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18.1.23

Centeno confiante de que zona euro não vai entrar em recessão

Por Lusa, in Público

“Talvez sejamos surpreendidos” com o desempenho económico da zona euro no primeiro trimestre deste ano, considera o governador do Banco de Portugal.

O governador do Banco de Portugal está confiante de que é possível evitar, para já, a recessão na zona euro, acreditando que o crescimento resistiu no quarto trimestre de 2022 e que irá ser positivo no primeiro trimestre de 2023.

Mário Centeno falava num painel no âmbito da 53.ª reunião anual do Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, este ano dedicada ao tema “Cooperação num Mundo fragmentado”. O governador do Banco de Portugal (BdP), que faz parte do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE), assinalou que “a economia tem surpreendido trimestre após trimestre”, pelo que prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro tenha escapado a uma contracção no último trimestre do ano passado.

Paralelamente, revelou-se optimista para o primeiro trimestre de 2023: “talvez sejamos surpreendidos” com um crescimento positivo, salientando ser natural uma desaceleração.

Ainda assim, revelou que o preocupa o sentimento de confiança de empresas e famílias, admitindo que, na zona euro, ainda não houve a recuperação total do que aconteceu em Fevereiro. Para o governador do BdP, as tensões geopolíticas são, especialmente para a Europa, o maior desafio, mas realçou acreditar que está dotada dos instrumentos necessários”. “É por isso que acredito que podemos evitar a recessão”, salientou.

Mário Centeno defendeu, ainda, que a “normalização da política monetária é necessária na Europa”, garantindo que o BCE irá continuar a “combater a inflação”. “Não quero subscrever a ideia de que os bancos centrais começaram a recessão, porque a inflação também não é boa”, disse.

O governador do Banco de Portugal considerou, também, que se está a “redesenhar a globalização”: “não acredito na desglobalização”, afirmou. “Espero que, desta vez, o possamos fazer de uma forma mais inclusiva”, disse, dando nota de que a redistribuição não é suficiente e é precisa uma abordagem “mais ampla”.

O Fórum Económico Mundial reúne líderes internacionais governamentais, institucionais, empresariais e da sociedade civil, que ao longo desta semana estão a debater “os desafios económicos, energéticos e alimentares que se colocam às economias mundiais e lançar as bases que permitam construir um mundo mais sustentável e resiliente”.


6.9.12

Portugal lidera queda da economia da Zona Euro

in Jornal de Notícias

O Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro recuou 0,2 por cento na zona euro no segundo trimestre do ano, em relação ao primeiro, tendo Portugal registado a maior descida (-1,2 por cento), divulga, esta quinta-feira, o Eurostat.

Já no conjunto dos 27 Estados-membros, o PIB contraiu 0,1 por cento no mesmo período, segundo o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE).

A Finlândia (-1,1) e a Eslovénia (-1,0 por cento) são os países que, para além de Portugal, registaram as maiores descidas do PIB, sendo que o Eurostat não apresenta dados para a Grécia na comparação trimestral.

Na comparação homóloga, com o segundo semestre de 2011, o PIB da zona euro diminuiu 0,5 por cento e 0,3 por cento na UE.

A Grécia, com -6,2 por cento, lidera as perdas na comparação homóloga, seguida de Portugal (-3,3 por cento) e Itália (-2,5 por cento).

No primeiro trimestre de 2012, as taxas de crescimento foram de 0,0 por cento nas duas zonas e de 0,0 e 0,1 por cento para a zona euro e UE na comparação anual.

Em Portugal, o Eurostat revela que a contração do PIB foi de -0,1 por cento no primeiro trimestre de 2012 e de -2,3 no segundo trimestre de 2011.