9.3.11

Juros da dívida continuam a bater máximos

in Jornal de Notícias

Os juros exigidos pelos investidores no mercado secundário para deter títulos de dívida soberana portuguesa com maturidades a cinco e dez anos continuam a bater máximos, em dia de regresso de Portugal ao mercado.

Depois de, na terça-feira, os juros nos prazos a cinco e dez anos terem atingido novos máximos históricos, o dia começa com o regresso das pressões no mercado de dívida, poucos antes de o IGCP voltar ao mercado para um leilão de recompra das linhas de Obrigações do Tesouro (OT) que vencem este ano, para logo a seguir tentar colocar dívida na linha de OT com maturidade em Setembro de 2013.

Às 8.38 horas, a yield (remuneração que o investidor diz que aceita para deter dívida com esta maturidade) exigida relativa às obrigações portuguesas a cinco anos fixava-se nos 7,79%, de acordo com os dados da agência financeira Bloomberg.

O 'spread' face aos títulos alemães com a mesma maturidade estava nos 518,5 pontos base, um máximo histórico para esta maturidade, que ultrapassa assim os juros elevados que os investidores estão a exigir pela dívida com maturidade a dez anos.

A taxa genérica (média entre todos os preços indicados pelas instituições que disponibilizam dados a esta agência noticiosa) na linha viva com maturidade a 5 anos situava-se nos 7,677%, depois na terça-feira ter batido o seu máximo histórico de 7,706%.

A yield exigida pelos títulos com maturidade a 10 anos negociava nos 7,64%, com o 'spread' face à referencial alemã com a mesma maturidade a agravar-se para os 434,7 pontos base. A taxa da linha viva com esta maturidade negociava nos 7,548%, depois de, também neste prazo, as taxas terem batido máximos históricos na terça-feira.