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24.7.19

"É hora de voltar a casa". Governo dá incentivo até 6500 euros a emigrantes

Ana Marcela, in DN

As candidaturas para o Programa Regressar já abriram. Para este ano, o Governo tem orçamentados 10 milhões de euros e espera abranger 3 mil pessoas.

"É hora de voltar a casa, o seu país apoia o seu regresso" é a mensagem que o Governo quer fazer chegar aos emigrantes que saíram do país até dezembro de 2015. O programa Regressar arranca esta segunda-feira com as candidaturas e promete um incentivo global até 6536 euros para apoiar o regresso de profissionais portugueses que saíram nos últimos anos do país e os seus familiares. O IEFP tem orçamentado 10 milhões de euros este ano para esta medida.

Trata-se de uma "medida política ativa de emprego", criada "não para as pessoas voltarem, mas para apoiar as pessoas que queiram voltar", diz Miguel Cabrita, secretário de Estado do Emprego. Ou seja, um apoio que pode ajudar no custo das viagens de regresso, do transporte de bens, custos de reconhecimento de qualificações académicas ou profissionais, por exemplo.
A iniciativa, anunciada no final do ano passado, dá agora um novo passo com o arranque das candidaturas, que podem ser feitas numa zona do site do IEFP criada para o efeito.

Uma medida que responde a uma "necessidade do país e de justiça", frisa Miguel Cabrita. Necessidade porque, lembra, visa responder a dificuldade de "recrutamento significativas" que se faz sentir em muitas regiões, com a evolução da economia e do mercado trabalho. A taxa de desemprego reduziu de 12%, no início da legislatura, para cerca de 6%, lembra o secretário de Estado do Emprego.

Com esta medida o Governo quer ainda "contribuir para o reequilíbrio demográfico do país, que sofreu muito com o período da crise", refere Miguel Cabrita, lembrando o último dados do saldo migratório do país "já positivo".

Quem pode candidatar-se?
"Dirige-se a toda a diáspora portuguesa e a todo o tipo de qualificações", frisa Miguel Cabrita.
Ao Regressar podem candidatar-se portugueses que decidam regressar e que comecem a trabalhar no país entre janeiro deste ano e 31 de dezembro de 2020, mediante a celebração de um contrato de trabalho sem termo por conta de outrem.

Trabalhadores por conta própria, criadores do próprio não estão abrangidos, pelo menos nesta fase. Caberá o futuro governo, depois de terminado o programa em 2020, decidir se pretende prolongar o programa e em que condições.

Os candidatos, que já podem formalizar a sua candidatura no site do IEFP criado para o efeito, tem de cumulativamente ter a sua situação contribuiria e tributária regularizada, e não estar em incumprimento no que respeita aos apoios financeiros concedidos pelo IEFP.

Os familiares são abrangidos, mas tem de reunir "as restantes condições previstas para os destinatários da medida".

O Governo criou um portal, onde os candidatos podem encontrar toda a informação sobre o programa. Está ainda a ser prestada informação na rede de consulados, juntas de freguesia, entre outros instituições, para divulgar esta iniciativa.

Para este ano, o IEFP tem orçamentado para esta medida 10 milhões de euros, abrangendo cerca de 3 mil pessoas, lembra o secretário de Estado do Emprego.
Os apoios serão pagos no prazo máximo de um ano, com "prazos de decisão curtos", frisa Miguel Cabrita.
O programa prevê ainda um benefício fiscal: a redução em 50% da tributação sobre os rendimentos do trabalho dependente e dos rendimentos empresariais e profissionais, durante 5 anos para os portugueses que regressem em 2019 e 2020.

29.6.19

IEFP dá 6500 euros a emigrantes que regressem a Portugal

in Expresso

Para 2019, o Instituto do Emprego e Formação Profissional tem reservados 10 milhões de euros. Apoio do IEFP poderá chegar aos 6536,4 euros por família

O Programa Regressar, pacote de incentivos aos emigrantes ou luso-descendentes que queiram voltar a Portugal, irá arrancar no próximo mês. Para 2019, o Instituto do Emprego e Formação Profissional tem reservados 10 milhões de euros. Apoio do IEFP poderá chegar aos 6536,4 euros por família, avança o “Público” esta terça-feira.

Estão em causa um conjunto de apoios pagos diretamente aos emigrantes que iniciem a actividade laboral em Portugal continental, assim como a comparticipação das despesas da viagem e do transporte dos seus bens.
“Não temos propriamente uma meta. De qualquer maneira, o IEFP tem acomodado, no orçamento deste ano, [um valor de] 10 milhões de euros, o que significa que, tendo em conta os pagamentos que ainda serão feitos em 2019, estamos a falar de aproximadamente 1500 pessoas”, disse o secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, em declarações ao matutino.

“Os programas de regresso de emigrantes são programas complexos, têm até algum historial de dificuldades. Da mesma maneira que as pessoas não tomam de ânimo leve a decisão de sair, regressar também não é uma coisa imediata”, afirmou.

Podem candidatar-se ao Programa Regressar os emigrantes que saíram de Portugal até 31 de dezembro de 2015, que viveram fora pelo menos 12 meses e que iniciem a actividade laboral em Portugal continental entre 1 de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2020, mediante a celebração de um contrato de trabalho por conta de outrem. São também abrangidos luso-descendentes.

De acordo com o matutino, o regresso terá de ter sempre subjacente um contrato de trabalho. “Esta é uma política activa de emprego e destina-se a apoiar contratos de trabalho. Não é um apoio para as pessoas virem para Portugal procurar emprego, é algo para trabalhar de maneira muito próxima com as empresas e com as associações empresariais para, em função de oportunidades concretas de recrutamento, trazer as pessoas e facultar-lhes este apoio”, disse o secretário de Estado.