João Torgal, in Antena 1
Há 12 unidades de Saúde Familiar paradas por falta de recursos humanos. O aviso parte do presidente da associação das USF.
Entre 2006 e 2011 abriram mais de 50 unidades de Saúde Familiar por ano. A partir daí o número têm vindo a decrescer.
Os dados são da Associação das Unidades de Saúde Familiar. Segundo o dirigente João Rodrigues, o Governo não estimula nem dá condições para a abertura de novas estruturas.
Estas unidades, adverte o mesmo responsável, precisam de recursos humanos qualificados e motivados. E não há condições para haver mais USF a funcionar.
Críticas trazidas a lume no dia em que decorre o 4.º Encontro de Outono das USF.
Este tipo de serviço é amplamente elogiado e chegou a ser recomendado no memorando da troika, em 2011.
Mostrar mensagens com a etiqueta Unidades de Saúde Familiares. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Unidades de Saúde Familiares. Mostrar todas as mensagens
13.5.14
Estudo indica que unidades de Saúde Familiares têm os melhores resultados
in Jornal de Notícias
As Unidades de Saúde Familiares têm tido melhores resultados que os tradicionais Centros de Saúde e que os Cuidados de Saúde Personalizados, conclui um estudo a ser apresentado no 6º Encontro de USF que começa no Porto.
"Quando nós estabelecemos alguma comparação, destacam-se melhores resultados das USF no seu conjunto, em particular do modelo B", afirmou à Lusa Bernardo Vilas Boas, Presidente da Direção da Associação Nacional de Unidades de Saúde Familiar (USF).
Reunindo dados de 2013 a nível nacional, Vilas Boas destacou que as Unidades de Saúde Familiares (USF), especialmente o subgrupo do modelo B, mostraram ter "melhor acesso, desempenho, vigilância de saúde maternoinfantil, doença crónica e na área da prevenção oncológica, acompanhada de menores custos em medicamentos e MCDT (Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica)".
Os parâmetros analisados são "objeto de contratualização anualmente e são definidos pela administração central dos sistemas de saúde", explicou o responsável.
De acordo com dados fornecidos pela ACSS (Administração Central do Sistema de Saúde), e citados pelo responsável no estudo a apresentar, as USF modelo B apresentaram um custo menor com medicamentos faturados por utilizador do que as UCSP, em menos 29,67%.
Quanto à acessibilidade, as USF-B apresentaram "um resultado superior às UCSP em 128,15%" no que diz respeito à taxa de domicílios efetuados por médicos por cada mil inscritos, e um resultado também superior em 76,46% na taxa de utilização de consultas.
No âmbito da vigilância de saúde, a proporção de grávidas com consulta médica de vigilância no primeiro trimestre nas USF-B foram superiores em 5,95% que nas UCSP e a de recém-nascidos com consulta até aos 28 dias foi superior em 21,75%.
Já ao nível da prevenção oncológica, as USF-B registaram mais 111,28% de mulheres entre os 25 e os 60 anos a realizarem o exame de teste Papanicolau e mais 1112,45% de pacientes a efetuarem rastreio do cancro do colorretal.
Para Bernardo Vilas Boas, os bons resultados das USF de modelo B derivam "do que é nuclear na própria reforma, na própria mudança que é a inovação em termos de organização, da criação de uma equipa multiprofissional de médicos, enfermeiros e secretários que têm um estatuto de autonomia e de responsabilidade em relação ao funcionamento da própria unidade."
A equipa tornou-se assim responsável "pelo cumprimento de horário, pela inter-substituição, pela resposta rápida em situações agudas, pelo plano de ação, pela definição de objetivos, pela contratualização de metas e depois pela avaliação e prestação de contas".
"No fundo são as novas regras e os novos princípios que estão definidos no decreto que criou as USF e que deram origem à reforma dos cuidados de saúde primários", assinalou.
De acordo com o Portal da Saúde, em outubro de 2007 o Ministério da Saúde aprovou uma lista de critérios e metodologia que permitiram classificar as USF em três modelos -- A, B e C -- com o modelo B a abranger as unidades do setor público administrativo com um regime retributivo especial para todos os profissionais, integrando remuneração base, suplementos e compensações pelo desempenho.
O 6.º Encontro Nacional das USF decorre entre hoje e 10 de maio na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).
As Unidades de Saúde Familiares têm tido melhores resultados que os tradicionais Centros de Saúde e que os Cuidados de Saúde Personalizados, conclui um estudo a ser apresentado no 6º Encontro de USF que começa no Porto.
"Quando nós estabelecemos alguma comparação, destacam-se melhores resultados das USF no seu conjunto, em particular do modelo B", afirmou à Lusa Bernardo Vilas Boas, Presidente da Direção da Associação Nacional de Unidades de Saúde Familiar (USF).
Reunindo dados de 2013 a nível nacional, Vilas Boas destacou que as Unidades de Saúde Familiares (USF), especialmente o subgrupo do modelo B, mostraram ter "melhor acesso, desempenho, vigilância de saúde maternoinfantil, doença crónica e na área da prevenção oncológica, acompanhada de menores custos em medicamentos e MCDT (Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica)".
Os parâmetros analisados são "objeto de contratualização anualmente e são definidos pela administração central dos sistemas de saúde", explicou o responsável.
De acordo com dados fornecidos pela ACSS (Administração Central do Sistema de Saúde), e citados pelo responsável no estudo a apresentar, as USF modelo B apresentaram um custo menor com medicamentos faturados por utilizador do que as UCSP, em menos 29,67%.
Quanto à acessibilidade, as USF-B apresentaram "um resultado superior às UCSP em 128,15%" no que diz respeito à taxa de domicílios efetuados por médicos por cada mil inscritos, e um resultado também superior em 76,46% na taxa de utilização de consultas.
No âmbito da vigilância de saúde, a proporção de grávidas com consulta médica de vigilância no primeiro trimestre nas USF-B foram superiores em 5,95% que nas UCSP e a de recém-nascidos com consulta até aos 28 dias foi superior em 21,75%.
Já ao nível da prevenção oncológica, as USF-B registaram mais 111,28% de mulheres entre os 25 e os 60 anos a realizarem o exame de teste Papanicolau e mais 1112,45% de pacientes a efetuarem rastreio do cancro do colorretal.
Para Bernardo Vilas Boas, os bons resultados das USF de modelo B derivam "do que é nuclear na própria reforma, na própria mudança que é a inovação em termos de organização, da criação de uma equipa multiprofissional de médicos, enfermeiros e secretários que têm um estatuto de autonomia e de responsabilidade em relação ao funcionamento da própria unidade."
A equipa tornou-se assim responsável "pelo cumprimento de horário, pela inter-substituição, pela resposta rápida em situações agudas, pelo plano de ação, pela definição de objetivos, pela contratualização de metas e depois pela avaliação e prestação de contas".
"No fundo são as novas regras e os novos princípios que estão definidos no decreto que criou as USF e que deram origem à reforma dos cuidados de saúde primários", assinalou.
De acordo com o Portal da Saúde, em outubro de 2007 o Ministério da Saúde aprovou uma lista de critérios e metodologia que permitiram classificar as USF em três modelos -- A, B e C -- com o modelo B a abranger as unidades do setor público administrativo com um regime retributivo especial para todos os profissionais, integrando remuneração base, suplementos e compensações pelo desempenho.
O 6.º Encontro Nacional das USF decorre entre hoje e 10 de maio na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).
Subscrever:
Mensagens (Atom)


