in Notícias ao Minuto
O combate à pobreza é um tema que tem que ser tratado devidamente no seio da CPLP porque é um fenómeno universal que afeta muitos dos cidadãos, incluindo em Timor-Leste, defendeu hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros timorense.
"Temos mais de 41% dos nossos irmãos ainda a viver no limiar da pobreza. Este é um tema que necessita de ser tratado devidamente", afirmou Hernâni Coelho no arranque da XIII reunião dos ministros do Trabalho e Assuntos Sociais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) que termina sexta-feira com a comemoração do Dia Mundial do Trabalhador.
"Trata-se de apoiar os mais vulneráveis, integrando-os de forma ativa na sociedade. E também de proteger os que trabalham e produzem. Esta é uma responsabilidade que cabe a todos nós", disse.
O chefe da diplomacia recordou que o tema da presidência timorense da CPLP é a globalização, algo que tem sido "base de orientação" para todos os trabalhos setoriais em curso.
A necessidade de dotar a CPLP de uma "estratégia sobre a cooperação económica e empresarial", definida na cimeira de chefes de Estado e de Governo tem que "materializar os sonhos em atividade concretas".
Presentes no encontro de Díli estão, entre outros, a ministra da Mulher, Família e Coesão Social da Guiné-Bissau, Bilony Nhassé, o vice-ministro do Trabalho, Emprego e Segurança Social moçambicano, Oswaldo Armindo Faquir, e o secretário de Estado Regional dos Assuntos Sociais da Região Autónoma de Príncipe, Francisco Pina Gil.
Angola, Brasil, Cabo Verde e Portugal estão representados ao nível de delegações técnicas ou diplomáticas e a Guiné Equatorial está ausente da reunião.
Timor-Leste está representado pelo ministro de Estado, Coordenador dos Assuntos Económicos e ministro da Agricultura e Pescas, Estanislau da Silva, pela ministra da Solidariedade Social, Isabel Amaral Guterres, e pelo secretário de Estado para a Política de Formação Profissional e Emprego, Ilídio Ximenes da Costa.
Hernâni Coelho destacou a importância do debate sobre os temas do trabalho, emprego e formação profissional, do desafio da "extensão da proteção social a todos" e da sua importância na promoção do desenvolvimento e no apoio ao combate à pobreza.
O ministro disse que a proteção social através do sistema de segurança social "permite criar uma sociedade coesa e justa" ajudando a evitar destabilização e contribuindo "para a produtividade e crescimento económico".
"A relação entre proteção social e desenvolvimento nem sempre está manifestada nas políticas económicas", disse, defendendo uma reflexão sobre esta matéria.
Durante a reunião de hoje Moçambique passa formalmente a Timor-Leste a Presidência da reunião dos ministros do Trabalho e Assuntos Sociais da CPLP, estando ainda previsto um debate sobre "A extensão da Proteção Social a todos e relação com o mercado de Trabalho, em prol do Desenvolvimento Sustentável e do combate à Pobreza".
O encontro deverá aprovar uma Declaração de Tibar, localidade onde decorrem, na sexta-feira as comemorações do Dia do Trabalhador, nomeadamente no Centro Nacional de Emprego e Formação Profissional (CNEFP), projeto iniciado pela cooperação portuguesa.
O primeiro-ministro timorense, Rui Maria Araújo, encerra as comemorações e o encontro ministerial na sexta-feira.
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4.5.15
20.9.13
Timor-Leste pede apoio de Portugal na economia e combate à pobreza
in Jornal de Notícias
O presidente de Timor-Leste pediu, esta sexta-feira, o apoio de Portugal no desenvolvimento económico do país e no combate à pobreza, afirmando que as conquistas dos timorenses, nomeadamente a paz e a democracia, são também dos portugueses.
Em declarações aos jornalistas no Palácio de Belém, em Lisboa, após uma reunião com o presidente da República portuguesa, Cavaco Silva, Taur Matan Ruak recordou que, em pouco mais de 11 anos, "Timor-Leste conseguiu construir um Estado, conseguiu a paz e a reconciliação, conseguiu a democracia e reforçou a tolerância".
"Esta conquista não é só dos timorenses, é também dos portugueses", disse o chefe de Estado timorense.
No entanto, afirmou que Timor-Leste tem pela frente outra grande batalha: a do desenvolvimento económico e do combate à pobreza. "Nesta, nós queremos continuar a contar com o apoio dos portugueses e de Portugal", afirmou.
O líder timorense recordou ainda que a partir de julho próximo Timor-Leste assume a presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), destacando "duas grandes questões" em cima da mesa: o eventual alargamento da organização à Guiné Equatorial e a crise política na Guiné-Bissau.
Sobre este último tema, sublinhou que Timor-Leste "trabalha com o representante do secretário-geral das Nações Unidas para que as eleições na Guiné-Bissau se realizem rapidamente" e disse concordar com as declarações do Presidente da República Portuguesa, que também se referira ao assunto na mesma conferência de imprensa conjunta.
Minutos antes, o chefe de Estado português defendera a necessidade de um retorno da Guiné-Bissau à ordem constitucional, o que passaria por "pressionar as autoridades de facto, mas que não têm neste momento legitimidade popular, a realizarem as eleições ainda este ano e voltar a uma situação em que o poder militar está subordinado ao poder civil legitimado em eleições".
Taur Matan Ruak encontra-se em visita de Estado a Portugal a convite do presidente português.
A visita do chefe de Estado timorense, que viaja acompanhado da mulher, Isabel da Costa Ferreira, começou esta sexta-feira com a colocação de uma coroa de flores no túmulo de Luís Vaz de Camões no mosteiro dos Jerónimos e prosseguiu no Palácio de Belém onde, após honras militares e a assinatura do livro de honra se reuniu com o homólogo português.
Do Palácio de Belém, o presidente de Timor-Leste seguiu para a residência oficial do primeiro-ministro, que o receberá e lhe oferecerá depois um almoço.
Taur Matan Ruak será ainda recebido pela presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, e pelo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa.
No final do dia, Cavaco Silva irá ainda oferecer um jantar de Estado em honra de Taur Matan Ruak, no Palácio da Cidadela de Cascais.
O presidente de Timor-Leste pediu, esta sexta-feira, o apoio de Portugal no desenvolvimento económico do país e no combate à pobreza, afirmando que as conquistas dos timorenses, nomeadamente a paz e a democracia, são também dos portugueses.
Em declarações aos jornalistas no Palácio de Belém, em Lisboa, após uma reunião com o presidente da República portuguesa, Cavaco Silva, Taur Matan Ruak recordou que, em pouco mais de 11 anos, "Timor-Leste conseguiu construir um Estado, conseguiu a paz e a reconciliação, conseguiu a democracia e reforçou a tolerância".
"Esta conquista não é só dos timorenses, é também dos portugueses", disse o chefe de Estado timorense.
No entanto, afirmou que Timor-Leste tem pela frente outra grande batalha: a do desenvolvimento económico e do combate à pobreza. "Nesta, nós queremos continuar a contar com o apoio dos portugueses e de Portugal", afirmou.
O líder timorense recordou ainda que a partir de julho próximo Timor-Leste assume a presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), destacando "duas grandes questões" em cima da mesa: o eventual alargamento da organização à Guiné Equatorial e a crise política na Guiné-Bissau.
Sobre este último tema, sublinhou que Timor-Leste "trabalha com o representante do secretário-geral das Nações Unidas para que as eleições na Guiné-Bissau se realizem rapidamente" e disse concordar com as declarações do Presidente da República Portuguesa, que também se referira ao assunto na mesma conferência de imprensa conjunta.
Minutos antes, o chefe de Estado português defendera a necessidade de um retorno da Guiné-Bissau à ordem constitucional, o que passaria por "pressionar as autoridades de facto, mas que não têm neste momento legitimidade popular, a realizarem as eleições ainda este ano e voltar a uma situação em que o poder militar está subordinado ao poder civil legitimado em eleições".
Taur Matan Ruak encontra-se em visita de Estado a Portugal a convite do presidente português.
A visita do chefe de Estado timorense, que viaja acompanhado da mulher, Isabel da Costa Ferreira, começou esta sexta-feira com a colocação de uma coroa de flores no túmulo de Luís Vaz de Camões no mosteiro dos Jerónimos e prosseguiu no Palácio de Belém onde, após honras militares e a assinatura do livro de honra se reuniu com o homólogo português.
Do Palácio de Belém, o presidente de Timor-Leste seguiu para a residência oficial do primeiro-ministro, que o receberá e lhe oferecerá depois um almoço.
Taur Matan Ruak será ainda recebido pela presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, e pelo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa.
No final do dia, Cavaco Silva irá ainda oferecer um jantar de Estado em honra de Taur Matan Ruak, no Palácio da Cidadela de Cascais.
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