in RR
Evitar a discriminação e ajudar a prevenir a doença é o objectivo da Associação de Jovens Diabéticos nas sessões de esclarecimento e rastreios que realiza em contexto escolar.
“AJDP nas escolas” é o nome do projecto que a Associação de Jovens Diabéticos de Portugal realiza desde 2009. “As perguntas mais habituais entre os mais jovens são se picar o dedo e dar insulina dói muito”, revela o presidente da AJDP.
“Também fazem algumas perguntas relativamente à alimentação: se podemos ou não comer bolos”, adianta Carlos Neves. Já quando os receptores são professores e auxiliares de educação, as questões “passam para um teor mais prático”
“Como tratar de hipoglicémias? O que fazer se um jovem com diabetes se sentir mal? Como aplicar um tratamento de urgência quando há uma hipoglicémia grave?”, aponta.
Evitar que os alunos com diabetes sejam discriminados e travar o crescimento da doença entre os mais jovens são os principais objectivos do projecto da associação.
“Queremos ajudar a prevenir a diabetes tipo 2, incentivando a prática desportiva regular e uma alimentação saudável. A diabetes tipo 2 tem vindo a aumentar muito entre as camadas mais jovens e a prevenção faz-se o mais cedo possível”, defende Carlos Neves.
Depois de duas sessões de esclarecimento em Novembro, a Associação de Jovens Diabéticos de Portugal pretende regressar às escolas em Janeiro.
O que é a diabetes?
A diabetes do tipo 1 é uma doença crónica que se desenvolve quando o pâncreas pára de produzir a insulina de que o corpo necessita, fazendo com que os níveis de açúcar no sangue subam.
A diabetes tipo 2 é mais predominante e é caracterizada pela resistência à insulina. É provocada essencialmente por maus hábitos alimentares e sedentários.
Estima-se que 13,1% da população portuguesa tenha diabetes, embora quase metade dos casos não esteja diagnosticada.
O projecto “AJDP nas Escolas” foi distinguido com o prémio Voluntariado, atribuído pela da Capital Europeia do Voluntariado, que este ano foi a cidade de Lisboa.
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25.11.15
11.12.12
Morte por diabetes associada à pobreza
Por:Sónia Trigueirão, in Correio da Manhã
A morte por diabetes associada à pobreza está a aumentar, nomeadamente nas pessoas com mais de 70 anos.
Os dados são de um estudo de Paula Santana, especialista em geografia da saúde e planeamento urbano sustentável, que será revelado hoje na Escola da Diabetes Ernesto Roma, em Lisboa. Segundo o estudo, o risco de morte por diabetes cresce com o "aumento da vulnerabilidade associada às condições sociais e económicas da área de residência".
Em declarações ao CM, Paula Santana afirma que a "diabetes, particularmente a tipo 2, tem vindo a revelar-se como uma patologia associada a grupos socioeconómicos mais desfavorecidos". A sua prevalência, segundo a especialista, "é mais elevada em indivíduos em contextos de privação sociomaterial, como a baixa escolaridade, desemprego, condições de habitação precárias, com baixos rendimentos, praticando estilos de vida pouco saudáveis, ou com dificuldades de acesso aos cuidados de saúde".
Em Portugal, o padrão de morte por esta doença, que afecta já mais de um milhão de pessoas, é marcado pela assimetria Litoral-Interior. Nas regiões do Alentejo e na Beira Interior Sul, Mé-dio Tejo e Lezíria, a mortalidade é superior.
Adianta ainda o estudo que ao longo dos últimos vinte anos verificou-se que 72,1% dos municípios pioraram os valores de mortalidade por diabetes.
Estado gasta 1300 milhões de euros
A diabetes representa um gasto de 8% da despesa do País em Saúde. Por ano, são 1300 milhões de euros com esta doença, segundo os últimos dados do Observatório Nacional da Diabetes. Uma forma de reduzir esta despesa é apostar na prevenção, principalmente junto dos mais novos.
A diabetes tipo 1 afecta aproximadamente 3500 crianças e jovens, sendo que, por ano, cerca de 40 crianças com menos de quatro anos desenvolvem esta patologia. Praticar exercício físico e ter uma alimentação saudável são dois hábitos que previnem a doença.
A morte por diabetes associada à pobreza está a aumentar, nomeadamente nas pessoas com mais de 70 anos.
Os dados são de um estudo de Paula Santana, especialista em geografia da saúde e planeamento urbano sustentável, que será revelado hoje na Escola da Diabetes Ernesto Roma, em Lisboa. Segundo o estudo, o risco de morte por diabetes cresce com o "aumento da vulnerabilidade associada às condições sociais e económicas da área de residência".
Em declarações ao CM, Paula Santana afirma que a "diabetes, particularmente a tipo 2, tem vindo a revelar-se como uma patologia associada a grupos socioeconómicos mais desfavorecidos". A sua prevalência, segundo a especialista, "é mais elevada em indivíduos em contextos de privação sociomaterial, como a baixa escolaridade, desemprego, condições de habitação precárias, com baixos rendimentos, praticando estilos de vida pouco saudáveis, ou com dificuldades de acesso aos cuidados de saúde".
Em Portugal, o padrão de morte por esta doença, que afecta já mais de um milhão de pessoas, é marcado pela assimetria Litoral-Interior. Nas regiões do Alentejo e na Beira Interior Sul, Mé-dio Tejo e Lezíria, a mortalidade é superior.
Adianta ainda o estudo que ao longo dos últimos vinte anos verificou-se que 72,1% dos municípios pioraram os valores de mortalidade por diabetes.
Estado gasta 1300 milhões de euros
A diabetes representa um gasto de 8% da despesa do País em Saúde. Por ano, são 1300 milhões de euros com esta doença, segundo os últimos dados do Observatório Nacional da Diabetes. Uma forma de reduzir esta despesa é apostar na prevenção, principalmente junto dos mais novos.
A diabetes tipo 1 afecta aproximadamente 3500 crianças e jovens, sendo que, por ano, cerca de 40 crianças com menos de quatro anos desenvolvem esta patologia. Praticar exercício físico e ter uma alimentação saudável são dois hábitos que previnem a doença.
15.2.12
Observatório diz que crise está a aumentar casos de diabetes
in TSF
Os especialistas alertam: falta de dinheiro leva famílias a optarem por alimentos baratos e com mais calorias.
Trabalho de Nuno Guedes sobre o Observatório Nacional da Diabetes a alertar para o aumento de casos da diabetes devido à crise
A crise está a motivar um aumento dos casos de diabetes, sobretudo nas pessoas mais carenciadas. O alerta é do coordenador do Observatório Nacional da Diabetes que, esta quarta-feira, apresenta o relatório anual com a evolução da doença em Portugal.
Os números que revelam o aumento dos diabetes entre os portugueses estão reservados para a apresentação do relatório que será feita hoje ao lado do Ministro da Saúde. À TSF, o coordenador do Observatório Nacional da Diabetes admite, contudo, que uma das conclusões é que a crise está a levar muitos portugueses a comer mais alimentos baratos, mais calóricos e de má qualidade, aumentando os casos de diabetes tipo 2.
Luís Gardete Correia explica que a crise «é um factor recente, dos últimos anos, que vai fazer com que as populações busquem um determinado tipo de alimentos de elevadíssimo valor calórico e baratos».
O especialista refere-se, nomeadamente, aos refrigerantes e 'fast-food' tipo pizzas e hamburgers «que nas últimas décadas não têm subido de preço ao contrário do que aconteceu, por exemplo, com os vegetais».
O coordenador do Observatório Nacional da Diabetes explica que o relatório deste ano revela que tal como nas últimas décadas continuam a aumentar os casos de diabetes em Portugal, numa tendência antiga motivada pelo envelhecimento da população, a obesidade e o sedentarismo.
A novidade deste ano é o impacto da crise que se sente, sobretudo, nas pessoas e bairros mais carenciadas onde já é visível um aumento «muito acentuado», «explosivo», da diabetes tipo 2.
Os especialistas alertam: falta de dinheiro leva famílias a optarem por alimentos baratos e com mais calorias.
Trabalho de Nuno Guedes sobre o Observatório Nacional da Diabetes a alertar para o aumento de casos da diabetes devido à crise
A crise está a motivar um aumento dos casos de diabetes, sobretudo nas pessoas mais carenciadas. O alerta é do coordenador do Observatório Nacional da Diabetes que, esta quarta-feira, apresenta o relatório anual com a evolução da doença em Portugal.
Os números que revelam o aumento dos diabetes entre os portugueses estão reservados para a apresentação do relatório que será feita hoje ao lado do Ministro da Saúde. À TSF, o coordenador do Observatório Nacional da Diabetes admite, contudo, que uma das conclusões é que a crise está a levar muitos portugueses a comer mais alimentos baratos, mais calóricos e de má qualidade, aumentando os casos de diabetes tipo 2.
Luís Gardete Correia explica que a crise «é um factor recente, dos últimos anos, que vai fazer com que as populações busquem um determinado tipo de alimentos de elevadíssimo valor calórico e baratos».
O especialista refere-se, nomeadamente, aos refrigerantes e 'fast-food' tipo pizzas e hamburgers «que nas últimas décadas não têm subido de preço ao contrário do que aconteceu, por exemplo, com os vegetais».
O coordenador do Observatório Nacional da Diabetes explica que o relatório deste ano revela que tal como nas últimas décadas continuam a aumentar os casos de diabetes em Portugal, numa tendência antiga motivada pelo envelhecimento da população, a obesidade e o sedentarismo.
A novidade deste ano é o impacto da crise que se sente, sobretudo, nas pessoas e bairros mais carenciadas onde já é visível um aumento «muito acentuado», «explosivo», da diabetes tipo 2.
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