in RR
Equipa de psicólogos do outro lado da linha presta aconselhamento, sugerindo procedimentos de rotina para um sono tranquilo.
A Linha do Sono recebeu, no primeiro mês de funcionamento, mais de mil chamadas telefónicas de pessoas a pedir ajuda para dormir mais e melhor, indica a promotora da iniciativa.
Lançada no Dia Mundial do Sono, a 13 de Março, a Linha do Sono (707 100 015) funciona todos os dias úteis, entre as 11h30 e as 16h30, com o apoio de dois psicólogos especializados, numa iniciativa da Oficina de Psicologia.
Um mês após o lançamento, a Linha do Sono recebeu uma média de 50 chamadas por dia, sendo muito semelhante a percentagem de homens e mulheres que pedem ajuda: 51% e 49%, respectivamente.
De acordo com os promotores da iniciativa, a média de idades das pessoas que recorrem à linha de apoio ronda os 59 anos e 74% das chamadas são motivadas por problemas de insónias, como dificuldade em conciliar no sono ou em se manter a dormir, ou mesmo um sono que não é reparador.
Nestes casos, equipa de psicólogos do outro lado da linha presta aconselhamento, sugerindo procedimentos de rotina para um sono tranquilo.
A oficina de Psicologia refere que 26% das pessoas que telefonam para esta linha aparentam estar a ter dificuldades com o sono devido a problemas médicos ou outras perturbações, aconselhando os especialistas a procurarem ajuda médica.
A todas as pessoas que recorrerem à Linha do Sono é oferecido um pequeno guia com sugestões relativamente aos bons hábitos de sono e que, implementados, podem contribuir para uma melhoria significativa de problemas de insónias.
A Linha do Sono foi criada com o intuito de dar resposta às necessidades sentidas pelos portugueses depois de uma noite mal dormida, identificar possíveis causas e, ao mesmo tempo, sugerir procedimentos de rotina para um sono tranquilo.
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14.4.15
13.3.15
"Maria" ficou dez dias sem dormir. Um em cada quatro portugueses dorme mal
por Marta Grosso e Anabela Góis, in RR
Há agora uma Linha do Sono para os ajudar. Dormir mal tem consequências – da vida pessoal à profissional –, mas há pequenos truques que fazem toda a diferença.
Dizem os estudos que 25% dos portugueses passam a noite às voltas na cama, sem pregar olho. A pensar neles, foi inaugurado esta sexta-feira, Dia Mundial do Sono, a primeira Linha do Sono.
A iniciativa é da Oficina de Psicologia e surge para ajudar quem sofre de insónia crónica, um problema mais frequente em mulheres e idosos. Quem tem dificuldades em dormir pode ligar para o 707 100 015, disponível de segunda a sexta-feira, das 11h30 às 16h30. Tem o custo de uma chamada local.
O sono é um equilibrador do humor e das emoções, recupera o corpo e a memória, estimula a criatividade e aumenta e consolida a capacidade de aprendizagem.
Dormir mal influencia a saúde, a vida pessoal e o desempenho profissional. Mas há pequenos truques e comportamentos que fazem toda a diferença
"Criar zonas de desaceleração à noite, meia hora antes de ir dormir, reduzir luzes, som, e desligar equipamento electrónico. É fundamental", refere à Renascença a psicóloga Filipa Jardim da Silva, que faz parte da equipa responsável pela Linha do Sono.
"Cheguei ao ponto de ficar dez dias sem dormir"
Os especialistas dizem que o nosso bem-estar físico e psicológico está, sobretudo, dependente de um sono reparador e de qualidade, de cerca de oito horas.
Maria (nome fictício) foi sempre uma pessoa activa, mas as incertezas ao nível profissional e a vontade de construir um futuro melhor levaram-na a uma situação limite. Depois de quatro meses a trabalhar e estudar sem parar, o corpo deu de si.
"Já não conseguia pensar, não conseguia desenvolver trabalho e tinha dores de cabeça, falta de memória, além da sensação de cansaço extremo", descreve à Renascença. "Não era só o cansaço psicológico: eu só conseguia ficar sentada, porque não tinha forças para me mexer."
Maria é uma licenciada à procura de uma oportunidade profissional. Vai aceitando empregos precários e decidiu frequentar um mestrado para melhorar o seu currículo.
Durante meses, os dias eram passados a trabalhar, a ir à faculdade e a fazer os trabalhos do curso, que muitas vezes se metiam pela madrugada dentro.
"De repente, comecei a não dormir, mas na noite seguinte já dormia. Passada uma semana, tinha mais trabalho e precisava de fazer um esforço acrescido – não dormia duas noites seguidas, mas depois dormia", diz.
Esta instabilidade levou-a a um extremo. "Cheguei ao ponto de ficar dez noites seguidas sem conseguir dormir. Comecei a desesperar", conta.
Agora, é seguida por uma especialista do sono e, além da medicação forte que tem de tomar, existem várias regras para cumprir: "Horários de sono, de alimentação, fazer um esforço para comer mesmo quando não apetece, fazer caminhadas sem esforço e ter paciência, porque uma pessoa quer logo ficar bem e continuar a fazer as coisas que sempre fez, mas isso não é assim. Demora tempo", avisa.
Maria está agora de baixa. No campo profissional, não sabe se o seu contrato de trabalho será renovado. Ao nível académico, conta com o apoio de colegas para não perder o fio à meada. Entretanto, aguarda, com paciência, que as forças lhe permitam voltar ao activo.
Há agora uma Linha do Sono para os ajudar. Dormir mal tem consequências – da vida pessoal à profissional –, mas há pequenos truques que fazem toda a diferença.
Dizem os estudos que 25% dos portugueses passam a noite às voltas na cama, sem pregar olho. A pensar neles, foi inaugurado esta sexta-feira, Dia Mundial do Sono, a primeira Linha do Sono.
A iniciativa é da Oficina de Psicologia e surge para ajudar quem sofre de insónia crónica, um problema mais frequente em mulheres e idosos. Quem tem dificuldades em dormir pode ligar para o 707 100 015, disponível de segunda a sexta-feira, das 11h30 às 16h30. Tem o custo de uma chamada local.
O sono é um equilibrador do humor e das emoções, recupera o corpo e a memória, estimula a criatividade e aumenta e consolida a capacidade de aprendizagem.
Dormir mal influencia a saúde, a vida pessoal e o desempenho profissional. Mas há pequenos truques e comportamentos que fazem toda a diferença
"Criar zonas de desaceleração à noite, meia hora antes de ir dormir, reduzir luzes, som, e desligar equipamento electrónico. É fundamental", refere à Renascença a psicóloga Filipa Jardim da Silva, que faz parte da equipa responsável pela Linha do Sono.
"Cheguei ao ponto de ficar dez dias sem dormir"
Os especialistas dizem que o nosso bem-estar físico e psicológico está, sobretudo, dependente de um sono reparador e de qualidade, de cerca de oito horas.
Maria (nome fictício) foi sempre uma pessoa activa, mas as incertezas ao nível profissional e a vontade de construir um futuro melhor levaram-na a uma situação limite. Depois de quatro meses a trabalhar e estudar sem parar, o corpo deu de si.
"Já não conseguia pensar, não conseguia desenvolver trabalho e tinha dores de cabeça, falta de memória, além da sensação de cansaço extremo", descreve à Renascença. "Não era só o cansaço psicológico: eu só conseguia ficar sentada, porque não tinha forças para me mexer."
Maria é uma licenciada à procura de uma oportunidade profissional. Vai aceitando empregos precários e decidiu frequentar um mestrado para melhorar o seu currículo.
Durante meses, os dias eram passados a trabalhar, a ir à faculdade e a fazer os trabalhos do curso, que muitas vezes se metiam pela madrugada dentro.
"De repente, comecei a não dormir, mas na noite seguinte já dormia. Passada uma semana, tinha mais trabalho e precisava de fazer um esforço acrescido – não dormia duas noites seguidas, mas depois dormia", diz.
Esta instabilidade levou-a a um extremo. "Cheguei ao ponto de ficar dez noites seguidas sem conseguir dormir. Comecei a desesperar", conta.
Agora, é seguida por uma especialista do sono e, além da medicação forte que tem de tomar, existem várias regras para cumprir: "Horários de sono, de alimentação, fazer um esforço para comer mesmo quando não apetece, fazer caminhadas sem esforço e ter paciência, porque uma pessoa quer logo ficar bem e continuar a fazer as coisas que sempre fez, mas isso não é assim. Demora tempo", avisa.
Maria está agora de baixa. No campo profissional, não sabe se o seu contrato de trabalho será renovado. Ao nível académico, conta com o apoio de colegas para não perder o fio à meada. Entretanto, aguarda, com paciência, que as forças lhe permitam voltar ao activo.
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