in Público on-line
A Direcção Regional de Educação do Algarve (DREAl) informou hoje que pediu uma investigação com carácter de urgência sobre o alegado tratamento discriminatório de crianças ciganas na escola EB 1 das Sesmarias, em Albufeira.
“Tendo tido conhecimento da situação descrita, hoje dia 30 de Março, foi solicitado de imediato que se procedesse às averiguações necessárias para esclarecimento dos procedimentos referenciados”, refere à agência Lusa, por escrito, o director regional de Educação do Algarve, Luís da Silva Correia.
A escola EB 1 das Sesmarias, em Albufeira, foi na terça-feira acusada pelo PS local de “tratamento discriminatório de crianças de etnia cigana” num comunicado intitulado “Os caminhos tortuosos da Educação no concelho de Albufeira”.
O PS acusava o agrupamento vertical de escolas EB 1, 2 e 3 Martim Fernandes em Albufeira de “autoritarismo”, “segregação” e “tratamento discriminatório de crianças de etnia cigana”.
O caso mais recente que os socialistas de Albufeira relatam refere-se a um alegado surto de sarna na escola na qual as medidas tomadas pelos responsáveis foram no sentido de proibir as crianças ciganas de irem à escola.
Em declarações à Lusa, o director do agrupamento escolar, Aurélio Nascimento, confirmou que um grupo de alunos, “cerca de oito, alguns de etnia cigana e outros não, contrariamente ao que é afirmado”, apresentavam “sintomas de escabiose humana” e que, como forma de prevenir a saúde daquela comunidade escolar, “foi contactado telefonicamente o Centro de Saúde”.
Um outro alegado caso de “segregação” e “discriminação” que o PS aponta ao agrupamento de escolas relaciona-se com o facto do transporte escolar das crianças ciganas ser efectuado pela Câmara Municipal de Albufeira em momentos diferentes das demais crianças.
“Estas práticas evidenciam comportamentos, marcadamente autoritários, prepotentes, segregacionistas e indiciários da existência de um tratamento discriminatório na referida escola e no respectivo agrupamento”, adiantam.
Sobre esta acusação, Aurélio Nascimento explica que a rede de transportes escolares “não é da responsabilidade deste agrupamento”, todavia, afirma compreender que há condicionantes, como por exemplo a “residência dos alunos e os circuitos pré-estabelecidos”.
30.3.11
Clima económico recua em Março pelo nono mês consecutivo
Por Paulo Miguel Madeira, in Público On-line
O clima económico continuou a recuar este mês, mas a confiança dos consumidores subiu, tal como em Fevereiro, apesar de não se encontrar muito longe do mínimo histórico da série, segundo dados divulgados hoje pelo INE.
A confiança dos consumidores, que passou de -49,1 em Feveriro para -48,4 em Março, subiu em todas as componentes, sobretudo das perspectivas sobre o desemprego. No entanto, estes dados do INE baseiam-se em médias móveis de três meses e, considerando apenas os dados mensais, o indicador diminuiu em Março.
O indicador de clima económico continuou por seu lado a descida iniciada em Julho do ano passado, tendo passado de -1,3 em Fevereiro para -1,4 este mês. O mínimo da série (iniciada em 1989) foi de -3,0 em Abril de 2009, e o máximo foi de 5,0 em Janeiro de 1989.
Todos os indicadores de confiança sectoriais apresentaram agravamentos, incluindo o da indústria transformadora, apesar do aumento revelado nos dois meses precedentes. Neste sector, a degradação resulta de perspectivas negativas sobre o andamento da produção.
O indicador de confiança da construção e obras públicas atingiu mesmo um novo mínimo da série iniciada em 1997, agora fixado em -49,9. Este comportamento resulta quer das opiniões sobre a carteira de encomendas quer das perspectivas de emprego.
O clima económico continuou a recuar este mês, mas a confiança dos consumidores subiu, tal como em Fevereiro, apesar de não se encontrar muito longe do mínimo histórico da série, segundo dados divulgados hoje pelo INE.
A confiança dos consumidores, que passou de -49,1 em Feveriro para -48,4 em Março, subiu em todas as componentes, sobretudo das perspectivas sobre o desemprego. No entanto, estes dados do INE baseiam-se em médias móveis de três meses e, considerando apenas os dados mensais, o indicador diminuiu em Março.
O indicador de clima económico continuou por seu lado a descida iniciada em Julho do ano passado, tendo passado de -1,3 em Fevereiro para -1,4 este mês. O mínimo da série (iniciada em 1989) foi de -3,0 em Abril de 2009, e o máximo foi de 5,0 em Janeiro de 1989.
Todos os indicadores de confiança sectoriais apresentaram agravamentos, incluindo o da indústria transformadora, apesar do aumento revelado nos dois meses precedentes. Neste sector, a degradação resulta de perspectivas negativas sobre o andamento da produção.
O indicador de confiança da construção e obras públicas atingiu mesmo um novo mínimo da série iniciada em 1997, agora fixado em -49,9. Este comportamento resulta quer das opiniões sobre a carteira de encomendas quer das perspectivas de emprego.
Constrangimentos no mercado de arrendamento trazem desalento à procura
Por Luísa Pinto, in Público On-line
O peso do mercado de arrendamento nas pesquisas residenciais que são realizadas começou a sofrer uma erosão. Apesar de se manterem com uma relevância entre os 15 e os 20 por cento da procura, no último catálogo de estudos divulgado pela associação do sector, referente aos meses de Janeiro e Fevereiro, nota-se que também neste segmento começa a haver algum desalento e menos buscas.
As dificuldades no acesso ao financiamento bancário para compra de habitação já são “endémicas”, segundo a Associação Portuguesa das Empresas de Mediação Imobiliária (Apemip), e o peso estrutural no lado da procura do segmento de arrendamento tem-se mantido nos 20 por cento – e isso não mudou no último bimestre. Porém, e em termos das pesquisas residenciais realizadas, a procura de casas para arrendar não só foi a mais baixa desde Dezembro de 2009, “como sofreu uma forte erosão nos principais distritos imobiliários do país”, lê-se no ultimo catálogo de estudos da Apemip.
Em Lisboa, a procura de casas para arrendar passou a representar 23,4 por cento das pesquisais imobiliárias efectuadas nos motores de busca da associação (PortaYes), uma queda de quase três pontos percentuais. No Porto, passou de 24,4 por cento para 21,2 por cento, e em Setúbal passou de 15,8 por cento para os actuais 13,4 por cento.
A Apemip encontra algumas razões para este “desalento”. Em primeiro lugar, “o desajustamento do mercado imobiliário no seu segmento de valor mais baixo, com a procura a exceder largamente a oferta” – a uma incidência de pesquisa de 20,3 por cento, face a uma disponibilidade imobiliária que se cifra em 8,3 por cento.
Em segundo lugar, a Apemip refere a incapacidade de a “oferta imobiliária se adaptar rapidamente às necessidades de um mercado de arrendamento que, “forçado” pela conjuntura actual, cresceu e tende a cristalizar-se como nicho de mercado com uma dimensão considerável”. Por fim, a “já endémica restritividade bancária, apontada pela generalidade dos actores, como um dos principais obstáculos que o sector enfrenta, foram ao longo do último trimestre de 2010, três dos seus principais traços distintivos”.
Segundo a Apemip, 46,4 por cento dos interessados que pesquisam casa para arrendar, procuram um imóvel com renda mensal situada entre os 300 e os 500 euros, quando a oferta apenas consegue assegurar 32,5 por cento de fogos disponibilizados nestas condições.
O peso do mercado de arrendamento nas pesquisas residenciais que são realizadas começou a sofrer uma erosão. Apesar de se manterem com uma relevância entre os 15 e os 20 por cento da procura, no último catálogo de estudos divulgado pela associação do sector, referente aos meses de Janeiro e Fevereiro, nota-se que também neste segmento começa a haver algum desalento e menos buscas.
As dificuldades no acesso ao financiamento bancário para compra de habitação já são “endémicas”, segundo a Associação Portuguesa das Empresas de Mediação Imobiliária (Apemip), e o peso estrutural no lado da procura do segmento de arrendamento tem-se mantido nos 20 por cento – e isso não mudou no último bimestre. Porém, e em termos das pesquisas residenciais realizadas, a procura de casas para arrendar não só foi a mais baixa desde Dezembro de 2009, “como sofreu uma forte erosão nos principais distritos imobiliários do país”, lê-se no ultimo catálogo de estudos da Apemip.
Em Lisboa, a procura de casas para arrendar passou a representar 23,4 por cento das pesquisais imobiliárias efectuadas nos motores de busca da associação (PortaYes), uma queda de quase três pontos percentuais. No Porto, passou de 24,4 por cento para 21,2 por cento, e em Setúbal passou de 15,8 por cento para os actuais 13,4 por cento.
A Apemip encontra algumas razões para este “desalento”. Em primeiro lugar, “o desajustamento do mercado imobiliário no seu segmento de valor mais baixo, com a procura a exceder largamente a oferta” – a uma incidência de pesquisa de 20,3 por cento, face a uma disponibilidade imobiliária que se cifra em 8,3 por cento.
Em segundo lugar, a Apemip refere a incapacidade de a “oferta imobiliária se adaptar rapidamente às necessidades de um mercado de arrendamento que, “forçado” pela conjuntura actual, cresceu e tende a cristalizar-se como nicho de mercado com uma dimensão considerável”. Por fim, a “já endémica restritividade bancária, apontada pela generalidade dos actores, como um dos principais obstáculos que o sector enfrenta, foram ao longo do último trimestre de 2010, três dos seus principais traços distintivos”.
Segundo a Apemip, 46,4 por cento dos interessados que pesquisam casa para arrendar, procuram um imóvel com renda mensal situada entre os 300 e os 500 euros, quando a oferta apenas consegue assegurar 32,5 por cento de fogos disponibilizados nestas condições.
Fitch avisa que cortará rating de Portugal se FMI não intervier
Por Pedro Crisóstomo, in Público on-line
A agência Fitch deixa mais um aviso, peremptório, a Portugal: se o Estado não for socorrido pela União Europeia e pelo FMI, o rating da dívida soberana nacional pode baixar ainda mais em breve.
Depois de ontem ter insistido na inevitabilidade de uma intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) nos próximos meses em Portugal, a Fitch deixa hoje claro que, se tal não acontecer, cortará o rating da República, como sucedeu no dia seguinte ao chumbo do PEC IV no Parlamento e à demissão de José Sócrates.
Numa nota publicada hoje pela agência sobre as implicações do acordo assumido entre os Vinte e Sete no Conselho Europeu da semana passada, a Fitch diz que será “improvável” que daqui resulte uma melhoria das condições de financiamento dos países periféricos da zona euro, adiada que ficou para Junho a formalização de um documento sobre alterações ao fundo de socorro do euro (EFSF) e o funcionamento do mecanismo europeu de estabilização (ESM), que o substituirá a partir de 2013.
Sobre Portugal, a Fitch lembra que ficou claro que o país – reavaliado pela agência de A+ para A- no dia de arranque do Conselho Europeu, a 24 de Março – “não foi mencionado nas conclusões da cimeira, contrastando com o elogio que o Governo do país recebeu na reunião do Eurogrupo a 11 de Março, pelas medidas financeiras e estruturais adicionais”, nesse dia anunciadas pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.
Se a cimeira de quinta e sexta-feira representou “um passo em frente na resposta política à actual crise e à implementação de um regime permanente de ‘resolução da crise’”, nota a Fitch, “só a conjugação de uma recuperação económica sustentada e a consolidação orçamental vão dar confiança firmemente para a solvência a longo prazo” de Portugal, Espanha, Grécia ou Irlanda, referidos indirectamente pela agência quando fala nos países periféricos da zona euro.
E o facto de a cimeira também não ter melhorado as perspectivas de que este grupo vai garantir o acesso aos mercados de crédito a partir de 2013, não contribuiu para a estabilização do perfil destes países perante os mercados de crédito e para os seus ratings.
Para além do caso português, a Fitch chama a atenção para a situação irlandesa (actualmente avaliada pela agência em BBB+), sublinhando ser também facto de preocupação o falhanço de Dublin nas negociações com a União Europeia para reduzir os juros a pagar pelo montante emprestado ao país quando foi socorrido, em Novembro.
Espanha, com a notação AA+, mantém-se em perspectiva negativa, o que quer dizer que a Fitch pode vir a baixar o rating da dívida soberana do país vizinho, a qual dependerá da evolução do programa de reestruturação do seu sector bancário.
Quanto à Grécia, lembra que o Atenas conseguiu uma redução de cem pontos base na margem dos juros e a extensão dos prazos de empréstimo, uma confirmação do “forte empenhamento político [europeu] em relação ao programa grego” de austeridade. Mas sublinha: a dívida soberana da Grécia “a curto e médio prazo” continua sob pressão.
A agência Fitch deixa mais um aviso, peremptório, a Portugal: se o Estado não for socorrido pela União Europeia e pelo FMI, o rating da dívida soberana nacional pode baixar ainda mais em breve.
Depois de ontem ter insistido na inevitabilidade de uma intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) nos próximos meses em Portugal, a Fitch deixa hoje claro que, se tal não acontecer, cortará o rating da República, como sucedeu no dia seguinte ao chumbo do PEC IV no Parlamento e à demissão de José Sócrates.
Numa nota publicada hoje pela agência sobre as implicações do acordo assumido entre os Vinte e Sete no Conselho Europeu da semana passada, a Fitch diz que será “improvável” que daqui resulte uma melhoria das condições de financiamento dos países periféricos da zona euro, adiada que ficou para Junho a formalização de um documento sobre alterações ao fundo de socorro do euro (EFSF) e o funcionamento do mecanismo europeu de estabilização (ESM), que o substituirá a partir de 2013.
Sobre Portugal, a Fitch lembra que ficou claro que o país – reavaliado pela agência de A+ para A- no dia de arranque do Conselho Europeu, a 24 de Março – “não foi mencionado nas conclusões da cimeira, contrastando com o elogio que o Governo do país recebeu na reunião do Eurogrupo a 11 de Março, pelas medidas financeiras e estruturais adicionais”, nesse dia anunciadas pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.
Se a cimeira de quinta e sexta-feira representou “um passo em frente na resposta política à actual crise e à implementação de um regime permanente de ‘resolução da crise’”, nota a Fitch, “só a conjugação de uma recuperação económica sustentada e a consolidação orçamental vão dar confiança firmemente para a solvência a longo prazo” de Portugal, Espanha, Grécia ou Irlanda, referidos indirectamente pela agência quando fala nos países periféricos da zona euro.
E o facto de a cimeira também não ter melhorado as perspectivas de que este grupo vai garantir o acesso aos mercados de crédito a partir de 2013, não contribuiu para a estabilização do perfil destes países perante os mercados de crédito e para os seus ratings.
Para além do caso português, a Fitch chama a atenção para a situação irlandesa (actualmente avaliada pela agência em BBB+), sublinhando ser também facto de preocupação o falhanço de Dublin nas negociações com a União Europeia para reduzir os juros a pagar pelo montante emprestado ao país quando foi socorrido, em Novembro.
Espanha, com a notação AA+, mantém-se em perspectiva negativa, o que quer dizer que a Fitch pode vir a baixar o rating da dívida soberana do país vizinho, a qual dependerá da evolução do programa de reestruturação do seu sector bancário.
Quanto à Grécia, lembra que o Atenas conseguiu uma redução de cem pontos base na margem dos juros e a extensão dos prazos de empréstimo, uma confirmação do “forte empenhamento político [europeu] em relação ao programa grego” de austeridade. Mas sublinha: a dívida soberana da Grécia “a curto e médio prazo” continua sob pressão.
É preciso construir "uma nova ordem mundial", pede Lula
Por Sofia Lorena, in Público On-line
Reformar as Nações Unidas "e o seu Conselho de Segurança" e "forjar uma ordem económica mundial menos desigual" são passos fundamentais para a "construção de uma ordem mundial que traduza as nossas aspirações de liberdade e de justiça social", defendeu o ex-Presidente do Brasil, Lula da Silva, no discurso com que recebeu na Assembleia da República em Lisboa o Prémio Norte-Sul do Conselho da Europa.
"A moldura das alianças e das organizações internacionais construída do século passado, influenciada pela Guerra Fria, tornou-se manifestamente incapaz de dar conta das pressões do século XXI", afirmou Lula. "É preciso mudar. É preciso levar em conta a existência da África, do Oriente Médio, da América Latina, da Índia."
Lula da Silva, galardoado precisamente pelos seus esforços no combate à pobreza - e pela promoção do diálogo entre os países do Sul e entre estes e o Norte - considera que é cada vez mais óbvio para todos no mundo que "o processo democrático ganha nova dimensão quando acompanhado da garantia dos direitos económicos e sociais vários, da redução das desigualdades e da construção de uma sociedade mais justa do ponto de vista social e económico".
"O conceito de direitos humanos vai além da garantia das liberdades individuais, da faculdade de expressão e de escolha dos seus dirigentes", sublinhou. "O desenvolvimento económico tem de estar ao serviço da redução das desigualdades sociais, sem paternalismo, promovendo a inclusão das pessoas mais pobres à plena cidadania, para que sejam protagonistas, expressem as suas vontades, lutem e obtenham conquistas dentro de um processo democrático."
Para Lula, os países emergentes estão a provar que é "perfeitamente possível combinar um crescimento económico vigoroso e continuado com uma forte distribuição de renda e ampliação de direitos sociais".
E num mundo em crise financeira, "a melhor resposta é a retomada do crescimento mundial", sustenta. Em contraste, "o ambiente de estagnação ou de recessão é o pior para a causa dos direitos humanos".
Lula da Silva partilhou o prémio do Conselho da Europa para 2010 com Louise Arbour, desde 2009 presidente do International Crisis Group, antiga Comissária da ONU para os Direitos Humanos e procuradora-geral do Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia. Ambos receberam o prémio das mãos do Presidente da República, Cavaco Silva.
Reformar as Nações Unidas "e o seu Conselho de Segurança" e "forjar uma ordem económica mundial menos desigual" são passos fundamentais para a "construção de uma ordem mundial que traduza as nossas aspirações de liberdade e de justiça social", defendeu o ex-Presidente do Brasil, Lula da Silva, no discurso com que recebeu na Assembleia da República em Lisboa o Prémio Norte-Sul do Conselho da Europa.
"A moldura das alianças e das organizações internacionais construída do século passado, influenciada pela Guerra Fria, tornou-se manifestamente incapaz de dar conta das pressões do século XXI", afirmou Lula. "É preciso mudar. É preciso levar em conta a existência da África, do Oriente Médio, da América Latina, da Índia."
Lula da Silva, galardoado precisamente pelos seus esforços no combate à pobreza - e pela promoção do diálogo entre os países do Sul e entre estes e o Norte - considera que é cada vez mais óbvio para todos no mundo que "o processo democrático ganha nova dimensão quando acompanhado da garantia dos direitos económicos e sociais vários, da redução das desigualdades e da construção de uma sociedade mais justa do ponto de vista social e económico".
"O conceito de direitos humanos vai além da garantia das liberdades individuais, da faculdade de expressão e de escolha dos seus dirigentes", sublinhou. "O desenvolvimento económico tem de estar ao serviço da redução das desigualdades sociais, sem paternalismo, promovendo a inclusão das pessoas mais pobres à plena cidadania, para que sejam protagonistas, expressem as suas vontades, lutem e obtenham conquistas dentro de um processo democrático."
Para Lula, os países emergentes estão a provar que é "perfeitamente possível combinar um crescimento económico vigoroso e continuado com uma forte distribuição de renda e ampliação de direitos sociais".
E num mundo em crise financeira, "a melhor resposta é a retomada do crescimento mundial", sustenta. Em contraste, "o ambiente de estagnação ou de recessão é o pior para a causa dos direitos humanos".
Lula da Silva partilhou o prémio do Conselho da Europa para 2010 com Louise Arbour, desde 2009 presidente do International Crisis Group, antiga Comissária da ONU para os Direitos Humanos e procuradora-geral do Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia. Ambos receberam o prémio das mãos do Presidente da República, Cavaco Silva.
Rendimento disponível das famílias deve cair 3,4% este ano
in Diário de Notícias
O rendimento disponível real das famílias deverá cair 3,4 por cento em 2011, devido às condições adversas que esperam no mercado de trabalho e pelas medidas de consolidação orçamental, indica o Banco de Portugal.
De acordo com as instituição, a juntar-se a esta quebra estão também as "condições de acesso ao crédito mais restritivas" esperadas, e uma evolução moderação dos salários também no setor privado, a que acresce as decisões já conhecidas do Governo para o sector público, como o congelamento dos aumentos salariais e o corte aplicado às remunerações dos trabalhadores da função pública e entidades na órbita do Estado, como as empresas.
Estas componentes deverão assim afectar de forma considerável as projecções para o consumo privado, esperando o Banco de Portugal que este sofra uma contracção de 1,9 por cento em 2011 e 1 por cento em 2012.
A instituição liderada por Carlos Costa também prevê neste Boletim Económico de Primavera uma queda do emprego de 0,9 por cento este ano e de 0,3 por cento no próximo, depois da queda já registada na ordem dos 1,5 por cento em 2010.
Uma vez que as projecções são elaboradas com base em medidas já aprovadas ou com elevado grau de aprovação, o banco central afirma que o rendimento disponível das famílias aumentaria 1,1 por cento em 2012, "na ausência de medidas adicionais de consolidação orçamental ou de desalavancagem do setor privado", o que "traduziria a dissipação dos efeitos das medidas de consolidação orçamental".
O rendimento disponível real das famílias deverá cair 3,4 por cento em 2011, devido às condições adversas que esperam no mercado de trabalho e pelas medidas de consolidação orçamental, indica o Banco de Portugal.
De acordo com as instituição, a juntar-se a esta quebra estão também as "condições de acesso ao crédito mais restritivas" esperadas, e uma evolução moderação dos salários também no setor privado, a que acresce as decisões já conhecidas do Governo para o sector público, como o congelamento dos aumentos salariais e o corte aplicado às remunerações dos trabalhadores da função pública e entidades na órbita do Estado, como as empresas.
Estas componentes deverão assim afectar de forma considerável as projecções para o consumo privado, esperando o Banco de Portugal que este sofra uma contracção de 1,9 por cento em 2011 e 1 por cento em 2012.
A instituição liderada por Carlos Costa também prevê neste Boletim Económico de Primavera uma queda do emprego de 0,9 por cento este ano e de 0,3 por cento no próximo, depois da queda já registada na ordem dos 1,5 por cento em 2010.
Uma vez que as projecções são elaboradas com base em medidas já aprovadas ou com elevado grau de aprovação, o banco central afirma que o rendimento disponível das famílias aumentaria 1,1 por cento em 2012, "na ausência de medidas adicionais de consolidação orçamental ou de desalavancagem do setor privado", o que "traduziria a dissipação dos efeitos das medidas de consolidação orçamental".
INE revê em alta défice de Portugal do ano passado
in Diário de Notícias
Portugal faz hoje manchete do Wall Street Journal Europe. O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou ontem que vai fazer "alterações contabilísticas" ao défice do Estado do ano passado, fazendo-o disparar para mais de 8%, contra os 7,3% que tinham sido acordados entre o governo de José Sócrates e a Comissão Europeia.
Em causa estão os dois mil milhões de euros injectados no Banco Português de Negócios (BPN) e os 500 milhões transferidos para as empresas públicas de transportes, tecnicamente falidas e que não podem ser contabilizadas como activos.
O Wall Street Journal Europe cita uma porta-voz do INE confirmando que vai ser feita "uma série de alterações" num relatório a ser entregue ao Eurostat, gabinete de estatísticas da União Europeia, o que confirma uma notícia avançada nos últimos dia pela imprensa europeia. O valor definitivo do défice português será publicado pelo Eurostat na próxima semana.
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, criticou o Eurostat quando surgiram as primeiras notícias de que o défice seria corrigido em alta, acusando o organismo de mudar as regras a meio do jogo. Mas, sem comentar estas declarações, um porta-voz do Eurostat remetue o WST Europe para uma nota publicada no site do organismo, a 16 de Março, que indica como é que os governos devem contabilizar aos activos depreciados.
Portugal faz hoje manchete do Wall Street Journal Europe. O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou ontem que vai fazer "alterações contabilísticas" ao défice do Estado do ano passado, fazendo-o disparar para mais de 8%, contra os 7,3% que tinham sido acordados entre o governo de José Sócrates e a Comissão Europeia.
Em causa estão os dois mil milhões de euros injectados no Banco Português de Negócios (BPN) e os 500 milhões transferidos para as empresas públicas de transportes, tecnicamente falidas e que não podem ser contabilizadas como activos.
O Wall Street Journal Europe cita uma porta-voz do INE confirmando que vai ser feita "uma série de alterações" num relatório a ser entregue ao Eurostat, gabinete de estatísticas da União Europeia, o que confirma uma notícia avançada nos últimos dia pela imprensa europeia. O valor definitivo do défice português será publicado pelo Eurostat na próxima semana.
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, criticou o Eurostat quando surgiram as primeiras notícias de que o défice seria corrigido em alta, acusando o organismo de mudar as regras a meio do jogo. Mas, sem comentar estas declarações, um porta-voz do Eurostat remetue o WST Europe para uma nota publicada no site do organismo, a 16 de Março, que indica como é que os governos devem contabilizar aos activos depreciados.
Confiança dos consumidores sobe e das empresas desce
in Diário de Notícias
A confiança das empresas voltou a "diminuir ligeiramente" em Março, penalizada pelas perspectivas de produção, enquanto a confiança dos consumidores aumentou, impulsionada pelo "contributo positivo" das expectativas relativas ao desemprego, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo os últimos dados dos inquéritos de conjuntura às empresas e aos consumidores, o indicador de clima económico voltou a diminuir ligeiramente em Março, mantendo o perfil descendente iniciado em Julho de 2010, tendo "todos os indicadores de confiança sectoriais" apresentado agravamentos. Já o indicador de confiança dos consumidores "aumentou nos últimos dois meses, interrompendo o movimento negativo iniciado em Novembro de 2009".
Na indústria transformadora, o indicador de confiança "diminuiu ligeiramente" em Março, contrariando o aumento dos dois meses anteriores, sobretudo devido ao "contributo negativo das perspectivas de produção". Neste sector, as opiniões sobre a procura global e os 'stocks' de produtos acabados "contribuíram positivamente", tendo também as apreciações sobre a procura externa mantido uma trajectória ascendente, contrariamente à procura interna.
No sector da construção e obras públicas, o indicador de confiança "manteve a trajectória negativa observada desde Junho de 2008", tendo mesmo atingido um novo mínimo histórico para a série iniciada em 1997. Um comportamento que, nos últimos dois meses, o INE atribui à diminuição quer das opiniões sobre a carteira de encomendas, quer, sobretudo, às perspectivas de emprego.
Quanto ao indicador de confiança do comércio diminuiu em Março, após ter estabilizado no mês anterior, "reflectindo o agravamento observado no subsector do comércio por grosso", já que no comércio a retalho voltou a aumentar.
Nos serviços, o indicador de confiança também diminuiu em Março, "contrariando o aumento registado no mês anterior" devido à deterioração das opiniões sobre a carteira de encomendas e as perspectivas de procura dirigida à empresa".
Relativamente ao indicador de confiança dos consumidores, o comportamento positivo registado em Março "deveu-se ao contributo positivo de todas as componentes, mais expressivo no caso das perspectivas relativas ao desemprego", refere o INE.
"Contudo - acrescenta - considerando valores mensais, sem a utilização de médias móveis de três meses, o indicador de confiança dos consumidores diminuiu no mês de referência".
Este aumento "ligeiro" em Fevereiro e em Março interrompeu "o acentuado perfil descendente iniciado em Novembro de 2009" e resultou das melhores perspectivas relativas ao desemprego, embora também as expectativas relativas à evolução da situação financeira do agregado familiar tenham recuperado".
Também as perspectivas de evolução da poupança "retomaram o ligeiro movimento ascendente registado em Janeiro", enquanto "o saldo das expectativas sobre a evolução da situação económica do país aumentou nos últimos dois meses, mas de forma ténue em Março", concluem.
A confiança das empresas voltou a "diminuir ligeiramente" em Março, penalizada pelas perspectivas de produção, enquanto a confiança dos consumidores aumentou, impulsionada pelo "contributo positivo" das expectativas relativas ao desemprego, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo os últimos dados dos inquéritos de conjuntura às empresas e aos consumidores, o indicador de clima económico voltou a diminuir ligeiramente em Março, mantendo o perfil descendente iniciado em Julho de 2010, tendo "todos os indicadores de confiança sectoriais" apresentado agravamentos. Já o indicador de confiança dos consumidores "aumentou nos últimos dois meses, interrompendo o movimento negativo iniciado em Novembro de 2009".
Na indústria transformadora, o indicador de confiança "diminuiu ligeiramente" em Março, contrariando o aumento dos dois meses anteriores, sobretudo devido ao "contributo negativo das perspectivas de produção". Neste sector, as opiniões sobre a procura global e os 'stocks' de produtos acabados "contribuíram positivamente", tendo também as apreciações sobre a procura externa mantido uma trajectória ascendente, contrariamente à procura interna.
No sector da construção e obras públicas, o indicador de confiança "manteve a trajectória negativa observada desde Junho de 2008", tendo mesmo atingido um novo mínimo histórico para a série iniciada em 1997. Um comportamento que, nos últimos dois meses, o INE atribui à diminuição quer das opiniões sobre a carteira de encomendas, quer, sobretudo, às perspectivas de emprego.
Quanto ao indicador de confiança do comércio diminuiu em Março, após ter estabilizado no mês anterior, "reflectindo o agravamento observado no subsector do comércio por grosso", já que no comércio a retalho voltou a aumentar.
Nos serviços, o indicador de confiança também diminuiu em Março, "contrariando o aumento registado no mês anterior" devido à deterioração das opiniões sobre a carteira de encomendas e as perspectivas de procura dirigida à empresa".
Relativamente ao indicador de confiança dos consumidores, o comportamento positivo registado em Março "deveu-se ao contributo positivo de todas as componentes, mais expressivo no caso das perspectivas relativas ao desemprego", refere o INE.
"Contudo - acrescenta - considerando valores mensais, sem a utilização de médias móveis de três meses, o indicador de confiança dos consumidores diminuiu no mês de referência".
Este aumento "ligeiro" em Fevereiro e em Março interrompeu "o acentuado perfil descendente iniciado em Novembro de 2009" e resultou das melhores perspectivas relativas ao desemprego, embora também as expectativas relativas à evolução da situação financeira do agregado familiar tenham recuperado".
Também as perspectivas de evolução da poupança "retomaram o ligeiro movimento ascendente registado em Janeiro", enquanto "o saldo das expectativas sobre a evolução da situação económica do país aumentou nos últimos dois meses, mas de forma ténue em Março", concluem.
Vieira da Silva assegura "sustentabilidade" dos bancos
in Diário de Notícias
O ministro da Economia, Vieira da Silva, admitiu hoje que a actual conjuntura económica e financeira do país não é a mais favorável para os bancos portugueses, mas garantiu que o sistema financeiro mantém a sua resistência e sustentabilidade.
"As condições para que os bancos cumpram a sua missão de financiamento à economia são mais desfavoráveis, mas não estamos numa situação de não financiamento", considerou o governante, acrescentando que "o sistema financeiro português vai continuar a funcionar com resistência e sustentabilidade".
Numa declaração no Ministério da Economia, em Lisboa, o ministro recordou que "com as exceções conhecidas [Banco Português de Negócios (BPN) e Banco Privado Português (BPP)], os bancos portugueses resistiram de forma sólida à primeira vaga da crise financeira", sublinhando que, no auge da crise, no final de 2008, "o Estado desempenhou um papel importante para a sustentabilidade do sistema financeiro".
Vieira da Silva reforçou que "os bancos portugueses superaram os testes de resistência feitos em 2010 e essa continua a ser a sua situação".
"O reforço da incerteza [desde o chumbo do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC)] afetou as instituições financeiras, mas não julgo que estamos numa situação de injeção generalizada de fundos públicos na banca privada, como aconteceu noutros países", acrescentou.
Sobre a hipótese de a Caixa Geral de Depósitos (CGD) vir a ser privatizada, Vieira da Silva salientou que "esse é um debate antigo e uma possibilidade que chegou a ser defendida por Passos Coelho [presidente do maior partido da oposição] nas eleições do PSD de há um ou dois anos, mas ele foi corrigindo essas questões".
O ministro explicou que "é pouco adequado colocar esse tipo de alternativa, até porque Portugal precisa de um banco público".
E reforçou: "A CGD desempenha um papel positivo no conjunto do sistema financeiro português, que tem vários bancos privados com capital externo".
O ministro da Economia, Vieira da Silva, admitiu hoje que a actual conjuntura económica e financeira do país não é a mais favorável para os bancos portugueses, mas garantiu que o sistema financeiro mantém a sua resistência e sustentabilidade.
"As condições para que os bancos cumpram a sua missão de financiamento à economia são mais desfavoráveis, mas não estamos numa situação de não financiamento", considerou o governante, acrescentando que "o sistema financeiro português vai continuar a funcionar com resistência e sustentabilidade".
Numa declaração no Ministério da Economia, em Lisboa, o ministro recordou que "com as exceções conhecidas [Banco Português de Negócios (BPN) e Banco Privado Português (BPP)], os bancos portugueses resistiram de forma sólida à primeira vaga da crise financeira", sublinhando que, no auge da crise, no final de 2008, "o Estado desempenhou um papel importante para a sustentabilidade do sistema financeiro".
Vieira da Silva reforçou que "os bancos portugueses superaram os testes de resistência feitos em 2010 e essa continua a ser a sua situação".
"O reforço da incerteza [desde o chumbo do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC)] afetou as instituições financeiras, mas não julgo que estamos numa situação de injeção generalizada de fundos públicos na banca privada, como aconteceu noutros países", acrescentou.
Sobre a hipótese de a Caixa Geral de Depósitos (CGD) vir a ser privatizada, Vieira da Silva salientou que "esse é um debate antigo e uma possibilidade que chegou a ser defendida por Passos Coelho [presidente do maior partido da oposição] nas eleições do PSD de há um ou dois anos, mas ele foi corrigindo essas questões".
O ministro explicou que "é pouco adequado colocar esse tipo de alternativa, até porque Portugal precisa de um banco público".
E reforçou: "A CGD desempenha um papel positivo no conjunto do sistema financeiro português, que tem vários bancos privados com capital externo".
Recessão vai acabar com mais 44 mil empregos
in Diário de Notícias
O relatório do Banco de Portugal é arrassador e traça um cenário negro para as famílias.
O "Jornal de Notícias", com base no relatório de Banco de Portugal quye diz que em 2011 vai assistsir-se a uma diminuição de 0,9% no emprego, lembra que isto equivale à destruição de 44.500 postos de trabalho.
Quanto ao rendimento das famílias para este ano, e na sequência das medidas de austeridade, vai provocar uma quebra de 3,4% no rendimento real das famílias.
O relatório do Banco de Portugal é arrassador e traça um cenário negro para as famílias.
O "Jornal de Notícias", com base no relatório de Banco de Portugal quye diz que em 2011 vai assistsir-se a uma diminuição de 0,9% no emprego, lembra que isto equivale à destruição de 44.500 postos de trabalho.
Quanto ao rendimento das famílias para este ano, e na sequência das medidas de austeridade, vai provocar uma quebra de 3,4% no rendimento real das famílias.
Risco de doenças para dois milhões de jovens portugueses
in Diário de Notícias
A Sociedade Portuguesa de Hepatologia alertou hoje para o risco crescente que "dois milhões" de adolescentes correm de ter doenças do fígado por beberem álcool.
A presidente da Sociedade, Estela Monteiro, disse à Agência Lusa que "20 por cento" dos consumidores regulares de álcool correm o risco de desenvolver cirrose no fígado. "Cada vez mais jovens aumentam a ingestão de álcool. Não têm a noção, entram nas discotecas, bebem 'shots' e pensam que não faz mal", frisou.
Estela Monteiro afirmou que o consumo mínimo não tóxico de álcool está nos 30 gramas por dia para as mulheres e 40 a 50 gramas por dia para os homens. Enquanto um litro de vinho tem 100 gramas de álcool, muitas bebidas presentes nos 'shots' têm muito maior taxa de álcool: um litro de conhaque pode ter 800 gramas e um litro de uísque tem 600 gramas.
As bebedeiras nas discotecas são familiares a "metade dos jovens com 15 anos", referem dados recolhidos pela Sociedade. A presidente da Sociedade salientou que consumidores regulares podem "em cinco ou seis anos" desenvolver doenças do fígado. O tempo que uma doença deste tipo pode demorar a manifestar-se tem a ver com a constituição genética de cada pessoa.
Estela Monteiro afirmou que a Sociedade está em conjunto com os médicos de família e os centros de alcoologia a tentar ter uma ideia concreta dos hábitos alcoólicos dos jovens portugueses, uma vez que são os clínicos gerais a ter mais contacto com as situações de consumo. Num país "de tradição vinícola" ainda é frequente "jovens começarem a beber em casa com doze anos" e são cada vez mais os utentes das consultas de hepatologia, referiu.
A Sociedade Portuguesa de Hepatologia alertou hoje para o risco crescente que "dois milhões" de adolescentes correm de ter doenças do fígado por beberem álcool.
A presidente da Sociedade, Estela Monteiro, disse à Agência Lusa que "20 por cento" dos consumidores regulares de álcool correm o risco de desenvolver cirrose no fígado. "Cada vez mais jovens aumentam a ingestão de álcool. Não têm a noção, entram nas discotecas, bebem 'shots' e pensam que não faz mal", frisou.
Estela Monteiro afirmou que o consumo mínimo não tóxico de álcool está nos 30 gramas por dia para as mulheres e 40 a 50 gramas por dia para os homens. Enquanto um litro de vinho tem 100 gramas de álcool, muitas bebidas presentes nos 'shots' têm muito maior taxa de álcool: um litro de conhaque pode ter 800 gramas e um litro de uísque tem 600 gramas.
As bebedeiras nas discotecas são familiares a "metade dos jovens com 15 anos", referem dados recolhidos pela Sociedade. A presidente da Sociedade salientou que consumidores regulares podem "em cinco ou seis anos" desenvolver doenças do fígado. O tempo que uma doença deste tipo pode demorar a manifestar-se tem a ver com a constituição genética de cada pessoa.
Estela Monteiro afirmou que a Sociedade está em conjunto com os médicos de família e os centros de alcoologia a tentar ter uma ideia concreta dos hábitos alcoólicos dos jovens portugueses, uma vez que são os clínicos gerais a ter mais contacto com as situações de consumo. Num país "de tradição vinícola" ainda é frequente "jovens começarem a beber em casa com doze anos" e são cada vez mais os utentes das consultas de hepatologia, referiu.
Fitch pressiona Portugal a pedir auxílio externo
in Jornal de Notícias
A agência de notação financeira Fitch alertou, esta quarta-feira, que o 'rating' de Portugal poderá voltar a descer no curto prazo, na ausência de auxílio financeiro de Bruxelas e do Fundo Monetário Internacional.
Já na terça-feira, a Standard & Poor's desceu a avaliação de Portugal para um nível acima de "lixo".
A agência de notação financeira Fitch alertou, esta quarta-feira, que o 'rating' de Portugal poderá voltar a descer no curto prazo, na ausência de auxílio financeiro de Bruxelas e do Fundo Monetário Internacional.
Já na terça-feira, a Standard & Poor's desceu a avaliação de Portugal para um nível acima de "lixo".
Previsões do Banco de Portugal confirmam "que o país está a empobrecer"
in Jornal de Notícias
O líder parlamentar do PS, Miguel Macedo, considerou terça-feira que as previsões do Banco de Portugal (BdP) confirmam "que o país está a empobrecer" em resultado das "políticas que têm sido prosseguidas" pelo Governo do PS.
O BdP reviu em baixa a sua previsão de crescimento económico para este ano, de -1,3 para -1,4 por cento, e antecipou que medidas adicionais de austeridade que terão de deverão conduzir a uma nova recessão em 2011.
"Não me espantam estas previsões do BdP. No fundo, quantificam o que nós temos dito do ponto de vista político, que o país está a empobrecer e que os portugueses estão a empobrecer", declarou Miguel Macedo aos jornalistas, no Parlamento.
O líder parlamentar do PSD responsabilizou o Governo do PS: "Estas previsões do BP dão razão àqueles que, como nós, têm dito que as políticas que têm sido prosseguidas têm dado este mau resultado a Portugal e aos portugueses".
Questionado se o PSD está a ponderar medidas adicionais, Miguel Macedo respondeu que sim, mas remeteu a sua apresentação para "dentro de algum tempo".
O PSD apresentará "um conjunto de medidas para as questões de imediato, da situação de emergência financeira em que o país está" e outro "para acorrer à situação de emergência social" e para "fazer com que, a prazo Portugal, possa crescer do ponto de vista económico", disse.
O líder parlamentar do PS, Miguel Macedo, considerou terça-feira que as previsões do Banco de Portugal (BdP) confirmam "que o país está a empobrecer" em resultado das "políticas que têm sido prosseguidas" pelo Governo do PS.
O BdP reviu em baixa a sua previsão de crescimento económico para este ano, de -1,3 para -1,4 por cento, e antecipou que medidas adicionais de austeridade que terão de deverão conduzir a uma nova recessão em 2011.
"Não me espantam estas previsões do BdP. No fundo, quantificam o que nós temos dito do ponto de vista político, que o país está a empobrecer e que os portugueses estão a empobrecer", declarou Miguel Macedo aos jornalistas, no Parlamento.
O líder parlamentar do PSD responsabilizou o Governo do PS: "Estas previsões do BP dão razão àqueles que, como nós, têm dito que as políticas que têm sido prosseguidas têm dado este mau resultado a Portugal e aos portugueses".
Questionado se o PSD está a ponderar medidas adicionais, Miguel Macedo respondeu que sim, mas remeteu a sua apresentação para "dentro de algum tempo".
O PSD apresentará "um conjunto de medidas para as questões de imediato, da situação de emergência financeira em que o país está" e outro "para acorrer à situação de emergência social" e para "fazer com que, a prazo Portugal, possa crescer do ponto de vista económico", disse.
Portugal é o oitavo pior mercado imobiliário do mundo
in Jornal de Notícias
Portugal é o oitavo pior mercado imobiliário do mundo, segundo um estudo divulgado pela revista Business Insider, que destaca a queda de preços e o impacto do desemprego que se continuará a fazer sentir no sector nacional.
A análise faz parte do índice S&P/Case Shiller, que analisa anualmente a posição do setor e antevê as perspectivas para os próximos meses, que foi divulgado pela revista norte-americana.
Este estudo recorda que os preços do sector imobiliário caíram 4% em 2010 (tendo descido 1,2% no último trimestre do ano), antecipando-se que o crescimento económico "muito débil", este ano, mantenha a pressão sobre o sector.
"A procura externa parece ser a mais provável fonte de crescimento para o sector imobiliário do país", considera o estudo na análise ao mercado português.
Em melhor posição do que Portugal nesta lista dos "onze piores mercados imobiliários do mundo" estão o Japão, Espanha e República Checa.
A lista dos piores é encabeçada pela Irlanda, onde, em 2010, os preços caíram 10,6% com a situação do sector bancário a manter a pressão negativa sobre o sector.
Seguem-se a Lituânia, Ucrânia, Croácia, Dubai, Grécia e Estados Unidos, onde os preços caíram 4,1% no ano passado.
Portugal é o oitavo pior mercado imobiliário do mundo, segundo um estudo divulgado pela revista Business Insider, que destaca a queda de preços e o impacto do desemprego que se continuará a fazer sentir no sector nacional.
A análise faz parte do índice S&P/Case Shiller, que analisa anualmente a posição do setor e antevê as perspectivas para os próximos meses, que foi divulgado pela revista norte-americana.
Este estudo recorda que os preços do sector imobiliário caíram 4% em 2010 (tendo descido 1,2% no último trimestre do ano), antecipando-se que o crescimento económico "muito débil", este ano, mantenha a pressão sobre o sector.
"A procura externa parece ser a mais provável fonte de crescimento para o sector imobiliário do país", considera o estudo na análise ao mercado português.
Em melhor posição do que Portugal nesta lista dos "onze piores mercados imobiliários do mundo" estão o Japão, Espanha e República Checa.
A lista dos piores é encabeçada pela Irlanda, onde, em 2010, os preços caíram 10,6% com a situação do sector bancário a manter a pressão negativa sobre o sector.
Seguem-se a Lituânia, Ucrânia, Croácia, Dubai, Grécia e Estados Unidos, onde os preços caíram 4,1% no ano passado.
Banco Central diz que crise da dívida pode passar da periferia para o centro
in Jornal de Notícias
A zona euro corre o risco de ver a crise de dívida soberana espalhar-se da periferia para o centro, alertou esta quarta-feira Lorenzo Bini Smaghi, membro do Conselho Executivo do Banco Central Europeu.
A zona euro "continua a enfrentar diversos riscos sérios", incluindo vulnerabilidades ao nível do financiamento bancário, a possibilidade dos desequilíbrios orçamentais num dos 17 estados-membros da moeda única se espalharem a outros países e ameaças ao crescimento económico, disse Bini Smaghi, num discurso em Moscovo, que o BCE publicou na sua página na Internet.
Na actualidade, a crise de dívida que começou na Grécia está "limitada a um pequeno número de países da zona euro", mas "o potencial contágio a outros países da União Europeia ou da zona euro não é insignificante", acrescentou.
Lorenzo Bini Smaghi disse ainda estar surpreso "com a rapidez com que as lições da crise foram esquecidas".
Com as condições futuras, "que serão tão difíceis quanto nos anos recentes", Bini Smaghi considerou que aos bancos centrais "será exigido que ajam como âncoras de estabilidade monetária e financeira num mundo em rápida mudança".
O mercado espera que o BCE aumente, na próxima semana, a taxa de juro de referência, em 100 pontos base, para controlar o aumento dos preços.
A zona euro corre o risco de ver a crise de dívida soberana espalhar-se da periferia para o centro, alertou esta quarta-feira Lorenzo Bini Smaghi, membro do Conselho Executivo do Banco Central Europeu.
A zona euro "continua a enfrentar diversos riscos sérios", incluindo vulnerabilidades ao nível do financiamento bancário, a possibilidade dos desequilíbrios orçamentais num dos 17 estados-membros da moeda única se espalharem a outros países e ameaças ao crescimento económico, disse Bini Smaghi, num discurso em Moscovo, que o BCE publicou na sua página na Internet.
Na actualidade, a crise de dívida que começou na Grécia está "limitada a um pequeno número de países da zona euro", mas "o potencial contágio a outros países da União Europeia ou da zona euro não é insignificante", acrescentou.
Lorenzo Bini Smaghi disse ainda estar surpreso "com a rapidez com que as lições da crise foram esquecidas".
Com as condições futuras, "que serão tão difíceis quanto nos anos recentes", Bini Smaghi considerou que aos bancos centrais "será exigido que ajam como âncoras de estabilidade monetária e financeira num mundo em rápida mudança".
O mercado espera que o BCE aumente, na próxima semana, a taxa de juro de referência, em 100 pontos base, para controlar o aumento dos preços.
Mais de 2,5 milhões de pessoas recenseadas através da Internet
in Jornal de Notícias
Mais de 2,5 milhões de pessoas já estão recenseadas no Censos 2011 através do inquérito disponibilizado na Internet há dez dias, o que significa o registo de mais de um milhão de alojamentos.
De acordo com um balanço feito pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), ao meio-dia de hoje "foi ultrapassado o milhão de alojamentos recenseados".
"O e-censos obteve a resposta de cerca de um milhão e quinze mil alojamentos, num total estimado de mais de dois milhões e quinhentas mil pessoas", refere o INE, que pela primeira vez este ano disponibilizou na Internet o inquérito do recenseamento da população e da habitação.
A maior operação estatística do país arrancou a 7 de Março, dia em que milhares de recenseadores começaram a distribuir porta a porta os questionários. No total, o INE espera conseguir contactar cerca de 10,7 milhões de pessoas, quatro milhões de famílias, seis milhões de alojamentos e 3,6 milhões de edifícios.
Através da página na Internet www.censos2011.ine.pt é possível entregar os inquéritos até 10 de Abril. Já os questionários em papel podem ser preenchidos até 24 de Abril, último dia para os recenseadores recolherem os documentos nas residências.
Quem tem dúvidas na elaboração do questionário pode pedir ajuda aos recenseadores (identificados com coletes amarelos), recorrer à página do INE ou ligar para a linha telefónica gratuita 800 22 20 11.
A presidente do INE, Alda Carvalho, recorda que as respostas são obrigatórias e confidenciais. Para garantir a confidencialidade, os dados são encriptados e protegidos "pela mais moderna tecnologia nesta área". Segundo a legislação, o não preenchimento dos inquéritos pode resultar em multas que vão dos 250 aos 3.740 euros.
Mais de 2,5 milhões de pessoas já estão recenseadas no Censos 2011 através do inquérito disponibilizado na Internet há dez dias, o que significa o registo de mais de um milhão de alojamentos.
De acordo com um balanço feito pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), ao meio-dia de hoje "foi ultrapassado o milhão de alojamentos recenseados".
"O e-censos obteve a resposta de cerca de um milhão e quinze mil alojamentos, num total estimado de mais de dois milhões e quinhentas mil pessoas", refere o INE, que pela primeira vez este ano disponibilizou na Internet o inquérito do recenseamento da população e da habitação.
A maior operação estatística do país arrancou a 7 de Março, dia em que milhares de recenseadores começaram a distribuir porta a porta os questionários. No total, o INE espera conseguir contactar cerca de 10,7 milhões de pessoas, quatro milhões de famílias, seis milhões de alojamentos e 3,6 milhões de edifícios.
Através da página na Internet www.censos2011.ine.pt é possível entregar os inquéritos até 10 de Abril. Já os questionários em papel podem ser preenchidos até 24 de Abril, último dia para os recenseadores recolherem os documentos nas residências.
Quem tem dúvidas na elaboração do questionário pode pedir ajuda aos recenseadores (identificados com coletes amarelos), recorrer à página do INE ou ligar para a linha telefónica gratuita 800 22 20 11.
A presidente do INE, Alda Carvalho, recorda que as respostas são obrigatórias e confidenciais. Para garantir a confidencialidade, os dados são encriptados e protegidos "pela mais moderna tecnologia nesta área". Segundo a legislação, o não preenchimento dos inquéritos pode resultar em multas que vão dos 250 aos 3.740 euros.
Cavaco confessa "admiração imensa" por Lula da Silva
in Jornal de Notícias
Cavaco salientou a luta contra a pobreza levada a cabo por Lula da Silva
O presidente da República, Cavaco Silva, confessou esta quarta-feira "uma admiração imensa" por Lula da Silva, por ter conseguido na presidência do Brasil conciliar o desenvolvimento com o combate à pobreza.
"Além de ser um grande amigo de Portugal, foi um grande Presidente do Brasil", afirmou na Universidade de Coimbra, no termo da cerimónia de doutoramento honoris causa daquele ex-chefe de Estado Brasileiro.
Para Cavaco Silva, Lula da Silva "teve uma projecção internacional notável", de que os portugueses se orgulham.
"Conseguiu conciliar o crescimento com a correcção das desigualdades e combate à pobreza. Por isso tenho uma admiração imensa, tal como os portugueses têm uma admiração imensa pelo presidente Lula da Silva", acentuou.
Questionado por um jornalista se seria possível aprender com Lula da Silva para pôr em prática na governação em Portugal, o Presidente da República português respondeu com gargalhadas.
Cavaco Silva lamentou o "acontecimento triste" da morte do ex-vice-Presidente José Alencar, que obriga ao regresso antecipado da presidente Dilma Rousseff ao Brasil, tal como a Lula da Silva, impedindo-a de estar mais esta tarde em Portugal.
"De qualquer forma é inesquecível este momento em que Lula da Silva recebe o Prémio Norte-Sul, ontem, e hoje é um dos membros da academia de Coimbra", realçou.
Cavaco Silva disse ter "uma satisfação enorme, uma honra, por estar associado a esta cerimónia", concluiu.
Lula da Silva junta-se a mais cinco ex-Presidentes do Brasil doutorados honoris causa pela Universidade de Coimbra, que em 2008 foi inspiradora da criação do Grupo de Coimbra das Universidades Brasileiras, agregando meia centena das mais prestigiadas instituições.
Desde Tancredo Neves, que recebeu a homenagem em Coimbra 15 dias depois de ser eleito, a 30 de Janeiro de 1985, a universidade distinguiu todos os titulares da presidência do Brasil à excepção de Fernando Collor de Mello e Itamar Franco, ambos do Partido da Reconstrução Nacional, que estiveram no poder de 1990 a 1995.
Tancredo Neves e José Sarney (1986), tal como agora José Inácio Lula da Silva, receberam as insígnias da Faculdade de Direito, mas Fernando Henrique Cardoso (1995) viu atribuído o grau honorífico pela Faculdade de Economia, que assim quis realçar a sua faceta de cientista social.
João Café Filho (1955), Juscelino Kubitschek de Oliveira (1960), ambos pela Faculdade de Direito, foram outros presidentes do Brasil "honoris causa" pela Universidade de Coimbra.
Cavaco salientou a luta contra a pobreza levada a cabo por Lula da Silva
O presidente da República, Cavaco Silva, confessou esta quarta-feira "uma admiração imensa" por Lula da Silva, por ter conseguido na presidência do Brasil conciliar o desenvolvimento com o combate à pobreza.
"Além de ser um grande amigo de Portugal, foi um grande Presidente do Brasil", afirmou na Universidade de Coimbra, no termo da cerimónia de doutoramento honoris causa daquele ex-chefe de Estado Brasileiro.
Para Cavaco Silva, Lula da Silva "teve uma projecção internacional notável", de que os portugueses se orgulham.
"Conseguiu conciliar o crescimento com a correcção das desigualdades e combate à pobreza. Por isso tenho uma admiração imensa, tal como os portugueses têm uma admiração imensa pelo presidente Lula da Silva", acentuou.
Questionado por um jornalista se seria possível aprender com Lula da Silva para pôr em prática na governação em Portugal, o Presidente da República português respondeu com gargalhadas.
Cavaco Silva lamentou o "acontecimento triste" da morte do ex-vice-Presidente José Alencar, que obriga ao regresso antecipado da presidente Dilma Rousseff ao Brasil, tal como a Lula da Silva, impedindo-a de estar mais esta tarde em Portugal.
"De qualquer forma é inesquecível este momento em que Lula da Silva recebe o Prémio Norte-Sul, ontem, e hoje é um dos membros da academia de Coimbra", realçou.
Cavaco Silva disse ter "uma satisfação enorme, uma honra, por estar associado a esta cerimónia", concluiu.
Lula da Silva junta-se a mais cinco ex-Presidentes do Brasil doutorados honoris causa pela Universidade de Coimbra, que em 2008 foi inspiradora da criação do Grupo de Coimbra das Universidades Brasileiras, agregando meia centena das mais prestigiadas instituições.
Desde Tancredo Neves, que recebeu a homenagem em Coimbra 15 dias depois de ser eleito, a 30 de Janeiro de 1985, a universidade distinguiu todos os titulares da presidência do Brasil à excepção de Fernando Collor de Mello e Itamar Franco, ambos do Partido da Reconstrução Nacional, que estiveram no poder de 1990 a 1995.
Tancredo Neves e José Sarney (1986), tal como agora José Inácio Lula da Silva, receberam as insígnias da Faculdade de Direito, mas Fernando Henrique Cardoso (1995) viu atribuído o grau honorífico pela Faculdade de Economia, que assim quis realçar a sua faceta de cientista social.
João Café Filho (1955), Juscelino Kubitschek de Oliveira (1960), ambos pela Faculdade de Direito, foram outros presidentes do Brasil "honoris causa" pela Universidade de Coimbra.
29.3.11
Pobreza em Portugal volta a aumentar
Andreia Cavaleiro, in O Primeiro de Janeiro
A Assistência Médica Internacional diz que 2010 foi o 'pior ano em termos de pobreza em Portugal', de acordo com os seus registos.
No ano de 2010 foram cerca de 13 mil as pessoas que solicitaram ajuda e apoio aos técnicos da AMI, de acordo com os dados avançados ontem pela instituição.
Assim, acrescenta uma nota, os dados relativos ao ano transato revelam 'o pior ano em termos de pobreza em Portugal desde que a AMI tem registo', O comunicado acrescenta que foram mais de '12.300 pessoas que solicitaram apoio nos nove centros sociais da fundação pelo país, nas Olaias, Chelas, Cascais, Almada, Porto, Vila Nova de Gaia, Coimbra, Funchal e Angra do Heroísmo',
A Assistência Médica Internacional considera que este é um 'valor sem precedentes e que representa um aumento de 40 por cento, tendo em conta os últimos cinco anos, e de 24 por cento relativamente ao ano anterior',
As áreas metropolitanas de Lisboa e Porto 'continuam a ser as mais afetadas pelo flagelo da pobreza e da exclusão social',
Do total de pessoas apoiadas no ano passado pela AMI, '45 por cento reside na Grande Lisboa (Olaias, Chelas, Almada e Cascais) e 40 por cento no Grande Porto (Porto e Vila Nova de Gaia)', é ainda adiantado. A AMI sublinha ainda que a 'pobreza registada em Portugal atinge sobretudo mulheres desempregadas, entre os 16 e os 65 anos, residentes nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto', É também referido que a 'maioria da população (69 por cento) que recorre aos centros sociais da AMI encontra-se em idade ativa, seguida dos menores de 16 anos (23 por cento) e finalmente, a população com mais de 65 anos, (18 por cento)', A AMI frisa ainda que a 'acompanhar esta tendência de subida nos dois grandes centros urbanos estão também as pessoas em situação de sem-abrigo, que não param de aumentar em Portugal', Deste modo, em 2010, foram cerca de 1800 os sem-abrigo que recorreram à AMI, 'dos quais 701 pela primeira vez, mais 12 por cento do que em 2009',
A Assistência Médica Internacional diz que 2010 foi o 'pior ano em termos de pobreza em Portugal', de acordo com os seus registos.
No ano de 2010 foram cerca de 13 mil as pessoas que solicitaram ajuda e apoio aos técnicos da AMI, de acordo com os dados avançados ontem pela instituição.
Assim, acrescenta uma nota, os dados relativos ao ano transato revelam 'o pior ano em termos de pobreza em Portugal desde que a AMI tem registo', O comunicado acrescenta que foram mais de '12.300 pessoas que solicitaram apoio nos nove centros sociais da fundação pelo país, nas Olaias, Chelas, Cascais, Almada, Porto, Vila Nova de Gaia, Coimbra, Funchal e Angra do Heroísmo',
A Assistência Médica Internacional considera que este é um 'valor sem precedentes e que representa um aumento de 40 por cento, tendo em conta os últimos cinco anos, e de 24 por cento relativamente ao ano anterior',
As áreas metropolitanas de Lisboa e Porto 'continuam a ser as mais afetadas pelo flagelo da pobreza e da exclusão social',
Do total de pessoas apoiadas no ano passado pela AMI, '45 por cento reside na Grande Lisboa (Olaias, Chelas, Almada e Cascais) e 40 por cento no Grande Porto (Porto e Vila Nova de Gaia)', é ainda adiantado. A AMI sublinha ainda que a 'pobreza registada em Portugal atinge sobretudo mulheres desempregadas, entre os 16 e os 65 anos, residentes nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto', É também referido que a 'maioria da população (69 por cento) que recorre aos centros sociais da AMI encontra-se em idade ativa, seguida dos menores de 16 anos (23 por cento) e finalmente, a população com mais de 65 anos, (18 por cento)', A AMI frisa ainda que a 'acompanhar esta tendência de subida nos dois grandes centros urbanos estão também as pessoas em situação de sem-abrigo, que não param de aumentar em Portugal', Deste modo, em 2010, foram cerca de 1800 os sem-abrigo que recorreram à AMI, 'dos quais 701 pela primeira vez, mais 12 por cento do que em 2009',
2010 foi "o pior ano em Portugal" - AMI
in Destak
A Assistência Médica Internacional (AMI) revelou hoje que 2010 foi o "pior ano em termos de pobreza em Portugal" nos registos da fundação, com os pedidos de apoio a aumentarem 24 por cento face a 2009.
Segundo um comunicado divulgado hoje pela organização, o número de pedidos nos nove centros sociais da fundação aumentou 40 por cento nos últimos cinco anos.
Em 2010, recorreram a estes espaços de Chelas, Olaias, Cascais, Almada, Porto, Vila Nova de Gaia, Coimbra, Funchal e Angra do Heroísmo mais de 12300 pessoas, um "valor sem precedentes".
No entanto, o comunicado aponta as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto como as zonas mais afetadas pelo flagelo da pobreza e da exclusão social e indica que, do total de pessoas apoiadas no ano passado, 45 por cento reside na Grande Lisboa (onde existem os centros sociais de Olaias, Chelas, Almada e Cascais) e 40 por cento no Grande Porto (abrangido pelos centros de Porto e Vila Nova de Gaia).
A maioria dos cidadãos (69 por cento) que recorreram aos centros sociais da AMI está em idade ativa, enquanto 23 por cento tem menos de 16 anos e 18 por cento tem mais de 65 anos.
"A pobreza registada pela AMI em Portugal atinge sobretudo mulheres desempregadas, entre os 16 e os 65 anos, residentes nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto", acrescenta a organização.
A acompanhar a tendência de aumento da pobreza nos dois grandes centros urbanos está a evolução do número de sem-abrigo, que "não param de aumentar em Portugal".
Em 2010, 1821 pessoas nesta condição recorreram à AMI e, de entre elas, 701 fizeram-no pela primeira vez, o que representa um aumento de 12 por cento face a 2009.
A AMI sublinha que o número de mulheres nesta situação representou já 29 por cento dos sem-abrigo que procuraram a organização pela primeira vez, registando-se neste caso uma "agudização de 16 por cento em 12 anos".
Os dados referem ainda que os abrigos noturnos de Lisboa e do Porto acolheram no ano passado um total de 129 homens.
A Assistência Médica Internacional (AMI) revelou hoje que 2010 foi o "pior ano em termos de pobreza em Portugal" nos registos da fundação, com os pedidos de apoio a aumentarem 24 por cento face a 2009.
Segundo um comunicado divulgado hoje pela organização, o número de pedidos nos nove centros sociais da fundação aumentou 40 por cento nos últimos cinco anos.
Em 2010, recorreram a estes espaços de Chelas, Olaias, Cascais, Almada, Porto, Vila Nova de Gaia, Coimbra, Funchal e Angra do Heroísmo mais de 12300 pessoas, um "valor sem precedentes".
No entanto, o comunicado aponta as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto como as zonas mais afetadas pelo flagelo da pobreza e da exclusão social e indica que, do total de pessoas apoiadas no ano passado, 45 por cento reside na Grande Lisboa (onde existem os centros sociais de Olaias, Chelas, Almada e Cascais) e 40 por cento no Grande Porto (abrangido pelos centros de Porto e Vila Nova de Gaia).
A maioria dos cidadãos (69 por cento) que recorreram aos centros sociais da AMI está em idade ativa, enquanto 23 por cento tem menos de 16 anos e 18 por cento tem mais de 65 anos.
"A pobreza registada pela AMI em Portugal atinge sobretudo mulheres desempregadas, entre os 16 e os 65 anos, residentes nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto", acrescenta a organização.
A acompanhar a tendência de aumento da pobreza nos dois grandes centros urbanos está a evolução do número de sem-abrigo, que "não param de aumentar em Portugal".
Em 2010, 1821 pessoas nesta condição recorreram à AMI e, de entre elas, 701 fizeram-no pela primeira vez, o que representa um aumento de 12 por cento face a 2009.
A AMI sublinha que o número de mulheres nesta situação representou já 29 por cento dos sem-abrigo que procuraram a organização pela primeira vez, registando-se neste caso uma "agudização de 16 por cento em 12 anos".
Os dados referem ainda que os abrigos noturnos de Lisboa e do Porto acolheram no ano passado um total de 129 homens.
Idosos portugueses têm menos esperança de vida saudável do que os espanhóis
in Destak
Portugal tem mais idosos e mais doentes do que Espanha e a esperança de vida saudável aos 65 anos é significativamente superior no país vizinho, revela um estudo comparativo feito pelos institutos de estatística dos países ibéricos.
Enquanto as mulheres e os homens espanhóis têm, aos 65 anos, uma média de 9,8 e 8,6 anos de vida saudável pela frente, nos portugueses essa esperança não vai além dos 6,6 anos e 5,4 anos respetivamente.
A comparação faz parte de “A Península Ibérica em Números/La Península Ibérica en Cifras”, publicação da responsabilidade dos Institutos Nacionais de Estatística de Espanha e de Portugal, correspondente a 2010.
O documento apresenta um conjunto de indicadores estatísticos oficiais agrupados em 15 temas que compara os dois países.
Segundo esta edição, a esperança de vida à nascença das mulheres espanholas (84,7 anos) em 2009 era a mais elevada da União Europeia. A esperança de vida à nascença das portuguesas (81,8 anos) ocupava uma posição intermédia no ranking dos 27 países.
No mesmo ano, a população com 65 ou mais anos representava 17,6 por cento em Portugal e 16,6 por cento em Espanha (em relação à população total de cada um), posicionando-os no grupo de países da UE em que esta faixa populacional apresenta percentagens mais elevadas.
O documento refere que, em 2008, 72,9 por cento dos espanhóis consideravam o seu estado de saúde “bom” ou “muito bom”, contra 48,6 por cento dos portugueses com essa perceção.
No mesmo ano, a percentagem dos portugueses com problemas de saúde ou uma incapacidade de longa duração (29,5 por cento dos homens e 36,6 por cento das mulheres) era superior à registada em Espanha (27,6 por cento dos homens e 32,8 por cento das mulheres) e também à média da União Europeia (28,7 por cento dos homens e 32,8 por cento das mulheres).
Em Portugal e Espanha as principais áreas de licenciatura foram “Saúde e serviços sociais”, “Engenharia, indústrias e construção” e “Gestão e administração”.
Em 2009, o PIB per capita em paridades de poder de compra em Portugal e em Espanha correspondia, respetivamente, a 79 por cento e a 104 por cento da média europeia, enquanto a produtividade dos dois países - medida pelo valor do PIB e nível e volume de emprego - representava 74 por cento e 111 por cento da média europeia, respetivamente.
No mesmo ano, a dívida das administrações públicas em Portugal (76,1 por cento do PIB) mantinha-se superior à média europeia (74,0 por cento) e à registada em Espanha (53,2 por cento), enquanto o défice das administrações públicas neste país (11,1 por cento do PIB) era superior quer ao valor português (9,3 por cento), quer ao europeu (6,9 por cento).
Em 2009, a taxa de desemprego em Espanha (18,0 por cento) foi a mais elevada da União Europeia, posicionando-se Portugal na oitava posição desse ranking, com 9,6 por cento.
A nível regional, os valores mais altos registaram-se em: Canárias, Andaluzia, Melilla, Comunidade Valenciana e Região de Múrcia.
Em 2009, os “empregadores com nível de instrução primário e secundário inferior” representavam, em relação ao total de empregadores, 78,9 por cento em Portugal, 48,1 por cento em Espanha e 26,6 por cento na União Europeia.
Portugal liderava em número de assinaturas de telefones móveis por 100 habitantes em Portugal: 151, contra os 111 em Espanha e 125 na União Europeia.
Portugal tem mais idosos e mais doentes do que Espanha e a esperança de vida saudável aos 65 anos é significativamente superior no país vizinho, revela um estudo comparativo feito pelos institutos de estatística dos países ibéricos.
Enquanto as mulheres e os homens espanhóis têm, aos 65 anos, uma média de 9,8 e 8,6 anos de vida saudável pela frente, nos portugueses essa esperança não vai além dos 6,6 anos e 5,4 anos respetivamente.
A comparação faz parte de “A Península Ibérica em Números/La Península Ibérica en Cifras”, publicação da responsabilidade dos Institutos Nacionais de Estatística de Espanha e de Portugal, correspondente a 2010.
O documento apresenta um conjunto de indicadores estatísticos oficiais agrupados em 15 temas que compara os dois países.
Segundo esta edição, a esperança de vida à nascença das mulheres espanholas (84,7 anos) em 2009 era a mais elevada da União Europeia. A esperança de vida à nascença das portuguesas (81,8 anos) ocupava uma posição intermédia no ranking dos 27 países.
No mesmo ano, a população com 65 ou mais anos representava 17,6 por cento em Portugal e 16,6 por cento em Espanha (em relação à população total de cada um), posicionando-os no grupo de países da UE em que esta faixa populacional apresenta percentagens mais elevadas.
O documento refere que, em 2008, 72,9 por cento dos espanhóis consideravam o seu estado de saúde “bom” ou “muito bom”, contra 48,6 por cento dos portugueses com essa perceção.
No mesmo ano, a percentagem dos portugueses com problemas de saúde ou uma incapacidade de longa duração (29,5 por cento dos homens e 36,6 por cento das mulheres) era superior à registada em Espanha (27,6 por cento dos homens e 32,8 por cento das mulheres) e também à média da União Europeia (28,7 por cento dos homens e 32,8 por cento das mulheres).
Em Portugal e Espanha as principais áreas de licenciatura foram “Saúde e serviços sociais”, “Engenharia, indústrias e construção” e “Gestão e administração”.
Em 2009, o PIB per capita em paridades de poder de compra em Portugal e em Espanha correspondia, respetivamente, a 79 por cento e a 104 por cento da média europeia, enquanto a produtividade dos dois países - medida pelo valor do PIB e nível e volume de emprego - representava 74 por cento e 111 por cento da média europeia, respetivamente.
No mesmo ano, a dívida das administrações públicas em Portugal (76,1 por cento do PIB) mantinha-se superior à média europeia (74,0 por cento) e à registada em Espanha (53,2 por cento), enquanto o défice das administrações públicas neste país (11,1 por cento do PIB) era superior quer ao valor português (9,3 por cento), quer ao europeu (6,9 por cento).
Em 2009, a taxa de desemprego em Espanha (18,0 por cento) foi a mais elevada da União Europeia, posicionando-se Portugal na oitava posição desse ranking, com 9,6 por cento.
A nível regional, os valores mais altos registaram-se em: Canárias, Andaluzia, Melilla, Comunidade Valenciana e Região de Múrcia.
Em 2009, os “empregadores com nível de instrução primário e secundário inferior” representavam, em relação ao total de empregadores, 78,9 por cento em Portugal, 48,1 por cento em Espanha e 26,6 por cento na União Europeia.
Portugal liderava em número de assinaturas de telefones móveis por 100 habitantes em Portugal: 151, contra os 111 em Espanha e 125 na União Europeia.
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