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30.11.15

Papa defende modelo de integração urbano no Quénia

in euronews

O Papa desafia o poder político a por fim à exclusão de quem vive nas favelas e propõe um modelo de integração urbano assente no respeito comum.

O apelo foi lançado num dos bairros mais pobres de Nairobi, na capital do Quénia. Um país onde mais de metade da população vive com menos de um dólar por dia. Criticou, ainda, a falta de infraestruturas e de serviços básicos como esgotos, água potável e eletricidade. Uma situação que descreveu como uma “atroz injustiça da exclusão urbana” e que é preciso resolver.

Para o Papa a dívida social e ambiental para com os mais pobres pode ser paga se forem respeitados três direitos que o chefe da Igreja classifica de sagrados. O direito à terra, ao teto e ao trabalho. Francisco defende que esta não é uma questão filantrópica, mas uma obrigação.

Francisco encerra, esta sexta-feira, a primeira etapa do périplo africano que começou na capital queniana. Parte em seguida para o Uganda e depois para a República Centro-africana palco de uma guerra civil.

12.7.12

O maior campo de refugiados do mundo está em risco por falta de dinheiro

in Público on-line

O esgotamento dos fundos põe em risco a contjnuação de serviços essenciais no maior campo de refugiados do mundo, Dadaab, no Quénia, alertam esta quinta-feiras várias agências de ajuda humaniária. As dezenas de milhares de pessas que lá estão correm perigo de vida.

“A necessidade é maior do que nunca”, sublinha o apelo conjunto destas oito agências, entre as quais se incluem as britânicas Oxfam e a Save the Children, e que contabilizam um défice de 25 milhões de dólares para enfrentar apenas o que é mais urgente: a construção de 30 mil novos abrigos (só há dinheiro para 4000) e o abastecimentos de água e saneamento para mais de 50 mil refugiados, que correm elevado risco de contraírem cólera.

Cerca de meio milhão de pessoas vivem actualmente no campo de Dadaab, perto da fronteira com a Somália. A população do complexo de Dadaab aumentou em mais de um terço ao longo do último ano, devido ao afluxo de dezenas de milhares de somalis que fugiram da seca e da violência no seu país de origem.

Muitas destas pessoas vivem em tendas provisórias, que pouco duram sob as difíceis condições meteorológicas da região, e as agências que trabalham no campo sublinham ser necessário construir alojamentos e estruturas mais resistentes e capazes de providenciar abrigo e uma forma de vida a longo prazo para estes refugiados.

“Os campos são apenas soluções temporárias e a situação está a tornar-se insustentável. Estes fundos são necessários – imediatamente – para salvar vidas. O mundo tem a obrigação de não virar as costas a Dadaab e às necessidades destas pessoas. É óbvio que não podemos continuar a injectar dinheiro, ano após ano, nestas soluções provisórias. Os campos vão ficando cada vez maiores”, avaliou o director da Oxfam no Quénia, Nigel Tricks, citado pela BBC.

“Uma nova abordagem é urgente”, prosseguiu. Fazendo eco de tais preocupações, o director da CARE no Quénia, Stephen Vaughan, sublinhou que “se as crianças não forem à escola e se as pessoas não tiverem abrigos condignos e outros serviços básicos humanos, a situação actual no terreno tem o potencial de desencadear ainda mais instabilidade, violência e militarização. Estamos a enfrentar uma situação que envolve o custo de vidas humanas e também a segurança na região”.

16.2.12

Morrem 5 crianças por minuto devido a má nutrição crónica

in Visão

O relatório da organização "Salvem as Crianças" diz alerta ainda para o facto de 500 milhões de crianças correm riscos de sequelas permanentes nos corpos e cérebros nos próximos 15 anos

Em cada minuto que passa, morrem cinco crianças no mundo devido a má nutrição crónica, indica um relatório agora divulgado pela organização "Salvem as Crianças".

No documento, alerta-se ainda que cerca de 500 milhões de crianças correm riscos de sequelas permanentes nos corpos e cérebros nos próximos 15 anos.

No seu texto, a organização afirma que a morte de dois milhões de crianças em cada ano poderiam ser prevenidas se a má nutrição fosse melhor resolvida.