Mostrar mensagens com a etiqueta IRS - Novos escalões. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta IRS - Novos escalões. Mostrar todas as mensagens

30.10.12

Os escalões de IRS mais afetados no próximo ano

in Dinheiro Vivo

As novas taxas e escalões do IRS afetam todos os contribuintes, mas uns mais do que outros. Veja as respostas da PLMJ.

Quem são as pessoas mais prejudicadas, olhando para os escalões?
Comparando apenas as taxas gerais em vigor com as ora propostas ressalta que a banda de rendimentos cuja taxa nominal de imposto será mais agravada é dos agregados cujo nível de rendimentos se situe entre 43000 euros e 60000 euros (após quociente conjugal).

É uma divisão equilibrada?
Na comparação com as taxas gerais em vigor com as novas que são propostas, o aumento não é distribuído equitativamente entre os novos escalões. Na banda entre os 18.000 euros e os 40.000 euros (após quociente conjugal), ou seja, o nível de rendimentos que se situa até metade da nova tabela de escalões, o aumento é menor que para as bandas inferior e superiores, embora deva ter-se em conta que a actual taxa de solidariedade de 2,5% passa a aplicar-se aos rendimentos a partir de 80.000 (após quociente conjugal).

Os contribuintes com rendimentos coletáveis enre os 40 e os 60 mil euros serão os mais prejudicados

12.10.12

Escalão mais baixo de IRS passa a ser taxado a 14,5% e o mais alto a 48%

in Jornal de Notícias

Os escalões de IRS para 2013 oscilam entre os 14,5%, em rendimentos até sete mil euros, e os 48%, para rendimentos superiores a 80 mil euros. Pelo meio, a classe média é apertada em dois escalões que pouca diferença fazem para o dos mais ricos.

A versão preliminar da proposta de Orçamento do Estado (OE), a que os meios de comunicação tiveram acesso na quinta-feira, e que ainda pode ser alterado, resulta da reunião do Conselho de Ministros de quarta-feira, são descriminados os montantes auferidos por respetivo escalão.

O escalão mais baixo de IRS, que vai passar de 4898 para 7000 euros, estará sujeito a uma taxa mais alta: 14,5% contra os 11,5% até agora.

Veja as diferenças entre o atual e o novo escalão de IRS

No segundo escalão, a taxa passa para os 28,5% para valores entre os sete mil e os 20 mil euros.

Quem auferir entre 20 mil e 40 mil euros terá uma taxa de 37%, ao passo que entre os 40 mil e os 80 mil euros a contribuição será de 45%.

O quinto e último escalão refere-se a salários superiores a 80 mil euros anuais, que serão taxados a 48%.

Além do reescalonamento do IRS, o Governo introduz no OE para o próximo ano ainda uma sobretaxa de quatro pontos percentuais sobre os rendimentos auferidos em 2013 e mantém uma taxa adicional de 2,5% para o último escalão, que agora é de 80 mil euros.

Face à nova tabela de IRS, com cinco escalões, os contribuintes com rendimentos superiores a 80 mil euros de rendimento coletável irão pagar uma taxa de IRS de 54,5%.

Na lei ainda em vigor, existem oito escalões de rendimento. O primeiro para rendimentos coletáveis até 4.898 euros, que são tributados a uma taxa de 11,5%, e o último para rendimentos superiores a 153.300 euros, que são taxados a 46,4% a que acresce a taxa adicional de 2,5%.

A proposta de Orçamento deverá ser entregue no Parlamento na segunda-feira, dia 15 de outubro.

No segundo escalão, a taxa passa para os 28,5% para valores entre os sete mil e os 20 mil euros.

Quem auferir entre 20 mil e 40 mil euros terá uma taxa de 37%, ao passo que entre os 40 mil e os 80 mil euros a contribuição será de 45%.

No extremo da tabela, a nova proposta de alteração dos escalões do IRS, define os 80 mil euros como o escalão mais alto da tabela, contra os 153.300 anteriores, passando a ser taxado a 48%.

Este valores constam de uma versão preliminar do Orçamento do Estado para 2013 (OE/13) a que o Jornal de Notícias teve acesso.

Na prática, os escalão mais baixo passa a englobar os dois anteriores, aumentando a taxa em três pontos percentuais.

O escalão mais elevado baixa para os 80 mil euros e passa a ser taxado a 48%., desparecendo o anterior, que se aplicava, com 45,5% de taxa, a rendimentos superirores a 153300 euros.

Apenas mais três pontos percentuais que o escalão anterior, entre 40 a 80 mil euros.

7.10.12

Rendimentos acima de 80 mil euros passam a pagar 54,5% de IRS

in Dinheiro Vivo

1. Qual vai ser a nova taxa máxima de IRS?
A nova taxa máxima sobe dos atuais 46,5% para 48%, mas a este valor há ainda que acrescências 2,5% de uma taxa de solidariedade (a aplicar este ano e no próximo) e uma sobretaxa de 4%. Tudo somado, a taxa máxima passará a ser de 54,5%.

2. Que rendimentos estarão sujeitos aquela taxa máxima?
Os rendimentos coletáveis que excedam os 80 mil euros passam a pagar uma taxa marginal de 54,5%. Atualmente, o último escalão de rendimento coletável sujeito á taxa máxima começa nos 153.300 euros.

3. O que é o rendimento coletável?
Trata-se, grosso modo, do valor que resulta depois de retirar ao rendimento bruto o montante da dedução específica (4100 euros) ou das contribuições pagas para a segurança social pelo trabalhador. No caso dos pensionistas, como estes não descontam para a segurança social ou Caixa Geral de Aposentações, apenas se pode beneficiar da dedução específica se a reforma for inferior a 43020 euros brutos anuais.

4. O rendimento coletável apura-se da mesma forma para os casados e solteiros?
Sim, mas quando se trata de um casal, será necessário que o conjunto dos seus rendimentos atinja 160 mil euros coletáveis para ser abrangido pela taxa máxima.

5. Que taxa paga quem tem um rendimento 90 mil euros?
Sendo um solteiro, isso significa que terá 10 mil euros tributados a 54,5%. A parcela de rendimento abaixo desde valor será sujeita à taxa média do escalão anterior. Mas neste momento essa taxa é ainda desconhecida.

21.9.12

Nova actualização de escalões do IRS vai tirar meio salário

in RR

De acordo com a edição desta sexta-feira do “Correio da Manhã”, esse aumento equivale à sobretaxa aplicada sobre o subsídio de Natal em 2011.

A nova actualização de escalões do IRS vai tirar meio salário. Por efeito da redução do número de escalões, o imposto a pagar poderá aumentar entre 3,5 e 4%.

Segundo a edição desta sexta-feira do “Correio da Manhã”, esse aumento equivale à sobretaxa aplicada sobre o subsídio de Natal em 2011.

O cenário avançado pelo jornal prevê o corte de três dos oito actuais escalões.

6.9.12

Como a redução de escalões do IRS vai fazer subir os impostos

Lucília Tiago, Dinheiro Vivo

A "significativa" redução dos escalões de IRS irá traduzir-se numa subida da carga fiscal para muitos contribuintes. Esta é a convicção dos fiscalistas, que apontam 2013 como o ano desta mudança.

A simplificação do IRS através da redução de deduções e do número de escalões consta do programa do Governo, tem vindo a ser replicada nos Documentos de Estratégia Orçamental e foi ontem reafirmada pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. Durante uma audição na Assembleia da República, Paulo Núncio salientou que Portugal tem "hoje um número de escalões que não existe noutros países europeus" e sinalizou que a reforma fiscal que será feita nesta legislatura irá implicar uma "significativa redução" daqueles escalões.

Quando o IRS foi criado, existiam cinco escalões. Atualmente existem oito, tendo este acréscimo sido feito sobretudo através do desdobramento dos patamares de rendimento mais elevados com taxas de tributação mais altas.

A derrapagem no nível de receita fiscal que tem vindo a observar--se nos últimos meses e as declarações do primeiro-ministro que ontem veio dizer taxativamente de que a situação do País não permite "qualquer alívio na carga fiscal" veio reforçar a convicção da generalidade dos fiscalistas de que esta redução dos escalões irá traduzir--se numa subida da carga do IRS para muitos contribuintes. Quanto e quantos é um exercício impossível de fazer sem serem conhecidos os novos escalões, taxas e intervalos.

"Não acredito que isto não esteja previamente estudado no sentido de não aumentar a carga fiscal, porque não estamos numa lógica de reduzir impostos", observa o bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas alertando que esta mudança poderá afetar sobretudo aqueles rendimentos que estão nas zonas marginais e que hoje pagam uma taxa mais baixa, mas que poderão sofrer um agravamento se forem "aglutinados" no escalão seguinte.

Também Maria Figueiredo, da Miranda, Correia e Amendoeira, acredita que esta reforma não vai ser feita para reduzir a receita fiscal. No limite, e como as taxas são aplicadas ao rendimento por "fatias", poderá haver uma parte deste (a mais reduzida) a pagar uma taxa mais baixa. Tudo dependerá do novo esquema, sublinha Luís Filipe Sousa, da PwC.

No esquema atual, de oito escalões, o primeiro contempla os rendimentos até 4898 euros, sendo-lhe aplicada uma taxa de 11,5%, enquanto o último abrange os rendimentos superiores a 153 300 euros, suportando estes uma taxa de 46,5% (acrescida de uma sobretaxa de 2,5% a aplicar em 2012 e 2013). Uma comparação com ouros países da UE mostra que apenas a Grécia tem mais escalões (9), contando-se 4 na Alemanha, 7 no Luxemburgo, 5 em França e 2 na Irlanda. Em média, o número de escalões na UE ronda os 3,4, o que indicia que Portugal deverá ficar com 4 ou 5.

PS faz propostas
Como durante já tinha acontecido em maio, o PS voltou ontem a entregar aos representantes da troika um documento com as propostas socialistas. António José Seguro quer que o IVA da restauração volte a baixar para os valores de 2011 e a renegociação dos juros que o Estado português paga à troika - reforçando-se a intervenção do BCE para substituir a banca comercial como entidade que vende dívida. O líder do PS quer também que dos 12 mil milhões destinados à recapitalização da banca, três mil sejam destinados a financiar pequenas e médias empresas. Seguro alertou sobretudo a troika para os números do desemprego. com J.P.H.