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22.7.13

Crise mudou hábitos dos visitantes do Centro de Arte Moderna da Gulbenkian

in Sol

Os visitantes do Centro de Arte Moderna (CAM) da Fundação Calouste Gulbenkian mudaram de hábitos devido à crise económica do país, e passaram a escolher os domingos de manhã, quando a entrada é gratuita, para verem as exposições.
Numa entrevista à agência Lusa sobre os 30 anos do CAM, que se celebram a 25 de Julho com o lançamento de uma programação de seis meses, Isabel Carlos, directora da entidade, indicou que a crise não provocou uma diminuição do número de visitantes no centro.

"Ao nível dos visitantes não perdemos, mas reparamos que o público vem mais ao domingo de manhã, porque a entrada é grátis. O público de domingo aumentou imenso e, de terça a sábado, diminuiu", indicou a responsável do CAM, que recebe anualmente uma média de 100 mil visitas.

Para Isabel Carlos "é compreensível" a opção pelo domingo de manhã, "sobretudo no caso das famílias, porque pesa nos seus orçamentos". No CAM, as crianças não pagam até aos 12 anos, e os adultos pagam cinco euros.

Sobre o impacto da crise na própria gestão do CAM, a responsável indicou que "não foi muito", e que este ano até houve um reforço do orçamento para aquisições de obras de arte.

Em vez dos 150 mil euros investidos dos últimos anos, o valor subiu para 300 mil euros em 2013.

"Isto permitiu-nos fazer uma aquisição substancial de três esculturas da Doris Salcedo", criadas pela artista colombiana para a exposição "Plegaria Muda", apresentada no CAM em 2012.

Isabel Carlos explicou a filosofia do centro relativamente à colecção: "Tentamos ter uma memória das exposições que por aqui passam. O CAM deve continuar a ser a melhor colecção de arte portuguesa destes dois séculos, e com pontuações internacionais que são a memória da programação".

"Nesse sentido, o orçamento não foi afectado, mas como houve alguns cortes nos últimos anos, e temos mais despesas porque o IVA subiu, e tudo subiu, temos então, no fundo, menos dinheiro disponível. Vamos experimentar para o ano abrandar a programação", revelou.

Esse abrandamento, segundo a responsável, significa que, "em vez de fazer uma rotação de exposições de três em três meses, cada exposição vai passar a rodar quatro meses".

Isabel Carlos revelou à agência Lusa que, no início de 2014, estão previstas duas retrospectivas antológicas de artistas portugueses - Rui Chafes e João Tabarra - e a primeira exposição em Portugal da artista tunisina Nadia Kaabi Linke, nascida em 1978, que tem vindo a abordar nos seus trabalhos questões como a emigração, a guerra e a relação entre ocidente e oriente.

A directora diz ter uma filosofia muito clara da programação e dos objectivos do CAM: "Deve ser a casa onde os artistas portugueses têm a possibilidade de fazer a sua primeira antológica, ou então, ainda jovens, fazer a sua primeira exposição em museu".

"Os artistas não podem é, sobretudo num momento como este, ficar isolados, a falar sozinhos. A ideia é sempre manter uma programação de um diálogo entre artistas internacionais, que não são conhecidos em Portugal, com artistas portugueses", sustentou.

Isabel Carlos observou que existe uma "tendência para esquecer que o CAM inaugurou em 1983, muito antes de haver um Centro de Arte Rainha Sofia, em Madrid, e um MACBA [Museu de Arte Contemporânea de Barcelona]. O CAM foi o primeiro museu de arte moderna da Península Ibérica".

"A decisão de construir o centro aconteceu em 1979. O Centro Georges Pompidou, em Paris, inaugurou em 1977. Por aqui vemos que a administração da Fundação Gulbenkian, na altura, estava em sintonia com o tempo, e teve muita visão ao decidir construir este segundo museu na fundação, em Lisboa", apontou.

Nos trinta anos que passaram desde essa altura, tanto em Espanha como em Portugal, abriram muitos museus e centros culturais, mas Isabel Carlos volta a sublinhar a importância da colecção do CAM, com mais de 10 mil peças, da qual saem milhares de empréstimos todos os anos.

"Muitos museus não têm acervo e recorrem muito à colecção do CAM. É com base nela que montam muitas exposições", lembrou, apontando que esses empréstimos passam frequentemente despercebidos aos olhos do público.

O dia do aniversário do CAM será celebrado a 25 de Julho, com várias iniciativas, culminando com um concerto no anfiteatro, às 22:00, de entrada livre, com a cantora Maria João, que apresentará o seu mais recente projecto, OGRE.

Lusa/SOL

Tags: Fundação Calouste Gulbenkian, Gulbenkian, Centro de Arte Moderna (CAM), Sociedade, Arte, Crise

19.4.12

Museus e palácios com entrada grátis para desempregados

Lucília Tiago, Dinheiro Vivo

Quem está desempregado pode visitar gratuitamente os museus, palácios e restantes monumentos que estão sob a gestão da Secretaria de Estado da Cultura e ter descontos em alguns espetáculos. A medida está em vigor desde o final de março, mas apenas hoje foi publicada em “Diário da República”.

O Governo considera que a situação de desemprego “não deve ser impeditiva do acesso à fruição cultural” e entende também que as pessoas com hábitos culturais não devem ser limitadas no acesso á cultura apenas porque estão sem trabalho.

Por este motivo, os portugueses e outros cidadãos da União Europeia que se encontrem em situação de desemprego devidamente comprovada – o que por cá significa ter de estar inscrito num Centro de Emprego – t~em acesso gratuito a museus, palácios e outros monumentos que são geridos pelo Estado.

O Instituto dos Museus e da Conservação, organismo dependente da secretaria de estado da Cultura gere vários museus e palácios nacionais entre os quais se incluem o Palácio Nacional da Ajuda ou o Museu Nacional de Arte Antiga.

27.3.12

Início dos descontos em museus e teatros para desempregados

in Jornal de Notícias

Os desempregados podem, a partir desta terça-feira, Dia Mundial do Teatro, entrar gratuitamente nos museus, monumentos e palácios tutelados pelo governo e ter descontos para espetáculos nos teatros nacionais.

A Secretaria de Estado da Cultura (SEC) pretende, com esta medida, que as pessoas que têm hábitos culturais não tenham "o seu acesso à cultura limitado por se encontrarem numa situação de desemprego".

Desta forma, os desempregados passam a entrar gratuitamente nos museus, monumentos e palácios tutelados pela SEC.

No caso da rede dos museus nacionais, conta com 28 espalhados por todo o país e mais cinco palácios nacionais sob a tutela direta do Instituto dos Museus e da Conservação.

Os desempregados passam ainda a ter descontos nos Teatros Nacionais, Cinemateca e Companhia Nacional de Bailado (CNB), limitados a um número máximo por sessão definido pelos próprios organismos.

Para entrar na Cinemateca, uma pessoa em situação de desemprego passa a pagar um bilhete com valor fixo de 1,35 euros, enquanto que seis euros é quanto lhe vai custar o preço fixo para entrar no Teatro Nacional D. Maria II.

O desconto no Teatro Nacional de São João, no Porto, é de 50% do preço do bilhete.

Já os espetáculos da CNB e do Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, têm desconto de 25%.

A estes descontos podem ter acesso todas as pessoas desempregadas, desde que apresentem um comprovativo de inscrição no Instituto de Emprego e Formação Profissional ou qualquer outro documento emitido pela Segurança Social que comprove a situação.

19.3.12

Desempregados com descontos e entradas gratuitas em museus e teatros nacionais

in SICNotícias

Os desempregados podem, a partir de 27 de março, entrar de graça nos museus, monumentos e palácios tutelados pelo Governo e a ter descontos para espetáculos nos teatros nacionais, revelou hoje a secretaria de Estado da Cultura. Numa nota, a secretaria de Estado da Cultura revela que, com esta medida, pretende que as pessoas que têm hábitos culturais não vejam "o seu acesso à cultura limitado por se encontrarem numa situação de desemprego".

Desta forma, a partir de 27 de março, Dia Mundial do Teatro, os desempregados passam a entrar gratuitamente nos museus, monumentos e palácios tutelados pela Secretaria de Estado da Cultura.

Na mesma data passam ainda a ter descontos nos Teatros Nacionais, Cinemateca e Companhia Nacional de Bailado (CNB), limitados a um número máximo por sessão definido pelos organismos.

Para entrar na Cinemateca, uma pessoa em situação de desemprego passa a pagar um bilhete fixo de 1,35 euros, enquanto que seis euros é quanto lhe vai custar o preço fixo para entrar no Teatro Nacional D. Maria II.

O desconto no Teatro Nacional de São João, no Porto, é de 50% do preço do bilhete.

Já os espetáculos da CNB e do Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, têm desconto de 25%.

A estes descontos podem ter acesso todas as pessoas desempregadas, desde que apresentem um comprovativo de inscrição no Instituto de Emprego e Formação Profissional ou qualquer outro documento emitido pela Segurança Social que comprove a situação.

Lusa