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Primeiro-ministro português defende “uma posição de abertura", mas lembra que a cimeira de Bruxelas não deve "acrescentar dúvidas e incertezas àquelas que já existem".
Pedro Passos Coelho não fecha a porta a uma eventual revisão dos Tratados europeus. Este é de resto um desejo formulado pelo eixo franco-alemão. Mas o primeiro-ministro português sublinha que esta é uma medida que demora tempo, tempo que a Europa não tem, no contexto actual de crise.
“Temos de ter uma posição de abertura, mas a preocupação é de não acrescentar dúvidas e incertezas àquelas que já existem. Qualquer processo de alteração profunda do Tratado de Lisboa gerará mais incerteza do que aquela que existe hoje”, afirmou esta manhã, à entrada para o congresso do Partido Popular Europeu, em Marselha.
O primeiro-ministro português lembra que alterar os Tratados “é um processo longo, complexo” e não há “esse tempo”. “Precisamos encontrar uma forma de resolver os problemas de curto prazo e ainda assim não fechar a porta para que no médio-longo prazo se possa ir mais longe”, sublinhou ainda.
Mas, argumenta Passos Coelho, “não iremos mais longe no médio-longo prazo de se não chegarmos lá”.
Também esta manhã, Durão Barroso, à entrada para o congresso do PPE, apelou aos líderes dos 27 para garantirem que o euro não volta atrás.


