in Antena 1
O Instituto de Segurança Social mandou fechar no ano passado 109 lares de idosos por falta de condições. Doze dos quais com urgência. Números avançados na edição desta manhã do jornal Público.
Um número, no entanto, inferior ao registado em 2017, quando foram mandados encerrar 133 lares de idosos.
De acordo com o jornal, no ano passado o Instituto de Segurança Social realizou 1678 ações de fiscalização em equipamentos sociais, das quais 563 em lares.
Apesar desta mais de uma centena de lares com ordem de encerramento, João Ferreira de Almeida, presidente da Associação de Apoio Domiciliário de Lares e Casas de Repouso ((ALI), diz ao Público que "muito provavelmente só esses 12 que fecharam com carácter de urgência é que foram efetivamente encerrados".
Nos outros casos, diz Ferreira de Almeida, dos lares que recebem ordens de encerramento, os donos têm 30 dias para cumprir. Na maior parte dos casos não cumprem ou mudam pouco depois para outro local, mantendo a ilegalidade.
Sobre estas situações, o Instituto de Segurança Social disse ao jornal Público que fora as situações de maus tratos ou negligência que configure um perigo para a saúde e integridade dos utentes - situações que levam ao encerramento coercivo e transferência dos idosos - uma boa parte dos lares ilegais poderiam legalizar-se se a lei não colocasse tantas exigências.
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25.1.19
20.12.13
Crise deixa vagas por preencher em lar de idosos de Bragança
in Jornal de Notícias
A Obra Social Padre Miguel, de Bragança, registou este ano vagas no lar de idosos por preencher, uma situação inédita numa região até agora conhecida pelas longas listas de espera para entrar nas instituições.
O presidente da Obra, Nuno Álvaro Vaz, adiantou à Lusa que, pela primeira vez, até há poucos dias havia vagas por preencher, quando a situação habitual até aqui era haver "muita lista de espera".
A explicação que avança está na crise e nos cortes salariais que encolhem as reformas aos idosos, que adiam também a ida para os lares para poderem ajudar os filhos desempregados ou em dificuldades.
O presidente da instituição apontou o caso de um casal, em que cada um podia pagar 500 euros, e que estava prestes a entrar no lar quando telefonou a dizer que "não dava porque tinha que ajudar os filhos".
"Antigamente havia muita gente que corria para vir para os lares e que agora, dada a situação, tem que ajudar os filhos que ficaram em dificuldade", sublinhou, acrescentando que há também aqueles que pedem para baixar os preços.
A instituição tem já idosos a pagarem "190 euros por mês", segundo o responsável.
A Obra Social Padre Miguel dispõe de várias valências e no que respeita aos idosos além do lar convencional oferece também uma parte residencial em que quem pode adquire o direito vitalício a uma suite.
Também nesta zona, cujos proveitos servem para ajudar a parte social, se sentem as consequências dos cortes nos rendimentos, como afirmou o responsável, com alguns dos utentes a queixarem-se da redução nas pensões.
"A crise tocou a todos", vincou o presidente da Obra que nos últimos tempos tem sido obrigada a ajustar mensalidades com casos na creche a pagarem "20 ou 30 euros" ou no apoio domiciliário prestado por "10 ou 20 euros".
As consequências da crise refletem-se também nas contas da instituição que, segundo disse, "ainda não está com dificuldades financeiras", mas já não consegue obter "saldos como dantes, que permitiram investir no bem-estar dos utentes".
"Estamos a cortar as unhas até onde podemos, a evitar os desperdícios e a enfrentar esta crise horrorosa que se instalou no país", declarou.
O balanço foi feito à margem de mais uma almoço/ceia de natal que todos os anos é oferecido a carenciados da cidade de Bragança e no qual foram distribuídos cerca de 30 dos mais de 100 cabazes com produtos alimentares e roupas que a Obra vai fazer chegar a várias famílias.
Ao longo do ano, a instituição apoiou mais de mil famílias com bens alimentares e outros.
O número de pedidos aumentou, segundo o presidente, mas a Obra não pode ir "muito além do estipulado" até porque os donativos são cada vez menores.
Pessoas que "por exemplo davam 50 (250 euros) ou cem contos (500 euros), hoje dão cinco (25 euros) ou dez (50 euros)", concretizou.
A Obra Social Padre Miguel, de Bragança, registou este ano vagas no lar de idosos por preencher, uma situação inédita numa região até agora conhecida pelas longas listas de espera para entrar nas instituições.
O presidente da Obra, Nuno Álvaro Vaz, adiantou à Lusa que, pela primeira vez, até há poucos dias havia vagas por preencher, quando a situação habitual até aqui era haver "muita lista de espera".
A explicação que avança está na crise e nos cortes salariais que encolhem as reformas aos idosos, que adiam também a ida para os lares para poderem ajudar os filhos desempregados ou em dificuldades.
O presidente da instituição apontou o caso de um casal, em que cada um podia pagar 500 euros, e que estava prestes a entrar no lar quando telefonou a dizer que "não dava porque tinha que ajudar os filhos".
"Antigamente havia muita gente que corria para vir para os lares e que agora, dada a situação, tem que ajudar os filhos que ficaram em dificuldade", sublinhou, acrescentando que há também aqueles que pedem para baixar os preços.
A instituição tem já idosos a pagarem "190 euros por mês", segundo o responsável.
A Obra Social Padre Miguel dispõe de várias valências e no que respeita aos idosos além do lar convencional oferece também uma parte residencial em que quem pode adquire o direito vitalício a uma suite.
Também nesta zona, cujos proveitos servem para ajudar a parte social, se sentem as consequências dos cortes nos rendimentos, como afirmou o responsável, com alguns dos utentes a queixarem-se da redução nas pensões.
"A crise tocou a todos", vincou o presidente da Obra que nos últimos tempos tem sido obrigada a ajustar mensalidades com casos na creche a pagarem "20 ou 30 euros" ou no apoio domiciliário prestado por "10 ou 20 euros".
As consequências da crise refletem-se também nas contas da instituição que, segundo disse, "ainda não está com dificuldades financeiras", mas já não consegue obter "saldos como dantes, que permitiram investir no bem-estar dos utentes".
"Estamos a cortar as unhas até onde podemos, a evitar os desperdícios e a enfrentar esta crise horrorosa que se instalou no país", declarou.
O balanço foi feito à margem de mais uma almoço/ceia de natal que todos os anos é oferecido a carenciados da cidade de Bragança e no qual foram distribuídos cerca de 30 dos mais de 100 cabazes com produtos alimentares e roupas que a Obra vai fazer chegar a várias famílias.
Ao longo do ano, a instituição apoiou mais de mil famílias com bens alimentares e outros.
O número de pedidos aumentou, segundo o presidente, mas a Obra não pode ir "muito além do estipulado" até porque os donativos são cada vez menores.
Pessoas que "por exemplo davam 50 (250 euros) ou cem contos (500 euros), hoje dão cinco (25 euros) ou dez (50 euros)", concretizou.
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