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11.8.23

Novo bispo de Lisboa promete disposição para escutar e “tolerância zero” aos abusos

Cristina Nascimento, in RR

D. Rui Valério foi nomeado patriarca de Lisboa. Na primeira mensagem à Diocese, deixa também uma palavra aos jovens a quem agradece a comparência na Jornada Mundial da Juventude.

O novo patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, promete que quer continuar o caminho de "tolerância zero" no que toca à questão dos abusos sexuais no seio da Igreja.

Na primeira mensagem à diocese de Lisboa, depois de conhecida a sua nomeação, D. Rui Valério saudou “as vítimas de abusos por membros da Igreja”, assegurando que partilha a sua dor e manifestando vontade de “prosseguir, com esperança, no caminho da cura total do vosso e nosso sofrimento, da tolerância zero”.

O até agora bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança deixou ainda uma palavra em particular aos jovens a quem agradeceu “o dom da comparência na Jornada Mundial da Juventude e a dádiva da alegria e do entusiasmo”.

D. Rui Valério, que classifica Lisboa como "capital da juventude e cidade da esperança", assegura ainda aceitar este cargo com humildade e confiança em Deus e com disposição para escutar e não “deixar ninguém para trás”.

“Assumiremos como prática o gesto próprio do Bom Pastor que deixou as noventa e nove ovelhas para ir à procura da que se perdera. Para Jesus Cristo, não é lícito deixar ninguém para trás”, escreve.

D. Rui Valério, 58 anos, deixou ainda uma nota de agradecimento ao agora seu antecessor D. Manuel Clemente, bem como aos auxiliares, D. Joaquim Mendes e D. Américo Aguiar.

A tomada de posse da Diocese vai acontecer a 2 de setembro, pelas 11h00, na Sé Patriarcal, diante do Cabido. A entrada solene de D. Rui Valério tem lugar no dia seguinte, domingo, às 16h00, no Mosteiro dos Jerónimos.

Novo Patriarca de Lisboa: um homem “arejado” e “denso do ponto de vista teológico”

in Público online

No dia em que o Vaticano divulgou a escolha do bispo das Forças Armadas, Rui Valério, para suceder a Manuel Clemente no Patriarcado de Lisboa, sucederam-se as reacções.

[artigo disponível apenas para assinantes] 


21.3.23

Abusos na Igreja. Quatro sacerdotes no ativo afastados pelo Patriarcado de Lisboa

in RTP

O cardeal-patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, determinou o afastamento preventivo de quatro sacerdotes no ativo, após recomendação da Comissão Diocesana, anunciou esta terça-feira o Patriarcado de Lisboa.

“Os sacerdotes solicitaram a rápida busca da verdade e da justiça, abrindo-se agora a investigação prévia de cada um dos casos, que posteriormente será enviada ao Dicastério para a Doutrina da Fé”, lê-se em comunicado

O Patriarcado de Lisboa frisa que “não existe uma acusação formal a nenhum destes sacerdotes que, contudo, ficam assim afastados do exercício público do seu ministério, enquanto decorrem todas as diligências dos seus processos”.

O outro sacerdote referido, “que também se encontra no ativo, já tinha sido sujeito a medidas cautelares”, adianta o comunicado.

O Patriarcado de Lisboa diz ainda continuar “totalmente empenhado na procura da verdade, assente na tolerância zero e na transparência total em relação a qualquer situação de abuso de menores e adultos vulneráveis”

No passado dia 10, a entidade tinha anunciado a receção de uma lista de 24 suspeitos de abusos, cinco dos quais padres no ativo.

Destes 24 nomes, segundo o Patriarcado de Lisboa, oito nomes diziam respeito a sacerdotes já falecidos, dois eram de padres doentes e retirados do ministério, três de sacerdotes sem qualquer nomeação e quatro nomes desconhecidos, além de um leigo e de um ex-padre.

11.7.22

Patriarcado suspende padre por mensagens impróprias

in DN 

O caso deverá agora ser investigado pela Comissão Diocesana de Proteção de Menores e Pessoas Vulneráveis, que integra o ex-procurador-geral da República José Souto Moura, que preside à Coordenação Nacional das Comissões Diocesanas de Proteção de Menores, criada pela Igreja Católica.

O Patriarcado de Lisboa anunciou esta quinta-feira ter afastado um padre das suas funções, depois de ter conhecimento de "uma troca de mensagens contendo linguagem inapropriada" e remeteu o caso para a Comissão Diocesana de Proteção de Menores.

Segundo a CEP, a "Igreja [católica] continua a enfrentar esta questão com seriedade, quer quanto ao apoio e acolhimento das vítimas, quer quanto à prevenção e formação" e reconhece o "trabalho das comissões diocesanas, constituídas especialmente por leigos qualificados em várias áreas como o Direito, a Psiquiatria e a Psicologia".