Empregos on-line
Taxa de desemprego em Portugal já é inferior à da Letónia e situa-se quase um ponto percentual abaixo da média da Zona Euro.
Portugal foi o segundo país da Zona Euro (terceiro da União Europeia) onde a taxa de desemprego mais baixou em Dezembro de 2017, em comparação com o mesmo mês de 2016.
Uma queda que permite ao país afastar-se cada vez mais da média europeia e baixar posições no "ranking" dos países que apresentam as taxas mais elevadas.
De acordo com os dados publicados esta quarta-feira, 31 de Janeiro, pelo Eurostat, a taxa de desemprego em Portugal recuou de 10,2% em Dezembro de 2016 para 7,8% no mês passado (um mínimo desde Maio de 2004). Uma queda de 2,4 pontos percentuais que na União Europeia só é superada pela Grécia (2,6 pontos percentuais) e pela Croácia (2,5 pontos percentuais).
Com a taxa de desemprego na Zona Euro a manter-se em 8,7% (um mínimo desde Janeiro de 2009), em Portugal já se situa 0,9 pontos percentuais abaixo da média. Uma diferença que contrasta com o que acontecia há alguns meses, quando Portugal tinham uma taxa de desemprego bem acima do registo médio da Zona Euro.
A descida acentuada na taxa de desemprego em Portugal permite ao país continuar a baixar posições no "ranking" dos países com taxas mais elevadas. Depois de, durante muito tempo, ter ocupado a terceira posição (em 2013 a taxa de desemprego em Portugal superou os 17%), agora Portugal é o nono país da UE com o registo mais elevado.
Em Novembro passou a ter uma taxa inferior à da Finlândia. Em Dezembro baixou mais uma posição, passando a apresentar uma taxa de desemprego inferior à da Letónia (8,1%). Para descer mais posições, a taxa de desemprego terá que continuar a baixar de forma significativa em Portugal. Apenas a Eslováquia (7,4%) e Lituânia (7,1%) surgem no mesmo dígito que Portugal.
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2.2.18
3.7.13
Um alargamento triste
por Francisco Sarsfield Cabral, in RR
Não me lembro de outro alargamento recebido com tão fraco entusiasmo, seja do país que entra, seja da Europa que o acolhe.
A União Europeia começou com seis países (nessa altura era a CEE). Agora, com a entrada da Croácia, já são 28.
Apesar de todos os seus problemas, a UE continua atractiva. Mas visivelmente menos. Não me lembro de qualquer outro alargamento recebido com tão fraco entusiasmo, seja do país que entra, seja da UE que o acolhe.
A Croácia está em recessão, com um desemprego um pouco superior ao português. E não espera uma ajuda significativa (tirando alguns fundos comunitários) da parte de uma UE cujas economias estagnaram, quando não se encontram em recessão – os casos mais recentes são a França e a Irlanda.
Do último Conselho Europeu não saiu qualquer alívio na austeridade, que, imposta a todos, leva à quebra das economias.
A Croácia fazia parte da ex-Jugoslávia. E era protegida sobretudo pela Alemanha, que forçou em 1992 o seu reconhecimento pela UE como país independente.
Já a França tem ligações históricas sobretudo à Sérvia. Por isso, foi significativa a ausência da chanceler Merkel nas cerimónias oficiais de adesão da Croácia à UE, ontem. Um alargamento triste.
Não me lembro de outro alargamento recebido com tão fraco entusiasmo, seja do país que entra, seja da Europa que o acolhe.
A União Europeia começou com seis países (nessa altura era a CEE). Agora, com a entrada da Croácia, já são 28.
Apesar de todos os seus problemas, a UE continua atractiva. Mas visivelmente menos. Não me lembro de qualquer outro alargamento recebido com tão fraco entusiasmo, seja do país que entra, seja da UE que o acolhe.
A Croácia está em recessão, com um desemprego um pouco superior ao português. E não espera uma ajuda significativa (tirando alguns fundos comunitários) da parte de uma UE cujas economias estagnaram, quando não se encontram em recessão – os casos mais recentes são a França e a Irlanda.
Do último Conselho Europeu não saiu qualquer alívio na austeridade, que, imposta a todos, leva à quebra das economias.
A Croácia fazia parte da ex-Jugoslávia. E era protegida sobretudo pela Alemanha, que forçou em 1992 o seu reconhecimento pela UE como país independente.
Já a França tem ligações históricas sobretudo à Sérvia. Por isso, foi significativa a ausência da chanceler Merkel nas cerimónias oficiais de adesão da Croácia à UE, ontem. Um alargamento triste.
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