Por Ana Tomás, in iOnline
António Saraiva avisa que o governo deve ler os sinais manifestados nas ruas e ouvir as posições dos parceiros sociais
O presidente da CIP, António Saraiva, avisa que uma “chispa” pode fazer explodir a “bomba relógio” da paz social.
Em entrevista à Antena 1, o responsável da confederação patronal, afirma que apesar de desejar que o governo cumpra a legislatura até ao fim, a “bomba relógio” da paz social poderá explodir se o primeiro-ministro continuar a rejeitar as posições dos parceiros sociais sobre a situação do país, como aconteceu na concertação social esta semana.
O presidente da CIP lembra que se não houver um novo rumo e a manter-se o crescimento do desemprego haverá um aumento do clima de tensão na população, apesar dos esforços feitos pelos parceiros sociais.
“É preciso ler estes sinais”, alerta António Saraiva, acrescentando que “a fome é má conselheira” e que “o ser humano sem esperança é socialmente perigoso”.
O responsável acrescenta que as confederações patronais têm trabalhado com o governo, sobretudo com o ministro da Economia, para encontrar soluções para um desenvolvimento económico diferente, mas recorda que a apresentação de propostas legislativas compete ao executivo.
“Temos dialogado, não temos é visto correspondência do diálogo à aplicação das medidas e é isso que faltava”, explica António Saraiva.
O presidente da CIP revela, na mesma entrevista, que já pediu audiências ao primeiro-ministro e ao Presidente da República e que vai pedir também reuniões com os partidos políticos com assento parlamentar para apresentar o documento que pede ao governo uma mudança de rumo político.
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28.6.13
18.10.12
Otelo avisa que uma revolução está latente e não irá ser pacífica como o 25 de abril
in Diário Digital
Otelo Saraiva de Carvalho acha que o Governo está a violar a Constituição, de que as Forças Armadas são «guardiãs», e avisa que uma revolução «está latente» e não deverá ser pacífica como o 25 de abril.
Otelo Saraiva de Carvalho acha que o Governo está a violar a Constituição, de que as Forças Armadas são “guardiãs”, e avisa que uma revolução "está latente" e não deverá ser pacífica como o 25 de abril.
Em entrevista à Agência Lusa, no dia em que militares se reúnem para discutir a situação atual e as suas repercussões nas Forças Armadas, o célebre “capitão de Abril” diz que é diariamente confrontado com “anónimos” que o convidam a fazer uma nova revolução, “agora sem cravos”.
Esta ideia de uma nova revolução “está latente”, disse Otelo.
“É preciso uma nova revolução, há essa tendência de que é preciso modular isto tudo de novo, mas ninguém pensa que a evolução para essa revolução possa ser pacífica. Esse é o grande temor que existe”, afirmou.
Um ano depois de ter afirmado, em entrevista à agência Lusa, de que, ultrapassados os limites, os militares deviam fazer um golpe de Estado e derrubar o governo, tendo por isso sido alvo de uma queixa no Ministério Público, entretanto arquivada, o militar não tem dúvidas: “Os limites foram ultrapassados”.
Otelo pensa que uma nova revolução não deverá ser tão pacífica como a do 25 de abril, porque “agora estão exacerbados os ódios que se foram acumulando”.
“Quando se abre uma esperança enorme para o povo e o povo acredita que vai a caminho de algo que nunca tinha tido, e quando há uma regressão para níveis insustentáveis, de pobreza, de regresso a situações anteriores…”, comentou.
O militar diz que tem acompanhado as manifestações populares em Portugal “com bastante emoção e um crescendo de ansiedade para ver onde vai desaguar esta enorme corrente de descontentamento que hoje grassa” em Portugal.
“Finalmente, o nosso povo submisso e de brandos costumes está a acordar para uma realidade que é pungente e que está a ser avassaladora num país que abriu uma esperança enorme com o 25 de abril e que agora se vê, menos de 40 anos depois, num estado em que a pobreza aumentou 80 por cento em 20 anos, em que a classe média está a regredir e a passar a níveis de pobreza que eram impensáveis até há pouco tempo”, disse.
Questionado sobre o papel das Forças Armadas perante a realidade, Otelo lembra que estas são "as guardiãs da Constituição da República”.
“O que disse [em entrevista à agência Lusa, em novembro de 2011] e repito é que é dever patriótico das Forças Armadas - quando a Constituição da República, de que são guardiãs, está a ser ultrapassada e violada sistematicamente por quem governa - organizar, preparar uma ação militar e derrubar o governo”, afirmou.
Sobre as consequências deste ato, Otelo considera que tais são para “ver depois” e acusa: “Este Governo não serve os interesses do povo. Viola a Constituição de que as Forças Armadas são guardiãs”.
Otelo reconhece que as Forças Armadas estão hoje “muito diferentes” do que as que existiam quando estava no ativo. “Não vejo que o Exército tenha neste momento capacidade de conseguir fazer alguma coisa por este povo”.
Questionado sobre o que sente perante a crise que o pais atravessa, Otel disse sentir um “desgosto enorme”. Apesar de não saber o que pode fazer para ajudar a mudar as coisas, o "capitão de Abril" avança: “Se eu tivesse menos 30 anos…”.
“Tal como lhe disse em novembro do ano passado, com 800 homens eu fazia uma operação militar e mudava o regime. Mais do que mudar o governo, é preciso mudar o regime”, sublinhou à Lusa.
Diário Digital com Lusa
Otelo Saraiva de Carvalho acha que o Governo está a violar a Constituição, de que as Forças Armadas são «guardiãs», e avisa que uma revolução «está latente» e não deverá ser pacífica como o 25 de abril.
Otelo Saraiva de Carvalho acha que o Governo está a violar a Constituição, de que as Forças Armadas são “guardiãs”, e avisa que uma revolução "está latente" e não deverá ser pacífica como o 25 de abril.
Em entrevista à Agência Lusa, no dia em que militares se reúnem para discutir a situação atual e as suas repercussões nas Forças Armadas, o célebre “capitão de Abril” diz que é diariamente confrontado com “anónimos” que o convidam a fazer uma nova revolução, “agora sem cravos”.
Esta ideia de uma nova revolução “está latente”, disse Otelo.
“É preciso uma nova revolução, há essa tendência de que é preciso modular isto tudo de novo, mas ninguém pensa que a evolução para essa revolução possa ser pacífica. Esse é o grande temor que existe”, afirmou.
Um ano depois de ter afirmado, em entrevista à agência Lusa, de que, ultrapassados os limites, os militares deviam fazer um golpe de Estado e derrubar o governo, tendo por isso sido alvo de uma queixa no Ministério Público, entretanto arquivada, o militar não tem dúvidas: “Os limites foram ultrapassados”.
Otelo pensa que uma nova revolução não deverá ser tão pacífica como a do 25 de abril, porque “agora estão exacerbados os ódios que se foram acumulando”.
“Quando se abre uma esperança enorme para o povo e o povo acredita que vai a caminho de algo que nunca tinha tido, e quando há uma regressão para níveis insustentáveis, de pobreza, de regresso a situações anteriores…”, comentou.
O militar diz que tem acompanhado as manifestações populares em Portugal “com bastante emoção e um crescendo de ansiedade para ver onde vai desaguar esta enorme corrente de descontentamento que hoje grassa” em Portugal.
“Finalmente, o nosso povo submisso e de brandos costumes está a acordar para uma realidade que é pungente e que está a ser avassaladora num país que abriu uma esperança enorme com o 25 de abril e que agora se vê, menos de 40 anos depois, num estado em que a pobreza aumentou 80 por cento em 20 anos, em que a classe média está a regredir e a passar a níveis de pobreza que eram impensáveis até há pouco tempo”, disse.
Questionado sobre o papel das Forças Armadas perante a realidade, Otelo lembra que estas são "as guardiãs da Constituição da República”.
“O que disse [em entrevista à agência Lusa, em novembro de 2011] e repito é que é dever patriótico das Forças Armadas - quando a Constituição da República, de que são guardiãs, está a ser ultrapassada e violada sistematicamente por quem governa - organizar, preparar uma ação militar e derrubar o governo”, afirmou.
Sobre as consequências deste ato, Otelo considera que tais são para “ver depois” e acusa: “Este Governo não serve os interesses do povo. Viola a Constituição de que as Forças Armadas são guardiãs”.
Otelo reconhece que as Forças Armadas estão hoje “muito diferentes” do que as que existiam quando estava no ativo. “Não vejo que o Exército tenha neste momento capacidade de conseguir fazer alguma coisa por este povo”.
Questionado sobre o que sente perante a crise que o pais atravessa, Otel disse sentir um “desgosto enorme”. Apesar de não saber o que pode fazer para ajudar a mudar as coisas, o "capitão de Abril" avança: “Se eu tivesse menos 30 anos…”.
“Tal como lhe disse em novembro do ano passado, com 800 homens eu fazia uma operação militar e mudava o regime. Mais do que mudar o governo, é preciso mudar o regime”, sublinhou à Lusa.
Diário Digital com Lusa
12.5.12
"Primavera Global" - protesto contra a crise corre o mundo
in Jornal de Notícias
O movimento "indignados" organiza a partir deste sábado e até terça-feira a "Primavera Global" em mais de 250 cidades em todo o mundo, incluindo sete cidades portuguesas, em protesto contra a crise e as medidas de austeridade.
Democracia real, mais justiça social, distribuição da riqueza, e ética pública são algumas das questões comuns aos vários movimentos que esperam mobilizar até ao dia 15 milhares de pessoas em todo o mundo.
Em Portugal, onde a manifestação de 12 de Março de 2011 da "geração à rasca" inspirou as concentrações em Espanha no mesmo ano, os desfiles, debates e assembleias populares vão realizar-se em Braga, Porto, Coimbra, Santarém, Lisboa, Évora e Faro.
Na Grécia onde a população está sujeita a drásticas medidas de austeridade e onde ainda se espera a formação de um novo governo, está prevista uma concentração na Praça Sintagma (Praça da Constituição) frente ao Parlamento organizada pelo "Fórum Ágora de Atenas".
Em Espanha, os "indignados" têm previstas manifestações, reuniões e assembleias em diversas cidades do país, destacando-se a concentração marcada para hoje na praça Puerta del Sol em Madrid, onde no dia 15 de maio de 2011 começou um acampamento de protesto e que deu origem ao movimento 15M e que juntou milhares de pessoas.
Na Alemanha, em Berlim os manifestantes vão tentar formar uma estrela de cinco pontas que parte depois para cinco pontos da cidade vindo mais tarde a reagrupar-se na Fonte de Neptuno, em Alexanderplatz e estão ainda marcadas manifestações em Dusseldorf, Frankfurt, Munique, Hannover, Gotinga, Erfurt e Bochum.
Em França, a manifestação dos indignados tem como mote: "Um vento de indignação corre por todo o mundo".
No centro de Paris, onde os manifestantes já difundiram a mensagem de que "votar não basta" vão realizar-se assembleias e debates sobre a educação, saúde, meios de comunicação social e justiça.
No Reino Unido, o movimento "Occupy London" convocou para a Praça de S. Paulo, na "city" londrina uma manifestação que vai percorrer toda a zona onde estão localizadas instituições bancárias que de acordo com os "indignados britânicos" constituem um por cento da população que provocou a crise económica e que continua a beneficiar da atual situação.
O movimento londrino apelou aos simpatizantes para levarem tendas e assegurou que os métodos de protesto vão ser "pacíficos e criativos".
Na Irlanda, o grupo "Real Democracy Now Ireland" convocou manifestações em Dublin e em Cork e está a pedir através das redes sociais a ocupação pacífica das ruas durante uma jornada que vai decorrer sob o lema "Não somos nem propriedade dos políticos nem dos banqueiros".
Em Itália, os "Indignados" convocaram uma manifestação em Roma a que chamam "Olimpíada dos Direitos" junto às ruínas do Coliseu onde vai realizar-se uma assembleia e debates de reflexão sobre o estado da democracia e o estado da economia.
Na Europa Central e de Leste estão planeadas concentrações, hoje, nas principais praças de Viena, Budapeste, Bratislava, Bucareste, Belgrado e Sofia.
Nos Estados Unidos, há marchas previstas em Detroit, Chicago e Nova Iorque, cidade onde em 2011 mais de 10.000 pessoas se manifestaram nas ruas do centro financeiro onde exigiram que a banca deve pagar pela crise que ela própria provocou.
O movimento "indignados" organiza a partir deste sábado e até terça-feira a "Primavera Global" em mais de 250 cidades em todo o mundo, incluindo sete cidades portuguesas, em protesto contra a crise e as medidas de austeridade.
Democracia real, mais justiça social, distribuição da riqueza, e ética pública são algumas das questões comuns aos vários movimentos que esperam mobilizar até ao dia 15 milhares de pessoas em todo o mundo.
Em Portugal, onde a manifestação de 12 de Março de 2011 da "geração à rasca" inspirou as concentrações em Espanha no mesmo ano, os desfiles, debates e assembleias populares vão realizar-se em Braga, Porto, Coimbra, Santarém, Lisboa, Évora e Faro.
Na Grécia onde a população está sujeita a drásticas medidas de austeridade e onde ainda se espera a formação de um novo governo, está prevista uma concentração na Praça Sintagma (Praça da Constituição) frente ao Parlamento organizada pelo "Fórum Ágora de Atenas".
Em Espanha, os "indignados" têm previstas manifestações, reuniões e assembleias em diversas cidades do país, destacando-se a concentração marcada para hoje na praça Puerta del Sol em Madrid, onde no dia 15 de maio de 2011 começou um acampamento de protesto e que deu origem ao movimento 15M e que juntou milhares de pessoas.
Na Alemanha, em Berlim os manifestantes vão tentar formar uma estrela de cinco pontas que parte depois para cinco pontos da cidade vindo mais tarde a reagrupar-se na Fonte de Neptuno, em Alexanderplatz e estão ainda marcadas manifestações em Dusseldorf, Frankfurt, Munique, Hannover, Gotinga, Erfurt e Bochum.
Em França, a manifestação dos indignados tem como mote: "Um vento de indignação corre por todo o mundo".
No centro de Paris, onde os manifestantes já difundiram a mensagem de que "votar não basta" vão realizar-se assembleias e debates sobre a educação, saúde, meios de comunicação social e justiça.
No Reino Unido, o movimento "Occupy London" convocou para a Praça de S. Paulo, na "city" londrina uma manifestação que vai percorrer toda a zona onde estão localizadas instituições bancárias que de acordo com os "indignados britânicos" constituem um por cento da população que provocou a crise económica e que continua a beneficiar da atual situação.
O movimento londrino apelou aos simpatizantes para levarem tendas e assegurou que os métodos de protesto vão ser "pacíficos e criativos".
Na Irlanda, o grupo "Real Democracy Now Ireland" convocou manifestações em Dublin e em Cork e está a pedir através das redes sociais a ocupação pacífica das ruas durante uma jornada que vai decorrer sob o lema "Não somos nem propriedade dos políticos nem dos banqueiros".
Em Itália, os "Indignados" convocaram uma manifestação em Roma a que chamam "Olimpíada dos Direitos" junto às ruínas do Coliseu onde vai realizar-se uma assembleia e debates de reflexão sobre o estado da democracia e o estado da economia.
Na Europa Central e de Leste estão planeadas concentrações, hoje, nas principais praças de Viena, Budapeste, Bratislava, Bucareste, Belgrado e Sofia.
Nos Estados Unidos, há marchas previstas em Detroit, Chicago e Nova Iorque, cidade onde em 2011 mais de 10.000 pessoas se manifestaram nas ruas do centro financeiro onde exigiram que a banca deve pagar pela crise que ela própria provocou.
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