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15.1.14

“Se as instituições colapsarem é porque já tudo acabou”

in RR

Muitas instituições de solidariedade social enfrentam sérias dificuldades para continuarem activas. Presidente da CNIS sugere a reactivação das casas do povo, sobretudo no interior, “onde muitos equipamentos foram desactivados”.

A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) apela ao Governo que faça um esforço redobrado no apoio aos mais necessitados e reafirma que muitas instituições estão em risco de colapso face às dificuldades financeiras.

“Algumas estão perante esse risco sério. Estamos a tomar providências em apoio com o Estado para que isso seja evitado, porque estas instituições são a grande almofada social. Se elas colapsarem, é porque já tudo acabou”, afirma à Renascença o presidente da CNIS, padre Lino Maia.

As mais necessitadas são as que ajudam as populações “do interior, com envelhecimento mais acentuado e menos actividade económica”.

Apesar de aprovado pelo Governo um fundo de 30 milhões de euros para as instituições, o padre Lino Maia recorda que faltam pormenores para que a verba seja activada, como “fazer um diagnóstico de cada instituição em que ele vai intervir”.

“Para já, está só a CNIS a intervir numa ou noutra instituição”, refere.

Reactivar as Casas do Povo
Neste dia nacional da CNIS, a confederação lança um conjunto de propostas ao Governo, em especial para o interior do país. O presidente da CNIS sugere, por exemplo, o restabelecimento das Casas do Povo.

“Queremos, sobretudo, intervir na dinamização local, na coesão territorial e nesse sentido apontados para a criação de uma espécie de Casa do Povo pelas aldeias, onde muitos equipamentos foram desactivados e as instituições podem ser o grande factor de reactivação da economia”, explica o padre Lino Maia.

As Casa do Povo assumiam a função de realizar a previdência social. A Renascença foi perceber como funciona uma das poucas ainda existentes e que está localizada no distrito de Viseu, em Abravezes.

Criada a 21 de Março de 1935, apoia 250 famílias beneficiárias do rendimento social de inserção e tem valência de creche, atendimento e acolhimento à vítima de violência doméstica.

Ouça a reportagem (topo da página).


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Conforto, tranquilidade e dignidade na última fase da vida
Os lares de terceira idade são a resposta para muitos idosos em situação de risco ou de perda de independência e/ou autonomia. É nestas instituições de solidariedade social, espalhadas por todo o país, que os seniores encontram uma morada, apoio social e cuidados de saúde e afecto.

A Renascença visitou o Lar S. Tiago, propriedade do Centro Social Paroquial de Mairos, no concelho de Chaves, onde residem 35 idosos.

25.3.13

Cortes no sector da Saúde "estão a estrangular 100 instituições" de solidariedade social

in RR

Quem presta serviços no tratamento de sida e hepatite, por exemplo, pode não sobreviver às restrições orçamentais do ministério, refere uma federação do sector.

Os cortes na área Saúde estão a colocar cerca de uma centena de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) em risco de encerramento. Em causa estão instituições que prestam serviços de saúde, em muitos casos na área da sida e hepatite.

De acordo com a Federação das IPSS da Saúde, a não abertura de concursos para financiamento este ano põe em causa o funcionamento das instituições.

"Há uma centena de instituições que neste momento estão a sofrer este estrangulamento financeiro. Quer na continuidade de projectos, quer na redução de serviços que prestavam. Há realmente muitas queixas de associações que não estão a conseguir manter o mesmo nível e qualidade de serviços", indica Maria Eugénia Saraiva, presidente da Liga Portuguesa contra a Sida e porta-voz da Federação das IPSS da Saúde.

A preocupação já foi manifestada em Dezembro ao ministro da Saúde. Perante a ausência de medidas, Maria Eugénia Saraiva apela à intervenção de Paulo Macedo.

"Queremos ter mais respostas para ajudar as instituições que estão neste momento a atravessar esta crise. Aquilo que gostaríamos de ver era a abertura de concursos por parte do Ministério da Saúde, de acordos de convenção por parte do Ministério", diz Maria Eugénia Saraiva.

"Estamos no primeiro trimestre e estamos a falar porque estamos preocupados", diz ainda a presidente da Liga Portuguesa contra a Sida e porta-voz da Federação das IPSS da Saúde.

5.9.12

Cortes do Governo podem encerrar maioria das instituições de solidariedade

in RR

O alerta é da presidente da Liga Portuguesa contra a SIDA e surge depois de ter sido confirmado que o Governo congela concursos para novos projectos.

Mais de 50% das Instituições Particulares de Saúde admitem estar em risco de encerramento e as perspectivas não são nada animadoras.

Agora que o Ministério da Saúde confirmou o congelamento dos concursos para novos projectos.

Sem financiamento do Estado, a presidente da Liga Portuguesa Contra a SIDA, Maria Eugénia Saraiva, diz que está em risco o futuro de grande parte das instituições.

“Ficamos sem respostas, sem garantias, para haver continuidade de alguns projectos que terminam este ano e outros no próximo ano. Tememos que muitas destas instituições apontadas pela CNIS na área da saúde – cerca de 300 – vejam muito em breve as suas portas a encerrar”, disse.

O Governo justifica a decisão com limitações orçamentais mas Maria Eugénia Saraiva diz que é o apoio aos mais vulneráveis que fica comprometido.

Neste quadro, de corte de financiamento às instituições particulares de saúde, a presidente da Liga Contra a SIDA apela à colaboração de todos os portugueses para que dêem aquilo de que já não precisam.