autoria The Street Store, in Público on-line
Pendura e ajuda. Fundado em Janeiro de 2014, o projecto The Street Store é para ser levado à letra: esta é a primeira loja de rua que não paga renda e onde a roupa e o calçado são totalmente gratuitos. A ideia surgiu na Cidade do Cabo, mas os seus criadores rapidamente perceberam que o flagelo da pobreza vai para além da África do Sul. Daí a terem tornado o conceito numa plataforma aberta que pode ser utilizada por qualquer pessoa em qualquer canto do mundo — o Brasil, por exemplo, é um dos maiores utilizadores deste serviço. Basta inscrever-se no site, associar-se a uma instituição local e escolher o sítio para a "loja", pendurar os "cabides" de cartão, apelar à entrega de roupa em bom estado, perdurar tudo e "abrir" a loja aos mais necessitados.
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16.7.15
14.4.15
Comunidade Vida e Paz abre “Montra Solidária”
in RR
A loja, situada em Lisboa, vai ter à venda artigos feitos por utentes em recuperação nos centros da instituição.
Abre esta terça-feira, em Lisboa, a “Montra Solidária” da Comunidade Vida e Paz, a concretização do projecto “Peças que ajudam, serviços que cuidam”.
O projecto visa dar a conhecer o trabalho feito pelas pessoas que se encontram nos centros da Comunidade em recuperação e em processo de reinserção social.
“O que nós queremos é apostar na divulgação desse trabalho. A pessoa, ao adquirir uma peça, não está simplesmente a comprar a peça, mas a ajudar alguém que está em processo de reinserção social ou em tratamento de recuperação”, diz à Renascença o presidente da instituição, Henrique Joaquim.
“Os serviços que cuidam visam divulgar serviços que algumas destas pessoas são capazes de fazer, porque têm talentos, competências. Por exemplo, nós estamos a apostar na recuperação de móveis”, adianta.
A “Montra Solidária” servirá também como ponto de recolha de donativos para a Comunidade Vida e Paz, que apoia pessoas sem-abrigo. “Podem ser feitos desde donativos monetários a pequenos donativos em géneros”, acrescenta Henrique Joaquim.
“Deixar ali outros bens maiores não será possível, mas pode ficar um contacto ou pode ser encaminhado para os nossos serviços centrais”, remata.
A loja fica situada no Atrium Saldanha, em Lisboa, que se tornou parceira da instituição no âmbito da sua responsabilidade social.
A loja, situada em Lisboa, vai ter à venda artigos feitos por utentes em recuperação nos centros da instituição.
Abre esta terça-feira, em Lisboa, a “Montra Solidária” da Comunidade Vida e Paz, a concretização do projecto “Peças que ajudam, serviços que cuidam”.
O projecto visa dar a conhecer o trabalho feito pelas pessoas que se encontram nos centros da Comunidade em recuperação e em processo de reinserção social.
“O que nós queremos é apostar na divulgação desse trabalho. A pessoa, ao adquirir uma peça, não está simplesmente a comprar a peça, mas a ajudar alguém que está em processo de reinserção social ou em tratamento de recuperação”, diz à Renascença o presidente da instituição, Henrique Joaquim.
“Os serviços que cuidam visam divulgar serviços que algumas destas pessoas são capazes de fazer, porque têm talentos, competências. Por exemplo, nós estamos a apostar na recuperação de móveis”, adianta.
A “Montra Solidária” servirá também como ponto de recolha de donativos para a Comunidade Vida e Paz, que apoia pessoas sem-abrigo. “Podem ser feitos desde donativos monetários a pequenos donativos em géneros”, acrescenta Henrique Joaquim.
“Deixar ali outros bens maiores não será possível, mas pode ficar um contacto ou pode ser encaminhado para os nossos serviços centrais”, remata.
A loja fica situada no Atrium Saldanha, em Lisboa, que se tornou parceira da instituição no âmbito da sua responsabilidade social.
17.11.14
“A maior loja de segunda mão do Porto” é solidária
Texto de Sara Tavares, in Porto24
A Associação Humana Portugal, que já tinha 6 lojas em Lisboa, acaba de abrir a sua primeira loja no Porto, com roupa em segunda mão e a preços bastante acessíveis. Fica na Rua Passos Manuel, 62.
A Humana Portugal é uma associação não governamental e sem fins lucrativos que, nos últimos 16 anos, “tem impulsionado e realizado programas de cooperação em Moçambique e Guiné-Bissau através de recursos obtidos a partir da gestão têxtil de roupa usada”, pode ler-se num comunicado divulgado pela associação.
Em Portugal, a associação iniciou a sua actividade em 1998, participando igualmente em programas de apoio social e para o desenvolvimento.
“O resultado do trabalho da Humana reduz o volume de roupas usadas que iriam para o aterro, reutiliza a maior parte das roupas inutilizadas e facilita a reciclagem de roupa em mau estado que pode ser transformada noutros produtos”, sublinha a associação, na mesma nota de imprensa.
A associação tem cerca de 1.600 contentores em todo o país, onde recolhe roupa, têxteis e calçado usado, recebendo também doações nas lojas Humana.
A primeira abriu em Lisboa em 2001; hoje, a capital conta já com 6 lojas. No passado dia 11, a Humana abriu a sua primeira loja no coração da baixa do Porto. O espaço foi apresentado como “a maior loja de segunda mão do Porto”.
“O Porto tem um centro de recolha de aproximadamente 80 contentores, faz todo o sentido ter uma loja na Invicta, é o seguimento do processo da associação”, explicou à Praça Teresa Palheiro, da Comunicação da Humana. “A lojas funcionam também no contexto de dar uma nova utilização a uma peça que previamente seria deitada ao lixo”, sublinhou.
De toda a roupa doada, apenas uma pequena percentagem – entre 8% a 12% chega às lojas –; outra percentagem é doada para África, onde é vendida no comércio local a preços baixos, e a restante, que é possível reutilizar, é vendida a empresas de reciclagem têxtil ou a centros de tratamento de resíduos. “Actualmente, conseguimos que nada vá para o aterro sanitário”, adianta Teresa.
Peças únicas, boas marcas
As lojas Humana têm as secções Homem, Mulher, Criança, Acessórios, Têxteis e Vintage (roupas dos anos 70, 80 e 90), que vão desde a “marca branca” a etiquetas conceituadas, como a Salsa, Levis, Pepe Jeans, Massimo Dutti, Gant, Eskada ou Gucci. “O conceito é ter acesso a roupa de qualidade a um preço bastante atractivo. São todas peças únicas, não há 2 peças iguais”, refere Teresa Palheiro.
André Figueiral, responsável pelas lojas Humana, acredita que, ultrapassado o preconceito de usar usado, comprar roupa passa a ser um hábito, entranha-se. “Quem começa a comprar segunda mão nunca mais quer outra coisa. As pessoas que viajam para Londres e Paris já estão mais que habituadas a este tipo de compras, há imensas ruas só com lojas de roupa em segunda mão e estão sempre lotadas de gente”, sublinha.
Há clientes, continua, a que, por “brincadeira”, chamam “‘caça-marcas’, que são de classe média-alta e correm as lojas todas da Humana à procura de grandes marcas como Eskada, Gucci, Christian Louboutin, Guess ou Prada”.
Os preços das peças variam conforme “tendência de moda, a marca e o estado de conservação”, esclarece André Figueiral. A Humana tem saldos bimensais, em que “todos os artigos ficam a 30%, depois 40%, e depois tudo a 5, 3, 2, 1 euro”. Nessa altura, é possível “comprar umas calças ou um casaco por 1 euro”, frisa o responsável.
Na calha está a abertura de mais lojas na Invicta. “Gostava que a próxima fosse na Rua de Cedofeita, é uma zona bastante comercial e muito movimentada”, adianta André Figueiral.
A Associação Humana Portugal, que já tinha 6 lojas em Lisboa, acaba de abrir a sua primeira loja no Porto, com roupa em segunda mão e a preços bastante acessíveis. Fica na Rua Passos Manuel, 62.
A Humana Portugal é uma associação não governamental e sem fins lucrativos que, nos últimos 16 anos, “tem impulsionado e realizado programas de cooperação em Moçambique e Guiné-Bissau através de recursos obtidos a partir da gestão têxtil de roupa usada”, pode ler-se num comunicado divulgado pela associação.
Em Portugal, a associação iniciou a sua actividade em 1998, participando igualmente em programas de apoio social e para o desenvolvimento.
“O resultado do trabalho da Humana reduz o volume de roupas usadas que iriam para o aterro, reutiliza a maior parte das roupas inutilizadas e facilita a reciclagem de roupa em mau estado que pode ser transformada noutros produtos”, sublinha a associação, na mesma nota de imprensa.
A associação tem cerca de 1.600 contentores em todo o país, onde recolhe roupa, têxteis e calçado usado, recebendo também doações nas lojas Humana.
A primeira abriu em Lisboa em 2001; hoje, a capital conta já com 6 lojas. No passado dia 11, a Humana abriu a sua primeira loja no coração da baixa do Porto. O espaço foi apresentado como “a maior loja de segunda mão do Porto”.
“O Porto tem um centro de recolha de aproximadamente 80 contentores, faz todo o sentido ter uma loja na Invicta, é o seguimento do processo da associação”, explicou à Praça Teresa Palheiro, da Comunicação da Humana. “A lojas funcionam também no contexto de dar uma nova utilização a uma peça que previamente seria deitada ao lixo”, sublinhou.
De toda a roupa doada, apenas uma pequena percentagem – entre 8% a 12% chega às lojas –; outra percentagem é doada para África, onde é vendida no comércio local a preços baixos, e a restante, que é possível reutilizar, é vendida a empresas de reciclagem têxtil ou a centros de tratamento de resíduos. “Actualmente, conseguimos que nada vá para o aterro sanitário”, adianta Teresa.
Peças únicas, boas marcas
As lojas Humana têm as secções Homem, Mulher, Criança, Acessórios, Têxteis e Vintage (roupas dos anos 70, 80 e 90), que vão desde a “marca branca” a etiquetas conceituadas, como a Salsa, Levis, Pepe Jeans, Massimo Dutti, Gant, Eskada ou Gucci. “O conceito é ter acesso a roupa de qualidade a um preço bastante atractivo. São todas peças únicas, não há 2 peças iguais”, refere Teresa Palheiro.
André Figueiral, responsável pelas lojas Humana, acredita que, ultrapassado o preconceito de usar usado, comprar roupa passa a ser um hábito, entranha-se. “Quem começa a comprar segunda mão nunca mais quer outra coisa. As pessoas que viajam para Londres e Paris já estão mais que habituadas a este tipo de compras, há imensas ruas só com lojas de roupa em segunda mão e estão sempre lotadas de gente”, sublinha.
Há clientes, continua, a que, por “brincadeira”, chamam “‘caça-marcas’, que são de classe média-alta e correm as lojas todas da Humana à procura de grandes marcas como Eskada, Gucci, Christian Louboutin, Guess ou Prada”.
Os preços das peças variam conforme “tendência de moda, a marca e o estado de conservação”, esclarece André Figueiral. A Humana tem saldos bimensais, em que “todos os artigos ficam a 30%, depois 40%, e depois tudo a 5, 3, 2, 1 euro”. Nessa altura, é possível “comprar umas calças ou um casaco por 1 euro”, frisa o responsável.
Na calha está a abertura de mais lojas na Invicta. “Gostava que a próxima fosse na Rua de Cedofeita, é uma zona bastante comercial e muito movimentada”, adianta André Figueiral.
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