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8.4.21

Cláudia Semedo: "O discurso de ódio castra, diminui, sufoca, mata"

Por Notícias ao Minuto

A atriz usou as suas redes sociais para apelar ao fim do discurso de ódio, juntando-se à iniciativa "O Discurso de Ódio não é Argumento".

Cláudia Semedo foi uma das celebridades que resolveu juntar-se à iniciativa "O Discurso de Ódio não é Argumento", criada pela European Anti Poverty Network (EAPN) Portugal e inserida no âmbito da Semana da Interculturalidade.

Na sua conta oficial de Instagram, a atriz veste uma das t-shirts feitas no âmbito desta campanha e nas quais se podem ler as frases escolhidas para gritar o fim do racismo, desigualdades sociais ou de género.

"Toda a gente sabe que o lugar da mulher é onde ela quiser", pode ler-se na camisola que Cláudia resolveu vestir para apelar à defesa das causas em que acredita.

"O discurso de ódio é ignorante. Ignora o amor, a justiça, a liberdade, o respeito. O discurso de ódio castra, diminui, sufoca, mata. Muda de narrativa para uma que seja inclusiva. Não te excluas. O discurso de ódio não é argumento. Vamos", defende a atriz.

"Vai mas é para a tua terra. Aqui não há lugar para o racismo": artistas vestem a camisola contra o discurso de ódio

in Sapo

Carlão, Capicua, Valter Hugo Mãe, Ágata e Gisela João são alguns dos artista que participam na campanha.

CAPICUA


Nos últimos dias, vários artistas portugueses juntaram-se a "O Discurso de Ódio não é Argumento", uma campanha da EPAN (European Anti Poverty Network) Portugal, contra o racismo, a discriminação e o discurso de ódio. A iniciativa insere-se no âmbito da Semana da Interculturalidade.

Nas redes sociais, vários músicos, como Gisela João, Capicua, Carlão ou Surma, partilham as imagens da campanha e vestiram t-shirts com as frases da iniciativa "O Discurso de Ódio não é Argumento", que "dá a volta ao texto". Valter Hugo Mãe, Rosa Monteiro, secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Selma Uamusse, Ágata e Jorge Gabriel também vestiram a camisola.

"Vai mas é para a tua terra. Aqui não há lugar para o racismo", "Toda a gente sabe que o lugar da mulher é... onde ela quiser" ou "Faziam bem se fossem trabalhar. Com salários dignos" são algumas das frases da campanha.

Segundo o P3, estão a ser feitas t-shirts para venda e os interessados devem enviar email para a EAPN (geral@eapn.pt).
 

7.4.21

Rede Europeia Anti-Pobreza cria campanha para combater o discurso de ódio

 in Comunidade Cultura e Arte

A EAPN Portugal/ Rede Europeia Anti-Pobreza é uma organização não-governamental que tem como missão contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e solidária, baseada no respeito pelos Direitos Humanos e no exercício pleno de uma cidadania informada, participada e inclusiva.

Neste sentido a EAPN Portugal lança, no dia 6 de abril, no âmbito da Semana da Interculturalidade, uma campanha nacional, contra o discurso do ódio, sob o lema “O Discurso de Ódio não é Argumento. #Daravoltaao texto #EAPN”. O discurso de ódio tem vindo a ganhar cada vez mais espaço dentro da Europa e em Portugal não é exceção. Este discurso encontra-se reproduzido não só num “português suave” em conversas e comentários espontâneos, mas também de forma explícita através das redes sociais, de caixas de comentários de notícias, nas paredes das cidades ou mesmo em ações de ruas.

Breve descrição da Campanha

No Dicionário de Expressões Correntes, de Orlando Neves, edição da Editorial Notícias, «dar a volta ao texto» significa «argumentar de modo a convencer outrem de uma posição contrária à que defendia»

Tendo por base vários tipos distintos de discriminação pretende-se com estas soluções gráficas “dar a volta” a frases típicas do discurso de ódio, apresentando um “plot twist” simples, com um discurso humano, digno e com algum humor, com o objetivo de desarmar a futilidade com que muitas dessas ofensas são proferidas e provocando a reflexão critica sobre esses preconceitos.

A campanha é direcionada para as redes sociais e a imagem associada pretende aumentar o impacto e as partilhas pela sua forma colorida, direta e humorada. Pretende-se no dia de lançamento, com a conceção e distribuição de t-shirts com as frases da campanha, a colaboração de uma série de pessoas, dos mais variados contextos económicos e sociais e com ligação à cultura, ao desporto, à televisão, à rádio, etc de forma a aumentar a sua propagação e impacto nas redes.

Frases da campanha:
– Se vêm para cá têm é que respeitar e ser respeitados.
– Toda a gente sabe que o lugar da mulher é onde ela quiser.
– Faziam bem era se fossem trabalhar com ordenados dignos.
– Se tem algum jeito, uma pessoa ser aquilo que é.
– Vai mas é para a tua terra, aqui não há lugar ao racismo.

Produtos da Campanha:
– Imagens gráficas para o feed e stories de Instagram e Facebook,
– Pequenos vídeos com as frases individuais para as stories de Instagram
– Um vídeo completo para o facebook e site

Esta campanha foi desenhada pelo Miguel Januário e estará em vigor de 6 a 30 de abril. Podes descarregar e partilhar os posters desta campanha aqui.