in Público on-line
Novo hotel de Viena é um projecto da Cáritas austríaca e quer reunir, num mesmo espaço, jovens refugiados e turistas. Refugiados podem trabalhar no hotel, se precisarem
Com vista para o Prater Park, o Magdas Hotel é diferente dos outros hotéis de Viena, na Áustria. Aos 78 quartos que qualquer pessoa pode reservar e ocupar por vários dias somam-se duas unidades residenciais pensadas para acolher jovens refugiados.
O projecto é da Cáritas austríaca e começou a ser pensado em 2014, quando o edifício que agora é ocupado pelo Magdas foi renovado. O prédio do centro da cidade foi, na década de 50, uma residência para estudantes húngaros que fugiram do seu país após a revolução.
Neste novo hotel, jovens que se viram obrigados a abandonar o país de origem vão poder trabalhar e viver, ainda que temporariamente. O limite é de 25 refugiados, cuja estadia é suportada pela Cáritas.
Ao site “The Local”, o presidente da Cáritas de Viena disse, aquando do anúncio da criação do hotel, que este é um projecto “com valor social”. Os jovens refugiados vão trabalhar lado a lado com quem ainda está à tentar obter esse estatuto, com o intuito de não os deixar fora do mercado de trabalho.
A remodelação do edifício esteve a cargo do estúdio AllesWirdGut e os materiais e elementos decorativos resultaram de uma campanha de crowdfunding e da acção de patrocinadores. As peças de mobiliário foram adquiridas em lojas da própria Cáritas, recuperadas e transformadas.
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10.4.15
4.7.12
EPIS lança fundo para garantir estágios a 200 jovens em risco
in Público on-line
Apoiar quem “muitas vezes é esquecido”. É este o objectivo de um novo programa de estágios profissionais que vai ser lançado pela associação EPIS - Empresários pela Inclusão Social e terá como destinatários jovens com 18 anos, mas que estão ainda a concluir o 3.º ciclo.
O Fundo de Inserção Profissional EPIS terá uma verba de 250 mil euros, suficiente segundo a associação para assegurar estágios de seis meses a 200 jovens. Estes terão uma remuneração de 418,22 euros, metade a cargo da EPIS e a outra parte da entidade empregadora. Segundo a associação, os jovens a que se destina este programa “estiveram já, por longos períodos, afastados da escola”.
Acabaram por voltar e estão agora a concluir o 9.º ano. “São jovens com percursos muito complicados e que não têm condições nem vontade de prosseguir estudos para já. Se não se fizer nada para ajudar à sua inclusão social corre-se o risco de que voltem ao mau caminho”, alerta a associação. Os estágios poderão constituir um meio de ultrapassar as “inúmeras barreiras” que se colocam à inserção profissional destes jovens. A começar pela “falta de competências sociais e profissionais”.
A iniciativa será apresentada nesta quarta-feira ao Presidente da República. Os programas de estágios já existentes, a cargo do Instituto de Emprego e Formação Profissional, destinam-se a licenciados ou a jovens com o 12.º ano. O fundo para estágios da EPIS começará a ser disponibilizado a partir de Outubro de 2012 e será sobretudo aplicado nos concelhos onde a associação tem desenvolvido programas de combate ao insucesso e abandono escolar, que se traduziram no acompanhamento de 10 mil alunos.
Para já, a associação estabeleceu parcerias com seis câmaras. A partir de Setembro prevê alargar a acção a mais cinco municípios. A EPIS foi constituída, em 2006, por mais de 100 empresários.
Apoiar quem “muitas vezes é esquecido”. É este o objectivo de um novo programa de estágios profissionais que vai ser lançado pela associação EPIS - Empresários pela Inclusão Social e terá como destinatários jovens com 18 anos, mas que estão ainda a concluir o 3.º ciclo.
O Fundo de Inserção Profissional EPIS terá uma verba de 250 mil euros, suficiente segundo a associação para assegurar estágios de seis meses a 200 jovens. Estes terão uma remuneração de 418,22 euros, metade a cargo da EPIS e a outra parte da entidade empregadora. Segundo a associação, os jovens a que se destina este programa “estiveram já, por longos períodos, afastados da escola”.
Acabaram por voltar e estão agora a concluir o 9.º ano. “São jovens com percursos muito complicados e que não têm condições nem vontade de prosseguir estudos para já. Se não se fizer nada para ajudar à sua inclusão social corre-se o risco de que voltem ao mau caminho”, alerta a associação. Os estágios poderão constituir um meio de ultrapassar as “inúmeras barreiras” que se colocam à inserção profissional destes jovens. A começar pela “falta de competências sociais e profissionais”.
A iniciativa será apresentada nesta quarta-feira ao Presidente da República. Os programas de estágios já existentes, a cargo do Instituto de Emprego e Formação Profissional, destinam-se a licenciados ou a jovens com o 12.º ano. O fundo para estágios da EPIS começará a ser disponibilizado a partir de Outubro de 2012 e será sobretudo aplicado nos concelhos onde a associação tem desenvolvido programas de combate ao insucesso e abandono escolar, que se traduziram no acompanhamento de 10 mil alunos.
Para já, a associação estabeleceu parcerias com seis câmaras. A partir de Setembro prevê alargar a acção a mais cinco municípios. A EPIS foi constituída, em 2006, por mais de 100 empresários.
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