Cristina Faria Moreira, in "Público"
A Liga Portuguesa Contra o Cancro inaugurou uma nova unidade móvel de rastreio do cancro da mama. Esta é uma das unidades que vai permitir rastrear cerca de 1 milhão e 500 mil mulheres, entre os 45 e os 69 anos.
Ivânia Pereira, Joana Ferreira e João Borges têm menos de 30 anos. Mas têm muito mais em comum do que a idade. Ainda crianças fintaram um cancro. Hoje são membros do Grupo de Veteranos, que presta apoio a crianças no Serviço de Pediatria do Instituto Português de Oncologia (IPO). Honorina Trêpa Leite é directora dos Serviços de Voluntariado da Liga Portuguesa Contra o Cancro. É voluntária há 28 anos, e há quatro que coordena uma equipa com mais de 500 voluntários.
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2.6.16
5.4.16
Liga Portuguesa contra o Cancro,75 anos a combater a doença
Vítor Veloso*, in "Diário de Notícias"
A 4 de abril de 1941 foi criada a Liga Portuguesa contra o Cancro, em Lisboa, pela mão do professor Francisco Gentil Martins, mentor, impulsionador e iniciador da luta contra o cancro.
O cancro já é considerado o principal problema de saúde pública a nível europeu. É cada vez mais uma doença crónica, porquanto a despeito de uma incidência crescente há muito mais curas, sobrevivências de longa duração com grande qualidade de vida e com um grande número de sobreviventes a retomar o seu trabalho habitual.
Nos últimos dez anos, a Liga Portuguesa contra o Cancro tem sabido e conseguido expandir-se de modo gradual e consistente, adaptar-se às novas tecnologias, às novas políticas de saúde, ao novo tipo de doentes, aos novos dirigentes, e colmatar, em colaboração com os diferentes governos, algumas lacunas do Serviço Nacional de Saúde.
O seu crescimento tem sido exponencial, tornando-se a maior organização nacional no campo da oncologia, dentro da missão e dos objetivos que defende.
Iniciando a sua ação com um fortíssimo corpo de voluntariado, tem vindo a direcionar e a ampliar a sua missão no apoio à divulgação da prevenção e no apoio ao doente oncológico - psicoemocional, social e de humanização, estendendo cada vez mais estes objetivos ao apoio às situações dramáticas das respetivas famílias. No presente momento, o nosso voluntariado (hospitalar e comunitários) conta com mais de 21 mil membros que exercem a sua função de norte a sul do país.
A Liga Portuguesa contra o Cancro tem como atividades prioritárias o suporte económico aos doentes oncológicos e familiares mais carenciados para despesas com medicamentos, ajudas técnicas, transportes, refeições e outros apoios de índole social e familiar - mais de um milhão de euros; a implementação de sólidos projetos de educação para a saúde, abrangendo, fundamentalmente, a população mais jovem e os agentes educativos; a consolidação e a modernização de um sofisticado serviço móvel de rastreio de cancro da mama, responsável pela realização de mais de dois milhões e meio de mamografias em todo o país e pela deteção precoce de milhares de tumores em estádios iniciais; a realização periódica e recorrente de ações de formação destinadas a técnicos de saúde e à comunidade em geral; o apoio incondicional à investigação científica, mediante concessão regular de estágios, bolsas e prémios.
Iniciou e implantou a consulta de diagnóstico precoce de cancro da pele e da cavidade oral e consultas de psico-oncologia, que são acessíveis gratuitamente a toda a população do país.
Também é pioneira dos cuidados paliativos, pois há 20 anos, no Norte, foi construída a primeira e ainda a maior unidade de cuidados paliativos/continuados do país - é uma unidade de grande qualidade, de referência nacional e internacional.
Tem centros de dia para doentes oncológicos, bem como lares de acolhimento para doentes em tratamento ambulatório.
Defende os doentes oncológicos e as famílias e promove campanhas direcionadas, bem como a criação de gabinetes de apoio ao doente oncológico. Defende o direito à igualdade e à equidade de todo o cidadão à prevenção primária, aos rastreios de base populacional, ao diagnóstico precoce, à acessibilidade atempada ao diagnóstico e tratamento segundo o estado da arte, englobando alguns tratamentos inovadores. Defende o seguimento do doente, a necessidade de uma cobertura adequada em cuidados paliativos e continuados. Igualmente a sua ação tem sido persistente, mas infelizmente ainda não ouvida, no que respeita à necessidade e à obrigatoriedade de os doentes serem devidamente informados, e de as associações terem lugar de direito nas comissões e grupos que envolvam aconselhamento e decisões no campo da oncologia.
Os corpos sociais não auferem qualquer ordenado ou mordomia, tendo o lema deste triénio sido a razão de existir da Liga Portuguesa contra o Cancro - "Mais Perto do Doente Oncológico e Família".
Todo o trabalho realizado pela Liga Portuguesa contra o Cancro, em colaboração com voluntários e pessoal especializado, é financeiramente sustentado, em exclusivo, pela generosidade dos cidadãos, não recebendo qualquer subsídio por parte do Estado.
A Liga Portuguesa contra o Cancro é uma instituição que trabalha de modo rigoroso, com planos de ação bem definidos, com atividades crescentes e que se preocupa em dar visibilidade clara e constante ao modo como despende as quantias angariadas.
*) Presidente Nacional da Liga Portuguesa contra o Cancro
A 4 de abril de 1941 foi criada a Liga Portuguesa contra o Cancro, em Lisboa, pela mão do professor Francisco Gentil Martins, mentor, impulsionador e iniciador da luta contra o cancro.
O cancro já é considerado o principal problema de saúde pública a nível europeu. É cada vez mais uma doença crónica, porquanto a despeito de uma incidência crescente há muito mais curas, sobrevivências de longa duração com grande qualidade de vida e com um grande número de sobreviventes a retomar o seu trabalho habitual.
Nos últimos dez anos, a Liga Portuguesa contra o Cancro tem sabido e conseguido expandir-se de modo gradual e consistente, adaptar-se às novas tecnologias, às novas políticas de saúde, ao novo tipo de doentes, aos novos dirigentes, e colmatar, em colaboração com os diferentes governos, algumas lacunas do Serviço Nacional de Saúde.
O seu crescimento tem sido exponencial, tornando-se a maior organização nacional no campo da oncologia, dentro da missão e dos objetivos que defende.
Iniciando a sua ação com um fortíssimo corpo de voluntariado, tem vindo a direcionar e a ampliar a sua missão no apoio à divulgação da prevenção e no apoio ao doente oncológico - psicoemocional, social e de humanização, estendendo cada vez mais estes objetivos ao apoio às situações dramáticas das respetivas famílias. No presente momento, o nosso voluntariado (hospitalar e comunitários) conta com mais de 21 mil membros que exercem a sua função de norte a sul do país.
A Liga Portuguesa contra o Cancro tem como atividades prioritárias o suporte económico aos doentes oncológicos e familiares mais carenciados para despesas com medicamentos, ajudas técnicas, transportes, refeições e outros apoios de índole social e familiar - mais de um milhão de euros; a implementação de sólidos projetos de educação para a saúde, abrangendo, fundamentalmente, a população mais jovem e os agentes educativos; a consolidação e a modernização de um sofisticado serviço móvel de rastreio de cancro da mama, responsável pela realização de mais de dois milhões e meio de mamografias em todo o país e pela deteção precoce de milhares de tumores em estádios iniciais; a realização periódica e recorrente de ações de formação destinadas a técnicos de saúde e à comunidade em geral; o apoio incondicional à investigação científica, mediante concessão regular de estágios, bolsas e prémios.
Iniciou e implantou a consulta de diagnóstico precoce de cancro da pele e da cavidade oral e consultas de psico-oncologia, que são acessíveis gratuitamente a toda a população do país.
Também é pioneira dos cuidados paliativos, pois há 20 anos, no Norte, foi construída a primeira e ainda a maior unidade de cuidados paliativos/continuados do país - é uma unidade de grande qualidade, de referência nacional e internacional.
Tem centros de dia para doentes oncológicos, bem como lares de acolhimento para doentes em tratamento ambulatório.
Defende os doentes oncológicos e as famílias e promove campanhas direcionadas, bem como a criação de gabinetes de apoio ao doente oncológico. Defende o direito à igualdade e à equidade de todo o cidadão à prevenção primária, aos rastreios de base populacional, ao diagnóstico precoce, à acessibilidade atempada ao diagnóstico e tratamento segundo o estado da arte, englobando alguns tratamentos inovadores. Defende o seguimento do doente, a necessidade de uma cobertura adequada em cuidados paliativos e continuados. Igualmente a sua ação tem sido persistente, mas infelizmente ainda não ouvida, no que respeita à necessidade e à obrigatoriedade de os doentes serem devidamente informados, e de as associações terem lugar de direito nas comissões e grupos que envolvam aconselhamento e decisões no campo da oncologia.
Os corpos sociais não auferem qualquer ordenado ou mordomia, tendo o lema deste triénio sido a razão de existir da Liga Portuguesa contra o Cancro - "Mais Perto do Doente Oncológico e Família".
Todo o trabalho realizado pela Liga Portuguesa contra o Cancro, em colaboração com voluntários e pessoal especializado, é financeiramente sustentado, em exclusivo, pela generosidade dos cidadãos, não recebendo qualquer subsídio por parte do Estado.
A Liga Portuguesa contra o Cancro é uma instituição que trabalha de modo rigoroso, com planos de ação bem definidos, com atividades crescentes e que se preocupa em dar visibilidade clara e constante ao modo como despende as quantias angariadas.
*) Presidente Nacional da Liga Portuguesa contra o Cancro
Reforçar apoio a mais de 17 mil doentes. O futuro da liga
Ana Maia, in "Diário de Notícias"
Associação faz 75 anos a pensar no futuro. Chegar a todo o país e dar apoio domiciliário, com ajuda do IPO, são as duas apostas
Mais de 700 mil euros em apoio a doentes carenciados, 4800 consultas, 295 mil mamografias e 534 mil euros atribuídos a bolsas de investigação. Uma pequena parte do balanço de 2015 das atividades da Liga Portuguesa contra o Cancro (LPCC), que neste ano celebra 75 anos. Os pedidos de ajuda continuam a aumentar e, para 2016, o presidente Vítor Veloso não espera uma melhoria: são já mais de 17 mil os doentes que recebem ajuda, da alimentação ao transporte e compra de medicamentos. E há ideias para novos projetos.
Em Lisboa há uma iniciativa com o Instituto Português de Oncologia (IPO). "Ter apoio domiciliário é um objetivo. Estamos a desenvolver um projeto com o IPO, mas ainda não existe formalmente. Esperamos ter neste ano a equipa a funcionar e, a partir daí, criar outras semelhantes", explica Francisco Cavaleiro Ferreira, presidente da região sul da LPCC.
Nesta região, a maior em território, o desafio é estar presente em todas as capitais de distrito. "Estamos a fazer um esforço grande neste sentido. Inaugurámos em Setúbal um grupo de apoio e esperamos em breve fazer o mesmo no Algarve. Também estamos a fazer um esforço para abrir mais delegações, pequenas unidades só com voluntários, que podem estar em várias localidades. Queremos criar postos avançados para tornar os dois eixos estratégicos da liga - prevenção e apoio aos doentes - efetivos", diz.
Mas as dificuldades persistem. "Do ponto de vista económico e social continuamos na mesma. Os chamados pobres envergonhados, classe média, começam agora a pedir ajuda. Têm enorme dificuldade em expor-se, é uma fatia da população a que queremos dar conforto e fazemo-lo com discrição", diz ao DN Vítor Veloso, salientando que é uma das áreas do trabalho da liga que considera mais importantes.
No ano passado, a LPCC disponibilizou 757 mil euros para doentes mais carenciados. Ajuda na compra de medicamentos, próteses, mas também transporte e alimentação. Um acréscimo de perto de 19% em relação a 2014, ano em que a liga já ajudava mais de 17 mil doentes. E como os pedidos continuam a chegar, para este ano a instituição prevê aumentar em 20% o fundo para responder às necessidades dos doentes.
Esta não é a única preocupação. "Há perspetivas positivas no rastreio. O atual ministério conhece o terreno e tem obrigação de desencadear rapidamente a situação. À liga continuam a chegar queixas sobre tempos de espera para diagnóstico e cirurgia e acesso à medicação. Não podemos ter cidadãos de primeira e de segunda no SNS. Iremos transmitir ao ministério esta situação. Continua o problema de subfinanciamento na saúde, nomeadamente na oncologia, mas temos à frente do ministério pessoas muito positivas e com ideias", diz o presidente da liga.
O papel dos voluntários
Só no cancro da mama, um dos mais frequentes em Portugal, surgem por ano cerca de cinco mil novos casos, e o número de doentes continuará a aumentar, neste e noutros cancros, fruto do envelhecimento da população e dos estilos de vida. Chegar mais próximo dos doentes em todo o país só é possível com mais voluntários comunitários e equipas domiciliárias.
São mais de 22 mil. "Temos voluntários de competência, como psicólogos e juristas, o voluntariado comunitário, com ações de sensibilização para a participação no rastreio, e os voluntários hospitalares. Temos 17 serviços de voluntariado, de diferentes tipos, a funcionar no IPO e, nos últimos três anos, formámos 180 voluntários hospitalares", diz Cavaleiro Ferreira.
Associação faz 75 anos a pensar no futuro. Chegar a todo o país e dar apoio domiciliário, com ajuda do IPO, são as duas apostas
Mais de 700 mil euros em apoio a doentes carenciados, 4800 consultas, 295 mil mamografias e 534 mil euros atribuídos a bolsas de investigação. Uma pequena parte do balanço de 2015 das atividades da Liga Portuguesa contra o Cancro (LPCC), que neste ano celebra 75 anos. Os pedidos de ajuda continuam a aumentar e, para 2016, o presidente Vítor Veloso não espera uma melhoria: são já mais de 17 mil os doentes que recebem ajuda, da alimentação ao transporte e compra de medicamentos. E há ideias para novos projetos.
Em Lisboa há uma iniciativa com o Instituto Português de Oncologia (IPO). "Ter apoio domiciliário é um objetivo. Estamos a desenvolver um projeto com o IPO, mas ainda não existe formalmente. Esperamos ter neste ano a equipa a funcionar e, a partir daí, criar outras semelhantes", explica Francisco Cavaleiro Ferreira, presidente da região sul da LPCC.
Nesta região, a maior em território, o desafio é estar presente em todas as capitais de distrito. "Estamos a fazer um esforço grande neste sentido. Inaugurámos em Setúbal um grupo de apoio e esperamos em breve fazer o mesmo no Algarve. Também estamos a fazer um esforço para abrir mais delegações, pequenas unidades só com voluntários, que podem estar em várias localidades. Queremos criar postos avançados para tornar os dois eixos estratégicos da liga - prevenção e apoio aos doentes - efetivos", diz.
Mas as dificuldades persistem. "Do ponto de vista económico e social continuamos na mesma. Os chamados pobres envergonhados, classe média, começam agora a pedir ajuda. Têm enorme dificuldade em expor-se, é uma fatia da população a que queremos dar conforto e fazemo-lo com discrição", diz ao DN Vítor Veloso, salientando que é uma das áreas do trabalho da liga que considera mais importantes.
No ano passado, a LPCC disponibilizou 757 mil euros para doentes mais carenciados. Ajuda na compra de medicamentos, próteses, mas também transporte e alimentação. Um acréscimo de perto de 19% em relação a 2014, ano em que a liga já ajudava mais de 17 mil doentes. E como os pedidos continuam a chegar, para este ano a instituição prevê aumentar em 20% o fundo para responder às necessidades dos doentes.
Esta não é a única preocupação. "Há perspetivas positivas no rastreio. O atual ministério conhece o terreno e tem obrigação de desencadear rapidamente a situação. À liga continuam a chegar queixas sobre tempos de espera para diagnóstico e cirurgia e acesso à medicação. Não podemos ter cidadãos de primeira e de segunda no SNS. Iremos transmitir ao ministério esta situação. Continua o problema de subfinanciamento na saúde, nomeadamente na oncologia, mas temos à frente do ministério pessoas muito positivas e com ideias", diz o presidente da liga.
O papel dos voluntários
Só no cancro da mama, um dos mais frequentes em Portugal, surgem por ano cerca de cinco mil novos casos, e o número de doentes continuará a aumentar, neste e noutros cancros, fruto do envelhecimento da população e dos estilos de vida. Chegar mais próximo dos doentes em todo o país só é possível com mais voluntários comunitários e equipas domiciliárias.
São mais de 22 mil. "Temos voluntários de competência, como psicólogos e juristas, o voluntariado comunitário, com ações de sensibilização para a participação no rastreio, e os voluntários hospitalares. Temos 17 serviços de voluntariado, de diferentes tipos, a funcionar no IPO e, nos últimos três anos, formámos 180 voluntários hospitalares", diz Cavaleiro Ferreira.
30.3.16
Dia Mundial da Saúde promovendo a solidariedade
In "Diário de Coimbra"
Para celebrar o Dia Mundial da Saúde, no próximo dia 10 de Abril, a Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos e o Grupo de Voluntariado Comunitário local da Liga Portuguesa Contra o Cancro vão dinamizar um conjunto de actividades com que pretendem «alertar para a importância de boas práticas para uma vida saudável, bem como angariar donativos a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro».
Um comunicado explica que “Eu Vou e Tu?” é o mote do programa que decorre durante to do o dia, sendo a manhã preenchida com rastreios de saúde e actividades físicas, com a presença do atleta olímpico Mário Silva na Caminhada Urbana. Os interessados nesta actividade devem inscrever-se até ao dia 5 de Abril através telefones 918 433 924, 914 143 539, 236 551 127 e 236 551 132.
Da parte da tarde, a partir das 15h30, a programação continua na Casa da Cultura, agora com animação cultural, apresentada pelo Conservatório Regional de Castelo Branco, Associação Cultura e Musical Sintonia Consequente de Figueiró dos Vinhos, Grupo de Concertinas de Lagoa Parada e Grupo de Hip-Hop da Escola José Malhoa de Figueiró dos Vinhos, que, desta forma, se associam à causa solidária.
No programa está também a inauguração da sede do Grupo de Voluntariado Comunitário da Liga Portuguesa Contra o Cancro, em instalações cedidas pela autarquia, na antiga escola primária do Bairro Novo.
Para celebrar o Dia Mundial da Saúde, no próximo dia 10 de Abril, a Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos e o Grupo de Voluntariado Comunitário local da Liga Portuguesa Contra o Cancro vão dinamizar um conjunto de actividades com que pretendem «alertar para a importância de boas práticas para uma vida saudável, bem como angariar donativos a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro».
Um comunicado explica que “Eu Vou e Tu?” é o mote do programa que decorre durante to do o dia, sendo a manhã preenchida com rastreios de saúde e actividades físicas, com a presença do atleta olímpico Mário Silva na Caminhada Urbana. Os interessados nesta actividade devem inscrever-se até ao dia 5 de Abril através telefones 918 433 924, 914 143 539, 236 551 127 e 236 551 132.
Da parte da tarde, a partir das 15h30, a programação continua na Casa da Cultura, agora com animação cultural, apresentada pelo Conservatório Regional de Castelo Branco, Associação Cultura e Musical Sintonia Consequente de Figueiró dos Vinhos, Grupo de Concertinas de Lagoa Parada e Grupo de Hip-Hop da Escola José Malhoa de Figueiró dos Vinhos, que, desta forma, se associam à causa solidária.
No programa está também a inauguração da sede do Grupo de Voluntariado Comunitário da Liga Portuguesa Contra o Cancro, em instalações cedidas pela autarquia, na antiga escola primária do Bairro Novo.
11.12.15
“Façam voluntariado com o coração"
Ângela Roque, in "Rádio Renascença"
Maria Graça Nobre tem 90 anos e há mais de 30 que é voluntária da Liga Portuguesa Contra o Cancro no IPO de Lisboa. Diz que é mais o que recebe do que o que dá, e que o que faz é tudo “por amor”.
Nem a idade (tem 90 anos), nem a distância (vive entre o Cartaxo e Santarém) impedem Maria da Graça Nobre de ir todas as sextas-feiras fazer voluntariado no IPO de Lisboa.
Está na Liga Portuguesa Contra o Cancro há 32 anos, mas o voluntariado entrou na sua vida mais cedo.
“Antes de vir para a Liga já tinha estado oito anos em Alcoitão. Parei dois anos, porque tive um problema familiar, mas depois entrei na Liga, e até hoje”. Um compromisso que para si “é um emprego”, a que só falta quando não pode deixar de ser, “por razões de saúde”.
Maria da Graça garante que a idade não é um obstáculo nem um limite: “Pelo menos para mim não é. Venho de longe, meia hora de carro até ao combóio, uma hora de combóio até Lisboa. Venho sempre bem-disposta”.
Quando se lhe pergunta se tem orgulho no que faz, não hesita: “Tenho muito orgulho em ser voluntária do IPO. Faz parte de mim. Costumo dizer que estes anos em que estou no voluntariado da Liga que recebi muito mais do que aquilo que dou. Aqueles doentes ensinam-nos muito”.
Já chegou a vir três vezes por semana, agora vem só à sexta-feira, para o serviço do ‘Café com Leite’. Diz que faz “tudo por amor, especialmente por amor. O doente sentir que tem ali alguém que pode dar uma palavrinha e aquele copinho de chá ou café com leite que se lhe leva, é dado com amor”.
A bebida quente é um aconchego quase sempre aceite, mas a conversa nem por isso: “O doente do IPO é um doente muito difícil, nem sempre aceita a conversinha. Mas há outros que vêm eles ter connosco e desabafam, falam”.
Maria da Graça Nobre espera que o seu testemunho possa ser um incentivo para que outros também sejam voluntários: “Façam voluntariado, mas sempre com o coração. É o que é importante no voluntariado”.
A “mais-valia” da idade
Para a coordenadora do núcleo regional sul da Liga Portuguesa Contra o Cancro, Helena Grilo, são exemplos como os de Maria da Graça que inspiram outros a fazer voluntariado.
“Olhar para uma senhora com 90 anos, que ali está há mais de 30, que só faltou mesmo por razões de saúde, de facto é um exemplo que nós tentamos também partilhar com os outros voluntários”.
A nível nacional a Liga tem 1.200 voluntários. No núcleo regional Sul há 500, e muitos são idosos. A idade não é um critério, até porque nem todos conseguirão passar muitas horas em pé, ou lidar com doentes em situações limite, explica. Mas os que podem estão de corpo e alma, e são uma grande ajuda.
“A experiência de vida das pessoas é uma grande mais-valia. Especialmente quando estamos a falar de situações de grande fragilidade, as pessoas mais velhas sabem incentivar, ensinam a valorizar as pequenas coisas, ajudam os doentes a viver um dia de cada vez e a ter esperança”.
No IPO de Lisboa há voluntários da Liga em 17 serviços: “Cada serviço tem os seus turnos, cada pessoa sabe exactamente qual é o trabalho que deve fazer”. Estão nos serviços de apoio aos doentes em ambulatório e aos doentes internados. Mas, explica Helena Grilo, também integram os “ movimentos de entreajuda, porque há determinadas ajudas que a Liga disponibiliza a determinados doentes, mulheres com cancro de mama, os doentes laringectomizados, e os doentes ostomizados”.
Há ainda um serviço de apoio aos doentes do Lar que existe no IPO, e um serviço de costura, que “é o único serviço em que as voluntárias não estão em contacto directo com os doentes, mas estão o ano inteiro a trabalhar para os doentes”. Fazem próteses mamárias provisórias, uma espécie de ‘almofadinhas’ que “oferecem às senhoras que são mastectomizadas no dia da alta, porque é a única coisa que elas podem pôr”.
É também ali que são feitos os “xailes de lã que as voluntárias de apoio ao internamento oferecem na semana do Natal aos doentes que ficam lá internados”.
Bata de voluntário: “Um diploma que se veste”
Helena Grilo explica que a Liga Portuguesa contra o Cancro tem quatro áreas de apoio ao doente oncológico onde estão voluntários: “Uma é a prevenção primária, com as campanhas de sensibilização para a prevenção do cancro, outra a prevenção secundária, que passa pelos rastreios, e a Liga faz o rastreio do cancro da mama. E temos ainda o apoio à investigação científica. Todos os anos a Liga concede bolsas que apoiam projectos de investigação na pesquisa da cura do cancro”.
A formação dos voluntários é igual para todos: “Primeiro recebem informação sobre a Liga, depois vão conhecer os vários serviços, e no final fazem um estágio em que aprendem com os que já são voluntários. Rodam pelos vários serviços e equipas para depois dizerem onde é que se sentem melhor”. Este estágio dura no mínimo sete meses, tem um orientador e é sujeito a avaliação: “Se for positiva recebem a bata de voluntário. Nós até costumamos dizer que o nosso diploma veste-se”.
Esta sexta-feira, na celebração antecipada do Dia Internacional do Voluntário, foram entregues batas a 65 novos voluntários, e distinguidos 19 que completaram 10 anos de serviço, mais nove que completaram 20, e uma que celebrou 25 anos de serviço.
A conversa com Maria da Graça Nobre e Helena Grilo vai ser transmitida na íntegra domingo, 6 de Dezembro, no programa “Princípio e Fim” da Renascença, a partir das 23h30.
Maria Graça Nobre tem 90 anos e há mais de 30 que é voluntária da Liga Portuguesa Contra o Cancro no IPO de Lisboa. Diz que é mais o que recebe do que o que dá, e que o que faz é tudo “por amor”.
Nem a idade (tem 90 anos), nem a distância (vive entre o Cartaxo e Santarém) impedem Maria da Graça Nobre de ir todas as sextas-feiras fazer voluntariado no IPO de Lisboa.
Está na Liga Portuguesa Contra o Cancro há 32 anos, mas o voluntariado entrou na sua vida mais cedo.
“Antes de vir para a Liga já tinha estado oito anos em Alcoitão. Parei dois anos, porque tive um problema familiar, mas depois entrei na Liga, e até hoje”. Um compromisso que para si “é um emprego”, a que só falta quando não pode deixar de ser, “por razões de saúde”.
Maria da Graça garante que a idade não é um obstáculo nem um limite: “Pelo menos para mim não é. Venho de longe, meia hora de carro até ao combóio, uma hora de combóio até Lisboa. Venho sempre bem-disposta”.
Quando se lhe pergunta se tem orgulho no que faz, não hesita: “Tenho muito orgulho em ser voluntária do IPO. Faz parte de mim. Costumo dizer que estes anos em que estou no voluntariado da Liga que recebi muito mais do que aquilo que dou. Aqueles doentes ensinam-nos muito”.
Já chegou a vir três vezes por semana, agora vem só à sexta-feira, para o serviço do ‘Café com Leite’. Diz que faz “tudo por amor, especialmente por amor. O doente sentir que tem ali alguém que pode dar uma palavrinha e aquele copinho de chá ou café com leite que se lhe leva, é dado com amor”.
A bebida quente é um aconchego quase sempre aceite, mas a conversa nem por isso: “O doente do IPO é um doente muito difícil, nem sempre aceita a conversinha. Mas há outros que vêm eles ter connosco e desabafam, falam”.
Maria da Graça Nobre espera que o seu testemunho possa ser um incentivo para que outros também sejam voluntários: “Façam voluntariado, mas sempre com o coração. É o que é importante no voluntariado”.
A “mais-valia” da idade
Para a coordenadora do núcleo regional sul da Liga Portuguesa Contra o Cancro, Helena Grilo, são exemplos como os de Maria da Graça que inspiram outros a fazer voluntariado.
“Olhar para uma senhora com 90 anos, que ali está há mais de 30, que só faltou mesmo por razões de saúde, de facto é um exemplo que nós tentamos também partilhar com os outros voluntários”.
A nível nacional a Liga tem 1.200 voluntários. No núcleo regional Sul há 500, e muitos são idosos. A idade não é um critério, até porque nem todos conseguirão passar muitas horas em pé, ou lidar com doentes em situações limite, explica. Mas os que podem estão de corpo e alma, e são uma grande ajuda.
“A experiência de vida das pessoas é uma grande mais-valia. Especialmente quando estamos a falar de situações de grande fragilidade, as pessoas mais velhas sabem incentivar, ensinam a valorizar as pequenas coisas, ajudam os doentes a viver um dia de cada vez e a ter esperança”.
No IPO de Lisboa há voluntários da Liga em 17 serviços: “Cada serviço tem os seus turnos, cada pessoa sabe exactamente qual é o trabalho que deve fazer”. Estão nos serviços de apoio aos doentes em ambulatório e aos doentes internados. Mas, explica Helena Grilo, também integram os “ movimentos de entreajuda, porque há determinadas ajudas que a Liga disponibiliza a determinados doentes, mulheres com cancro de mama, os doentes laringectomizados, e os doentes ostomizados”.
Há ainda um serviço de apoio aos doentes do Lar que existe no IPO, e um serviço de costura, que “é o único serviço em que as voluntárias não estão em contacto directo com os doentes, mas estão o ano inteiro a trabalhar para os doentes”. Fazem próteses mamárias provisórias, uma espécie de ‘almofadinhas’ que “oferecem às senhoras que são mastectomizadas no dia da alta, porque é a única coisa que elas podem pôr”.
É também ali que são feitos os “xailes de lã que as voluntárias de apoio ao internamento oferecem na semana do Natal aos doentes que ficam lá internados”.
Bata de voluntário: “Um diploma que se veste”
Helena Grilo explica que a Liga Portuguesa contra o Cancro tem quatro áreas de apoio ao doente oncológico onde estão voluntários: “Uma é a prevenção primária, com as campanhas de sensibilização para a prevenção do cancro, outra a prevenção secundária, que passa pelos rastreios, e a Liga faz o rastreio do cancro da mama. E temos ainda o apoio à investigação científica. Todos os anos a Liga concede bolsas que apoiam projectos de investigação na pesquisa da cura do cancro”.
A formação dos voluntários é igual para todos: “Primeiro recebem informação sobre a Liga, depois vão conhecer os vários serviços, e no final fazem um estágio em que aprendem com os que já são voluntários. Rodam pelos vários serviços e equipas para depois dizerem onde é que se sentem melhor”. Este estágio dura no mínimo sete meses, tem um orientador e é sujeito a avaliação: “Se for positiva recebem a bata de voluntário. Nós até costumamos dizer que o nosso diploma veste-se”.
Esta sexta-feira, na celebração antecipada do Dia Internacional do Voluntário, foram entregues batas a 65 novos voluntários, e distinguidos 19 que completaram 10 anos de serviço, mais nove que completaram 20, e uma que celebrou 25 anos de serviço.
A conversa com Maria da Graça Nobre e Helena Grilo vai ser transmitida na íntegra domingo, 6 de Dezembro, no programa “Princípio e Fim” da Renascença, a partir das 23h30.
23.10.15
Peditório Nacional da Liga Portuguesa Contra o Cancro
In "Defesa da Beira"
A Liga Portuguesa Contra a Cancro vai realizar mais um peditório entre os dias 30 de Outubro e 02 de Novembro. Tratando-se de uma iniciativa solidária e baseada no voluntariado, todas as pessoas podem ajudar na iniciativa. Apela-se à comunidade carregalense que se junte a esta causa através da inscrição como voluntários. Pode ser feita junto do sector de Acção Social da Câmara Municipal Ou através dos seguintes contactos: VA«. ligaçontracancro.pt; cieral(@carregaldigital.
A Liga Portuguesa Contra a Cancro vai realizar mais um peditório entre os dias 30 de Outubro e 02 de Novembro. Tratando-se de uma iniciativa solidária e baseada no voluntariado, todas as pessoas podem ajudar na iniciativa. Apela-se à comunidade carregalense que se junte a esta causa através da inscrição como voluntários. Pode ser feita junto do sector de Acção Social da Câmara Municipal Ou através dos seguintes contactos: VA«. ligaçontracancro.pt; cieral(@carregaldigital.
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