Dina Margato, in Jornal de Notícias
Os antigos consumidores de heroína voltaram a esta droga. Quase triplicaram em três anos. O álcool e a cocaína seguem igual tendência. A relação com a crise é reportada pelos técnicos no terreno.
Os dados foram apresentados, esta quarta-feira, por Manuel Cardoso, subdiretor geral dos Serviços de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), numa audição parlamentar sobre os problemas relacionados com o álcool. Em 2010, os que voltaram a pedir ajuda às unidades de tratamento chegaram aos 1008. Em 2011, subiram para 1843 e, no ano passado, atingiram os 2881. Este ano, no primeiro semestre, parece assistir-se a um abrandamento, com 856 registos.
O retrocesso a lembrar padrões antigos, assinala João Goulão, presidente do SICAD, traduz o que os técnicos iam comunicando e reflete o agravar das condições económicas destes grupos por natureza vulneráveis ao desemprego e outras adversidades. Outros relatos dão conta de utentes que interrompem tratamento por dificuldade em deslocarem-se.
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4.7.13
4.4.12
João Goulão mostra-se disponível para passar do IDT para o SICAD
in Público on-line
O presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) manifestou-se disponível para se manter à frente do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e Dependências (SICAD), alegando que as mudanças anunciadas não alteram o “essencial da intervenção”.
O ministro da Saúde anunciou hoje, na Comissão Parlamentar de Saúde que o presidente do IDT, João Goulão, será reconduzido para o SIDAC.
Esta foi a primeira vez que o Ministério da Saúde se pronunciou sobre a continuação ou não do presidente do IDT à frente do organismo de combate à toxicodependência, depois de, em outubro, ter anunciado a extinção daquele instituto e a sua transformação numa direção-geral (SICAD), com a integração da prestação de cuidados a toxicodependentes e alcoólicos, nas administrações regionais de saúde (ARS).
João Goulão que, na altura, não apoiou a passagem do tratamento para as ARS, afirmou que o seu “maior receio era a pulverização dos profissionais pelas unidades da ARS”.
“Mas o modelo final será de manutenção das unidades sob a alçada do IDT, intactas no interior das ARS. Isto permite manter o essencial da intervenção. Não haverá as perdas que, no início, receávamos que acontecessem”, afirmou.
A maior preocupação do responsável à frente do SICAD será o planeamento das estratégias nacionais, e fazer a sua coordenação e acompanhamento técnico e normativo no terreno.
Quanto aos desafios, João Goulão espera conseguir “manter o essencial das respostas”, mesmo com as “dificuldades financeiras e os cortes orçamentais”.
Com a passagem do tratamento para as ARS, o SICAD manterá as competências de planeamento e estratégia de prevenção do extinto IDT. João Goulão sublinha, por isso, que terá um papel muito mais centrado no planemanto estratégico, na criação de orientações técnicas e normativas, na representação internacional e na gestão dos programas de âmbito nacional.
O presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) manifestou-se disponível para se manter à frente do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e Dependências (SICAD), alegando que as mudanças anunciadas não alteram o “essencial da intervenção”.
O ministro da Saúde anunciou hoje, na Comissão Parlamentar de Saúde que o presidente do IDT, João Goulão, será reconduzido para o SIDAC.
Esta foi a primeira vez que o Ministério da Saúde se pronunciou sobre a continuação ou não do presidente do IDT à frente do organismo de combate à toxicodependência, depois de, em outubro, ter anunciado a extinção daquele instituto e a sua transformação numa direção-geral (SICAD), com a integração da prestação de cuidados a toxicodependentes e alcoólicos, nas administrações regionais de saúde (ARS).
João Goulão que, na altura, não apoiou a passagem do tratamento para as ARS, afirmou que o seu “maior receio era a pulverização dos profissionais pelas unidades da ARS”.
“Mas o modelo final será de manutenção das unidades sob a alçada do IDT, intactas no interior das ARS. Isto permite manter o essencial da intervenção. Não haverá as perdas que, no início, receávamos que acontecessem”, afirmou.
A maior preocupação do responsável à frente do SICAD será o planeamento das estratégias nacionais, e fazer a sua coordenação e acompanhamento técnico e normativo no terreno.
Quanto aos desafios, João Goulão espera conseguir “manter o essencial das respostas”, mesmo com as “dificuldades financeiras e os cortes orçamentais”.
Com a passagem do tratamento para as ARS, o SICAD manterá as competências de planeamento e estratégia de prevenção do extinto IDT. João Goulão sublinha, por isso, que terá um papel muito mais centrado no planemanto estratégico, na criação de orientações técnicas e normativas, na representação internacional e na gestão dos programas de âmbito nacional.
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