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30.3.16

Documentário sobre imigração portuguesa faz sucesso no Luxemburgo

In "Renascença"

“Eldorado” conta as histórias de Fernando, electricista; Jonathan, um adolescente com dificuldades na escola; Isabel, que encontra trabalho a fazer limpezas; e Carlos, de origem cabo-verdiana, com problemas com a justiça.

O documentário "Eldorado", que retrata pela primeira vez a imigração portuguesa no Luxemburgo, teve mais de 1.500 espectadores na primeira semana de exibição no país, um sucesso de audiências para um filme não-ficcional.

O filme, que iniciou a segunda semana de exibição, tem já garantida uma terceira semana nos cinemas luxemburgueses, disse à agência Lusa um dos realizadores, o português Rui Eduardo Abreu, que assina o documentário com os luxemburgueses Thierry Besseling e Loïc Tanson.

Durante três anos, os realizadores filmaram a vida de quatro imigrantes portugueses em busca do "sonho luxemburguês": Fernando, electricista recém-chegado ao país, Jonathan, um adolescente com dificuldades na escola, Isabel, que encontra trabalho a fazer limpezas, e Carlos, de origem cabo-verdiana, com problemas com a justiça.

Em Fevereiro, ainda antes da estreia de "Eldorado", o realizador português disse que o objectivo do filme era "dar voz" a pessoas que são raramente retratadas no cinema.

"É a primeira vez que a comunidade portuguesa no Luxemburgo é retratada e que pode exprimir-se num filme, mostrando as suas vidas, a sua intimidade, as suas emoções, as suas discussões e reflexões, e é muito importante para nós mostrar que são reconhecidos e que têm voz", afirmou.

Um filme universal

Filmado no Luxemburgo e em Portugal, na serra da Lousada e na costa de Viana do Castelo, o documentário levou sete anos a ser concluído e está a ser promovido intensamente pela produtora luxemburguesa Samsa, com projecções para a imprensa, participação dos realizadores em debates e exibição nas maiores salas do país.

O filme, que foi seleccionado para a competição oficial do Taiwan International Documentary Festival, depois de ter sido exibido em Fevereiro no Festival Internacional de Cinema do Luxemburgo, tem tido bom acolhimento por parte da crítica luxemburguesa e do público português e luxemburguês.

"Tivemos muitas reacções de pessoas que dizem que o filme é universal e que damos voz a todos os imigrantes", disse o realizador, que tem participado também em "debates animados" a seguir às projecções, afirmando que o documentário "consegue interpelar as pessoas".

O realizador disse à Lusa que há muitos portugueses "comovidos" com o documentário, afirmando que "mostra a realidade" da comunidade no país, enquanto outros se queixam de "Eldorado" deixar de fora "os casos de sucesso" da imigração portuguesa.

13.5.13

Ministro canadiano quer quintuplicar vagas para imigrantes portugueses

in Jornal de Notícias

O ministro das Finanças do Ontário, o lusodescendente Charles Sousa, revelou que a província deverá quintuplicar o número de vagas para imigrantes, elogiando a "muita qualidade dos trabalhadores" portugueses.

"Temos vagas de emprego no Ontário e sabemos que há muitos imigrantes portugueses. Gostava de os poder ajudar", referiu o luso-canadiano, durante o jantar das comemorações dos 60 anos da emigração lusa no país.

A província tem direito a mil vagas por ano para trabalhadores estrangeiros mas o objetivo é quintuplicar esse número devido às necessidades de mão-de-obra, nomeadamente na área da construção civil.

"Temos direito a mil [vagas] mas estou a tentar aumentar para os cinco mil", afirmou, esperando que o país aumente também o número de "50 mil para 75 mil" o número de autorização para estrangeiros, sendo que 75% destes casos "devem ser trabalhadores" solicitados pelas empresas canadianas, explicou Charles Sousa.

"Como representante do Governo da Província do Ontário, sabemos perfeitamente que precisamos de mais emigrantes, principalmente aqueles com o saber, com a noção, a educação, mas também as competências" necessárias ao país, frisou Charles Sousa.

A vinda de trabalhadores qualificados permitiria ao Ontário "ver crescer a sua economia e competitividade", salientou "Precisamos de trabalhadores qualificados, Portugal oferece muita qualidade", referiu.

A construção civil é uma das áreas com mais carências, mas Charles Sousa também diz que há lacunas em áreas "académicas, de engenharia, e nas minas localizados no norte do Ontário".

"Precisamos de pessoas que querem trabalhar, e os portugueses têm essa preparação", elogiou.