in Jornal de Notícias
A emissão de dívida que o Estado português realizou, terça-feira, foi considerada na imprensa internacional "um passo crucial" para o país provar que consegue sobreviver sem ajuda.
De acordo com a edição 'online' do Wall Street Journal, Portugal deu um "passo crucial" para o desmame da ajuda internacional, ao conseguir colocar três mil milhões de euros em dívida pública, na primeira emissão a dez anos desde o pedido de resgate há dois anos.
As obrigações, que tiveram uma procura mais de três vezes superior à oferta, foram colocadas com uma taxa de juro anual de 5,65%, "uma das mais elevadas da zona euro", escreve o "Wall Street Journal", ainda assim "muito mais baixa do que em 2011, altura que os investidores exigiam juros elevados face ao risco.
Já o Le Monde destaca que "Portugal testa os mercados sob o olhar atento da 'troika'", referindo que a emissão de hoje coincide com o regresso dos técnicos do Banco Central Europeu, Comissão Europeia e do Fundo Monetário Internacional para analisar as medidas propostas pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, na passada sexta-feira.
E, acrescenta, que o teste parece ter sido bem sucedido, referindo as declarações do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, de que a operação foi "um grande sucesso", representando a normalização do acesso aos mercados.
Também o periódico espanhol El País destaca a operação de emissão de dívida, realçando que se realizou pela primeira vez, desde que Portugal recorreu à ajuda internacional há mais de dois anos.
O Estado português, através do instituto que gere a dívida pública (IGCP) mandatou seis bancos, entre os quais a Caixa BI, a gerirem uma emissão de obrigações do Tesouro com prazo a 10 anos, pela primeira vez desde que pediu ajuda externa em 2011
Mostrar mensagens com a etiqueta Mercados financeiros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mercados financeiros. Mostrar todas as mensagens
8.5.13
8.1.13
Capitalismo sem regras pode levar à "terceira guerra mundial"
in RR
O antigo Presidente da República defende regulação dos mercados financeiros. Disse ser a favor de que "se comece a lutar para que se acabe com os paraísos fiscais, para que se acabe com a roubalheira".
Mário Soares defende que os mercados financeiros devem ser sujeitos a regras, caso contrário as democracias podem entrar em descrédito num processo que pode levar a um conflito global.
O antigo governante lembrou que Bento XVI defendeu na sua mensagem de Ano Novo que o capitalismo sem regras é uma ameaça à paz e afirmou concordar
com aquela afirmação: "A globalização tem que ter regras, tem que ser regularizada".
“Isso é o fundamental e se não for assim nós vamos ter uns anos em que vamos ter grandes sarilhos, as democracias vão entrar em descrédito, em muitos sítios já estão, e vamos ter porventura uma terceira guerra mundial", advertiu na conferência promovida pelo “Expresso” para assinalar os 40 anos do jornal, no Centro Cultural de Belém.
"Os mercados não podem ser senhores dos Estados, têm que ser dominados pelos Estados e seguir regras", defendeu.
O antigo líder socialista disse ser a favor de que "se comece a lutar para que se acabe com os paraísos fiscais, para que se acabe com a roubalheira".
No mesmo painel de debate, o ex-chefe do governo espanhol Felipe González convergiu com Mário Soares na defesa de regras para dar alguma previsibilidade aos movimentos de capital a nível global mas observou que é absurdo pensar que se pode fazer uma regulação a nível nacional.
"Esse é um problema que temos. Se se pode regular a nível estatal? Não. É absurdo que a Espanha pretenda regular o funcionamento do Banco Santander dentro das suas fronteiras", disse, duvidando ainda da eficácia de uma regulação a nível europeu.
O antigo Presidente da República defende regulação dos mercados financeiros. Disse ser a favor de que "se comece a lutar para que se acabe com os paraísos fiscais, para que se acabe com a roubalheira".
Mário Soares defende que os mercados financeiros devem ser sujeitos a regras, caso contrário as democracias podem entrar em descrédito num processo que pode levar a um conflito global.
O antigo governante lembrou que Bento XVI defendeu na sua mensagem de Ano Novo que o capitalismo sem regras é uma ameaça à paz e afirmou concordar
com aquela afirmação: "A globalização tem que ter regras, tem que ser regularizada".
“Isso é o fundamental e se não for assim nós vamos ter uns anos em que vamos ter grandes sarilhos, as democracias vão entrar em descrédito, em muitos sítios já estão, e vamos ter porventura uma terceira guerra mundial", advertiu na conferência promovida pelo “Expresso” para assinalar os 40 anos do jornal, no Centro Cultural de Belém.
"Os mercados não podem ser senhores dos Estados, têm que ser dominados pelos Estados e seguir regras", defendeu.
O antigo líder socialista disse ser a favor de que "se comece a lutar para que se acabe com os paraísos fiscais, para que se acabe com a roubalheira".
No mesmo painel de debate, o ex-chefe do governo espanhol Felipe González convergiu com Mário Soares na defesa de regras para dar alguma previsibilidade aos movimentos de capital a nível global mas observou que é absurdo pensar que se pode fazer uma regulação a nível nacional.
"Esse é um problema que temos. Se se pode regular a nível estatal? Não. É absurdo que a Espanha pretenda regular o funcionamento do Banco Santander dentro das suas fronteiras", disse, duvidando ainda da eficácia de uma regulação a nível europeu.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


