in SAPO
A apresentadora apelou à importância de a ajuda humanitária, perante a atual situação na Ucrânia, se estender a todas as pessoas, sem exceção.
Catarina Furtado destacou duas fotografias suas em que aparece enquanto Embaixadora de Boa Vontade do UNFPA de maneira a chamar a atenção para a importância da solidariedade se estender a todas as pessoas, independentemente da raça, género, nacionalidade ou outra característica.
"A primeira é na Guiné Bissau (um país que tem uma elevadíssima taxa de mortalidade materna e neonatal) e a segunda foi tirada no Bangladesh, no maior campo de refugiados do mundo, Kutupalong em Cox’s Bazar", começa por explicar.
"Na Ucrânia, nos próximos três meses cerca de 80.000 mulheres vão dar à luz, não contando com as que já foram mães entretanto em tempo de guerra. Mamãs e bebes precisam de ajuda! O UNFPA tem uma imensa experiência que eu testemunho há mais de 20 anos, a salvar vidas. Em diferentes contextos humanitários, sem escolha de prioridades porque cada vida conta", evidencia.
Entretanto destaca: "NÃO EXISTEM PESSOAS DE PRIMEIRA E PESSOAS DE SEGUNDA!".
"O que está a acontecer na Ucrânia é inacreditavelmente triste, angustiante, perigoso e tem movido montanhas de solidariedade. Essa é a única realidade bonita nesta realidade tão cruel. E por isso mesmo não podemos aceitar que a nossa empatia seja seletiva, nem pela distância, nem pela cor de pele, nem pela religião, nem por nenhuma outra razão, racional ou irracional", argumenta.
"Deixo um aplauso gigante à solidariedade transversal e à memória de quem, neste momento, se encontra com os seus direitos violados, num sofrimento que por mais que queiramos nunca conseguiremos imaginar: pessoas que tentam sobreviver à morte, arriscando a vida", completa.
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9.2.21
É “absolutamente imprescindível” aumentar a ajuda aos países pobres
in EcoOnline
O diretor de Cooperação da OCDE defendeu esta terça-feira que é “absolutamente imprescindível” aumentar a ajuda pública ao desenvolvimento (APD), mas manifestou receios que a crise pandémica venha a cortar fundos aos países pobres.
“Neste momento, é absolutamente imprescindível aumentar a ajuda. É incontornável que a ajuda pública ao desenvolvimento aumente”, defendeu Jorge Moreira da Silva.
O responsável da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos (OCDE) falava, em entrevista à agência Lusa, a propósito do lançamento dos relatórios sobre cooperação para o desenvolvimento em 2020 e sobre o acesso equitativo às vacinas pelos países de médio e baixo rendimento.
Ainda sem dados definitivos sobre a APD disponibilizada pelos países em 2020, que serão apenas conhecidos em abril, Jorge Moreira da Silva adiantou que os doadores da OCDE atribuíram cerca de 12 mil milhões de dólares (cerca de 9,9 milhões de euros) para a resposta à pandemia nos países em vias de desenvolvimento, sendo que 7 mil milhões foram adicionais (cerca de 5,8 milhões de euros), não tendo sido desviados de outros projetos em curso.
“Houve países que cortaram a ajuda ao desenvolvimento e outros que aumentaram”, disse.
Apesar da falta de dados definitivos, para Jorge Moreira da Silva o que é já uma evidência é que a ajuda ao desenvolvimento continua a ser insuficiente.
“Já era insuficiente antes desta crise. Há um compromisso de ajuda de 0,7 por cento do Produto Interno Bruto [PIB] dos países, é um compromisso que tem décadas e a verdade é que os países da OCDE ainda não foram além de 0,31%”, disse.
“Estes 153 mil milhões de dólares [127 mil milhões de euros] de APD, o valor que se tem verificado nos últimos anos, é 90 vezes menor do que os 14 biliões de dólares [11,6 biliões de euros] que os países ricos mobilizaram nos últimos meses para resgatar as suas economias com pacotes que são muito importantes, mas que deviam ser acompanhados de maior ajuda aos países pobres”, apontou.
Jorge Moreira da Silva adiantou que alguns países “seguem à risca” o valor percentual da APD, o que num cenário de quebra generalizada do PIB, representa igualmente uma quebra, havendo já países a anunciar essas reduções.
Para o diretor de Cooperação da OCDE é, por isso, necessário proteger a ajuda pública “em volume” e não em termos de PIB.
“Este não é o momento para nos limitarmos a manter o peso da APD nos orçamentos, é a altura em que é preciso aumentar a APD porque nunca como hoje foi tão importante”, disse.
Ressalvou, no entanto, que independentemente do valor da ajuda, “será sempre muito inferior ao necessário” para responder a países que mesmo antes da crise pandémica já enfrentavam enormes dificuldades.
“Os países em desenvolvimento têm vindo a sofrer o efeito de uma tempestade perfeita, potenciada pela quebra do financiamento externo e do preço das matérias-primas, nomeadamente do petróleo, e por níveis de endividamento muito significativos”, disse, adiantando que 42% dos países em desenvolvimento tinham situações de dívida excessiva mesmo antes da crise.
A OCDE é composta por 37 países, incluindo Portugal, da América do Norte e do Sul, da Europa e da Ásia-Pacífico, incluindo muitos dos países mais ricos do mundo, como os Estado Unidos, o Japão ou a Alemanha, mas também economias emergentes como o México, Chile e a Turquia.
A organização concentra os principais doadores de ajuda pública ao desenvolvimento (APD) dos países pobres.
A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.316.812 mortos no mundo, resultantes de mais de 106 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
O diretor de Cooperação da OCDE defendeu esta terça-feira que é “absolutamente imprescindível” aumentar a ajuda pública ao desenvolvimento (APD), mas manifestou receios que a crise pandémica venha a cortar fundos aos países pobres.
“Neste momento, é absolutamente imprescindível aumentar a ajuda. É incontornável que a ajuda pública ao desenvolvimento aumente”, defendeu Jorge Moreira da Silva.
O responsável da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos (OCDE) falava, em entrevista à agência Lusa, a propósito do lançamento dos relatórios sobre cooperação para o desenvolvimento em 2020 e sobre o acesso equitativo às vacinas pelos países de médio e baixo rendimento.
Ainda sem dados definitivos sobre a APD disponibilizada pelos países em 2020, que serão apenas conhecidos em abril, Jorge Moreira da Silva adiantou que os doadores da OCDE atribuíram cerca de 12 mil milhões de dólares (cerca de 9,9 milhões de euros) para a resposta à pandemia nos países em vias de desenvolvimento, sendo que 7 mil milhões foram adicionais (cerca de 5,8 milhões de euros), não tendo sido desviados de outros projetos em curso.
“Houve países que cortaram a ajuda ao desenvolvimento e outros que aumentaram”, disse.
Apesar da falta de dados definitivos, para Jorge Moreira da Silva o que é já uma evidência é que a ajuda ao desenvolvimento continua a ser insuficiente.
“Já era insuficiente antes desta crise. Há um compromisso de ajuda de 0,7 por cento do Produto Interno Bruto [PIB] dos países, é um compromisso que tem décadas e a verdade é que os países da OCDE ainda não foram além de 0,31%”, disse.
“Estes 153 mil milhões de dólares [127 mil milhões de euros] de APD, o valor que se tem verificado nos últimos anos, é 90 vezes menor do que os 14 biliões de dólares [11,6 biliões de euros] que os países ricos mobilizaram nos últimos meses para resgatar as suas economias com pacotes que são muito importantes, mas que deviam ser acompanhados de maior ajuda aos países pobres”, apontou.
Jorge Moreira da Silva adiantou que alguns países “seguem à risca” o valor percentual da APD, o que num cenário de quebra generalizada do PIB, representa igualmente uma quebra, havendo já países a anunciar essas reduções.
Para o diretor de Cooperação da OCDE é, por isso, necessário proteger a ajuda pública “em volume” e não em termos de PIB.
“Este não é o momento para nos limitarmos a manter o peso da APD nos orçamentos, é a altura em que é preciso aumentar a APD porque nunca como hoje foi tão importante”, disse.
Ressalvou, no entanto, que independentemente do valor da ajuda, “será sempre muito inferior ao necessário” para responder a países que mesmo antes da crise pandémica já enfrentavam enormes dificuldades.
“Os países em desenvolvimento têm vindo a sofrer o efeito de uma tempestade perfeita, potenciada pela quebra do financiamento externo e do preço das matérias-primas, nomeadamente do petróleo, e por níveis de endividamento muito significativos”, disse, adiantando que 42% dos países em desenvolvimento tinham situações de dívida excessiva mesmo antes da crise.
A OCDE é composta por 37 países, incluindo Portugal, da América do Norte e do Sul, da Europa e da Ásia-Pacífico, incluindo muitos dos países mais ricos do mundo, como os Estado Unidos, o Japão ou a Alemanha, mas também economias emergentes como o México, Chile e a Turquia.
A organização concentra os principais doadores de ajuda pública ao desenvolvimento (APD) dos países pobres.
A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.316.812 mortos no mundo, resultantes de mais de 106 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
6.1.21
União Europeia vai financiar projetos de redução da pobreza em Angola
in o Observador
O projeto FRESAN, financiado pela UE, vai disponibilizar 14,6 milhões de euros a projetos de organizações angolanas, de modo a reduzir a pobreza e a insegurança alimentar e nutricional.
O projeto FRESAN, financiado pela União Europeia, vai disponibilizar 14,6 milhões de euros para financiar projetos de organizações da sociedade civil angolana, de redução da pobreza e vulnerabilidade à insegurança alimentar e nutricional, foi anunciado.
Segundo uma nota do Centro Cultural Português a que a Lusa teve esta segunda-feira acesso, o Projeto FRESAN — Fortalecimento da Resiliência e da Segurança Alimentar e Nutricional em Angola, gerido parcialmente e co-financiado pelo instituto Camões abriu candidaturas até 30 de março para o cofinanciamento de organizações da sociedade civil.
O valor disponibilizado de 14,6 milhões de euros vai subvencionar ações de fortalecimento sustentável à insegurança alimentar e nutricional nas províncias do Cunene, Huíla e Namibe.
“O convite divide-se em dois lotes para uma subvenção máxima de 1.500.000 euros por projeto em cada lote”, refere-se na nota.
Para o primeiro lote, está prevista a subvenção de atividades com foco em pastos e incluindo produtos florestais não madeireiros, processamento, preservação e transformação de produtos alimentares, canais e redes de comercialização e reservas de alimentos.
O lote dois refere-se a atividades com foco em água e incluindo prevenção e gestão da desnutrição.
O projeto FRESAN já apoiou nove projetos, no valor de 10.019.917 euros, nas três edições anteriores.
A iniciativa faz parte de um esforço conjunto da União Europeia com o Governo de Angola para promover a resiliência de comunidades afetadas pela seca e ameaçadas pelos efeitos das alterações climáticas no sul de Angola, dando oportunidade a organizações da sociedade civil, de acordo com as suas áreas de atuação, experiência e as necessidades das comunidades junto das quais intervêm, de apresentarem propostas para apoiar a melhoria da segurança alimentar e nutricional”, sublinha-se na nota.
O FRESAN tem como objetivo contribuir para a redução da fome, pobreza e vulnerabilidade à insegurança alimentar e nutricional no Cunene, Huíla e Namibe, sobretudo através do reforço da resiliência e produção agrícola familiar sustentável, da melhoria da situação nutricional das famílias e apoio ao desenvolvimento de capacidade nas instituições.
O projeto FRESAN, financiado pela UE, vai disponibilizar 14,6 milhões de euros a projetos de organizações angolanas, de modo a reduzir a pobreza e a insegurança alimentar e nutricional.
O projeto FRESAN, financiado pela União Europeia, vai disponibilizar 14,6 milhões de euros para financiar projetos de organizações da sociedade civil angolana, de redução da pobreza e vulnerabilidade à insegurança alimentar e nutricional, foi anunciado.
Segundo uma nota do Centro Cultural Português a que a Lusa teve esta segunda-feira acesso, o Projeto FRESAN — Fortalecimento da Resiliência e da Segurança Alimentar e Nutricional em Angola, gerido parcialmente e co-financiado pelo instituto Camões abriu candidaturas até 30 de março para o cofinanciamento de organizações da sociedade civil.
O valor disponibilizado de 14,6 milhões de euros vai subvencionar ações de fortalecimento sustentável à insegurança alimentar e nutricional nas províncias do Cunene, Huíla e Namibe.
“O convite divide-se em dois lotes para uma subvenção máxima de 1.500.000 euros por projeto em cada lote”, refere-se na nota.
Para o primeiro lote, está prevista a subvenção de atividades com foco em pastos e incluindo produtos florestais não madeireiros, processamento, preservação e transformação de produtos alimentares, canais e redes de comercialização e reservas de alimentos.
O lote dois refere-se a atividades com foco em água e incluindo prevenção e gestão da desnutrição.
O projeto FRESAN já apoiou nove projetos, no valor de 10.019.917 euros, nas três edições anteriores.
A iniciativa faz parte de um esforço conjunto da União Europeia com o Governo de Angola para promover a resiliência de comunidades afetadas pela seca e ameaçadas pelos efeitos das alterações climáticas no sul de Angola, dando oportunidade a organizações da sociedade civil, de acordo com as suas áreas de atuação, experiência e as necessidades das comunidades junto das quais intervêm, de apresentarem propostas para apoiar a melhoria da segurança alimentar e nutricional”, sublinha-se na nota.
O FRESAN tem como objetivo contribuir para a redução da fome, pobreza e vulnerabilidade à insegurança alimentar e nutricional no Cunene, Huíla e Namibe, sobretudo através do reforço da resiliência e produção agrícola familiar sustentável, da melhoria da situação nutricional das famílias e apoio ao desenvolvimento de capacidade nas instituições.
29.4.20
Ajuda humanitária pode evitar que mortes cheguem aos mil milhões em todo o mundo
Patrícia Bentes, in SicNotícias
O alerta é do Comité Internacional de Resgate. Se os países mais pobres não forem urgentemente ajudados, o coronavírus pode chegar a infetar mil milhões de pessoas em todo o mundo.
O cenário, apesar de trágico, ainda é evitável, diz o relatório do Comité Internacional de Resgate (IRC). Mas, para isso, é urgente e necessário que chegue a países mais frágeis, como o Afeganistão e a Síria, ajuda financeira e humanitária.
"Ainda resta uma pequena janela de tempo para montar uma resposta robusta", lê-se.
De acordo com a Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos da América, há já mais de três milhões de casos confirmados de Covid-19 em todo o mundo, com mais de 200 000 mortes.
O relatório do IRC, baseado em modelos e dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Imperial College London, estima que possa haver entre 500 e mil milhões de infeções em todo o mundo. E admite ainda que as mortes possam ultrapassar mais de três milhões em dezenas de países instáveis e afetados por conflitos.
"Estes números devem servir como alerta", disse o chefe do IRC, David Miliband.
"O peso total, devastador e desproporcional desta pandemia ainda não foi sentido nos países mais frágeis e devastados pela guerra", acrescentou.
"A chave agora é que os doadores vejam um financiamento flexível como um dos esforços da linha de frente. (...) Os governos devem trabalhar juntos para remover qualquer impedimento à assistência humanitária".
O grupo, com sede nos EUA, que responde a crises humanitárias em todo o mundo, considera que fatores como o tamanho das famílias, a densidade populacional, a capacidade de assistência à saúde e os conflitos pré-existentes podem aumentar o risco de desenvolvimento de grandes surtos.
Neste momento, muitos países no mundo em desenvolvimento têm baixas taxas oficiais de infeção ou número de mortos, mas os especialistas acreditam que os números reais sejam muito mais altos.
Caroline Seguin, que administra programas dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) no Iémen, explica que a organização acredita que as pessoas estejam a morrer de Covid 19, mas não nos hospitais.
"Estamos convencidos de que está a haver já transmissão local, mas a capacidade de teste é muito, muito baixa", disse à BBC.
Um dos grandes problemas que este países, em desenvolvimento ou instáveis, enfrentam, é a falta de equipamento médico adequado para o tratamento de pacientes com a Covid-19.
No Afeganistão e no Paquistão, por exemplo, existem menos de dez ventiladores para cada milhão de pessoas. Na Nigéria, o número é ainda mais acentuado: 0,8 ventiladores por milhão.
O exemplo de Itália revela como estes números fazem adivinhar o pior. O país que tem um dos maiores números de mortes por coronavírus do mundo tinha 80 ventiladores por milhão de pessoas no início da crise.
O alerta é do Comité Internacional de Resgate. Se os países mais pobres não forem urgentemente ajudados, o coronavírus pode chegar a infetar mil milhões de pessoas em todo o mundo.
O cenário, apesar de trágico, ainda é evitável, diz o relatório do Comité Internacional de Resgate (IRC). Mas, para isso, é urgente e necessário que chegue a países mais frágeis, como o Afeganistão e a Síria, ajuda financeira e humanitária.
"Ainda resta uma pequena janela de tempo para montar uma resposta robusta", lê-se.
De acordo com a Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos da América, há já mais de três milhões de casos confirmados de Covid-19 em todo o mundo, com mais de 200 000 mortes.
O relatório do IRC, baseado em modelos e dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Imperial College London, estima que possa haver entre 500 e mil milhões de infeções em todo o mundo. E admite ainda que as mortes possam ultrapassar mais de três milhões em dezenas de países instáveis e afetados por conflitos.
"Estes números devem servir como alerta", disse o chefe do IRC, David Miliband.
"O peso total, devastador e desproporcional desta pandemia ainda não foi sentido nos países mais frágeis e devastados pela guerra", acrescentou.
"A chave agora é que os doadores vejam um financiamento flexível como um dos esforços da linha de frente. (...) Os governos devem trabalhar juntos para remover qualquer impedimento à assistência humanitária".
O grupo, com sede nos EUA, que responde a crises humanitárias em todo o mundo, considera que fatores como o tamanho das famílias, a densidade populacional, a capacidade de assistência à saúde e os conflitos pré-existentes podem aumentar o risco de desenvolvimento de grandes surtos.
Neste momento, muitos países no mundo em desenvolvimento têm baixas taxas oficiais de infeção ou número de mortos, mas os especialistas acreditam que os números reais sejam muito mais altos.
Caroline Seguin, que administra programas dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) no Iémen, explica que a organização acredita que as pessoas estejam a morrer de Covid 19, mas não nos hospitais.
"Estamos convencidos de que está a haver já transmissão local, mas a capacidade de teste é muito, muito baixa", disse à BBC.
Um dos grandes problemas que este países, em desenvolvimento ou instáveis, enfrentam, é a falta de equipamento médico adequado para o tratamento de pacientes com a Covid-19.
No Afeganistão e no Paquistão, por exemplo, existem menos de dez ventiladores para cada milhão de pessoas. Na Nigéria, o número é ainda mais acentuado: 0,8 ventiladores por milhão.
O exemplo de Itália revela como estes números fazem adivinhar o pior. O país que tem um dos maiores números de mortes por coronavírus do mundo tinha 80 ventiladores por milhão de pessoas no início da crise.
28.3.19
Funchal associa-se a campanha de doação de bens para Moçambique
Ruben Pires, in Económico
A recolha de bens será realizada no armazém do município localizado em São Martinho.
A autarquia do Funchal decidiu-se associar-se à campanha de doação de bens intitulada ‘A Caminho de Moçambique’ promovida pelas associações Monte de Amigos, CASA, EAPN Madeira, madeirense emergência e OLHO.TE.
Esta campanha visa a doações de bens para Moçambique tais como: alimentos não perecíveis secos, medicamentos antipiréticos, analgésicos, anti-malária, anti-cólera, e também produtos de limpeza.
Quem estiver interessado na doação deste tipo de bens pode deslocar-se ao armazém da autarquia do Funchal, em São Martinho, no Caminho do Arieiro, nº 92, em todos os dias úteis entre as 9h e as 12h30 e entre as 14h e as 17h30.
O município do Funchal apelou ainda a que a sociedade civil e as várias entidades participem nesta campanha de apoio a moçambique de modo a apoiar um povo em “extrema necessidade”.
Esta angariação de bens está ainda a ser coordenada em conjunto com a União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), a Câmara Municipal de Lisboa e a Embaixada de Moçambique em Lisboa.
De referir que entidades como a Cruz Vermelha, os CTT, a Ong SIM, a Mota-Engil, foram outras entidades que já prestam auxílio a moçambique depois do país ter sido assolado pelo ciclone Idai.
O Parlamento da Madeira aprovou esta terça-feira um voto de pesar de solidariedade para com os países afectados pelo ciclone.
A recolha de bens será realizada no armazém do município localizado em São Martinho.
A autarquia do Funchal decidiu-se associar-se à campanha de doação de bens intitulada ‘A Caminho de Moçambique’ promovida pelas associações Monte de Amigos, CASA, EAPN Madeira, madeirense emergência e OLHO.TE.
Esta campanha visa a doações de bens para Moçambique tais como: alimentos não perecíveis secos, medicamentos antipiréticos, analgésicos, anti-malária, anti-cólera, e também produtos de limpeza.
Quem estiver interessado na doação deste tipo de bens pode deslocar-se ao armazém da autarquia do Funchal, em São Martinho, no Caminho do Arieiro, nº 92, em todos os dias úteis entre as 9h e as 12h30 e entre as 14h e as 17h30.
O município do Funchal apelou ainda a que a sociedade civil e as várias entidades participem nesta campanha de apoio a moçambique de modo a apoiar um povo em “extrema necessidade”.
Esta angariação de bens está ainda a ser coordenada em conjunto com a União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), a Câmara Municipal de Lisboa e a Embaixada de Moçambique em Lisboa.
De referir que entidades como a Cruz Vermelha, os CTT, a Ong SIM, a Mota-Engil, foram outras entidades que já prestam auxílio a moçambique depois do país ter sido assolado pelo ciclone Idai.
O Parlamento da Madeira aprovou esta terça-feira um voto de pesar de solidariedade para com os países afectados pelo ciclone.
Movimento regional “A caminho de Moçambique”
Francisco José Cardoso, in DNoticias
Medicamentos, alimentos e produtos de limpeza pedidos aos madeirenses
A Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) na Madeira, o Centro de Apoio ao Sem Abrigo (CASA) e a IPSS ‘Monte de Amigos’, estão a ultimar os preparativos de uma campanha de angariação de bens essenciais de ajuda a Moçambique.
Segundo nota desta última instituição de solidariedade, a organização procura sensibilizar os madeirenses para a doação de alimentos não perecíveis secos, tais como...
Medicamentos, alimentos e produtos de limpeza pedidos aos madeirenses
A Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) na Madeira, o Centro de Apoio ao Sem Abrigo (CASA) e a IPSS ‘Monte de Amigos’, estão a ultimar os preparativos de uma campanha de angariação de bens essenciais de ajuda a Moçambique.
Segundo nota desta última instituição de solidariedade, a organização procura sensibilizar os madeirenses para a doação de alimentos não perecíveis secos, tais como...
27.3.19
Quase 2 milhões de moçambicanos precisam de ajuda urgente
in SicNotícias
ONU estima que 1,85 milhões de pessoas em Moçambique precisam de assistência após a passagem do ciclone Idai.
A agência da ONU para a ajuda humanitária OCHA calcula, no seu último relatório da situação, que 1,85 milhões de pessoas precisam de assistência urgente em Moçambique após a passagem do ciclone Idai em Moçambique, Zimbabué e Malawi.
"Alguns [afetados] estão em situações de perigo de vida. Alguns infelizmente vão perder os seus meios de subsistência, o que é uma tragédia assustadora mas não é uma ameaça imediata", disse o coordenador da OCHA à Reuters, Sebastian Rhodes Stampa.
Segundo o último balanço, 762 pessoas morreram nos três países à passagem do ciclone a 14 de março, 446 em Moçambique.
Números da ONU relativos a Moçambique
Mortos - 446
Feridos - mais de 1500
Casas destruídas - mais de 58.600
Culturas destruídas - cerca de 500 mil ha
O Governo moçambicano adiantou que estes números ainda são provisórios, já que à medida que o nível da água vai descendo vão aparecendo mais corpos.
Segundo o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), a população afetada pelo ciclone Idai em Moçambique subiu para 794 mil e o número de mortos para 447.
Em relação a domingo, o instituto acrescenta uma vítima mortal aos dados divulgados e aumenta em 50% o número de pessoas atingidas.
Esta população afetada não significa que esteja "em risco de vida".
"São pessoas que perderam as casas" ou que estão "em zonas isoladas e que precisam de assistência", explicou no domingo o ministro da Terra e Ambiente, Celso Correia.
Por seu lado, o número de salvamentos faz com que os centros de acolhimento continuem a encher e registem já 128.941 entradas (mais 18% que no domingo), das quais 6.500 dizem respeito a pessoas vulneráveis - por exemplo, idosos e grávidas que recebem assistência particular.
ONU estima que 1,85 milhões de pessoas em Moçambique precisam de assistência após a passagem do ciclone Idai.
A agência da ONU para a ajuda humanitária OCHA calcula, no seu último relatório da situação, que 1,85 milhões de pessoas precisam de assistência urgente em Moçambique após a passagem do ciclone Idai em Moçambique, Zimbabué e Malawi.
"Alguns [afetados] estão em situações de perigo de vida. Alguns infelizmente vão perder os seus meios de subsistência, o que é uma tragédia assustadora mas não é uma ameaça imediata", disse o coordenador da OCHA à Reuters, Sebastian Rhodes Stampa.
Segundo o último balanço, 762 pessoas morreram nos três países à passagem do ciclone a 14 de março, 446 em Moçambique.
Números da ONU relativos a Moçambique
Mortos - 446
Feridos - mais de 1500
Casas destruídas - mais de 58.600
Culturas destruídas - cerca de 500 mil ha
O Governo moçambicano adiantou que estes números ainda são provisórios, já que à medida que o nível da água vai descendo vão aparecendo mais corpos.
Segundo o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), a população afetada pelo ciclone Idai em Moçambique subiu para 794 mil e o número de mortos para 447.
Em relação a domingo, o instituto acrescenta uma vítima mortal aos dados divulgados e aumenta em 50% o número de pessoas atingidas.
Esta população afetada não significa que esteja "em risco de vida".
"São pessoas que perderam as casas" ou que estão "em zonas isoladas e que precisam de assistência", explicou no domingo o ministro da Terra e Ambiente, Celso Correia.
Por seu lado, o número de salvamentos faz com que os centros de acolhimento continuem a encher e registem já 128.941 entradas (mais 18% que no domingo), das quais 6.500 dizem respeito a pessoas vulneráveis - por exemplo, idosos e grávidas que recebem assistência particular.
4.8.15
Migrantes buscam luz ao fundo do túnel
Ana Cristina Câmara, in Sol
Sobrevivem em acampamentos com tendas, plásticos esticados sobre paus, escasso acesso a água e comida, às portas de Calais. É ali, no miserável aglomerado, baptizado de ‘Selva’, que cerca de três mil estrangeiros fazem a última paragem em solo francês. Objectivo: entrar no Reino Unido, ligado ao continente por breves 50 quilómetros ferroviários do túnel sob o Canal da Mancha. Entre segunda e terça-feira, as autoridades e a Eurotunnel, empresa que gere o túnel, foram surpreendidas com um assalto: 3.500 tentativas de travessia interceptadas, a maior incursão do último mês e meio. Sem sinal de abrandamento.
Franceses e britânicos reuniram. O ministro da Administração Interna gaulês, Bernard Cazeneuve, enviou na quarta-feira mais 120 polícias para impedir a aproximação destes migrantes clandestinos - na sua maioria fugidos da guerra e da violência em países como Eritreia, Afeganistão, Somália, Sudão e Síria - à infra-estrutura ferroviária. A homóloga Theresa May anunciou que o Reino Unido vai desembolsar mais 10 milhões de euros para reforçar as vedações do complexo do túnel. Um valor que várias ONG lamentam não ser investido nos lentos e burocráticos processamentos de pedidos de asilo.
“Quando vi este sítio quis chorar”, diz ao Guardian uma eritreia cristã de 30 anos, recentemente chegada à ‘Selva’. Diz-se perseguida no seu país: “Se me mandarem de volta para casa, estão a matar-me. É melhor morrer aqui”. Por isso o caminho faz-se para a frente, com repetidas tentativas durante a noite.
Os migrantes aproximam-se do terminal, rompem as vedações, fintam o arame farpado, a Polícia, os cães policiais, tentam esconder-se nas plataformas, nos veículos pesados que vão atravessar o túnel, nos comboios. Apanhados, são transportados em carrinhas e “soltos junto ao KFC [cadeia de fast-food] e dali tentam novamente”. A explicação lê-se no site dos activistas da Calais Migrant Solidarity, no terreno desde 2009. O KFC fica a apenas três quilómetros do complexo ferroviário, o que justifica as reiteradas tentativas numa mesma noite.
A Eurotunnel indica que desde o início do ano houve 37 mil incursões de migrantes interceptadas. E a britânica Theresa May, embora não detalhe quantos, admite que já entraram clandestinos no Reino Unido.
A ONG Médicos do Mundo, também presente na ‘Selva’, afirma que está a receber mais feridos nos últimos dias. Ao mesmo jornal britânico, uma representante da organização resume: “Quanto mais difícil se torna, mais riscos as pessoas têm de correr”. Em números, segundo Chloé Lorieux, são 90 as pessoas que diariamente precisam de atendimento.
Brutalidade policial
A Calais Migrant Solidarity denuncia ainda outra realidade. Ainda que a percepção seja de que a Polícia gaulesa pouco faz para impedir a passagem dos migrantes, os activistas têm conseguido filmar actos de brutalidade dos agentes na perseguição aos clandestinos.
As tácticas de dissuasão incluem “espancamentos, reiterados despejos e destruição de abrigos, uso de gás lacrimogéneo, confiscação de bens essenciais como sacos-cama e utensílios de cozinha, despejar produtos químicos na escassa água potável e profanação da Bíblia e do Alcorão”.
A organização enumera ainda 11 pessoas que perderam a vida a tentar chegar ao Reino Unido, desde o início de Junho. Adolescentes, mulheres, homens, alguns com nome, outros apenas identificados pela nacionalidade conhecida dos seus vizinhos da ‘Selva’. Entre eles, um bebé que nasceu prematuro às 22 semanas depois de a mãe ter caído de uma carrinha. Samir teve uma hora de vida.
Sobrevivem em acampamentos com tendas, plásticos esticados sobre paus, escasso acesso a água e comida, às portas de Calais. É ali, no miserável aglomerado, baptizado de ‘Selva’, que cerca de três mil estrangeiros fazem a última paragem em solo francês. Objectivo: entrar no Reino Unido, ligado ao continente por breves 50 quilómetros ferroviários do túnel sob o Canal da Mancha. Entre segunda e terça-feira, as autoridades e a Eurotunnel, empresa que gere o túnel, foram surpreendidas com um assalto: 3.500 tentativas de travessia interceptadas, a maior incursão do último mês e meio. Sem sinal de abrandamento.
Franceses e britânicos reuniram. O ministro da Administração Interna gaulês, Bernard Cazeneuve, enviou na quarta-feira mais 120 polícias para impedir a aproximação destes migrantes clandestinos - na sua maioria fugidos da guerra e da violência em países como Eritreia, Afeganistão, Somália, Sudão e Síria - à infra-estrutura ferroviária. A homóloga Theresa May anunciou que o Reino Unido vai desembolsar mais 10 milhões de euros para reforçar as vedações do complexo do túnel. Um valor que várias ONG lamentam não ser investido nos lentos e burocráticos processamentos de pedidos de asilo.
“Quando vi este sítio quis chorar”, diz ao Guardian uma eritreia cristã de 30 anos, recentemente chegada à ‘Selva’. Diz-se perseguida no seu país: “Se me mandarem de volta para casa, estão a matar-me. É melhor morrer aqui”. Por isso o caminho faz-se para a frente, com repetidas tentativas durante a noite.
Os migrantes aproximam-se do terminal, rompem as vedações, fintam o arame farpado, a Polícia, os cães policiais, tentam esconder-se nas plataformas, nos veículos pesados que vão atravessar o túnel, nos comboios. Apanhados, são transportados em carrinhas e “soltos junto ao KFC [cadeia de fast-food] e dali tentam novamente”. A explicação lê-se no site dos activistas da Calais Migrant Solidarity, no terreno desde 2009. O KFC fica a apenas três quilómetros do complexo ferroviário, o que justifica as reiteradas tentativas numa mesma noite.
A Eurotunnel indica que desde o início do ano houve 37 mil incursões de migrantes interceptadas. E a britânica Theresa May, embora não detalhe quantos, admite que já entraram clandestinos no Reino Unido.
A ONG Médicos do Mundo, também presente na ‘Selva’, afirma que está a receber mais feridos nos últimos dias. Ao mesmo jornal britânico, uma representante da organização resume: “Quanto mais difícil se torna, mais riscos as pessoas têm de correr”. Em números, segundo Chloé Lorieux, são 90 as pessoas que diariamente precisam de atendimento.
Brutalidade policial
A Calais Migrant Solidarity denuncia ainda outra realidade. Ainda que a percepção seja de que a Polícia gaulesa pouco faz para impedir a passagem dos migrantes, os activistas têm conseguido filmar actos de brutalidade dos agentes na perseguição aos clandestinos.
As tácticas de dissuasão incluem “espancamentos, reiterados despejos e destruição de abrigos, uso de gás lacrimogéneo, confiscação de bens essenciais como sacos-cama e utensílios de cozinha, despejar produtos químicos na escassa água potável e profanação da Bíblia e do Alcorão”.
A organização enumera ainda 11 pessoas que perderam a vida a tentar chegar ao Reino Unido, desde o início de Junho. Adolescentes, mulheres, homens, alguns com nome, outros apenas identificados pela nacionalidade conhecida dos seus vizinhos da ‘Selva’. Entre eles, um bebé que nasceu prematuro às 22 semanas depois de a mãe ter caído de uma carrinha. Samir teve uma hora de vida.
8.7.15
Cruz Vermelha alemã pronta para disponibilizar ajuda humanitária à Grécia
in Diário de Notícias
Porta-voz da organização salientou que já há problemas na saúde devido à escassez de medicamentos.
A Cruz Vermelha alemã garantiu hoje que está pronta para disponibilizar, com rapidez, ajuda médica e outros tipos de assistência humanitária à Grécia.
"Estamos prontos em todos os aspetos", afirmou o porta-voz da Cruz Vermelha alemã, Dieter Schutz, numa entrevista ao jornal Leipziger Volkszeitung.
"Os pensionistas, os pobres e os refugiados" têm sido os mais duramente atingidos, disse. "Já há problemas com a assistência médica", acrescentou, numa referência à escassez de medicamentos.
Na segunda-feira, o ministro da Economia alemão, Sigmar Gabriel, disse que, na reunião de hoje dos países da zona euro, deverá ser discutida a ajuda humanitária à Grécia, onde os bancos estão fechados desde 28 de junho e há receio de um colapso do sistema financeiro.
Porta-voz da organização salientou que já há problemas na saúde devido à escassez de medicamentos.
A Cruz Vermelha alemã garantiu hoje que está pronta para disponibilizar, com rapidez, ajuda médica e outros tipos de assistência humanitária à Grécia.
"Estamos prontos em todos os aspetos", afirmou o porta-voz da Cruz Vermelha alemã, Dieter Schutz, numa entrevista ao jornal Leipziger Volkszeitung.
"Os pensionistas, os pobres e os refugiados" têm sido os mais duramente atingidos, disse. "Já há problemas com a assistência médica", acrescentou, numa referência à escassez de medicamentos.
Na segunda-feira, o ministro da Economia alemão, Sigmar Gabriel, disse que, na reunião de hoje dos países da zona euro, deverá ser discutida a ajuda humanitária à Grécia, onde os bancos estão fechados desde 28 de junho e há receio de um colapso do sistema financeiro.
12.5.15
Os portugueses que estão a fazer a diferença no Nepal
Joana Amorim, in Jornal de Notícias
Pedro Queirós e Lourenço Macedo Santos viveram esta terça-feira o segundo sismo no Nepal. No dia 25 de abril eram simples turistas quando um violento terramoto tirou a vida a mais de oito mil pessoas. Hoje, continuam a ajudar a população distribuindo milhares de quilos de comida e de litros de água.
"A terra tremeu de novo durante algum tempo. A BBC está a falar em 7.4. Estamos bem e seguros no Hotel Dwarikas, o nosso quartel general. Já conhecemos os procedimentos". Assim escrevia, ao início desta manhã, na sua página de Facebook, Pedro Queirós.
O português, de 33 anos, andava de férias com o amigo Lourenço Macedo Santos, de 35 anos, quando, a 25 de abril, um violento sismo sacudiu o Nepal. Decidiram ficar, ajudar, fazer a diferença. Outros portugueses juntaram-se à missão. Uns permanecem no terreno, outros tiveram que retomar as suas vidas profissionais. São cinco: o Pedro e o Lourenço, a Ana Dias, o José Batalha e a Ana Almeida. E estão todos bem.
Esta terça-feira tinham destinado o dia para montar a operação de amanhã: distribuir packs a 800 famílias num local remoto, mais de dez mil toneladas de mantimentos. Estavam no hotel, em Katmandu, quando um novo sismo abalou o Nepal. "Outra réplica, grande, sentiu-se na Índia. Estávamos dentro do quarto e corremos o mais rápido possível para a rua", escrevia Lourenço na sua página de Facebook.
Nos seus registos contam que não há eletricidade, pedem que não enviem mensagens para não ficarem sem bateria, dizem que estão a "perceber os próximos passos". E passos grandes deram já aqueles portugueses no teto do Mundo. Nos seus diários no Facebook, Pedro conta que, ao oitavo dia de missão, tinham sido já distribuídos 13350 quilogramas de arroz, 70 quilos de leite em pó, 9604 pacotes de bolachas, 2410 litros de água, 50 tendas, entre outros, num total gasto de 10.302 euros.
Hoje, cumprem o 14.º dia. De uma missão que pôs os nepalases de cartazes na mão onde se pode ver a bandeira nacional e ler: "Obrigado Portugal". Atualmente, trabalham em conjunto com a Bpw Nepal - Business and Professional Women do Nepal. "Não param. E são elas que arranjam os voluntários todos. E tratam-me a mim e ao Lourenço como filhos", contava Pedro Queirós no passado dia 5.
Criaram uma conta para quem quiser e puder ajudar: NIB 003300000098021915378. E todos, dos vários cantos do Mundo, têm sido generosos, garantem. "Obrigada Portugal. Nós também somos Nepal". E, a ver pelas mensagens que lhes são deixadas nas páginas de Facebook, os portugueses dizem: Obrigado Pedro e Lourenço.
Pedro Queirós e Lourenço Macedo Santos viveram esta terça-feira o segundo sismo no Nepal. No dia 25 de abril eram simples turistas quando um violento terramoto tirou a vida a mais de oito mil pessoas. Hoje, continuam a ajudar a população distribuindo milhares de quilos de comida e de litros de água.
"A terra tremeu de novo durante algum tempo. A BBC está a falar em 7.4. Estamos bem e seguros no Hotel Dwarikas, o nosso quartel general. Já conhecemos os procedimentos". Assim escrevia, ao início desta manhã, na sua página de Facebook, Pedro Queirós.
O português, de 33 anos, andava de férias com o amigo Lourenço Macedo Santos, de 35 anos, quando, a 25 de abril, um violento sismo sacudiu o Nepal. Decidiram ficar, ajudar, fazer a diferença. Outros portugueses juntaram-se à missão. Uns permanecem no terreno, outros tiveram que retomar as suas vidas profissionais. São cinco: o Pedro e o Lourenço, a Ana Dias, o José Batalha e a Ana Almeida. E estão todos bem.
Esta terça-feira tinham destinado o dia para montar a operação de amanhã: distribuir packs a 800 famílias num local remoto, mais de dez mil toneladas de mantimentos. Estavam no hotel, em Katmandu, quando um novo sismo abalou o Nepal. "Outra réplica, grande, sentiu-se na Índia. Estávamos dentro do quarto e corremos o mais rápido possível para a rua", escrevia Lourenço na sua página de Facebook.
Nos seus registos contam que não há eletricidade, pedem que não enviem mensagens para não ficarem sem bateria, dizem que estão a "perceber os próximos passos". E passos grandes deram já aqueles portugueses no teto do Mundo. Nos seus diários no Facebook, Pedro conta que, ao oitavo dia de missão, tinham sido já distribuídos 13350 quilogramas de arroz, 70 quilos de leite em pó, 9604 pacotes de bolachas, 2410 litros de água, 50 tendas, entre outros, num total gasto de 10.302 euros.
Hoje, cumprem o 14.º dia. De uma missão que pôs os nepalases de cartazes na mão onde se pode ver a bandeira nacional e ler: "Obrigado Portugal". Atualmente, trabalham em conjunto com a Bpw Nepal - Business and Professional Women do Nepal. "Não param. E são elas que arranjam os voluntários todos. E tratam-me a mim e ao Lourenço como filhos", contava Pedro Queirós no passado dia 5.
Criaram uma conta para quem quiser e puder ajudar: NIB 003300000098021915378. E todos, dos vários cantos do Mundo, têm sido generosos, garantem. "Obrigada Portugal. Nós também somos Nepal". E, a ver pelas mensagens que lhes são deixadas nas páginas de Facebook, os portugueses dizem: Obrigado Pedro e Lourenço.
9.4.15
Estado Islâmico afugenta voluntários: «É ser puramente louco»
in TVI24
Atuação dos grupos radicais está a condicionar a participação de pessoas em missões humanitárias internacionais, segundo o presidente da AMI, Fernando Nobre
Os «atos de barbaridade» do Estado Islâmico estão a afugentar os voluntários da Assistência Médica Internacional. O presidente da AMI deixa essa advertência, alertando que há menos pessoas a integrar missões humanitárias internacionais por causa disso. Fernando Nobre defende «novas estratégias» para ultrapassar o problema, uma vez que entrar agora em países como a Síria é ser «suicidário» e «puramente louco».
«Só há uma maneira de intervir para que as agências humanitárias possam fazer o seu trabalho de forma eficaz, coerente e com equidade junto das populações: é que seja imposto um ciclo de segurança», o que pressupõe a «adoção de novas estratégias» para permitir que as mesmas operem em zonas de conflito.
Fernando Nobre falava à Lusa a propósito do anúncio quarta-feira da Organização Mundial da Saúde (OMS) da criação de um novo organismo que irá integrar equipas médicas devidamente qualificadas em todo o mundo, prontas para intervir em caso de emergências graves, tais como epidemias, terremotos e tsunamis.
«Hoje, para uma agência humanitária como a AMI entrar pela Síria adentro para tentar atuar em território sob controlo do (grupo) Estado Islâmico é ser puramente suicidário, já não é ser temerário»
«A questão da segurança dos agentes humanitários está no primeiro nível das prioridades para todas as instituições».
«Hoje, o que tolhe completamente a nossa intervenção não são as epidemias e a questão dos desastres ligados às alterações climáticas que vai acontecendo cada vez mais frequentemente e com maior violência. O que está a coartar a nossa intervenção são exatamente os conflitos ditos atípicos com entidades completamente fora do controlo”, situações que, de resto, “só podem ser ultrapassadas com o controlo destes grupos».
No caso da Síria, ainda esta semana a Organização das Nações Unidas advertiu que há «mais desespero do que nunca» entre os refugiados que ali vivem em campos controlados pelos radicais, e que precisam de ajuda humanitária urgentemente.
De acordo com o presidente da AMI, «os movimentos humanitários estão totalmente impedidos de intervir porque, ao interceder em países como o Quénia, Somália, no Mali, onde os próprios grupos humanitários são alvos preferenciais, já não é ser temerário, é ser puramente louco».
«Essas instituições são vistas como parte integrante de um mundo que esses movimentos de pura barbaridade e sem o mínimo respeito pela vida humana, não aceitam», por isso, «é suicidário tentar atuar lá, porque vão ser imediatamente mortos a tiro ou degolados»
Daí que Fernando Nobre defenda que «é preciso que nestas situações a comunidade internacional, sob mandato das Nações Unidas, tenha coragem, vontade, determinação e ousadia para pôr termo a estas situações, para que não aconteça o mesmo que se passou há 20 anos no Ruanda», onde houve um genocídio, em 1994, alertou.
Questionado pela Lusa se a atuação de grupos armados de cariz religioso, e não só, como o Estado Islâmico, no Médio, Oriente, bem como o Boko Haram e al-Shebab, em África, está a retrair os voluntários para as agências humanitárias, Fernando Nobre respondeu: «Absolutamente, sim».
«Está a retrair, porque somos temerários. Ninguém avança para uma intervenção se sabe que tem 100% de hipóteses de ser degolado, só sendo mesmo louco. Eles (grupos armados) veem-nos como parte de uma sociedade que as odeiam, as hostilizam e que as querem destruir. E nós somos apenas uma parte desta sociedade que eles não toleram»
De acordo com o assistente humanitário, atualmente há zonas em que as intervenções diretas das agências são «complementadas vedadas», por isso, a sua intervenção deve ser feita clandestinamente, por intermédio de instituições locais, como, de resto, já aconteceu no passado.
«Eu sou daqueles que na minha vida humanitária já entrou clandestinamente para desenvolver missões humanitárias – no Chade, em 1981, em Beirute (1982), no fim da guerra do Irão-Iraque (1981), mas nós não éramos procurados para sermos assassinados. Hoje, somos alvo preferenciais para sermos capturados e executados, e ai há que ter a máxima prudência, evidentemente», concluiu Fernando Nobre.
Atuação dos grupos radicais está a condicionar a participação de pessoas em missões humanitárias internacionais, segundo o presidente da AMI, Fernando Nobre
Os «atos de barbaridade» do Estado Islâmico estão a afugentar os voluntários da Assistência Médica Internacional. O presidente da AMI deixa essa advertência, alertando que há menos pessoas a integrar missões humanitárias internacionais por causa disso. Fernando Nobre defende «novas estratégias» para ultrapassar o problema, uma vez que entrar agora em países como a Síria é ser «suicidário» e «puramente louco».
«Só há uma maneira de intervir para que as agências humanitárias possam fazer o seu trabalho de forma eficaz, coerente e com equidade junto das populações: é que seja imposto um ciclo de segurança», o que pressupõe a «adoção de novas estratégias» para permitir que as mesmas operem em zonas de conflito.
Fernando Nobre falava à Lusa a propósito do anúncio quarta-feira da Organização Mundial da Saúde (OMS) da criação de um novo organismo que irá integrar equipas médicas devidamente qualificadas em todo o mundo, prontas para intervir em caso de emergências graves, tais como epidemias, terremotos e tsunamis.
«Hoje, para uma agência humanitária como a AMI entrar pela Síria adentro para tentar atuar em território sob controlo do (grupo) Estado Islâmico é ser puramente suicidário, já não é ser temerário»
«A questão da segurança dos agentes humanitários está no primeiro nível das prioridades para todas as instituições».
«Hoje, o que tolhe completamente a nossa intervenção não são as epidemias e a questão dos desastres ligados às alterações climáticas que vai acontecendo cada vez mais frequentemente e com maior violência. O que está a coartar a nossa intervenção são exatamente os conflitos ditos atípicos com entidades completamente fora do controlo”, situações que, de resto, “só podem ser ultrapassadas com o controlo destes grupos».
No caso da Síria, ainda esta semana a Organização das Nações Unidas advertiu que há «mais desespero do que nunca» entre os refugiados que ali vivem em campos controlados pelos radicais, e que precisam de ajuda humanitária urgentemente.
De acordo com o presidente da AMI, «os movimentos humanitários estão totalmente impedidos de intervir porque, ao interceder em países como o Quénia, Somália, no Mali, onde os próprios grupos humanitários são alvos preferenciais, já não é ser temerário, é ser puramente louco».
«Essas instituições são vistas como parte integrante de um mundo que esses movimentos de pura barbaridade e sem o mínimo respeito pela vida humana, não aceitam», por isso, «é suicidário tentar atuar lá, porque vão ser imediatamente mortos a tiro ou degolados»
Daí que Fernando Nobre defenda que «é preciso que nestas situações a comunidade internacional, sob mandato das Nações Unidas, tenha coragem, vontade, determinação e ousadia para pôr termo a estas situações, para que não aconteça o mesmo que se passou há 20 anos no Ruanda», onde houve um genocídio, em 1994, alertou.
Questionado pela Lusa se a atuação de grupos armados de cariz religioso, e não só, como o Estado Islâmico, no Médio, Oriente, bem como o Boko Haram e al-Shebab, em África, está a retrair os voluntários para as agências humanitárias, Fernando Nobre respondeu: «Absolutamente, sim».
«Está a retrair, porque somos temerários. Ninguém avança para uma intervenção se sabe que tem 100% de hipóteses de ser degolado, só sendo mesmo louco. Eles (grupos armados) veem-nos como parte de uma sociedade que as odeiam, as hostilizam e que as querem destruir. E nós somos apenas uma parte desta sociedade que eles não toleram»
De acordo com o assistente humanitário, atualmente há zonas em que as intervenções diretas das agências são «complementadas vedadas», por isso, a sua intervenção deve ser feita clandestinamente, por intermédio de instituições locais, como, de resto, já aconteceu no passado.
«Eu sou daqueles que na minha vida humanitária já entrou clandestinamente para desenvolver missões humanitárias – no Chade, em 1981, em Beirute (1982), no fim da guerra do Irão-Iraque (1981), mas nós não éramos procurados para sermos assassinados. Hoje, somos alvo preferenciais para sermos capturados e executados, e ai há que ter a máxima prudência, evidentemente», concluiu Fernando Nobre.
30.3.15
Síria. ONG pedem mais fundos para vítimas de guerra
in iOnline
A guerra na Síria já fez, pelas contas da ONU, 220 mil mortos e 11,5 milhões de deslocados e refugiados
Organizações humanitárias e de solidariedade de todo o mundo tentam esta segunda-feira fazer com que os países doadores que se reúnem na terça-feira na capital do Kuwait se comprometam a aumentar as suas contribuições e a torná-las efectivas.
As organizações internacionais denunciam que em 2014 não receberam 47% do financiamento prometido, embora esperem que a reunião que tem início na terça-feira na capital do Kuwait permita satisfazer, pelo menos parcialmente, as necessidades dos dois milhões de deslocados e refugiados afetados pelo conflito.
A cidade do Kuwait acolhe hoje as 38 organizações humanitárias internacionais presentes na região, as quais expõem os objetivos e os meios com que esperam contar para aliviar o sofrimento de milhões de refugiados e deslocados.
Na terça-feira serão os 67 países participantes que tornarão público o volume individual das contribuições que se comprometem a satisfazer, numa altura em que algumas das agências das Nações Unidas advertem que a falta de recursos obriga a reduzir significativamente as ajudas, económicas e materiais.
Pelo menos três milhões de sírios recebem ajudas alimentares e 200 mil tratamento médico, segundo dados divulgados em conferência de imprensa pelo ministro de Estado do Kuwait para Assuntos do Gabinete, Mohamed Abdula al Sabah.
Até uma centena de fundos, organizações de solidariedade e outras associações locais e nacionais participam na reunião convocada pela organização Caridade Islâmica Internacional, sediada no Kuwait, para estimular a generosidade dos doadores públicos e privados.
A ONU quantifica o número de mortos na guerra em 220 mil e o dos que precisam de assistência humanitária em 12,2 milhões de pessoas. Cerca de 7,6 milhões estão deslocados no interior do país e mais de 3,9 milhões refugiados nos países vizinhos e no Magrebe.
Lusa
A guerra na Síria já fez, pelas contas da ONU, 220 mil mortos e 11,5 milhões de deslocados e refugiados
Organizações humanitárias e de solidariedade de todo o mundo tentam esta segunda-feira fazer com que os países doadores que se reúnem na terça-feira na capital do Kuwait se comprometam a aumentar as suas contribuições e a torná-las efectivas.
As organizações internacionais denunciam que em 2014 não receberam 47% do financiamento prometido, embora esperem que a reunião que tem início na terça-feira na capital do Kuwait permita satisfazer, pelo menos parcialmente, as necessidades dos dois milhões de deslocados e refugiados afetados pelo conflito.
A cidade do Kuwait acolhe hoje as 38 organizações humanitárias internacionais presentes na região, as quais expõem os objetivos e os meios com que esperam contar para aliviar o sofrimento de milhões de refugiados e deslocados.
Na terça-feira serão os 67 países participantes que tornarão público o volume individual das contribuições que se comprometem a satisfazer, numa altura em que algumas das agências das Nações Unidas advertem que a falta de recursos obriga a reduzir significativamente as ajudas, económicas e materiais.
Pelo menos três milhões de sírios recebem ajudas alimentares e 200 mil tratamento médico, segundo dados divulgados em conferência de imprensa pelo ministro de Estado do Kuwait para Assuntos do Gabinete, Mohamed Abdula al Sabah.
Até uma centena de fundos, organizações de solidariedade e outras associações locais e nacionais participam na reunião convocada pela organização Caridade Islâmica Internacional, sediada no Kuwait, para estimular a generosidade dos doadores públicos e privados.
A ONU quantifica o número de mortos na guerra em 220 mil e o dos que precisam de assistência humanitária em 12,2 milhões de pessoas. Cerca de 7,6 milhões estão deslocados no interior do país e mais de 3,9 milhões refugiados nos países vizinhos e no Magrebe.
Lusa
12.7.12
O maior campo de refugiados do mundo está em risco por falta de dinheiro
in Público on-line
O esgotamento dos fundos põe em risco a contjnuação de serviços essenciais no maior campo de refugiados do mundo, Dadaab, no Quénia, alertam esta quinta-feiras várias agências de ajuda humaniária. As dezenas de milhares de pessas que lá estão correm perigo de vida.
“A necessidade é maior do que nunca”, sublinha o apelo conjunto destas oito agências, entre as quais se incluem as britânicas Oxfam e a Save the Children, e que contabilizam um défice de 25 milhões de dólares para enfrentar apenas o que é mais urgente: a construção de 30 mil novos abrigos (só há dinheiro para 4000) e o abastecimentos de água e saneamento para mais de 50 mil refugiados, que correm elevado risco de contraírem cólera.
Cerca de meio milhão de pessoas vivem actualmente no campo de Dadaab, perto da fronteira com a Somália. A população do complexo de Dadaab aumentou em mais de um terço ao longo do último ano, devido ao afluxo de dezenas de milhares de somalis que fugiram da seca e da violência no seu país de origem.
Muitas destas pessoas vivem em tendas provisórias, que pouco duram sob as difíceis condições meteorológicas da região, e as agências que trabalham no campo sublinham ser necessário construir alojamentos e estruturas mais resistentes e capazes de providenciar abrigo e uma forma de vida a longo prazo para estes refugiados.
“Os campos são apenas soluções temporárias e a situação está a tornar-se insustentável. Estes fundos são necessários – imediatamente – para salvar vidas. O mundo tem a obrigação de não virar as costas a Dadaab e às necessidades destas pessoas. É óbvio que não podemos continuar a injectar dinheiro, ano após ano, nestas soluções provisórias. Os campos vão ficando cada vez maiores”, avaliou o director da Oxfam no Quénia, Nigel Tricks, citado pela BBC.
“Uma nova abordagem é urgente”, prosseguiu. Fazendo eco de tais preocupações, o director da CARE no Quénia, Stephen Vaughan, sublinhou que “se as crianças não forem à escola e se as pessoas não tiverem abrigos condignos e outros serviços básicos humanos, a situação actual no terreno tem o potencial de desencadear ainda mais instabilidade, violência e militarização. Estamos a enfrentar uma situação que envolve o custo de vidas humanas e também a segurança na região”.
O esgotamento dos fundos põe em risco a contjnuação de serviços essenciais no maior campo de refugiados do mundo, Dadaab, no Quénia, alertam esta quinta-feiras várias agências de ajuda humaniária. As dezenas de milhares de pessas que lá estão correm perigo de vida.
“A necessidade é maior do que nunca”, sublinha o apelo conjunto destas oito agências, entre as quais se incluem as britânicas Oxfam e a Save the Children, e que contabilizam um défice de 25 milhões de dólares para enfrentar apenas o que é mais urgente: a construção de 30 mil novos abrigos (só há dinheiro para 4000) e o abastecimentos de água e saneamento para mais de 50 mil refugiados, que correm elevado risco de contraírem cólera.
Cerca de meio milhão de pessoas vivem actualmente no campo de Dadaab, perto da fronteira com a Somália. A população do complexo de Dadaab aumentou em mais de um terço ao longo do último ano, devido ao afluxo de dezenas de milhares de somalis que fugiram da seca e da violência no seu país de origem.
Muitas destas pessoas vivem em tendas provisórias, que pouco duram sob as difíceis condições meteorológicas da região, e as agências que trabalham no campo sublinham ser necessário construir alojamentos e estruturas mais resistentes e capazes de providenciar abrigo e uma forma de vida a longo prazo para estes refugiados.
“Os campos são apenas soluções temporárias e a situação está a tornar-se insustentável. Estes fundos são necessários – imediatamente – para salvar vidas. O mundo tem a obrigação de não virar as costas a Dadaab e às necessidades destas pessoas. É óbvio que não podemos continuar a injectar dinheiro, ano após ano, nestas soluções provisórias. Os campos vão ficando cada vez maiores”, avaliou o director da Oxfam no Quénia, Nigel Tricks, citado pela BBC.
“Uma nova abordagem é urgente”, prosseguiu. Fazendo eco de tais preocupações, o director da CARE no Quénia, Stephen Vaughan, sublinhou que “se as crianças não forem à escola e se as pessoas não tiverem abrigos condignos e outros serviços básicos humanos, a situação actual no terreno tem o potencial de desencadear ainda mais instabilidade, violência e militarização. Estamos a enfrentar uma situação que envolve o custo de vidas humanas e também a segurança na região”.
9.3.12
Seca extrema e fome põem África Ocidental à beira da catástrofe
in Público on-line
A organização humanitária Oxfam alerta para a necessidade de uma acção imediata na região africana de Sahel – uma grande faixa de terra que se estende do Senegal até à Eritreia, numa espécie de corredor que separa o deserto do Saara e as terras mais férteis do sul, ligando o Atlântico ao Mar Vermelho – devido à seca extrema e à fome.
A Oxfam diz que a situação no terreno é já um desastre humanitário que põe em risco a vida de cerca de 13 milhões de pessoas.
Pedindo ajuda à comunidade internacional, a Oxfam pretende agora reunir 36 milhões de dólares para tentar ajudar pelo menos um milhão de seres humanos, entre aqueles que estão já mais vulneráveis à seca e à fome.
A Oxfam indicou ainda que a fome está a atingir países como o Chade, Burkina Faso, Mali, Mauritânia, Níger e Senegal (norte). Nestes países as taxas de malnutrição cifram-se entre os 10 e os 15% e, em algumas áreas, essa percentagem subiu para lá dos 15% – além do limiar do nível de emergência.
No total, mais de um milhão de crianças da região de Sahel estão em risco de sofrerem de malnutrição.
A Oxfam explica ainda que a seca, os altos preços da comida, a pobreza e os conflitos regionais são os grandes responsáveis por esta crise humanitária.
“Todos os indícios apontam para que a seca se transforme numa catástrofe se não nada for feito em breve. O mundo não pode permitir que isto aconteça. É preciso um esforço concertado para evitar que centenas de milhares de pessoas morram devido à complacência internacional”, disse Mamadou Biteye, director regional da Oxfam para a África Ocidental.
Mamadou Biteye frisou ainda que a comunidade internacional terá de ser rápida a responder a esta catástrofe iminente a fim de se evitar mortes desnecessárias como as que aconteceram durante o ano passado, quando milhares de pessoas morreram de fome na costa leste de África.
Para saber como pode ajudar, consulta a página da Oxfam (em inglês).
A organização humanitária Oxfam alerta para a necessidade de uma acção imediata na região africana de Sahel – uma grande faixa de terra que se estende do Senegal até à Eritreia, numa espécie de corredor que separa o deserto do Saara e as terras mais férteis do sul, ligando o Atlântico ao Mar Vermelho – devido à seca extrema e à fome.
A Oxfam diz que a situação no terreno é já um desastre humanitário que põe em risco a vida de cerca de 13 milhões de pessoas.
Pedindo ajuda à comunidade internacional, a Oxfam pretende agora reunir 36 milhões de dólares para tentar ajudar pelo menos um milhão de seres humanos, entre aqueles que estão já mais vulneráveis à seca e à fome.
A Oxfam indicou ainda que a fome está a atingir países como o Chade, Burkina Faso, Mali, Mauritânia, Níger e Senegal (norte). Nestes países as taxas de malnutrição cifram-se entre os 10 e os 15% e, em algumas áreas, essa percentagem subiu para lá dos 15% – além do limiar do nível de emergência.
No total, mais de um milhão de crianças da região de Sahel estão em risco de sofrerem de malnutrição.
A Oxfam explica ainda que a seca, os altos preços da comida, a pobreza e os conflitos regionais são os grandes responsáveis por esta crise humanitária.
“Todos os indícios apontam para que a seca se transforme numa catástrofe se não nada for feito em breve. O mundo não pode permitir que isto aconteça. É preciso um esforço concertado para evitar que centenas de milhares de pessoas morram devido à complacência internacional”, disse Mamadou Biteye, director regional da Oxfam para a África Ocidental.
Mamadou Biteye frisou ainda que a comunidade internacional terá de ser rápida a responder a esta catástrofe iminente a fim de se evitar mortes desnecessárias como as que aconteceram durante o ano passado, quando milhares de pessoas morreram de fome na costa leste de África.
Para saber como pode ajudar, consulta a página da Oxfam (em inglês).
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