por Dinheiro Vivo
O presidente do Conselho Económico e Social (CES), José Silva Peneda, recomendou hoje que o Governo inicie um processo de negociação com a 'troika', o mais rapidamente possível, para evitar que haja "dor sem ajustamento".
[A negociação deve ser feita] quanto mais cedo melhor", disse Silva Peneda, numa declaração após a aprovação do parecer sobre o Orçamento do Estado para 2013 na Assembleia da República.
"É sabido que qualquer programa de ajustamento aplicado a uma economia que apresente grandes desequilíbrios provoca sempre dor. O Conselho receia que, no nosso caso, possamos estar a entrar num processo em que há dor sem haver ajustamento", acrescentou.
As recomendações do CES incidem essencialmente em três pontos: a redução expressiva dos juros a pagar pelo empréstimo concedido a Portugal, a reavaliação dos prazos em relação aos períodos de amortização dos empréstimos e maior equilíbrio entre austeridade e crescimento, mediante medidas que fomentem a economia e a criação de emprego.
"Neste processo negocial, o Conselho entende que deve estar ausente qualquer princípio com caráter punitivo ou a ideia de que a menor eficiência das medidas que foram adotadas anteriormente se deve à forma como o país as aplicou, e não ao conteúdo das mesmas, que em muitos casos não tiveram em consideração a realidade do tecido económico e empresarial do país", continuou o presidente do CES.
O CES considera, por exemplo, que "não foi devidamente ponderado" o baixo nível do rendimento médio e o elevado nível de endividamento das famílias e das empresas.
Foram também negligenciadas - de acordo com o CES - a estrutura produtiva baseada em Pequenas e Médias Empresas (PME) com "estruturas financeiras muito frágeis" e foi descurado o peso "muito significativo do mercado interno" na economia portuguesa.
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5.11.12
Governo diz que parecer do CES ignora "elementos fundamentais"
por Lusa, publicado por Luís Manuel Cabral, in Diário de Notícias
O Governo considera que o Parecer do Conselho Económico e Social (CES) sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2013 ignora "elementos fundamentais" e apresenta "uma análise desequilibrada" do documento.
"O parecer do CES, ao ignorar estes elementos fundamentais apresenta uma análise desequilibrada e que não permite uma perceção correta das escolhas que efetivamente se colocam a Portugal", lê-se na declaração de voto dos representantes do Governo sobre o Parecer do CES, disponível no portal do Governo.
O documento do CES foi hoje aprovado na Assembleia da República com as abstenções do Governo e da CGTP e sem qualquer voto contra.
Numa declaração aos jornalistas após a aprovação do parecer, o presidente do CES, José Silva Peneda, recomendou que o Governo inicie um processo de negociação com a 'troika', o mais rapidamente possível, para evitar que haja "dor sem ajustamento".
O Governo considera que o Parecer do Conselho Económico e Social (CES) sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2013 ignora "elementos fundamentais" e apresenta "uma análise desequilibrada" do documento.
"O parecer do CES, ao ignorar estes elementos fundamentais apresenta uma análise desequilibrada e que não permite uma perceção correta das escolhas que efetivamente se colocam a Portugal", lê-se na declaração de voto dos representantes do Governo sobre o Parecer do CES, disponível no portal do Governo.
O documento do CES foi hoje aprovado na Assembleia da República com as abstenções do Governo e da CGTP e sem qualquer voto contra.
Numa declaração aos jornalistas após a aprovação do parecer, o presidente do CES, José Silva Peneda, recomendou que o Governo inicie um processo de negociação com a 'troika', o mais rapidamente possível, para evitar que haja "dor sem ajustamento".
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