in Diário de Notícias
As empresas do Estado já começaram a reduzir chefias intermédias, com cortes a incidir nos escalões mais baixos.
O "jornal i" escreve que as empresas do Estado já começaram a fazer uma "lipoaspiração" às centenas de cargos de directores e chefias intermédias que empregam, respondendo às ordens do Orçamento de Estado, que obriga a uma redução de 20% nestes cargos do sector empresarial público.
Numa questão de meses, cinco das maiores empresas de capitais públicos conseguiram identificar 95 directores ou chefes dispensáveis, contudo, este número ainda fica aquém dos 20% exigidos pelo governo.
Segundo as contas do jornal, tendo por base os cortes individuais, mas também os salários de cada nível hierárquico, as cinco empresas vão poupar 5,8 milhões de euros/ano com a eliminação de chefias, uma economia mensal com cada chefe de 4,36 mil euros. No entanto, estas medidas são um "copo meio cheio", uma vez que os cargos que estão a ser cortados são os menos remunerados. A média salarial dos cargos e dos chefes que sobrevivem à desengorda é de 5,3 mil euros mensais.


