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19.6.23

Feira de Voluntariado em Matosinhos é montra do que de “mais bondoso e bonito” se faz em Portugal


Pelo menos 117 organizações não governamentais com provas dadas na área social e humanitária participam, este fim de semana, numa Feira de Voluntariado, em Matosinhos. O evento, aberto e destinado ao público, incluirá uma ação de recolha de lixo pelas ruas da cidade até à praia e um programa de conferências. André Villas-Boas, por exemplo, irá falar sobre como a paixão pelos carros deu origem a um projeto “do bem”

Partilhar, inspirar, envolver. À semelhança do lema olímpico “Mais rápido, mais alto, mais forte”, que motiva atletas dos quatro cantos do mundo, estes três verbos são o norte de uma Feira de Voluntariado que decorre, este fim de semana, em Matosinhos.

A iniciativa, que decorrerá na Quinta de Monserrate - Clube, visa promover o contacto entre organizações de ação social e humanitária, com trabalho desenvolvido em Portugal e no estrangeiro, e um público curioso e motivado para ajudar.

Num espaço verde circundante a oito campos de padel, pelo menos 117 organizações não governamentais terão um espaço físico para divulgar o seu trabalho, passar mensagem aos visitantes e captar apoios.

Ao estilo de vitamina de motivação, um conjunto de personalidades ligadas a ONG ou simplesmente dedicadas a causas vai partilhar experiências, em duas tardes de conferências, a partir das 15h.
15 TESTEMUNHOS, 15 EXEMPLOS

Da lista de 15 palestrantes fazem parte o treinador André Villas-Boas (que canalizou a sua paixão por carros e ralis para fundar a Race for Good), Pedro Geraldes (organizador da TEDxPorto), Jorge Rosado (da Palhaços d’Opital, que realiza ações de diversão para idosos em ambiente hospitalar) ou Constança Vasconcelos Dias (da Just a Change, que reconstrói casas para pessoas necessitadas).

No domingo de manhã, a partir das 11h, o ativista alemão Andreas Noe (mediaticamente conhecido como Trash Traveler) orientará uma ação de recolha de plásticos, beatas e outros resíduos, que seguirá pelas ruas de Matosinhos, na direção da praia.

No programa das conferências, haverá também testemunhos na primeira pessoa de personalidades que são, em si mesmas, demonstrações de superação.

São disso exemplos Catarina Oliveira, uma nutricionista paraplégica que se tornou ativista pela igualdade de acesso a pessoas com cadeiras de rodas; ou o cigano romeno Cristian Georgescu, que assume o seu passado de toxicodependência e é hoje presidente da organização Saber Compreender, que apoia pessoas em situação sem-abrigo.

Esta Feira do Voluntariado é uma iniciativa da organização Prémios Coração e o Mundo. Fundada pelo médico Gustavo Carona, experiente em missões humanitárias internacionais, tem por objetivo, nas palavras do próprio, “fundir a credibilidade da melhor ajuda social e humanitária, com a criatividade que fará a bondade chegar ao grande público e contagiar todo e cada cidadão a fazer um bocadinho mais por um Mundo com mais Coração”.

16.6.23

Queres ser voluntário mas não sabes onde? Esta feira pode ajudar-te

Ana Isabel Pinheiro, in Público

A feira acontece sábado e domingo entre as 14h e as 20h na Quinta de Monserrate, em Matosinhos. Workshops, palestras e música são algumas das actividades.


Workshops de pintura, jogos de tabuleiro, torneios de padel e sunsets são algumas das actividades da primeira feira de voluntariado da associação Prémios Coração e o Mundo, criada pelo médico intensivista Gustavo Carona, em Novembro de 2022.

A feira acontece este fim-de-semana, 17 e 18 de Junho, na Quinta de Monserrate, em Matosinhos, e a entrada é livre. As portas estão abertas das 14h às 20h. “Lembrei-me de premiar com criatividade as pessoas que fazem as coisas mais bonitas, moldar a sociedade, e levar a que outros tantos fossem atrás”, explica ao P3 Gustavo Carona.

No total, são 117 as organizações de cariz social e humanitário que se juntam à festa com um único objectivo: sensibilizar para o voluntariado que se faz em Portugal e além-fronteiras e, quem sabe, conseguir que mais pessoas se juntem às causas. Banco Alimentar contra a Fome, Liga Portuguesa contra o Cancro, Animais de Rua, rede ex aequeo e Médicos sem Fronteiras são algumas das que vão marcar presença.

“Isto é uma espécie de feira do livro, mas mais pequena onde acontecem várias coisas ao mesmo tempo. Vamos ter uma zona de palestras, outra de workshops e depois num espaço de sete mil metros quadrados temos as tais 117 organizações”, descreve o médico.

Quem quiser assistir às palestras também o pode fazer e não precisa de se inscrever. Ao todo, são 16 conferências sobre igualdade, discriminação, apoio social, alterações climáticas e missões humanitárias como as de Gustavo que passou pelo Congo, Síria e Afeganistão.

Assistir a estas conversas é também uma forma conhecer projectos como o Just a Change, que se dedica à reconstrução de casas de pessoas com dificuldades económicas, ou os trabalhos de Andreas Noe, mais conhecido nas redes sociais como The Trash Traveler, que transforma lixo em arte "e mostra-o com criatividade ao grande público para que as pessoas se sensibilizem para esta problemática", defende Gustavo​.

A par disto, e pensando especialmente nos visitantes mais velhos, a iniciativa Pedalar Sem Idade quer promover exercício físico e o combate ao isolamento através de passeios de bicicleta gratuitos pela cidade do Porto.

Ainda sobre desporto, o treinador de futebol André Villas-Boas é uma das figuras que vai aparecer pela feira no domingo para falar sobre a Race for Good, organização que fundou em 2018 que angaria fundos para apoiar causas humanitárias através da prática desportiva.

12.6.23

Plataforma ODSlocal já tem mais de 100 municípios e 1000 boas práticas registadas

Pedro Sousa Carvalho, in Expresso


O Ativa'mente é um programa de promoção da saúde mental da Câmara Municipal de Matosinhos e é o projeto número 1000 registado nesta plataforma que ajuda os municípios a cumprir os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) das Nações Unidas. Com a entrada de 19 câmaras açorianas, já são mais de 100 os municípios que fazem parte da plataforma ODSlocal

A Plataforma Municipal dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSlocal) foi lançada em 2020 e tem como objetivo ajudar os municípios portugueses a atingir e a publicitar os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) definidos a nível local. A Agenda 2030 é um plano de ação global adotado pelas Nações Unidas em setembro de 2015 e estabeleceu 17 ODS, desdobrados num total de 169 metas, com a finalidade de erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir prosperidade para todos.

Os municípios que participam nesta iniciativa são desafiados a registar na plataforma todas as boas práticas que sejam adotadas pelas autarquias e todos os projetos desenvolvidos por outros promotores locais que tenham um contributo positivos para os ODS. No final do ano passado, a ODSlocal já tinha registada na plataforma 699 iniciativas desenvolvidas por outros promotores locais (projetos) e 790 iniciativas implementadas pelos próprios municípios (boas práticas) com contributos para os ODS.

A plataforma veio agora anunciar que o número de boas práticas atingiu a marca das 1000: “A Plataforma ODSlocal celebra o mapeamento da Boa Prática municipal nº 1000 no portal! A Boa prática Ativa'mente foi partilhada pelo município de Matosinhos, e é um programa que evidencia o seu trabalho em torno da saúde mental, despertando consciências para esta importante temática. Tem uma contribuição direta para o ODS 3 ‘Saúde de qualidade’, sobretudo através do estabelecimento de ‘parcerias para o desenvolvimento sustentável’ (ODS 17)”.

A Câmara Municipal de Matosinhos diz que tem vindo a investir na Saúde Mental e concebeu este programa Ativa’mente com os seguintes objetivos: “aumentar a literacia e reduzir o estigma associado à saúde/doença mental, bem como promover a adoção de estilos de vida saudáveis”.

Exemplos de boas práticas

Entre as boas práticas mais recentes registadas neste portal encontra-se também a “Guimarães 2030: Ecossistema de governança”, uma iniciativa que procura juntar o setor público, o setor privado, a academia e os cidadãos e funciona como um modelo participativo com vista “à conceção, desenho e proposta de soluções que visam a transformação do território”.

A Câmara Municipal do Seixal registou o Plano Educativo Municipal (PEM) que oferece à comunidade educativa um conjunto diversificado de programas de apoio e de projetos educativos. A autarquia explica que o PEM “permite aos professores e alunos realizarem um conjunto de projetos em áreas tão diversificadas como o património, a leitura, o ambiente, a saúde, a cidadania, o desporto e os tempos livres”. Cada projeto mapeado no site do ODSlocal permite ver quais dos 17 ODS estão cobertos por cada iniciativa divulgada pelas câmaras. Neste plano do Seixal, os ODS cobertos pela iniciativa são os ODS 4 (educação de qualidade), 5 (igualdade de género), 10 (redução de desigualdades), 17 (parcerias) e 2 (erradicação da fome).

O município de Loulé também registou recentemente o Banco Local de Voluntariado que funciona como um ponto de “encontro entre as pessoas que expressam a sua vontade em serem voluntários e as organizações que promovem ações de voluntariado e reúnem condições para integrar voluntários e coordenar o exercício da sua atividade”. Este banco, além deste matching, “assegura os encargos com a apólice do seguro obrigatório para os voluntários ativos; promove ações de capacitação para gestores de voluntariado e voluntários; e presta apoio às entidades promotoras na elaboração de programas de voluntariado e no desenvolvimento de ações de voluntariado”.

19 município dos Açores juntam-se à ODSlocal

Nos primeiros três anos de existência, a ODSlocal contava com 88 municípios signatários mas este ano a plataforma ultrapassou a fasquia dos 100 graças a um protocolo assinado com a Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores e que levou à adesão de 19 municípios da região: Angra do Heroísmo, Calheta, Corvo, Horta, Lagoa, Lajes das Flores, Lajes do Pico, Madalena, Nordeste, Ponta Delgada, Povoação, Praia da Vitória, Ribeira Grande, Santa Cruz da Graciosa, Santa Cruz das Flores, São Roque do Pico, Velas, Vila do Porto e Vila Franca do Campo.

Estas adesões, juntamente com a de Vila Real de Santo António, que se juntou à plataforma em maio, elevou para 103 o total de municípios registados na ODSlocal, um terço do total das autarquias existentes em Portugal. A ODSlocal explica que os municípios aderentes à plataforma “têm acesso a uma variedade de recursos e funcionalidades avançadas, que possibilitam a gestão, o planeamento e a partilha de boas práticas municipais em relação aos ODS” e garante que “a transferência de conhecimento e de experiências é fundamental para acelerar o progresso em direção a um futuro sustentável em cada município”.

Esta plataforma só aceita o registo no site de “boas práticas” ODS que cumpram os seguintes critérios: têm de ser atuais (que se encontrem em curso e com atividade no último ano); regulares (que tenham uma duração prevista de pelo menos três anos); consequentes (que tenham um impacto concreto mensurável e que estejam alinhadas com as metas dos ODS) e, finalmente, as boas práticas têm de ser sistémicas (ou seja, contribuir positivamente para metas de pelo menos três ODS diferentes).

15.5.23

Um sopro de vida

Rosália Amorim, opinião, in TSF 



A ideia de criar um banco dos pobres, há quase cinco décadas, tornou-se prémio Nobel da Paz. Esta semana, no Fórum da Sustentabilidade e Sociedade, em Matosinhos - iniciativa das marcas DN, JN TSF e Dinheiro Vivo - o fundador do banco Grameen, Muhammad Yunus, apelou às gerações mais jovens para combaterem a pobreza e construírem a paz.

Inspirador e humanista, Yunus considera que em vez do "emprego ser o objetivo maior, o grande objetivo da sociedade deveria ser empreender". Na opinião do Nobel, "quando se é empreendedor tem-se o poder nas mãos", parece que "nada é impossível para o ser humano e tudo o que tem a fazer é abrir a vossa mentalidade".Com o seu projeto de microcrédito, o homem que chegou a Nobel fez a diferença em muitas famílias, aldeias, países. E com mais de oitenta primaveras, o guru ainda não parou e deixa recados. "Não são os pobres que criam a pobreza, mas o sistema que criámos, que alimenta os ricos e não olha aos pobres. Nesse sistema que criámos, a banca cria pobreza porque não empresta aos pobres, só empresta a quem tem dinheiro." Numa altura de elevada inflação e altas taxas de juro, a frase agitou a audiência que encheu o salão nobre da Câmara Municipal de Matosinhos.

E em tempo de guerra na Ucrânia e com milhões de refugiados em extrema pobreza, Yunus tocou na ferida: "falamos muito de paz, mas não prestamos atenção a paz, só falamos de guerra. Não há um ministério da paz, nem um orçamento da paz ou uma indústria da paz", mas há um ministério da defesa, um orçamento da defesa e uma indústria da guerra. "Temos de redesenhar tudo isso", apelou enquanto se dirigia à plateia onde tinham lugar vários membros do governo e o Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa elogiou Yunus como um fazedor que começou numa pequena aldeia do Bangladesh. Para Marcelo, "Yunus é um sopro de vida num debate que tem sido tecnocrata". E deixou uma pergunta a todos: "Sustentabilidade, fazemos isto para quê e para quem?" A pergunta inquietou a plateia. A resposta? "É por causa das pessoas".

Yunus e Marcelo, unidos numa especial de lição de combate pela sustentabilidade, falaram de temas que, apesar de atuais, não se limitam à espuma dos dias é isso faz falta à democracia.

12.5.23

Como a história do banco dos pobres pode contribuir para a paz

Delfim Machado, in JN



A ideia de criar um banco dos pobres, há quase 50 anos, espalhou-se pelo Mundo e tornou-se prémio Nobel da Paz em 2006. Esta sexta-feira, no Fórum da Sustentabilidade e Sociedade, em Matosinhos, o fundador do banco ​​​​​​​Grameen, Muhammad Yunus, pediu às gerações mais jovens para usarem o seu exemplo para construir a paz.


Foi um discurso carregado de humanismo, quase uma ode à paz, aquele que Muhammad Yunus proferiu esta sexta-feira em Matosinhos, com uma crítica feroz às empresas e aos bancos que só agem movidos pelo lucro.

A história de como este professor de uma pequena universidade do Bangladesh se tornou prémio Nobel da Paz em 2006 remonta há quase 50 anos, mais concretamente a 1976, quando decidiu criar o banco Grameen. Esta instituição especializada em microcrédito tornou-se conhecida como o banco dos pobres porque emprestava pequenas quantias nas aldeias sem que, para isso, exigisse garantias ou advogados. Surpresa: tem hoje mais de duas mil agências a funcionar com este método e uma incrível taxa de reembolsos de quase 99%, de fazer inveja aos principais bancos do Mundo.

Como é que isto aconteceu e de que forma pode servir de exemplo para a paz? "No fundo, o crédito significa confiança, mas os bancos pegaram no crédito e criaram um negócio em torno da desconfiança", explicou Yunus. E os bancos decidiram "emprestar dinheiro às pessoas que já têm dinheiro, em vez de emprestarem aos pobres". Só que a pobreza, acrescentou, "não é criada pelos pobres, não é culpa dos pobres, é culpa do sistema que criámos e que está concebido de tal forma que leva todos os recursos de baixo para cima e o topo torna-se cada vez mais pesado, mas nas mãos de poucas pessoas".

O fundador do Grameen defende que a natureza do ser humano "é ser empreendedor", por oposição a "este modelo em que os seres humanos transformaram-se em robôs de fazer dinheiro". Daí que defenda um conceito de negócio social em que o banco que empresta não está interessado nos lucros da empresa: "Apenas têm de devolver aquilo que investimos, que emprestamos, e temos milhares de jovens a criar o seu próprio emprego em vez de estarem à espera, sentados, de ter um emprego".

8.6.21

Porto Design Biennale desenvolve projecto para pessoas em situação de sem-abrigo

in Público on-line

Está a decorrer, até 25 de Julho, nas cidades do Porto e de Matosinhos, a Porto Design Biennale. Ao todo estão programadas 49 actividades.

A Porto Design Biennale, a decorrer até final de Julho nas cidades do Porto e de Matosinhos, com um conjunto de 49 actividades, inicia a 17 de Junho o workshop Habitar 424, desenvolvido por e para a comunidade sem-abrigo do Porto. Conduzido pelo Assemble Studio e pelos El Warcha, o projecto tem, de acordo com a organização, o objectivo de “reconceptualizar a percepção comum acerca da condição de sem-abrigo, proporcionando ao mesmo tempo recursos comunitários crescentes para o futuro”.

“Agora que avançamos rumo a um futuro de incerteza económica, com a ameaça crescente de despejos e privação de alojamento, é urgente reconsiderar a forma como desenvolvemos e organizamos o espaço para ir ao encontro das necessidades daqueles que são mais marginalizados nas nossas cidades. De que forma podemos contrariar a segregação e a disparidade crescentes? Como podemos aprender com as pessoas que vivem na rua?” são algumas das questões a abordar na iniciativa, explica a organização.

Trabalhando em colaboração com a designer Olivia Page, o projecto irá explorar materiais ecológicos, desenvolvendo um design que incorpore os resíduos industriais e de base biológica. Segundo os responsáveis, o Habitar 424 será construído durante a primeira parte do período da Porto Design Biennale, que começou no dia 2 de Junho e encerra a 25 de Julho.

A 10 de Julho abre o espaço expositivo do Habitar 424 e, nesse dia, a associação Saber Compreender e o ateliê social e comunitário El Warcha Lisboa propõem uma reflexão sobre a inclusão social da pessoa em situação de sem-abrigo, dando particular destaque à realidade vivida no Porto e em Lisboa.

No seguimento da conversa, é apresentado o livro editado por Fran Edgerley, Inês Marques e Olivia Page, curadoras do projecto, e exibido o documentário Cristian, realizado por Luís Nuno Baldaque.

Para 17 Julho, está agendado um debate entre o colectivo Assemble e a associação El Warcha Lisboa sobre como o design pode ser uma ferramenta de desenvolvimento comunitário e o seu papel no projecto Habitar 424, seguido de uma apresentação da designer Olivia Page sobre as oportunidades materiais e ecológicas em resíduos industriais e de base biológica, mapeadas na zona do Porto. O evento termina com um debate entre Olivia Page e o colectivo Assemble, sobre o futuro da materialidade.

Este projecto visa reconceptualizar o entendimento comum acerca da condição de sem-abrigo, proporcionando, ao mesmo tempo, crescentes recursos comunitários para o futuro, e lançar as bases para a criação de “comunidades de mudança”, segundo explicou, na apresentação da bienal, o curador geral, Alastair Fuad-Luke.

Ao longo dos 54 dias decorrerão 20 conversas online e onze workskops, além das 49 actividades. As iniciativas, que envolvem nove curadores, estarão espalhadas por 25 espaços do Porto e de Matosinhos, acrescentou Alastair Fuad-Luke.

O objectivo desta edição de 2021, que o curador geral quer que envolva a participação dos cidadãos, visitantes, profissionais e amantes do design, é gerar alianças estratégicas e efectivas para a construção de comunidades de mudança. “Através do design podemos redescobrir a nossa capacidade de espanto, renovar o nosso ambiente e construir novas alianças. Podemos reconstruir-nos, centrando-nos nas experiências e nas coisas capazes de gerar uma maior sensação de bem-estar e que nos mostram como viver melhor, apesar de atravessarmos tempos de contágio e de crise”, frisou.

Um dos eixos principais da bienal é a exposição Museu da Matéria Viva, na Casa do Design, em Matosinhos, que pede a atenção de todos para os seres vivos, procurando encorajar os cidadãos e designers para a construção de novas práticas e relações para o futuro, explicou.

Outra das propostas é a mostra Cuidado Radical: Arquitecturas de Amor e Reciprocidade, orientada por Ana Jarra e Alberto Altés, que vai reunir no Palacete dos Viscondes de Balsemão, no Porto, histórias de amor, reciprocidade e envolvimento que têm em comum uma ética do cuidado.

Em versão online irá decorrer a exposição Linhas Invisíveis que, com recurso a uma análise de dados do Porto, pretende cultivar novas ideias e soluções para combater a segregação, corrigir as linhas urbanas de falha e outros males sociais.

A Porto Design Biennale contemplará ainda dois espaços de debate, nomeadamente uma série de podcasts com pessoas e designers cujas vidas têm sido dedicadas a desenhar mundos, em Perspectivas Periféricas: Conversas às Sextas, que propõe colóquios com a participação de académicos interdisciplinares, pensadores não académicos, designers, artistas visuais e performativos e cidadãos, para construir um espaço para gerar diferença.

Sendo o país convidado deste ano a França, artistas, designers e pensadores franceses e portugueses desenvolveram um trabalho criativo com base num conjunto de objectos recolhidos no Porto e em Matosinhos, cujo resultado final vai ser dado a conhecer na bienal sob diferentes formas, contou o curador Sam Baron.

Sob a designação Autre, estes trabalhos vão ser apresentados ao público sob a forma de um programa de rádio, no qual as culturas portuguesas e francesas se encontram, assim como em exposições e instalações no Museu Soares do Reis, no Porto, e na área envolvente e numa iniciativa social em que o design se torna uma ferramenta que ajuda a alimentar e apoiar pessoas carenciadas, revelou.

A Porto Design Biennale é promovida pelos municípios do Porto e de Matosinhos e organizada pelo centro de investigação da Escola Superior de Arte e Design (ESAD).
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10.11.20

Matosinhos vai pagar aos táxis para que levem comida dos restaurantes aos clientes nos próximos fins-de-semana

André Borges Vieira, in Público on-line

A autarquia criou um sistema de take-away municipal para mitigar perdas no sector da restauração. O serviço é gratuito para restaurantes e clientes e vai funcionar com os táxis do concelho. Para o Governo seguiram outras recomendações em prol da sobrevivência do sector.

Mais apoios para o sector da restauração, é o que pede ao Governo a câmara de Matosinhos em carta enviada nesta segunda-feira ao ministro da Economia. Por força da pandemia, os prejuízos para o restaurantes do concelho aumentam diariamente. Para mitigar os danos no sector, face ao ajuste do horário de funcionamento dos estabelecimentos ao confinamento parcial, a autarquia vai lançar um serviço de take-away gratuito durante os próximos dois fins-de-semana do estado de emergência.

No concelho há cerca de 1200 estabelecimentos dedicados à restauração, que empregam aproximadamente 5 mil pessoas. Desde o início da pandemia, há cerca de oito meses, este foi um dos primeiros sectores a sentir o efeito que o novo coronavírus teve em várias áreas de actividade. Em Março, o confinamento obrigou muitos dos empresários da restauração a recorrerem às almofadas de poupanças para segurarem o negócio. Com o número de clientes muito abaixo de outros anos, os recursos financeiros foram-se esgotando.

Apesar da folga das medidas de restrição aplicadas por altura do Verão, a instabilidade no sector continua a ser motivo de preocupação para empresários e funcionários. Matosinhos, que tem nos seus restaurantes um dos cartões de visita da cidade, pede ao Governo mais apoios para o sector, na tentativa de segurar “milhares de postos de trabalho”.

Este reforço surge na sequência da alteração dos horários de funcionamento dos estabelecimentos, ajustada às restrições impostas pelo novo estado de emergência, que desde segunda-feira implementou recolher obrigatório em 121 concelhos do país - durante a semana está definido entre as 23h e as 5h e ao fim-de-semana entre as 13h e as 05h.

Na última semana, em ruas centrais para o negócio, os restaurantes têm estado vazios. Por impossibilidade de poderem funcionar de portas abertas ao público ao sábado e ao domingo durante os horários das refeições, a autarquia matosinhense criou um serviço take-away gratuito para os restaurantes e clientes que irá funcionar nos próximos dois fins-de-semana do estado de emergência.

As despesas do serviço de entrega estão assegurados pela autarquia, adianta a presidente da câmara de Matosinhos. Luísa Salgueiro explica que o serviço funcionará com recurso à Cooperativa de Táxis de Matosinhos, que terá 75 viaturas disponíveis para assegurar o serviço. “Apoia-se os restaurantes e os taxistas, que também tiveram uma quebra na actividade”, sublinha.

Não sabendo ainda os dados exactos relativamente ao impacto que a pandemia está a ter nos restaurantes do concelho, salienta que, “como noutros sectores de actividade”, este precisa de apoios. Em Matosinhos, a sobrevivência dos negócios da restauração é fundamental para a própria imagem do cartaz turístico da cidade. “Somos a sala de jantar de toda a região”, reforça. A nível nacional, de acordo com a Ahresp 43% das empresas de restauração admitem pedir insolvência.

Da lista da missiva endereçada ao ministro Pedro Siza Vieira, fazem parte outras recomendações. A autarca pede a isenção da Taxa Social Única dos trabalhadores “cujo empregador manteve a totalidade dos postos de trabalho durante um período definido”, a fixação da taxa de IVA de 6% nos serviços de alimentação e 23% nas bebidas, durante o mesmo período, “mesmo com a operacionalização do IVAUCHER”, e a moratória de 6 meses no pagamento das facturas de fornecimento e serviços externos, incluindo contas de electricidade, água e o gás.

Luísa Salgueiro recomenda a simplificação do sistema de candidaturas à medida Apoiar.pt, tornando o acesso à mesma automático, em função das quebras na facturação “registadas na Autoridade Tributária e Aduaneira e dos funcionários inscritos no Instituto de Segurança Social”.

4.5.20

MatosinhosHabit termina 2019 com taxa de execução nos serviços acima dos 80%

in Público on-line

A MatosinhosHabit reforçou as políticas habitacionais, através da reorganização da gestão do parque habitacional.

A empresa municipal de gestão do parque habitacional de Matosinhos - MatosinhosHabit - terminou 2019 com uma taxa de execução acima dos 80%” nos serviços disponibilizados, adiantou nesta quinta-feira à Lusa o administrador.

“Estes números fazem alimentar a ambição de continuarmos o trajecto de sucesso que a MatosinhosHabit obteve no ano passado para 2020. Queremos manter os desafios a que nos propusemos, continuando com o mesmo arrojo e eficiência que temos mantido até aqui, quer através dos nossos serviços, quer através da proximidade e do apoio à população do nosso concelho”, referiu.

Dizendo que o Relatório de Gestão e Demonstração Económico-Financeira de 2019 revela “eficácia” e o cumprimento dos objectivos propostos, o administrador fez um “balanço positivo” do ano que terminou.

Em jeito de retrospectiva, Tiago Maia sublinhou que a prioridade de 2019 assentou na exploração e definição da Estratégia Local de Habitação, em colaboração com o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana, parceria que levou à concretização da aprovação da candidatura ao “1.º Direito - Programa de Apoio ao Acesso à Habitação”.

Além disso, a MatosinhosHabit reforçou as políticas habitacionais, através da reorganização da gestão do parque habitacional, encontrando mais soluções para uma das principais preocupações dos meios urbanos: a ausência de oferta de residência condigna e com valores adequados aos orçamentos familiares, reforçou.

O administrador frisou que a empresa municipal complementou a gestão socio-habitacional com projectos de base comunitária, alargando assim o âmbito da sua actuação, nomeadamente nas áreas da sustentabilidade ambiental, cidadania, acesso cultural e desportivo, dinâmicas familiares e sociais, envelhecimento activo e gestão do espaço público.

Da sua actividade, Tiago Maia destacou ainda os projectos de reabilitação (parcial ou total), manutenção de fogos (zonas comuns e edifícios) e recuperação de habitações devolutas destinadas a novos realojamentos.

A estas juntam-se a aprovação de candidaturas a fundos comunitários com o objectivo de proporcionar uma melhoria e modernização dos conjuntos habitacionais, ressalvou.

Na área da reabilitação urbana, Tiago Maia assinalou o início dos trabalhos de delimitação de uma nova Área de Reabilitação Urbana em São Mamede de Infesta.

“A MatosinhosHabit está hoje posicionada na senda dos projectos nacionais e internacionais de grande relevo, absorvendo e implicando as boas práticas no seu território de gestão e servindo de montra pelo carácter inovador e diferenciador das suas medidas de acção”, vincou.

Para 2020, Tiago Maia sublinhou que uma das apostas passará pela simplificação de procedimentos, através da vertente digital que, devido à pandemia da Covid-19, ganhou “mais força”.

13.11.15

Jovens carenciados de Matosinhos conduziram carros de karting

Helder Marques De Sousa, Marcelo Sá Carvalho, Jorge C. Vieira, in RTP

Jovens de uma zona de carenciada de Matosinhos viveram um dia inesquecível. Conduziram carros de karting, numa iniciativa apadrinhada pelo piloto Tiago Monteiro.

3.9.15

Câmara de Matosinhos procura edifício para acolher centro de refugiados

In País ao Minuto

O presidente da Câmara de Matosinhos, o independente Guilherme Pinto, disse à agência Lusa que a autarquia foi contactada há cerca de três meses pelo Conselho Português para os Refugiados para acolher no concelho um centro de refugiados com 50 camas.

"Estamos à procura de um edifício para instalar este centro, com as especificações que nos foram solicitadas", disse.

Guilherme Pinto assumiu, assim, o empenho da autarquia e dos serviços em conseguir encontrar uma solução, estando já está no terreno à procura do edifício -- que terá que ter 50 camas -- sendo depois preciso avaliar as necessidades para a implementação do centro de refugiados, desde os custos até às eventuais obras necessárias.

"Esperamos que até ao final de setembro seja possível concluir este processo", antecipou.

De acordo com as especificações pedidas à autarquia, o centro terá que ter uma área bruta de construção de cerca de 1.400 metros quadrados, dez quartos para acolher 50 camas, instalações sanitárias, cozinha, lavandaria, sala de convívio e uma receção.

Entretanto, a Câmara Municipal de Guimarães mostrou hoje disponibilidade para "acompanhar" e "apoiar financeiramente" o acolhimento de migrantes em coordenação com outras entidades, afirmou hoje o autarca vimaranense, Domingos Bragança.

À margem da reunião do executivo camarário, o autarca explicou já ter encetado contato com a Santa Casa da Misericórdia de Guimarães para planear ações conjuntas.

"A autarquia, em coordenação com outras entidades e instituições, como a Santa Casa da Misericórdia e a Cruz Vermelha, está disponível para acompanhar, coordenar e apoiar financeiramente ações que tenham em conta o acolhimento de algumas pessoas", afirmou Domingos Bragança.

"Já falei com a Provedora da Santa Casa da Misericórdia e disse-lhe que a CMG estaria disponível a encetar apoios coordenados para soluções que possam encontrar", adiantou ainda.

A disponibilidade da autarquia, liderada pelo PS, é, aliás, um ponto consensual, com a CDU a apelar que sejam encontradas soluções com brevidade.

"A União Europeia disse que daqui a 15 dias iria tentar resolver esse problema, mas durante 15 dias muita gente vai morrer no Mediterrâneo", avisou o vereador comunista, Torcato Ribeiro.