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2.5.23

Desemprego mantém-se nos 6,9%, mas é mais alto do que há um ano

in Público online

Valores de Março traduzem uma subida em 1,1 pontos percentuais face à taxa de desemprego que o país registava no mesmo mês de 2022.

A taxa de desemprego foi de 6,9% em Março, valor igual ao de Fevereiro, mas superior aos 5,8% de Março de 2022, segundo dados provisórios divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A esta taxa corresponde uma população desempregada de 362.000 pessoas.

De acordo com as Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego do INE, em Março “a taxa de desemprego situou-se em 6,9%, valor igual ao de Fevereiro de 2023, mas superior ao de Dezembro de 2022 e ao de Março do mesmo ano (0,2 pontos percentuais e 1,1 pontos percentuais, respectivamente)”.

Este destaque do INE reviu em alta a taxa de desemprego de Fevereiro dos inicialmente estimados 6,8% para 6,9%.

A população empregada (4,91 milhões) e a população inactiva (2,41 milhões) mantiveram-se praticamente estáveis face ao mês de Fevereiro, segundo o INE, tal como a taxa de subutilização do trabalho, que estabilizou nos 12,1%. No entanto, comparando com o fim do trimestre anterior (concluído em Dezembro de 2022), há ligeiros aumentos na população empregada, um clara diminuição na população inactiva e, no caso da subutilização do trabalho há uma ligeiríssima redução face a Dezembro mas um aumento em termos homólogos.

31.8.20

Taxa de desemprego volta a subir e atinge 8,1%

Catia Mateus, in Expresso
É o valor mais alto desde agosto de 2018. A taxa de desemprego medida pelo Instituto Nacional de Estatística voltou a aumentar em julho. Há 409,7 mil desempregados, mais 0,8 pontos percentuais do que em junho deste ano

A taxa de desemprego medida pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) começa a traduzir os efeitos da crise gerada pela pandemia de covid-19 no mercado de trabalho. Depois de vários meses quase imutável, sem espelhar alterações que traduzissem a quebra abruta da economia e o aumento do desemprego que vem sendo registado nos centros de emprego, a taxa de desemprego nacional que já tinha subido de forma marcada em junho, volta a aumentar 0,8 pontos percentuais atingindo os 8,1% em julho, segundo a estimativa provisória do INE, publicada esta segunda-feira. É o valor mais elevado desde agosto de 2018.

Em julho (estimativa provisória), o número de desempregados em Portugal alcançou os 409,7 mil. São mais 39,4 mil pessoas do que as registadas em junho deste ano e 74 mil do que em período homólogo, ou seja, no mesmo mês de 2019. Ao mesmo tempo, a população empregada aumentou também, 0,3 pontos percentuais, em 13,3 mil pessoas, em relação a junho e a taxa de subsutilização do trabalho aumentou também 0,2 pontos percentuais para os 15,7%.

Recorde-se que os economistas têm chamado à atenção para importância deste indicador complementar que agrega, além dos desempregados oficialmente contabilizados, também os trabalhadores a tempo parcial que gostariam de trabalhar mais horas, os inativos disponíveis para trabalhar mas que não procuraram ativamente emprego no tempo considerado pela análise e os inativos que procuraram emprego mas não estavam disponíveis no imediato para ocupar uma vaga.

Em julho, a dimensão da população "subempregada" traduziu um aumento de 13 mil pessoas face ao mês anterior. O INE justifica esta evolução com o "aumento do número de desempregados (39,4 mil) e do subemprego de trabalhadores a tempo parcial (12,4 mil), já que diminuiu o número dos inativos à procura de emprego mas não disponíveis e o de inativos disponíveis mas que não procuram emprego”.

No mesmo mês, "a taxa de desemprego dos jovens foi estimada em 26,3%, a que corresponde uma diminuição de 1,1 p.p. relativamente à taxa de junho de 2020. Já a taxa de desemprego dos adultos foi estimada em 6,8% e aumentou 0,8 p.p. em relação ao mês anterior", explica o INE em comunicado..

Segundo o organismo oficial de estatística, "a transição de estado de emergência para estado de calamidade e, desde julho, para estado de alerta, na generalidade do país, ditou alguma normalização do funcionamento do mercado de trabalho devido ao alívio das restrições à mobilidade das pessoas e à atividade das empresas”.

Tomando como referência os meses mais críticos da pandemia, fevereiro a junho, os dados hoje divulgados pelo INE (já definitivos) sinalizam uma diminuição da população empregada em 3,5% (170,1 mil) e, no mesmo período, um aumento da população desempregada em 11,7% (38,7 mil) o que resultou num aumento de 0,9 p.p. da taxa de desemprego.

Em paralelo, a taxa de subutilização do trabalho aumento também 3,1 p.p., situando-se, em junho, em 15,5%, abrangendo 828,8 mil pessoas, das quais 370,3 mil desempregadas e 286,1 mil inativas disponíveis mas que não procuraram emprego.

5.8.20

“Desemprego em Portugal pode fechar o ano nos 10%”

in Jornal Económico

Filipe Garcia, economista e presidente da IMF-Informação de Mercados Financeiros. foi o convidado da última edição do programa da JE TV “Mercados em Ação”. O economista realçou neste programa que o desemprego em Portugal pode fechar o ano nos 10%.

População disponível que não procurou trabalho regista aumento superior a 85%

João Barros, in Económico

Dados do INE revelam uma descida no desemprego para os 5,6%, mas também na população ativa e na empregada.

O desemprego em Portugal desceu para os 5,6% no segundo trimestre do ano, revelam os dados divulgados esta quarta-feira. Esta descida corresponde a menos 69,7 mil desempregados em relação ao trimestre anterior e menos 50,1 mil do que no mesmo período de 2019. O número total de desempregados no país é agora de 278,4 mil pessoas.

Já a população inativa aumentou 5,7% e 7,5%, comparando com o trimestre anterior e com o mesmo período de 2019, respetivamente, subidas estas mais elevadas do que alguma vez registadas desde o início da série, em 2011. Estes aumentos são explicados, em grande parte, pelo aumento da população inativa que, apesar de estar disponível, não procurou trabalho, que contabilizam 312,1 mil pessoas. Isto significa aumentos de 87,6% e 85,6% quando comparando, respetivamente, com o trimestre anterior e o período homólogo.

Também a população ativa e a empregada registaram descidas no período em análise, tanto em termos homólogos como relativamente ao trimestre anterior. A população ativa caiu 3,9% em relação ao primeiro trimestre do ano e 4,5%, comparando com o período homólogo; a população empregada registou uma diminuição de 2,8% face ao trimestre anterior e de 3,8%, comparando com o segundo trimestre de 2019.

Outro indicador salientado pelo INE é o volume de horas trabalhadas, em que se verifica reduções de 22,7% numa comparação trimestral e de 26,1% numa análise homóloga. Ambas as variações são as maiores registadas desde 2011 e são explicadas, sobretudo, pela população empregada ausente do trabalho. Estes valores resultam da falta ou redução de horário (que inclui situações de layoff, um mecanismo amplamente utilizado no contexto de pandemia que se vive), situação reportada por 680,1 mil pessoas. A taxa de subutilização do trabalho ficou-se nos 14%, mais 1,1pp do que no último trimestre e 1,6pp no mesmo período de 2019.


Do primeiro para o segundo trimestre do ano, 86,8 mil pessoas transitaram do emprego para o desemprego e 264,6 mil do emprego para a inatividade, o que contabiliza 351,4 mil pessoas que deixaram de estar empregadas no intervalo de um trimestre. Em sentido inverso, do desemprego para o emprego passaram 64,3 mil pessoas e mais 152,4 mil transitaram da inatividade para uma situação de emprego, perfazendo 216,8 mil pessoas a passarem para o emprego no período.

Em termos regionais, o Algarve exibe a maior taxa de desemprego, com 7,4%, seguido de Madeira e Lisboa, com 6,7& e 6,5%, respetivamente. No Alentejo verifica-se a mais baixa taxa de desemprego, com 3,3%.

29.7.20

Taxa de desemprego sobe para 7% em junho

in TSF

Também esta quarta-feira, o INE reviu em alta o valor da taxa de desemprego de maio para 5,9%.

A taxa de desemprego subiu para os 7% em junho, mais 1,1 pontos percentuais do que no mês precedente e mais 0,4 pontos percentuais do que no mesmo mês de 2019, segundo dados provisórios esta quarta-feira divulgados.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a população empregada em junho (dados também provisórios) registou variações de 0,1% relativamente ao mês anterior e de -3,6% por comparação com o mesmo mês de 2019.

Também esta quarta-feira, o INE reviu em alta o valor da taxa de desemprego de maio para 5,9% (os dados provisórios apontavam no mês passado para 5,5%), menos 0,4 pontos percentuais do que no mês precedente e menos 0,7 pontos do que há um ano.

28.7.20

Quais são os concelhos mais castigados pela subida do desemprego?

Catia MateusSofia Miguel Rosa, in Expresso

Em quatro meses, 86% dos concelhos do país viram o seu desemprego aumentar. Cadaval e Ponte de Lima são os casos mais graves, com o desemprego registado a duplicar. Mulheres são as principais vítimas da crise gerada pela pandemia. Em 13 concelhos o desemprego feminino é mais do dobro do registado entre os homens. Conheça o mapa do desemprego em Portugal

A crise económica gerada pela pandemia da covid-19 mudou por completo o panorama nacional do desemprego. O país que depois da última crise financeira de 2009 tinha, finalmente, alcançado níveis de desemprego próximos do estrutural (6,4% em fevereiro) somou repentinamente, e em apenas quatro meses mais de 91 mil novos desempregados inscritos nos centros de emprego. Entre fevereiro (último mês livre da pandemia) e junho, o desemprego aumentou em 86% dos concelhos do país. Há casos em que número dos que ficaram sem trabalho mais do que duplicou.

A análise realizada pelo Expresso aos últimos indicadores do desemprego registado divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) espelham a radiografia de um país que sentiu o impacto da pandemia com diferentes níveis de intensidade. No final de junho estavam registados nos centros de emprego nacionais 406.665 desempregados. O número até traduz uma redução de 2.269 indivíduos face a maio, mas a melhoria sentida no último mês não chega para apagar os efeitos da pandemia no mercado de trabalho nacional.

Desde fevereiro, último mês em que o país escapou ileso aos impactos da pandemia, e até junho o número de novos desempregados inscritos nos centros de emprego nacionais aumentou em mais de 91 mil. A região de Lisboa e Vale do Tejo pagou a maior fatura, com um agravamento do desemprego registado em 42,2% (mais 39 mil desempregados do que em fevereiro). O Algarve foi a segunda região mais afetada pela pandemia. O número de desempregados inscritos nos centros de emprego aumentou 36,2%, logo seguido pela região Norte com um aumento de 23,5%. No Centro e no Alentejo a covid e paragem que impôs à economia traduziu-se em aumentos de 23,1% e 21,5%, respetivamente.

Na distribuição por concelhos é possível que a pandemia atingiu o país de forma desigual. A maioria dos concelhos (55%) registaram um aumento do número de inscritos nos centros de emprego inferior a 30%. Mas há dois concelhos - Cadaval e Ponte de Lima - onde o desemprego mais do que duplicou em quatro meses e 29 onde se agravou em mais de 50%. As regiões mais castigadas têm elevada dependência da indústria, comércio e turismo.

De forma transversal, na generalidade dos concelhos do país, são as mulheres as mais afetadas pelo desemprego. E isso a pandemia não mudou. Era assim em fevereiro, continuou a ser em junho. Mas os números espelham bem a dimensão desta desigualdade. Em 13 concelhos do país a percentagem de mulheres em situação de desemprego é mais do dobro da registada entre os homens e em nove concelhos o desemprego feminino supera em pelo menos 50% o masculino.

Neste quadro pintado de incerteza, há 40 concelhos contrariam esta tendência e viram o seu desemprego registado diminuir. Neste grupo estão, por exemplo, Vila Nova de Paiva que tinha em junho menos 26,3% de desempregados inscritos no seu centro de emprego do que fevereiro, Vinhais (-19,2%) ou Oleiros (-16,3%).

Será ainda necessário esperar pelos indicadores dos próximos meses para perceber se esta tendência se mantém. Mas para já, estes concelhos são exceções num país que ainda procura estratégias para combater um desemprego que se antecipa longo e grave.



21.7.20

Ensino Superior. Já são 68 os cursos com desemprego zero em Portugal

Catarina Reis, DN

No ano passado, o desemprego entre os recém-diplomados do ensino superior público voltou a descer e situou-se nos 3,3%. Mas há dezenas de cursos que garantem emprego, maioritariamente nas áreas das ciências e tecnologias. Só a Universidade de Lisboa soma nove cursos desta lista e a de Coimbra cinco

É um novo recorde. Num ano, de 63 passaram para 68 as licenciaturas e mestrados integrados em instituições de ensino superior portuguesas cuja taxa de desemprego (de acordo com os desempregados registados no Instituto do Emprego e Formação Profissional) dos seus recém-diplomados é de 0%. Os dados, relativos a 2019, são divulgados esta sexta-feira pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior a três semanas do arranque do concurso nacional de acesso às universidades.

São as áreas de ciências e tecnologias que mais ocupam a lista destes cursos, com Engenharia Informática (oito cursos), Enfermagem (sete cursos) e Medicina (seis cursos) em grande destaque. Embora haja fugas à regra, como os cursos de Educação Básica, no Instituto Superior de Ciências Educativas (em Odivelas), uma instituição privada, e no Instituto Politécnico de Setúbal, pertencente ao ensino público. Também o curso de Português, na Universidade de Coimbra.

O número de licenciaturas e mestrados integrados que garantem emprego aos recém-diplomados cresceu no ensino privado, embora seja no ensino pública que se concentra a maioria. Enquanto em 2018, havia 16 cursos nas instituições privadas, em 2019 este número subiu para 29, contrastando, ainda assim, com os 39 cursos de instituições públicas (que em 2018 eram 47 desta lista). Grande parte dos cursos com desemprego zero, em 2019, eram licenciaturas (55) - sendo 13 mestrados integrados - e pertenciam a universidades (43) - contra as 24 em institutos politécnicos.

A taxa de desemprego corresponde ao rácio entre o número de recém-diplomados do curso que se encontram registados como desempregados e o número total de recém-diplomados do curso. Por recém-diplomado, esclarece a tutela, "entende-se um estudante diplomado do curso no período de referência 2014/15 - 2017/18" (ano letivo anterior à conclusão dos dados).

A nível nacional, a taxa de desemprego tem diminuído ao longo dos anos. No ano passado, apenas 3,3% dos jovens e adultos que terminaram a sua licenciatura no ensino superior público no ano transato estavam inscritos como desempregados no Instituto do Emprego e Formação Profissional. Ainda assim, a taxa diminuiu apenas 0,1% face a 2018 (3,4%), representando um abrandamento na tendência descendente deste número desde 2015, ano em que a taxa se situava nos 8,1%

Também relativamente ao ensino superior privado, a descida foi pouco significativa, passando de 4,1% para 3,9%, entre 2018 e 2019. Em 2015, por outro lado, o desemprego destes recém-diplomados situava-se nos 8,8%.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior atualiza, esta sexta-feira, toda a informação no portal InfoCursos, com "dados e estatísticas sobre cursos superiores, proporcionando mais informação e contribuindo para apoiar os estudantes nas escolhas de curso no ensino superior". Neste endereço, pode encontrar informação atualizada sobre 3800 cursos técnicos superiores profissionais (TeSP), licenciaturas, mestrados integrados e de mestrado 2.º ciclo de 109 instituições do país.

A primeira fase de candidaturas ao ensino superior arranca a 7 de agosto e decorrerá até ao dia 23 do mesmo mês. As colocações serão conhecidas a 28 de setembro. A segunda fase de acesso será de 28 de setembro a 9 de outubro, com os resultados divulgados a 15 de outubro. A terceira e última decorrerá entre 22 e 26 de outubro. Estas últimas colocações são comunicadas a 30 de outubro.
Menos abandono e mais alunos estrangeiros

Não só o número estudantes que ingressam no ensino superior tem aumentado, de forma geral, ao longo dos anos, como são cada vez menos aqueles que desistem dos seus cursos. Embora a percentagem de estudantes que já não se encontravam no sistema de ensino superior nacional um ano após iniciarem a sua licenciatura ficasse intacta entre 2017/18 e 2018/19, com 8,8%, e até tivesse aumentado 0,1% entre um ano e outro nos mestrados integrados (3,4%), diminuiu nos restantes ciclos de estudo.

Nos Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), por exemplo, passou de 17,4% para 17%. O valor mais alto de abandono foi registado em 2015/16 (ano com dados mais antigos), em que esta percentagem se sitoou nos 28,4%. Já nos mestrados de 2.º ciclo, a queda, pouco significativa, foi de 16,8% para 16,4%, embora já tenha atingido quase os 20% em 2014/15.


7.5.20

Desemprego em Portugal deverá disparar para perto de 9,5% em 2020, prevê a Comissão Europeia

Shrikesh Laxmidas, in Negócios on-line

“Muitos dos cortes de empregos serão provavelmente temporários, mas a expectativa de uma recuperação lenta dos serviços de turismo e atividades relacionadas irá provavelmente ter um impacto negativo na procura por emprego num período mais prolongado”, afirmou a Comissão Europeia.

A pandemia da Covid-19 vai provocar choques temporários e de médio prazo no mercado de trabalho em Portugal, afirmou a Comissão Europeia esta quarta-feira, prevendo que a taxa de desemprego suba para cerca de 9,5% este ano, de 6,5% em 2019, antes de recuar para perto de 7,5% em 2021.

“A queda repentina da atividade económica em março 2020 levou a um aumento significativo do desemprego
registros, apesar das medidas significativas anunciadas para apoio ao emprego”, referiu a Comissão Europeia, nas projeções económicas da primavera. “Muitos dos cortes de empregos serão provavelmente temporários, mas a expectativa de uma recuperação lenta dos serviços de turismo e atividades relacionadas irá provavelmente ter um impacto negativo na procura por emprego num período mais prolongado”.

A tendência de aumento do desemprego é transversal à União Europeia, adiantou. O surto da Covid-19 mudou completamente as perspectivas de produção da economia e dos mercados laborais, explicou.

“Sem as medidas tomadas pelos Estados-Membros para sustentar o emprego, a medidas de contenção desencadeadas pela pandemia poderiam afetar o emprego ainda mais que o PIB, pois os setores mais afetados são aqueles com maior intensidade de emprego e as maiores quotas de contratos temporários”, alertou. “Espera-se, contudo, que as medidas anunciadas amorteçam esses efeitos negativos e permitam que o emprego diminua de forma mais moderadamente que o PIB”.

Para o conjunto dos 27 membros da UE, a CE projecta que o emprego total desça 4,5% este ano, com a taxa de desemprego a subir para 9%, de 6,7% em 2019, antes de recuar para 7,9% em 2021.

Na zona euro a 19 membros, Bruxelas espera taxas de desemprego de 9,6% e 8,6% em 2020 e 2021, respectivamente, depois dos 7,5% de 2019.

27.4.20

Despedimentos coletivos duplicam em abril. Abrangem mais de mil trabalhadores

Isabel Patrício, in EcoOnline

Mais de uma centena de processos de despedimento coletivo foram iniciados este mês. No total, estão abrangidos 1.041 trabalhadores. Este tipo de despedimento está proibido para as empresas em lay-off.

Abril ainda não terminou, mas o número de processos de despedimento coletivo iniciados este mês já é o dobro do número de processos começados em março. No total, estão abrangidos mais de mil trabalhadores. Esta evolução é explicada pelo impacto da pandemia na vida das empresas, tendo sido, assim, colocado um travão à melhoria do mercado de trabalho em Portugal.

De acordo com o Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, até 23 de abril foram iniciados 116 processos de despedimento coletivo, dos quais 59 em microempresas. Estão abrangidos por estes processos 1.041 trabalhadores.

No mês passado — altura em que o impacto do surto de Covid-19 já se começava a fazer sentir –, o número de processos iniciados de despedimento coletivo foi cerca de metade (57) e abrangeram 786 trabalhadores. Em comparação, em fevereiro houve 36 processos.

Os despedimentos coletivos estão proibidos no caso das empresas que recorreram ao lay-off simplificado, regime que, segundo tem defendido o Governo, tem mitigado os efeitos da crise pandémica na evolução do desemprego. No Parlamento, o ministro da Economia frisou que, à boleia do novo lay-off, essa taxa está a crescer, “mas não na proporção que seria de esperar”.

Ainda assim, não só o número de processos de despedimentos coletivos duplicou, como o desemprego registado pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) cresceu em mais de 53 mil pessoas. De acordo com os dados divulgados, esta sexta-feira, no total, já há mais de 374 mil desempregados em Portugal, valor que compara com os 321 mil registados em março, mês em que já tinha havido um salto de quase 9% face ao período homólogo.

De notar que, apesar do número de inscritos no IEFP estar já nos 374 mil, chegaram à Segurança Social em abril apenas 44.130 pedidos de subsídio de desemprego, ou seja, das 53 mil pessoas que ficaram desempregadas este mês cerca de 17,7% não pediram esta prestação.

Por outro lado, segundo o GEP, o número de empresas que recorreram ao lay-off simplificado já ultrapassou as 93 mil. O Executivo de António Costa abriu a porta a este regime há menos de um mês, mas já estão potencialmente enquadrados nesta medida um milhão e 162 mil trabalhadores.

Em número de empregadores, o setor do alojamento, restauração e similares continua a ser aquele onde esta medida é mais popular, num momento em que o turismo está particularmente afetado pela pandemia. Em segundo lugar, aparece o comércio por grosso e a retalho, reparação de veículos automóveis e motociclos, setor no qual o estado de emergência fez fechar muitas portas.

Ao abrigo do lay-off simplificado, os empregadores mais afetados pela pandemia de coronavírus podem suspender os contratos de trabalho ou reduzir a carga horária dos seus trabalhadores, que passam a ter direito a, pelo menos, dois terços do seu salário.

No caso da suspensão do contrato, esse valor é pago em 70% pela Segurança Social e em 30% pelo patrão; Mas no caso da redução do horário, o Estado só comparticipa em 70% a retribuição adicional paga ao trabalhador de modo a que este consiga atingir os tais dois terços em conjunto com a parte do salário que lhe é devido pela horas de trabalho mantidas. O formulário para o prolongamento dessa medida para maio já está disponível na Segurança Social.

5.3.20

Taxa de desemprego de Portugal é das que mais sobe na Europa

in Dinheiro Vivo

Subida da taxa de desemprego nacional é a maior desde o verão de 2013.
Pior só Lituânia, Luxemburgo e Suécia, os três ex-aequo com o maior aumento

Portugal é dos países da União Europeia com sinais mais agudos de degradação do mercado de trabalho neste arranque de 2020 (janeiro). Os dados foram revelados nesta terça-feira pelo Eurostat. Portugal registou a segunda maior subida (da Europa) ao nível da taxa de desemprego total entre janeiro de 2019 e igual mês deste ano. A incidência do fenómeno afetava 6,6% da população ativa no início do ano passado e atualmente a taxa já vai em 6,9% (mais três décimas percentuais). A intensidade do desemprego só piorou mais na Lituânia, no Luxemburgo e na Suécia (os três com um aumento de 0,5 pontos percentuais).

Esta subida homóloga da taxa de desemprego nacional, calculada pelo Dinheiro Vivo (DV) a partir de números originalmente apurados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e comunicados ao Eurostat, é a maior desde o verão (julho) de 2013, estava Portugal a tentar sair de uma grave crise económica e social, e envolvido num programa de resgate e de austeridade. A expansão do número de desempregados em Portugal também é das maiores da Europa, atualmente. Os dados do Eurostat mostram que é a terceira mais penalizadora, tendo aumentado 5,6% em janeiro face a igual mês de 2019. Uma vez mais Lituânia (10,1% de aumento), Suécia (7,8%) e Luxemburgo (6,3%) lideram este ranking. Portugal ganha assim mais 19 mil desempregados em apenas um ano, tendo agora um total de 369 mil casos. Variação do número de desempregados em janeiro de 2020 Infogram Quinto maior aumento do desemprego jovem O desemprego jovem também voltou a aparecer depois de anos de alívio. Segundo o Eurostat, Portugal tem agora a quinta maior taxa de desemprego jovem da Europa (19,3%) na sequência da quarta maior subida entre janeiro de 2019 e o primeiro mês deste ano. A taxa deteriorou-se cerca de 1,8 pontos percentuais, naquele que é o maior aumento desde maio de 2013.

O número de jovens (menos de 25 anos) sem trabalho disparou mais de 9%, totalizando 72 mil casos em janeiro. Em Portugal, o desemprego está a alastrar sobretudo entre os homens. As mulheres têm uma taxa superior, mas esta até desceu em janeiro. Estes dados são consistentes com os sinais de abrandamento na criação de emprego e de forte subida do desemprego revelados pelo INE no inquérito do quarto trimestre. Tal como escreveu o DV há cerca de um mês, a taxa de desemprego oficial portuguesa terminou o ano a subir de forma pronunciada após muitos trimestres de queda. O peso do desemprego agravou-se de 6,1% no terceiro trimestre para 6,7% no último trimestre do ano passado. Outro sinal desfavorável vem dos despedimentos coletivos, uma realidade que voltou a emergir. O número de despedimentos coletivos subiu em 2019, pelo segundo ano consecutivo, até aos 3616 casos, indicam dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), que faz parte do Ministério do Trabalho. A região mais fustigada (em 2019) é o norte do País, onde 123 empresas conseguiram concluir os respetivos processos de despedimento coletivo. Ficaram sem trabalho 1506 pessoas, mais 80% do que em 2018. O Norte arcou assim com 42% do total de despedimentos.

31.10.18

Taxa de desemprego desce para valor mais baixo desde 2002

Sónia M. Lourenço, in Expresso

Depois de uma ligeira subida em agosto, para 6,9%, a taxa de desemprego voltou a descer em setembro, indicam os dados do Instituto Nacional de Estatística, divulgados esta terça-feira

A taxa de desemprego voltou a recuar em setembro, indicam os dados do Instituto Nacional de Estatística, divulgados esta terça-feira. Segundo a estimativa provisória do INE, o desemprego caiu para 6,6%, menos 0,3 pontos percentuais do que no mês anterior. Mais ainda, para encontrar um valor mais baixo na taxa mensal é preciso recuar 16 anos, a setembro de 2002, quando se encontrava nos 6,5%.

Este recuo em setembro acontece depois de agosto ter ficado marcado pelo primeiro aumento da taxa mensal de desemprego desde fevereiro de 2016. Nesse mês o desemprego subiu 0,1 pontos percentuais, para 6,9%, indica a estimativa definitiva do INE. Um valor que representa uma uma revisão em alta face aos 6,8% avançados na estimativa provisória, há um mês. Recorde-se que os dados mensais divulgados pelo INE são ajustados da sazonalidade.

Voltando a setembro, a estimativa provisória da população empregada ascendeu a 4,8143 milhões de pessoas, mais 0,2% (7,4 mil pessoas) do que no mês anterior. Em termos homólogos, isto é, em relação a setembro de 2017, a população empregada aumentou 2%, ou seja, em 96,3 mil pessoas.

Quanto à população desempregada, a cuja estimativa provisória aponta para 340,4 mil pessoas. Número que traduz uma diminuição de 5,1% (menos 18,2 mil) em relação a agosto. Em termos homólogos, a redução foi de 22,7%. Ou seja, há menos 100,1 mil pessoas desempregadas do que em setembro de 2017.

Quanto aos jovens (dos 15 anos aos 24 anos), a taxa de desemprego também recuou em setembro. Segundo a estimativa provisória ficou nos 19,6%, o que compara com 20,3% em agosto. Em setembro de 2017 estava nos 24,5%.

21.8.18

Queda do desemprego acompanhada de mais rendimento. Desde 2011 que salários não aumentavam tanto

Rafaela Burd Relvas, in EconomiaVerde

O rendimento médio em Portugal aumentou para 887 euros no final de junho deste ano, registando a maior subida desde o primeiro trimestre de 2011.

O rendimento médio mensal líquido em Portugal aumentou para 887 euros no segundo trimestre deste ano. O valor representa não só um aumento significativo tanto em relação ao trimestre anterior como face ao mesmo período do ano passado, como é mesmo a maior subida homóloga desde o início de 2011.

Os dados foram publicados, esta quarta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que deu conta de que a taxa de desemprego caiu para 6,7% no segundo trimestre deste ano, o valor trimestral mais baixo desde meados de 2004.

Algarve e Centro já registam desemprego na casa dos 5%

Para além desta redução, vários indicadores do mercado de trabalho registaram desempenhos positivos. O número de pessoas desempregadas reduziu-se em 23,7% em relação trimestre homólogo, a taxa de desemprego entre os jovens caiu para o valor mais baixo desde 2009, a população considerada “subutilizada” reduziu-se em 13% e a população empregada aumentou em 2,4% em termos homólogos.

A completar esta evolução positiva, os salários também estão a aumentar a um dos ritmos mais acelerados dos últimos anos. No segundo trimestre, o rendimento médio mensal líquido dos trabalhadores por conta de outrem foi de 887 euros, o valor mais elevado da série do INE, que recua até 1998.

Rendimento médio mensal líquido aumentou para 887 euros

Este montante representa um aumento de 11 euros ou de 1,26% em relação ao trimestre anterior. Já face ao segundo trimestre do ano passado, o rendimento médio aumentou em 36 euros, ou 4,23%. Esta é a maior subida desde o primeiro trimestre de 2011, altura em que o rendimento mensal médio aumentava em mais de 5%, para 816 euros.

Apesar da subida, os salários em Portugal continuam muito abaixo da média europeia. Segundo os dados recolhidos pelo Eurostat, o Luxemburgo era o país que, em 2016, registava os salários mais altos, com um salário médio anual liquido de 38.800 euros, o triplo do que era registado em Portugal nesse ano: 12.691 euros. Entre os países da União Europeia, Portugal fica abaixo do meio da tabela, com o 11.º salário mais baixo da região.

Lisboa tem os rendimentos mais altos

A Área Metropolitana de Lisboa mantém-se como a região com os rendimentos mais elevados, registando um rendimento médio mensal líquido de 1.025 euros no segundo trimestre, mais 4,4% do que há um ano, quando o rendimento médio era de 981 euros.

No campo oposto, a Região Autónoma dos Açores apresenta os salários mais baixos, com um rendimento médio mensal de 792 euros. Este montante representa até uma quebra de 0,2% em relação ao segundo trimestre do ano passado, quando o rendimento médio nos Açores era de 794.

O setor dos serviços continua a ser aquele com o rendimento médio mais elevado, de 918 euros (mais 4% do que há um ano), enquanto no setor da agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca o rendimento médio foi de apenas 662 euros (valor que, ainda assim, representa uma subida homóloga de 4,5%). Já no setor da indústria, construção, energia e água, o rendimento médio passou de 783 euros no ano passado para 820 euros no segundo trimestre deste ano.

8.2.18

Desemprego recua a valores de há nove anos

in RTP

A ver: Desemprego recua a valores de há nove anos
O desemprego em Portugal baixou para 8,9 por cento em 2017. É o valor mais baixo dos últimos nove anos. É preciso recuar até 2008 para encontrar uma taxa mais baixa, 7,6 por cento.

2.2.18

Portugal afasta-se da cauda da Europa no desemprego

Empregos on-line

Taxa de desemprego em Portugal já é inferior à da Letónia e situa-se quase um ponto percentual abaixo da média da Zona Euro.

Portugal foi o segundo país da Zona Euro (terceiro da União Europeia) onde a taxa de desemprego mais baixou em Dezembro de 2017, em comparação com o mesmo mês de 2016.


Uma queda que permite ao país afastar-se cada vez mais da média europeia e baixar posições no "ranking" dos países que apresentam as taxas mais elevadas.

De acordo com os dados publicados esta quarta-feira, 31 de Janeiro, pelo Eurostat, a taxa de desemprego em Portugal recuou de 10,2% em Dezembro de 2016 para 7,8% no mês passado (um mínimo desde Maio de 2004). Uma queda de 2,4 pontos percentuais que na União Europeia só é superada pela Grécia (2,6 pontos percentuais) e pela Croácia (2,5 pontos percentuais).

Com a taxa de desemprego na Zona Euro a manter-se em 8,7% (um mínimo desde Janeiro de 2009), em Portugal já se situa 0,9 pontos percentuais abaixo da média. Uma diferença que contrasta com o que acontecia há alguns meses, quando Portugal tinham uma taxa de desemprego bem acima do registo médio da Zona Euro.

A descida acentuada na taxa de desemprego em Portugal permite ao país continuar a baixar posições no "ranking" dos países com taxas mais elevadas. Depois de, durante muito tempo, ter ocupado a terceira posição (em 2013 a taxa de desemprego em Portugal superou os 17%), agora Portugal é o nono país da UE com o registo mais elevado.

Em Novembro passou a ter uma taxa inferior à da Finlândia. Em Dezembro baixou mais uma posição, passando a apresentar uma taxa de desemprego inferior à da Letónia (8,1%). Para descer mais posições, a taxa de desemprego terá que continuar a baixar de forma significativa em Portugal. Apenas a Eslováquia (7,4%) e Lituânia (7,1%) surgem no mesmo dígito que Portugal.

7.8.17

No mapa europeu do desemprego Portugal já está abaixo da média

Rita Faria, in Negócios on-line

Pela primeira vez em 11 anos a taxa de desemprego em Portugal é inferior à média da Zona Euro. Confira os dados de todos os países no mapa.

A taxa de desemprego na Zona Euro fixou-se em 9,1% em Junho, o valor mais baixo desde Fevereiro de 2009. Este valor, divulgado esta segunda-feira, 31 de Julho, pelo Eurostat, compara com a taxa de desemprego de 9,2%, em Maio, e de 10,1% no mesmo mês do ano passado.

Em Portugal - e tal como o INE revelou na semana passada - a taxa de desemprego terá caído de 9,2%, em Maio, para 9% em Junho, o que significa que o país ficou abaixo da média dos parceiros do euro pela primeira vez em mais de 11 anos. É preciso recuar até Fevereiro de 2006 para encontrar um mês em que a taxa de desemprego em Portugal tenha sido inferior à média da região da moeda única (8,8% na Zona Euro e 8,6% em Portugal).

Na União Europeia, a taxa de desemprego manteve-se em 7,7% em Junho, o mesmo valor registado em Maio, que é o mais baixo desde Dezembro de 2008.

O gabinete estatístico da União Europeia estima que, em Junho, havia 18,725 milhões de pessoas sem trabalho na região, das quais 14,718 milhões na Zona Euro.

Comparando com o mês anterior, o número de pessoas desempregadas desceu em 183 mil na União Europeia e em 148 mil na região da moeda única.

Como ler os mapas: Ao passar o cursor pelos vários países, vê a taxa de desemprego relativa ao período mais recente (neste caso Junho de 2017). Ao seleccionar um país, vê o gráfico da evolução da taxa nos meses mais recentes. Pode ainda alterar a legenda, para ver apenas os países que apresentam valores para o intervalo definido. Para isso tem que arrastar o cursor, que se situa a vermelho na parte inferior da legenda.

2.8.17

Desemprego abaixo da média europeia pela primeira vez em 11 anos

Luis Reis Ribeiro, in Dinheiro Vivo

Diferença entre taxa de desemprego europeia e portuguesa foi pior em 2012, 2013, quando vigorou o ajustamento do PSD-CDS e da troika.

A taxa de desemprego de Portugal, cuja estimativa provisória do INE aponta para 9% da população ativa em junho, está agora abaixo da média da zona euro, o que não acontecia há mais de 11 anos (desde início de 2006), indicou esta segunda-feira o Eurostat. De acordo com as estatísticas europeias, a taxa de desemprego média na zona euro baixou para 9,1%, ficando assim uma décima acima da portuguesa. Grécia, Espanha e Itália continuam a ter os maiores registos de desemprego da Europa, com 21,7%, 17,1% e 11,1%, respetivamente.

O fenómeno é menos intenso na República Checa (2,9%) e na Alemanha (3,8%). Como referido, durante mais de uma década Portugal teve um desemprego estruturalmente mais penalizador face ao que acontecia na Europa. Desde meados de 2006, que a situação se começou a degradar. Enquanto a taxa de desemprego média da zona euro tendia a melhorar, em Portugal ia em sentido contrário, tendo-se deteriorado rapidamente com as sucessivas crises que foram abalando a Europa, mas especialmente o país. Primeiro a crise dos bancos, que levou à nacionalização de vários e ao salvamento de fortunas às custas dos contribuintes (o argumento era que bancos muito pequenos, como o BPN, eram sistémicos), depois a crise da dívida soberana, que se começou a sentir em 2010, levando o país à bancarrota em 2011.

O ajustamento subsequente causaria danos severos no mercado de trabalho. O desemprego só não foi ainda maior porque muita gente emigrou, por exemplo. Mas os piores momentos do mercado de trabalho português foram em 2012, o primeiro ano de ajustamento completo do governo do PSD-CDS que aplicou o programa de ajustamento da troika, e o início de 2013. A diferença entre a taxa de desemprego desfavorável a Portugal atingiu máximos de 5,4 pontos percentuais em dezembro de 2012 e de 5,5 pontos em janeiro de 2013. Nesses meses marcados pela austeridade do programa do governo de direita, o desemprego chegou a um máximo histórico de 17,5% da população ativa, mostram as séries do Eurostat consultadas pelo Dinheiro Vivo.

Nessa altura, na viragem de 2012 para 2013, o país tinha mais de 909 mil pessoas sem trabalho. Hoje terá metade disso (cerca de 463 mil) segundo os dados do INE replicados pelo Eurostat. A situação continua a melhorar, como mostram os últimos dados sobre a criação de emprego. Portugal está agora melhor no desemprego face à média da zona euro, mas não face ao conjunto dos 28 da União Europeia, cuja média é significativamente inferior (7,7% em junho) por causa do maior dinamismo das economias do leste europeu. É o caso de República Checa, Hungria (4,3% de desemprego) ou Polónia (4,8%).

11.7.17

Desemprego mantém-se nos 5,9% na OCDE em maio, Portugal com 5.º mais alto

in Diário de Notícias

O desemprego no conjunto dos países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) manteve-se nos 5,9% em maio, com Portugal no quinto lugar na lista dos países com mais desemprego.

De acordo com os dados hoje divulgados pela OCDE, nos 35 países membros havia 36,8 milhões de desempregados em maio, ainda mais 4,1 milhões do que antes de se fazerem sentir os efeitos da crise, em abril de 2008.

Do total de desempregados na OCDE, 485 mil dizem respeito a Portugal, onde a taxa de desemprego baixou dos 9,5% em abril para os 9,4% em maio.

A Grécia (com 21,7% em abril, último dado disponível) permanece como o país da OCDE onde o desemprego é mais elevado, seguido de Espanha (17,7%), Itália (11,3%) e França (9,6%).

Na zona euro, o desemprego manteve-se nos 9,3% em maio.

A taxa de desemprego jovem (entre os 15 e os 24 anos) baixou na média dos países da OCDE em maio para os 12,0%, dos 12,1% observados em abril.

Em Portugal, no entanto, a taxa de desemprego entre os jovens subiu dos 23,8% observados em abril para os 24,6% em maio, enquanto na zona euro se manteve nos 18,9%.

10.2.17

Vieira da Silva quer taxa de desemprego abaixo dos 10% este ano

in Dnotícias

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José Vieira da Silva, disse hoje que o objetivo para este ano é ter a taxa de desemprego abaixo dos 10%, depois de em 2016 ter superado as expectativas.

“Podemos ter a expectativa bem fundada de que em 2017 vamos ter, de facto, a continuação da trajetória positiva e, finalmente, voltar a ter uma taxa de desemprego abaixo dos 10%, obviamente que esse não é o limite, o limite é reduzirmos o desemprego até ao mínimo possível”, afirmou à margem da cerimónia pública do Prémio Cooperação e Solidariedade António Sérgio 2016, no Porto.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou hoje que a taxa de desemprego média global apurada para 2016 desceu 1,3 pontos percentuais face a 2015, para os 11,1%, abaixo da estimativa do Governo, mantendo-se inalterada no quarto trimestre, nos 10,5%.

O comportamento da taxa de desemprego para o conjunto de 2016 ficou assim em linha com o esperado pelos analistas contactados pela agência Lusa, que apontavam para que ficasse entre os 11% e os 11,1%.

Em 2015, a taxa de desemprego ficou nos 12,4%.
“O ano de 2016 superou as expectativas na generalidade dos observadores e das instituições que fazem previsões sobre a economia portuguesa e até do próprio Governo no que toca à criação de emprego e diminuição do desemprego”, referiu o governante.
Pelo facto de o ano passado ter corrido de forma positiva, realidade confirmada pelos dados do último trimestre, Vieira da Silva disse acreditar que este ano essa evolução favorável irá continuar.

24.1.17

Desemprego soma sete meses de descida consecutiva

Lucília Tiago, in Dinheiro Vivo

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego voltou a recuar em dezembro somando já sete meses consecutivos de queda. Dois novos centros comerciais com abertura prevista para 2017

O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) fechou o mês de dezembro com 482.556 desempregados registados. São menos 3878 do que no mês anterior e menos 72.611 do que no final do ano anterior, sendo este o sexto mês consecutivo em que aquele número está abaixo dos 500 mil. Trata-se também da maior quebra homóloga do anos (-13,1%). Os dados do IEFP, divulgados esta segunda-feira, dãoainda conta de que o número de desempregados registou uma diminuição mensal consecutiva em setembro, outubro, novembro e dezembro, alo que já não acontecia desde há quase 30 anos. É necessário recuar a 1989 para encontrar uma reta final de ano com o mesmo ritmo de decréscimo entre os desempregados.

14.1.17

Desemprego pode ficar abaixo dos 10% ainda este ano

Sónia M. Lourenço, in Expresso

“Finalmente o desemprego está a baixar devido ao aumento do emprego em termos líquidos”

Desemprego a dois dígitos. É essa a realidade do mercado de trabalho em Portugal há oito longos anos. Mas este cenário pode mudar já em 2017. As projeções das organizações internacionais, Banco de Portugal e mesmo o cenário macroeconómico do Orçamento do Estado para 2017 apontam para a continuação da queda gradual da taxa de desemprego este ano, mas mantendo-se acima, ainda que próxima, dos 10%. Contudo, vários economistas ouvidos pelo Expresso acreditam que essa barreira pode ser quebrada este ano. Caso esta previsão se concretize, será a primeira vez desde março de 2009 que o desemprego baixa dos 10%, considerando valores mensais ajustados de sazonalidade, do Instituto Nacional de Estatística (INE).

“Acho possível a partir de maio termos valores da taxa de desemprego abaixo dos 10%”, afirma Francisco Madelino, professor do ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa e ex-presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional. João Cerejeira, professor da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, considera que o desemprego em Portugal pode quebrar essa barreira nos próximos meses, embora “deva ficar próximo dos 10%”. Também Paulino Teixeira, professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, acredita num desemprego abaixo dos 10% em 2017, ainda que apenas na parte final do ano: “No terceiro trimestre parece relativamente seguro”. Paula Carvalho, economista-chefe do BPI, é mais cautelosa. Mas considera que “não é impossível que quebre os 10%, mas só no segundo semestre, caso a dinâmica continue muito favorável”.