do stock de dívidas em atraso com incentivos para evitar uma nova acumulação desses pagamentos por receber há mais de 90 dias.

A CE salienta ainda que o Governo tem de implementar rapidamente uma série de medidas na área da saúde, de modo a “atingir as ambiciosas metas de corte de custos”.

A isso juntam-se as reformas estruturais que, segundo Bruxelas, têm de ser implementadas à risca e sem atrasos.

28.3.12

Governo: salário mínimo é baixo, mas há outras prioridades

in Agência Fianceira

«Temos de assegurar que os trabalhadores têm oportunidade de sair de uma situação de desemprego». Prioridade é o emprego

O Governo reconhece que o Salário Minimo Nacional (SMN) é baixo, mas há outras prioridades - designadamente o emprego. O secretário de Estado do Emprego argumenta que esta remuneração está a funcionar como referencial de moderação salarial e o seu aumento poderia levar ao crescimento do
desemprego.

«O SMN em Portugal é particularmente baixo, nomeadamente quando comparado com outros países da União Europeia, mas é importante sublinhar a necessidade de assegurar a moderação salarial aqui em Portugal», disse, em entrevista à Lusa, Pedro Martins.

«Temos de assegurar que os trabalhadores têm oportunidade de sair de uma situação de desemprego», justificou o governante, referindo estudos que mostram que existe uma relação entre o aumento do SMN, em período de recessão, e o desemprego.

«Nas condições especificas que o país atravesssa», o SMN tem «um papel muito relevante como remuneração de referência das pessoas contratadas, a maior parte das quais saídas de situação de desemprego». «É preciso encarar o SMN com grande cuidado, uma vez que o objetivo da moderação salarial é da maior importância para assegurar que o problema do desemprego é tratado da forma mais apropriada para o país».

O SMN é atualmente de 485 euros. Em 2006 foi estabelecido um acordo tripartido em sede de concertação social que definiu o aumento gradual do SMN de modo a chegar aos 500 euros em 2011, o que acabou por não acontecer.

Há setores a criar trabalho

O Governo reconhece que há em Portugal uma «associação muito forte» entre crescimento económico e emprego. O país não está a crescer, mas Pedro Martins salienta que há setores que estão a conseguir criar postos de trabalho.

Para o responsável, a revisão da legislação laboral será benéfica para o país e permitirá criar emprego em setores ligados aos bens transacionáveis, como os têxteis e o calçado.

«É necessário ter em conta que a economia portuguesa, embora em média esteja a atravessar uma fase de contração, não deixa de incluir alguns setores que estão a atravessar uma fase de expansão», destacou. No extremo oposto está o setor da construção, devido à «forte ligação às obras públicas».

Mais de mil desempregados encaminhados para formação

O secretário de Estado assegurou ainda que o Executivo está a apostar numa nova abordagem para que os desempregados adquiram novas competências e encaminhou, no último mês, cerca de 1.500 pessoas para programas de formação, depois de uma «cuidada seleção».

«São cerca de 1.500 os desempregados que já estão em processo de encaminhamento para programas de vida ativa», disse o governante referindo que as unidade de formação estão relacionadas com empreendedorismo, tecnologias de informação, para quem tem mais habilitações, e numeracia e literacia, para quem tem menos habilitações.

Mexidas na lei laboral para quê?

Surge esta entrevista a propósito da discussão das alterações à legislação laboral, agendada para esta quarta-feira, no Parlamento. Pedro Martins defende que elas darão mais «confiança» aos empregadores para contratarem sem termo.

«É extremamente triste que uma empresa tenha de contratar a termo quando pode efetivamente contratar sem termo» e assim promover «vínculos laborais mais estáveis com vantagens para todos», argumenta o secretário de Estado, que destaca que as vantagens não se aplicam só aos empregadores, mas também aos trabalhadores, «que poderão estar no seu posto de trabalho durante um período mais alongado».

Já as empresas «poderão beneficiar da contribuição de trabalhadores com maior formação, com maior conhecimento do próprio posto de trabalho, trabalhadores em que valerá mais a pena investir em termos de formação profissional uma vez que o horizonte expectável de duração desse posto de trabalho será também ele mais alargado».

Com as alterações que o Governo pretende implementar será mais fácil ao empregador despedir, nomeadamente, recorrendo ao despedimento por inadaptação.

24.3.12

Número de casais com ambos os cônjuges desempregados dispara em fevereiro

in Jornal de Notícias

O número de casais com ambos os cônjuges desempregados disparou 73,2% em fevereiro face a igual mês de 2011 e já atinge os 7192 casais, o valor mais elevado desde que esta informação é divulgada.

De acordo com os dados recolhidos pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), em fevereiro, face a janeiro, há mais 320 casais (um aumento de 15,8%) que garantem a sua sobrevivência com as prestações sociais pagas pelo Estado.

Este universo representa 4,7% do total de desempregados casados ou em união de facto inscritos no centro de desemprego (306.746 pessoas).

Em termos homólogos, são mais 2823 casais em que ambos os cônjuges foram afetados pelo desemprego.

De acordo com o IEFP, desde julho de 2011 que se regista um aumento em cadeia do número de desempregados em que ambos os cônjuges estão desempregados, tendo-se registado em fevereiro de 2012 o número mais elevado desde que esta informação é recolhida (outubro de 2010).

No final de fevereiro de 2012, dos desempregados inscritos nos centros de emprego, 49,8% eram casados ou viviam em situação de união de facto.

O aumento do desemprego foi mais acentuado nas uniões de facto (135,5%) em termos homólogos.

De acordo com os dados divulgados na quarta-feira pelo IEFP, o número total de inscritos nos centros de emprego continuou a aumentar em fevereiro em termos homólogos (16,6%) e mensais (1,6%), para 648018 desempregados.

No final de fevereiro encontravam-se inscritos nos centros de emprego do Continente e das Regiões Autónomas mais 92471 indivíduos do que um ano antes.

Face a janeiro, o número de desempregados aumentou em 10356 pessoas, mantendo-se assim a tendência de crescimento observada nos últimos meses.

20.3.12

Desemprego entre professores disparou 120% no último ano

Ana Petronilho, in Económico on-line

Apenas 451 docentes foram colocados na mesma área, de um total de 7.945 inscritos no IEFP. No ensino, um em cada sete desempregados são mulheres.

O número de professores desempregados mais do que duplicou no ano passado e o ensino foi o sector que mais cresceu no número de inscritos nos centros de emprego. No final de 2011, eram 7.945 os docentes do secundário e superior e profissões similares que estavam inscritos no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Mais 120% em relação ao ano de 2010, que terminou com 3.608 professores inscritos nos centros de emprego. Uma percentagem que sobe para 225% quando se compara o número de 2011 com o 2009, que se ficava nos 2.442.

Os dados constam do último relatório anual do IEFP, que retrata a "Situação do Mercado de Emprego", e a conclusão é a de que o ensino foi a profissão que destacadamente sofreu maior crescimento percentual do número de desempregados, entre 2010 e 2011. Um panorama que se agrava, se for tido em conta que dos 7.945 professores inscritos nos centros de emprego apenas 451 foram colocados na profissão - embora aí se revele uma melhoria de 57% relativamente a 2010, ano em que só 287 foram colocados pelo IEFP.

O cenário no ensino é, de resto, desolador. A ocupar a segunda posição na tabela das profissões com o maior crescimento do número de desempregados estão os profissionais de nível de intermédio de ensino - docentes do ensino básico, primário, pré-primário e educadores de infância. Nesta categoria, a subida do número de inscritos no IEFP atingiu 40%, e no final de Dezembro de 2011 havia 5.368 docentes do ensino básico e educadores de infância nos centros de emprego. Mais 1.538 em relação a 2010, quando foram registados 3.830 inscritos.

Do universo de professores desempregados no ano passado - que representam 0,7% do total de 576.383 portugueses desempregados e inscritos no IEFP - a esmagadora maioria (71%) são mulheres e quase metade (44%) da zona Norte.

Taxa vai agravar
Apesar da percentagem esmagadora, os sindicatos não estão surpreendidos e dizem ter "consciência que o número de professores desempregados disparou no ano passado", sublinha o dirigente da Fenprof, António Avelãs ao Diário Económico. Ainda assim, tanto a Federação Nacional da Educação (FNE) como a Federação Nacional de Professores (Fenprof) prevêem um agravamento na taxa de desemprego entre os docentes. "O próximo ano lectivo vai ficar marcado por uma diminuição no recurso a professores contratados", alerta o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva. Isto porque, completa António Avelãs, as políticas educativas que têm vindo a ser adoptadas, como a revisão curricular - que extinguiu disciplinas como o estudo acompanhado e a área de projecto e suprimiu a disciplina de EVT - o alargamento do número limite de alunos por turma, e o encerramento de escolas que resulta da concentração dos agrupamentos escolares, vão ter como resultado "a diminuição da contratação de professores".

Uma tendência que já se fez sentir em Setembro do ano passado, quando mais de 73% (37.253 de um universo de 47.732 candidatos) dos professores que foram a concurso não conseguiram um contrato. E em 2011 houve menos 25% (cinco mil) de colocações que em 2010.

No entanto, o número de contratados foi subindo durante as bolsas de recrutamento que foram surgindo durante o ano lectivo e o número de professores contratados chegou a cerca de 27 mil. Um número que, ainda assim, os sindicatos asseguram ser "insuficiente" e que representa "apenas 38% do universo de 110 mil docentes que estão no sistema de ensino", explica Dias da Silva.

As inscrições para o concurso de colocação de docentes contratados arrancam no início de Abril. Contactado pelo Diário Económico, o secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, garantiu "a realização do concurso nacional para a entrada nos quadros em 2013, tal como previsto na legislação."

Educação contrata 632 trabalhadores
O Ministério da Educação deu ontem início ao processo de contratação de 632 trabalhadores para as escolas (563 assistentes operacionais e 69 técnicos), para exercer funções de auxiliares de acção educativa e para executar "tarefas de apoio indispensáveis ao funcionamento das escolas", segundo um documento da tutela de Nuno Crato. As contratações vão ser feitas por tempo indeterminado (estes lugares actualmente são ocupados por trabalhadores contratados a prazo) e será dada prioridade ao pessoal não docente com contratos a termo certo celebrados no ano escolar de 2005/06 ou seguintes.


Retrato do professor desempregado

1 - 44% são da região Norte do País
Cerca de 44% (3.523) do total de 7.945 docentes desempregados e inscritos nos centros de emprego são da região Norte. Lisboa e Vale do Tejo ocupa a segunda posição com o maior número de professores desempregados, atingindo os 1.895, pouco mais do que a região Centro do País, onde no final de 2011 havia 1.847 inscritos.

2 - Maioria são mulheres
Em cada dez professores do ensino secundário, superior e profissões similares, inscritos nos centros de emprego, sete são mulheres. No final de Dezembro de 2011, apenas 29% destes 7.945 professores eram homens. Uma tendência que se verifica também nos docentes do ensino básico e entre educadores de infância, onde 84% são mulheres.

3 - Taxa sobe 225% em relação a 2009
O aumento de 120% no número de professores do ensino secundário e inscritos no centro de emprego entre 2010 e 2011 é ainda agravado ao serem comparados os números com o ano de 2009. Isto porque, em 2009 eram apenas 2.442 os docentes que estavam nos centros de emprego. O que significa uma subida de 225%.

4 - 6.913 estão no IEFP há menos de um ano
Do total de docentes do secundário inscritos no IEFP, 6.913 estão no centro de emprego há menos de um ano. Um número bastante superior aos 1.032 que estão nesta situação há mais de um ano. Tendência que também se mantém entre os docentes do básico, em que 4.376 (de um total de 5.368) estão no IEFP há menos de um ano.

14.3.12

Ministro reconhece que aumento do desemprego foi "superior ao esperado"

in Jornal de Notícias

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, admitiu, esta quarta-feira, que o agravamento do desemprego foi "significativamente superior" ao que estava previsto.

Numa audiência perante a comissão parlamentar para o acompanhamento das medidas do programa de assistência financeira da 'troika', Vítor Gaspar disse que a evolução da economia em 2011 (uma queda de 1,6% do PIB) representou uma "contração da atividade económica inferior ao previsto inicialmente".

O mesmo não ocorreu com o emprego, disse o ministro. "Verificou-se um agravamento do desemprego significativamente superior ao esperado", admitiu Gaspar.

Segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística, a taxa de desemprego atingiu os 14% no último trimestre de 2011 - um valor já mais elevado que o inicialmente previsto pelo Governo para este ano. No mês passado, Vítor Gaspar reviu a previsão do Governo para 14,5%.